O Clube de Discussão de Gilmore Girls | terceira, quarta e quinta temporadas

No primeiro encontro que eu e Amanda tivemos, – e que você pode conferir aqui, caso ainda não tenha visto – falamos sobre a experiência de reassistir a primeira e a segunda temporadas de Gilmores Girls anos depois de termos visto a série pela primeira vez.

Tínhamos muita coisa pra falar, é claro, tanto que nosso encontro durou quase que uma tarde toda, mas acabamos focando mais em como foi redescobrir as personagens e em como essas duas primeiras temporadas nos apresentaram uma série extremamente feminista, onde mulheres são fortes e donas da própria vida.

Acabamos nos atrasando um pouco, é verdade, mas na última semana finalmente nos reunimos pra falar sobe a terceira, quarta e quinta temporadas. E conforme a conversa desenrolava, percebemos que nossos tópicos giravam sempre em torno dos mesmos assuntos: o desenvolvimento das personagens das duas primeiras temporadas pra cá, algumas cenas espetaculares que a série teve nesse período (e alguns probleminhas de continuidade também) e algumas relações de amizade, amor e um monte de sentimentos confusos que rolaram na vida das protagonistas e que nos fizeram entender porque afinal nos identificamos tanto com GG.

Só mesmo relembrando tudo que aconteceu nessas três temporadas que a gente se dá conta de quanto tempo passou na vida das personagens e no tanto de mudanças que aconteceram desde então. Vamos pegar Rory como exemplo: ela termina com Dean, começa a namorar Jess, termina o namoro com Jess, volta a namorar Dean (com quem perde a virgindade, enquanto ele estava casado), termina de novo com Dean e começa a namorar Logan.

E isso só falando do âmbito amoroso, porque nesse meio tempo Rory ainda se forma em Chilton, escolhe Yale (pra surpresa de todos nós), começa a morar no campus da faculdade, arruma um estágio, sai do estágio (e rouba um iate logo depois disso) e termina a quinta temporada abandonando a faculdade e indo morar com os avós.

Dá pra acreditar?!

O que a gente vai vendo em todas essas situações é que ainda que Rory continue a ser protegida pela mãe, pela cidade e pelos avós (não se enganem, Rory vive em uma bolha de proteção), acontecem situações na vida da personagem que nem mesmo essas pessoas podem impedir. Sabe a chamada vida real? Pois é, ela chega pra todo mundo, não tem jeito. E os namorados dela, de certa forma, marcam um pouco todas essas fases, representando tipos de relacionamentos que a gente vai tendo conforme a idade (e o amadurecimento) vai chegando.

Lorelai, por sua vez, também muda muito. Ela sai da pousada em que trabalhava para abrir o seu próprio negócio (sem não antes passar por um incêndio), briga e torna a falar com os pais um milhão de vezes, vai passar uns tempos na Europa com a filha e passa por uma série de relacionamentos nem um pouco marcantes antes de começar a namorar com Luke – e finalmente pedi-lo em casamento na cena de encerramento da quinta temporada.

Vale, aliás, abrir um parênteses nesse momento e falar um pouquinho sobre os relacionamento de Lorelai que, venhamos e convenhamos, são um capítulo à parte na história.

Já foi revelado há muito tempo que o personagem de Luke não deveria ter acontecido. Em uma série onde as personagens femininas são tantas e tão fortes, Luke seria na verdade uma mulher. O problema é que a química entre ele e Lauren deu tão certo que para nossa felicidade o ator foi escolhido para o papel.

Só que ainda que exista muita paquera, muita troca de olhares e uma torcida sem precedentes pros dois ficarem juntos, os roteiristas da série decidiram mostrar alguns relacionamento que a protagonista teve no meio do caminho, e que, acredito eu, acabaram tornando a série ainda mais vida real. Tudo bem que alguns desses personagens não eram nada cativantes e realmente não contribuíram em nada pra história (Amanda divide comigo o não aceitamento de Lorelai com Alex, lá pela terceira temporada), mas pra mim eles só mostram aquela tal brecha da realidade que a gente tanto gosta em Gilmore Girls, sabem?

Só que o tempo, é claro, não passa apenas pra elas.

Todos as personagens da série passam por mudanças ao longo dessas três temporadas, das mais sutis até as mais profundas, e uma das que provavelmente mais foi falada no nosso encontro (de uma maneira não tão boa assim) foram as mudanças na vida de Lane Kim.

Eu sei, eu sei, a vida não é esse lugar encantado onde todos os nossos sonhos de infância se realizam, mas me soa um pouco amargo todo o desenvolvimento que Lane vai tendo ao longo do seriado. Quando a 5ª temporada termina e a gente olha pra tudo que aconteceu com ela até então (e que só tende a piorar) me soa um pouco triste essa visão.

Eu não vejo mais a menina louca por rock que queria viver da música, que queria traçar seus próprios passos e que, ainda que tivesse um respeito enorme pela mãe, não se via no mesmo caminho que ela. Parece que tudo que Lane sonhava vai sendo suplantado por outras necessidades do caminho e que no fim a própria personagem se esquece de todas a vontades que tinha. Chega a ser angustiante, eu diria.

Se tem uma coisa que a terceira, quarta e quinta temporadas de Gilmore Girls têm em comum é que as três possuem cenas maravilhosas. Mas assim, maravilhosas mesmo, que tem diálogos incríveis – coisa que a gente sabe que é uma das especialidades do seriado – e momentos fortes e emocionantes.

Eu e a Amanda inevitavelmente acabamos falando sobre alguns desses momentos e ainda que não cheguemos a nenhum veredito oficial de qual a melhor cena de todas, achei que valia a pena separar algumas pra falar aqui.

O discurso de formatura

A terceira temporada da série se encerra com o discurso de formatura de Rory em Chilton. E se esse não é um discurso emocionante, meus amigos, então eu não sei o que é! Além dela fazer  referência a diversos personagens marcantes da literatura de uma maneira muito Rory Gilmore de agir, ela agradece também seus avós e sua mãe, “a pessoa que ela mais gostaria de ser”.

Além disso, acho especialmente tocante Sookie e Luke estarem nessa cena, porque afora o fato dos dois terem feito parte da criação de Rory, eles representam todo o macrocosmo de amor e carinho que Stars Hollow sente pela protagonista.

A conversa em que Mrs. Kim expulsa Lane de casa

Talvez essa cena não tenha sido marcante pra muita gente, mas eu arriscaria dizer que ela está no meu top five de cenas preferidas do seriado. Ela me deixa emocionada por sentir a tristeza das duas personagens de maneiras diferentes. De um lado a própria Lane, que sonha com uma vida completamente diferente daquela em que foi criada e que mesmo tentando achar um meio termo entre esses dois mundos, vê que isso será impossível. Do outro Mrs. Kim, que descobre não apenas que a filha têm sonhos e vontades completamente diferentes dos ideais de vida nos quais ela acredita, como também que vem sendo enganada há anos.

Essa conversa em que Lane conta finalmente para a mãe sobre tudo que vêm escondendo dela é tão doída, tão pesada, que eu choro sempre que vejo. É como se elas percebessem que chegaram em um impasse onde não há mais o que se fazer, apenas seguir seu caminho sem a outra.

O episódio de Spring Break

Eu sei que tô dando uma roubadinha já que essa aqui não é uma cena e sim um episódio todo, mas eu precisava falar dele aqui nesse post! Ele, aliás, foi um dos poucos episódios que a Amanda nunca tinha assistido, então a gente teve muito o que debater sobre esse momento completamente irreal de GG em que Rory e Paris aproveitam a semana do saco cheio e vão pra Florida farrear na praia. Ok que farrear não é bem o que elas fazem (só pelo fato de eu usar o termo farrear vocês já imaginam que eu também não faço muito isso, né?!), mas o episódio é tão completamente diferente de tudo que acontece na série, que fica divertido, fica leve, fica bem engraçado ver o primeiro porre das duas.

Quando Emily chora depois de um encontro

Durante a quinta temporada, Richard e Emily se separam – ainda que essa separação envolva continuar morando na mesma casa longe um dos outro apenas por alguns passos de distância. E é durante essa pausa no relacionamento que Emily decide se arriscar na roleta russa dos encontros, e sai pra jantar pela primeira vez em anos com um homem que não é o seu marido.

O encontro parece transcorrer  super bem até que o homem a deixa em casa e, assim que entra pela soleira da porta, Emily começa a chorar. A chorar desconcoladamente, de tal modo que a gente sente muito dessa tristeza da personagem de se sentr perdida, de não entender o que ela própria está fazendo e de sentir uma falta absurda de quem ela queria ali. Richard.

“You jump, I jump, Jack!”

Eu sei o que você deve estar pensando. “Mas Paulinha, você gosta desses otários da Brigada de Vida e Morte”? Sim, eu concordo que eles são mesmo uns otários (socorro, como Collin e Finn são idiotas), mas eu preciso confessar do fundo do meu coração que eu gosto dessa história totalmente piegas de organização secreta. Sei que eles são um bando de riquinhos que usam o dinheiro dos pais pra bancar algumas aventuras loucas pelo mundo… Mas e daí? Esse pedacinho de irresponsabilidade que aparece em Gilmore Girls, nesse que é um dos meus episódios preferidos da série, deixa a vida da Rory um pouquinho mais leve, mais divertida, mais in omnia paratus de fato.

Concordo que as coisas podiam ter parado por aí (a menina rouba um iate, gente, não vamos esquecer disso!), mas acho esse dia muito especial, muito importante pra apresentar um outro mundo pra Rory.

E vocês hão de concordar comigo que essa cena é mesmo linda!

O primeiro jantar oficial de Luke e Lorelai

Quando o nosso casal preferido começa a namorar, Luke leva Lorelai pra conhecer o seu restaurante preferido, o “seu Luke” digamos assim. E além do lugar ter um casal de donos muito fofinhos, que o conhecem desde criança, é nesse jantar que os dois começam a relembrar do dia em que se conheceram.

Como eu sei que ver o Luke contando essa história é muito mais emocionante do que eu simplesmente transcrevê-la aqui, fica esse vídeo maravilhoso pra vocês assistirem. Tenho ou não razão de amar esse diálogo?!

Talvez pra muita gente tenha passado batido ou simplesmente não tenha feito diferença mesmo, mas esse foi um assunto que acabou sendo muito falado por mim e pela Amanda: Gilmore Girls não tem erros de continuidade (pelo menos não erros aparentes do tipo alguém aparecer do nada onde não estava antes), mas possui em contrapartida alguns problemas um pouco mais sutis de ligações entre alguns episódios.

O término de namoro de Rory com Dean (já na segunda vez em que eles estavam juntos) foi talvez o mais marcante pra gente. Rory chora um pouquinho na hora e é isso. Vida que segue. O que seria perfeitamente  normal dependendo da pessoa e/ou do relacionamento em questão, se a gente não estivesse falando é claro dela. E da história que os dois tinham.

Não que eu ache que ela deveria ficar se lamentando por um namoro que realmente não tava mais dando certo, mas essa é só uma situação dentre dezenas onde parece que algumas brigas e sentimentos ficam meio que acabados abruptamente, ficando pra gente apenas pressupor que houve alguma reconciliação ou tristezinha ali no meio do caminho.

Outro exemplo é o término de namoro (juro que queria dar um exemplo diferente, mas é que esses dois realmente foram os mais evidentes pra gente) de Lane com Dave. Pra mim foi até difícil lembrar como a gente ficava sabendo que eles não estavam mais juntos, até que me dei conta que Lane meio que solta isso em uma conversa com a Rory como se nós já soubéssemos disso. E nós não sabíamos, e Dave, que era um namorado incrível, e por quem Lane era louca, simplesmente vira fumaça, como tantas outras coisas viraram na série :/

No primeiro post que fiz de Gilmore Girls, acho que já ficou bem claro como eu tenho uma admiração muito grande pela Sookie, e como acho ela uma das personagens que mais cresceu na série, conseguindo se desprender de uma imagem totalmente caricata com que foi apresentada no primeiro episódio. Da mesma maneira, se você chegou até essa parte do texto, já deve saber também que eu amo/sou Lorelai, ainda que muitas vezes ela meta os pés pela mãos.

E é aí que eu queria chegar.

Eu tenho que admitir que foi um tanto quanto doloroso pra mim e pra Amanda dizermos isso em voz alta, mas a real é que a amizade da Sookie e da Lorelai é, na maioria das vezes, uma amizade de mão única.

As duas se adoram, se ajudam e contam tudo uma pra outra, isso é verdade, mas eu perdi a conta de quantas vezes Lorelai foi um tanto quanto condescendente com a Sookie, assumindo um certo ar de “eu sei o que eu tô fazendo, deixa que eu resolvo isso”. O episódio em que isso fica mais evidente, inclusive, é o episódio que a rua da pousada troca de nome e Lorelai toma a frente da história, excluindo Sookie das decisões. E vale lembrar: além de melhor amiga da protagonista, Sookie é também sua sócia!

Os exemplos são muitos pra citar aqui, mas se há uma coisa que eu gostaria de poder intervir na série, seria essa: de fazer Lorelai perceber que uma amizade é feita de muitas coisas, inclusive de momentos em que é preciso compartilhar, ceder e escutar o outro.

Enfim, o post ficou imenso e só serviu pra aumentar ainda mais minha ansiedade para o dia 26. Como eu e a Amanda não vamos conseguir fazer o encontro pra discutir a sexta e a sétima temporadas antes do revival, decidimos nos juntar depois e discutir as temporadas que faltaram e mais a nova todas uma vez. Aí eu divido isso em duas partes aqui no blog pra facilitar a leitura :)

Contem nos comentários o que vocês acharam de tudo que foi dito aqui. E ah, aproveitem pra falarem sobre as expectativas dos novos episódios! Tô curiosa pra saber o que vocês esperam desse especial do Netflix.

Beijos e até mais!

O Clube de Discussão de Gilmore Girls | primeira e segunda temporada

Eu sei que pode parecer que os anos 2000 estão logo ali na esquina, mas a verdade é que lá se vão dezesseis anos desde que Gilmore Girls estreou na Warner Bros – o que para o mundo do entretenimento, onde programas de TV nascem e morrem todos os dias, significa praticamente uma outra vida.

A série, no entanto, sempre teve uma linguagem tão direta (e a gente sabe que também bastante rápida) com o público, abordando temas que dezesseis anos depois são até talvez mais importantes e cativantes do que na época, que a Netflix logo percebeu que ainda não havia chegado a hora de apagar as luzes. Isso e é claro o novo público do programa, que descobriu a série quando ela foi colocada no próprio serviço de streaming dos EUA em 2014 e provou que o poder das meninas Gilmore estava mais forte do que nunca.

Assim, em 2016 foi anunciado não apenas que haveria uma nova temporada do seriado, mas ainda que ele teria um formato especial, com quatro episódios de 90 minutos cada chamados de “A Year in the Life”.

No aquecimento para essa que já é uma das minhas maiores expectativas do ano (especialmente por saber que Daniel e Amy Sherman-Palladino estão à frente do projeto), eu e a Amanda Araújo resolvemos reassistir as sete temporadas do programa. E mais: decidimos nos encontrar de tempos em tempos (a cada duas temporadas mais precisamente) pra discutir sobre como está sendo rever cada um dos episódios.

Assim nascia um projeto que nós carinhosamente chamamos de “O Clube de Discussão de Gilmore Girls”.

Antes de falar, no entanto, sobre nosso primeiro encontro (que aconteceu na semana passada e foi obviamente palco de conversas muito rápidas, comidas gostosas e uma boa xícara de café), preciso explicar uma coisinha.

Quando eu e a Amanda assistimos Gilmore Girls pela primeira vez, todo mundo frequentava locadoras de vídeo, era preciso esperar dar meia-noite para usar internet e ter um celular de flip era um verdadeiro sonho de consumo. Ou seja, éramos muito mais próximas da idade da Rory do que da Lorelai, e fomos muito (mas muito mesmo) influenciadas por ela durante a adolescência. O amor pelos livros, a convicção de se acreditar em algo e lutar por aquilo, a mania de fazer listas pra tudo, a vontade de fazer jornalismo… Estava tudo lá.

E ainda está e acho mesmo que sempre estará.

Só que hoje em dia, estando muito mais próximas da idade de Lorelai (ainda que eu particularmente ache que nunca vou conseguir me encaixar nesse mundo de adultos que habita aí fora), é impossível não aproveitar as experiências que esses anos trouxeram pra olhar a série de uma outra forma. Pra notar coisas que antes nunca havíamos reparado e para perceber como certos personagens são ainda mais maravilhosos do que lembrávamos.

Assim sendo, logo que sentamos pra conversar, já sabíamos que não íamos apenas relembrar Star Hollows.

Nós íamos redescobrir Stars Hollow. Por inteiro e ainda melhor

Primeiras temporadas têm sempre uma vantagem: são elas as responsáveis por nos apresentarem os personagens da história. E é esse primeiro contato que a gente tem com cada um deles que cria ou não a magia necessária pra série funcionar.

No caso de Gilmore Girls, praticamente todos os personagens apresentados entre a primeira e segunda temporada estiveram presentes ao longo de todo o seriado, mesmo que com idas e vindas. E de cara já dá pra notar que todos eles são muito únicos, desempenhando diferentes tipos de papeis dentro da sociedade de Stars Hollow e dentro da vida das garotas Gilmore.

Ainda que Kirk, Miss Patty, Luke e tantos outros continuem sendo queridos por nós, foi muito curioso como eu a Amanda criamos uma empatia logo de cara por dois personagens que não costumávamos gostar: Emily e Richard Gilmore.

Talvez seja de novo essa coisa da idade, mas eu fiquei verdadeiramente tocada ao rever a primeira temporada e enxergar nos pais de Lorelai algo muito além do que a própria protagonista enxergava. Eles são sim complicados, difíceis de lidar, apegados a um monte de valores para os quais eu não ligo a mínima, mas tentaram criar sua filha da forma como achavam mais correta, amando-a e educando-a da maneira como sabiam.

A sensação que fica é que por mais que eles tenham construído uma relação toda torta e confusa, no fundo, só queriam estar mais próximos dela, podendo vê-la crescer e amadurecer.

Outra pessoa que também chamou muito nossa atenção nesse começo de série foi a maravilhosa Melissa Mccarthy, que faz o papel da Sookie, melhor amiga da Lorelai.

É tão, tão legal assistir as primeiras temporadas e ver o começo da carreira da atriz!

Confesso que no primeiro episódio tive um pequeno choque quando vi ela sendo apresentada de uma maneira toda caricata e esquisita. Mas conforme a série vai se desenrolando fica bem visível como os roteiristas mudaram de ideia quanto a esse posicionamento.

A gente sabe o quão triste é esse tipo de estereótipo onde melhores amigas de protagonistas nunca podem chamar mais atenção ou serem tão fortes quanta a estrela principal da série. Sinto que se em Gilmore Girls os produtores pensaram em fazer a Sookie dessa forma, o deslize caiu por terra rápido, fazendo com que a personagem crescesse de uma maneira inteligente e bonita ao longo do programa. Um alívio imenso, eu diria.

Outra coisa que a gente não pôde deixar de falar durante o nosso encontro foi sobre um dos temas mais polêmicos das duas primeiras temporadas: a relação Dean & Rory.

Eu juro que tentei reassistir GG de cabeça aberta, procurando descobrir do zero cada personagem, sem me deixar levar pelo que achava deles antes. E sei que a Amanda também apostou nessa ideia. Mas no final, chegamos a mesma conclusão: a gente não torce pro Dean e pra Rory ficarem juntos.

Pra gente fica claro que eles deram certo numa fase muito específica da vida da Rory, mas que as coisas pararam por aí.

Eles queriam coisas completamente diferentes pra si, não só no que dizia respeito aos estudos, mas também na forma como encaravam um relacionamento e uma vida a dois. E não teve jeito, o episódio 11 da primeira temporada, o That Damn Donna Reed, surgiu no assunto, já que pra gente nada simboliza mais esse abismo entre eles do que esse episódio.

Mas olha, não nos entendam mal. O Dean é um garoto bacana de verdade. Ele apenas não é o garoto que a gente acha que saberia lidar com o futuro que a Rory desejava. E sabemos que mudar pra agradar o outro só tende a piorar as coisas, né?

Como último assunto, mas longe de ser menos importante, falamos de algo muito marcante pra mim nessas primeiras temporadas: a desconstrução de Lorelai.

A verdade é que eu sempre enxerguei a gerente da pousada Independence Inn de uma maneira totalmente inabalável, quase ideal. Ela sempre foi uma mãe incrível, a melhor amiga da filha e o tipo de pessoa que foi capaz de sair do zero e conquistar tudo que queria.

E ela realmente é assim.

Mas Lorelai não é perfeita, e foram vários os momentos em que senti que ela agia de maneira infantil nas situações, obrigando Rory a ter muito mais maturidade do que ela.

O que consegui enxergar foi que ela é sim incrível, bem-humorada, confiável e muito convicta das coisas que acredita, mas também tem seus momentos de irresponsabilidade, também pode ser egoísta em algumas situações e não medir as palavras quando está brava. Ela pode ser complexa, pode ser humana, pode ser muito mais real do que eu a via antes. E isso tudo, podem tem certeza, a torna uma mulher ainda melhor.

Mas não pensem que foi apenas a personalidade de cada um dos personagens o tema central da nossa conversa. O tópico mais importante de fato do nosso encontro já tinha surgido antes, quando a Amanda me mandou uma mensagem falando sobre como estava enxergando o feminismo muito presente na série. E ela tava certa, porque se existe algo muito forte em Gilmore Girls, esse algo é o empoderamento feminino.

Conscientemente ou não, Gilmore Girls é mais do que uma série com duas protagonistas mulheres. GG é uma série em que as personagens femininas dominam geral, mostrando sempre personalidades fortes e decisivas. Elas nunca estão em segundo plano e sempre comandam suas vidas, ainda que pra isso precisem enfrentar um monte de obstáculos pelo caminho.

Em algumas personagens esse lado é mais fácil de identificar, como a própria Lorelai que saiu de casa ainda adolescente, com um bebê no colo, e conseguiu conquistar uma vida confortável e amável pra ela e pra Rory. Na mesma situação está Paris, que é mais do que uma aluna dedicada, é também uma garota implacável, consciente do que quer pra si e do quanto precisa ser focada nos seus objetivos.

Mas além delas, também existem outras personagens e situações não tão explícitas em que o empoderamento e o feminismo dominam. É o caso da Gypsy, única mecânica da cidade e maior entendedora de carros do lugar. Já pararam pra pensar quão legal é essa personagem, que está provando que não existe isso de profissão “tradicionalmente” masculina ou de assuntos que só interessam a garotos?!

E tem novamente a Sookie, uma personagem gorda que nunca enxergou isso como um problema, contrariando (ainda bem) muitos estereótipos sobre o assunto. Além de ser uma mulher maravilhosa e extremamente bem resolvida, Sookie usa as roupas que quer e nunca é tratada de forma diferente por ser gorda. Isso nunca é uma questão para a personagem, que se mostra cada vez mais como uma mulher linda, inteligente e que vive um relacionamento feliz.

Além delas, há é claro muitas outras personagens que eu poderia citar nessa linha, assim como outras muitas situações em que o feminismo aparece ainda que de maneira discreta, quase como se nem os próprios roteiristas da série soubessem da importância do que estavam fazendo.

Mas, independente dessa consciência ou não, o importante mesmo é que essa visão está lá e sei que da mesma forma como Rory nos influenciou de maneira crucial na adolescência, isso também contribuiu pra tudo aquilo que acreditamos e lutamos hoje em dia.

Enfim, queria escrever muito mais sobre o nosso encontro nesse post (afinal foram mais de duas horas de conversa!), mas acho que o que fiz aqui já é um bom resumo dos principais tópicos.

Pra finalizar o longo texto e de quebra atender um pedido que fizeram lá no facebook, aqui vai uma listinha dos meus episódios preferidos dessas duas primeiras temporadas. Contem depois nos comentários quais são os de vocês!

Primeira temporada

Episódio 3. Kill me now – porque Rory descobre que seu avô é uma figura muito mais complexa e parecida com ela do que supunha.

Episódio 6. Rory’s Birthday Parties – porque a festa de aniversário de 16 anos da Rory é uma festa gostosa como festas de aniversário devem ser. E porque é bonito ver Emily conhecendo mais da vida da filha e da neta.

Episódio 13. Concert Interruptus – porque tem show do Bangles <3, o início da amizade entre Paris e Rory, e Lorelai sendo uma mãe maravilhosa em vários aspectos.

Episódio 19. Emily in Wonderland – porque Emily vai conhecer Stars Hollow e porque entendemos um pouco melhor dos seus sentimentos em relação a vida de Lorelai.

Episódio 21. Love, Daisies and Troubadours – porque temos 1000 margaridas. “Nem 1001, nem 999, mas 1000.”

Segunda temporada

Episódio 4. Road Trip to Harvard – porque Rory foge com Lorelai de seu casamento, as duas passam por uma road trip divertidíssima e vão parar em Harvard.

Episódio 5. Nick & Nora, Sid & Nancy – porque Jess chega na cidade <3

Episódio 10. The Bracebridge Dinner – porque esse é apenas o jantar mais louco e de todos os tempos.

Episódio 13. A-Tisket, A-Tasket – porque há piqueniques, Jess & Rory, Luke & Lorelai e Jackson & Sookie.

Episódio 19. Teach me Tonight – porque no fatídico acidente de carro com Jess, Rory começa a perceber que sente algo a mais pelo garoto.

Episódio 21. Lorelai’s Graduation Day – porque Lorelai se forma e Rory vai visitar Jess em New York.

 

Venham discutir essas primeiras temporadas de Gilmore Girls com a gente, porfa!

A caixa de comentários é de vocês :)

Bisous e um ótimo final de semana.

A la Blair Waldorf

Esse post é papo rápido e tem uma única finalidade: fazer todo mundo suspirar <3

Acontece que depois de anos empacando na segunda temporada de Gossip Girl, sem saber o que aconteceu com a série depois dela, resolvi colocar os pingos nos is e assistir todas as seasons, sem pular nada, bem bonitinho.

Santo Netflix é o responsável por tudo isso, e se eu achava que a maratona de GG ia levar um tempão, já que são seis temporadas com uma média de 20 episódios cada uma, tava redondamente enganada haha. Tô tão apaixonada pela série que tô assistindo tudo na velocidade da luz e nesse momento já estou indo para o sétimo episódio da quinta temporada (quando esse post for ao ar, provavelmente eu já terei visto mais alguns :P).

Além da história que tá me prendendo de um jeito louco, de modo que eu não consigo desgrudar da frente do computador (com o plus de que tenho uma paixão absurda por Blair e Chuck que nossa senhora, me deixa doida em todo episódio), meu outro grande amor dessa série atende pelo nome de “figurinos de Blair Waldorf”. Em qualquer temporada, em qualquer episódio, em qualquer circunstância, eu suspiro por todos eles.

E esse post é exatamente pra compartilhar essas coisas lindas com vocês.

Se inspirem com essas fotos e aproveitem que hoje é sábado – e vocês tem o dia todo pra passear e aproveitar o tempo lindo que tá lá fora – e vistam o melhor estilo Blair que vocês tiverem 😉

Bisous, bisous

Links para toda hora #4 | Especial Harry Potter

Impressionante como no último mês, um monte links, fotos e vídeos relacionados a Harry Potter pularam na minha timeline. Minha sincronia com a série tava mais forte do que o normal, e entre um tour pelo museu da Warner Bros aqui, uma receita de suco de abóbora acolá e um novo conto da J. K. Rowling por ali, eu senti de novo aquela sensação maravilhosa de voltar ao universo de Hogwarts.

Eu tenho muita saudade dos livros e filmes, é claro, mas fico super emocionada quando descubro alguma novidade da série que mostra que a magia não acabou (pieguice dando um oizinho). Por isso, resolvi trazer aqui pro blog alguns desses links maravilhosos que têm me feito relembrar e reviver tão intensamente a série, e espero mesmo que vocês fiquem tão eufóricos quanto eu fiquei com cada um deles :}

A Bruna Vieira do Depois dos Quinze voltou recentemente da Europa e resolveu gravar toda a viagem e colocar lá no canal do blog pra quem quiser acompanhar. Todo dia ela sobe algum vídeo mostrando alguma parte do passeio, e eis que entre as paradas na Euro Disney, Torre Eiffell e Palácio de Versalhes, ela fez também um tour pelo Warner Bros. Studio Tour London – The Making of Harry Potter (aka museu do Harry Potter em Londres).  É isso mesmo, vocês não entenderam errado. Pode chorar de emoção que eu compartilho do sentimento.

A Bruna gravou tudo (tudo mesmo, são 45 minutos de vídeo! haha) e é tanta coisa, tanta locação, figurino, curiosidade, que eu fico na dúvida do que gostei mais. De brinde ela ainda gravou um vídeo mostrando as coisas que comprou lá, já que na entrada/saída do museu tem uma loja gigantesca de produtos da franquia.

Aqui tem o post com os dois vídeos e eu garanto que não há fã que assista isso e não se emocione!

O Olhos de Ressaca, um dos meus canais literários preferidos ever, tá fazendo um mês especial de Harry Potter! Entre os posts que eles já subiram tem o filme “Magia Além das Palavras”, – produção independente e não oficial sobre a trajetória da J. K. Rowling – uma receita de suco de abóbora (bebida tão amada na série) e um vídeo com a tag “Minha vida em Hogwarts”.

Pra acompanhar o blog e o canal deles então, é só clicar nos links aqui e ficar de olho em tudo que tá sendo preparado de especial pra esse mês. Vindo desse trio, já sei que vai ser só coisa incrível!

No último dia 08 foi aberto ao público o Beco Diagonal do The Wizarding World of Harry Potter, em Orlando. O parque existe desde 2010, mas o Beco Diagonal é a sua mais nova expansão, e assim como no livro, tem tudinho nele, do banco Gringotes ao Caldeirão Furado e até a loja das Gemialidades Weasley. E ah, como essa nova área do parque fica afastada do restante, se você quiser chegar até lá precisa primeiro se dirigir ao Expresso Hogwarts que te levará confortavelmente ao seu destino. Dá pra acreditar? <3

No canal da Universal Orlando Resort dá pra ver em detalhes todo esse lugar mágico, impossível de não deixar a gente embasbacados.

Foi nessa semana também que J. K. Rowling quase matou os fãs de HP do coração ao publicar um novo conto sobre a série (!) no site pottermore.com. A história se passa 17 anos depois e mostra Harry, Rony e Hermione se encontrando na final da Copa Mundial de Quadribol. Vários outros personagens também aparecem no texto, que foi todo escrito como se fosse uma reportagem da Rita Skeeter para o Profeta Diário (cheio de especulações, ironias e tiradas, bem ao estilo da jornalista).

Aqui tem o conto em inglês e traduzido pra quem quiser ler, e só posso dizer que fiquei morrendo de vontade de abraçar a J. K. por ter feito isso. Alguns detalhes especiais do texto me fizeram mesmo imaginar os personagens tanto tempo depois ;’)

E vocês, tem algum link de Harry Potter que também querem compartilhar? Se tiverem, mandem aí, gente, que a pessoa aqui agradece imensamente haha.

Bisous, bisous

Orange is the new black

Nesse mundo sem fim de séries, – das que existem e das que eu acompanho haha – Orange is the new black virou do dia pra noite a bola da vez.

E não tinha nem como escapar. Pra onde quer que você olhasse, alguém estava falando/vendo/amando o seriado.

A série que  estreou dia 11 de julho é uma produção feita originalmente pelo Netflix, e teve sua primeira temporada inteirinha lançada de uma só vez. Pra quem não conhece o Netflix, ele é um serviço que funciona mais ou menos como uma locadora online. Por um valor de R$16,90 ao mês (com o primeiro mês de graça), você cria um perfil no site e tem acesso a filmes, séries e novelas dos mais variados tipos, todos já devidamente legendados e com uma qualidade razoável. Eu conhecia o serviço já há algum tempo, mas com o lançamento de Orange (e querendo unir o útil ao agradável), resolvi assinar o Netflix e ser feliz. E posso dizer que to sendo muito feliz mesmo com ele haha.

“Sabe como Grey’s Anatomy parece o ensino médio dentro de um hospital? 
Orange parece o ensino médio dentro de uma cadeia.”
(frase-disse-tudo retirada desse texto aqui)

Apesar do nome sugerir que você está prestes a ver uma série do estilo “mulherzinha”, pode esquecer que o negócio aqui não tem nada a ver. E, veja bem, não que eu não goste das séries do gênero (um beijo Gilmore Girls!), mas acontece que Orange is the new black não traça esse perfil, e tá muito mais pra uma série de gêneros múltiplos – leia-se todo mundo vai querer assistir – do que pra uma classificação exata.

A trama se passa em torno da personagem Piper (Taylor Schilling), uma mulher de classe média alta, inteligente, bonita e noiva do escritor Larry Bloom (Jason Biggs, o carinha de American Pie!). Daí em um belo dia como outro qualquer, Piper descobre que será presa e terá que passar seus próximos 15 meses dividindo 24 horas do seu dia com as criminosas de uma cadeia feminina. Ah, o motivo da prisão? Há dez anos Piper ajudou sua namorada Alex a transportar uma mala de dinheiro, fruto do trabalhinho da sua amada como traficante de um cartel internacional de drogas.

A série começa então com Piper indo pra prisão e vai mesclando momentos da sua vida de dez anos atrás com Alex (que eu não comentei ali em cima, mas é a Chelsea de Are you there, Chelsea?), com sua vida com Larry e os momentos dentro da cadeia. Junto a tudo isso, cada episódio foca em alguma outra das suas “colegas de estadia”, e vai contando a vida – e os motivos que as levaram a ser presas – de cada uma dessas mulheres.

E aí que, à primeira vista, esse quadro de mulheres da prisão aparentam ter os estereótipos bem definidos… A mulher durona que cuida da cozinha e que tem algumas protegidas entre as meninas do lugar; a louca que não está numa clínica psiquiátrica porque a família sabe usar muito do seu dinheiro pra conseguir algumas regalias; a sonhadora que seguiu o mesmo caminho da mãe, companheira de cadeia, e sonha com um amor impossível atrás das grades, e vários outros perfis que vão aparecendo capítulo após capítulo. Mas aí acontece a magia de Orange a gente percebe que esse tal estereótipo de cada detenta é só a pontinha do iceberg pra toda imensidão que cada personagem é na série. E olha, acho que isso é uma das coisas mais fantásticas que esse seriado conseguiu fazer: explorar muito mais profundamente cada personagem do que a gente se supõe poder fazer em apenas 13 capítulos e com tantas detentas a serem mostradas. Ninguém ali é só a durona, ou só a sonhadora, ou só a louca, ou só a religiosa. Algumas características se sobressaem, claro, mas como em toda vida real, ninguém se resume a apenas uma palavra.  Ainda mais na cadeia.

As modas e as belezas

“Tá louca, menina, querendo falar de figurino em uma série onde só existem detentas de macacão laranja e cinza?”

Ok, eu sei de tudo isso, mas acontece que as modas e as belezas de Orange is the new black são super importantes e presentes no filme.

Como?

Porque a todo momento, enquanto acompanhamos as histórias de antes e depois de cada uma das presas da cadeia, mais do que saber como e porquê elas foram parar ali, a gente conhece também as mulheres que, fora daquelas grades, imprimiam personalidade pras roupas que usavam. E, – veja só que incrível! – não foi um macacão laranja ou cinza que apagou isso delas.

Basta reparar como mesmo não podendo usar uma roupa ou nada muito pessoal dentro da cadeia, cada uma dessas presas mantém um penteado, uma maquiagem, ou às vezes até um ritualzinho de beleza pequeno, mas que conserva nela as mesmas características que a gente vê ao saber sobre a sua história. Eu até destacaria a personagem da Laverne Cox, a poderosíssima Sophia Burset, que é de longe a mais ligada a esse mundo da beleza. E, – olha que legal! – a Sophia é uma transsexual, que além de ter uma maquiagem e cabelo impecáveis, ainda tem um “salão de cabeleireira” dentro da prisão!

As cenas dentro do salão, aliás, são os momentos em que eu mais acredito que as presas esquecem de onde estão. Ali parece que elas simplesmente tão no salão de uma amiga, escolhendo um penteado bacana novo, dando risada de si mesmas e se divertindo. E, olha, não me venham dizer que eu to querendo reduzir o lugar  “ao antro da fofoca das mulheres” da série. A questão aqui, e que mais me anima em ficar ligada em tudo que ronda a parte de moda/beleza da série, é poder entender – e olha que são muitas as cenas que vão jogando isso sutilmente pra gente – como as presas afinal encaram essa falta de liberdade não só do corpo, mas também da sua personalidade, da sua forma de se expressar.

Entender essas formas de escape, seja com um penteado novo ou seja vendo o estilo da personagem antes e como ela o demonstra de outras formas na cadeia, é um exercício muito legal de construção de identidade de cada uma das detentas.

Orange is The New Black é uma série do Netflix (tem todos os episódios aqui pra quem é assinante) e teve uma primeira temporada com 13 episódios, com uma média de 55 minutos cada. Não achei nenhuma data oficial pra estreia da segunda temporada, mas hoje mesmo, enquanto escrevia esse post, o namorado me mandou esse link que já adianta que a Laura Prepon fará só alguns poucos episódios nessa nova temporada. Uma perda gigantesca, eu diria.

E ah, a música de abertura da série, uma delícia à parte, chama “You’ve Got Time”e é da Regina Spektor.

Vocês tão assistindo ou ficaram com vontade de ver a série? Contem nos comentários!

Bisous, bisous