Um longo post (dividido em várias partes) sobre as séries da minha vida _ parte um

Antes de mais nada vocês precisam saber que eu sou uma garota que ama séries. Esse é um fato muito importante sobre mim, porque por mais estranho que isso possa soar, eu acho de verdade que séries me influenciaram muito ao longo da vida.

É impressionante a empatia que eu criei com determinados personagens, de me ver ali, de me reconhecer naquelas atitudes, de entender quando ele não fazia o que as pessoas esperavam dele, mas o que ele esperava dele mesmo.  As cenas impossíveis (mas ainda assim cheias de lições) que eu muitas vezes “vivi” através de séries e até mesmo os dramas, – familiares, com amigos, namorado, no trabalho – também sempre fizeram um sentido muito concreto pra mim. Eu não precisava passar pela mesma situação pra entender o recado, mas entender o recado, de certa forma, me preparava para os problemas reais que eu enfrentava no mundo aqui fora.

Por isso tudo, fazia algum tempo que eu tava com vontade de escrever aqui no blog sobre as séries que mais marcaram minha vida. Esse era um pedaço muito grande da minha história pra eu simplesmente deixar de fora, sabem?

Então, decidi fazer assim: de tempos em tempos vou vir aqui falar sobre três séries que me marcaram muito. Vai ser um post longo, dividido em várias partes, mas foi o jeito que achei pra falar sobre cada uma delas do jeito que elas merecem. Tomara que vocês se identifiquem com elas pelo menos um pouquinho do tanto que eu me identifiquei (:

Dentre tantas séries maravilhosas que já cruzaram meu caminho, fica difícil apontar apenas uma como a “série da minha vida”. Mas, se por algum motivo eu precisasse responder a essa questão, muito provavelmente Gilmore Girls seria a grande escolhida.

A série foi transmitida pelo canal The WB de 2000 a 2007 (eu só fui assistir a série inteirinha tempos depois, quando ela já havia acabado) e apesar de ter uma sinopse bem água com açúcar, esse é um dos poucos seriados que eu consigo ver repetidas vezes, sem nunca enjoar da história ou dos personagens.  São os seus personagens, aliás, – especialmente as duas estrelas principais da história, Lorelai e Rory Gilmore – que transformam a série em algo muito maior do que a sua própria sinopse poderia prever. O que era para ser uma história sobre uma mãe jovem e solteira criando sua filha em uma cidadezinha pacata e cheia de bons vizinhos, se transformou em um show que mostra a relação de duas mulheres extremamente diferentes e fortes, de personalidades marcantes e, assim como eu e como você, cheias de altos e baixos na vida.

Lorelai é engraçada e esperta, mas mete os pés pelas mãos em várias situações do dia a dia, tem medo de se entregar ao amor e muitas vezes faz transparecer sua fragilidade por ter sido obrigada a amadurecer tão rápido.

Rory é a menina exemplar, que vê na mãe sua melhor amiga e só tem olhos para os livros e seu futuro, mas que vai vendo que no meio do caminho, as coisas nem sempre seguem a estradinha perfeita que a gente imaginou para elas.

Tem ainda os outros personagens da história que também são muito maravilhosos (Luke, Sookie, Emily…) e que trazem uma contribuição gigante para a série se transformar no programa atemporal, cheio de referências inteligentes (de Kurt Cobain a livros clássicos) e com lições de vida nada impostas, mas que facilmente mexem com a gente, que ele é.

Se eu posso, portanto, dar apenas um conselho pra você que está lendo esse texto, eu digo sem titubear: pegue uma boa xícara de café, vista suas meias mais quentinhas e vá já assistir a esse seriado.

FRIENDS -- Season 2 -- Pictured: (l-r) Matthew Perry as Chandler Bing, Jennifer Aniston as Rachel Green, David Schwimmer as Ross Geller, Courteney Cox as Monica Geller, Matt LeBlanc as Joey Tribbiani, Lisa Kudrow as Phoebe Buffay (Photo by NBC/NBCU Photo Bank via Getty Images)

Já pararam pra pensar em como a sinopse de Friends é bem simples? Um grupo de seis amigos que moram no mesmo prédio, amam tomar café no mesmo lugar e têm personalidades completamente diferentes, mas que se dão super bem juntas. Pronto, era só isso que os produtores precisavam (mentira, eles precisavam exatamente dos seis atores que fazem os personagens principais, porque sem eles, dificilmente teria rolado a química tão forte que o seriado tem) para que tudo desse certo.

Friends é uma série de comédia, mas eu consigo encontrar tantos outros elementos dentro dela, que acho até difícil classificá-la apenas como uma coisa. O seriado foi um dos mais famosos e rentáveis da história (o episódio final da série teve mais de 50 milhões de espectadores!) e acho que a já citada química entre os atores, os personagens tão engraçados e carismáticos, a ideia de uma amizade tão forte entre um grupo de pessoas e uma espécie de simplicidade que o roteiro da série seguia, fizeram dela o clássico que se tornou. 

Uma das maiores proezas que eu vejo na série, é que mesmo estando por dez temporadas no ar, eles conseguiram manter o mesmo nível de comédia, drama, amor e empatia em todo o tempo. Imagina como deve ser difícil manter um programa de tanto sucesso ao longo de dez anos sempre superando as expectativas do público? Sempre criando novas histórias que não caíam naquele limbo de enrolação que muitas séries legais acabaram caindo simplesmente pra se manterem na TV?

Friends conseguiu manter o mesmo tom em dez anos e o mais importante de tudo: soube a hora de parar. E mesmo que tanto tempo depois eu ainda alimente o desejo de que exista um filme com os personagens, acho que Friends conseguiu se manter tão incrível e tão atemporal exatamente porque não quis forçar a barra e teve o timing necessário para saber o que era legal e o que não era pra história.

Pra ser bem sincera com vocês, eu não lembro muito bem porque comecei a assistir Skins. Acho que alguém comentou sobre a série no facebook e eu fiquei curiosa (ou eu tava procurando algo pra assistir e simplesmente fui parar no episódio piloto), mas a única coisa que lembro com certeza é que desde o comecinho eu achei a série estranha pra caramba. Mas estranha de um jeito bom, digamos assim.

A impressão que dá é que Skins é uma série meio caseirona, que não tá nem aí pra aquilo que já foi feito em termos de séries adolescentes. É como se eles desprezassem o que todo mundo enxerga nas séries do gênero e quisessem mostrar na real o que de incrível e de ruim pode acontecer nessa fase da vida. Isso tudo de um jeito bem cru, bem descarado, bem dedo na ferida.

Esse é um dos motivos porque a série – que é original britânica – se deu tão bem no Reino Unido, que tem esse jeito mais blasé e mais underground. Quando ela ganhou uma versão americana, o programa foi um verdadeiro fiasco, porque além de ter o maior distanciamento possível de séries adolescentes que por lá nos EUA fazem sucesso (vide Gossip Girl e cia), a série era considerada esquisita demais, pesada demais para aquele público.

E se tem uma coisa que não podemos negar é que Skins é de fato mesmo pesada.

A série conta a história de um grupo de amigos que vive em Bristol, sudoeste da Inglaterra, e apresenta aspectos da adolescência que os seriados quase sempre fazem questão de não mostrar. Anorexia, drogas, sexo, problemas com autoestima, estranhamento com os pais, dores de amor pesadas, depressão, alcoolismo…

Uma das coisas mais inteligentes de Skins é que a série, a cada duas temporadas, mostra um grupo de adolescentes diferente de Bristol. Alguns grupos têm até relação uns com os outros, como é o caso de Effy Stonem (Kaya Scodelario), uma das principais personagens da segunda geração (cada turma é chamada de geração em Skins) e que na primeira, aparecia apenas como a irmã mais nova de Tony (Nicholas Hoult).

São essas duas gerações, aliás, a primeira e a segunda, que pra mim são responsáveis pelo sucesso que o seriado foi e continua sendo. Quando a terceira geração começou, parecia até que os produtores estavam meio perdidos, sem saber como desenvolver os novos personagens, e eu confesso que nem quis terminar de assistir tudo porque fiquei bastante decepcionada com o roteiro e com o desenrolar das coisas.

Mas pra minha felicidade, nem tudo estava perdido. Pra sétima temporada, os produtores de Skins tiveram uma ideia maravilhosa: fazer uma temporada especial de três episódios, divididos cada um em duas partes, que se dedicassem a mostrar o que aconteceu no futuro de três dos personagens mais queridos do público.

Os escolhidos foram a própria Effy (Kaya Scodelario), para o episódio Fire, James Cook (Jack O’Connell), em Rise, e Cassie Ainsworth (Hannah Murray), minha personagem favorita, em Pure.

O resultado ficou um absurdo de incrível, até porque, não foram apenas os personagens que cresceram. Ainda que o clima pesadíssimo da série tenha continuado nesses episódios especiais, os produtores, a série, os atores, a história toda em si evoluiu. O que trouxe uma certa dose de poesia e de beleza em toda a sétima temporada, encerrando maravilhosamente um dos programas mais controversos e inteligentes que eu já vi.

Bisous, bisous e aguardem que em breve sobem mais posts sobre as séries da minha vida!

Os cinco de abril 2015

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Muitas leituras de moda!

Aos poucos tô colocando minhas leituras de moda em dia, e olha que não é pouca coisa não! Além dessas revistas que comprei na viagem (mostrei um pouquinho mais delas nesse vídeo aqui de comprinhas, mas ainda quero falar sobre cada uma com mais detalhes), tem também a Vogue Brasil e a Elle Brasil desse mês que tão com capas deslumbrantes e com conteúdos muito bacanas.

Na foto, além das minhas leituras de domingo, estão também um vasinho de flor e um cupcake que ganhei do Diego pra acompanharem esse momento. Achei que o pacote completo combinou bastante.

Todo um amor pelo rock nacional dos anos 80

Todo um amor pelo rock nacional dos anos 80

Apesar de ter nascido nos anos 90, desde pequena eu tenho um bocadinho de amor pelos anos 80, especialmente no que diz respeito a filmes e músicas. Isso é tão verdade que mesmo hoje escutando de tudo (as coisas aqui vão de de Beatles a Jessie J!), no que diz respeito a música nacional, não tem jeito, minha paixão maior tá mesmo no rock dos anos 80.

Plebe Rude, Cazuza, Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Aborto Elétrico… Tá tudo aí nesse pacote. E exatamente por isso que em abril eu fui no meu primeiro show da vida do Capital Inicial!

Apesar de não ser muito fã do trabalho atual da banda (até 2005, quando eles lançaram o CD especial Aborto Elétrico, eu ainda achava o som que eles faziam muito bom, mas de lá pra cá o rumo das músicas mudou absurdamente), eu fiquei empolgada demais com o setlist do show. Teve Veraneio Vascaína, Fátima, Geração Coca-Cola, Que País É Este, Olhos Vermelhos e muito mais. Foi muito bom escutar essas músicas que eu tanto gosto, assim, pessoalmente, e espero mesmo que o Capital volte a fazer um som mais rock (e com letras mais interessantes) e não tão “prontinho pra tocar na rádio” como tem feito atualmente. Seria muito bom ter esse tipo de música no nosso cenário atual.

Mudando um pouquinho

Mudando um pouquinho

Desde o mês passado tenho trabalhado em um horário diferente na editora e acabou que agora não tô mais tão pertinho dessa turma toda aí da foto. Mas tá tudo bem, porque a gente sempre se encontra pelos corredores e a qualquer hora dá pra marcar um café, uma pizza, um imagem e ação, um qualquer-coisa-pra-matar-a-saudade <3

Porn food

Porn food

Eu gosto de comer, simples assim. E amo experimentar pratos novos, ir em restaurantes, cafeterias, barzinhos… Posso não saber cozinhar muito bem, mas sou boa de garfo e acho mesmo prazeroso pratos que além de deliciosos são visualmente atraentes. Eu adoro um prato bem feito, caprichado (seja doce ou salgado), bastante bonito e que realmente me deixe com vontade de experimentar nem que seja uma colheradinha, sabem? O clássico porn food.

A foto daqui é de um desses dias quando depois de comer uma salada maravis de deliciosa (e também muito bonita!), eu comi de sobremesa esse crepe de chocolate, morangos e suspiro. Posso garantir que o sabor tava tão bom quanto o visual.

Muito importantes na minha infância e adolescência

Muito importantes na minha infância e adolescência

Esses dias enquanto arrumava minha estante de livros, achei essas duas lembranças tão queridas da infância e adolescência: os livros A Droga da Obediência e A Droga do Amor. Pra quem não conhece essas publicações, os dois títulos, – juntamente com Droga de Americana, Pântano de Sangue e Anjo da Morte – fazem parte de uma série chamada “Os Karas”, um sucesso nacional dos anos 90 escrito pelo Pedro Bandeira.

Antes mesmo de me apaixonar por Harry Potter, já existia essa série na minha vida. Não sei dizer ao certo se foi por causa dela que eu passei a gostar de ler (na real, eu lembro de gostar de ler desde que eu me entendo por gente), mas, com certeza, ela e a série Vaga-Lume foram as primeiras publicações que realmente me marcaram e me trasformaram nessa apaixoanada por livros que sou hoje.

E o mês de abril de vocês, como é que foi?

Bisous, bisous

Eles indicam: séries de TV!

Para ver todos os “Eles indicam” que já rolaram aqui no blog, é só clicar nesse link aqui!

“Quem convive comigo por mais de vinte minutos rapidamente descobre que eu amo séries para adolescentes (mídia para adolescentes em geral, sejamos honestos). Entre todas as que vejo e adoro, minhas favoritas são, provavelmente(/com certeza), Gossip Girl e Pretty Little Liars.

Explicar meu amor por Gossip Girl é simples: é em NY (mais precisamente, no Upper East Side), é sobre jovens estupidamente ricos fazendo coisas terríveis e inconsequentes, é praticamente um desfile ambulante de Valentino e Louboutins… e, claro, tem a Blair Waldorf.

Para quem não acompanhou nada sobre séries adolescentes nos últimos muitos anos, Blair é a involuntária protagonista de Gossip Girl – digo involuntária porque, no início, fica claro que devíamos nos preocupar mais com sua melhor amiga, Serena Van Der Woodsen, mas Serena não tem nem metade da complexidade de sua original coadjuvante. Enquanto Serena é a típica pobre-menina-rica, destilando dores e sofrimentos existenciais enquanto tudo que deseja simplesmente cai aos seus pés, Blair, mesmo enfurnada em sua torre de privilégio, é um pilar de ambição e esforço: ela trabalha insistentemente até conseguir o que deseja, seja uma roupa, um emprego, um cara ou (principalmente) uma vingança. Blair sabe que existem regras, pressões e expectativas no seu mundo, e que usar essas expectativas a seu favor exige determinação, inteligência e cuidado.

Gossip Girl é, no fundo (e na superfície), um constante estudo sobre poder, privilégio, e as dinâmicas de desequilíbrio que mantém esse aparentemente frágil sistema funcionando. Confesso: a partir da terceira temporada, a qualidade cai consideravelmente, e tem certas coisas no final que eu prefiro fingir que nunca aconteceram, mas as duas primeiras temporadas são gloriosas, e depois delas é difícil largar.”

“Pretty Little Liars é um pouco mais complexa, porque tem um enredo mirabolante, aparentemente sem pé nem cabeça, e se entender quando estou assistindo já exige concentração, explicar para alguém que não assiste é uma tarefa hercúlea. Então me contentarei com uma explicação breve: Alison, Aria, Emily, Hannah e Spencer são melhores amigas, inseparáveis até que Alison – definitivamente a líder do grupo – desaparece. Um ano depois – quando a série começa – Alison é encontrada morta, enterrada em seu próprio quintal, e as outras quatro se veem reunidas novamente por mensagens de texto de uma fonte anônima que só assina “A”, com chantagens e ameaças de revelar todos os seus segredos. A partir daí, a história toma dimensões inimagináveis: aos poucos, descobrimos que a cidade inteira está, de alguma forma, envolvida em algo escuso que tem a ver ou com Alison ou com o misterioso “A”, e as quatro protagonistas descobrem que não se pode confiar em ninguém, a não ser umas nas outras.

Pretty Little Liars, por trás de todos os plot twists aterrorizantes e inesperados, é principalmente uma série sobre as dificuldades de ser uma garota adolescente (bem, especialmente se uma entidade anônima está te perseguindo e sua melhor amiga foi assassinada), e sobre a importância de confiar em suas amigas durante esse processo.”

Sofia é escritora, revisora e tradutora, além de cofundadora e coeditora da revista Capitolina. Você a encontra também no seu blog pessoal, o Sofia Soter.

“Série ativa, no momento, é Grimm que eu acompanho junto com os EUA. Eu e minha namorada separamos um dia da semana para assistir o novo episódio do Grimm e eu sofro muito quando acaba porque tem que esperar uma semana toda de novo pelo próximo! Esses dias mesmo eles entraram em hiato e foi muito complicado. Foi muito difícil pra mim. Acho que eles ficaram em hiato durante um mês e nossa senhora, parecia que se estendia. Todo domingo eu chegava e “ai, hoje tem Grimm!”  Mas aí eu lembrava que não, não tinha porque tava em hiato.

Essa é a única série ativa que efetivamente eu amo. Eu sou fã de Game of Thrones, mas ainda gosto muito mais de Grimm. E eu sofro porque Gilmore Girls já acabou, eu já assisti todos os episódios, todas as temporadas – eu fico reassistindo loucamente! – e Desesperate Housewives também já acabou. Eu estou assistindo, mas eu sei que uma hora vai chegar ao final. Mas Grimm eu não sei quando vai acabar porque eu estou junto com a série lá fora. Eu sigo os atores no twitter, eu fico sofrendo loucamente com tudo o que eles falam e eu fico procurando fãs de Grimm no mundo porque é muito raro. E quando eu acho, eu dou um abraçinho, porque eu fico muito feliz de encontrar alguém que também gosta de Grimm.”

Desesperate Housewives foi uma das maiores descobertas que eu tive nos últimos tempos e, basicamente, eu tô meio maluca por causa dela. É uma série que já acabou e que eu assisti no Netflix muito sem querer, porque como eu sempre assisto todas as minhas séries com a minha noiva, eu tava procurando por alguma série que ela não gostasse pra que eu pudesse ver quando ela não estivesse. Só que no final das contas eu viciei ela também, porque é um seriado absurdamente viciante!

A série mostra um pouquinho da loucura das pessoas e eu até compartilhei isso quando assisti o primeiro episódio, porque assim, como a gente consegue confiar no mundo depois de Desesperate Housewives? É muito bizarro! Como é aquele núcleo de vizinhança onde você não sabe o segredo de cada vizinho, você fica pensando e aplicando isso na sua vida real. Você fica pensando: será que o meu vizinho tem um segredo desses também? A gente não conhece as pessoas. Todo mundo pode fazer alguma maldade, todo mundo pode ser ruim, todo mundo que você achava que era bom pode ficar ruim, todo mundo que você achava que era ruim pode ficar bom. É muito humano, muito real! Eu fiquei desconfiadaça do mundo depois desse seriado, e eu olho para os meus vizinhos com outra cara agora. Além disso, as personagens são muito bem feitas, muito fortes. Todo mundo tem um preferido.

E eu também fico procurando pessoas que gostam dessa série e eu fico imaginando as pessoas que assistiram essa série enquanto ela estava sendo lançada, porque na real, é muito bizarro. A temporada acaba de um jeito que olha… Ainda bem que tem uma próxima no Netflix porque senão eu ia comer todos os meus dedos da mão e do pé haha.”

Tatiany Leite é jornalista, criadora do blog de literatura “Vá Ler um Livro”, e booktuber no Cabine Literária e Radioactive Unicornes.

“Quando a Paulinha me chamou para falar sobre minhas séries favoritas aqui, além de ficar muito feliz pelo convite, já tive um mini-ataque de pânico, por motivos de: como escolher a série que eu mais amo de todos os tempos entre tantas séries que eu amo? Usei o critério “o que vier primeiro ganha”, hahaha!

Gilmore Girls: queria ser descolada e indicar uma série que ninguém nunca ouviu falar, mas como não amar Gilmore Girls? A premissa, todo mundo deve conhecer: mãe e filha, vivendo em uma cidade fictícia, mas que poderia muito bem ser qualquer cidade pequena. A série é sobre relacionamentos: da família, dos amigos, dos namorados e casamentos. Rory e Lorelai têm os melhores diálogos ever, e a trilha sonora, e os figurinos, e os livros. Sou completamente apaixonada por Gilmore Girls, e já perdi as contas de quantas vezes assisti.

Twin Peaks: quando comecei a minha fase mais interessada por cinema, claro que assisti a alguns filmes do David Lynch, e fui parar, obviamente, em Twin Peaks: série curtinha, do início da décade de 90 e olha só, também em uma cidade fictícia. #mistérios

A série é sobre a investigação do agente da FBI, Dale Coober, sobre o assassinato de uma estudante colegial, Laura Palmer. A premissa é boba e manjada, mas meus amigos, para a época foi considerada uma série revolucionária, pois além de um enredo complexo, nunca visto nesse formato, ela possui personagens estranhos, drama, humor, surrealismo (Lynch, né?), terror psicológico… E eu bem gosto de umas coisas meio estranhas, assim.

Reprodução

True Detective: essa também uma série policial, mas dessa vez a história narra a busca de dois detetives por um assassino em série na Lousiana. A série passou a pouco tempo atrás na HBO, e é incrível! A primeira temporada tem apenas 8 episódios e estão produzindo a segunda, mas a série será em formato de antologia: cada temporada terá uma história e personagens completamente diferentes.

A primeira conta com o lindo Matthew McConaughey que está sensacional. A história te prende do começo ao fim e é daquelas séries que você até fica sem ar.”

Larissa faz parte do trio de garotas por trás do blog Lomogracinha e é uma fotógrafa de mão cheia, que sempre está compartilhando seus registros em seu flickr.

Como eu sempre aproveito pra também dar meus pitacos aqui nessa categoria, dessa vez não foi diferente, mas confesso que indicar uma série não foi uma tarefa fácil, porque se tem uma coisa na minha vida que daria uma lista gigantesca, essa coisa são as séries que eu já assisti e assisto. Como não dá pra indicar todas que eu quero e Gilmore Girls já foi aqui muito bem falado pela Larissa e citado pela Tati (tão percebendo como essa série é incrível, né?), eu decidi falar de Grey’s Anatomy,  que já está na sua décima primeira temporada e  é um verdadeiro xodó na minha vida.

Vocês tem ideia do que é acompanhar uma série por tanto tempo? Nos últimos sete anos eu praticamente acompanhei em tempo real cada temporada e episódio novo que saía de GA, e eu fico maravilhada até hoje quando me dou conta de quanta coisa aconteceu em todo esse tempo e como foi legal ter acompanhado tudo isso juntinho, tim tim por tim tim. Foram muitos personagens que já entraram e saíram da série (Shonda Rimes, a criadora de Grey’s, fez escola com George R. R. Martin nesse quesito de matar personagens), muitas reviravoltas e finais de temporada absurdamente chocantes.

Em resumo, essa série trata da vida de residentes (que, né, depois de 11 anos já não mais residentes haha) do Seattle Grace Hospital, e mostra o dia a dia do lugar, os casos mirabolantes dos pacientes que chegam, os dramas vividos pelos médicos e suas famílias e muito mais do que eu poderia colocar aqui nesse texto. Eu já chorei, ri e soltei sorrisos com Grey’s Anatomy por diversos motivos e por diversas cenas que, entre a comédia, o drama e o romance, fazem dessa série um potinho de ouro. Além dos ótimos personagens e histórias, Shonda sabe conduzir a série com uma mãe de ferro e uma maestria inquestionáveis. Por mais que eu morra de raiva dela em alguns momentos, é impossível não admitir o quão foda a série se tornou nesses 11 anos graças a essa mulher.

Bisous, bisous e bom final de semana pra todo mundo!

Sobre séries e músicas

Todo mundo, com certeza, tem pelo menos uma série na vida que pode apontar e falar, “poxa, essa me marcou de verdade”. Tá, pode ser que não todo mundo, mas garanto que a maioria das pessoas que está lendo esse post tem ou já teve uma série assim. Daquelas que quando a gente vê um capítulo aleatório passando na TV, vê um uma matéria ou escuta alguém falando sobre ela, bate uma nostalgia nível hard dentro da gente.

Eu não consigo nem lembrar direito quanto foi que comecei a me interessar por séries. A recordação mais antiga que eu tenho, provavelmente, é a de Confissões de Adolescente na TV Cultura e a de 20 e poucos anos na MTV – que teve três temporadas e estreou lá no comecinho dos anos 2000, quando eu ainda era uma criança que achava a MTV a coisa mais incrível que existia no universo. Não que na minha adolescência eu tenha mudado minha opinião, mas outro dia eu conto mais sobre isso…

Fato é que meu amor por séries talvez tenha até começado antes disso, mas eu não sei precisar o exato momento em que deu aquele clique e, de repente, tinha aquela história que eu não podia perder um episódio sequer. Tudo foi muito natural e entre enredos de romance, de relações fraternais, de piadas, de problemas familiares, de juventude e de escolhas de vida, eu fui encontrando histórias que mexiam comigo de um jeito que nada mais mexia.

Teve Kevin Arnold em Anos Incríveis me ensinando muito sobre a década de 60 e 70, mas principalmente me ensinando lições de vida que eu jamais vou esquecer (quem assistiu a série entende muito bem o que eu quero dizer). Teve o Dawson de Dawson’s Creek me contagiando com seu amor pelo cinema e a Rory de Gilmore Girls me ensinando a importância de estudar e de como livros & metas são coisas fundamentais na vida da gente. Teve ainda Friends me mostrando o quanto amigos são de fato a família que podemos escolher e Grey’s Anatomy provando que há males que vem pro bem. E olha, ainda teve muito, muito mais. De The O.C a Orange is the New Black, TBBT, Gossipr Girl, Skins, Girls, The Walking Dead… Ah, tantas, mas tantas que todas juntas nunca caberiam nesse post.

Daí que esses dias pensando sobre todas essas séries que marcaram minha vida e nem sempre tenho tempo de rever (ou ver, já que tem muitas que eu ainda não terminei), achei que seria legal bolar um jeito de matar a saudade de maneira mais rapidinha.

E, por isso, nasceu essa playlist aqui…

Não tem todas as séries que amo aí, mas tem uma boa parte, e daqui um tempo tenho certeza que devo acrescentar mais algumas músicas nela. Tá tudo hospedado lá no 8tracks (ainda não conhece? então corre, porque é vício dos bons!) e não vou contar o que tem porque o bacana do site é esse suspense de não saber qual a próxima música que vai tocar – e também porque já tem umas pistas pelas séries que comentei aqui.

Quase todas as séries estão com a música de abertura na playlist, mas quando cheguei em Grey’s Anatomy, well, eu tive que colocar a música que de fato marcou o seriado, até porque ela faz parte de uma das cenas mais vistas e revistas de todas as suas temporadas. Clica que você descobre (aquelas bem chatas né haha).

Bom, espero que vocês curtam a playlist tanto quanto eu (não canso de ouvir!) e contem aqui nos comentários quais as séries e músicas de seriados que marcaram sua vida (:

E boa quinta-feira pra todo mundo!