Maus | Art Spiegelman

Sei que tô atrasadona nas resenhas aqui do blog (lembram que eu contei que em 2015 eu queria falar sobre todos – ou pelo menos quase todos – os livros que eu lesse?), mas tô tentando me organizar, e hoje é a vez de falar de “Maus”, do Art Spiegelman, uma das graphic novels que eu mais tinha vontade de ler por causa do sem fim de bons comentários, prêmios ganhos e leituras favoritas alheias que possui.

Fiquem mesmo a vontade pra falar nos comentários se resenhas assim são legais, se eu falei muito rápido ou devagar no vídeo, se alguma coisa ficou faltando… Enfim, fiquem a vonts! E ah, não deixem de falar também o que vocês acham desse livro (e quem ainda não leu, já adianto que eu indico super a leitura!).

Minha pontuação pra Maus (e não tinha como ser diferente) é de cinco estrelinhas.

Bisous, bisous

Não Sou Uma Dessas | Lena Dunham

Uma das coisas que eu queria ter feito em 2014 era resenhar todos os livros que eu lesse no ano, mas acabou que eu não cheguei nem perto disso. Só que como eu sou brasileira e não desisto nunca, 2015 tá aí pra eu tentar de novo e dessa vez conseguir haha.

Pra deixar mais legal e dinâmico esses pitacos sobre livros, decidi intercalar vídeos e textos sobre as minhas leituras. E em qualquer um dos dois formatos que eu fizer, no post aqui do blog eu vou colocar fotos dos livro, alguns dos meus trechos preferidos e também uma “notinha” de avaliação da leitura – sempre variando de 0 a cinco estrelinhas.

Pra estrear esse formatinho então, gravei um vídeo sobre o “Não Sou Uma Dessas”, livro da Lena Dunham. Aproveitei que tinha acabado de terminá-lo e tava com tudo bem fresco na cabeça pra falar dele em vídeo, mas logo eu volto aqui e resenho em texto o “O Oceano no Fim do Caminho”, livro que eu li antes desse e foi o meu primeiro do ano.

Tomara que vocês gostem!

Ps: como eu sou uma pessoa bem louca, eu corrigi em texto uma coisa que eu falei certa no vídeo – a Lena é sim diretora de Girls! Relevem essa minha cabeça avoada =P


Pontuação de três estrelinhas para o “Não Sou Uma Dessas”!

“Não há nada mais corajoso para mim do que uma pessoa anunciar que sua história merece ser contada, sobretudo se essa pessoa é uma mulher. Por mais que tenhamos trabalhado muito e por mais longe que tenhamos chegado, ainda existem muitas forças que conspiram para dizer às mulheres que nossas preocuoações são fúteis, que nossas opiniões não são relevantes, que não dispomos do grau de seriedade necessário para que nossas histórias tenham importância. Que a escrita pessoal feminina não passa de vaidade e que nós mulheres deveríamos apreciar esse novo mundo para mulheres, sentar e calar a boca.
Mas eu quero contar minhas histórias e, mais do que isso, preciso fazê-lo para manter minha sanidade mental…”

“A vida é longa, as pessoas mudam, eu nunca seria tão boba a ponto de achar o contrário. Mas, de qualquer forma, nada pode ser do jeito que já foi um dia. Tudo mudou de uma forma que parece trivial e quase ofensiva quando descrevo numa conversa casual. Nunca poderei ser quem fui. Posso simplesmente observá-la com compaixão, compreensão e, em certa medida, espanto. Lá vai ela, mochila nas costas, rumo ao metrô ou ao aeroporto. Ela fez o melhor que pôde com o delineador. Ela aprendeu uma nova palavras que quer experimentar com você. Ela anda devegar. Ela está numa busca.”

“Se eu viver por tempo suficiente e tiver a chance de ler este texto quando estiver velha, talvez fique estarrecida pela minha audácia de pensar que tenho alguma ideia do que a morte significa, do que ela revela, do que é viver sabendo que ela se aproxima. Como alguém cujo maior problema de saúde foi uma infecção intestinal causada por café sabe como será o fim da vida? Como alguém que nunca perdeu um dos pais, um amante ou um melhor amigo tem alguma noção do que tudo isso signifca?
Meu pai que está muito bem para alguém com 64 anos, gosta de dizer: “Você não imagina nem por um caralho, Lena.” Ele é daqueles que vê a morte de longe (apesar de sua crença na robótica) e diz coisas como “Manda ver. A essa altura, estou curioso pra cacete.” Entendo: eu não sei de nada. Mas também espero que meu eu futuro tenha orgulho do meu eu presente por tentar entender as grandes ideias e também por tentar fazer vocês sentirem que estamos todos no mesmo barco.”

“Outra pergunta que me fazem sempre é como consigo ter “coragem” suficiente para expor meu corpo na tela. A questão, subentendida nesses casos, é definitivamente como tenho coragem suficiente para expor meu corpo imperfeito, pois duvido que a mesma pergunta fosse feita a Blake Lively. (…) Minha resposta é: não é corajoso fazer algo de que você não tem medo. Eu seria corajosa se saltasse de paraquedas. Visitasse uma colônia de leprosos. Defendesse uma causa na Suprema Corte dos Estados Unidos ou fosse a uma academia de treinamento intensivo. Fazer cenas de sexo que eu mesm dirijo, expor um pouco os meus mamilos inchados meio estranhos: essas coisas não estão na minha zona de terror.”

Bisous, bisous

Andei lendo: “Jogos Vorazes”

Vamos dizer que minha história com Jogos Vorazes não começou assim tão bem.

Diferente de todo livro/série que ganha uma adaptação para o cinema e que eu sempre prefiro ler o livro antes de ver o filme, com Hunger Games tudo já começou do avesso. Fui assistir o primeiro filme da trilogia sem nunca nem ter botado as mãos nos livros, e mesmo tendo pirado com a sinopse (cada vez mais descubro como amo distopias), fiquei com aquela sensação de que o filme era muito acelerado. Sabe quando a história é incrível, mas você sente que faltou uma melhor explicação dos acontecimentos, um desenrolar mais consistente? Pois foi essa minha sensação com o primeiro filme.

As coisas só começaram de fato a mudar quando ganhei o box de livros do namorado e comecei, finalmente, a ler a trilogia.

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Crédito: http://estantesuja.blogspot.com.br/

O primeiro livro, “Jogos Vorazes”, nome homônimo a série, se passa em um futuro opressor, onde há um governo totalitário (a Capital) que controla todos os outros 12 distritos. Todo ano, 24 tributos (um menino e uma menina de cada distrito) entre as idades de 12 e 18 anos são sorteados para lutarem entre si até só restar um. Todo o “espetáculo” é transmitido pela TV em tempo real, numa espécie de BBB onde o vencedor é quem sobrevive.

De cara então a sinopse já nos lembra algumas coisas: uma delas é a política do “pão e circo”, tão recorrente entre os antigos romanos, e que apesar das diferenças entre a Grécia Antiga e o governo de Panem tem a mesma ideia de oferecer para a capital um espetáculo a la arena de gladiadores, que entretenha e distraia o povo. Além disso, não sei se todo mundo aí já escutou falar de Battle Royale (livro que só agora tem ficado mais conhecido no Brasil, graças a Globo Livros que o lançou esse ano por aqui), mas pra mim a sinopse de uma história e da outra se chocaram logo no começo.

Isso porque Battle Royale é um livro japonês de 1999, muito famoso no país e escrito por Koushun Takami, –  ele já ganhou versão para o cinema e até versão em mangá – que tem como pano de fundo uma história muito próxima a do primeiro livro de Hunger Games. Deem uma olhada no trailer aqui linkado pra vocês entenderem do que eu tô falando.

Apesar das semelhanças entre as duas histórias, acho que a ideia de questionar se JV seria uma “cópia descarada” de Battle Royale já caiu por terra faz tempo. Quem leu os livros ou assistiu os filmes (o último sai só em 2015), já notou que Hunger Games usa mais da ideia da arena como um plot inicial do que propriamente como única trama pra trilogia. Ao longo dos livros a gente vai entendendo que a história aqui vai muito além dos tributos e que tem muito mais a ver com o poderio da capital sobre as pessoas – e sobre como uma fagulha de esperança pode ser o que elas precisavam pra criar coragem e lutar.

Como toda trilogia, Hunger Games nos entrega três livros que têm por alto uma função-sequência já estabelecida: “contextualizar a história > mostrar a ação e consequências dos atos dos personagens principais > chegar ao clímax e desfecho dos problemas” (nessa ordem, mas não necessariamente trazendo o final feliz que a gente deseja).

Katniss, a personagem principal, que vai para a arena representar seu distrito e que acaba se tornando símbolo da revolução contra a Capital, é uma personagem bem mais complexa do que de início a gente espera. A partir do segundo livro, sua personagem vai cedendo espaço para outros – que tiveram um começo mais apagado (alô Peeta!) – mostrarem sua força. É no segundo livro, aliás, que a esperança e a ideia de revolução finalmente começam a tomar forma. A história já dá sinais de que a arena é só uma pontinha do iceberg pra discutir assuntos muito mais complexos sobre soberania – e o “Em Chamas” do título, pra mim, tem a ver exatamente com essa ideia de se rebelar.

Meio que na contramão dos dois anteriores, a Esperança tem um tom mais cabeça, mais sóbrio. Não quero dar spoilers pra quem ainda não leu, mas já adianto que aqui fica impossível a gente não se envolver com a  história. Além disso, fica claro nesse último livro que a autora não teve medo de trazer um tom realista pra essa trilogia. Muita gente não gostou do final (eu mesma demorei um bom tempo pra processar tudo e entender as razões da Suzanne Collins), mas, a bem da verdade, acho que nenhum final seria mais justo  e mais próximo do real do que o que foi escrito.

O box com a trilogia de Jogos Vorazes (Editora Rocco) pode ser encontrada por R$69,90 na Saraiva. Cada um dos livros tem uma média de 400 páginas, com uma leitura gostosa e envolvente. E ai, ainda tem o detalhe-coisa-linda de todas as capas serem em alto-relevo.

Eu recomendo mesmo pra quem for assistir os filmes, ler os livros antes. Acho que principalmente para o primeiro filme, que como eu comentei no começo desse post tem um ritmo muito acelerado, fica mais fácil pra entender e acompanhar alguns detalhes da história.

Espero que o post não tenha ficado confuso  e quero saber o que vocês acharam dos livros e filmes de Hunger Games! Amaram? Odiaram? Contem aí nos comentários!

Ps: a Rocco liberou hoje de manhã o tease trailer de “A Esperança”. Aqui o link do vídeo pra quem quiser assistir e aqui o link do facebook da Rocco  pra quem quiser acompanhar as novidades que eles sempre postam sobre a série.

Bisous, bisous

Andei lendo: Holocausto Brasileiro e 1922 a semana que não terminou

Ando lendo mais do que o normal esse ano e pra conseguir falar de todos os livros por aqui, resolvi dessa vez juntar pelo menos dois pra não ficar muito atrasada nas resenhas. Os assuntos deles são bem distantes, mas coincidentemente os dois tratam sobre acontecimentos que ocorreram no Brasil: um sobre um dos maiores horrores e vergonhas de nosso país, de que todo mundo deveria tomar conhecimento; o outro sobre um dos nossos momentos históricos mais importantes, que ecoa até hoje nas artes brasileiras.

E se vocês já leram algum deles, não deixem de contar nos comentários suas impressões. Eu adoro conversar sobre livros :)

Holocausto Brasileiro - Vida, Genocídio e 60 Mil Mortes No Maior Hospício do Brasil - Daniela Arbex

Holocausto brasileiro é um livro-reportagem muito bem escrito, e que soa tão real quando a gente lê – como de fato deve soar por retratar uma realidade tão absurda – que a gente parece que tá levando um soco na boca do estômago a cada nova página que vira.

A reportagem feita pela Daniela Arbex fala sobre o “Colônia”, o maior hospício do país, localizado em Barbacena, interior de Minas Gerais. Ele está em funcionamento desde o começo do século XX e lá todo tipo de atrocidade já aconteceu, em especial durante os anos 50 e 60 quando o número de pacientes do lugar era 25 vezes maior do que o suportado. O título do livro, aliás, não sofre de nenhum tipo de exagero, pois contabilizam-se de fato mais de 60 mil mortes dentro do hospício ao longo de todos esses anos. Fossem essas mortes por eletrochoque, lobotomia ou puro descaso e degradação da vida humana.

Só pela importância de se conhecer essa, que com certeza é uma das maiores barbaridades da história do nosso país, já valeria a pena ler esse livro. Mas, uma das coisas que mais tem de chocantes na forma como a gente conhece a história do Colônia, não vem através dos números ou como fora dos muros essa verdade repercutiu anos depois. O que de fato faz esse livro ser incrível é que a Daniela não o trata com impessoalidade, e faz com que todos os detalhes sejam tratados de forma humanizada.

É como se ela soubesse que de nada adianta escrever um livro desse tipo tratando-o com o distanciamento de dados. Alguém que fosse contar essa história devia as pessoas que passaram pelo Colônia a chance de, pelo menos uma vez na vida, não serem tratadas como números, e sim como pessoas com histórias de vida únicas. E é exatamente isso que a autora faz, deixando para cada capítulo a história de uma pessoa.

Gente que foi internada à força e que na sua grande maioria não tinha nenhum transtorno psiquiátrico: meninas que engravidaram e eram sinônimo de vergonha pra família, pessoas que não tinham onde morar, mulheres que foram trocadas pela amante, e mais uma lista imensa de pessoas que sofreram mais do que é possível imaginar.

O livro é emocionante e ao mesmo tempo assustador, e eu recomendo mesmo pra todo mundo porque as pessoas precisam saber o que aconteceu naquele lugar.

Ele é da editora Geração Editorial, tem 272 páginas e tem na Livraria Cultura por R$39,90.

1922 - A Semana que Não Terminou - Marcos Augusto Gonçalves

A Semana de Arte Moderna tá entre os três temas históricos que eu sempre fui mais curiosa de estudar (os outros dois são ditadura militar e Segunda Guerra Mundial/nazismo). Por isso mesmo, desde quando “1922 – a semana que não terminou” foi lançado, eu fiquei com essa vontade louca de ter o livro na minha estante pra lê-lo o mais rápido possível.

E se você é que nem eu e curte muito esse tema, vai amar esse volume!

O Marcus Augusto Gonçalves fez uma coisa muito bacana nesse livro que é colocar em destaque muito mais a história dos principais personagens dessa semana (Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Mário de Andrade e cia) e todo o cenário do país antes da semana pra mostrar como foi esse quebra-cabeça que resultou no evento. Mais do que focar nas coisas que ocorreram no Teatro Municipal (ele até foca, mas isso fica já quase lá no final do livro, mostrando tudo como uma consequência mesmo desse processo de mudanças), o autor mostra todo o percurso que foi travado até aí.

O processo de pesquisa dele foi super apurado e pra gente que não estudou especificamente nem área de artes nem de História, vai ser ainda mais emocionante saber desses detalhes.

Pra quem ficou interessado então, o livro é da Companhia das Letras, tem 368 páginas e pode ser encontrado na Livraria Cultura por R$52,00.

Bisous, bisous e contem o que vocês andam lendo!

Andei lendo: “História da Moda no Brasil”

Uma das coisas que eu mais amo nessa vida é ler. E não é uma coisa da boca pra fora ou uma coisa que faço ‘quando sobra um tempinho’. Não, eu amo mesmo poder passar horas e mais horas lendo, aumentando minha biblioteca (da caixola e da vida real) com livros e mais livros. E entre as minhas últimas aquisições e leituras tá o livro “História da Moda no Brasil – das influências às autorreferências” de Luís André do Prado e João Braga.

Como eu precisava pesquisar mais sobre moda nacional para algo que estava escrevendo – e percebi como livros de moda nacional eram a) ou muito raros ou b) ou muito rasos – perguntei no twitter/facebook alguma indicação. A Márcia Mesquita do queridíssimo Bainha de Fita Crepe me indicou então essa leitura. E lá fui eu atrás do meu exemplar.

Não foi um livro lá muito fácil de ler, mas não porque tenha uma linguagem muito rebuscada ou algo assim, ao contrário, ele é bem fluido, com uma linguagem fácil e gostosa de acompanhar. O problema maior é que são 640 páginas em um tamanho não muito convencional de livro, aqueles de centro de mesa, sabe? Então a primeira dificuldade e acho que a mais perceptível é em como segurá-lo. Depois de um tempinho fica difícil achar uma posição confortável suficiente pra você não precisar levantar, dar uma espreguiçada e voltar só depois que os músculos relaxarem. Pra mim então que adora levar livro na bolsa em todo lugar que vai, foi bem triste, porque eu só conseguia ler em casa em algum lugar bem confortável – nem pensar ficar deitada na cama lendo, por exemplo. O tamanho dele (em quantidade de páginas, eu digo) nem chega a ser um empecilho, mas como é um livro essencialmente de pesquisa acaba ficando um pouco cansativo o tanto de nomes e datas que vão aparecendo.

Imagem: http://www.fontedesign.com.br/para-ler/historia-da-moda-brasil/

Imagem: http://www.fontedesign.com.br/para-ler/historia-da-moda-brasil/

Desse jeito que eu to falando até parece que não gostei do livro, mas gente, juro que não é nada disso! haha O livro é ótimo, o trabalho de pesquisa empreendido é incrível, mas acho que foi um erro meu mesmo de querer lê-lo como um livro convencional, tipo abrir na primeira página e seguir daí em diante. Então todas essas coisas aí de cima são, na verdade, ‘dicas’ de como lê-lo de maneira mais proveitosa do que propriamente uma crítica. Nada impede que você queira ler um capítulo todo só de uma vez, mas acho que é um livro pra ser descoberto aos poucos, com cuidado.

Ele foi feito pensando nisso, inclusive, tanto que cada capítulo corresponde a uma época específica, tipo dos anos 1961 aos anos 1975 (capítulo cinco), e isso permite com que você possa fazer uma busca mais selecionada de acordo com aquilo que você estiver procurando. Além disso, não precisa ficar com medo de ‘perder o fio da meada’ porque – exatamente por ser um livro de pesquisa – todos os nomes, datas, enfim, tudo é resgatado o tempo inteiro pelos autores, fazendo com que você não se sinta perdida por não saber quem é pessoa x ou y.

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Eu fiquei muito surpresa do quanto os autores foram precisos na sua pesquisa histórica. A história da moda brasileira é mesmo resgatada desde lá do seu comecinho, com a chegada dos portugueses no Brasil e o encontro com nossos indígenas, até meados de 2010, ano em que o livro foi lançado. Todos os momentos importantes da moda brasileira são lembrados, passando primeiro pela nossa moda copiada da França, depois por nomes da moda brasileira no famoso ‘Agulha de Ouro’ – onde a imagem profissional ficava de lado muitas vezes em prol da imagem pessoal, do ‘vamos causar’ – e chegando até as semanas de moda que realmente deram uma guinada sem precedentes na indústria brasileira de moda.

Pra mim, em especial, foi uma delícia entender um pouco mais sobre a importância do jeans no nosso país. Eu, que não sou muito fã de jeans e o evito sempre o máximo possível – um dia talvez eu fale disso aqui – achei interessante entender o porquê, e sim existe um porquê, o brasileiro é tão ligado ao jeans, tendo ele como nossa roupa básica pra qualquer ocasião. Nada me marcou tanto como o slogan usado pela US Top: ‘A liberdade é uma calça velha, azul e desbotada.” Essa frase é o resumo de tudo aquilo que as marcas de jeans representaram em seus primeiros tempos: a libertação daquela moda certinha que vinha de pai pra filho. Mais do que uma calça jeans, aquela ‘calça velha e desbotada’ era um símbolo de juventude, de contestação.

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“Histórias da moda no Brasil” pode ser encontrado na Saraiva por R$148,00 e é um livro importante pra se ter em uma biblioteca – não só daqueles que se interessam por moda, mas pra qualquer um que se interesse pela história de nosso país. Além de trazer as mudanças do setor têxtil e de vestuário brasileiro ao longo dos anos, o livro faz um paralelo com as transformações do próprios país – social, política e econômica – contextualizando com cada momento de nossa moda.

E como cereja no topo do bolo tem imagens lindíssimas, como as desse post que estão nas páginas do livro.

Pra informar e inspirar.