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“Quem convive comigo por mais de vinte minutos rapidamente descobre que eu amo séries para adolescentes (mídia para adolescentes em geral, sejamos honestos). Entre todas as que vejo e adoro, minhas favoritas são, provavelmente(/com certeza), Gossip Girl e Pretty Little Liars.

Explicar meu amor por Gossip Girl é simples: é em NY (mais precisamente, no Upper East Side), é sobre jovens estupidamente ricos fazendo coisas terríveis e inconsequentes, é praticamente um desfile ambulante de Valentino e Louboutins… e, claro, tem a Blair Waldorf.

Para quem não acompanhou nada sobre séries adolescentes nos últimos muitos anos, Blair é a involuntária protagonista de Gossip Girl – digo involuntária porque, no início, fica claro que devíamos nos preocupar mais com sua melhor amiga, Serena Van Der Woodsen, mas Serena não tem nem metade da complexidade de sua original coadjuvante. Enquanto Serena é a típica pobre-menina-rica, destilando dores e sofrimentos existenciais enquanto tudo que deseja simplesmente cai aos seus pés, Blair, mesmo enfurnada em sua torre de privilégio, é um pilar de ambição e esforço: ela trabalha insistentemente até conseguir o que deseja, seja uma roupa, um emprego, um cara ou (principalmente) uma vingança. Blair sabe que existem regras, pressões e expectativas no seu mundo, e que usar essas expectativas a seu favor exige determinação, inteligência e cuidado.

Gossip Girl é, no fundo (e na superfície), um constante estudo sobre poder, privilégio, e as dinâmicas de desequilíbrio que mantém esse aparentemente frágil sistema funcionando. Confesso: a partir da terceira temporada, a qualidade cai consideravelmente, e tem certas coisas no final que eu prefiro fingir que nunca aconteceram, mas as duas primeiras temporadas são gloriosas, e depois delas é difícil largar.”

“Pretty Little Liars é um pouco mais complexa, porque tem um enredo mirabolante, aparentemente sem pé nem cabeça, e se entender quando estou assistindo já exige concentração, explicar para alguém que não assiste é uma tarefa hercúlea. Então me contentarei com uma explicação breve: Alison, Aria, Emily, Hannah e Spencer são melhores amigas, inseparáveis até que Alison – definitivamente a líder do grupo – desaparece. Um ano depois – quando a série começa – Alison é encontrada morta, enterrada em seu próprio quintal, e as outras quatro se veem reunidas novamente por mensagens de texto de uma fonte anônima que só assina “A”, com chantagens e ameaças de revelar todos os seus segredos. A partir daí, a história toma dimensões inimagináveis: aos poucos, descobrimos que a cidade inteira está, de alguma forma, envolvida em algo escuso que tem a ver ou com Alison ou com o misterioso “A”, e as quatro protagonistas descobrem que não se pode confiar em ninguém, a não ser umas nas outras.

Pretty Little Liars, por trás de todos os plot twists aterrorizantes e inesperados, é principalmente uma série sobre as dificuldades de ser uma garota adolescente (bem, especialmente se uma entidade anônima está te perseguindo e sua melhor amiga foi assassinada), e sobre a importância de confiar em suas amigas durante esse processo.”

Sofia é escritora, revisora e tradutora, além de cofundadora e coeditora da revista Capitolina. Você a encontra também no seu blog pessoal, o Sofia Soter.

“Série ativa, no momento, é Grimm que eu acompanho junto com os EUA. Eu e minha namorada separamos um dia da semana para assistir o novo episódio do Grimm e eu sofro muito quando acaba porque tem que esperar uma semana toda de novo pelo próximo! Esses dias mesmo eles entraram em hiato e foi muito complicado. Foi muito difícil pra mim. Acho que eles ficaram em hiato durante um mês e nossa senhora, parecia que se estendia. Todo domingo eu chegava e “ai, hoje tem Grimm!”  Mas aí eu lembrava que não, não tinha porque tava em hiato.

Essa é a única série ativa que efetivamente eu amo. Eu sou fã de Game of Thrones, mas ainda gosto muito mais de Grimm. E eu sofro porque Gilmore Girls já acabou, eu já assisti todos os episódios, todas as temporadas – eu fico reassistindo loucamente! – e Desesperate Housewives também já acabou. Eu estou assistindo, mas eu sei que uma hora vai chegar ao final. Mas Grimm eu não sei quando vai acabar porque eu estou junto com a série lá fora. Eu sigo os atores no twitter, eu fico sofrendo loucamente com tudo o que eles falam e eu fico procurando fãs de Grimm no mundo porque é muito raro. E quando eu acho, eu dou um abraçinho, porque eu fico muito feliz de encontrar alguém que também gosta de Grimm.”

Desesperate Housewives foi uma das maiores descobertas que eu tive nos últimos tempos e, basicamente, eu tô meio maluca por causa dela. É uma série que já acabou e que eu assisti no Netflix muito sem querer, porque como eu sempre assisto todas as minhas séries com a minha noiva, eu tava procurando por alguma série que ela não gostasse pra que eu pudesse ver quando ela não estivesse. Só que no final das contas eu viciei ela também, porque é um seriado absurdamente viciante!

A série mostra um pouquinho da loucura das pessoas e eu até compartilhei isso quando assisti o primeiro episódio, porque assim, como a gente consegue confiar no mundo depois de Desesperate Housewives? É muito bizarro! Como é aquele núcleo de vizinhança onde você não sabe o segredo de cada vizinho, você fica pensando e aplicando isso na sua vida real. Você fica pensando: será que o meu vizinho tem um segredo desses também? A gente não conhece as pessoas. Todo mundo pode fazer alguma maldade, todo mundo pode ser ruim, todo mundo que você achava que era bom pode ficar ruim, todo mundo que você achava que era ruim pode ficar bom. É muito humano, muito real! Eu fiquei desconfiadaça do mundo depois desse seriado, e eu olho para os meus vizinhos com outra cara agora. Além disso, as personagens são muito bem feitas, muito fortes. Todo mundo tem um preferido.

E eu também fico procurando pessoas que gostam dessa série e eu fico imaginando as pessoas que assistiram essa série enquanto ela estava sendo lançada, porque na real, é muito bizarro. A temporada acaba de um jeito que olha… Ainda bem que tem uma próxima no Netflix porque senão eu ia comer todos os meus dedos da mão e do pé haha.”

Tatiany Leite é jornalista, criadora do blog de literatura “Vá Ler um Livro”, e booktuber no Cabine Literária e Radioactive Unicornes.

“Quando a Paulinha me chamou para falar sobre minhas séries favoritas aqui, além de ficar muito feliz pelo convite, já tive um mini-ataque de pânico, por motivos de: como escolher a série que eu mais amo de todos os tempos entre tantas séries que eu amo? Usei o critério “o que vier primeiro ganha”, hahaha!

Gilmore Girls: queria ser descolada e indicar uma série que ninguém nunca ouviu falar, mas como não amar Gilmore Girls? A premissa, todo mundo deve conhecer: mãe e filha, vivendo em uma cidade fictícia, mas que poderia muito bem ser qualquer cidade pequena. A série é sobre relacionamentos: da família, dos amigos, dos namorados e casamentos. Rory e Lorelai têm os melhores diálogos ever, e a trilha sonora, e os figurinos, e os livros. Sou completamente apaixonada por Gilmore Girls, e já perdi as contas de quantas vezes assisti.

Twin Peaks: quando comecei a minha fase mais interessada por cinema, claro que assisti a alguns filmes do David Lynch, e fui parar, obviamente, em Twin Peaks: série curtinha, do início da décade de 90 e olha só, também em uma cidade fictícia. #mistérios

A série é sobre a investigação do agente da FBI, Dale Coober, sobre o assassinato de uma estudante colegial, Laura Palmer. A premissa é boba e manjada, mas meus amigos, para a época foi considerada uma série revolucionária, pois além de um enredo complexo, nunca visto nesse formato, ela possui personagens estranhos, drama, humor, surrealismo (Lynch, né?), terror psicológico… E eu bem gosto de umas coisas meio estranhas, assim.

Reprodução

True Detective: essa também uma série policial, mas dessa vez a história narra a busca de dois detetives por um assassino em série na Lousiana. A série passou a pouco tempo atrás na HBO, e é incrível! A primeira temporada tem apenas 8 episódios e estão produzindo a segunda, mas a série será em formato de antologia: cada temporada terá uma história e personagens completamente diferentes.

A primeira conta com o lindo Matthew McConaughey que está sensacional. A história te prende do começo ao fim e é daquelas séries que você até fica sem ar.”

Larissa faz parte do trio de garotas por trás do blog Lomogracinha e é uma fotógrafa de mão cheia, que sempre está compartilhando seus registros em seu flickr.

Como eu sempre aproveito pra também dar meus pitacos aqui nessa categoria, dessa vez não foi diferente, mas confesso que indicar uma série não foi uma tarefa fácil, porque se tem uma coisa na minha vida que daria uma lista gigantesca, essa coisa são as séries que eu já assisti e assisto. Como não dá pra indicar todas que eu quero e Gilmore Girls já foi aqui muito bem falado pela Larissa e citado pela Tati (tão percebendo como essa série é incrível, né?), eu decidi falar de Grey’s Anatomy,  que já está na sua décima primeira temporada e  é um verdadeiro xodó na minha vida.

Vocês tem ideia do que é acompanhar uma série por tanto tempo? Nos últimos sete anos eu praticamente acompanhei em tempo real cada temporada e episódio novo que saía de GA, e eu fico maravilhada até hoje quando me dou conta de quanta coisa aconteceu em todo esse tempo e como foi legal ter acompanhado tudo isso juntinho, tim tim por tim tim. Foram muitos personagens que já entraram e saíram da série (Shonda Rimes, a criadora de Grey’s, fez escola com George R. R. Martin nesse quesito de matar personagens), muitas reviravoltas e finais de temporada absurdamente chocantes.

Em resumo, essa série trata da vida de residentes (que, né, depois de 11 anos já não mais residentes haha) do Seattle Grace Hospital, e mostra o dia a dia do lugar, os casos mirabolantes dos pacientes que chegam, os dramas vividos pelos médicos e suas famílias e muito mais do que eu poderia colocar aqui nesse texto. Eu já chorei, ri e soltei sorrisos com Grey’s Anatomy por diversos motivos e por diversas cenas que, entre a comédia, o drama e o romance, fazem dessa série um potinho de ouro. Além dos ótimos personagens e histórias, Shonda sabe conduzir a série com uma mãe de ferro e uma maestria inquestionáveis. Por mais que eu morra de raiva dela em alguns momentos, é impossível não admitir o quão foda a série se tornou nesses 11 anos graças a essa mulher.

Bisous, bisous e bom final de semana pra todo mundo!