As 100 capas mais icônicas da Vogue US

Eu já contei por aqui que tenho uma caixinha de cartões postais da Penguin com as fotos das 100 capas mais icônicas da Vogue; um presente lindo da minha irmã, que eu guardo com o maior carinho. Só que foi só mesmo quando gravei o room tour do canal que eu percebi que nunca tinha mostrado pra vocês quais são essas cem capas e o que elas afinal têm de tão especial. E né, tava mais do que na hora de fazer isso, já que afora o fato delas serem maravilhosas, elas contam um pouco da história da Vogue US (que tem uma influência importantíssima na indústria fashion) e da própria história da moda ao longo das décadas.

Por isso, apresento pra vocês as capas mais incríveis da história da Vogue americana, desde 1892 quando a revista foi lançada, (a que abre esta galeria é mesmo a sua primeira capa) até 2011 quando essa caixinha foi feita. As imagens estão todas na ordem em que foram publicadas, e é só clicar em cima da que você quiser que ela abre numa janelinha que dá pra expandir ainda mais depois.

Tomara que vocês se inspirem, suspirem e pirem por cada uma delas tanto quanto eu.

Bisous, bisous

Os cinco de março 2014

Todas as fotos desse post são do meu instagram, @paulinhav

Minha coleção de cartões-postais com 100 capas icônicas da Vogue US

No começo do ano passado, como presente de aniversário, ganhei da minha irmã uma coleção de cartões-postais da Penguim com as imagens das 100 capas mais icônicas da Vogue US. É claro que eu pirei muito com esse presente, e desde então guardo essa caixinha como uma relíquia – tenho zero de vontade e coragem de realmente usar as imagens como cartões-postais e sair mandando pros outros #souapegada. Ao mesmo tempo, no entanto, acho triste pra caramba deixar todas essas imagens maravilhosas guardadas em uma caixa. Eu queria tudo isso à vista aqui em casa, mas como deixar as 100 fotos espalhadas pelo apartamento tá fora de cogitação, decidi escolher três pra mandar emoldurar e colocar na sala, fazendo companhia para a fotografia que comprei da Babi. Só que, assim como comentei no instagram, se a expectativa era de escolher três, a realidade é que não consegui eliminar nenhuma depois que escolhi essas 15 capas. Muita gente deu sua opinião sobre quais as três mais legais pra emoldurar, mas eu ainda não me decidi. Alguma sugestão? 😀

And all that jazz!

No jazz, estamos dançando a música You can’t stop the beat do filme Hairspray, e eu sinceramente não sei do que gosto mais: se desse filme, se do clipe, (que é de uma cena do filme) ou se de dançar loucamente essa música.

“I was lost ‘til I heard the drums, then I found my way
‘Cause you can’t stop the beat”

Momento gordice

Tô em uma fase de petit gateaus! haha E claro que tem outras milhares de sobremesas que eu amo,  mas de uns tempos pra cá ando meio viciada nessa combinação maravilhosa de sorvete com bolinho de chocolate (bem recheado, de preferência). Esse daqui da foto é de uma sorveteria super antiga daqui de Bauru chamada “Mônica”, mas o meu preferido mesmo por enquanto é um que provei no Fran’s Café. Se alguém aí tiver alguma outra indicação de restaurante/cafeteria/sorveteria, etc com um petit gateau gostoso, por favor, deixa aqui nos comentários!

Pôr-do-sol no lago

No comecinho do mês passado fui passar o carnaval na minha cidade natal, Leme. Como meus amigos tavam viajando (fuén), e eu não sou de pular Carnaval, – apenas adoro acompanhar os desfiles das escolas de samba pela TV e morroo de vontade de um dia assistir os desfiles do Rio ou de São Paulo pessoalmente – aproveitei pra ficar em casa lendo, comendo, vendo filmes e adiantando alguns freelas. Enfim, fato é que no meio dessa hibernação toda, só saí para ir ao cinema com minha mãe em um programa bem Gilmore Girls (fomos assistir “A Menina que Roubava Livros”) e também fui correr com meus pais em um lago que fica perto de casa. Como tava no finalzinho da tarde, de quebra eu ainda assisti o pôr-do-sol. Parece meio besta falar isso, mas a vontade que deu em mim foi de levantar e bater palmas quando ele terminou, de tão lindo que foi o espetáculo.

Um amor que atende pelo nome de jogos de tabuleiro

Eu sou completamente apaixonada por jogos, em especial os de tabuleiro. Lembro que quando era pequena (e sempre ganhava roupas, bonecas ou algo do tipo nos aniversários e natais), eu quase pirei de alegria quando ganhei um jogo de presente da minha madrinha. Era tudo que eu queria. Hoje em dia, tem alguns jogos de tabuleiro aqui em casa, alguns vários outros na casa de amigos (como esses da foto) e alguns que tão em Mogi, na casa do namorado. São todos “jogos da turma”, que foram sendo adquiridos ao longo desses quase cinco anos e que sempre que a gente se reúne são prontamente jogados.

Bisous, bisous!

Os cinco de outubro

Agora sou uma jornalista formada! \o/

Outubro foi um mês muito importante pra mim. Entre os vários motivos que explicam isso (um beijo, Di, que completou 26 aninhos nesse mês!), a minha colação de grau, ao lado de toda minha família, amigos e do próprio Diego que pra quem não sabe era da minha turma da faculdade e se formou junto comigo, foi tipo a coisa mais incrível desse mês que passou. Como eu já tinha contado nesse post aqui, eu terminei todas as minhas aulas já no final do ano passado, entreguei o TCC em junho e, teoricamente, deveria ter me formado em jornalismo ainda no meio do ano. A Unesp, no entanto, entrou em uma greve que durou meses (a primeira desde quando eu comecei a estudar lá, em 2009) e só agora as aulas voltaram e a faculdade pode fazer nossa colação de grau. E digo sem pieguices que valeu mesmo cada minuto de espera.

Sei que “é só um papel”, mas o significado que há por trás dele é tão forte, tão importante e tão recompensador na minha vida, pessoal e profissional, que chega a ser difícil colocar tudo isso em palavras. Fora que poder me formar junto com o Diego e viver esse momento de felicidade juntos, é algo que não tem preço.

Lá na cidade dos meus sonhos…

Paris é a cidade que eu mais sonho em conhecer no mundo. Lógico que há uma lista bem grande de lugares, dentro e fora do Brasil, que eu espero (e vou!) um dia colocar meus pés, mas Paris é inigualável. Já faz muito tempo que eu sonho com o dia que eu vou ver a Torre Eiffel toda iluminada durante a noite, com o dia que vou passear pelos jardins do Château de Versailles, com o tão esperado dia que vou conhecer a Champs Elysées, o Arco do Triunfo, a Praça da Concórdia e tantos outros lugares não tão famosos, mas nem de longe menos importantes ou menos belos. Na real, eu espero em breve realizar um sonho que eu e Diego temos de fazer uma grande viagem pela Europa e conhecermos essas cidades e lugares que a gente ama, ainda que através dos livros e filmes. Essa é, com certeza, uma das maiores metas de 2014.

Universo de referências

Cês me perdoem a redundância já que eu falei desse assunto aqui no blog mês passado, mas me sinto muito inspirada toda vez que olho pra estante (e pras mil pilhas espalhadas pelo quarto e sala) e vejo minha coleção de revistas ali à mostra. E nem são só revistas de moda, mas algo bem mais geral mesmo. Tem Piauí, tem Zupi, tem Carta Capital, tem um pouquinho de tudo.

Lógico que tem muitas magazines que a gente acaba se apegando mais porque tem mais a ver com a gente e com nosso universo, mas eu gosto muito de comprar coisas novas na banca – e quando não dá, conseguir ter pelo menos um gostinho dela pela internet ou ler pelo ipad. Nunca se sabe quando a gente vai encontrar uma nova Lula por aí, né? Aliás, falar mais sobre revistas, sua história e sua importância, é algo que quero botar em prática aqui no blog.

O amor pela passarela

Eu conheço muita gente que ama moda, mas que não é muito fascinado assim por esse lance de assistir desfiles. Só que pra mim quando as luzes se apagam, vem aquela voz de fundo anunciando quem vai se apresentar (ou tipo as normas de segurança como é no SPFW), já me dá um friozinho na barriga. Eu gosto MESMO de ver desfile, gosto MESMO de ler release, de querer saber o que as pessoas acharam, de ver os detalhes das roupas. Mexe comigo de uma forma diferente ver as roupas ali em cima da passarela fazendo parte de um contexto ao invés de vê-las simplesmente penduradas em cabides numa arara. Desfile pra mim é mais do que algo que vejo por causa da profissão que quero seguir, mas é principalmente algo que vejo porque me inspira, me enche de ideias, me dá uma sensação boa. É amor e amor é mesmo algo difícil de se explicar.

A foto daqui é do Social Bauru Fashion Show, um evento muito bacana que fui em outubro e de que eu falei aqui.

Dançar como se não houvesse amanhã

“Blue jean baby, L.A lady
Seamstress for the band
Pretty eyed
Pirate smile
You’ll marry a music man
Ballerina, you must’ve seen her
Dancing in the sand
And now she’s in me, always with me
Tiny dancer in my hand”

Em um momento super bobo, mas muito gostoso: brincar de posar pra câmera enquanto dançava uma das músicas mais importantes da minha vida, “Tiny Dancer”.

Todas as fotos do post são do meu instagram, @paulinhav.

Bisous, bisous.

Um amor que atende pelo nome de revistas de moda

É comum as pessoas estranharem essa paixão desmesurada que eu tenho por revistas. Tem gente que coleciona cartões postais, tem gente que coleciona carrinhos em miniatura, tem gente até que coleciona ingressos de shows. Eu gosto de colecionar inspirações palpáveis, que eu possa recortar (mentira, na maioria das vezes eu morro de dó) e colar na parede do quarto. Ou então, depois que devorar cada letra, só deixar embaixo da arara de roupas como referência, pra quando eu olhar pra capa, ter um minuto de renovação, ter uma ideia louca, ter uma inspiração que me faça sentir um negócio gostoso e quentinho aqui dentro do peito, sabe?

Em um desses dias de caça à referências e inspirações nas revistas

Em um desses dias de caça à referências e inspirações nas revistas – foto do meu instagram @paulinhav

Eu nunca acreditei que revistas de moda fossem simplesmente montes de páginas com tendências e propagandas de marcas de roupas. Na verdade, até elas têm seus encantos, mas desde que comecei a comprar essas revistas passei a conhecer um universo que me ensinava muito mais do que “moda sapato e roupa”.

Mesmo com a crise do mercado editorial, o tanto de opções de revistas do gênero nas bancas é imenso e a gente tem desde aquela revista A que faz um balanço dos desfiles da última temporada, até aquela revista B com artigos acadêmicos. A gente nem precisa de revistas tão opostas assim, tipo uma Vogue e uma Dobras, pra ver como hoje em dia a grande maioria das revistas de moda são diversificadas em termos de informação e nas maneiras de passar isso aos seus leitores.

Não tô aqui querendo fazer um post pra defender revista nenhuma e nem tô aqui pra falar que toda revista de moda é incrível ou que toda revista de moda foge do comercial. Exemplos contrários a isso a gente tem aos montes. Acontece, no entanto, que não é porque a grande maioria das revistas precisa de “modelos comerciais” pra serem vendidas nas bancas que elas são superficiais ou trazem só o que a nova it girl tá vestindo. Aliás, a gente precisa parar de achar (e eu me incluo nessa também) que o comercial é ruim, que coisa boa necessariamente não é massificada e fica só voltada pra uma uma elite, seja ela intelectual, política ou social.

Eu sei que é duro defender esse lado “intelectual” das revistas quando nos deparamos com um preconceito e um problema sério sobre elas. O primeiro, o preconceito, é essa imagem que se criou em torno da grande maioria das consumidoras dessas revistas. Elas querem se informar profundamente sobre moda ou só consumir os produtos veiculados? Elas querem ver uma galeria de peças jeans ou lerem um texto que explica como o denim se popularizou na moda e foi uma das primeiras peças a quebrar paradigmas, fazendo o caminho inverso ao ir das ruas para as passarelas?

O segundo, o problema, é o preço. A maioria dessas revistas varia entre R$10,00 e R$15,00 na banca, e algumas mais artísticas, como a Mag!, chegam a custar quase R$30,00! E revista gringa então? Pagar R$80,00 numa Vogue Paris não seria nada anormal.

Por causa dessas duas coisas, o público dessas revistas acaba tendo uma imagem preestabelecida no imaginário coletivo: se ela não é da área, ela é uma ativa consumidora, uma mulher com condição social estável, com vontade de saber de tendências (zzz), com desejo de consumir um determinado “padrão de vida”.

Mas será mesmo?

Pra mim um dos maiores preconceitos que existem quando tratamentos de moda, tanto nas revistas quanto na área como um todo, é essa imagem de que a moda é completamente visual. Tá aí uma das maiores inverdades que já se espalharam. É claro que tem muita gente que compra revista de moda pra ver. Quem não quer enlouquecer com editoriais, quem não quer ver as fotos do último desfile e diz aí que mulher não quer suspirar um pouquinho por uma bolsa bapho também?

Só que se as revistas de moda fossem só isso e as consumidores dessas revistas quisessem só isso, só ver e receber tudo mastigadinho, desculpa, mas elas iam comprar um catálogo e não uma revista.

Leitora não é besta. Da área ou não, ela compra pra ver, mas compra (e muito!) pra ler. Aliás, essa tal intelectualidade das revistas não precisa vir expressa só em matérias. Tem cada editorial de moda dos mais geniais espalhados por aí, que ensinam tanto pra nós em termos culturais, de história, de poesia, que seria muito besta da minha parte querer dizer que conteúdo só é passado em texto.

Então, esqueça essa ideia de “consumidora padrão”. O mundo e as pessoas que se interessam por moda e por suas revistas são absurdamente diversas!

Vogue e Harper's Bazaar

Vogue e Harper’s Bazaar

L'officiel e Catarina

L’officiel e Catarina

Elle e Mag!

Elle e Mag!

Têxtil Moda e Dobras

Têxtil Moda e Dobras

Em relação ao preço das revistas, esse realmente é um problema sério. O mercado editorial como um todo não é barato no Brasil. Tanto em revistas quanto em livros, o preço a se pagar por aqui não é pequeno. Apesar disso, o que essas revistas valem é equivalente ao quanto elas podem ser enriquecedoras pra gente. E isso não é balela nem discurso pra soar bonitinho. Isso é realidade. Ou você realmente acha que a história que as revistas de moda fizeram (a primeira Harper’s Bazaar surgiu em 1867!), que as inúmeras editoras (alô Diana Vreeland) e que o tanto de fotógrafos, artistas, estilistas, maquiadores, stylists e afins que passaram por suas páginas não contribuíram em nada com a história passada e presente da moda?

E vale o recadinho pro povo das modas: roupa bonitinha pode até causar primeira boa impressão, mas conhecimento, nem bolsa Chanel passa por osmose.

Anyway, esse texto longo daqui, no fundo, só quer mesmo dizer que revistas de moda são extremamente enriquecedoras em termos de pesquisa, aprendizado e história.

Como uma aspirante a jornalista de moda, eu fico triste em ver que há uma tremenda falta de reconhecimento sobre isso. Tanto que, pra vocês terem ideia, essa semana foi a segunda vez no ano que vi alguém da área dizer que “não lê revista de moda” como se isso fosse algum troféu, algo que coloca aquela pessoa numa categoria além, sabe? “Não sou dessas que lê revista.” Really?

Querer esboçar isso como uma coisa boa não é apenas triste, mas também é uma baita falta de humildade. Ninguém sabe tudo. Como parte dessa indústria, aliás, que a cada ano recebe cada vez mais gente inteligente e com vontade de trabalhar, a pessoa dizer que se não se interessa em evoluir, aprender mais, acompanhar o que tá rolando no meio me soa uma mega falta de profissionalismo.

Ela mal sabe o mundo incrível de inspirações que tá perdendo, e que tá ali, todo dentro de uma revista <3