Segunda parada: Amsterdã

Esse post é uma continuação do Primeira parada: Roma, que você pode ler clicando aqui. Tô escrevendo sem pressa sobre o lugares que conheci na minha última viagem, e ainda tem Milão e Como para aparecerem por aqui.

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Segunda parada: Amsterdã

Chegamos em Amsterdã no dia 25 de março, no final de uma tarde bastante gelada. E, verdade seja dita, as primeiras horas por lá não foram como a gente havia imaginado.

Em algum momento durante o voo de ida de Roma para Amsterdã, Diego começou a sentir um incômodo no ouvido. E o que no começo parecia ser apenas uma “dorzinha passageira”, se mostrou não apenas uma dor muito forte e insistente, como ainda evoluiu para um quadro  de “- O que você tá falando, não tô ouvindo nada!”.

A preocupação que a gente vinha sentindo no voo só aumentou depois que chegamos na cidade, fomos para o hotel, jantamos e a dor não dava sinais de melhora. Pelo que pesquisamos na internet, era até algo relativamente comum algumas pessoas sentirem um desconforto no ouvido por causa da pressão do voo, mas como a surdez de um dos ouvidos do Diego persistia e gente tava morrendo de medo de algo mais sério ter acontecido (como um tímpano ter estourado, por exemplo), pela primeira vez na vida decidimos acionar o seguro viagem. E, ainda bem, foi bem mais rápido e fácil do que imaginávamos. Tanto que não apenas fomos atendidos algumas poucas horas depois, como o médico foi até nosso quarto de hotel, as duas da manhã, enfrentando um frio de sete graus que fazia lá fora!

Então foi só depois de uma boa noite de sono e de tomar os remédios que o médico passou, que, no dia seguinte, Diego e eu começamos a explorar a capital da Holanda, e a entender um pouco melhor a dinâmica dessa cidade que é tão, mas tão diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil. Primeiro pelos seus tão famosos canais que parecem dar até um novo significado para o que entendemos como ruas e avenidas de uma cidade. E segundo pela forma como a esmagadora maioria dos moradores se desloca usando bicicletas e ocupando os espaços públicos, o que dá uma energia diferente para o lugar. Quase como se aquilo não fosse de fato uma cidade (ou pelo menos não uma cidade como estamos acostumados a entendê-la), mas um universo muito bonito criado para algum filme de fantasia.

Segunda parada: Amsterdã

Os lugares visitados em Amsterdã são um capítulo à parte e assim como eu fiz em Roma, achei mais fácil listá-los um a um para não correr o risco de deixar nada para trás. Eles com certeza merecem esse cuidado. Então aqui embaixo vai um pouquinho de tudo que vivemos na capital holandesa.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Ainda que os lugares listados nesse post não estejam na ordem em que foram visitados, o Van Goh Museum foi de fato o primeiro lugar para onde fomos na manhã seguinte da nossa chegada.

Com os ingressos já comprados com alguma antecedência, fomos sem pressa nenhuma desbravando todas as áreas do museu, que se dividem de acordo com as diferentes fases da carreira de Van Gogh. O que por si só já é algo bastante curioso de se ver, já que o pintor exerceu sua profissão por apenas oito anos, mas, devido a sua entrega artística tão grande, transitou por vários gêneros e produziu mais de 800 pinturas – tendo a maioria delas expostas aqui.

“Os girassois”, “Autorretrato com chapéu de palha” e “Quarto em Arles” (que na verdade são três pinturas) são apenas algumas das obras que estão nesse lugar. Vê-las pessoalmente e conhecer as diferentes incursões que Vincent fez dentro da pintura é algo um tanto quanto emocionante, especialmente quando, pouco a pouco, vamos conhecendo também sobre a história da sua vida. Algo, aliás, que ajuda bastante nessa compreensão é a área dedicada às cartas que ele enviava para seu irmão Theo. Elas ganham um lugar de destaque no museu e falam não apenas sobre a produção de suas obras, mas também sobre as crises emocionais e as reflexões sobre a vida que o pintor fazia.

Um lugar incrível, pra aprender muito e se admirar ainda mais, que eu indico fortemente pra todos que forem pra Amsterdã.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Bem próximo ao Van Gogh Museum, está o Rijksmuseum, um dos museus mais importantes de Amsterdã e um daqueles lugares impossíveis de não serem notados. Sua entrada, como a foto daqui de cima mostra, é muito chamativa e imponente, e seus corredores abrigam um acervo GIGANTESCO de pinturas, mobílias, pratarias, porcelanas e vários outros itens importantes para a história dos Países Baixos.

Ainda que a gente não tenha conseguido ver o museu de cabo a rabo (porque realmente eram muitas áreas), várias coisas do seu acervo me marcaram. Entre elas estava o quadro “A Ronda Noturna” do Rembrandt, toda a sua área impressionante de cultura oriental, uma sala que tinha uma biblioteca gigantesca (e da onde eu não queria mais sair) e os vitrais deslumbrantes da sua entrada. O tipo de passeio que nos ajuda a entender melhor a história e as influências artísticas do país. E, de quebra, um pouco da sua história política, econômica e social.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

O Vondelpark, o maior parque de Amsterdã (e que fica pertinho desses museus que falei aqui em cima) é pra mim uma das regiões mais gostosas da cidade. Com uma área verde enorme, lugares para andar de bicicleta, descansar, fazer um piquenique com os amigos e passear sem pressa, ele é considerado por muita gente como a versão holandesa do Central Park.

Quando chegamos na cidade em março, o frio estava um pouquinho mais ameno, e por isso, infelizmente, não conseguimos ver as águas do Voldepark congeladas. Mas tudo bem também, já que esse parque não é menos belo ou menos convidativo por causa desse fato. Ao contrário: ele foi provavelmente o lugar em que mais vi locais e viajantes se misturando – o que em cidades turísticas assim, é um ponto mais do que positivo.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Se eu que nem bebo cerveja curti pra caramba a visita a Heineken Experience, as chances de você também gostar são muito altas! Mais até do que entender a história da empresa, que é sim interessante e existe desde o século XIX, o que me fez pirar mesmo na visita foi conhecer o processo de produção da bebida, poder mexer nos caldeirões, sentir os cheiros, provar a cerveja durante as suas fases de produção e todas essas coisas que eu acho muito doidas e legais de se ver.

Além de tudo isso, rola essa proposta da visita à fábrica ser o mais dinâmica e divertida possível, então ocorrem vários vídeos, brincadeiras, fotos e interações com as instalações do lugar durante todo o tempo que você fica lá dentro. E, no final do percurso, cada pessoa ganha duas Heinekens pra beber, e ainda pode participar de uma competição pra descobrir quem serve o chopp com o melhor colarinho. Por incrível que pareça, eu ganhei da galera na rodada em que participei e ri muito da situação porque a verdade é que eu não tinha a menor ideia do que tava fazendo.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Localizado ali também na região do Vondelpark, perto dos outros museus de que eu já falei aqui no post, o Moco Museum pode até parecer menos atrativo por causa do seu tamanho, mas é o mais ~diferentão~ de todos os museus que visitei em Amsterdã e o único focado em arte moderna. Ainda que pequenininha, a casa onde ele fica mantém um acervo de obras do Bansky – o artista de rua que ninguém sabe ao certo a identidade e que transformou seus grafites em grandes críticas sociais e políticas  – e do Roy Lichtenstein, um dos artistas mais influentes da pop art.

Os cômodos da “casa” se dividem entre as suas principais obras (nunca que eu achei que fosse ver essas imagens de perto) e no final da exposição você ainda confere uma instalação do Lichtenstein que mostra o interior em 3D de um quarto inspirado no “Quarto em Arles” (uma famosa obra do Van Gogh), mas feito com as características do artista. A foto daqui de cima mostra um pedacinho dessa maravilhosidade.

Segunda parada: Amsterdã

Segunda parada: Amsterdã

Eu não esperava por isso, mas visitar a casa do Rembrandt foi talvez uma das experiências mais emocionantes dessa viagem. Diferente de todos os outros museu que já fui, ver as obras criadas por um artista no lugar em que ele as fez, andando pelos cômodos em que ele viveu e tentando entender um pouco do tipo de vida que levava e da pessoa que era, é uma experiência única. De verdade.

Foi muito especial ver o seu ateliê, onde ele dava aula pra tantos outros artista da época. Mas, de longe, o mais incrível dessa visita foi poder assistir a uma aula que é dada no lugar e que mostra como era o processo de produção das tintas que os artistas usavam no período. Feita em uma grande pedra (na foto aqui de cima dá pra ver direitinho), um pintor mostrou a produção de cada uma das cores ali na nossa frente, reproduzindo a mistura de materiais, falando sobre o preço de cada um deles (e como isso influenciava também no preço das obras) e dando vida a tons que a gente encontra nas obras de Rembrandt. Mágico de um tanto que eu nem sei dizer.

Ps: caso você vá visitar o lugar e tenha ficado com vontade de assistir a essa aula, tem que conferir direitinho no site oficial deles os dias e horários em que ela é feita. Mas aviso desde já: vale muito a pena!

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Fora todos esses lugares incríveis, Amsterdã é ainda uma cidade onde andar e ~ficar de bobeira~ são coisas que tem um charme muito maior do que o normal. Entrar em um café aleatório e pedir uma apple pie, passear pelos canais, ir até a frente da casa da Anne Frank (infelizmente não conseguimos comprar os ingressos a tempo, mas andar pela região e ver algumas homenagens feitas para ela já foi muito emocionante) e ficar sentada em um banquinho, apenas olhando o mar de bicicletas nas ruas, foram coisas para se fazer quase tão importantes ou legais quanto os museus e lugares daqui de cima. Eu amei demais e quem sabe um dia, ainda volte.

Até lá, continuo economizando e planejando outras viagens, e escrevendo um pouco sobre elas por aqui porque pra mim ainda é o melhor jeito de reviver todos esses momentos :)

Beijos procês e até mais!

Os cinco de maio e junho

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Maio

Os cinco de maio e junho

Comecei meu mês de maio na terra da garoa, sendo recebida de braços abertos pela Babi e seus dois roomies, Lucas e Naína, no novo apartamento dos três. Foi uma delícia conhecer o lugar, ser acolhida tão bem e ver que existe sim muito amor em São Paulo.

Além disso, junto da Babi e do Lucas, eu tive uma das tardes mais recheadas de programações culturais de toda a minha vida! Começamos indo ao Caixa Belas Artes assistir ao filme da Nise da Silveira, o “Nise – O coração da Loucura”, fizemos uma parada no Urbe pra matar a fome e de lá fomos para o Sesc Ipiranga ver a “Fora da Moda – uma exposição em construção”.

Por coincidência, nesse mesmo dia estava rolando uma performance do Fause Haten na mostra, e além de assistirmos a ela, vimos também uma apresentação de dança que…. Bem, não era de dança, deixou a gente sem entender nada do que tava acontecendo e de tão ruim que foi, fez a gente se divertir muito.

E pra encerrar um dia maravilhoso assim, apresentei oficialmente Rupaul’s Drag Race para os dois, que se viciaram de uma tal maneira que eu sinto como se tivesse cumprido com 100% de aproveitamento minha missão na cidade grande.

A volta pra Bauru não foi nada monótona porque eu tinha em minha companhia a nova Entertainment Weekly, e que como vocês podem ver pela foto daqui de cima, tinha ninguém mais ninguém menos que as meninas Gilmore na capa. Foi um parto achar essa revista, mas com a ajuda da Babi e do Lucas (sim, eles de novo hehe) consegui encontrar uma única edição na Cultura da Paulista, a qual eu me agarrei com unhas e dentes como se disso dependesse a minha vida.

E olha, valeu muito a pena, porque a matéria de capa é um presente maravilhoso para os fãs do programa! Além de adiantar algumas novidades sobre a próxima temporada, ela faz um balanço das sete seasons da série que fez meu coração ficar mais quentinho.

E ah, fica aqui registrado aqui caso vocês ainda não saibam que eu eu estou fazendo uma maratona de GG no Netflix, e que a cada duas temporadas eu e a Amanda vamos nos encontrar para tomar café e discutir tudo o que assistimos até então. Esses encontros vão virar uma série de posts aqui no blog chamados de “O Grupo de Discussão de Gilmore Girls” e o primeiro já vai ao ar na metade de agosto. Acompanhem aí porque acho que isso vai ser muito divertido!

Em maio eu e esse menino lindo da foto completamos sete anos de namoro. É muito tempo, eu sei, mas é maravilhoso de verdade perceber que quando a gente está apaixonadinha e tem uma pessoa tão incrível ao nosso lado, esse tempo enorme está longe de pesar e é apenas o começo de muitos outros dias, e meses, e anos juntos <3

Ainda dentro das comemorações dos sete anos de namoro, decidimos jantar no La Terrasse Café & Bistrô, um restaurante daqui de Bauru que fazia anos que eu não ia e que me surpreendeu demais! O cardápio tá muito maior e mais gostoso, e o lugar (que já era lindo) tá ainda mais belo, com um atendimento impecável.

Achei uma graça o clima intimista do jantar, com uma luz bem baixa em todo o bistrô e velas espalhadas pelas mesas. A noite que já tinha todos os motivos pra ser linda, – ainda que a gente não tivesse feito nada demais e apenas comemorado nossos seven years com uns beijinhos e uma comida simples em casa – ficou ainda mais gostosa, mais romântica e mais memorável por causa desse restaurante.

Em maio falei no Instagram e aqui no blog sobre o crowdfunding que tava rolando pra aLagarta, publicação na qual eu escrevo há alguns anos.

Pra quem não conhece a revista, que é online e existe desde 2010, aLagarta é uma publicação que trata de um tema novo a cada edição, com matérias, colunas, editoriais e vídeos sobre o assunto. E confesso, é sempre muito maravilhoso e recompensador ver o resultado final da revista, fruto do trabalho de muitos profissionais que fazem tudo na base da colaboração.

O crowdfunding de que falei ali em cima surgiu porque há muito tempo queríamos migrar para o impresso,(coisa que exigia um investimento alto pra ser feita), mas infelizmente não alcançou o valor necessário. Mas é aquilo né, pra (quase) tudo nessa vida se dá um jeito e como a gente é da turma do “não deixa o samba morrer, não deixa o samba acabar”, muitas novidades ainda estão por vir.

Tenham um pouquinho de paciência que logo nós voltamos com notícias, e enquanto isso vocês podem ir vendo as fotos de preview da publicação, como essa maravilhosa daqui de cima. Modéstia à parte tá tudo muito lindo!

POSTS DE MAIO

FILMES DE MAIO

  • Nise: o coração da loucura | Roberto Berliner {2015}
  • Spoorloos | George Sluizer {1988}
  • The Spectacular Now | James Ponsoldt {2013}
  • Hoje eu quero voltar sozinho | Daniel Ribeiro {2014}
  • The Den | Zachary Donohue {2014}
  • Capitão América: Guerra Civil | Anthony Russo e Joe Russo {2016}
  • Southbound | David Bruckner, Patrick Horvath e Roxanne Benjamin {2016}

LIVROS DE MAIO

  • A Escolha | Kiera Cass

Junho

Como eu contei e mostrei aqui no blog, em junho tirei férias da editora e fui com o Diego passar uns dias em Gramado, cidadezinha do Rio Grande do Sul que parece cenário de filme. A escolha do destino não poderia ter sido melhor, e os poucos porém ótimos dias que passamos lá me fizeram recarregar as energias, especialmente para enfrentar esse mês que tem sido muito turbulento.

Na hora de fazer as malas da viagem, decidi não levar a máquina fotográfica que uso no dia a dia e sim a Intax Mini 8, uma polaroid linda que é meu xodó. Haviam sobrado algumas fotos do filme que comprei pra minha festa de aniversário e fiz questão de aproveitá-los pra registrar alguns momentos em que eu e o Di visitamos lugares lindos de Gramado.

Agora existe um bolinho de fotos cheio de boas recordações em cima da minha cômoda do quarto, e eu estou pensando seriamente em fazer aquele inspiration board que tinha comentado aqui e dar um novo lar para elas.

A volta da viagem foi um pouco complicada. Meu pai, que estava esperando a data de confirmação de uma cirurgia que achávamos que ia demorar um pouco mais pra acontecer, foi chamado para a sua operação no dia da minha volta de Gramado. Por causa disso, desembarquei em Guarulhos, me despedi do Diego e fiquei direto em São Paulo pra acompanhá-lo no pós-operatório.

Eu e minha mãe ficamos alguns dias por lá, naquele entra e sai de hospital e cheiro de remédio no ar, ajudando ele na sua recuperação. Correu tudo bem nesse meio tempo e assim que ele teve alta fomos pra Leme, onde fiquei mais uns dias antes de voltar definitivamente pra Bauru.

E acontece que durante todo esse tempo, quer em São Paulo ou quer em Leme, eu estava acompanhada desse livro maravilhoso daqui de cima: Misto-Quente do Charles Bukowski. Em um período em que as coisas estavam tão estranhamente fora da rotina e que eu estava tão submersa nas coisas que aconteciam com meu pai, preferi meio que me isolar do mundo e escolher só esse livro pra me acompanhar no processo. E isso foi muito bom.

A leitura é pesada, envolvente, te atinge em cheio, e acho que calhou de aparecer em um momento da minha vida em que ainda que de forma muito diferente, eu também precisava ser uma pessoa “durona” e fria, algo que me foi de certa forma emprestado da personalidade do protagonista da história. O resultado é que agora quero ler mutos mais livros do Bukowski.

Em junho inaugurou uma nova cafeteria aqui em Bauru, a Hoss, e como vocês bem sabem do meu amor por esse tipo de lugar, é claro que eu fiz questão de ir até lá no seu primeiro dia de funcionamento. Eu amei muito o lugar, especialmente porque o cardápio deles de café não é brincadeira não e são muitas as variedades da bebida. Além disso, você pode escolher o tipo de grão e a forma como o café vai ser preparado, e eu fiquei com tanta vontade de experimentar tudo que, desde então, já voltei lá uma quantidade incalculável de vezes.

As comidas também são muito boas, e o cardápio abrange algumas refeições como massas e risotos. Os doces são uma maravilha à parte, vide essa panna cotta com calda de framboesa daqui de cima.

Pra encerrar o mês, fui ao show da Maria Gadú no SESC.

É verdade que eu não conheço muito do trabalho dela, mas existem algumas das suas canções que eu gosto tanto de cantar no repeat que achei que seria legal dar uma chance a todo o resto. E eu sei que vocês não querem saber, mas a título de curiosidade, queria contar quais são essas músicas: Dona Cila, que eu tenho vontade de chorar toda vez que escuto, Linda Rosa, que é original da Playmobille e tanto nessa versão quanto no arranjo da Maria Gadú parecem me abraçar toda vez que escuto, e Shimbalaiê, que é fofinha, gostosa de escutar, a cara da FAAC haha.

O resultado da minha noite foi que curti um show incrível, que me deixou super respeitosa de todo o trabalho que a Maria Gadú faz. É legal perceber, por exemplo, que ela tem uma relação de total parceria com os músicos da sua banda e faz questão de apresentá-los como um grupo. Até as posições no palco demonstram isso, já que ao invés de ficar na frente e deixar a banda atrás, como normalmente acontece em shows de cantores e cantoras solo, ela e os seus três músicos ficam todos juntos na boca do palco.

Além disso, seu show é muito legal mesmo pra quem não conhece tanto do seu repertório, porque é um show pra se apreciar música: ele é totalmente instrumental, é totalmente sobre sensações, sobre o momento, sobre se pegar de olhos fechados ouvindo cada palavra da letra da canção.

Parece meio esquisito falando assim, eu sei, mas podem ir por mim, vale muito a pena.

POSTS DE JUNHO

FILMES DE JUNHO

  • Enquanto você dorme | Jaume Balagueró {2011}

LIVROS DE JUNHO

  • Misto-Quente | Charles Bukowiski

E o mês de maio e junho de vocês, como foi?

Bisous, bisous

Passeando por Gramado e Canela

Em junho eu entrei de férias e aproveitei a ocasião pra fazer aquilo que mais amo fazer na vida: viajar! Diego e eu tínhamos ficado na dúvida entre ir para o sul do país ou para Buenos Aires, mas depois de muito ponderar, achamos melhor deixar a capital da Argentina pras férias que vem e conhecer um pouquinho mais do nosso próprio pais.

A verdade é que nós dois somos muito curiosos sobre essa região do Brasil, e ainda que eu tenha família paterna espalhada por vários cantos do sul, eu só conheço de verdade Florianópolis. Sendo assim, tínhamos uma região inteira pra marcar no mapa, fechar os olhos, apontar o dedo e escolher qualquer lugar que desejássemos. 

Gramado acabou sendo nossa primeira opção. A cidadezinha fica no Rio Grande do Sul, mais especificamente na serra gaúcha, e é uma região bastante turística, especialmente nessa época do ano em que o frio começa a dar as caras. Tivemos aliás bastante sorte nesse quesito e durante o período em que ficamos lá pegamos a maior frente fria do ano da região! O resultado foi uma temperatura de 2 a 7 graus durante o dia e algo em torno do -2 durante à noite. Frio desses de congelar a alma.

Mas além da própria cidade de Gramado, nossa viagem acabou nos levando pra Canela também, uma cidade vizinha que fica a dez minutos dali. Diferente de Gramado que é bastante agitada e cheia de gente passeando pelas ruas, Canela é muito mais tranquila e leve. E ainda que eu tenha amado todos os passeios em Gramado (muitos, aliás, que infelizmente ficaram de fora do vídeo), Canela tem belezas naturais que emocionam. As folhas de outono, a brisa gostosa, os riachos, as cascatas, os cantinhos todos que fazer você acreditar que está em um filme.

Ficamos hospedados no Hotel Galo Vermelho, na Avenida das Hortênsias, e como a cidade é bem pequena levávamos dez minutos pra chegar de carro no centro.  Optamos, aliás, por alugar um veículo porque além da comodidade, fomos também em vinícolas, parques na estrada, trilhas e alguns outros programas onde chegar a pé era fora de questão. Mas se você também for viajar pra lá e decidir ficar só na cidade, pegar um hotel no centro é sucesso. Você consegue fazer tudo a pé tranquilamente, e ainda tem a vantagem de não perder um tempão achando vaga pra estacionar.

Bom, como eu contei foi a primeira vez que fui pra Gramado, mas antes de chegar lá eu já tinha me informado bem sobre alguns programas legais e ~obrigatórios~ de se fazer na cidade e alguns outros não tão famosos, mas incríveis também (obrigada a todas as meninas do Fashonismo que me ajudaram com sugestões e em especial a Nuta que com esse post me apresentou a Casa da Velha Bruxa, uma cafeteria maravilhosa da cidade).

Em Gramado fomos ao Museu da Moda, lugar idealizado pela estilista Milka Wolf que conta com um acervo muito bem feito e organizado. O Museu se debruça sobre a moda de várias décadas e o estilo de grandes estrelas de Hollywood, e apesar do preço salgado da visita, acho que é um lugar que quem gosta de moda vai amar incondicionalmente. Aliás, uma coisa bem legal de Gramado é que lá tem opções de passeios para amantes das coisas mais distintas possíveis.

Pra quem gosta de chocolate (quem não gosta?!), além dos maravilhosos chocolates quentes que têm em praticamente todos os estabelecimentos da cidade, há ainda muitas fábricas de chocolate com visitação aberta ao público. Nós fomos na da Prayer, que faz uma visita bem completa nas suas diferentes etapas de produção, e que tem chocolates que derretem na boca e não enjoam nunca.

Os amantes de uma boa comida, por sua vez, vão encontrar a felicidade nos rodízios de foundue, que são super comuns nos restaurantes de lá. As porções são enormes e acho que nunca comi tanto na minha vida haha. Já quem gosta de passeios bem tranquilos, vai amar o Lago Negro, que é cheio de pedalinhos, pessoas passeando sem pressa, uma luz natural que parece só existir lá e uma calmaria deliciosa.

Tem ainda o Mundo a Vapor, que como o próprio nome diz é um parque temático sobre máquinas à vapor, mas que me surpreendeu muito pela forma didática e leve com que relaciona o uso dessas máquinas ao avanço das fábricas, usinas e reservatórios. Saí de lá aprendendo muita coisa, de verdade.

E tem ainda a graciosa Fonte do Amor Eterno, a Rua Torta, que tem curvinhas muito charmosas, e a Rua Coberta, espaço onde rolou uma feirinha do livro muito tentadora enquanto eu estava lá.

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Mas Canela não fica nem um pouco atrás de tudo isso. Como eu disse, a cidade é leve, descomplicada e com uma beleza natural inacreditável.

Os lugares mais marcantes pra mim foram a Igreja de Pedra (essa mesma da foto aqui de cima) que à noite tem uma vista deslumbrante, o Castelinho Caracol, que é um casarão antigo de uma das primeiras famílias da cidade e que tem uma aura toda particular (e que eu confesso, foi meu lugar preferido da viagem toda) e o Parque do Caracol, que conta com a maior cascata que eu já vi na minha vida.

Eu com certeza devo ter esquecido de falar de vários lugares que visitamos, mas acho que as fotos e o vídeo daqui de baixo ajudam a passar um pouquinho do clima dessa viagem pra vocês. Espero que gostem.

Bisous, bisous e bom final de semana

Para comer e beber em Paris

Resolvi repetir a listinha que fiz com restaurantes e cafés excelentes de Londres e fiz a versão Paris, com algumas indicações de lugares que fui na viagem e que tinham uma delícia-de-comida-quero-voltar-já!

E não preciso nem falar que quem tiver dicas de outros lugares deliciosos, pode ficar à vontade pra deixar nos comentários também, né? Ainda quero voltar pra cidade luz e conhecer todo cantinho bacana que eu puder.

AMO croque monsieur e aproveitei pra experimentar o prato em vários dos resaturantes que fui. Esse daqui tava especialmente delicioso.

Em Paris eu fiquei hospedada em Montmartre, um bairro super charmoso que fica no alto de uma colina e tem muitos restaurantes, cafés e floriculturas espalhados por suas ruazinhas. Diferente de Londres, onde no nosso bairro a variedade de lugares pra comer era bem restrita, em Montmartre existem restaurantes e cafés para todos os gostos e bolsos. Em qualquer canto que você olhe há um restaurante francês, uma creperia, uma boa cantina italiana ou ainda um café charmoso cheio de mesinhas na calçada.

Por causa disso, eu e Diego almoçamos e jantamos várias vezes em lugares próximos ao nosso hostel, e um desses cantinhos foi o Pub Montmartre, que além de ter uma atendente super simpática, tinha uma comida quentinha, deliciosa e com um preço bem em conta. Esse pub é muito animado, cheio de gente jovem, rápido na feitura dos pratos e ainda permite a entrada de animais, o que pode te levar a encontrar, como aconteceu com a gente, uma dupla muito simpática de pugs.

Na hora de decidir o que comer eu nem pensei duas vezes e pedi um croque monsieur, já que eu amo esse prato e tava doida de vontade de experimentar a receita original francesa. Ele veio acompanhadoo de batatas fritas, uma salada bem temperada e era simplesmente enorme. Diego que é bem exigente com comida, – na maioria das vezes bem mais do que eu – escolheu uma massa e elogiou bastante o seu prato também. Portanto, a avaliação aqui do lugar foi mais do que positiva.

Pub Montmartre
Endereço: 11 Rue Joseph de Maistre, 75018 Paris, França
Facebook: https://www.facebook.com/pubmontmartre

Foto do meu instagram @paulinhav

Foto do meu instagram @paulinhav

O des 2 Moulins se tornou mundialmente famoso por ser o café onde foi gravado “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, filme francês de 2001 estrelado pela fofa Audrey Tatou. Quem assistiu ao filme deve se lembrar das muitas cenas que se passam dentro do lugar, e possivelmente vai amar uma visitinha ao local para se sentir um pouco mais submerso dentro da história.

Esse café também fica em Montmartre (fiquei hospedada a cinco minutos dele) e é um dos pontos turísticos mais famosos do lugar. Dependendo do horário em que você for, fica um pouco concorrido achar uma mesa para se sentar, mas acredito que quem também é apaixonado pelo filme (amo aquela frase que diz “são tempos difíceis para os sonhadores”), vai gostar da visita.

Indico ele especialmente como cafeteria, já que as refeições são gostosas, mas possuem um preço salgado em comparação a outros restaurantes e cafés. O fish and chips, por exemplo (prato que experimentamos por lá logo no nosso primeiro dia em Paris) era gostoso, mas menor e mais caro do que em outros lugares. Então dê uma passadinha por lá no final da tarde, peça um cappuccino bem gostoso e aproveite esse cantinho lindo de Paris.

Café des Deux Moulins
Endereço: 15 Rue Lepic, 75018 Paris, França
Google+: https://plus.google.com/112738451887008505124/about?gl=br&hl=pt-BR

Minha foto não faz jus a beleza que é a fachada da loja da Ladurée na Champs Elysées.

Minha foto não faz jus a beleza que é a fachada da loja da Ladurée na Champs Elysées.

Pretendo fazer um texto especial aqui no blog sobre a história da Ladurée, mas já adianto que sempre tive uma admiração enorme por tudo que a marca fez e por ter conseguido transformar seu nome em sinônimo de tradição e competência.

Só para contextualizar para quem não conhece a empresa, vale dizer que a Laudurée existe desde 1982 e é uma marca francesa especializada em doces finos e deliciosos. Ela construiu um verdadeiro império ao longo dos anos e hoje possui pâtisseries espalhadas por todos os cantos do mundo, inclusive no Brasil.

Na viagem, visitei a Ladurée da Avenue des Champs-Élysées e de Versailles (sim, existe uma loja deles lá!) e pude finalmente provar os tão famosos macarons da marca. Ganhei do Di uma caixa com oito macarons (você pode montar sua caixa com qualquer um dos sabores do catálogo) que custou £16.30. A caixa, aliás, é uma graça e agora está enfeitando lindamente a minha cômoda.

A Ladurée é bastante cara sim, mas visitar uma de suas lojas em Paris, provar aqueles doces maravilhosos e desfrutar do ambiente delicioso que eles possuem, – já que o atendimento, os detalhes, o conforto e a beleza das suas lojas possuem características muito próprias – valeu muito a pena.

Ladurée {Paris}
Endereço: 75 Av. des Champs-Élysées, 75008 Paris, França
Além dessa, existem outras seis unidades da marca em Paris e uma em Versailles.
Site: https://www.laduree.com/en_int/

E adivinhem o que eu pedi de novo? Sim, croque monsieur! hahaha

O Le Latin Saint Germain foi uma surpresa incrível e agradável! No penúltimo dia da viagem, pegamos uma chuva bem forte na hora do almoço e como tanto eu quanto Diego já estávamos morrendo de fome, acabamos escolhendo um restaurante ao acaso pra nos abrigarmos da chuva e comermos algo. E que bom que a gente fez isso justamente aqui, nesse lugar!

Além de ter um cardápio bem variado, que passa não só por pratos, mas saladas, croquies, brusquetas e muito mais, ele também tem uma carta de vinhos bem interessante.  Localizado em Saint Germain, o lugar é igual aqueles típicos restaurantes franceses que a gente vê em filmes, com um interior super acolhedor e mesinhas pequenas nas calçadas.

Pedi um croque monsieur de novo (eu realmente adoro esse prato) que tava excelente e vinha acompanhado de uma salada (com alfaces roxas <3) e batatas fritas bem crocantes.

Le Latin Saint Germain
Endereço: Boulevard Saint-Germaine 92, 75005 Paris, França
Site: http://www.latinsaintgermain.fr/

E é isso, gente. Eu analiso restaurantes e comidas das formas mais doidas possíveis, porque né, não sou profissional, mas espero que alguma dessas dicas possam ajudar alguém que esteja à procura de um lugar gostoso pra comer em Paris.

Bisous, bisous e bom feriado