Concurso Bonequinha de Luxo!

O primeiro dia de outubro diz olá para a gente,  já deixando aquela sensação de que agora de fato começa a contagem regressiva para o final do ano, essa época tão deliciosa, que me faz sorrir de orelha a orelha. Como eu queria começar esse mês com o pé direito (na vida e no blog), achei que tava mais do que na hora de estrear uma categoria de concursos por aqui, o que era um desejo já de algum tempo. E assim nasceu o Concurso Bonequinha de Luxo, que é inspirado na obra, a literária e a cinematográfica, dessa história tão incrível, que teve um significado muito grande para o feminismo dos anos 60 e para a consagração de uma atriz que virou lenda, que virou musa e inspiração. Pra mim e pra milhares de meninas ao redor do mundo. Audrey Hepburn!

Concurso Bonequinha de Luxo

O concurso vai presentear seu(sua) ganhador(a) com o livro “Bonequinha de Luxo” do Truman Capote e mais o DVD do filme, dirigido por Blake Edwards. Pra participar é simples:

Complete o formulário aqui embaixo e capriche bem na resposta da pergunta “Como a Audrey Hepburn te inspira?” Só vale responder o formulário uma vez e a resposta mais criativa leva o livro + DVD pra casa. Falei que era simples, não falei?

Não é obrigatório curtir a página do blog, mas o resultado sairá lá no facebook em primeira mão, então é bom ficar de olho pra não perder a frase escolhida, né? O facebook do blog é

https://www.facebook.com/littleblogfashion

O concurso é restrito ao território brasileiro e eu já to super esperançosa e ansiosa de que cheguem respostas de diversos cantos do país! Ele encerra as participações no dia 29 de outubro as 18h e no dia 31 de outubro o resultado sai lá no facebook!

Então, é isso! Boa sorte e vamos todos participar ;}

 

Bisous, bisous

Andei lendo: “Quinta avenida, 5 da manhã”

Terminei de ler “Quinta Avenida, 5 da manhã” no comecinho da semana e posso dizer que o livro foi muito mais surpreendente do que eu poderia imaginar. Isso porque quando eu comecei a lê-lo tinha pra mim que o livro falava apenas sobre os bastidores da produção do filme Bonequinha de Luxo e de como o papel de Holly Golightly foi tão importante para a carreira de Audrey Hepburn. Ah, mas que engano! E que engano BOM!

“Quinta avenida, 5 da manhã – Audrey Hepburn, Bonequinha de Luxo e o surgimento da mulher moderna” vai muito além disso. Aliás, ele vai muito além do próprio filme Breakfast at Tiffany’s (nome original do longa), já que ele se debruça também sobre a história que gerou o filme, ou seja, a novela escrita por Truman Capote em 1958.

Uma das coisas que eu mais gostei do livro é que ele não deixa nem um nó solto e conta a história desde lá do seu comecinho até a noite do Oscar em que Bonequinha de Luxo concorreu em cinco categorias – e levou a estatueta de melhor canção com Moon River.

Então primeiro a gente fica conhecendo um pouco mais sobre o próprio Truman Capote, sobre sua infância sofrida, seu interesse pela literatura e, finalmente, como surgiu a ideia do livro na sua cabeça. E, o mais legal de tudo: como foi o processo de criação da Holly, quais mulheres que o inspiraram a montar essa personagem tão única e como Truman passou tudo isso pro papel.

E quem já leu o livro ou viu o filme sabe que Holly tá longe de ser uma personagem fácil. Ela é doce, mas é forte ao mesmo tempo; ela é misteriosa, mas vive a vida como se fosse uma festa 24 horas; ela é uma mulher moderna e independente, mas ainda assim é uma garota de Tulip, interior do Texas, ingênua e cheia de sonhos. Esse tanto de contradição da personagem talvez seja o que a tornou tão querida e tão importante pra história do cinema – e pra 99% das garotas, afinal quem não admira Holly que atire a primeira pedra.

O livro ainda narra como foi a passagem da história do livro para o filme e quais as modificações que a obra precisou sofrer quando foi pras telonas de Hollywood, porque né, manter a história original seria o mesmo que assinar um atestado de fracasso nas bilheterias numa década em que a mulher ainda era tão submissa. E, toda essa construção do filme, inclusive a escolha de todo o elenco e produção, vai sendo destrinchada aos pouquinhos no livro e a cada página a gente mergulha mais e mais nessa história.

Uma coisa que eu achei super interessante foi a maneira linear, porém não divisória, com que Sam Wasson escreveu o livro. Na real isso quer dizer que o livro conta tanto a história de Truman, quanto da Audrey, quanto do livro e do filme, mas sem dividir cada um deles em um capítulo. Ou seja, você vai acompanhando essas quatro ramificações da história desde 1951 (quando Audrey ainda fazia parte da montagem teatral de Gigi) até a repercussão que o filme gerou depois de seu lançamento sem, no entanto, perder nenhuma delas de vista. É uma sequência cronológica onde aos pouquinhos você vai acompanhando a evolução de todas essas ramificações.

E olha, gente, posso dizer sem exageros: pra quem gosta de Audrey Hepburn, esse livro é um prato cheio. Dá pra conhecer muito mais sobre a vida e carreira da Audrey e – pelo menos pra mim isso foi uma surpresa – conhecer muito mais da sua vida íntima, do seu amor incondicional por sua família e que, sem sombra de dúvida, tava acima de qualquer coisa na sua vida. Inclusive da carreira. E também outros detalhes não tão legais assim, como a relação dela com o seu primeiro marido, Mel Ferrer, que… Bom, não vou contar porque tem que ler o livro! Haha

Mais do que um livro sobre os bastidores de Bonequinha de Luxo, “Quinta avenida, 5 da manhã” fala sobre a importância da história de Holly para as mulheres dos anos 50. Afinal, essa foi a primeira vez que uma personagem feminina vivia sozinha, era moderna, comandava a própria vida – e pasmem, era uma garota de programa! – e ainda assim conseguia ser uma menina, que cativava e encantava homens e mulheres do mundo todo. A liberdade sexual e social que Holly trouxe para o cinema ficou refletida em toda a década de 60, quando alguns paradigmas da vida da mulher finalmente começaram a ser questionados.

Para os admiradores da Audrey e, claro, de Bonequinha de Luxo, vale muito ler cada página, mas acho que todo mundo, sem restrições, deveria ler esse livro pra entender um pouco melhor esse cenário submisso e machista que era tão forte até meados dos anos 60. E tanta gente aí achando que feminismo é uma besteira. Mal sabem eles…

“Quinta avenida, 5 da manhã” foi publicado pela editora Zahar aqui no Brasil, tem 256 páginas e um espaçamento de texto nem muito pequeno, nem muito grande, mas bem ali na medida. Nele você ainda encontra algumas imagens em p&b bem incríveis – as desse post foram tiradas do livro – e até a imagem do convite para a estreia de Bonequinha de Luxo nos cinemas.

O meu exemplar eu ganhei do namorado, mas pesquisei e achei o livro por R$44,90 tanto na Livraria Cultura quanto na Livraria Saraiva. Se alguém achar mais barato em outro lugar, divulga aqui nos comentários, por favor 😉

Ah! Como esse livro é um amontoado de frases marcantes, eu achei que valia super a pena separar as mais mais – baita tarefa difícil – pra colocar aqui embaixo. Espero que vocês gostem. Bisous.

Frases marcantes

“Como um daqueles acidentes que não são realmente acidentes, a escolha da “boazinha” Audrey para o papel da “não tão boazinha” garota de programa Holly Golightly mudou o rumo das mulheres do cinema, dando voz ao que até então era uma mudança não expressa no gênero dos anos 50. Sempre houve sexo em Hollywood, mas, antes de Bonequinha de Luxo, só as garotas más é que faziam sexo.”

“Era uma espécia de pioneiro na moda [Hubert de Givenchy] e tirava o glamour do distante e do inatingível e o tornava prático. Depois de Bonequinha, qualquer um, independentemente de sua situação financeira, podia ser chique todo dia, em toda parte.” – palavras do estilista Jeffrey Banks.

“O bebê, Audrey disse, “será a coisa mais importante da minha vida, mais ainda que meu sucesso. Toda mulher sabe o que significa um bebê.” Por fim, essa era a felicidade que Audrey desejara. Não o tipo de felicidade que ia embora, mas o tipo eterno, que nunca parava de se renovar toda manhã e toda noite.”

“Não que Holly fosse uma polemista; ela nunca subiria num caixote para defender nada que não fosse se divertir. Mas em seu leviano amor pela individualidade, quer saiba, quer não, Holly ressoa com o fervor da nova geração.”