Comprinhas em Londres e Paris

Antes de subir o vídeo de Paris, resolvi mostrar pra vocês as (poucas) comprinhas que eu fiz na viagem. São coisas pequenas, mas que me prenderam de um jeito doido e que eu vou guardar e usar com o maior carinho, já que além de lindas hehe, elas ainda me fazem lembrar desse sonho realizado.

E ah, como prometido, seguem abaixo os endereços de todos os lugares citados no vídeo:

Selfridges
400 Oxford Street, Londres W1A 1AB,Inglaterra
http://www.selfridges.com

Galeries Lafayette
40, Boulevard Haussman
http://www.galerieslafayette.com

Ladurée
75 Avenue des Champs-Elysees, 75008 Paris, França
https://www.laduree.com/en_int

Hamleys
188-196 Regent Street, Londres, Inglaterra
http://www.hamleys.com

Palácio de Versalhes
Place d’Armes, 78000 Versalhes, França
http://www.chateauversailles.fr/homepage

King’s Cross Station
Euston Road, Londres NW1, Inglaterra
http://stpancras.com/

Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle
95700 Roissy-en-France, França
http://www.aeroportsdeparis.fr/

Citypharma
26 rue du Four 75006 Paris
http://www.pharmacie-paris-citypharma.fr/

Bisous, bisous (:

Os cinco de outubro

Agora sou uma jornalista formada! \o/

Outubro foi um mês muito importante pra mim. Entre os vários motivos que explicam isso (um beijo, Di, que completou 26 aninhos nesse mês!), a minha colação de grau, ao lado de toda minha família, amigos e do próprio Diego que pra quem não sabe era da minha turma da faculdade e se formou junto comigo, foi tipo a coisa mais incrível desse mês que passou. Como eu já tinha contado nesse post aqui, eu terminei todas as minhas aulas já no final do ano passado, entreguei o TCC em junho e, teoricamente, deveria ter me formado em jornalismo ainda no meio do ano. A Unesp, no entanto, entrou em uma greve que durou meses (a primeira desde quando eu comecei a estudar lá, em 2009) e só agora as aulas voltaram e a faculdade pode fazer nossa colação de grau. E digo sem pieguices que valeu mesmo cada minuto de espera.

Sei que “é só um papel”, mas o significado que há por trás dele é tão forte, tão importante e tão recompensador na minha vida, pessoal e profissional, que chega a ser difícil colocar tudo isso em palavras. Fora que poder me formar junto com o Diego e viver esse momento de felicidade juntos, é algo que não tem preço.

Lá na cidade dos meus sonhos…

Paris é a cidade que eu mais sonho em conhecer no mundo. Lógico que há uma lista bem grande de lugares, dentro e fora do Brasil, que eu espero (e vou!) um dia colocar meus pés, mas Paris é inigualável. Já faz muito tempo que eu sonho com o dia que eu vou ver a Torre Eiffel toda iluminada durante a noite, com o dia que vou passear pelos jardins do Château de Versailles, com o tão esperado dia que vou conhecer a Champs Elysées, o Arco do Triunfo, a Praça da Concórdia e tantos outros lugares não tão famosos, mas nem de longe menos importantes ou menos belos. Na real, eu espero em breve realizar um sonho que eu e Diego temos de fazer uma grande viagem pela Europa e conhecermos essas cidades e lugares que a gente ama, ainda que através dos livros e filmes. Essa é, com certeza, uma das maiores metas de 2014.

Universo de referências

Cês me perdoem a redundância já que eu falei desse assunto aqui no blog mês passado, mas me sinto muito inspirada toda vez que olho pra estante (e pras mil pilhas espalhadas pelo quarto e sala) e vejo minha coleção de revistas ali à mostra. E nem são só revistas de moda, mas algo bem mais geral mesmo. Tem Piauí, tem Zupi, tem Carta Capital, tem um pouquinho de tudo.

Lógico que tem muitas magazines que a gente acaba se apegando mais porque tem mais a ver com a gente e com nosso universo, mas eu gosto muito de comprar coisas novas na banca – e quando não dá, conseguir ter pelo menos um gostinho dela pela internet ou ler pelo ipad. Nunca se sabe quando a gente vai encontrar uma nova Lula por aí, né? Aliás, falar mais sobre revistas, sua história e sua importância, é algo que quero botar em prática aqui no blog.

O amor pela passarela

Eu conheço muita gente que ama moda, mas que não é muito fascinado assim por esse lance de assistir desfiles. Só que pra mim quando as luzes se apagam, vem aquela voz de fundo anunciando quem vai se apresentar (ou tipo as normas de segurança como é no SPFW), já me dá um friozinho na barriga. Eu gosto MESMO de ver desfile, gosto MESMO de ler release, de querer saber o que as pessoas acharam, de ver os detalhes das roupas. Mexe comigo de uma forma diferente ver as roupas ali em cima da passarela fazendo parte de um contexto ao invés de vê-las simplesmente penduradas em cabides numa arara. Desfile pra mim é mais do que algo que vejo por causa da profissão que quero seguir, mas é principalmente algo que vejo porque me inspira, me enche de ideias, me dá uma sensação boa. É amor e amor é mesmo algo difícil de se explicar.

A foto daqui é do Social Bauru Fashion Show, um evento muito bacana que fui em outubro e de que eu falei aqui.

Dançar como se não houvesse amanhã

“Blue jean baby, L.A lady
Seamstress for the band
Pretty eyed
Pirate smile
You’ll marry a music man
Ballerina, you must’ve seen her
Dancing in the sand
And now she’s in me, always with me
Tiny dancer in my hand”

Em um momento super bobo, mas muito gostoso: brincar de posar pra câmera enquanto dançava uma das músicas mais importantes da minha vida, “Tiny Dancer”.

Todas as fotos do post são do meu instagram, @paulinhav.

Bisous, bisous.

Paris Fashion Week verão 2014 #1

Eu realmente queria subir todos os queridinhos de Paris em um só post, assim como fiz com os de Milão. Acontece, no entanto, que afora esses daqui de baixo tem mais cinco desfiles ainda que eu quero falar, OU SEJA, o post ia ficar do tamanho do Maracanã. E como eu acho que o desfile do Rick Owens foi a grande apresentação dessa temporada (e quando falar dele aqui quero explicar muito bem porquê eu penso assim) acho super válido que ele mereça um espaço especial. Então, como prefiro fazer as coisas mais demoradas, porém mais caprichadas haha, hoje sobe essa parte 1 de Paris e até o final da semana subo a parte 2, deixando Rick Owens pra ser falado na semana que vem. Assim também eu não entupo o blog de posts sobre desfiles e dá pra eu dar meus pitacos sobre outras várias coisas que ando com vontade de postar.

Mas chega de falação e bora começar a rever o que de mais legal rolou em Paris!

Balenciaga

Balenciaga - verão 2014Nesse verão 2014 da Balenciaga, diferente do que tinha acontecido na temporada passada, Alexander Wang não fez seu desfile de portas fechadas, e acho que principalmente por causa disso havia um clima de estreia no ar. Durante toda a apresentação, aliás, dava pra ver uma mistura bem bonita entre a imagem de mulher elegante da Balenciaga com a influência jovem e toda streetwear trazida por Alexander.

O que eu mais amo nessa coleção são os recortes nada tradicionais que são usados nos vestidos, como o desse terceiro look, onde a peça toda é estruturada e dá a impressão de um origami. Eu sou apaixonada por esses traços orientais em roupas e acho que o Alexander Wang é um mestre na arte de usar esses traços, mas ao mesmo tempo deixar a roupa bem esportiva.

Dior

Dior - verão 2014A coleção apresentada pela Dior já começou fazendo sucesso pelo local onde foi feito o desfile: o Museu Rodin, em Paris. Só que se já não bastasse um lugar tão lindo e imponente pra essa apresentação, Raf Simons resolveu ainda contar a história de sua coleção em todos os detalhes do local, criando uma das cenografias mais inspiradoras dessa temporada. Em um jardim suspenso na passarela, a infinidade de cores, flores e plantas era surreal. Nesse vídeo aqui dá pra ver o making of da construção da cenografia e no post da Consuelo Blocker dá pra ver tudo ainda em mais detalhes. Uma coisa assim, de fazer a gente suspirar mesmo.

Mas a beleza da Dior não tava só na cenografia não. A coleção apresentada em Paris brincou o tempo inteiro com o conceito de dualidade de uma maneira linda. “Aqui, o real e o artificial são postos em perspectiva, o alegre e o sinistro, o natural e o que foi fabricado pela mão do homem.” (conceito da inspiração que tá no próprio site da Dior) Esse jogo de opostos começou pela própria ambientação, com as flores naturais e as flores sintéticas, passou pelos materiais e efeitos empregados nas roupas, que foram do tricô até o plissado, e chegou nas cores das peças, com o colorido do começo do desfile e o preto do encerramento. Nem as silhuetas ficaram de fora: em alguns momentos o aspecto mais sequinho dominava, com peças bem longilíneas, enquanto em outros uma silhueta estilo ampulheta dava volume ao quadril das modelos.

Lindo, lindo.

Yohji Yamamoto

Yohji Yamamoto verão 2014Sou absurdamente apaixonada por história da moda. Absurdamente. E talvez uma das suas fases que mais me encante é a do início dos anos 80, quando o japonismo criou uma revolução na moda ocidental e trouxe um “novo pensar em se fazer moda” as passarelas, através de nomes como Yohji Yamamoto, Rei Kawakubo e Issey Miyake. Yohji é até hoje altamente carregado dessas influências, tanto que seu verão 2014 veio repleto de características do movimento: camadas, desconstruções, silhuetas brincando com diferentes formas geométricas, recortes e toda aquela arquitetura que só o japonismo consegue empregar nas peças. E, de quebra, ainda tem esses tons fluo tão incomuns na passarela e tão visualmente ricos. <3

Givenchy

Givenchy verão 2014O encontro que a Givenchy resolveu proporcionar na passarela não poderia ser mais ousado e mais incrível: influências africanas e japonesas em uma só coleção. E claro que não é uma coleção fácil e tem aquele pé ali no conceitual, mas, ao mesmo tempo é altamente chique e usa e abusa de brilhos pra criar uma imagem forte. Aliás, tá pra acontecer um desfile em que Riccardo Tisci não crie alguma imagem que choque, que deixe todo mundo comentando depois sobre o que aconteceu ali em cima da passarela.

Nesse seu verão aqui, a Givenchy explorou ao máximo o uso de drapeados e havia um pouco de desconstrução em todas as peças. Além disso, uma das coisas mais incríveis de se notar dessa coleção é que a impressão que essas mulheres queriam causar era a de força, de pertencimento a um clã, mas, como em todo desfile da Givenchy, ainda que a imagem de cara seja uma, a sensualidade sempre aparece também, ainda que de forma mais mascarada.

Afora tudo isso, o que principalmente me fez escolher esse desfile pra postar aqui entre os queridinhos de Paris foi a beleza dessa coleção. Eu sei que a maioria das pessoas não é muito ligada em belezas assim, totalmente de passarela, que não dão pra botar em prática no dia a dia. Mas, olha, eu amo as duas. Amo quando algo realmente me inspira no dia a dia e me faz tentar algo novo, mas amo também quando tem essas belezas loucas, total drama, que me lembram que no fundo tudo ali conta uma história.

Essa beleza de verão 2014 foi criada pela musa da beleza Pat McGrath e formava uma máscara de cristais ao longo de todo o rosto da modelo. Clica e vê mais de pertinho que escândalo de incrível que tava isso.

Créditos das fotos: FFW/ImaxTREE

Ps: Se clicar nas imagens, elas abrem maiores em uma janelinha aqui dentro do blog mesmo!

Bisous, bisous

O je ne sais quoi da Comtesse Sofia

Em 2009, logo que vim morar em Bauru, eu tive essa fase lenços. Pra mim eles eram tão importantes quanto o meu vestido de todo dia e eu amava ficar xeretando horas na internet pra aprender diferentes formas de usá-los.

Quatro anos depois meu vício deu uma aquietada, mas o amor por lenços jamais. E esse foi um dos dois motivos que me fez ficar muito (mas muito mesmo) animada quando há uns dias recebi um e-mail de divulgação da marca parisiense Comtesse Sofia.

O outro motivo foi o de conhecer uma marca especializada em lenços (coisa rara) que tem toda uma história graciosa por trás de si.

Eu acho bacana que a Comtesse é uma marca parisiense, bem com aquele je ne sais quoi tão característico da cidade, mas que tem uma influência russa muio forte. Tudo isso porque a fundadora da marca, a Alexandra Rousselot, ama o requinte do Império Russo. Tipo junção infalível, sabe?

Ela sempre gostou muito da Condessa de Ségur, que nasceu na Rússia mas mudou-se ainda jovem para a França. E apesar da condessa ter tido um casamento que só lhe trouxe infelicidade, ela teve oito filhos e quando completou 58 anos escreveu seu primeiro conto, da onde se sucederiam vários outros. E qual a importância de tudo isso? Bom, os contos de Sophie – seu verdadeiro nome – se tornaram alguns dos maiores clássicos da literatura infantil francesa. Daí que tudo isso somado a descendência que a Alexandra tinha – sua avó era da Sibéria – fizeram ela emprestar toda essa influência russa para os seus lenços de Paris.

E essa parceria vai tão a fundo que os lenços são primeiro confeccionados em Moscou, todos com lã russa, e só depois vão para a França, em um ateliê onde suas franjas de seda são colocadas a mão.

Eu achei tão inusitada e bonita essa mistura de nacionalidades da marca, além de, claro, toda essa qualidade que eles aparentam ter com cada uma das suas peças, que achei que valia muito a pena compartilhar aqui. Alguém já visitou a loja deles ou comprou algum produto da marca? Se sim, compartilha suas impressões aqui nos comentários!

E ah, os lenços da nova coleção são, cada um, inspirados em um lugar diferente. Daí a ideia é que cada um conte uma história, um sonho, uma viagem… De fazer suspirar, né não?

Comtesse Sofia
84 Rue Saint-Louis en l’Île
75004 Paris

Blog brasileiro: http://lencos.comtesse-sofia.com/

Site em português: https://www.comtesse-sofia.com/br/

Bisous!

Ps: esse não é um publipost!

No mundo dos livros de Karl Lagerfeld

É um belo sábado de manhã e você sai para visitar as redondezas de um dos mais famosos bairros de Paris, o Saint Germain. Ali perto, no 7.º arrondissement, você topa com uma ruazinha estreita que atende pelo doce nome de Lille.

7L

Ok, eu não to em Paris, chutaria que você também não está e sei que não estamos assistindo a um filme de Woddy Allen, mas afinal uma garota pode sonhar, não pode? E nunca se sabe quando a gente vai ter uma vontade louca de arrumar as malas e mudar um pouco de paisagem. Se for esse o caso, bom, a ruazinha Lille pode realmente te ajudar. É ali que está a 7L, uma famosa livraria de Paris não apenas por seu objetivo-mor de ter bons livros, mas também por ter como dono uma figura bem ilustre: Karl Lagerfeld.

Nunca foi segredo pra ninguém que Karl ama os livros, no conteúdo e na quantidade, vide sua singela biblioteca de mais de 230 mil títulos. E nunca foi segredo pra ninguém também que esse interesse imenso dele pela leitura é apenas uma parte do seu enorme envolvimento com o mundo das artes, seja como diretor criativo da Chanel, escritor, editor-chefe, fotógrafo, ilustrador, curador e suas mil e uma facetas que ele aumenta todo dia um pouquinho mais. E não que eu queira fazer um post sobre como Karl Lagerfeld é incrível, – apesar dele ser mesmo – mas eu não consigo nem expressar em palavras o quanto eu admiro pessoas que 1) amam livros, 2) transitam tão facilmente em diversas áreas e 3) são inspiradoras. Do mesmo jeito que eu quero ter ao meu redor pessoas que eu admiro (acredito que relacionamentos, sejam de que tipo forem, só podem funcionar com respeito e admiração), também só consigo ‘aprovar’ pessoas de longe que eu admire por algum motivo. E com toda a rasgação de seda do mundo que me é permitida, são muitos os motivos que tenho pra admirar Karl.

Karl Lagerfeld

A 7L, essa livraria que ele comanda, funciona também como uma editora, e é meio que um imenso olhar do próprio Karl sobre o mundo contemporâneo, com títulos de diversas áreas. Moda, design, fotografia, gastronomia, jardinagem, arquitetura e assuntos que versam todos pelo mundo das artes, claro que contando com edições muitas vezes difíceis de achar em outras livrarias por aí. Bem daqueles lugares que a gente entra e nem vê o tempo passar.

A discreta fachada do número 7, além dos livros, abriga também uma salinha de eventos,  onde já se realizaram grandes exposições artísticas. Ou seja, o que fica bem claro pra quem entra na 7L é que mais do que uma livraria, aquele espaço reserva uma experiência tátil, visual e claro que olfativa (cheiro de livro = maior amor do universo) muito próximo ao próprio caminho que Karl Lagerfeld percorreu e percorre no mundo das artes. É daí que vem a curadoria de títulos da livraria, daí que vem a disposição aconchegante das obras no lugar (ora em cavaletes, ora em cima das mesas), com a intenção mesmo de que você vá lá e mergulhe não apenas em um universo, mas em vários. A tal versatilidade de Lagerfeld de transitar por diversas áreas.

Livros da 7L

Alguns dos títulos da 7L

Pra quem ficou curioso e queria dar uma olhadinha no lugar, o site da livraria tem aquele recurso de visualização em 360º com zoom. Divirtam-se e inspirem-se :)