Links para toda hora #10

Deixa eu contar pra vocês uma história…

Há pouco mais de cinco anos nasceu uma revista digital feita por colaboradores de todo canto do país. Essa revista se chamava aLagarta e era feita por jornalistas, designers, stylists, modelos e gente das mais variadas áreas que apostaram na sua proposta (de levar arte e beleza para as pessoas) e que, com MUITA dedicação, fizeram a revista se transformar no projeto tão bacana que ela é hoje.

Há três anos me juntei a esse time e pude ver de perto todo o empenho que rola em cada edição, que sempre aposta em um tema central e se desenvolve em torno dele. Aprendi muito em todo esse tempo e tenho um orgulho danado de contar pra todo mundo que tenho um pezinho de participação nessa história toda.

Bom, tudo isso foi pra contar que nós da aLagarta estamos agora dando um novo rumo à revista. É um desafio enorme e complicado, mas que tem nos deixado muito, muito empolgados e felizes: a gente vai virar uma revista impressa!

E pra isso a gente conta com você que acompanha nosso trabalho já há algum tempo ou com você que acabou de nos conhecer, mas que se interessou pelo projeto. Lá no catarse, dá pra contribuir com diferentes valores (com uma recompensa bem massa pra cada um) e assim nos apoiar. E mesmo que você não possa colaborar, ajudar a divulgar o nosso crowdfunding já é super válido.

Vamos lá, hein, estamos contando com vocês. Segue o link http://bit.ly/aL-CrowdFunding

Eu já falei desse texto do Leo Aversa no último post do blog, mas não tinha como montar uma lista com indicações de links e deixá-lo de fora. Ele é leve, divertido, bem escrito e o tipo de texto que a gente lê e fica com um sorriso no canto da boca quando chega na última linha.

Deixem o dia de vocês mais gostoso e o leiam também :)

Pra quem não conhece, o Vlogbrothers  é um canal no youtube feito por dois caras, o John Green (autor de A Culpa é das Estrelas, Cidades de Papel e muitos outros sucessos literários) e o seu irmão, Hank Green. O canal é maravilhoso e conseguiu reunir em torno de si muitos seguidores dedicados e apaixonados pelas conversas e debates dos dois irmão, criando uma comunidade gigante e super entrosada, o Nerdfighters. Ps: pra quem se interessar, existe a comunidade brasileira do Nerdfighters no facebook. Procurem lá! Fui admitida na semana passada e tô adorando acompanhar as discussões.

Tem um texto do GWS que explica muito bem todo esse universo paralelo dos irmãos Green, mas o que eu queria mesmo indicar aqui é um dos últimos vídeos do canal deles, o “Brazil’s Government is Falling Apart… and it’s Good News?”. Ainda que muita coisa já tenha acontecido na política brasileira desde que ele foi lançado, ele é muito interessante pra entendermos todos os passos que foram dados para chegarmos até aqui.

Hank Green dá uma verdadeira aula de história e política brasileira explicando como se deu a ascensão do PT ao poder, a oposição, os escândalos políticos que aconteceram, o esquema da Lava Jato, a imagem que se criou do juiz Moro e muito mais. O mais interessante é que é uma visão totalmente apartidária da situação e uma forma bastante didática de explicar os últimos acontecimentos políticos do país.

E tá tudo legendado, pra facilitar ainda mais as nossas vidas.

De 12/04 a 15/04 rolou a 39ª edição da Casa de Criadores, um dos eventos das modas que eu mais tenho vontade de um dia acompanhar in loco. Eu acho bárbara a ideia da Casa e tenho um respeito muito grande não apenas pela proposta, mas por todos os novos e conhecidos nomes que por lá se apresentam.

Nessa última edição, a Lilian Pacce fez uma bela cobertura do evento, que dá pra ser conferida nesse link aqui. Um dos maiores destaques foi a estreia do brasileiro Lui Iarocheski (a foto daqui de cima é do designer com algumas das suas criações) e tem, inclusive, uma entrevista muito interessante com ele lá no site da Lilian.

Prontas para uma overdose de Taylor Swift?

Pra começar que a Taylor é a covergirl da edição de maio da Vogue e na foto a cantora tá muito diferente do que estamos acostumados a vê-la. Eu ainda não sei dizer se gostei ou não da capa, mas que é diferente e faz a gente perder uns bons minutinhos olhando com mais atenção, isso faz. E pra deixar as coisas mais interessantes, Tay respondeu um dos quadros do canal da Vogue que eu mais amo, o “73 questions with”. O vídeo faz um pequeno tour na sua casa e é uma delícia (como sempre) de acompanhar.

Não bastasse tudo isso, menina Taylor ainda é a garota propaganda da nova campanha da Apple Music e já teve liberados dois vídeos dessa sua empreitada. No primeiro, enquanto escuta uma playlist especial para correr e se exercita em uma esteira, ela toma um tombaço daqueles homéricos, de ficar estatelada no chão morrendo de dor. Já no segundo, ao som de “The Middle” do Jimmy Eat World, ela dança loucamente enquanto se arruma para sair – e faz a gente ter vontade de sair dançando por aí também.

Pois é, quando a gente acha que Tay deu uma sossegada, aí é que ela vem e PÁ, causa todo um rebuliço maravilhoso. Aah<3

Bisous, bisous e até amanhã!

Links para toda hora | Especial ano novo

Nesses primeiros dias do ano vi tantos links legais pulando aqui na minha tela que achei que era mais do que justo fazer uma listinha dos seis que mais me chamaram a atenção. Fica aí de indicação pra vocês lerem e verem pelos próximos dias, e começarem 2016 (quem aí também voltou a trabalhar hoje?) cheios de boas dicas.

O Guga do Traum fez um post mais do que excelente sobre como foi o ano de 2015 para a moda. Em um texto dividido em 10 tópicos, Guga listou 100 twittes que ele fez ao longo do ano com opiniões sobre esses acontecimentos, mas principalmente com links para outras matérias, análises e notícias a respeito. É um balanço maravilhoso que vai te render, no mínimo, uma tarde toda de ótimas leituras.

Sofia do Sofia Soter fez um post-salvador cheio de indicações de produtos digitais para se organizar em 2016. Tem desde um blog planner criado pela Loma, muito maravilhoso, todo dividido em abas, fácil de mexer e super completo, até um pacote desenvolvido pela canadense Danielle Laporte com métodos e planejamentos que envolvem foco e sucesso para o novo ano. Tudo para fazer dos próximos 365 dias um grande intensivão de ideias postas em prática.

Para felicidade de uns e desespero de outros, Taylor Swift quer fazer repeteco do seu sucesso do ano passado agora em 2016, e pra isso já começou lançando clipe na viradinha do ano. “Out of the Woods” é do álbum 1989 e dizem que foi escrito para Harry Styles – o que, claro, só faz crescer ainda mais o frisson em torno do seu lançamento.

Apesar de amar a música, – acho sim que 1989 é um álbum pop muito bom – eu ainda não sei o que penso desse clipe. Vocês gostaram?

A mais do que esperada lista de final de ano do Pablo Villaça já foi publicada lá no Cinema em Casa. Além de falar quais foram, na sua opinião, os dez melhores filmes lançados comercialmente no Brasil em 2015, Pablo ainda escreveu sobre mais 23 títulos que merecem destaque, contou quais ele acredita serem os dez piores filmes comercialmente lançados no Brasil nesse último ano, deu algumas dicas cinéfilas para 2016 e fez sua gigantesca lista de filmes vistos e revistos de 2015.

E fiz questão de colocar a foto de Califórnia aqui em cima porque além de estar na lista de melhores do ano do Pablo, eu tô doida pra ver esse filme.

By oldskull.net

Aproveitei os dias de férias pra fazer algumas andanças aleatórias na internet e claro que já descobri um novo blog pra viciar em 2016. Li um post do Coisas de Pablo e não consegui mais parar de ler os textos desse garoto que ‘tem 25 anos, é formado em Design de Interiores e ainda está tentando descobrir o que vai ser quando crescer’.

Os posts são muito bem escritos e totalmente despretensiosos, daqueles que a gente se identifica e quer ler mais, e mais, e mais…

A CBS fez um compilado de 15 novas série produzidas pelo Netflix que estreiam agora em 2016. Ter achado e lido esse texto foi a maior auto sabotagem do meu ano, confesso, porque agora já tenho várias novas séries que quero começar a assistir. E ah, o trailer aqui de cima é de “Fuller House” (Três é Demais aqui no Brasil), série que foi sucesso nas décadas de 80 e 90 e que vai ganhar uma sequência agora pelo Netflix. Não vai ter as irmãs Olsen, infelizmente, mas tô com muita vontade de ver como é que a série vai ficar!

Bisous, bisous e vamos botar pra quebrar em 2016!

Links para toda hora #8

Uma das matérias mais interessantes e diferentes sobre moda que vi pulando na minha timeline recentemente foi essa daqui do FFW, em que eles listam 10 fatos curiosos esquecidos pelo mundo da moda. Tem de tudo um pouco, desde o relacionamento não muito amigável de Naomi Campbell e Kate Moss com o estilista Alexander McQueen no começo de sua carreira, até a amiga brasileira de Coco Chanel.

E pra quem achou interessante a curiosidade sobre Hubert de Givenchy e Audrey Hepburn, vale saber que essa parceria entre os dois – que foi uma das mais valiosas para a moda e para Hollywood – é contada de forma ainda mais detalhada no livro “Quinta Avenida, 5 da manhã”, que já ganhou resenha aqui no blog.

Pra mim, uma das coisas mais marcantes do filme Edward Mãos de Tesoura é o cenário de subúrbio norte-americano onde se passa a história. Aquelas casinhas com jardins enormes na frente, aquelas esculturas maravilhosas feitas nas plantas por Edward, e aquele castelo gigantesco no fim da rua onde ele se escondia são detalhes extremamente importantes pra história. Não consigo imaginar o filme se passando em outro lugar que não seja ali, naqueles tons pastel tão característicos do lugar.

Por isso que quando vi essa matéria do mashable, sorri de orelha a orelha. Ela mostra as fotos feitas por Andrew Cremeans, – americano que morava quando pequeno no bairro onde o filme foi rodado – 25 anos depois das gravações de Edward Mãos de Tesoura. As imagens comparam o antes e depois de vários cantos da vizinhança e ainda que o lugar tenha mudado muito ao longo desses anos, tenho certeza de que os que amam o filme tanto quanto eu vão sentir um quentinho muito bom no peito com essas fotos.

A entrevista não é recente, mas a Carla Lemos compartilhou ela hoje no facebook e eu fiquei ainda mais apaixonada pelo Ricardo Darín, esse ator maravilhoso, mexicano, de uma alma elevada e que já interpretou papeis arrebatadores no cinema como Roberto de Um conto chinês e Marcos de Nove Rainhas.

Nessa entrevista Darin conta porque não aceitou um papel que lhe ofereceram para atuar em Hollywood e ainda dá uma das respostas mais lindas e puras que já vi na televisão. E ah, já aviso de antemão que esse vídeo contém pausas extremamente constrangedoras vindas do repórter.

Ontem, enquanto postava o Taylor Swift Book Tag, alguém colocou esse texto do The Huffington Post em um grupo do facebook que eu participo, e apesar de eu não concordar totalmente com ele e achar que especialmente na parte que fala das ações de caridade da Taylor rolar um exagero por parte do colunista, tem umas boas verdades aí contidas.

Eu adoro a Taylor, suas músicas e amigas, mas também tenho consciência de que a carreira e imagem dela nos últimos tempos vem sendo muto bem arquitetada. Não dá pra ser inocente a ponto de achar que por trás dessa “nova Taylor” não há uma grande dose de publicidade. Vocês não concordam?

Bisous, bisous e fiquem a vontade pra deixar mais links legais aqui nos comentários!

Taylor Swift Book Tag

Essa tag aqui foi originalmente criada pelo canal The Book Life e é tão divertida (pra quem gosta das músicas da Taylor, claro), que se espalhou rapidinho pelos canais de literatura do youtube. Ela tá na minha “lista de tags a serem respondidas” já faz um tempo e decidi fazer isso em texto mesmo porque assim eu tenho uma desculpa pra colocar vários gifs da Taylor Swift em um mesmo post haha.

E ah, se você também achar as perguntas legais e quiser respondê-las, pode ficar a vontade! Só não esquece de creditar o canal que a criou, tá?

1. We Are Never Ever Getting Back Together – escolha um livro ou série que você estava amando, mas que depois você decidiu que queria “terminar” com ela.

Eu demorei um tempo pra entender essa pergunta (sou lerda, gente, desculpa), mas até onde compreendi, ela pede que você fale de algum livro ou série que teve um começo muito legal, mas que depois de um tempo só foi ficando pior e pior e pior, até você não querer mais nem olhar pra ele.

Depois de pensar um bocado, cheguei a conclusão de que eu nunca fui “traída por uma história” desse jeito. É claro que já tiveram títulos com os quais eu não concordei em alguma parte ou fiquei sem entender porque raios acontecerem certas coisas no final, mas nada que tenha me feito ficar decepcionada com a história a ponto de largá-la sem nem olhar pra trás. Nas poucas vezes em que eu abandonei um livro, o motivo tinha mais a ver com ler o tal livro na hora errada ou, no máximo, comprovar que um título que eu já não tinha muita expectativa, realmente era bem chato.

Seguindo o raciocínio desse segundo exemplo, lembrei de Crepúsculo, livro do qual eu já não esperava muito e que desde o começo da história não conseguiu me prender. Os personagens não me convenceram, a protagonista tinha zero de empatia e a história toda não fazia sentido. E melhor nem entrarmos em méritos de escrita, porque a questão aqui é bem sofrível. (Me desculpem os fãs de Crepúsculo, mas eu realmente acho o livro ruim.)

Eu ainda cheguei a ler a continuação da história, Lua Nova, mas não consegui ir além disso, o que eu acho triste pra dedéu já que eu odeio abandonar séries tanto quanto odeio abandonar livros – ou seja, muito.

2. Red – escolha um livro com a capa vermelha.

Nessa categoria, o primeiro livro que me vem à cabeça é “Glamour”, da Diana Vreeland. Eu ainda não o li, confesso, mas como ele fica em cima da cômoda do meu quarto e é inteirinho vermelho, de um tom que não tem como não chamar atenção, é impossível não lembrar dele quando se trata de um livro vermelho.

Espero lê-lo ainda esse ano e se isso realmente acontecer, podem contar com resenha aqui no blog!

3. The Best Day – escolha um livro que faça você se sentir nostálgica (o).

Assim como Harry Potter me lembra muito minha infância e o começo da minha juventude, Feliz Ano Velho, do Marcelo Rubens Paiva, foi um divisor de águas na minha adolescência.

Lembro que quando o li, ele me atingiu como um soco na boca do estômago. Foi com ele que eu tive, pela primeira vez, a dimensão do que era “viver o mundo”. Foi com ele que eu vi que eu era uma zé ninguém que não sabia absolutamente nada da vida. E não preciso nem falar que quando a gente é adolescente, descobrir um troço desses acende uma bomba atômica dentro da gente, né? A vontade é a de querer agarrar o mundo nos próximos cinco minutos de existência.

O bom é que hoje, olhando pra trás, eu acho que foi maravilhoso pra mim ter tido esse chacoalhão. Minha vida teria sido muito diferente se isso não tivesse acontecido, já que desde então, eu venho tentando viver tudo que puder pra quebrar essa bolha ao meu redor. E tenho tentado enlouquecer, criar experiências, ser feliz, amar, fazer de tudo um pouco. Porque no final das contas, é só isso que importa.

E ah, pra quem nunca escutou falar do livro, ele é autobiográfico, e foca especialmente no acidente que deixou o escritor tetraplégico.

4. Love Story – escolha um livro com uma história de amor proibida.

Talvez um dos mais clássicos romances com uma história de amor proibida – por questões óbvias – é Lolita, do Vladimir Nabokov. Sou fascinada tanto pelo livro quanto pelos filmes, o de 1962 e o de 1997. O livro mistura de uma maneira assustadora inocência com sensualidade e me fez ter uma série de reações diferentes ao longo de toda a história: do desprezo ao nojo, da dó a raiva…

5. I Knew You Were Trouble – escolha um livro com um personagem mau, mas que apesar disso, você não conseguiu resistir e se apaixonou (ou gostou muito) dele.

Belatriz Lestrange de Harry Potter é uma personagem horrível. Porém, horrivelmente maravilhosa. Considero ela uma das melhores vilãs que eu já vi por aí, o que só ficou ainda melhor quando Helena Bonham Carter a interpretou nos cinemas. Pra mim, a personagem dos filmes se assemelha de maneira absurda com a mulher que eu imaginava quando li os livros. Ela cria um medo abismal na gente – com um pé muito perigoso ali na loucura – e tem um magnetismo que poucos personagens “secundários” conseguiram atrair pra si.

6. Innocent (written b/c of Kanye West!) – escolha um livro que alguém estragou o final para você (spoiler!).

Juro pra vocês que fiquei um tempão pensando em algum livro que me estragaram o final, mas simplesmente não consegui lembrar de nenhum. Claro que eu já cheguei a ler muitos livros em que eu já sabia grande parte da história antes mesmo de ver a primeira página (A Culpa é das Estrelas é um dos casos mais recentes), mas mesmo nessas situações, o final sempre foi uma surpresa pra mim. E peço encarecidamente a todos que continue a ser assim.

7. Everything Has Changed – escolha um livro em que o personagem se desenvolve bastante.

Vou ter que falar da série “Millenium” aqui, já que a personagem Lisbeth Salander tem um dos desenvolvimentos literários mais incríveis que já vi. Ao longo da história ela aprende muito – e nem sempre de maneira fácil – e se torna ainda mais madura, inteligente e preparada para administrar os muitos problemas e tretas que surgem na sua vida. A série, aliás, é maravilhosa e você lê os livros num piscar de olhos, de tão fluido e viciante que eles são.

8. You Belong With Me – um livro que você está ansiosa (o) para que seja lançado e que você possa ler. 

Sei que vai soar estranho dizer que tô que nem uma doida a espera de Winds of Winter, quinto livro da série “As Crônicas de Gelo e Fogo” do George R. R. Martin, tendo em vista que eu só li até A Tormenta de Espadas, terceiro livro da série. Acontece que esses livros são tão maravilhosos (vocês já repararam que eu tenho um fraco imenso por séries, né?) que eu fico meio desesperada em pensar que não são todos eles que já foram lançados (serão sete, no total). Imagina se acontece alguma coisa com o escritor (não tô jogando praga de jeito nenhum, hein!) e ele não termina de escrevê-los?  Eu tenho uma síncope!

Fico pensando em quem leu o primeiro livro da série pouco depois dele ter sido lançado, em 1996… São quase 20 anos acompanhando uma das histórias mais épicas, longas, cheias de reviravoltas e incríveis da atualidade! Se eu que ainda tenho dois livros inteirinhos e enormes aqui pra ler antes de Winds of Winter já tô agoniada para o lançamento dele, fico imaginando essas pessoas…

9. Forever and Always – escolha o seu casal literário favorito.

Eu escolhi um casal que nem de longe é um “casal melado, ai céus, eles nasceram um para o outro”. E escolhi eles exatamente por não serem assim. Acho que o que mais me encanta no romance Rony e Hermione de Harry Potter (sim, HP de novo! hihi) é que definitivamente os dois não são um casal muito provável. E o que é mais importante: eles conseguiram transformar a amizade que sentiam um pelo outro em amor, sem fazer com que outros aspectos das suas vidas perdessem importância.

E isso acontece porque J.K. sabe falar de amor (no sentido de romance) sem forçar a barra, sem extrapolar limites e sem precisar criar um casal só “porque toda história precisa de um casal”.

Ps: preciso acrescentar ainda um segundo casal nesse tópico: Elizabeth Bennet e Mr. Darcy de “Orgulho e Preconceito” da Jane Austen. Socorro, que casal maravilhoso! Eu tenho uma crush eterna por Mr. Darcy e amo o fato deles também não serem um casal provável, que demora muito tempo pra se entender nem tanto por forças externas, mas especialmente pelo que sentem e pensam a respeito um do outro.

10. Come Back, Be Here – escolha um livro que você não gosta de emprestar por medo de nunca mais voltar.

Tenho muitos livros na minha estante que são queridos e que tenho medinho de emprestar e não voltarem mais, mas acho que “Toda Mafalda”, do Quino, é meu maior xodó nesse quesito. A Mafalda é uma das minhas personagens preferidas e esse livro é um compilado de todas as suas tirinhas, numa edição enorme, hard cover e maravilhosa. Além disso, esse foi o primeiro livro que ganhei do Diego, com direito a cartinha dele escrita na folha de rosto da edição. <3

E vocês, quais livros colocariam em cada uma das categorias acima? Se responderem a tag, deixem o link aqui nos comentários que eu vou querer ver!

Bisous, bisous

Para ver e para ouvir

Um dos filmes mais aclamados do último Festival de Berlim (e que, tristemente, não chegou nas telonas daqui do Brasil), God Help The Girl é a estreia do vocalista do Belle & Sebastian, Stuart Murdoch, como diretor. A ideia inicial era fazer um filme sobre a banda, mas ao longo do projeto a história foi mudando, mudando e mudando tanto que mais de dez anos depois (!), God Help The Girl ganhava o mundo (ou pelo menos uma parte dele).

A história do filme se passa em Glasgow, cidade natal do cantor, e tem como personagem principal a mais do que encantadora Eve (vivida por Emily Browning), uma garota triste, que encontra refúgio nas composições musicais que faz e que vive em uma clínica de reabilitação para distúrbios alimentares. Em um belo dia ela conhece o tímido James (Olivy Alexander), um garoto solitário que ama seu violão e sonha com a música perfeita que um dia ele irá compor. A partir daí os dois começam uma amizade que tem a música como ponto de partida, meio e fim, mas que só se completa mesmo quando Eve conhece a aluna de violão de James, Cassie (Hannah Murray), uma rica e excêntrica garota que de cara se identifica com os dilemas e paixões dos dois. (Pausa no texto pra comentar o quão é engraçado e legal o fato de Hannah viver novamente uma personagem ‘louquinha’ e chamada Cassie. Saudades, Skins.)

O filme tem cara de indie e de fato é, mas também é muito mais do que isso. Ele não é consistente do começo ao fim, mas acho que a graça dele é meio que essa também: mostrar que não há uma linearidade ou um caminho certinho a se seguir quando se é jovem – e quando a vida parece tão complicada e tão excitante ao mesmo tempo. A gente se sente verdadeiramente conectados com essa busca por um lugar no mundo do trio e fica aquela lição de que cada um só pode encontrar o seu caminho seguindo sua própria estradinha de tijolos amarelos. Ainda que nossas vidas e histórias se entrelacem, cada um tem seus próprios sonhos e vontades, e só cabe a esse alguém saber o que é melhor pra si.

Achei bonito que em uma entrevista na Rolling Stones, Stuart confessou que a Eve não é uma menina inventada apenas para o filme. Ainda que ela não seja de carne e osso, essa garota já existe há tempos na cabeça do vocalista e poderia ser tratada como sua grande musa inspiradora, quem, inclusive, lhe deu a ideia para escrever “The Everlasting Muse”, nova canção da banda.

E ah, pra quem ainda tá na dúvida sobre ver ou não esse filme, vale lembrar que esse longa tem uma das trilhas sonoras mais fofas dos últimos tempos e um figurino de fazer suspirar e querer cada roupa pra si.

Assistir qualquer filme do Woody Allen já é muito maravilhoso, mas assistir um filme do diretor no cinema, que se passa nos anos 20 e que tem Emma Stone na telinha é apaixonante demais.

Em Magic in the Moonlight, que ainda tá passando nos cinemas de todo o Brasil, o grande mágico Stanley (que faz aqueles truques que a gente sabe que são falsos, mas que são surpreendentes até pros dias atuais) recebe a visita de um antigo amigo que vem lhe contar uma história bizarra: uma família jura ter conhecido uma médium, que não só contata o mundo do além, mas que também vê o futuro e o passado das pessoas!! Como o velho amigo e também colega de profissão não conseguiu desmascarar a tal farsante, ele vem pedir a ajuda de Stanley pra fazer isso, antes que a família coloque toda sua fortuna aos pés da garota. Claro que a garota é a linda da Emma Stone, e claro também que o mágico vai perceber de cara que desmascará-la não vai ser tão fácil assim, já que Emma aparenta de fato ser uma pessoa totalmente única.

O filme é uma graça e não é difícil perceber a mão de Woody Allen em cada cena, desde os diálogos ácidos e divertidos, até os momentos mais românticos. Além disso, eu amo o modo como o diretor trata cada um de seus personagens de maneira singular, tanto que em Magic in the Moonlight todo eles são caricatos, são personagens “forçados”, que em qualquer outro contexto ficariam exagerados, mas que aqui casam bem com a história e tem um propósito dentro do roteiro.

Quem ainda não viu, trate de correr já para o cinema mais próximo!

Tenho que confessar: eu até gostava das músicas da Taylor Swift, mas na real eu sempre tive muito mais apreço por ela do que de fato pelas suas composições.

Sempre a achei divertida, espontânea (já viram as entrevistas dela pra Ellen Degeneres? Morro de rir!), assumidamente namoradeira e nem um pouco preocupada com o que os outros poderiam pensar sobre isso. Ao contrário, tudo que ela passou com seus namoros, decepções e pés na bunda, ela transformou em música, sucesso e dinheiro. Fora a história maravilhosa que ela tem com a Lorde (aqui um pequeno resumo pra quem não sabe), afinal, onde mais um mal-entendido tão grande assim poderia resultar em uma amizade tão bonita e verdadeira?

Todo esse parágrafo aqui de cima foi pra dizer então que eu sempre quis ser BFF da Taylor Swift, mas que, desde semana passada, – quando 1989, seu mais novo álbum foi lançado – além de ser amiga dela, eu quero também que ela nunca mais pare de compor e cantar.

Bad Blood já é oficialmente minha música preferida, mas Shake it Off (que já havia ganhado clipe faz um tempinho) e Out of The Woods também tão nessa lista! Não sou uma exímia conhecedora da carreira dela, que isso fique claro, mas pelo pouco que conheço da sua trajetória e pelo que venho conversando com amigos que a acompanham faz muito tempo, é inegável que a cantora assumiu de vez sua veia pop. Óbvio que o country sempre terá influências nas suas letras e canções (afinal, quer melhor estilo do que esse pra contar histórias de amor tão bem?), mas o pop agora não deixa espaço pra mais nada na vida de Taylor.

E eu tô amando essa nova fase!

“’Cause, baby, now we got bad blood
You know it used to be mad love
So take a look at what you’ve done
‘Cause, baby, now we got bad blood”

E chegamos, finalmente, em Leighton Meester e a maior revelação musical desse ano pra mim. Eu já tinha escutado ela cantar, – lembram de 2009 quando ficou naquele ‘lança, não lança’ álbum e os fãs estavam em polvorosa? – mas nada havia me preparado para Heartstrings e para suas músicas deliciosas de escutar.

Me peguei lembrando muitas vezes de Lean Rimes, – ainda que eu saiba que não existem de fato muitas semelhanças entre as duas cantoras e seus estilos musicais – e desejando escutar o CD no repeat ainda por muitas e muitas vezes. Entre as minhas canções preferidas estão a música de mesmo título do álbum, Heartstrings, L.A. e On My Side.

O gostoso é que além da voz gracinha de Leighton, todas as músicas têm jeito de antiguinhas e eu escuto e já fico imaginando uma história na minha cabeça. E já prevejo clipes lindos que podem sair daí!

Escutem que eu aposto que vocês vão amar!

Bisous, bisous