Lego Marvel Super Heroes

Lego Marvel Super Heroes não foi a primeira tentativa da Lego de se unir ao mundo dos jogos de videogame e computador. Antes dele, Lego Star Wars, Lego Senhor dos Anéis, Lego Harry Potter, Lego Homem-Aranha e muitos outros já tinham aparecido e feito muito sucesso, conquistando gente de tudo quanto era idade e acabando de vez com os boatos de que esses jogos tinham uma proposta infantil. E eu aposto com vocês que os fãs dos filmes e livros que foram adaptados pela Lego não vão ficar menos do que surpresos com a qualidade do enredo e do desenvolvimento dos personagens. É tudo muito bem feitinho, muito bem roteirizado e muito instigante pra fazer a gente nunca mais querer parar de jogar.

Quando Diego comprou o Lego Marvel Super Heroes bastou eu pousar meus olhos no jogo e pronto, o estrago tava feito. Foram horas e mais horas em frente ao computador desbloqueando personagens, cumprindo missões e descobrindo poderes. E apesar da gente já ter fechado toda a campanha principal, decidimos que não vamos parar enquanto não completarmos 100% de todas as missões. E melhor ainda: agora nosso steam também já conta com o Lego Harry Potter (anos 1 a 4 e anos 5 a 7) e Lego Batman.

O que eu acho mais interessante em Lego M. S. H. é que toda aquele universo da Marvel que a gente conhece e que tá dividido em mil quadrinhos, mil grupos, mil histórias, fica todo juntinho nesse jogo. Não interessa se o personagem em questão faz parte dos X-Men, do Quarteto Fantástico ou tem sua próprio história solo. Aqui todo mundo se mistura e pode participar da mesma missão, usando dos seus poderes para ajudar o outro. É algo que a gente não tem a chance de ver nos quadrinhos ou no cinema, mas que no jogo só depende da gente pra acontecer, revelando assim duplas de heróis nada prováveis, mas muito incríveis.

Na história da campanha principal, todos os super-heróis se unem pra acabar com os planos do malvado Dr. Doom, que está construindo uma arma ultra mega poderosa pra destruir o mundo todo. Conforme você vai jogando e cumprindo pequenas missões, você vai desbloqueando novos personagens que somam novos poderes na batalha. São mais de 100 personagens no total, entre heróis e vilões, (pra desbloquear todos é preciso jogar muito mais do que apenas a campanha principal) e muitas, muitas surpresas que causam grandes reviravoltas no enredo.

O “detalhe” mais interessante e mais bem executado de todo o jogo, no entanto, são as personalidades de cada personagem. Porque não pensem vocês que é só botar um monte de figuras famosas vestidas à caráter e com seus poderes na história e já tá tudo ok. O mais legal de Lego Marvel Super Heroes é que os personagens têm “vida” de fato dentro do jogo. Eles têm vontades, eles surtam, eles fazem piadas uns com os outros, eles são dóceis, eles são metidos… Assim como nas suas histórias originais. Os traços de personalidade foram mantidos e desenvolvidos de tal maneira que influenciam na história e na química das jogadas, o que torna tudo muito mais real e muito mais divertido.

Lego Marvel Super Heroes foi lançado em 2013 e pode ser jogado em uma infinidade de plataformas como XBOX 360, PS3, Wii U, Nintendo DS, 3DS, Playstation Vita e nosso bom e velho PC.

Aliás, quem quiser ser meu amigo lá no steam, é só me adicionar e me chamar pra uma partida de CS que será muito bem-vindo. E sempre que tiver algum jogo viciante pipocando lá no meu steam, ps3 ou pc, eu venho aqui contar pra vocês, combinado?

Bisous, bisous e boa-quarta-feira!

Adolescente, muçulmana e super-heroína

A notícia é da semana passada, – então me desculpem pelo delay – mas como eu só fiquei sabendo dela hoje e achei a ideia absurdamente interessante, tá aqui pra quem ainda não sabe: a Marvel Comics anunciou que em fevereiro de 2014 vai lançar uma nova série de quadrinhos, e quem estrelará essa HQ não é nem Homem-Aranha, nem Homem de Ferro. A nova heroína da Marvel é, vejam só vocês que coisa mais incrível, uma adolescente muçulmana.

De cara assim eu já achei a ideia muito legal porque além de ter mais um herói de brinde pra gente torcer – não sei vocês, mas eu amo esse universo de super-heróis – a ideia de usar uma mulher pra esse papel é coisa rara. É uma balança bem desproporcional o que a gente tem de heróis contra heroínas no universo dos quadrinhos. E vale lembrar que quando são as mulheres que ocupam esse cargo, a gente quase sempre tem jovens ou adultas americanas com um universo de referências culturais muito próximo ao nosso. Todas têm é claro problemas pessoais e características únicas, ainda mais sendo super-heroínas, mas afora o universo de poderes que todas elas têm em comum, o mundo que as cerca é muito parecido com o nosso. Colocar uma muçulmana como heroína é um ato de coragem muito grande. As referências de vestuário, culturais e religiosas são muito diferentes do universo da maioria dos leitores e, por isso mesmo, tenho cá pra mim que muito mais interessantes do que outras várias histórias da Marvel.

A família da super-heroína

A família da super-heroína

A ideia pra criar a Kamala Khan, nome da nova heroína, surgiu de uma conversa entre dois editores da Marvel, o Sana Amant e o Steve Wacker. Eles notaram essa lacuna que havia de uma super-heroína que fugisse do mesmo universo cultural dos seus outros personagens e, com isso na cabeça, foram atrás da G. Wilson Wilson, uma autora de quadrinhos americanas que se converteu ao Islã. Juntos eles criaram a Kamala, que é uma garota de 16 anos que pode alterar qualquer parte do seu corpo. Quando está vestida de heroína ela atende pelo nome de Ms. Marvel (ela vai ocupar o lugar da antiga Miss Marvel, agora promovida a capitã Marvel), e pelo que os rascunhos da HQ adiantam, sua roupa é uma combinação de macacão de mangas ¾ com uma blusa por cima estampando um raio dourado e longas botas. E ah, uma echarpe combinando com o macacão, além de uma pequena máscara nos olhos.

Até onde a Marvel liberou, além dos problemas de super-heroína, conflitos que tenham a ver com a religião e cultura da personagem serão abordados, além dos próprios dilemas de uma garota de 16 anos.

Tô bem curiosa mesmo pra ver como é que isso vai funcionar nos quadrinhos, mas só pelo enredo já boto muita fé.

Update: o Pedro, um amigo muito fã de HQ’s, contou que não é a primeira vez que a Marvel cria um personagem assim. Em uma das histórias dos X-Men, a Marvel apresentou ao público uma mutante chamada Dust, uma adolescente muçulmana que tem o poder de se transformar em areia. Achei interessante que, apesar de uma X-men em formação, ela não usa o tradicional uniforme dos heróis e sim o Niqab, aquele véu preto usado por muitos muçulmanos onde todo o rosto fica coberto, apenas revelando os olhos da pessoa. Nessa página aqui tem mais um montão de informações sobre ela.

Bisous, bisous