Sobre os hostels da viagem

Já vieram pedir indicações sobre os hostel que eu fiquei tanto lá na página do blog quando por inbox no meu facebook pessoal, e quanto percebi como esse assunto realmente interessava muita gente (eu também nunca havia ficado em hostel antes disso e não sabia muito bem o que iria encontrar por lá), achei que era mais do que válido fazer um texto sobre isso aqui no blog.

Como eu já tinha adiantado no post em que falei sobre os sonhos e planos que antecederam a viagem, tanto no hostel de Londres quanto no de Paris, eu e Diego ficamos em quartos de casal só pra gente e com banheiro também só pra gente. Pra ser sincera, foi tudo muito parecido com um hotel, inclusive a segurança, o café da manha já no pacote e a privacidade. A diferença básica a meu ver foi o preço bem mais em conta e um pouco menos de luxo – o que não fez diferença alguma pra gente que ia pro hostel praticamente só pra dormir.

Lembrando, é claro, que essa foi a minha experiência e que como eu não peguei quarto ou banheiro compartilhado, não posso opiniar sobre essa parte.  Posso, no entanto, falar das áreas em comum do hostel, do atendimento, do conforto, da localização… E acho que isso já ajuda um bocado. Então, aqui embaixo vou contar um pouco desses lugares em que eu fiquei e como foi esse tempo por lá, e se alguém aí tem outros hostels pra indicar em Londres e Paris, por favor, deixa aí nos comentários pra ajudar mais gente que chegar por aqui pesquisando sobre isso, combinado?

Londres é dividida em vários áreas, indo da mais central, a zona 1, até a mais distante, a zona 6. A maior parte das atrações turísticas da cidade ficam nas regiões 1 e 2, então compensa pagar mais caro e ficar em um hostel nessas regiões do que pegar um que fique na zona 4, por exemplo, e gastar horrores depois com o transporte, já que há variação de preço de acordo com a zona que você deseja ir.

O Palmers Lodge Hillspring fica em Willesden Lane, exatamente na divisa entre a zona 2 e a zona 3, e tem a vantagem de que o metrô mais próximo, o Willesden Green, ainda está situado na zona 2. Assim, como a gente praticamente só usou metrô pra se deslocar pela cidade, ter ficado nessa região e pertinho de uma estação – a pé são em torno de dez minutinhos de caminhada – nos ajudou a economizar tempo e dinheiro para fazermos os passeios que queríamos.

Diferente do hostel de Paris, que tem uma cara mais “família”, a proposta aqui é mais focada em jovens e cria todo um ambiente mais descontraído pra isso. A recepção (da foto aqui de cima) é super descolada, cheia de pufes, gente 24 horas conversando, comendo salgadinho e tomando refrigerante das máquinas da sala, e mexendo em notebooks. À noite, sempre que a gente chegava ou saía, tinha uma galera de pijama sentada conversando haha. Além disso, existem outras várias áreas comuns, como o restaurante, o bar (com mesa de sinuca, muita música e um”jardim” com uma coleção gigantesca de motos antigas), a varanda e toda a frente do hostel que, até onde eu entendi, tem ligação com um salão de festas também.

O pessoal da recepção é super jovem, super afim de conversar e extremamente simpático. Não tivemos problema nenhum com atendimento ou segurança enquanto estivemos lá, e tinha, inclusive, cofre no nosso quarto se a gente quisesse guardar alguma coisa.

A gente tomou café da manhã apenas duas vezes no hostel, – é que algumas vezes queríamos tomar café na rua mesmo em algum lugar bonitinho e em outras simplesmente acordamos tarde pra isso hahaha – mas tava tudo bem gostoso, sem grandes luxos. Tinha café, leite, croissants, chá, biscoitos e pãezinhos. E, à noite, o lugar funcionava como restaurante, o que era bem prático pra aqueles dias que você chegava morta depois de um dia todo de passeio e não tinha forças pra sair de novo pra jantar. Nós comemos uma noite nesse restaurante, o preço tava bem ok, a comida tava gostosa e o prato era gigantesco.

Pra não falar que só falei das flores, ou, nesse caso, que só falei das coisas boas da estadia, eu tenho duas ressalvas pra fazer sobre o Palmers Lodge: a primeira é que não achei o chuveiro do hostel muito quente e como Londres é muito, muitoo fria (e eu sou bastante friorenta também), isso foi um problema pra mim. O segundo foi que o bairro em que ele fica localizado tem, claramente, influências muçulmanas, e a maior parte dos restaurantes tem comidas típicas, bastante diferentes e com temperos mega fortes. Veja bem, nada contra a culinária muçulmana, mas eu que sou a rainha das alergias preciso tomar cuidado com essas coisas. Meu cardápio acabava ficando muito restrito ali nas redondezas, o que fazia com que eu e Diego quase sempre preferíssemos jantar pelos lugares em que passeávamos e abastacer o quarto do hostel com comprinhas de supermercado pra comer se desse fome de madrugada.

Informações:
Palmers Lodge Hillspring – 233, Willesden Lane, London
Site da rede Palmers Lodge
Facebook da rede Palmers Lodge.
Palmers Lodge Hillspring no Tripadvisor.

Fiz reserva no Plug-Inn Boutique Hostel por indicação da minha irmã, que já tinha ficado hospedada por lá e tinha gostado muito do lugar. E olha, gente, ela realmente tinha motivos pra ter ficado contente, porque esse hostel é um verdadeiro achado de fofura em Paris!

A primeira vantagem que eu eu enxergo no Plug-Inn é a localização maravilhosa que ele tem: o bairro de Montmartre, um dos cantinhos mais boêmios, românticos e “a cara” de Paris que existem. Chegar na cidade e já ir direto para lá foi muito maravilhoso porque a impressão que eu tinha era que eu havia desembarcado do avião e entrado em um filme francês da década de 60. Montmartre respira o estilo parisiense e é cheio de cafés com mesinhas nas ruas, floriculturas, cachorrinhos seguindo seus donos sem coleira, casarões antigos super charmosos e toda uma atmosfera que a gente sempre vê em livros e filmes sobre a cidade. Além disso, ele é o bairro mais alto de Paris e tem atrações turísticas bem conhecidas, como a Basílica do Sacré-Coeur, o Café des 2 Moulins (onde foram gravadas cenas do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), o Le murs de Je t’aime e o Moulin Rouge (sim, o famoso cabaré que inspirou o filme de mesmo nome!).

Apesar de ter vários andares, esse hostel é menor e bem menos chamativo do que o Palmers Lodge, e fica em uma ruazinha linda, pertinho do metrô (em torno de dez minutos de caminhada). O pessoal que fica na recepção entende perfeitamente inglês e não rolou nenhum tipo de confusão com o idioma enquanto estivemos lá. Além disso, em termos de segurança o lugar também é super tranquilo, e assim como em Londres, havia um cofre no quarto caso a gente quisesse guardar alguma coisa. Além disso, outro ponto ótimo do Plug-Iin, é que como ele fica muito bem localizado, nesse bairro que é bastante turístico, opções de restaurantes, cafés e pubs é o que não faltam. Qualquer hora do dia ou da noite, a gente encontrava ali pertinho lugares abertos com uma comida quentinha e deliciosa.

O Plug-inn, como eu disse lá em cima, tem uma vibe um pouco mais familiar, mas isso também não quer dizer que a gente não veja gente jovem por lá. No nosso último dia, encontramos uma turma novinha de amigos de Minas que tinham acabado de chegar e mesmo durante nossa estadia, vimos gente de todo tipo de idade na recepação e na sala do café. E ah, por falar em café da manhã, o deles é uma delícia, com atendentes super simpáticas. O único porém – e aqui cabe o primeiro ‘probleminha’ que encontrei no hostel –  é que como o local é bem pequenininho, às vezes todas as cadeiras ficavam ocupadas e era preciso esperar um pouquinho pra conseguir um lugar pra sentar. O segundo fato não tão legal assim que notei é que o elevador deles é minúsculo! Só cabem duas pessoas por vez e pra gente subir/descer com as malas foram necessárias algumas viagens. Mas, sinceramente? Nada disso foi algo que de fato atrapalhou nossa estadia. Não era algo que com um pouquinho de paciência não seria tranquilo de resolver, sabem?

Informações
Plug-Inn Boutique Hostel. 7 rue Aristide Bruant, 75018, Paris.
Site do Plug-Inn Boutique Hostel
Facebook do Plug-Inn Boutique Hostel
Plug-Inn Boutique Hostel no Tripadvistor.

Se eu deixei de falar aqui sobre algo que vocês queriam saber dos hostels, podem comentar ou me chamarem no facebook que vou ter o maior prazer de contar. Tentei fazer um resuminho das minhas maiores impressões e espero que pelo menos uma visão um pouco mais detalhada do lugar vocês tenham conseguido captar.

Bisous, bisous e até a próxima

Passeando por Paris!

Ao invés de “passeando por Paris”, o título desse post podia muito bem ser “um sonho realizado”, de tão incrível e esperada que foi essa viagem. Por isso mesmo,  eu fiz questão de botar em palavras, fotos e imagem tudo que aconteceu por lá. E se eu conseguir colocar nesse post um quinto de toda a beleza e emoção que eu senti estando pertinho da torre, vendo o Louvre, passeando por Versailles ou admirando o Sena, eu tenho certeza que vocês também vão se apaixonar perdidamente por essa cidade <3

Bisous, bisous cheios de saudade

Os cinco de fevereiro e março 2015

Todas as fotos desse post são do meu instagram: @paulinha_v.

Fevereiro

Revistas de moda: uma eterna crush em minha vida

Vocês sabem o quanto eu sou viciada em revistas de moda, né? O problema é que exatamente por amá-las tanto e querer sempre comprar tudo que eu vejo pela frente, rolava um acúmulo mensal de revistas aqui em casa que eu não dava conta de ler. Por isso que assim que 2015 começou eu prometi pra mim mesma que eu selecionaria melhor o que iria comprar. E, além disso, eu daria um jeito de ler toda e qualquer revista que comprasse, pra fazer bom uso do dinheiro e do espaço na estante investido.

Assim, pela primeira vez na vida tô assinando a Vogue Brasil e comprando por fora algumas revistas que têm me interessado muito, como a “nova” L’officiel (com time 2.0) e as revistas que comprei na viagem e que mostrei nesse post aqui. Tô procurando reservar um tempinho dos fins de tarde e finais de semana pra poder ler tudo isso, me inspirar e ter ideias novas. E já adianto que a coceirinha pra falar (ainda mais) sobre elas aqui no blog tá bem forte. Aguardem posts em breve 😉

Subindo mais um degrauzinho

Em fevereiro, Ariane, uma amiga mui querida, se formou na residência de Psicologia. Pra comemorar esse novo degrauzinho alcançado, rolou festinha de formatura com direito a banda, amigos, muita comida e risadas até a barriga doer. E, claro, a certeza de que agora temos uma nova e competentíssima profissional no mercado!

Sobre filmes que mexem comigo

Já faz algum tempo que eu copiei a listinha do livro “1001 filmes para ver antes de morrer” lá no meu listography e, desde então, venho riscando todos os itens que vou assistindo dela. Só que aí em fevereiro, depois de um tempão sem nem pegar esse livro nas mãos, resolvi tirá-lo da prateleira e PÁ, me deu uma vontade doida de levar mais a sério esse desafio. Na real, não é nem só dos filmes listados que eu penso isso, mas de todos os filmes mais antigos que eu morro de vontade de assistir e acabo sempre deixando de lado. Por conta disso, decidi que agora em 2015 (e aproveitando que o Oscar já passou e que os filmes restantes dessa lista eu posso ver com mais calma) vou fazer um intesivão de filminhos antigos, começando pelos do Billy Wilder, um diretor que morro de curiosidade de conhecer mais o trabalho.

Quem tiver alguma indicação pra fazer, sinta-se à vontade pra deixar nos comentários!

Trocando a folia pela piscina

Todas as últimas vezes que fui pra casa dos meus pais em Leme, me joguei sem medo na piscina. Mesmo durante o Carnaval eu preferi trocar a folia pela água e descobri assim que a piscina tem funcionado pra mim de um jeito meio terapêutico, e que a sensação boa de nadar (já até contei por aqui que eu fico nadando mesmo quando tô dentro d’água, gastando energia e me movimentando que nem uma doida) me faz bem, me enche de uma sensação de calmaria e paz. Fora a delícia que é ficar lendo na beiradinha da piscina com um vento gelado batendo no nosso rosto <3

Strike!

Strike!

Fevereiro também foi mês de sair com os amigos pra jogar boliche e fazer vários strikes (mentira essa última parte haha). Eu não sou nem de longe, mas assim, nem de longe mesmo, uma boa jogadora de boliche, mas também não tô nem aí pra isso. Como sei que sou péssima nesse jogo, abandono a Mônica de Friends que existe em mim pelo menos um pouquinho. Afinal, o importante mesmo é sair com gente que me faz bem, que me faz rir e que eu adoro muito.

Março

Espero que vocês estejam acompanhando os posts que estão subindo aqui no blog sobre a viagem, mas pra quem perdeu as fotos que eu subi no Instagram (me sigam lá!), aqui vai um top cinco das muitas coisas legais que aconteceram durante o mês de março enquanto estive em Londres e Paris.

Foram anos de espera, mas minha carta de Hogwarts finalmente chegou

Foram anos de espera, mas minha carta de Hogwarts finalmente chegou

Uma das nossas primeiras paradas em Londres foi na estação de King’s Cross, onde fica a tão incrível plataforma 9 ¾. E sério, eu não poderia ter ficado mais feliz do que fiquei por ter ido até lá! Tendo um carinho tão grande quanto eu tenho pelos livros e filmes de Harry Potter e tendo sonhado durante muito tempo com uma cartinha que me levasse direto pra Hogwarts, estar naquele lugar é quase como se eu tivesse conseguido participar um pouquinho da história também.

É mágico que ela fique de fato na estação e que de um lado a gente veja trens chegando e saindo a todo momento e, de outro, a gente veja esse pequeno carrinho na parede que significa tanto pra quem é fã de HP.

London Eye, o cartão-postal mais lindo de Londres

A vista que a gente tem de Londres quando estamos dentro da London Eye é maravilhosa, mas tão bonita quanto isso é a própria roda-gigante, uma obscenidade de linda nas margens do rio Tâmisa. Ao entardecer, quando o sol vai indo embora e o céu vai misturando o rosa e o vermelho aos seus tons de azul, as cores se refletem na água e na própria London Eye, formando uma das vistas mais lindas que já vi na minha vida <3

Melhor amigo, namorado e companheiro de viagem

Quem for até Londres, precisa conhecer a Tower Bridge, uma das pontes mais famosas da cidade (essa mesma de fundo da foto), mas também precisa, vejam bem, p-r-e-c-i-s-a conhecer a Tower of London, que fica do ladinho dessa ponte. Ela já foi a residência oficial da monarquia britânica, mas hoje se tornou uma espécie de museu da história londrina. São várias torres dentro do local e, em cada uma, uma parte da história da cidade é desvendada. As joias da coroa estão lá (sim, é possível vê-las de pertinho!), assim como a coleção de armaduras da realeza e as masmorras e máquinas de tortura que foram preservadas. Além disso, os espaços destinados aos animais do rei (desde um elefante até um tigre!) também continuam por lá, e, por falar em animais, prepare-se para ver corvos de carne e osso, enormes e a um metro de distância de você, por todo o lugar.

O dia em que eu realizei um sonho <3

O dia em que eu realizei um sonho <3

Chega a ser difícil colocar em palavras o sentimento de ver a Torre Eiffel de pertinho. É incrível como, mesmo já tendo visto tantas fotos e vídeos dela, nada tinha me preparado para a sua beleza e a emoção que ela transmite ao vivo. Saindo do metrô e caminhando em direção a ela, fiquei arrepiada da cabeça até a ponta dos pés. E mais bonito ainda foi fazer tudo isso junto com o Diego: subirmos até lá no alto e, de mãos dadas, olharmos aquela vista e termos a certeza de que estávamos realizando um sonho.

Versailles e sua imensidão

Versailles e sua imensidão

Além da Torre, o Palácio de Versailles era um o lugar que eu mais queria conhecer na França. E como valeu a pena! Para visitar o jardim todo é preciso de mais de uma hora de caminhada, mas em cada cantinho parece que há uma beleza escondida fazendo valer a pena tanta bateção de perna. Pra mim então que sou super curiosa pela história da Maria Antonieta, visitar aquele lugar me deu uma dimensão ainda maior dos motivos de revolta do povo francês com a monarquia francesa e, ao mesmo tempo, me inseriu um pouco mais no universo tão quadradinho da rainha.

Espero que vocês tenham gostado e não deixam de falar aí nos comentários se curtem esse formatinho de resumo de mês.

Bisous, bisous e até mais!

Passeando por Londres

Tava TÃO ansiosa por publicar logo esse vídeo aqui! Ver os vlogs (sim, tem vários vlogs espalhados ao longo do vídeo!) e falar sobre cada um dos lugares que a gente foi em Londres dá um quentinho bom aqui dentro do peito e uma vontade danada de voltar correndo pra lá.

Aproveitei também pra postar algumas fotos da viagem que eu havia amado, mas que ainda não tinha publicado em lugar nenhum (tem várias outras que eu já havia postado lá no meu instagram @paulinhav).

Tomara que vocês consigam sentir um pouco do gostinho de felicidade e realização dessas imagens e se animem a ir viajar também (:

Bisous, bisous

Antes da viagem: o sonho e os planos

Foi no dia 13 de março de 2015, as 22h35 de uma sexta-feira muito feliz e ansiosa, que eu e Diego embarcamos para Londres. Essa viagem, no entanto, começou quase um ano antes dessa data, quando em dezembro de 2013 eu escrevi esse texto aqui – em um daqueles momentos que às vezes a gente tem de parar e repensar nossa vida.

O sonho

Na época, eu havia colocado na minha cabeça que não dava mais pra postergar minhas vontades. Lembro que eu vivia falando sobre as coisas que eu sonhava (e ainda sonho) em ser, as coisas que eu queria realizar, que eu queria cumprir, tudo aquilo que eu imaginava para o meu futuro. Só que a impressão que eu tinha era que eu sonhava muito com tudo isso, mas não corria atrás de fato dessas tantas vontades que eu tinha.

Foi no final do ano então, já sabendo que em 2014 eu começaria em um emprego novo, que eu havia desejado por muito tempo, que eu decidi que aquela era a hora da virada. Eu coloquei na minha cabeça que eu não deixaria para depois o que eu podia fazer hoje. Que eu pararia de apenas sonhar com viagens que queria fazer (não, eu nunca havia saído do Brasil) e passaria a tentar realizá-las de fato. Que eu pararia de reclamar da minha falta de dinheiro e economizaria em pequenas despesas do dia a dia que eu sabia serem possíveis. Que eu pararia de falar e agiria mais. Eu decidi, por fim, que eu batalharia pra realizar meus sonhos, nem que pra isso eu levasse minha vida inteira.

E, claro, não foi fácil. Ainda não é, obviamente. Ainda há um batalhão de sonhos que eu quero realizar e que eu luto todo dia pra chegar lá. Mas saber que um deles eu consegui concretizar por meio dos meus esforços, das minhas economias, dos meus planejamentos, das minhas vontades é muito maravilhoso. Porque é óbvio que ganhar uma viagem dos pais, dos avós, whatever, é incrível, – não tô recusando não, gente, haha – mas pra mim era muito importante realizar isso sozinha. Era algo que eu devia a mim mesma, numa forma de provar pra Paula que ela podia sim colocar algo na cabeça, lutar por aquilo e fazer a tal coisa ganhar forma.

Mais bonito e importante ainda foi realizar isso ao lado do Diego, uma pessoa muito menos “faladeira” do que eu dos seus sonhos assim em público, mas que tem um monte de vontades, ideias maravilhosas, projetos e desejos dentro de si. É uma coisa que eu vou guardar pra toda a minha vida: ter realizado um sonho meu e ele ter realizado um sonho dele, juntos. <3

Com ele, lá no alto da torre :)

Sei que tudo isso aqui pode soar bastante melodramático pra vocês, mas eu precisava explicar a importância que essa viagem tem pra mim pra que vocês possam acompanhar os próximos posts sentindo essa mesma felicidade. Olhando do ponto de vista de alguém que realizou o sonho de conhecer Paris, a cidade pela qual ela mais suspirava no mundo, que viajou pra Londres e descobriu que uma cidade pode sim ser maravilhosa e que já tem uma outra viagem planejada ainda pra esse ano porque descobriu que “conhecer o mundo” é o que ela de fato quer.

Portanto, não se acanhem: leiam os próximos textos e assistam os vídeos (sim, terão vídeos!) lembrando sempre que o mundo tá aí pra ser descoberto e que se a gente quer se jogar nele, a gente vai achar um meio de chegar lá. Com toda certeza.

Os planos

Eu comecei a me planejar pra essa viagem de uma maneira toda errada, haha, querendo tudo pra ontem: botei na cabeça que a viagem tinha de sair em 2014 e nem me toquei que, além da questão financeira, havia toda uma questão de “falta de tempo” que não se resolveria sozinha. Afinal, a gente tem emprego e toda uma vida aqui que não dá pra largar pra trás e dizer “daqui 15 dias tô voltando, ok?” Foi com o coração um pouquinho pesado que eu vi que ainda não era a hora e eu precisava ter um pouco mais de paciência.

Mas, olhando agora pra trás, eu acho que esse tempo foi ótimo. Porque foi graças a ele que eu e Diego conseguimos tirar nosso passaporte sem correria e ir juntando um pouco de dicas, experiências de amigos e familiares e mais um arsenal de opiniões aí espalhadas pela internet pra montar os destinos e roteiros da nossa viagem.

Pra começar que Amsterdã (que inicialmente seria a terceira cidade que nós iríamos visitar) foi riscada dos planos. Como não conseguimos tirar férias exatamente nos mesmo período e não íamos poder ficar 16 dias completos fora do país, optamos por focar em apenas duas cidades – e assim aproveitar melhor cada uma delas – do que fazer um passeio corrido em que não desse tempo de ver muita coisa.

Decidimos por Londres por ser a cidade que Diego mais queria conhecer, e por Paris porque eu sonho com ela há um tempão. Da mesma forma, a viagem pela Eurostar (que fizemos de Londres para Paris) foi escolhida porque nós nunca havíamos andando de trem, e estrear com um passeio pelo Canal da Mancha não era uma ideia de todo ruim.

Feito isso, compramos as passagens e fechamos os hostels. Aliás, se alguém se interessar, posso fazer um post depois sobre os hostels que fiquei, porque sei que rola um certo receio de muita gente em ficar em hostel ao invés de hotel. Já adianto que os dois que ficamos, o de Londres e o de Paris, são maravilhosos, com quartos só pra mim e para o Diego, com banheiro só pra gente, super seguros e confortáveis.

Algumas dicas que me deram, que eu usei e que são ótimas pra quem vai viajar para Londres e Paris:

Desde o primeiro momento em que eu e Diego decidimos fazer essa viagem, nossa ideia era “viver a cidade”. Nem por um momento a gente pensou em outra coisa. Porque é muito legal balancear os lugares mais famosos (os tais “pontos turísticos”) com lugares menos movimentados, mas que nos fazem ter muito mais contato com quem é de fato de lá. Acho que é uma forma da conhecer melhor a cidade, longe dos turistas e dos flashes. O engraçado, no entanto, é que várias das pessoas pra quem a gente contava da viagem, não perguntavam o que a gente tinha em mente conhecer, mas sim o que a gente pretendia comprar.

Que fique claro: nada contra quem faz viagens e gasta um rim em cada uma. Se eu tivesse dinheiro pra isso, não me importaria mesmo em passear e gastar horrores, mas nossa prioriade tava longe de ser essa. Algumas coisas a gente comprou porque é natural (tô pensando em gravar um videozinha depois, mas já adianto que não são muitas coisas não), mas a gente focou em gastar dinheiro em passeios, em momentos, em lugares. Subi na Torre, subi no Arco do Triunfo, subi em Notre Dame, visitei a Tower of London, fui me maravilhar com a “Savage Beauty” (exposição sobre a carreira do McQueen de que vou falar depois aqui), passeei na London Eye, fui visitar o Palácio de Versalhes (e os Domínios da Maria Antonieta), fiquei embasbacada com as pinturas do Louvre e fiz mais um monte de passeios que, infelizmente, são pagos, mas que valeram cada centavo. Pelo menos pra mim, muito mais do que seu tivesse gastado em roupa.

Portanto, pode parecer um conselho bobo, mas se você tá indo pra esses lugares (ainda mais se for a primeira vez como eu), é muito importante focar onde você quer gastar seu dinheiro. Se vai ser em compras ou se vai ser em passeios. Vale lembrar ainda que em Londres a moeda é a libra e em Paris é o euro (na época que eu fui, chegamos a pagar R$5,20 na libra e R$3,60 no euro! socorr!), ou seja, na maior parte dos lugares, financeiramente falando, não compensa mesmo fazer compras.

Outra dica legal, que me pareceu bobinha de início, mas que me ajudou demais durante os passeios, foi montar um roteiro do que íamos fazer. Gente, tenham em mente que roteiros que nós mesmo fazemos são legais porque podem ser quebrados a qualquer hora. hahaha. E podem ter certeza que eles serão quebrados, porque a cidade acaba te fazendo ter outras vontades. Fora mudanças básicas como tirar um passeio que era a céu aberto de um dia chuvoso e descobrir uma galeria bonitinha perdida em um bairro da cidade que merece sua atenção. Mas ter um roteiro já em mente, de lugares  que você realmente quer conhecer, é muito importante. Olhar antes o que fica mais perto do que e o que é melhor pra visitar em tal dia (Versailles, por exemplo, não abre aos domingos, assim como a troca da guarda real em março só acontece em dias ímpares), economiza tempo e dinheiro e te faz aproveitar muito melhor os lugares.

E, por fim, duas dicas que são bem específicas pra quem tá indo viajar pra Londres e para Paris. Em Londres, existe o travelcard, uma espécie de cartão que você compra e te dá acesso livre aos metrôs, ônibus e trens da cidade por um ou sete dias, dependendo da opção que você escolher. Nós escolhemos o de sete dias e pagamos um valor salgadinho (46 libras por pessoa), mas que compensou muito pela comodidade que o cartão proporcionou. Vale lembrar que nós ficamos seis dias em Londres, então o tempo do travelcard pra nós foi muito ok, mas se você vai ficar mais de meses na cidade, talvez um Oyster card valha mais a pena, já que ele é um cartão recarregável.

Agora, muita atenção: se você for comprar o travelcard como nós e estiver passeando com namorado, amigo, whatever, você deve comprá-lo em uma estação do metrô que também seja estação de trem. Dessa forma, você vai ganhar um “brinde” das companhias ferroviárias de Londres chamado 2 for 1. E gente, o 2 for 1 é maravilhoso! Com ele, você visita vários pontos turísticos pagando o valor de apenas uma entrada para duas pessoas. A Tower of London, por exemplo, um dos lugares mais legais de Londres, tá inclusa no 2 for 1. No papelzinho que vem junto com ele, há uma lista de todos os lugares que ele dá acesso e digo e repito, gente: vale muito a pena!

Em Paris há um esquema mais ou menos parecido. Apesar de para os bilhetes de metrô eles não terem nenhum serviço parecido com o travelcard (pelo menos nós não conseguimos descobrir nenhum), e ser necessário comprar bilhetes unitários normais, eles possuem uma promoção parecida com o 2 for 1. A diferença aqui é que você precisa comprar essa promoção.

Chamado de Paris Museum Pass, esse cartãozinho (que também só pode ser comprado em estações que são tanto de metrô quanto de trem e custa mais ou menos uns 50 euros por pessoa (o de quatro dias, que foi o que nós compramos)), te dá acesso de graça em vários pontos turísticos que são pagos. E o melhor de tudo: em vários deles, você tem acesso “vip” e não precisa pegar fila. Gente, isso é uma maravilha que vocês não têm nem ideia. No Louvre, por exemplo, com o PMP nós, além de não pagarmos a entrada, pulamos uma fila que, brincando, nos faria gastar umas duas horas do nosso dia.

Se você vai fazer um passeio parecido com o nosso, do tipo “quero mesmo conhecer todos esses lugares”, eu recomendo os dois cartões. Lembrando que a cidade vai muito além dos pontos turísticos que possui é que é legal demais sair dessas áreas também de vez em quando.

Agora, de malas prontas, tudo acertado, cintos afivelados, é hora de contar como foi nossa viagem.

E essa parte, ah, essa parte é especial demais <3  (mas vai ficar para um próximo post/vídeo que esse já tá gigantesco hihi)

Bisous, bisous e até já já 😉