Wishlist de outubro

Quem acompanha o blog sabe que desde que me mudei para o apartamento novo tenho pesquisado bastante sobre decoração, Acabei até abrindo uma categoria aqui pra falar sobre isso. Acontece que com esse tempo de pesquisa fui aprendendo uma verdade incontestável: decoração é viciante. Uma coisa puxa a outra e quando você vê, zás trás, já tem uma infinidade de ideias na cabeça pra se inspirar e outras tantas com vontade de comprar haha.

Nessa wishlist aqui então, resolvi falar de várias coisinhas que quero comprar em breve pro apartamento. Quem aí tiver outras indicações legais, deixa nos comentários! E ah, aceito sugestões também de lugares que vendam os itens aqui de baixo seguindo aquela regrinha do BBB que a gente sempre ama: bom, bonito e barato.

Porta caneta balde

O porta canetas aqui da sala tá tão abarrotado que dá a impressão que o coitado tá até gritando por ajuda. Fui pesquisar alguns modelos e fiquei encantada por esse simples, porém gracioso baldinho vermelho e branco, além de encontrar também esse DIY que a Melina do A Series of a Serendipity fez e que me deixou na dúvida: invisto em um novo ou arregaço as mangas e faço um pra mim? Já cheguei até a fazer um uma vez e gostei do resultado, o que me deixa ainda mais tentada. Depois conto aqui no blog o que acabei decidindo, tá?

Sapateira de porta

Tô sofrendo com um sério problema no meu quarto que atende pelo nome de espaço. Depois que eu ganhei a arara de roupas, o único canto mais livre dele foi pras cucuias, e agora tá difícil comprar qualquer móvel novo sem ter que criar uma verdadeira revolução nas coisas que já estão nos seus devidos lugares. Bom, o grande x de todo esse problema é que de alguma forma eu terei que enfiar uma sapateira no quarto porque to cansada de ver minhas coisas espalhadas por aí. Eu deixo alguns sapatos de salto embaixo da arara, em cima das revistas, mas é um número pequeno e fica sobrando vários outros sem lugar definido.

Só que aí fui apresentada pra essa sapateira aqui de cima e pronto, encontrei a solução. Além de ser uma mão na roda por deixar todos os sapatos visíveis, o que poupa muito tempo na hora que a gente tá se arrumando pra sair, ela ainda fica presa na parte de trás da porta, do lado de dentro do quarto, ou seja, “tá no ar” e não ocupa nem um milímetro sequer do chão. Incrível, não?

Espelho para maquiagem

Nesse post aqui eu contei do meu problema de visão (tenho um alto grau de miopia e astigmatismo) e que por isso mesmo uso óculos praticamente 24 horas por dia, deixando a lente só para raras exceções. Isso dificulta de uma tal maneira na hora de fazer maquiagem que eu demorei muito tempo pra criar coragem de testar as coisas sem medo, descobrindo o que ficava melhor e dava pra ser feito mesmo com óculos.

Só que agora minhas necessidades tão mais altas haha, já que tô me arriscado ainda mais nesse lado da beleza, e por isso mesmo acho que comprar um espelho desses vai me ajudar horrores. Eu tenho certeza que se eu conseguir um mínimo que seja a mais de ajuda pra esse ritual belezístico da maquiagem, eu vou me empolgar ainda mais em continuar aprendendo e testando novas coisas.

Bonecos para a estante

Esses nem precisam de muita explicação, né, por que afinal  quem que não vai querer ter umas fofuras dessas na estante?!

Quadrinhos para a sala

Depois que eu comprei aquela fita adesiva power e coloquei o primeiro quadrinho do apartamento na parede da sala, tô louca pra comprar outros e continuar a decoração. Minha vontade agora é de algum que remeta a Paris, que é a cidade que eu mais sonho em conhecer no mundo <3

 

Gostaram dos itens da lista?

Bisous, bisous

Dicionário de sapatos – parte 4

Aqui vai a última (uhul!) parte do dicionário de sapatos. Pra ver todas as outras partes que já foram postadas, é só clicar nesse link aqui. Enjoy e contem aqui nos comentários se vocês gostaram ;}

Dicionário de Sapatos

Stiletto: pense em sapatos altíssimos com bases ultras finas. Pois é, os stilettos se encaixam nessa categoria e podem chegar nas alturas (com saltos de 20cm!) e terem uma base tão pequenininha quanto 1cm. Eles podem aparecer em diversos tipos de sapatos, indo das botas até as sandálias.

Kitten Heel: os saltos gatinhos tiveram seu boom lá na década de 50 e 60 com a musa de todas as musas Audrey Hepburn, só que com a adesão dos saltos altos no dia a dia, eles acabaram ficando um pouco esquecidos na sapateira das mulheres. Então chegou 2010 e PÁ, houve uma invasão de saltos gatinhos em tudo quanto foi desfile de moda internacional. Pra reconhecer um salto desse tipo, é fácil: eles tem uma altura média, que pode ir de 3,5cm a 4,75cm, e possuem uma pequena curvinha no solado do sapato em direção ao calcanhar. No Chic tem uma matéria bem legal mostrando várias famosas que já aderiram ao modelo.

Platform: os famosos sapatos plataformas são aqueles com um solado bem grosso, que nos deixam mais altinhas. Há quem ame e quem odeie por acharem eles não tão femininos, mas na real eu acho que essa tal feminilidade (assim como o conforto) varia muito do modelo, porque existem plataforma super girlies.

Peep Toe: pra usar esse sapato é preciso estar disposta a mostrar os dedinhos dos pés, afinal a regra número um de um peep toe é ter uma abertura na sua frente. Além das sandálias, eles são também muito comuns em botas.

Pump: os pumps são um primo distante do scarpin e tem três características muito bem reconhecíveis; tem um salto alto pra ninguém botar defeito, uma meia pata e um bico arredondadinho que dá um toque de delicadeza.

Scarpin: ando mais apaixonada do que o normal por eles. Eles são clássicos, têm em inúmeros modelos e cores e combinam com praticamente tudo. São sapatos com salto (de médio pra alto), fechados e muito elegantes.

Mary Janes: são sapatos fechados com uma tira que atravessa o peito do pé. Os originais são rasteiros e de ponta arredondada, mas hoje dá pra encontrar mary jane em saltos poderosos e com a frente pontuda. Os que mais amo – e são os clássicos dos sapatos infantis – são usados tanto por meninos quanto por meninas e são feitos de couro. Ah, tem um post do Just Lia que conta a história (que é uma graça) da origem do nome desse sapatinho de boneca.

Flip flops: (uma pausa pra ler de novo o nome desse sapato. Desculpa, mas não tem como não rir haha) Em português nós poderíamos chamar esse modelo de “chinelo”. Sim, os famosos chinelos, mais conhecidos aqui no Brasil pela sua versão em borracha, a la Havaianas. Pra quem quer fugir do óbvio, há algumas versões em couro.

Dicionário de sapatos – parte 2

A primeira parte desse post foi publicada aqui.

Dicionário de Sapatos

Monk: é um sapato masculino dos mais clássicos. Ele é um primo bem distante do oxford e, assim como o parente, ganhou várias adaptações ao longo dos anos recebendo também o direito de fazer parte do armário feminino. Os novos modelos de monk mantêm algumas características do original, como as cores mais escuras e o formato fechado e alongado, mas entre essas versões moderninhas dá pra encontrar modelos que sumiram com a fivela (que era um dos detalhes indispensáveis do original) e colocaram botões de pressão no lugar. A versão mais conhecida deve ser, no entanto, a “Double monk strap” que é nada mais nada menos que o monk original com não uma, mas duas fivelas!

Loafer: um suspiro de conforto. Ele também é original do armário masculino, mas já faz um bom tempo que as mulheres perceberam o quanto ele era lindo, aconchegante e combinava com praticamente qualquer peça de roupa. Ali no meio termo entre o oxford e o mocassim, ele voltou com força total nos últimos invernos ganhando salto, tachas e inúmeros outros detalhes. E é bem provável que você o conheça por um outro nome: sim, o famoso slipper!

Converse: é o nome do sapato, mas também da empresa responsável pela sua fabricação. E olha que a Converse tem muita história pra contar, já que tá nesse ramo dos calçados desde o comecinho do século XX. O clássico tênis feito por eles – que a gente vê no pé de adolescentes sim, mas de crianças, idosos, adultos, até bebezinhos – é o famosos all star. Desde a década de 90 ele é um dos tênis mais populares do mundo.

Oxford: muitos dos sapatos do armário masculino que acabaram ganhando sua versão para o feminino são de algum modo um parente distante desse daí. O oxford é um querido; amo o original, mas as versões com saltinho tem um lugar especial no meu coração. Pra quem se perguntou se a Universidade de Oxford na Inglaterra poderia ter alguma ligação com o nome do sapato, acertou em cheio! Ele ficou conhecido por esse nome porque durante a década de 17 era tendência (haha) entre os universitários de lá.

Ballerina flats: as queridinhas sapatilhas são talvez os sapatos mais atemporais da história, porque desde muito tempo que o seu modelo – ou modelos com características bem próximas – agradam gregos e troianos mulheres do mundo todo. Fechada, sem salto e extremamente confortável, ela atravessou anos e mais anos de história e mesmo com a popularização dos saltos continua sendo um item amado pelas mulheres.

Slip-on: ele tá naquela categoria de sapatos extremamente confortáveis. São fechados, de bico redondo e sem salto algum. Esses tênis se tornaram muito populares pela marca Vans que em 1966 resgatou o slip-on quadiculadinhoe tornando-o um dos seus principais produtos.

Mocassim: diferente da maioria dos sapatos dessa lista, o mocassim não foi criado por nenhuma grande marca ou estilista. Usado pelo índios norte-americanos era ela feito de pele de búfalo e casca de árvore (!). É, as coisas mudaram um pouco, e hoje ele pode ser encontrado nos pés de homens e mulheres ainda mantendo seu toque mais rústico, mas com designs, estampas e materiais, como couro e camurça, que o deixam bem mais moderno e étnico.

Dockside: no começo eles eram usados apenas por esportistas náuticos e velejadores, mas com o passar do tempo foram adotados como um sapato mais casual, podendo tranquilamente serem usados pelo homem no dia a dia. As características mais naves ainda estão lá, além do solado mais grosso, emborrachado e o cadarço que passa pela lateral até chegar na parte de cima.

Continua…

Dicionário de sapatos – parte 1

Uma amiga muito querida, a Ju Bellotti, me enviou essa imagem faz uns dias e eu achei incrível a ideia desse painel (aqui tem o post onde originalmente ele foi publicado). Instantaneamente comecei a lembrar o quanto já cansei de escutar gente perguntando como chamava um sapato x e qual a diferença que tinha dele para um outro y. Eu mesma, vire e mexe, também fico super perdida com essas classificações – que né, às vezes são bem complicadinhas mesmo – porque são tantos tipo, modelos que parecem tão iguais, mas que ganham denominações diferentes, nomes novos pra sapatos que a gente já conhecia de outro jeito que nossa, dá canseira só de pensar. Portanto, além de postar a imagem aqui, quis fazer um resuminho de cada um dos tipos que aparecem nela. Se alguém discordar de algo ou quiser acrescentar alguma coisa, fique à vontade pra falar! E se gostar, bora comentar também haha.

E ah, vou dividir o post porque se não fica longo e cansativo demais, ok?
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Thigh high boots: são as botas de cano alto altíssimo. As mais comuns são mesmo as de salto fino, mas elas podem aparecer com saltos mais geométricos e até com saltos a la wedges boots. Convenhamos que elas não são os sapatos mais fáceis de se usar e, ao mesmo tempo que alongam as pernas, trazem toda a atenção pra essa região – e aí que mora o perigo.
Ps: quando uma bota dessas aparece, lembro instantaneamente das Spice Girls! Sou só eu? haha.

Knee high boots: elas ficam sempre abaixo do joelho e também são adeptas de um bom saltinho.

Wellington boots: as galochas! Eu acho elas bem práticas (alô dias chuvosos) e é possível encontrar modelos super girlies mesmo ela tendo essa pegada mais pesada, mais masculina.

Cowboy boots: são bem menores e tem um saltinho bem discreto. Quase sempre elas têm essa carinha mais étnica e são figurinhas fáceis em qualquer festival de música.

Ugg Boots: quentinhas até dizer chega, são aquelas botas que tem pelinhos por dentro. Desde a década de 60 elas eram muito usadas em países de clima bem frio, como a Austrália, mas hoje estão espalhadas pra todo canto.

Timberlands boots: elas sempre me pareceram uma mistura meio ‘grosseira’ entre bota e sapato. São ótimas pra esportes e caminhadas.

Gladiator boots: elas podem ser rasteirinhas assim como na imagem, mas também podem ter um saltão.
Ps: elas apareceram de formas e tamanhos bem diferentes no último desfile do Tufi Duek no SPFW.

Bondage Boots: até onde sei (me corrijam se eu estiver errada!) as bondage boots não precisam ser pequeninas assim. Um exemplo delas em versão cano altíssimo são essas daqui, by Tom Ford, e usadas por Anne Wathaway na premiére de Os Miseráveis.

Weedge botties: as da imagem são altíssimas, mas isso não é uma regra. Tem várias weedgge botties com plataformas mais médias, bem gostosas e fáceis de usar.

Dr Martens: pra quem gosta de punk, esse tá bem fácil. O Doc martens na verdade é uma marca de vestuário, acessórios e – claro – de sapatos, que ficou muito conhecida pela sua bota de mesmo nome. Tanto que quando se fala em Doc Marten é a tal da bota e não a marca aquilo que vem primeiro à cabeça. A bota sempre foi queridinha dos punks e grunges e tem um solado um pouco diferente dos sapatos tradicionais, com um amortecimento muito mais eficaz.

Chelsea boots: no inverno passado elas fizeram uma aparição tímida na estação, mas suficiente pra resgatar essa botinha do armário lá dos anos 60, onde ela era febre em Londres. Sempre de cano bem curto, o que a diferencia de uma bota pequena qualquer é essa lateral com elástico.

Crocs: apenas o sapato mais controverso de todos os tempos. Só dá pra amá-lo ou odiá-lo, assim mesmo sem meio termo. Eu sou assumidamente da segundo categoria, mas como a gente não tá aqui falando só sobre as minhas preferências haha vale dizer que elas são supeeer confortáveis (ah vá!) e que há uns três, quatro anos viraram uma febre mundial que ainda não acabou. #tristeza

Lita: por incrível que pareça a Lita é um bebê no mundo dos sapatos, com apenas três aninhos de vida. Ela tem esse salto mais quadradão mesmo e mistura ankle boot com meia pata de um jeito louco, porém lindo. Ah! E ela foi criada pela Jeffrey Campbell, uma marca californiana bem conhecida pelos sapatos mirabolantes que faz.

Gladiators: a versão da gladiators boots em sandálias ou rasteirinhas.

Clogs: outro grande encrenqueiro entre as mulheres, esses tamancos de madeira de origem holandesa vivem arrumando confusão entre quem os ama e quem os odeia. Eles são lá da década de 70, tiveram um suspiro de sobrevivência nos anos 90, e agora voltaram com tudo pras vitrines de sapato por causa do desfile de primavera 2010 da Chanel. Aqui no Brasil, antes disso, eles eram conhecidos como babouches (acho esse nome tão engraçado!).

Mules: é sempre uma confusão quando se fala delas! Perde-se a conta de quantas lojas online classificam clogs como mules ou usam o nome das coitadinhas em vão pra denominar uns sapatos aleatórios. Sério, gente, pesquisem e vejam do que eu to falando! A que aparece nessa imagem é uma versão mais moderninha que tem circulado por aí, mas as originais são essas daqui, como bem explica a querida Thereza do Fashionismo.

Slingbacks: tiveram sua primeira aparição lá na década de 30 e foram ganhando alguns detalhes com o passar dos anos. A maioria tem uma plataforma muito mais contida, alguns modelos deixam a pontinha dos pés aberta e a fivela, originalmente, não é regulável.

Continua…