TAG: com que filme eu vou

Desde que eu descobri a newsletter da Anna, fiquei completamente viciada em todos os lugares que ela escreve, incluindo o seu blog, o So Contagious, de onde eu descaradamente roubei essa tag aqui. Ela é uma tag de filmes e vocês sabem como eu amo falar sobre isso (ainda que meu desafio do “1001 filmes para ver antes de morrer” esteja estacionado há milênios no vídeo de apresentação).

Pois bem, quero voltar em breve aqui pra indicar decentemente a newsletter dela e de algumas outras meninas maravilhosas que venho acompanhando, mas, por ora, vamos falar de filmes pra assistir nas mais diferentes situações, fechado? Já aviso que eu fiz uma pequena misturinha e respondi algumas categorias de forma mais geral e algumas de forma bem pessoal. Espero que não tenha ficado confuso.

1. Um filme para assistir sozinha: 

Noah Baumbach (2012)

Eu não sei nem como classificar um filme como Frances Ha. Ele é leve, mas tem momentos de tensão também. É engraçado, mas me fez sentir um aperto no peito em vários cenas. É sobre uma história quase que banal, mas que ganha uma profundidade gigante ao longo da seu desenrolar. Definitivamente, algo difícil de classificar.

O que dá pra dizer é que Frances Ha é um filme que te faz mergulhar dentro dele e experimentar diversos sentimentos diferentes. E acho que filmes assim, quando vistos sozinhos, tornam a experiência ainda mais intensa, mais transformadora. Vale a pena ver aproveitando cada cena, cada momentinho de beleza que ele tem.

Sei que vocês não vão se arrepender.

2. Um filme para assistir quando está chovendo: 

Giuseppe Tornatore (1988)

Cinema Paradiso, além de ser um dos meus filmes preferidos da vida, tem aquele tipo de história impossível de não emocionar o mais duro dos corações. Tenho pra mim que a melhor forma de assistir a esse filme é em um dia chuvoso, debaixo das cobertas, comendo muita pipoca e chorando e rindo sem pudores em cada uma das suas cenas maravilhosas.

Ele foi o vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1990 e, no fundo, ele nada mais é do que uma grande ode ao cinema, a todas as suas histórias e a toda a sua importância na vida das pessoas.

De uma delicadeza e inocência gigantes, tem aqui o trailer do filme pra quem quiser dar uma olhadinha.

3, Um filme para te fazer dormir: 

Ti West (2012)

Eu sou fã assumida de histórias de terror/suspense. Assisto tudo que vocês possam imaginar de filmes nessa categoria, indo dos clássicos aos blockbusters e passando ainda por aqueles filmes lado B mega trashs que quase ninguém nunca escutou falar.

Tem muita porcaria no meio? Claro que tem. Mas é uma alegria muito grande (meio creep isso, eu sei haha) quando a gente acha um bom filme na categoria, desses que tem uma história sólida, um enredo bem amarrado e que não menospreza a inteligência do espectador. E sim, era exatamente tudo isso que eu tava esperando quando fui assistir esse filme aqui.

Além de Hotel da Morte ser do Ti West, um dos diretores de terror mais aclamados dos últimos anos, os elogios ao longa foram bastante impressionantes. A crítica especializada amou o filme e eu fui com as minhas expectativas lá em cima pra assistir aos seus 90 minutos de história. Bom, vocês já podem imaginar que eu tive um tombo daqueles, né? Aliás, não só eu, mas praticamente todo mundo que foi assistir, já que esse é um daqueles clássicos filmes que agrada muito ao pofissionais de cinema, mas que deixa nós, meros mortais, sem entender o porquê de tanto alvoroço.

Pra piorar a situação o filme tem um ritmo extremamente lento, mas assim, extremamente lento mesmo. E não de um jeito interessante, que cria um terror psicológico na gente. Na real é de um jeito que faz todo mundo morrer de sono e nem se importar em saber o que vai acontecer no final da história.

4. Um filme para assistir bêbada:

Seth Rogen e Evan Goldberg (2013)

Esse filme tem tantas coisas bizarras acontecendo ao mesmo tempo que deve ser muito maravilhoso assisti-lo estando bêbada. A bem da verdade, o roteiro dele é tão doido que pode muito bem ter saído de uma noite de porre do Jay Baruchel e do Seth Rogen. Posso até imaginar eles muito loucos, contando um para o outro sobre um monte de histórias doidas sobre o fim do mundo, até que de repente alguém fala “imagina se isso virasse um filme!”.

Pronto, tava aí a chance desses caras (e mais James Franco e toda essa turminha de sempre) usarem um pouquinho do dinheiro que eles tem pra fazerem um filme doido, sem compromisso algum, mas que no fundo é uma zoeira com eles mesmos e com todos os filmes que eles já fizeram. E tudo isso com participações de um monte de gente famosa, como Rihanna e Emma Watson.

5. Um filme para passar enquanto você está fazendo outra coisa:

Gil Junger (1999)

Vejam bem, 10 coisas que eu odeio em você é um filme adorável. Além de ser um dos melhores romances teenagers já produzidos, ele tem uma cena musical impagável, com Heath Ledger cantando e dançando Can’t Take My Eyes Off You. Só que como esse é um filme que todo mundo já viu incontáveis vezes, seja por vontade própria ou por ele sempre passar na TV, a gente praticamente já decorou as cenas, as falas e toda a sequência da história (tudo bem, essa parte eu devo estar falando apenas por mim haha).

Anyway, o filme é ótimo pra quando a gente tá arrumando a casa, ou cozinhando ou fazendo qualquer outra coisa do tipo. Quando rola um tempinho, é só olhar pra tela que a gente ainda sabe o que tá acontecendo.

6. Dois filmes para serem assistidos em sequência:

William Wyler (1953)

Blake Edwards (1961)

A escolha mais óbvia pra essa categoria seria é claro a de colocar uma sequência de filmes, tipo “Meu primeiro amor” e “Meu primeiro amor – parte 2”. Mas, assim como a Anna fez, preferi optar por dois filmes que não tem relação direta entre si, mas que ainda assim tem um vínculo bastante forte. No caso, um vínculo chamado Audrey Hepburn.

O filme A Princesa e o Plebeu, de William Wyler, foi responsável pela estreia de Audrey nas telonas. Na verdade, ela até já tinha feito outros filmes antes, mas em papéis muito menores, o que tornava a princesa Ann de fato sua primeira protagonista. E a sua estreia foi tão triunfal que de cara Audrey conquistou um Oscar de melhor atriz. Além disso o filme é uma graça, cheio de delicadezas e cenas lindas de Roma, e a química entre Audrey e Gregory Peck é tão boa que você torce o tempo todo para que o dia de plebéia da princesa nunca mais termine.

Bonequinha de Luxo, em contrapartida, mostra um outro lado da atriz. O filme foi a consagração da carreira de Audrey e transformou a sua personagem em uma referência atemporal para diversas garotas que se apaixonavam por seu tubinho preto e seu colar de pérolas.

Assistir os dois filmes em sequência, além de ser delicioso, mostra a evolução de uma das atrizes mais incríveis que Hollywood já teve, em dois momentos chaves que fizeram a imagem de Audrey perdurar como um ícone ate hoje. É legal ver essas diferenças e, claro, aproveitar dois filmes tão lindos e com histórias tão envolventes.

7. Um filme para (não) assistir com o namorado:

Tom Hooper (2012)

Foi bem difícil pensar em um filme pra essa categoria, especialmente porque nos meus quase sete anos de namoro com o Di, a gente já assistiu filmes de tudo quanto foi tipo, desde os que eu morri de rir, morri de chorar ou morri de tanto tomar susto.

Sendo bem pessoal nessa resposta, acho que o único filme que eu não veria (e de fato não vi, já que nem ele e nem nenhum dos meus amigos quis assistir ao filme comigo e eu acabei indo ao cinema sozinha) é Os Miseráveis do Tom Hooper. Nem tanto por ele não se interessar pela história, mas pura e simplesmente pelo fato de que Os Miseráveis é um musical e Diego tem zero de paciência com musicais (na verdade só os de cinema, os de teatro ele gosta).

Eu, em compensação, indico fortemente esse filme haha. Ele é maravilhoso do começo ao fim, tem cenas super fortes e conta uma das histórias mais maravilhosas que eu já vi, que se passa ao longo da Revolução Francesa. Sou doida pra ler o livro também, que é do escritor francês Victor Hugo.

8. Um filme para assistir com amigos:

Christopher Smith (2009)

Eu falei que sou a doida dos filmes de terror/suspense, né? O que talvez eu não tenha falado é que eu tenho uma turma de amigos tão louca quanto eu por filmes desse tipo. E Triângulo do Medo foi um dos melhores longas que a gente já viu juntos!

No começo ele até parece ter uma história de suspense qualquer, mas conforme o filme vai se desenrolando a gente vai percebendo que as coisas não são bem assim, e que existem diversas teorias e caminhos malucos que ele toma e que contradizem tudo aquilo que a gente imaginava que era certo.

Sério, se você tem amigos que também gostam de longas de suspense, vocês precisam assistir esse filme aqui juntos! Tenho certeza que vocês também vão ficar discutindo sobre todas as possibilidades malucas que vão surgindo (durante e mesmo depois do filme acabar) e debatendo qualquer detalhezinho que aparece na tela – e que pode mudar a história toda.

9. Um filme para assistir com a sua mãe:

Brian Percival (2014)

Mais uma resposta pessoal hehe. Talvez A Menina que Roubava Livro não seja o filme mais indicado pra essa categoria, mas como eu assisti ele no cinema com a minha mãe e nós duas gostamos do filme e ficamos um tempão conversando sobre tudo que aconteceu, foi inevitável que ele fosse o primeiro longa a aparecer na minha cabeça.

O filme é inspirado no livro homônimo escrito por Markus Zusak e é contado do ponto de vista da Morte, que observa os passos dados pela garota Liesel Meminger durante a Segunda Guerra Mundial. Eu já o tinha lido muito antes do filme, o que me fez ir preparada emocionalmente para o cinema. E, claro, não adiantou nada. Ainda que o filme não tenha a mesma profundidade do livro, ele é bastante triste e poético, e mexeu muito com a gente. Sabe filme que faz você ficar pensando nele um tempão mesmo depois que a sessão terminou? Esse daqui é um deles.

10. Um filme para assistir com o seu pai:

Steven Soderbergh (2001)

Eu tenho bastante certeza que Onze Homens e um Segredo é o típico filme que meu pai adoraria assistir. Ele tem todos os pontos fortes dos filmes de ação, tem bons atores no elenco e tem uma história bastante interessante, que prende a gente do começo ao fim.

Ainda que eu não seja fã dos filmes do gênero, esse é um dos poucos que eu adoro. Acho o máximo esses filmes de ação que têm planos inteligentíssimos por trás (na história, 11 ladrões especialistas em diferentes áreas arquitetam um plano para assaltar três grandes cassinos de Las Vegas na mesma noite).

O filme, aliás, teve duas continuações: o Doze Homens e Outro Segredo, lançado em 2004, e o Treze Homens e Um Novo Segredo, de 2007, ambos também do Steven Soderbergh.

 

E vocês, o que indicariam em cada uma dessas categorias?

Bisous, bisous e até amanhã!

TAG: 50 fatos sobre mim

Enquanto o post sobre a minha festa de aniversário não fica pronto (ele sobe ainda essa semana!), fica aqui o último vídeo que subi lá no canal do blog respondendo a TAG “50 fatos sobre mim”.

Confesso que não foi fácil listar esses 50 itens, mas fazia tanto tempo que eu tava com vontade de responder essa tag, que achei que o fato de subir mais um degrauzinho na escada da idade era o momento ideal pra isso. No final, adorei o processo todo de autoanálise!

É bom olhar pra gente mesmo, assim, de vez em quando, e reparar mais nas nossas manias, nas nossas falhas, nos nosso acertos. É divertido e leve, claro, mas é também muito interessante se despir e olhar com mais atenção pra quem a gente de fato é.

Eu espero que vocês se divirtam com as respostas do vídeo tanto quanto eu me diverti enquanto estava gravando. E não se esqueçam de curtir o vídeo e se inscreverem lá no canal do blog caso ainda não sejam inscritos.

Bisous, bisous e até mais!

TAG: 15 coisas legais que aconteceram em 2015

Meu 2015 foi um ano loucamente confuso, é verdade, mas foi também um ano loucamente importante. Muita coisa aconteceu desde o dia 01/01 até aqui e ainda que tenham rolados alguns tropeços no meio do caminho, problemas sérios (que, ainda bem, foram devidamente solucionados) e momentos em que eu me senti completamente perdida, tiveram muito mais momentos libertadores, lindos, emocionantes, inspiradores e apaixonantes em 2015.

Eu não poderia jamais reclamar de um ano que me ensinou tanto, que me fez crescer, profissional e pessoalmente, e que fez eu gritar de felicidade muitas vezes. A real é que eu tenho muito a agradecer e muito a comemorar por esses últimos 365 dias.

Essa tag aqui, criada originalmente pela Bruna Vieira do Depois dos Quinze, é, portanto, uma forma de eu fazer isso. Ela relembra os 15 momentos mais marcantes do meu ano, me faz revivê-los um pouquinho e me enche de vontade de fazer de 2016 um ano tão ou mais importanto do que esse.

Porque, afinal, esse espírito de final de ano tá sendo um só: olhar pra trás com um sorriso no rosto de felicidade e olhar pra frente com uma vontade danada de botar pra quebrar e fazer acontecer.

A viagem dos meus sonhos aconteceu em 2015 e foi ainda mais bonita do que eu imaginava. Conhecer Londres e Paris, especialmente ao lado do Diego, foi uma sensação indescritível.

Ver a Torre Eiffell, andar pela Champs-Élysées, passear na London Eye, chorar de emoção na Abbey Road, sentir o cheiro dos jardins de Versailles, tomar café na cafeteria onde foi gravado “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, brincar na plataforma 9 3/4 e ver a imensidão do Big Ben foram só algumas das emoções que essa viagem me proporcionou. O que ficou de tudo isso foram duas certezas: a de que nunca vou esquecer esses dias em que estive por lá, e a de que sei que vou voltar e aproveitar essas duas cidades ainda mais.

Uma coisa que eu queria muito fazer em 2015 era ir mais em shows, porque apesar de eu escutar muita música em casa, no trabalho, no banho, na rua e em praticamente todo lugar, shows não costumavam figurar na minha lista de programas corriqueiros. E eu consegui! Meta anotada e meta cumprida! Fui em três shows esse ano: do Capital Inicial e do Roupa Nova aqui em Bauru mesmo, e do Los Hermanos em São Paulo.

Viajar de trem era algo que eu queria fazer há muito tempo. Muito tempo mesmo. Eu nunca nem tinha botado os pés dentro de um, e achei que não poderia haver situação mais propícia pra finalmente fazer isso do que dispensar o avião e ir de trem de Londres pra Paris. Além de ser mais barato e rápido, foi muito mais divertido e interessante: as paisagens são lindas e em determinado momento da viagem você passa em um túnel por baixo do Canal da Mancha, que apesar de ser todo escuro, dá um frio enorme na barriga só de pensar que você tá há 50m abaixo do mar, e em uma região histórica tão incrível.

2015 foi o ano em que eu verdadeiramente me descobri feminista. Eu aprendi uma infinidade de coisas sobre o movimento e sei que vou aprender muito mais sobre isso em 2016, especialmente por causa da Babi, que tá sendo uma guia pra mim nisso tudo. Quando eu estiver mais preparada (porque eu acho mesmo que ainda não tô o suficiente), eu quero vir aqui e conversar sobre isso com vocês. Vai ser muito importante pra mim e espero que também seja legal e empoderador pra quem ler.

2015 foi o ano em que eu tomei coragem pra fazer shootings aqui no blog e o resultado foi muito mais legal do que eu imaginava. Um deles foi em maio, e foi absurdamente especial e belo porque foi fotografado pela Natália Dian, uma amiga fotógrafa muito querida, que tá aprontando todas agora na Alemanha, mas que quando estava aqui no Brasil me deu esse presente maravilhoso. As fotos ficaram incríveis e eu fiquei completamente apaixonada por todo o ensaio.

Em abril eu mudei de equipe e de turno na editora onde trabalho, e junto com isso acabei mudando também toda minha rotina de horários. De uma menina que dormia tarde (muito tarde mesmo), acordava tarde, dormia mal e pulava o café da manhã eu me transformei em alguém que dorme antes da uma da manhã, – o que não faz muito tempo era meio que inimaginável pra mim – acorda cedo, toma café e as sete e meia já tá na frente do computador trabalhando. Isso foi uma mudança absurda na minha vida porque eu não apenas tenho conseguido dormir seis horas quase todo dia, como passei a me alimentar melhor, engordei o quanto queria e me sinto mais desperta o dia todo.

Claro que eu continuo amando as madrugadas haha, mas consegui finalmente acertar meus horários e ganhar mais qualidade de vida na minha rotina.

Aconteceram duas coisas profissionais muito legais esse ano. Eu comecei a escrever para o Johnny Tattoo Studio em uma coluna quinzenal sobre moda (aguardem que em 2016 a coluna não só continua como já tô cheia de ideias de temas que quero escrever) e tive a oportunidade de voltar a trabalhar com o Lu, meu ex-chefinho da Luminosidade, na montagem da exposição do FFW Fashion Tour aqui em Bauru. Foi uma correria, uma loucura, mas muito maravilhoso.

Em 2015 eu e o Di completamos seis anos de namoro, viajamos juntos pra Londres e Paris, nos organizamos melhor pra poder cuidar do Batman, dividimos mais um ano sob o mesmo teto, assistimos a uma lista gigante de filmes juntos, nos amamaos cada dia mais e estivemos lá um pelo outro em todos os momentos. Eu olho pra isso tudo e só consigo pensar em como é maravilhoso ter alguém assim do nosso lado, que decide embarcar nessa aventura doida que é a vida juntinho com a gente.

Quando estava em Londres, descobri que a exposição Alexander McQueen: Savage Beauty também tinha acabado de chegar na terra da rainha. Ela estava sendo exposta no Victoria and Albert Museum, um dos museus mais maravilhosos de Londres, que se dedica em grande parte à história da moda. Consegui ingressos de última hora e fui ver essa exposição que é uma das coisas mais belas que já vi na minha vida e que rendeu um post aqui no blog pelo qual eu tenho o maior carinho.

2015 foi um ano de reforçar os laços, o carinho e a lealdade com amigos de longa data, mas foi também um ano de novas amizades. Gente que me ensinou, que me inspirou, que me fez aprender um pouquinho mais sobre diferenças (e sobre como aceitá-las). Eu desejo muito que essas pessoas continuem ao meu lado em 2016 – e por muito mais tempo depois disso – e que o ano que vem traga novos laços, novas pessoas, novos aprendizados.

Uma das metas de 2015 era voltar a estudar numa sala de aula. E já que isso era algo que tava me fazendo falta de verdade e eu queria muito praticar minha conversação de inglês (que é, de longe, minha maior dificuldade com o idioma), juntei as duas vontades em uma realização só: comecei um curso de conversação aqui em Bauru que faço todas as segundas-feiras à tarde. O mais incrível disso tudo é que na minha aula, além de aprender a conversar em inglês, eu aprendo um pouquinho de tudo. De música à literatura, de cinema à política. Eu adoro meu professor, adoro as pessoas da minha sala e os debates que rolam. Mal vejo a hora de voltar do recesso do final de ano pra continuar a aprender um mundaréu de coisas.

Eu não vi muitos filmes em 2015, é verdade (pelo menos não tantos quantos eu vi no ano passado), mas nesse ano fui muito mais ao cinema, comi muita mais pipoca, tomei muito mais coca e me emocionei ainda mais ao ver filmes tão maravilhosos assim na telona. De Divertida Mente a Star Wars, de Jogos Vorazes: A Esperança – O Final a Operação Big Hero, sessões de cinema são uma coisa que povoaram meu 2015 e que eu espero que povoem meu 2016.

Não é segredo pra ninguém que eu sou fissurada em restaurantes e cafés, e adoro descobrir estabelecimentos assim novos pra ir. E o que definitivamente não faltou esse ano foram idas a restaurantes e cafés, fosse pra comer comidas doces ou salgadas, ou às vezes só para tomar uns bons drinks. Descobri vários lugares novos (e ótimos!) e redescobri outros diversos lugares que são sempre uma delícia de estar, que são super confortáveis e aconchegantes.

Desde que criei esse blog aqui eu tento me jogar um pouquinho mais no universo da beleza – que nunca me interessou tanto quanto o universo da moda, por exemplo, – e aprender um pouquinho mais sobre maquiagem. Talvez esse ano eu não tenha falado muito sobre isso aqui no blog, mas esse foi com certeza o ano em que eu mais testei produtos, em que eu assumi sem pudores meus batons vermelhos e roxos, em que eu passei a usar primer, em que eu usei e abusei de delineador, em que eu me rendi as águas termais e esfoliantes, em que eu aprendi a cuidar mais da minha pele e em que eu não tive medo de tentar, errar e tentar de novo. E nem medo também de não usar um pingo de maquiagem se eu não estivesse afim. Porque o legal da beleza é isso: nos alegrar e não nos escravizar.

Não, eu não consegui postar de segunda a sexta em 2016 (na real, eu não cheguei nem perto disso), mas eu continuei a escrever no blog com uma regularidade até que boa e sem forçações de barra. Escrevi só sobre o que queria, só sobre o que me inspirava, me fazia pensar, me tirava do lugar. Escrevi sobre viagens, sobre paixões, sobre roupas, sobre pessoas, sobre filmes, sobre músicas, sobre sentimentos. E postei muitas fotos, respondi algumas tags, crei categorias novas e fiz até algumas parcerias lindas, que me deixaram muito feliz de ver o blog dando resultados além do esperado.

2015 foi de fato um ano pra nunca mais se esquecer :)
Eu espero do fundo do coração que o de vocês também tenha sido incrível e que o próximo seja ainda mais legal, mais cheio de lições, mais repleto de pessoas e lugares e momentos maravilhosos.

Feliz Ano Novo e até 2016!

Taylor Swift Book Tag

Essa tag aqui foi originalmente criada pelo canal The Book Life e é tão divertida (pra quem gosta das músicas da Taylor, claro), que se espalhou rapidinho pelos canais de literatura do youtube. Ela tá na minha “lista de tags a serem respondidas” já faz um tempo e decidi fazer isso em texto mesmo porque assim eu tenho uma desculpa pra colocar vários gifs da Taylor Swift em um mesmo post haha.

E ah, se você também achar as perguntas legais e quiser respondê-las, pode ficar a vontade! Só não esquece de creditar o canal que a criou, tá?

1. We Are Never Ever Getting Back Together – escolha um livro ou série que você estava amando, mas que depois você decidiu que queria “terminar” com ela.

Eu demorei um tempo pra entender essa pergunta (sou lerda, gente, desculpa), mas até onde compreendi, ela pede que você fale de algum livro ou série que teve um começo muito legal, mas que depois de um tempo só foi ficando pior e pior e pior, até você não querer mais nem olhar pra ele.

Depois de pensar um bocado, cheguei a conclusão de que eu nunca fui “traída por uma história” desse jeito. É claro que já tiveram títulos com os quais eu não concordei em alguma parte ou fiquei sem entender porque raios acontecerem certas coisas no final, mas nada que tenha me feito ficar decepcionada com a história a ponto de largá-la sem nem olhar pra trás. Nas poucas vezes em que eu abandonei um livro, o motivo tinha mais a ver com ler o tal livro na hora errada ou, no máximo, comprovar que um título que eu já não tinha muita expectativa, realmente era bem chato.

Seguindo o raciocínio desse segundo exemplo, lembrei de Crepúsculo, livro do qual eu já não esperava muito e que desde o começo da história não conseguiu me prender. Os personagens não me convenceram, a protagonista tinha zero de empatia e a história toda não fazia sentido. E melhor nem entrarmos em méritos de escrita, porque a questão aqui é bem sofrível. (Me desculpem os fãs de Crepúsculo, mas eu realmente acho o livro ruim.)

Eu ainda cheguei a ler a continuação da história, Lua Nova, mas não consegui ir além disso, o que eu acho triste pra dedéu já que eu odeio abandonar séries tanto quanto odeio abandonar livros – ou seja, muito.

2. Red – escolha um livro com a capa vermelha.

Nessa categoria, o primeiro livro que me vem à cabeça é “Glamour”, da Diana Vreeland. Eu ainda não o li, confesso, mas como ele fica em cima da cômoda do meu quarto e é inteirinho vermelho, de um tom que não tem como não chamar atenção, é impossível não lembrar dele quando se trata de um livro vermelho.

Espero lê-lo ainda esse ano e se isso realmente acontecer, podem contar com resenha aqui no blog!

3. The Best Day – escolha um livro que faça você se sentir nostálgica (o).

Assim como Harry Potter me lembra muito minha infância e o começo da minha juventude, Feliz Ano Velho, do Marcelo Rubens Paiva, foi um divisor de águas na minha adolescência.

Lembro que quando o li, ele me atingiu como um soco na boca do estômago. Foi com ele que eu tive, pela primeira vez, a dimensão do que era “viver o mundo”. Foi com ele que eu vi que eu era uma zé ninguém que não sabia absolutamente nada da vida. E não preciso nem falar que quando a gente é adolescente, descobrir um troço desses acende uma bomba atômica dentro da gente, né? A vontade é a de querer agarrar o mundo nos próximos cinco minutos de existência.

O bom é que hoje, olhando pra trás, eu acho que foi maravilhoso pra mim ter tido esse chacoalhão. Minha vida teria sido muito diferente se isso não tivesse acontecido, já que desde então, eu venho tentando viver tudo que puder pra quebrar essa bolha ao meu redor. E tenho tentado enlouquecer, criar experiências, ser feliz, amar, fazer de tudo um pouco. Porque no final das contas, é só isso que importa.

E ah, pra quem nunca escutou falar do livro, ele é autobiográfico, e foca especialmente no acidente que deixou o escritor tetraplégico.

4. Love Story – escolha um livro com uma história de amor proibida.

Talvez um dos mais clássicos romances com uma história de amor proibida – por questões óbvias – é Lolita, do Vladimir Nabokov. Sou fascinada tanto pelo livro quanto pelos filmes, o de 1962 e o de 1997. O livro mistura de uma maneira assustadora inocência com sensualidade e me fez ter uma série de reações diferentes ao longo de toda a história: do desprezo ao nojo, da dó a raiva…

5. I Knew You Were Trouble – escolha um livro com um personagem mau, mas que apesar disso, você não conseguiu resistir e se apaixonou (ou gostou muito) dele.

Belatriz Lestrange de Harry Potter é uma personagem horrível. Porém, horrivelmente maravilhosa. Considero ela uma das melhores vilãs que eu já vi por aí, o que só ficou ainda melhor quando Helena Bonham Carter a interpretou nos cinemas. Pra mim, a personagem dos filmes se assemelha de maneira absurda com a mulher que eu imaginava quando li os livros. Ela cria um medo abismal na gente – com um pé muito perigoso ali na loucura – e tem um magnetismo que poucos personagens “secundários” conseguiram atrair pra si.

6. Innocent (written b/c of Kanye West!) – escolha um livro que alguém estragou o final para você (spoiler!).

Juro pra vocês que fiquei um tempão pensando em algum livro que me estragaram o final, mas simplesmente não consegui lembrar de nenhum. Claro que eu já cheguei a ler muitos livros em que eu já sabia grande parte da história antes mesmo de ver a primeira página (A Culpa é das Estrelas é um dos casos mais recentes), mas mesmo nessas situações, o final sempre foi uma surpresa pra mim. E peço encarecidamente a todos que continue a ser assim.

7. Everything Has Changed – escolha um livro em que o personagem se desenvolve bastante.

Vou ter que falar da série “Millenium” aqui, já que a personagem Lisbeth Salander tem um dos desenvolvimentos literários mais incríveis que já vi. Ao longo da história ela aprende muito – e nem sempre de maneira fácil – e se torna ainda mais madura, inteligente e preparada para administrar os muitos problemas e tretas que surgem na sua vida. A série, aliás, é maravilhosa e você lê os livros num piscar de olhos, de tão fluido e viciante que eles são.

8. You Belong With Me – um livro que você está ansiosa (o) para que seja lançado e que você possa ler. 

Sei que vai soar estranho dizer que tô que nem uma doida a espera de Winds of Winter, quinto livro da série “As Crônicas de Gelo e Fogo” do George R. R. Martin, tendo em vista que eu só li até A Tormenta de Espadas, terceiro livro da série. Acontece que esses livros são tão maravilhosos (vocês já repararam que eu tenho um fraco imenso por séries, né?) que eu fico meio desesperada em pensar que não são todos eles que já foram lançados (serão sete, no total). Imagina se acontece alguma coisa com o escritor (não tô jogando praga de jeito nenhum, hein!) e ele não termina de escrevê-los?  Eu tenho uma síncope!

Fico pensando em quem leu o primeiro livro da série pouco depois dele ter sido lançado, em 1996… São quase 20 anos acompanhando uma das histórias mais épicas, longas, cheias de reviravoltas e incríveis da atualidade! Se eu que ainda tenho dois livros inteirinhos e enormes aqui pra ler antes de Winds of Winter já tô agoniada para o lançamento dele, fico imaginando essas pessoas…

9. Forever and Always – escolha o seu casal literário favorito.

Eu escolhi um casal que nem de longe é um “casal melado, ai céus, eles nasceram um para o outro”. E escolhi eles exatamente por não serem assim. Acho que o que mais me encanta no romance Rony e Hermione de Harry Potter (sim, HP de novo! hihi) é que definitivamente os dois não são um casal muito provável. E o que é mais importante: eles conseguiram transformar a amizade que sentiam um pelo outro em amor, sem fazer com que outros aspectos das suas vidas perdessem importância.

E isso acontece porque J.K. sabe falar de amor (no sentido de romance) sem forçar a barra, sem extrapolar limites e sem precisar criar um casal só “porque toda história precisa de um casal”.

Ps: preciso acrescentar ainda um segundo casal nesse tópico: Elizabeth Bennet e Mr. Darcy de “Orgulho e Preconceito” da Jane Austen. Socorro, que casal maravilhoso! Eu tenho uma crush eterna por Mr. Darcy e amo o fato deles também não serem um casal provável, que demora muito tempo pra se entender nem tanto por forças externas, mas especialmente pelo que sentem e pensam a respeito um do outro.

10. Come Back, Be Here – escolha um livro que você não gosta de emprestar por medo de nunca mais voltar.

Tenho muitos livros na minha estante que são queridos e que tenho medinho de emprestar e não voltarem mais, mas acho que “Toda Mafalda”, do Quino, é meu maior xodó nesse quesito. A Mafalda é uma das minhas personagens preferidas e esse livro é um compilado de todas as suas tirinhas, numa edição enorme, hard cover e maravilhosa. Além disso, esse foi o primeiro livro que ganhei do Diego, com direito a cartinha dele escrita na folha de rosto da edição. <3

E vocês, quais livros colocariam em cada uma das categorias acima? Se responderem a tag, deixem o link aqui nos comentários que eu vou querer ver!

Bisous, bisous

As 10 coisas mais legais do meu mundo!

Essa não é a primeira vez que eu respondo uma tag aqui no blog, mas é sim a primeira vez que faço isso em vídeo! Tô ficando craque no assunto (mentira, demoro uma eternidade pra gravar e editar hahaha) e tô tentando manter uma frequência maior de vídeos por aqui.

Essa tag de hoje chama “As 10 coisas mais legais do meu mundo” e eu a encontrei no canal da Karol Pinheiro (que foi, inclusive, quem a criou) e adorei o fato dela falar sobre vários assuntos diferentes. Acho que é um jeito legal também de me “apresentar” pra quem tá chegando agora aqui no Little Blog ou mesmo pra quem é um novo inscrito do canal. Espero que vocês curtam as perguntas e respostas e fiquem à vontade pra responder a tag no canal e/ou blog de vocês também.

Bisous, bisous e bom restinho de quarta-feira!