The Movie Issue

Ontem a W revelou as sete capas que vão estampar sua edição de fevereiro e já podemos dizer que sim, 2015 começou bem para as revistas de moda.

Além dessa edição ser dedicada ao cinema e as personalidades que brilharam nas telonas em 2014, as fotos de capa são maravilhosas… Melhor dizendo, MARAVILHOSAS, em letras garrafais mesmo, porque elas merecem.

Emma Stone, minha capa preferida de todas, foi escolhida pela sua atuação em Birdman (com estreia prevista para 29 de janeiro aqui no Brasil). O filme teve sete indicações (número cabalístico, hein?) ao Globo de Ouro de 2015 e as críticas ao filme e principalmente a Emma têm sido tão maravilhosas, que minha vontade de assistir ao longa só cresce. Principalmente depois de ter visto essa cena aqui.

Benedict Cumberbatch e Keira Knightley estão no elenco de The Imitation Game, ainda sem previsão de estreia aqui no Brasil. O que muita gente já dá como certo é a indicação de Benedict para o Oscar de melhor ator, principalmente depois do sucesso que ele e o longa alcançaram no Festival de Toronto.

Eu confesso que não tinha me interessado muito pelo filme até assistir o trailer e ir procurar mais sobre a vida de Alan Turing, o matemático a quem Benedict dá vida no filme. Ele contribuiu tanto para a ciência da computação, teve um papel tão importante nos rumos que a Segunda Guerra Mundial tomou e foi tão duramente massacrado pela opinião pública por simplesmente ser quem ele era, que eu já criei uma puta admiração e respeito pelo cara.

Eu devo ser provavelmente a única garota que ainda não assistiu A Culpa é Das Estrelas, filme que fez Shailene estampar uma das sete capas da W [aqui o trailer]. Eu arriscaria dizer que ele foi um dos filmes mais vistos – se não dos mais vistos, mas com certeza dos mais comentados – do ano passado. O que não foi muita surpresa já que ele vinha sendo aguardado muito ansiosamente por meio mundo, desde que a notícia de que o livro viraria filme pipocou na imprensa.

Um dos motivos pra eu não ter visto o filme ainda é que eu fiquei com birra da Shailene desde aquele comentário infeliz que ela fez sobre feminismo. Tô, no entanto, tentando botar em prática o que aprendi com o Think Olga sobre sororidade e pensar que ela, assim como tantas outras meninas por aí, só propaga um discurso que foi mostrado pra ela desde sempre. Com a repercussão ruim que a declaração teve, me dá um pouco de esperança de que ela e quem mais diz isso tenha entendido que esse conceito de feminismo tá definitivamente errado.

A capa que traz Amy Adams (e que tá muito incrível) tem tudo a ver com o filme que a colocou aí: Big Eyes, o novo longa-metragem de Tim Burton, que chega aqui no Brasil dia 29 de janeiro.

Desde que eu vi o trailer do filme, fiquei numa ansiedade level hard, afinal Tim Burton é um dos meus diretores preferidos e eu tô bastante curiosa pra ver os toques tão característicos dele em um filme que não é nem de terror e nem de fantasia.  Acho que essa é a chance de Tim voltar a fazer trabalhos tão incríveis quanto os seus mais antigos.

Wild, que vem dia 15 de janeiro para o Brasil e é estrelado por Reese Witherspoon, é mais um filme que promete aparecer na lista do Oscar [aqui o trailer]. Inspirado no livro que conta a história real de Cheryl Strayed, uma mulher que se aventura sozinha e em busca de si mesma na selva, ele parece ter mesmo virado queridinho da crítica.

Um detalhe de behind the scenes do filme que me chamou a atenção é que como Reese precisava viver essa mulher tão intensa, que tava em um lugar tão isolado e passando por um momento de raiva tremenda, o diretor pediu pra que todos os espelhos do trailer-camarim dela fossem tampados. Ela não podia ver sua aparência, porque esse tipo de preocupação e de vaidade não podiam ter espaço naquele papel.

Essas curiosidades sobre construção de personagem sempre me chamam a atenção. Eu fico pensando quão louco e maravilhoso é, por um tempo, você praticamente viver uma outra vida, completamente diferente da sua e mergulhar naquilo de cabeça. É muito incrível quando a gente para pra pensar no papel da atuação sobre esse aspecto.

Filme novo de Clint Eastwood merece atenção! E é graças a ele, chamado American Sniper, que Bradley Cooper entrou na lista das sete capas de fevereiro da W. Parece que o filme chega por aqui só dia 19 de fevereiro, mas pelo trailer já dá pra ter uma ideia do que vem por aí. E se eu fiquei tensa só com isso, não quero nem pensar na hora que ele chegar nos cinemas daqui…

Teremos Julianne Moore como melhor atriz desse ano no Oscar? Muita gente tá fazendo apostas de que sim, mas eu sempre deixo pra formar minha opinião só depois de ver todos os filmes (esse ano vai ter #aquecimentoOscar de novo aqui no blog, aguardem!). Se isso realmente acontecer, vai ser a primeira vez que a atriz vai ganhar a estatueta. E isso aos 54 anos de idade, gente, o que pra mim torna tudo ainda mais especial.

Still Alice, o longa responsável por todo esse burburinho, conta a história de uma renomada professora que é diagnosticada com Alzheimer e passa a sofrer os terrores da doença em todos os aspectos da sua vida. Ele chega dia 26 de fevereiro no Brasil, mas tem o trailer aqui pra quem quiser assistir. Vale notar que esse é mais um filme que veio adaptado de um livro. Coisa que sempre aconteceu no cinema, mas que eu tenho a impressão que nos últimos anos cresceu de uma forma gigantesca e tem sido responsável por inúmeros filmes com sucesso de crítica e público.

Enfim, listadinhos aqui todos os filmes que mereceram a atenção da W, já pode começar a contagem regressiva pra estreia deles no Brasil, pro Oscar e pra comprar a revista (eu quero MUITO essa edição). E se isso não te convenceu ainda, vai aí o plus de que apesar de sete estrelas terem sido escolhidas pra capa, o miolo conta com a participação de 39 atrizes e atores que arrasaram em 2014. Todos em fotos fodas clicadas por Tim Walker.

Tudo tão bonito quanto uma sessão de cinema em um fim de tarde.

Bisous, bisous

Calças no tapete vermelho? Yes, we can! #aquecimentoOscar

Assim como no ano passado, estreio o #aquecimentoOscar 2014 falando sobre aquele momento que vem antes mesmo da premiação e que a gente também adora – no meu caso não tanto quanto a entrega de prêmios em si, mas ai, acho ótimo pra dar uns pitacos: o tapete vermelho! Aliás, à título de curiosidade (porque eu me peguei pensando sobre isso esses dias e fui pesquisar haha), não é à toa que o tapete vermelho é vermelho. A cor é desde a Antiguidade associada a nobreza e pra fazer jus a eventos importantes como o Oscar, o Globo de Ouro e tantos outros, resolveram colocar o “tapete de entrada” dessa cor.

Bom, curiosidades à parte, esse post aqui é pra falar não só de Oscar e nem só de tapete vermelho, mas também pra falar um pouco sobre girl power.

Eu fiquei com vontade de escrever sobre isso porque no último Globo de Ouro, mês passado, a Emma Watson apareceu com uma roupa que deixou as pessoas ou totalmente apaixonadas ou totalmente horrorizadas com o que viram. E até aí tava tudo certo, afinal todo mundo tem direito de gostar ou não de uma roupa. O que me deixou com a pulga atrás da orelha, na verdade, foi o fato de que muita gente se valeu do argumento de que por ela estar de calças o traje não tava condizente com a cerimônia em questão. E aí eu me perguntei: e por que não? Fiquei pensando porque, pra mulher, um vestido é necessariamente sinônimo de elegância e traje adequado a um Oscar enquanto uma calça não. Não soa retrógrado pra vocês?

As calças começaram a ser usadas pelas mulheres ainda nos anos 20 graças a mademoiselle Chanel, e é claro que como toda grande transformação no armário feminino, demorou pra ser aceita. Só que aí, década a década, ano a ano, elas começaram a assumir posições fortes dentro do nosso armário. Seja com o jeans sendo a cara da juventude dos anos 50, seja em ternos que mostravam total elegância, seja com a alfaiataria tão presente na entrada da mulher no mercado de trabalho, ou seja simplesmente como uma forma de expressar feminilidade.

Esse post então é pra relembrar algumas daquelas que resolveram mostrar que Yes, we can: as calças podem e merecem desfilar no red carpet por toda a revolução, evolução e beleza que elas representam para as mulheres!

Tanto no tapete vermelho quanto na entrega do Oscar (sim, porque Jane não só vai de calças à premiação como ainda leva uma estatueta pra casa!) foi impossível achar uma foto da Jane Fonda de corpo inteiro que mostrasse assim suas belas calças pretas by Yves Saint Laurent. Em compensação, na página oficial do Oscar no youtube, tem o vídeo dela recebendo a premiação, e por lá dá pra gente ver com mais detalhes seu look chiquérrimo e total black.  Nessa ano, Jane ganhou o Oscar de melhor atriz pelo filme Klute, no Brasil traduzido como “O passado condena”, e ela ainda viria a repetir a dose em 1979 quando ganhou o Oscar de melhor atriz pelo filme Amargo Regresso.

Foi um terno feminino assinado por Armani a escolha de Jodie Foster para o tapete vermelho do Oscar de 1991. Très chic!

Li uma vez uma matéria da Lilian Pacce que dizia que o próprio Armani já afirmou que esse look da Jodie, ao lado do blazer que Richard Gere usou em Gigolô Americano – também assinado pelo estilista – foram as duas peças responsáveis pela grande virada e consagração da sua carreira! Sintam a importância desse terninho, minha gente! E vale lembrar que antes disso o Armani já havia vestido várias outras mulheres para o tapete vermelho, mas foi exatamente esse terninho rosa bebê e calças bem brilhosas que conquistaram de vez as mulheres e mostraram a elegância das peças do estilista.

E não bastasse desfilar tanta beleza no red  carpet, Jodie ainda arrasou no palco da premiação porque nesse ano ganhou o Oscar de melhor atriz pelo filme “O Silêncio dos Inocentes”.

Abrindo assim de cara os anos 2000, a musa das musas do cinema, Meryl Streep, atravessou o tapete vermelho de mãos dadas com sua filha e… Vestindo calças! Além disso, assim como a Jodie aqui de cima, e diferente de quase todas as mulheres que resolveram adotar a peça no red carpet e usaram calças pretas ou brancas, Meryl optou por outra cor, com um verde bem clarinho e um tecido com texturas. Nesse ano ela foi indicada ao Oscar de melhor atriz pelo filme “Música do Coração” e perdeu para Hilary Swank por “Meninos não choram”.

Em 2001 foi a vez de Angelina Jolie dar a sua cota de beleza ao hall de mulheres que desfilaram calças no tapete vermelho. Acho interessante a gente lembrar que um ano antes disso, em 2000, quando Angelina ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante por “Garota Interrompida” (adoro esse filme!), ela havia sudo duramente criticada pelo vestido que usou. Por isso mesmo, em 2001, Angelina não só fez diferente fugindo do óbvio e não escolhendo um vestido, mas também sambou na cara de todo mundo que tinha falado da sua roupa com esse terno minimalista e impecavelmente branco by Dolce & Gabbana.

Bom, além das quatro citadas aqui no post, vale fazer uma menção honrosa pra Diane Keaton em 1997 e pra Celine Dion em 1999 que também usaram calças no tapete vermelho.

Gostaram? Qual a calça do tapete vermelho preferida de vocês?

Bisous, bisous e até breve o/

Quase famosos

“One day you’ll be cool.” 
Frase de despedida de Anita (Zooey Deschanel) para seu irmão caçula William (Patrick Fugit) quando sai de casa para encarar uma nova vida.

Você tem 15 anos, mas não é como os rapazes de 15 anos da sua escola. Você tem uma mãe controladora, é introvertido, zoado por meio mundo e tem a certeza de que seu maior sonho na vida, – o de se tonar um crítico musical – está há milhas de distância de se realizar. Só que aí um belo dia você acorda e parece que o destino acordou de bom humor e, magicamente, resolveu mudar a sua história. Você consegue um freela pra Rolling Stones (!) e, pra poder cumprir a pauta solicitada, precisa acompanhar a turnê da sua banda preferida.

Parece mentira, eu sei, mas a verdade é que a história aqui de cima aconteceu de verdade e foi protagonizada por Cameron Crowe. Cameron era um jovem aspirante a crítico musical quando no começo da década de 70 conseguiu seu primeiro trabalho na área. O trabalho dos sonhos, diga-se de passagem: acompanhar o Led Zeppelin em uma turnê e conviver com os integrantes da banda 24 horas por dia, registrando tudo o que era possível para poder escrever uma matéria para a Rolling Stone. Muita coisa aconteceu naquela turnê e, anos depois, já adulto e trabalhando como diretor de cinema, Cameron achou que aquilo daria um bom filme. Fez alguns ajustes ali, outros aqui, mas manteve a essência da história fiel.

E estava pronto então o roteiro de “Quase Famosos”, filme que em 2001 foi indicado ao Oscar de melhor edição, melhor atriz coadjuvante (com dupla participação de Frances Mcdormand e Kate Hudson) e ainda levou pra casa a estatueta de melhor roteiro original.

Em “Quase Famosos”, William é o garoto que representa Cameron e que vai realizar o sonho de conhecer sua banda – no filme chamada de “Stillwater” – e acompanhá-los em uma turnê. No filme ele tem 15 anos; na história real o diretor era um pouco mais velho que isso, mas nem de longe isso apaga a magia do que aconteceu.

O que talvez mais impressione em Quase Famosos é que quando William finalmente vive seu sonho, ele se descobre muito mais pessoalmente do que profissionalmente. Os seus grandes ídolos, astros da música, são caras problemáticos, cheios de inseguranças, que ganham a vida fazendo aquilo que amam, mas que também se sentem pressionados por uma indústria que é ilusória: em um dia rei, no outro um mero desconhecido. A graça que a gente vê em cada personagem desse filme é linda porque é real: das fãs que acompanham os shows e que tentam provar para os outros (ou será que é pra elas mesmas?) que elas não são apenas groupies, até o agente da banda que nem de longe é um cara experiente no assunto, mas que em compensação é o cara que sempre esteve ali por eles.

Todo esse cenário de loucura, paixão, músicas, mas, principalmente, de muita humanidade, é tudo que o garoto precisava para uma boa pauta. Mas, – que se faça uso de um bom clichê aqui – quem aprendeu muito mais foi ele. As histórias que ficaram guardadas (Penny Lane existiu de verdade, assim como Lester Bangs), a vida na estrada, o sofrimento mascarado pelo sucesso, o medo de ser “só mais um”… Tudo é jogado no colo de William.

Quase Famosos é, acima de tudo, um filme sobre o poder da música. O poder revolucionário que o rock inflamou na década de 70 e que se estendeu para a moda, para o comportamento, para o cinema e até para a forma de pensar dos jovens daquela década. O poder que uma canção tem de resumir o que a gente sente ali, em uns poucos minutos de harmonia e voz, como quando William explica pra sua mãe em forma de música porque o rock abre horizontes (essa cena foi deletada do longa por problemas com os direitos autorais e é uma perda e tanto pra história). Há ainda o poder que a música tem de curar uma dor, um momento ruim, um dia cinzento. O sentimento pode não ser permanente, mas por alguns minutos ela faz a gente sorrir, faz a gente se sentir meio idiota de estar reclamando de algo, faz até a gente adotar uma postura diferente diante de uma situação.

Em Quase Famosos tudo gira em torno da música. Os motivos, as vontades, as lições, as perdas, as vitórias, até a felicidade.

Pode até ser um filme semibiográfico da vida do diretor, mas pra mim ele é um filme completamente biográfico da vida de todos nós, de quando quebramos um casulo e descobrimos todo um outro mundo que existe lá fora, que tava só esperando pela gente. Há quem chame isso de amadurecimento e a quem prefira expressar esse aprendizado diário em forma de música…

“Yes, there are two paths you can go by, but in the long run
There’s still time to change the road you’re on” – Stairway to Heaven, Led Zeppelin

{Sim, há dois caminhos que você pode seguir, mas na longa caminhada
Ainda há tempo de mudar o caminho que você segue}

And the Oscar goes to… #aquecimentoOscar

Chegou o grande dia! Vamos fazer nossas apostas e nos preparamos para a premiação – e também para o red carpet – com todas as comidas, bebidas, companhias e a torcida, claro, que a gente merece. Eu vou ver tudinho da premiação junto com os amigos e o namorado, mas ficarei dando meus pitacos lá pelo twitter (@paulinha_v). Quem quiser acompanhar, tá mais do que convidado.

Enquanto isso, pra quem perdeu a maratona #aquecimentoOscar aqui do blog ainda dá tempo de conferir o que rolou. Então, vamos lá…

Poster do 85° Oscar que relembra de uma maneira super original quais foram os vencedores (de acordo com o ano de lançamento) das edições passadas. E a última, quem será que irá ocupar? A gente fica sabendo essa noite :)

Poster do 85° Oscar que relembra de uma maneira super original quais foram os vencedores (de acordo com o ano de lançamento) das edições passadas. E a última posição quem será que irá ocupar? A gente fica sabendo essa noite!

O primeiro post falou sobre nada mais, nada menos que os melhores looks de red carpet. Na minha humilde opinião, é claro. Pra quem adora essa parte, – confesso que apesar de gostar, sou muito mais a hora da premiação – lá no instagram da Oficina de Estilo tão rolando umas postagens bem legais com os looks que mais fizeram até hoje nosso olho brilhar. Vale a pena conferir :)

Teve também um post sobre umas fotos tiradas de Audrey Hepburn e Grace Kelly nos bastidores do 28º Oscar. Deu até pra relembrar quando as duas ganharam por melhor atriz, e se emocionar um tanto sem fim com a reação que elas tiveram.

Já nos preparativos para o Oscar desse ano, teve esse texto aqui sobre os filmes que estão concorrendo na categoria de melhor figurino. Os comentários são bem pessoais, mas como esse ano consegui ver todos dessa categoria fiquei empolgada de meter meu bedelho e falar o que penso #souenxerida.

E por último, mas nem de longe menos importante, um post com as premiações que tiveram os discursos/reações mais legais. Vai de Halle Berry até Anna Paquin.

Então, é isso. Um bom Oscar pra todo mundo e que os nossas apostas vencem (to participando do bolão da editora e to empolgada hahaha).

Bisous!

Audrey e Grace #aquecimentoOscar

Era 21 de março de 1956 e o fotógrafo Allan Grant (que tem fotos memoráveis das maiores estrelas do cinema nas décadas de 40, 50 e 60) registrou para a revista Life o nervosismo de duas moças que estavam nos bastidores do 28º Oscar. Audrey Hepburn e Grace Kelly não haviam sido indicadas a nenhuma categoria daquele ano e estavam ali, na verdade, para apresentarem os ganhadores de melhor filme e melhor ator, respectivamente.

As fotos mostram as duas olhando atentamente para o palco e trocando algumas palavras e, fico eu aqui pensando, como seria estar nessa mesma sala vendo um “encontro” entre duas das maiores divas do cinema.

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Como sempre impecavelmente belas (eu e minhas redundâncias), em dois vestidos de cintura bem marcada (alô Dior!), e com escolhas que fazem bastante sentido com a maneira que sempre se vestiam: Grace Kelly toda feminina, em um vestidão bem volumoso e com um coque bem trabalhado, e Audrey com aquela feminilidade caraterística que sempre ganhava um toque meio excêntrico da atriz. Pode parecer loucura minha, mas sempre tive a impressão que Audrey usava roupas superfemininas a) ou de uma maneira diferente ou b) com detalhes que não deixavam aquilo banal. E é impressão minha ou esse vestido dela aí é meio mullet? Audrey preconizando tendências, um beijo! E claro, finalizando com um coque bem feito e firme, de que ela sempre foi adepta.

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Audrey Hepburn foi a vencedora do Oscar de melhor atriz em 1954 pelo filme “A Princesa e o Plebeu” e em 1992 ganhou o “Prêmio Humanitário Jean Hersholt” (Elizabeth Taylor também ganhou essa premiação no mesmo ano) em uma homenagem póstuma da academia.

O vídeo aqui embaixo foi quando ela ganhou o Oscar em 1954 e eu fiquei emocionadinha ao ver a reação dela ao ganhar o prêmio. Parece que ela tá explodindo de felicidade e, ao mesmo tempo, tá num momento introspectivo, olhando o tempo inteiro pra baixo. Mas também, imagina a sensação de ganhar um Oscar? Se fosse eu, certeza que minha voz ia pífar, eu ia esquecer tudo que havia planejado pra dizer, ia entrar num semi estado de pânico e ia querer chorar de felicidade ali mesmo.

E ah, vocês repararam que na hora de falar as indicadas à estatueta, além delas e dos nomes dos filmes, também se costumava falar a produtora responsável? #detalhes

Já Grace Kelly recebeu o prêmio de melhor atriz em 1955 por “The Country Girl”. Reparei no detalhe de que ela subiu com a bolsa na mão haha. Deve ser o nervosismo (apesar que eu achei até bem charmosinho), afinal, ela tava ganhando um Oscar, mon dieu!

Vocês tão gostando do #aquecimentoOscar? Se tiverem ideias de post, compartilhem nos comentários 😉