Um oizinho de Londres

Há muitas coisas que eu queria contar pra vocês nesse momento. Desde o quanto estou feliz de estar escrevendo esse post deitadinha na minha cama no hostel em Londres até o quanto essa viagem significa pra mim e tudo que aconteceu até eu chegar aqui. Mas peço um pouco de paciência (a mim mesma, inclusive) pra isso. Quero aproveitar ao máximo essa coisa linda & louca que está acontecendo na minha vida – e que só está na primeira parada, já que depois de Londres há um sonho ainda maior a ser realizado.

Por enquanto, só queria contar que estou aqui, radiante de felicidade e postando algumas fotos dos meus dias lá no instagram (@paulinhav). Tenho gravado alguns videozinhos também e se eles ficarem legais, com certeza irão para o canal assim que eu voltar.

Me acompanhem por lá e aproveitem esses dias de folga do blog para recarregarem as energias para tudo que vem por aí.

Bisous, bisous

Youth like diamonds in the sun… and diamonds are forever

{pra escutar enquanto se lê este post}

No último sábado, dia 10, completei 25 anos de idade.

Eu sempre amei comemorar aniversários. Sempre me animava saber que mesmo depois das festas de final de ano, minha época preferida de todas, as coisas boas ainda não haviam acabado e se eu esperasse pacientemente mais dez dias, meu aniversário logo estaria lá.

Lembro que quando eu morava em Leme com meu pais, era sagrado fazer uma festinha e chamar os parentes e amigos mais próximos pra irem comer salgadinho e bolo em casa. Não lembro de um ano que tenha passado e que meus pais não deram uma festinha dessas pra mim, com direito a gente até tarde da noite em nossa casa, com “parabéns pra você” cantado em alto e bom som, com presentes espalhados em cima da cama porque todo mundo sempre queria saber o que eu havia ganhado e com muitas fotos. Minhas e de todo mundo que havia ido.

E mesmo anos mais tarde quando eu já estava em Bauru e não aconteciam mais festinhas em casa, não teve um ano sequer em que eu não chamei meus amigos pra saírem, em que eu não comprei um bolinho na padaria e convidei gente querida pra cantar um parabéns pra mim, em que eu não recebi um cartão fofo de aniversário e que me fez chorar litros.

Porque pra mim aniversário sempre foi motivo de comemoração, de saber que bons momentos me aguardavam, de me sentir rodeada de pessoas que eu amo e admiro – e que apesar de sempre serem recíprocas, se abriam ainda mais nessa data pra expressar carinho. Aniversário pra mim sempre foi sinônimo de festa. De muita comida. De muito amor. De muita gente querida. De um dia “meu”, em que eu podia ser paparicada sem neuras.

O primeiro dos 25 aniversários que viriam

O primeiro dos 25 aniversários que viriam

Quando sentei pra escrever esse post e botar em palavras toda a importância que eu enxergo em fazer aniversário, – especialmente esse  de vinte e cino anos – lembrei que uma vez, em um antigo blog que eu tinha, escrevi um texto sobre como completar determinadas idades, como 15, 18 e 30 anos, tinha ainda mais relevância do que outras. E lembrei também que uma das idades que eu considerava mais importantes eram os tais dos 25 anos de idade. Os mesmos vinte e cinco que eu completei agora.

O look da comemoração de aniversário desse ano

O look da comemoração de aniversário desse ano

Eu ainda considero vinte e cinco anos uma data muito importante. Dessas bastante simbólicas e tudo mais. Mas, ao mesmo tempo, acho que tenho enxergado todo e qualquer aniversário com a mesma relevância, já que cada uma dessas idades me proporcionou – e proporciona – experiências diferentes, amadurecimento, transições e novos sonhos. E, definitivamente, não dá pra mensurar isso em anos. O que dá é pra acumular experiências, acumular bons momentos e lutar sempre pra ser uma pessoa melhor e mais realizada.

Assim,  essa nova idade que chegou agora é apenas uma soma do que eu fui até aqui. Ela por si só não quer dizer nada. Ela só me faz enxergar um último ano muito bom  e um próximo ano que tem coisas maravilhosas encaminhadas pra acontecerem. Ela é muito menos sobre “você vai conseguir, garota” e muito mais sobre “você está conseguindo, garota!” .

Com os amigos no sábado, comemorando o quarto de século

Com os amigos no sábado, comemorando o quarto de século

Realizar sonhos é maravilhoso, mas o que eu definitivamente aprendi nos últimos anos é que melhor do que chegar lá, do que se ver no final do caminho, é ter orgulho de tudo que você conquistou nesse percurso. De todos os tijolinhos que juntos conseguiram criar algo maior.

Porque parece clichê, mas é verdade: a estrada é sempre muito mais importante do que o destino.

Bisous, bisous

Ontem, amanhã e daqui a cinco anos

Chega final de dezembro e é sempre a mesma história: eu faço uma lista de balanço do ano que está acabando e uma lista de metas e planos pro próximo ano que vai começar. Eu acho isso algo muito importante de ser feito porque a lista de balanços me fez refletir um bocado sobre como eu tenho levado minha vida, sobre como conquistei as coisas que queria, sobre o que realmente eu tiro de importante do ano que passou e sobre tudo que eu aprendi, de bom e de ruim, nos últimos 365 dias. Já a lista de metas mistura o que eu aprendi com a lista de balanço, mais todos os sonhos, vontades e desejos que eu tenho e que quero realizar no ano que está começando.

Só que aí nesse ano, resolvi acrescentar uma coisa nova à essa tradição.

Dia desses, li um post resgatado pela Ale Garattoni em que ela contava como o fato de ter colocado no papel todos os seus sonhos e vontades mais distantes (inclusive aquelas que pareciam inatingíveis, bem maluconas) e estipulando um prazo longo pra que fosse possível realizá-las, acabou que ano a ano, passo a passo, ela chegou lá. No final dos seis anos (tempo que ela tinha colocado como meta), 80% dos itens da lista haviam sido alcançados (inclusive alguns daqueles inatingíveis lá do começo) e dos 20% restantes, a maioria havia se transformado em outros sonhos que pintaram no meio do caminho.

Com isso rondando minha cabeça, tive uma conversa com o Diego que me abriu os olhos e que me fez perceber uma coisa… É importante ter metas mais urgentes, coisas que queremos que aconteçam em breve, no próximo ano, ali virando a esquina. Mas planejar pra que essas metas estejam dentro de um plano maior e que todas elas juntas ajudem a realizar essas grandes vontades (aquelas bem louconas, que parecem inatingíveis), também é preciso. Como ele mesmo disse “O que você quer estar fazendo daqui cinco anos? Onde você quer estar? Como você quer estar?”

Foi com isso em mente que decidi que esse ano eu faria meu balanço de final de ano e minhas metas de 2015, mas ainda mais importante do que isso: eu faria uma lista com as coisas que daqui a cinco anos eu me vejo realizando, com os lugares que daqui a cinco anos eu quero ter visitado, com as pessoas que daqui a cinco anos eu quero que estejam ao meu lado, e com os feitos, pessoais e profissionais, que daqui a cinco anos eu quero ter alcançado.

Portanto, a lista que coloco de metas aqui esse ano é um pouco diferente. Ela é sim focada no que eu desejo e vou correr atrás pra que aconteça em 2015, mas ela também faz parte de um plano maior, de sonhos que já tavam mais do que na hora de saírem da cabeça, irem pro papel e, desejo eu, se tornarem realidade nos próximos cinco anos.

Não acho que cabe divulgar essa lista maior aqui, até porque ela íntima demais, pessoal demais. Mas já aviso de antemão que as metas de 2015, exatamente por estarem tão entrelaçadas com essas metas maiores, serão mais enxutas, mais diretas e mais focadas do que nunca. E espero, do fundo do coração, que as metas de vocês, tanto as do ano que vem quanto essas maiores, se realizem. E se realizem no tempo em que tiverem que se realizar. Porque acho que mais importante ainda do que alcançarmos determinados sonhos, é estarmos preparados pra vivermos esse sonho.

E dito tudo isso, aqui vão, finalmente, meu balanço de 2014 e meus planos de 2015 😉

Em 2014, eu…

… voltei pra redação ainda em janeiro e por lá fiquei, aprendendo todos os dias um pouquinho mais

….voltei a comprar e colecionar revistas de moda

…amei muito e fui muito amada. Pelo namorado, pelos amigos, pela família e pelos meus gatos

…perdi minha avó e vi a mulher mais foda que conheci ser insanamente forte contra uma doença até nos seus últimos minutos

…fiz aulas de ballet e de jazz

…não estudei inglês ou francês como queria

…permiti me dar presentes, me mimar de vez em quando e não ter vergonha de ser quem eu sou e querer o que eu quero

…conheci e entrevistei a Kathia Castilho

…fui convidada a ministrar uma palesta sobre Jornalismo & Moda para os alunos de design de moda do último período da Universidade Tecnológica Federal do Paraná

…tomei muito sorvete, comi muito chocolate e passei a tomar suco de laranja todos os dias na hora do almoço

…comi muito, mas muito mesmo mais salada esse ano, mas ainda não achei um esporte ou atividade física pra fazer regularmente

…li 30 livros. Foi um ano bom para a literatura

…vi 93 filmes. Foi um ano ruim para o cinema

…fui madrinha de casamento pela primeira vez na vida (e no casamento da minha irmã ainda!)

…continuei a escrever na aLagarta e me inspirar com cada nova edição

…descobri um novo vício chamado waffles

…deixei meu quarto com a cara que eu queria

…postei mais no blog, mas ainda não consegui montar uma “agenda” de posts toda semana ou mês

…fui banca de um TCC de Design Gráfico da UNESP

…foquei e realizei meu objetivo-mor de 2014

Em 2015, eu vou…

 …aproveitar cada minuto de uma viagem que já é certa e, de quebra, realizar um sonho

…voltar a estudar mais sobre Moda em sites, revistas e livros

…tirar carta de motorista

…tomar mais sol e fazer alguma atividade física

…me empenhar em diminuir minha enxaqueca nervosa, seja com acupuntura, ioga ou com o psicólogo

…voltar a estudar numa sala de aula

…ler tanto quanto li em 2014

…assistir muito mais filmes do que em 2014 (principalmente nos cinemas)

…me organizar pra escrever mais no blog e gravar mais vídeos

…escrever mais sobre Moda

…economizar pra viajar

…dar a cara pra bater e focar no que realmente vale a pena

E, principalmente, o que eu quero muito pra 2015 é

Um Feliz Ano Novo pra todo mundo, repleto de felicidade, paz, saúde, bons drinks, boas companhias e muito amor.

Que 2015 seja foda!

Ps: obrigada a Ma Espindola e sua lista de final de ano, que me ensinou a ser mais focada não só na vida, mas também nas metas e na minha retrospectiva haha.

Bisous, bisous