E chegou o grande dia! Preparem o baldinho de pipoca, façam suas apostas e vamos torcer pelos nossos favoritos. Claro que antes disso ainda tem tapete vermelho e toda sua exuberância, – e eu tô sentindo que nesse ano, esse quesito promete – mas tenho certeza também que a premiação comandada pela Ellen Degeneres vai ser daquelas pra ficar na história, sabe?

Antes disso, porém, vai aí o último post do #aquecimentoOscar, com os filmes que estão concorrendo na principal categoria da noite. Eu assisti todos (logo que eles liberam os indicados eu faço maratona) e falei um pouco do que achei de cada um. E fiquem tranquilos que não tem spoilers não!

Se vocês quiserem acompanhar meus pitados durante a premiação vou estar lá no twitter (@paulinha_v), e também vou fazer essa “cobertura” haha lá na página do blog >> https://www.facebook.com/littleblogfashion

Sigam, curtam e acompanhem tudo por lá 😉

Concorrendo também nas categorias de: melhor diretor, melhor ator (Chiwetel Ejiofor), melhor ator-coadjuvante (Michael Fassbender), melhor atriz coadjuvante (Lupita Nyong’o), roteiro adaptado, edição, figurino e design de produção.

Assista o trailer.

12 anos de escravidão é daqueles filmes de época maravilhosos e que fazem a gente chorar de soluçar – e que muito provavelmente vai ser o grande vencedor da noite. Eu digo isso porque acho que esse filme tem todos os elementos que a academia adora: é baseado em fatos reais, tem uma história daquelas que ultrapassa gerações, se passa em outra época, tem uma baita de uma direção, interpretações ótimas e um drama histórico que fala muito sobre a própria história dos EUA. Ou seja, é a cara do Oscar.

O filme é belíssimo e se passa em 1841, quando um americano negro e livre é enganado e sequestrado. A partir daí, Solomon, o homem livre enganado, passa a viver como escravo em uma plantação da Lousiana, onde além da própria história do personagem, a gente acompanha também toda essa época da escravidão americana, tão vergonhosa e tão absurda.

O filme tem cenas emocionantes (não clique se você ainda não viu) e também tem a incrível atuação da Lupita Nyong’o, que além de estar concorrendo na categoria de melhor atriz coadjuvante virou a queridinha da vez do mundo da moda.

Concorrendo também nas categorias de: melhor ator (Matthew McConaughey), melhor ator coadjuvante (Jared Leto), roteiro original, edição e maquiagem e cabelo.

Assista o trailer.

Ai, que filme maravilhoso que é Clube de Compras Dallas! Esse aqui é meu preferido dos nove, porque além de ter um grande drama como pano de fundo, – que sabe ser engraçado e atrevido ao mesmo tempo – tem também atuações memoráveis. Memoráveis mesmo. De Matthew McConaughey a Jared Leto, pra mim esse é daqueles filme que funciona tão bem porque os atores se entregaram com uma paixão e vontade sem igual para seus papéis.

Assim como 12 anos de escravidão, a história do filme é baseada em fatos reais e se passa em 1986 quando o eletricista e caubói Ron Woodroof descobre que é aidético. Na época, a AIDS era ainda uma doença muito desconhecida, com remédios experimentais sendo testados nos pacientes.  Com uma previsão de 30 dias de vida, Ron parte então em busca de remédios alternativos, e com a ajuda de Jared, no papel do travesti Rayon, passa a contrabandear remédios do México para vender e ajudar outras pessoas diagnosticadas com a doença.

Não escondo de ninguém que minha torcida pra melhor coadjuvante e melhor ator estão nesse filme (apesar de Leonardo DiCaprio também merecer muito), e tô ansiosa pra ver o que a academia vai decidir.

Concorrendo também nas categorias de: melhor ator coadjuvante (Barkhad Abdi), roteiro adaptado, edição, edição de som e mixagem de som.

Assista o trailer.

Apesar de ter muito jeito de longa de ação, Capitão Phillips pra mim tem muito mais a ver com drama e angústia. Ele é um filme muito impressionante em termos técnicos, e acho que a forma como os elementos sonoros foram usado tão bem na história faz com que essa sensação de tensão fique três vezes pior.

O longa conta a história de um navio, comandado pelo capitão Phillips do título do filme (Tom Hanks), que é sequestrado por piratas da costa da Somália. O comandante então passa a fazer de tudo para proteger sua tripulação e negociar com os invasores para eles saírem do navio. Depois disso a história vai ficando cada vez mais tensa, mas eu não vou contar mais nada para não estragar nenhuma surpresa haha.

O filme é muito bom (esse ano, aliás, não teve nenhum filme indicado que eu achei que não merecia a indicação), mas acho que esse longa é muito mais técnico e não tem um apelo tão forte assim nas categorias principais. E pra ajudar, só que não, bem nessas categorias mais técnicas em que ele teria chance de ganhar alguma estatueta, calhou desse ano termos Gravidade concorrendo – que é um filme quase que insuperável nesses quesitos.

Concorrendo também nas categorias de: melhor diretor (Alfonso Cuarón), melhor atriz (Sandra Bullock), fotografia, edição, trilha sonora original, efeitos visuais, edição de som, mixagem de som e design de produção.

Assista o trailer.

Visualmente esse filme é de chorar de lindo. Fiquei arrepiada com ele do começo ao fim, tanto pela beleza das imagens quanto pela mensagem que ele passa.

Em Gravidade, George Clooney, que faz o papel do astronauta Matt, e Sandra Bullock, que interpreta a doutora Ryan, estão em uma missão no espaço quando uma chuva de destroços de um satélite acerta a nave em que eles estavam, matando toda a tripulação (menos os dois, é claro), e acabando com a própria nave. Literalmente jogados no espaço sideral e sem contato nenhum com a Terra, os dois começam então a lutar pela sua sobrevivência.

E olha, gente, é estarrecedor de lindo. Eu não assisti esse filme no cinema quando ele passou e me arrependi muito, porque ver tudo aquilo em tamanho giga deve ser chocante. E, além de tudo, Gravidade é altamente poético e tem uma cena linda, com uma representação super forte sobre a concepção da vida humana (não assista se você ainda não viu o filme).

Concorrendo também nas categorias de: roteiro original, trilha sonora original, canção original (The Moon Song) e design de produção.

Assista o trailer.

Ela foi um dos filmes mais falados desde seu lançamento por ter uma sinopse tão incomum e tão estranhamente bela. E o que de tão estranho tem nessa história? Acontece que Her, título original do filme, fala sobre a história de um homem solitário que compra um novo sistema operacional para seu computador e se apaixona pela voz do programa. Sim, ele se apaixona pela sua Siri!

Parece ser uma coisa meio non sense, eu sei, mas a forma maravilhosa com que o tema é tratado, faz a gente discutir questões muito mais profundas e complicadas do que à primeira vista pode parecer. Nada fica parecendo besta ou irreal, ao contrário, é poético, é simples (mas super complicado ao mesmo tempo) e muito reflexivo.

Ela é, com certeza, o filme de questões mais profundas do Oscar 2014. Ele mete o dedo fundo na ferida e faz a gente fica meio calada com nossos próprios pensamentos depois que termina.

Concorrendo também nas categorias de: melhor diretor (Martin Scorsese), melhor ator (Leonardo DiCaprio), melhor ator coadjuvante (Jonah Hill) e roteiro adaptado.

Assista o trailer.

Vou ser direta: esse filme tem três horas e alguns minutos de Leonardo DiCaprio mostrando pra academia porque nessa sua terceira indicação a melhor ator do Oscar, ele deve sim levar a estatueta para casa. Vejam bem, eu não tô falando mal do filme, até porque ele é uma loucura de assistir e é cheio de cenas antológicas, mas não há como negar que ele foi feito para o DiCaprio mostrar tudo o que ele pode fazer. E convenhamos que ele realmente faz de tudo: chora, ri, se droga, fica sóbrio, quase morre, dá uma de louco, de sedutor, sente raiva, é cínico e insira aqui todos os outros sentimentos, expressões e situações que você puder imaginar.

A história gira em torno do personagem Jordan, nosso DiCaprio, que depois de perder seu emprego dos sonhos em uma corretora de Wall Street passa a trabalhar em uma empresa minúscula dessas de fundo de quintal. É ali então que ele enxerga a oportunidade de fazer fortuna se aproveitando desse novo público a que a empresa se destina e usando seu dom de convencer as pessoas. Em pouco tempo, ele e todos os amigos que o ajudaram no negócio viram milionários e passam a ter a vida que eles sempre sonharam. E isso significa muitas mulheres, bebidas, carros, festas, drogas e por aí vai.

Apesar de eu torcer pelo Matthew McConaughey pra ganhar de melhor ator, vou ficar triste se o Leonardo DiCaprio não levar a estatueta de novo. Ele tá simplesmente insano nesse papel!

Concorrendo também nas categorias de: melhor diretor (Alexander Payne), melhor ator (Bruce Dern), melhor atriz coadjuvante (June Squibb), roteiro original e fotografia.

Assista o trailer.

Nebraska foi uma surpresa tão, mas tão boa! Fui assistir o filme sem nem saber do que se tratava e ai, como é delicioso quando uma história te surpreende desse jeito!

Todo em preto e branco, ele fala sobre a história de Woody Grant, um velhinho bem daqueles ranzinzas que acredita piamente que ganhou uma bolada de 1 milhão de dólares depois de ter recebido uma propaganda pelo correio. Como ele quer receber o prêmio a todo custo, um dos filhos decide levá-lo de carro até a tal cidade pra poder ter mais tempo com ele. No caminho, devido a alguns acontecimentos, os dois são obrigados a parar na cidade natal de Woody, onde passam o final de semana com sua família. A história de que ele agora é milionário se espalha e, de repente, Woody vira a grande estrela da cidade. Para o bem ou para o mal.

Além de ter uma fotografia linda, recheada de cenas das estradas pelos quais pai e filho passam, o filme ainda é daqueles que quando terminam deixam uma sensação de quentinho no coração.

Concorrendo também nas categorias de: melhor diretor (David O. Russell), melhor ator (Christian Bale),  melhor atriz (Amy Adams), melhor ator coadjuvante (Bradley Cooper),  melhor atriz coadjuvante (Jennifer Lawrence), roteiro original, edição, figurino e design de produção.

Assista o trailer.

Eu sei que Jennifer Lawrence ganhou o Oscar de melhor atriz ano passado pelo O Lado Bom da Vida, mas pra ser bem sincera eu amei muito mais a atuação dela nesse filme aqui, em que ela foi indicada a melhor atriz coadjuvante. Será que mesmo tão novinha, ela leva duas estatuetas em anos seguidos pra casa?

Trapaça conta a história de uma dupla de trapaceiros que são obrigados a colaborar com a investigação de um agente do FBI para desvendar os segredos da máfia. O esquema de sacanagem é super complexo e envolve um monte de gente, mas melhor do que a trama só mesmo o quarteto a frente do filme que deixa tudo tão incrível: a já dita Jennifer Lawrence, Christian Bale, Bradley Cooper e Amy Adams. Amor eterno, amor verdadeiro por esses quatro <3

Concorrendo também nas categorias de: melhor atriz (Judi Dench), roteiro adaptado e trilha sonora original.

Assista o trailer.

Foi o último filme que eu vi dos indicados, mas achei que encerrei com chave de ouro!

A Philomena do título do filme e personagem principal da história é uma mulher que teve um filho ainda muito nova e foi mandada pela família para um convento. Lá seu filho foi vendido pelas freiras e ela nunca mais teve notícias de seu paradeiro. Corta e segue para 50 anos depois de tudo isso. Já uma senhora, Philomena conta para sua filha a história que a atormenta a tantos anos, e com ajuda dela e de um jornalista desempregado, Philomena parte em busca de seu primogênito.

Apesar de ter toda essa busca linda como principal foco do filme, o grande destaque do longa pra mim é a personalidade da própria Philomena. Ela é daquelas que se encanta com as coisas mais simples da vida, que acredita nas pessoas, que faz questão de ser educada, alegre, cordial. Philomena é um sopro de ar fresco, que tem um q de inocência e ao mesmo tempo muita sabedoria. Judi Dench tá deslumbrante e faz aquele tipo de personagem que a gente tem vontade de colocar em um potinho e levar pra casa.

E aí, depois de tudo isso escolheram seu preferido? Contem nos comentários pra quem vocês estão torcendo!

Bisous, bisous e bom Oscar pra todos nós!