As incríveis canções de Alan Menken #aquecimentoOscar

Se existe uma pessoa que teve uma participação marcante no Oscar durante os anos 90 e começo dos anos 2000, essa pessoa foi Alan Menken. Compositor talentosíssimo, com uma vasta carreira no teatro musical e em diversas animações da Disney, Alan ganhou nada menos que 8 estatuetas da premiação, além de ter sido indicado 19 vezes nas categorias de melhor trilha sonora e melhor canção original.

O post do #aquecimentoOscar de hoje é em homenagem a ele, que além de ter feito algumas das minhas músicas preferidas da Disney (alô, “A Bela e a Fera”) tem esse dom que tão poucos têm de fazer uma música casar perfeitamente com uma cena, de fazer uma canção traduzir tão bem pequenos momentos de uma grande história.As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

O filme “A Pequena Loja de Horrores” (1986), primeira indicação de Allan Menken para o Oscar, foi inspirado em uma peça de teatro produzida por Allan e Howard Ashman, seu parceiro já de outros musicais, em 1982. A peça, por sua vez, foi inspirada em um filme de terror cult do diretor Roger Corman, e conta a história de um atendente de uma floricultura que “adota” uma misteriosa planta e descobre que ela tem um apetite enorme por sangue.

Dirigido por Frank Oz, o filme foi indicado nas categorias de melhor efeito visual e melhor canção original pela música “Mean Green Mother from Outer Space”. Bastante diferente das outras canções pelas quais Allan foi indicado ao Oscar, a letra dessa música segue o mesmo tom de sátira e humor negro do filme, e infelizmente acabou perdendo a estatueta para “Take My Breath Away” do filme “Top Gun – Ases Indomáveis”.

Mean Green Mother from Outer Space

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

Ainda que a primeira música escrita por Allan Menken para a Disney não tenha sido em “A Pequena Sereia” (1990), – e sim no filme “Polly”, lançado no mesmo ano – essa foi a primeira vez que Menken foi responsável por toda a trilha sonora de um longa. Junto com Howard Ashman, ele compôs as 20 deliciosas faixas da animação e firmou uma parceria com os estúdios Disney que perduraria por muito anos.

Além de ter sido um sucesso comercial (coisa que há anos não acontecia com uma animação da empresa), o filme “A Pequena Sereia” foi indicado ao Oscar de melhor canção original com duas músicas. A primeira foi a linda “Kiss the Girl”, que mais tarde ganhou uma versão gravada pela cantora Ashley Tisdale, e a segunda, que foi quem levou a estatueta para casa, foi a maravilhosa “Under the Sea”. Não bastasse tudo isso, o filme ainda conquistou o prêmio de melhor trilha sonora da noite, coroando de vez a história da sereinha que queria se tornar humana.

Kiss the Girl

Under the Sea

 

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

Depois do sucesso estrondoso de “A Pequena Sereia”, a Disney resolveu apostar em um musical que fosse pela mesma linha dessa animação, e para isso decidiu fazer uma adaptação do conto de fadas de “A Bela e a Fera” (1991), uma história que a empresa já estava de olho há algumas décadas. Allan e Howard Ashman foram chamados novamente para fazerem a trilha sonora do filme, cuidando, respectivamente, da letra e da composição das canções.

Foram mais de 10 músicas criadas para ajudar a contar a história da doce e inteligente Bela, uma garota que se vê aprisionada no castelo de uma Fera e que aos poucos vai se apaixonando pela criatura que está sob o poder de uma maldição. O filme ganhou o Oscar de melhor trilha sonora e melhor canção, com a maravilhosa “Beauty and the Beast”, e ainda teve as músicas “Belle” e “Be Our Guest” indicadas na categoria. Não bastasse tudo isso, “A Bela a e Fera” foi indicado ao Oscar de melhor mixagem de som e se tornou a primeira animação da história a ser indicada a categoria de melhor filme.

Oito meses antes do filme chegar aos cinemas, Ashman, o parceiro de Menken, morreu por complicações do vírus HIV, e “A Bela e Fera” foi dedicada em memória do letrista.

Belle

Be Our Guest

Beauty and the Beast

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

Apesar da morte prematura aos 40 anos, em seus últimos meses de vida, Howard Ashman apresentou uma ideia aos estúdios Disney de uma nova adaptação que poderia ser feita. A animação em questão era “Aladdin”(1992), um conto árabe muito famoso que fazia parte do livro Mil e Uma Noites. A Disney passou a trabalhar em cima do projeto e, mais uma vez, Ashman e Alan foram chamados para fazer a trilha sonora do filme. Com o falecimento do letrista no meio da realização do projeto, Tim Rice foi o escolhido para trabalhar com Menken nas faixas que faltavam.

O longa, que mostra a história de amor da princesa Jasmine e do jovem e generoso Aladdin, ganhou o Oscar de melhor trilha sonora e de melhor canção com a música “Whole new world”, além de ter a faixa “Friend like me” indicada na categoria.

Friend Like Me

Whole New World

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

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Ainda na fase de ouro da Disney, que lançava sucesso atrás de sucesso, estreou “Pocahontas” (1995), primeira animação do estúdio a ser inspirada em fatos reais. O filme, que conta a história de uma índia nativo-americana que se apaixona por um colono britânico, teve sua trilha sonora composta por Alan Menken e Stephen Schwartz, letrista com uma carreira bastante consolidada no teatro musical.

Um dos detalhes mais interessantes sobre a soundtrack da animação é que os dois escreveram e compuseram suas faixas ainda no começo da produção do filme, de modo que houve uma influência muito grande das letras e do estilo das canções no desenrolar da sua história.

Vencedor do Oscar de melhor canção por “Colors oh the Wind” (uma das músicas mais maravilhosas da Disney na minha opinião) e também por melhor trilha sonora, a soundtrack de Pocahontas agradou não apenas a academia, mas também ao público, que fez com que ela chegasse ao topo da Billboard 200!

Colors of the Wind

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

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O sucesso de “Pocahontas” garantiu que Menken e Schwartz repetissem a dobradinha para o filme “O Corcunda de Notre Dame” (1996), adaptação feita pela Disney para o famoso livro de Victor Hugo. Com um tom mais sombrio do que as animações até então lançadas pelo estúdio, o longa fala sobre a busca por aceitação de um sineiro corcunda e marginalizado pela sociedade.

Indicado a melhor trilha sonora do Oscar, o longa possui 16 faixas produzidas pela dupla, e já foi apontado pelo próprio Menken como uma de suas soundtracks favoritas.

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

O filme “Hercules” (1997) – que mais tarde deu origem a um dos meus desenhos favoritos da infância – foi uma aposta alta da Disney de adaptar uma história da mitologia grega para os cinemas, criando um longa divertido e musical, que não poupou esforços de pesquisa e produção para sua realização.

Ao lado do letrista David Zippel (um dos responsáveis por, no ano seguinte, fazer as músicas de “Mulan”), Menken compôs a trilha sonora da animação, que teve a faixa “Go the Distance” indicada a melhor canção original do Oscar. A música perdeu para – a até hoje exaustivamente tocada – “My heart Will Go On”, do filme Titanic.

Go The Distance

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

Depois de alguns anos trabalhando exclusivamente com o teatro musical, Alan Menken retomou a sua parceria com a Disney no começo dos anos 2000. Ele foi o responsável pela trilha sonora de “Nem que a vaca tussa” (2004) e “Soltando os cachorros” (2006), mas foi graças a “Encantada” (2007) que o compositor recebeu novamente uma indicação ao Oscar. Trabalhando mais uma vez ao lado de Stephen Schwartz, ele foi o responsável pela trilha sonora do live-action, que possui 15 faixas e conta a história de uma princesa que foi expulsa de seu reino encantado e teve que se mudar para a Manhattan dos dias atuais.

Em uma mistura de homenagem e paródia dos clássicos filmes do estúdio, “Encantada” recebeu indicações de melhor canção original pelas músicas “Happy Working Song”, “So Close” e “That’s How You Know”.

Happy Working Song

So Close

That’s How You Know

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

As canções maravilhosas de Allan Menkel #aquecimentoOscar

De volta ao universo das animações, em 2010 foi a vez de Alan compor a trilha de “Enrolados” (2010), filme da Disney inspirado no clássico conto-de-fadas de Rapunzel. Considerada a animação mais cara já feita até hoje devido aos recursos visuais utilizados em sua produção (várias cenas do filme foram feitas de maneira que lembrassem uma pintura), “Enrolados” conta a história de uma princesa presa no alto de uma torre que topa ser ajudada por um ladrão para conseguir escapar do lugar.

Com uma trilha sonora de 20 faixas – compostas por Menken e os letristas Glenn Slater e Grace Potter- “Enrolados” teve sua música “I See The Light” indicada a melhor canção original do Oscar.

I See The Light

Obs: ainda que não tenha sido indicado ao Oscar desse ano, vale uma menção honrosa aqui no blog ao trabalho de Alan Menken no live-action de “A Bela e Fera” (2017). O filme teve suas músicas originais reeditas pelo compositor, além de ter ganho três novas canções na sua trilha sonora.

Na noite de hoje, “A Bela e a Fera” concorre nas categorias de melhor figurino e melhor direção de arte.

Beijos, beijos e uma ótima premiação pra vocês!

Sobre a trilha sonora de Life is Strange

Sexta-feira terminei de jogar Life Is Strange, jogo de cinco episódios da Dontnod Entertainment que fez um sucesso bastante estrondoso quando foi lançado em 2015.

Life is Strange

Ainda que eu tenha achado a história do jogo incrível e tenha ficado bastante impressionada com a forma como a questão “viagem no tempo” foi tratada, – quase sempre bem problemática e facinha de cair em furos – esse post aqui não se trata de um review de Life is Strange. Aliás, pra quem quiser saber mais sobre a história, personagens e desenrolar da trama, ficam aqui os reviews que o Critical Hits fez dos cinco episódios do jogo: Chrysalis, Out of Time, Chaos Theory, Dark Room e Polarized.

O que eu queria mesmo era falar era da trilha sonora da história, que me chamou tanta, mas tanta atenção, que antes mesmo de terminar o jogo eu já tinha pulado para o Spotify para descobrir que músicas eram aquelas.

Vale dizer que um dos pontos que achei mais interessantes na trilha sonora (além da própria escolha inusitada das canções), foi a forma como elas foram introduzidas em cada capítulo. Há cenas em que elas tocam apenas no pano de fundo do que estamos observando, mas há cenas também – e é aí que a mágica acontece – em que as músicas são de fato ouvidas pela Max, a protagonista da história.

Assim como muitos outros adolescentes da sua idade, Max gosta de escutar música, e seja em um aparelho de som no quarto de sua amiga ou através de fones de ouvido que ela coloca enquanto anda de ônibus, ela ouve algumas canções que dão ainda mais impacto para a trama.

Entre os artistas que compõem a trilha sonora de Life is Strange estão Bright Eyes, banda bem indie rock, cheia de musiquinhas gostosas que a gente não cansa de escutar; a dupla canadense Angus & Julia Stone, que são irmãos e tem uma sonoridade bem diferente do que eu tenho costume de ouvir, e os meninos do Syd Matters, que talvez sejam as grandes “estrelas” dessa trilha. Com duas músicas na soundtrack, To All of You e Obstacles, eles são os grandes responsáveis por ditar o tom do jogo nesse aspecto musical, sempre com as canções tocando em momentos cruciais da história.

Um fato curioso que eu não pude deixar de notar é que o Syd Matters, ainda que cante em inglês, é uma banda francesa, assim como a própria Dontnod Entertainment. Achei bastante cuidadoso e legal eles terem tido a preocupação de trazer uma banda de lá como “protagonistas” dessa trilha (e não um grupo americano ou inglês, como é sempre tão comum).

Life is Strange

Pra quem ficou curioso sobre a trilha, aqui em cima vocês escutam a soundtrack dele no Spotify, e pra quem ficou com vontadezinha de jogar Life is Strange, o jogo está disponível para PlayStation 4, PlayStation 3, Xbox One, Xbox 360 e PC/Mac.

Beijos e até a próxima

26 músicas para os meus 26 anos

Esses dias, em uma conversa com o Diego, enveredamos por um assunto desses sem volta em qualquer papo que se preze: músicas que escutamos demais ao longo da vida e que nos marcaram de diferentes maneiras.

Foi assim que acabei apresentando “I started a joke” pra ele, um cover do Faith no More que me arrepia desde a primeira vez que eu o escutei, não só pela voz maravilhosa do vocalista, mas também pelo seu clipe, que tem um tom dramático que desde pequena já mexia comigo. E foi assim também que eu me lembrei de Vinte e poucos anos, e de Malandragem, e de Last Kiss… E de outras inúmeras músicas que foram importantes pra mim nesses meus 26 anos de vida.

Tenho que admitir que nem sempre elas tinham muito a ver com a fase que eu estava vivendo, afinal The Unforgiven II estreou na MTV quando eu tinha sete anos, e mesmo assim, sem entender toda a profundidade da letra, eu já achava aquilo incrível. Mas é fato que elas me marcaram. E marcaram tanto que achei que valiam um post.

Listei então 26 músicas, cada uma lançada em um ano da minha vida, (claro que com faixas adicionais porque foi impossível escolher só uma) que estariam no álbum de trilha sonora da minha história se por acaso ele existisse.

Juro que elas são legais e que vale a pena escutar cada uma. Depois me contem o que acharam (:

E mais: Vogue (Madonna), Pra ser Sincero (Engenheiros do Hawaií) e More than Words (Extreme).

E mais: Teatro dos Vampiros (Legião Urbana), Losing my Religion (R.E.M), November Rain (Gun’s Roses), Enter the Sandman (Metallica) e Alive (Pearl Jam).

E mais: Mentiras (Adriana Calcanhotto), Bizarre Love Triangle (Frente!), Se (Djavan), Tears in Heaven (Eric Clapton), Bed of Roses (Bon Jovi) e What’s Up (4 Non Blondies).

E mais: Cryin’ (Aerosmith), Creep (Radiohead) e Linger (The Cranberries).

E mais: Basket Case (Green Day), A Viagem (Roupa Nova) e Zombie (The Cranberries).

E mais: Wonderwall (Oasis), Piez Descalzos (Shakira), Fake Plastic Tree (Radiohead), Ironic (Alanis Morissette), Free as a Bird (The Beatles) e Don’t Speak (No Doubt).

E mais: Tão seu (Skank), I don’t want to wait (Paula Cole), Santeria (Sublime) e Lovefool (The Cardigans).

E mais: As long as you love me (Backstreet Boys), All around the world (Oasis), Os cegos do castelo (Titãs), Time of your life (Good Riddance) (Green Day) e Torn (Natalie Imbruglia).

E mais: I don’t want to miss a thing (Aerosmit), Ela disse Adeus (Paralamas do Sucesso), Iris (Goo Goo Dolls), Canção pra você viver mais (Pato Fu) e Resposta (Skank).

E mais: All Star (Smash Mouth), Learn to fly (Foo Fighters), Anna Julia (Los Hermanos), All the small things (Blink 182), She (Elvis Costello) e Miss you love (Silverchair).

E mais: Oops!…I did again (Britney Spears), Balada do Amor Inabalável (Skank), Natasha (Capital Inicial) e Regina Let’s Go (CPM22).

E mais: Survivor (Destiny’s Child)My sacrifice (Creed), Lady Marmalade (Christina Aguilera, Lil’ Kim, Mya and Pink), Segredos (Frejat), Wherever you will go (The Calling), A thousand miles (Vanessa Carlton) e Epitáfio (Titãs).

E mais: Sk8ter boi (Avril Lavigne), Misunderstood (Bon Jovi), Beautiful (Christina Aguilera), À sua Maneira (Capital Inicial), California (Phantom Planet) e Ragatanga (Rouge).

E mais: História de verão (Forfun), I miss you (Blink 182), Reptilia (The Strokes), Máscara (Pitty) e Formato Mínimo (Skank).

E mais: Take me out (Franz Ferdinand), Helena (My Chemical Romance), Somebody told me (The Killers), Boulevard of broken dreams (Green Day) e O Dia que não terminou (Detonautas Roque Clube).

E mais: Best of you (Foo Fighters), Um minuto para o fim do mundo (CPM22), Você sempre será (Marjorie Estiano), Na sua estante (Pitty) e Hey there Delilah (Plain White T’s).

E mais: Who knew (Pink), Chasing Cars (Snow Patrol), Fidelity (Regina Spektor), Young Folks (Peter Bjorn and John), 1997 (Hateen) e Open your eyes (Snow Patrol).

E mais: Umbrella (Rihanna) e Time to pretend (MGMT)

E mais: Mercy (Duffy), Sutilmente (Skank) e Tchubaruba (Mallu Magalhães)

E mais: Dog days are over (Florence and the Machine), Telephone (Lady Gaga feat Beyoncé) e Bad Romance (Lady Gaga).

E mais: Billionaire (Travie McCoy feat Bruno Mars) e Love the way you lie (Rihanna e Eminem).

E mais: Rolling in the deep (Adele), Someone like you (Adele), Price Tag (Jessie J), Born this way (Lady Gaga), Skinny Love (Bird) e The A team (Ed Sheeran).

E mais: I won’t give up (Jason Mraz) e We are young (Fun feat Janelle Monáe).

E mais: Do I wanna Know? (Artic Monkeys), Royals (Lorde), Mirrors (Justin Timberlake) e Get Luck (Daft Punk feat. Nile Rodgers & Pharrell).

E mais: Photograph (Ed Sheeran), Blank Space (Taylor Swift), Shake it off (Taylor Swift), Bad Blood (Taylor Swift feat. Kendrick Lamar), Bang Bang (Jessie J, Ariane Grande e Nicki Minaj) e Uptown Funk (Bruno Mars feat. Mark Ronson).

E mais: What do you mean (Justin Bieber), Love Yourself (Justin Bieber), Worth it (Fifth Harmony feat. Kid Ink), Can’t Feel my face (The Weeknd), Amei te ver (Tiago Iorc) e Drag me down (One Direction).

Bisous, bisous

Sobre séries e músicas

Todo mundo, com certeza, tem pelo menos uma série na vida que pode apontar e falar, “poxa, essa me marcou de verdade”. Tá, pode ser que não todo mundo, mas garanto que a maioria das pessoas que está lendo esse post tem ou já teve uma série assim. Daquelas que quando a gente vê um capítulo aleatório passando na TV, vê um uma matéria ou escuta alguém falando sobre ela, bate uma nostalgia nível hard dentro da gente.

Eu não consigo nem lembrar direito quanto foi que comecei a me interessar por séries. A recordação mais antiga que eu tenho, provavelmente, é a de Confissões de Adolescente na TV Cultura e a de 20 e poucos anos na MTV – que teve três temporadas e estreou lá no comecinho dos anos 2000, quando eu ainda era uma criança que achava a MTV a coisa mais incrível que existia no universo. Não que na minha adolescência eu tenha mudado minha opinião, mas outro dia eu conto mais sobre isso…

Fato é que meu amor por séries talvez tenha até começado antes disso, mas eu não sei precisar o exato momento em que deu aquele clique e, de repente, tinha aquela história que eu não podia perder um episódio sequer. Tudo foi muito natural e entre enredos de romance, de relações fraternais, de piadas, de problemas familiares, de juventude e de escolhas de vida, eu fui encontrando histórias que mexiam comigo de um jeito que nada mais mexia.

Teve Kevin Arnold em Anos Incríveis me ensinando muito sobre a década de 60 e 70, mas principalmente me ensinando lições de vida que eu jamais vou esquecer (quem assistiu a série entende muito bem o que eu quero dizer). Teve o Dawson de Dawson’s Creek me contagiando com seu amor pelo cinema e a Rory de Gilmore Girls me ensinando a importância de estudar e de como livros & metas são coisas fundamentais na vida da gente. Teve ainda Friends me mostrando o quanto amigos são de fato a família que podemos escolher e Grey’s Anatomy provando que há males que vem pro bem. E olha, ainda teve muito, muito mais. De The O.C a Orange is the New Black, TBBT, Gossipr Girl, Skins, Girls, The Walking Dead… Ah, tantas, mas tantas que todas juntas nunca caberiam nesse post.

Daí que esses dias pensando sobre todas essas séries que marcaram minha vida e nem sempre tenho tempo de rever (ou ver, já que tem muitas que eu ainda não terminei), achei que seria legal bolar um jeito de matar a saudade de maneira mais rapidinha.

E, por isso, nasceu essa playlist aqui…

Não tem todas as séries que amo aí, mas tem uma boa parte, e daqui um tempo tenho certeza que devo acrescentar mais algumas músicas nela. Tá tudo hospedado lá no 8tracks (ainda não conhece? então corre, porque é vício dos bons!) e não vou contar o que tem porque o bacana do site é esse suspense de não saber qual a próxima música que vai tocar – e também porque já tem umas pistas pelas séries que comentei aqui.

Quase todas as séries estão com a música de abertura na playlist, mas quando cheguei em Grey’s Anatomy, well, eu tive que colocar a música que de fato marcou o seriado, até porque ela faz parte de uma das cenas mais vistas e revistas de todas as suas temporadas. Clica que você descobre (aquelas bem chatas né haha).

Bom, espero que vocês curtam a playlist tanto quanto eu (não canso de ouvir!) e contem aqui nos comentários quais as séries e músicas de seriados que marcaram sua vida (:

E boa quinta-feira pra todo mundo!