O Clube de Discussão de Gilmore Girls | terceira, quarta e quinta temporadas

No primeiro encontro que eu e Amanda tivemos, – e que você pode conferir aqui, caso ainda não tenha visto – falamos sobre a experiência de reassistir a primeira e a segunda temporadas de Gilmores Girls anos depois de termos visto a série pela primeira vez.

Tínhamos muita coisa pra falar, é claro, tanto que nosso encontro durou quase que uma tarde toda, mas acabamos focando mais em como foi redescobrir as personagens e em como essas duas primeiras temporadas nos apresentaram uma série extremamente feminista, onde mulheres são fortes e donas da própria vida.

Acabamos nos atrasando um pouco, é verdade, mas na última semana finalmente nos reunimos pra falar sobe a terceira, quarta e quinta temporadas. E conforme a conversa desenrolava, percebemos que nossos tópicos giravam sempre em torno dos mesmos assuntos: o desenvolvimento das personagens das duas primeiras temporadas pra cá, algumas cenas espetaculares que a série teve nesse período (e alguns probleminhas de continuidade também) e algumas relações de amizade, amor e um monte de sentimentos confusos que rolaram na vida das protagonistas e que nos fizeram entender porque afinal nos identificamos tanto com GG.

Só mesmo relembrando tudo que aconteceu nessas três temporadas que a gente se dá conta de quanto tempo passou na vida das personagens e no tanto de mudanças que aconteceram desde então. Vamos pegar Rory como exemplo: ela termina com Dean, começa a namorar Jess, termina o namoro com Jess, volta a namorar Dean (com quem perde a virgindade, enquanto ele estava casado), termina de novo com Dean e começa a namorar Logan.

E isso só falando do âmbito amoroso, porque nesse meio tempo Rory ainda se forma em Chilton, escolhe Yale (pra surpresa de todos nós), começa a morar no campus da faculdade, arruma um estágio, sai do estágio (e rouba um iate logo depois disso) e termina a quinta temporada abandonando a faculdade e indo morar com os avós.

Dá pra acreditar?!

O que a gente vai vendo em todas essas situações é que ainda que Rory continue a ser protegida pela mãe, pela cidade e pelos avós (não se enganem, Rory vive em uma bolha de proteção), acontecem situações na vida da personagem que nem mesmo essas pessoas podem impedir. Sabe a chamada vida real? Pois é, ela chega pra todo mundo, não tem jeito. E os namorados dela, de certa forma, marcam um pouco todas essas fases, representando tipos de relacionamentos que a gente vai tendo conforme a idade (e o amadurecimento) vai chegando.

Lorelai, por sua vez, também muda muito. Ela sai da pousada em que trabalhava para abrir o seu próprio negócio (sem não antes passar por um incêndio), briga e torna a falar com os pais um milhão de vezes, vai passar uns tempos na Europa com a filha e passa por uma série de relacionamentos nem um pouco marcantes antes de começar a namorar com Luke – e finalmente pedi-lo em casamento na cena de encerramento da quinta temporada.

Vale, aliás, abrir um parênteses nesse momento e falar um pouquinho sobre os relacionamento de Lorelai que, venhamos e convenhamos, são um capítulo à parte na história.

Já foi revelado há muito tempo que o personagem de Luke não deveria ter acontecido. Em uma série onde as personagens femininas são tantas e tão fortes, Luke seria na verdade uma mulher. O problema é que a química entre ele e Lauren deu tão certo que para nossa felicidade o ator foi escolhido para o papel.

Só que ainda que exista muita paquera, muita troca de olhares e uma torcida sem precedentes pros dois ficarem juntos, os roteiristas da série decidiram mostrar alguns relacionamento que a protagonista teve no meio do caminho, e que, acredito eu, acabaram tornando a série ainda mais vida real. Tudo bem que alguns desses personagens não eram nada cativantes e realmente não contribuíram em nada pra história (Amanda divide comigo o não aceitamento de Lorelai com Alex, lá pela terceira temporada), mas pra mim eles só mostram aquela tal brecha da realidade que a gente tanto gosta em Gilmore Girls, sabem?

Só que o tempo, é claro, não passa apenas pra elas.

Todos as personagens da série passam por mudanças ao longo dessas três temporadas, das mais sutis até as mais profundas, e uma das que provavelmente mais foi falada no nosso encontro (de uma maneira não tão boa assim) foram as mudanças na vida de Lane Kim.

Eu sei, eu sei, a vida não é esse lugar encantado onde todos os nossos sonhos de infância se realizam, mas me soa um pouco amargo todo o desenvolvimento que Lane vai tendo ao longo do seriado. Quando a 5ª temporada termina e a gente olha pra tudo que aconteceu com ela até então (e que só tende a piorar) me soa um pouco triste essa visão.

Eu não vejo mais a menina louca por rock que queria viver da música, que queria traçar seus próprios passos e que, ainda que tivesse um respeito enorme pela mãe, não se via no mesmo caminho que ela. Parece que tudo que Lane sonhava vai sendo suplantado por outras necessidades do caminho e que no fim a própria personagem se esquece de todas a vontades que tinha. Chega a ser angustiante, eu diria.

Se tem uma coisa que a terceira, quarta e quinta temporadas de Gilmore Girls têm em comum é que as três possuem cenas maravilhosas. Mas assim, maravilhosas mesmo, que tem diálogos incríveis – coisa que a gente sabe que é uma das especialidades do seriado – e momentos fortes e emocionantes.

Eu e a Amanda inevitavelmente acabamos falando sobre alguns desses momentos e ainda que não cheguemos a nenhum veredito oficial de qual a melhor cena de todas, achei que valia a pena separar algumas pra falar aqui.

O discurso de formatura

A terceira temporada da série se encerra com o discurso de formatura de Rory em Chilton. E se esse não é um discurso emocionante, meus amigos, então eu não sei o que é! Além dela fazer  referência a diversos personagens marcantes da literatura de uma maneira muito Rory Gilmore de agir, ela agradece também seus avós e sua mãe, “a pessoa que ela mais gostaria de ser”.

Além disso, acho especialmente tocante Sookie e Luke estarem nessa cena, porque afora o fato dos dois terem feito parte da criação de Rory, eles representam todo o macrocosmo de amor e carinho que Stars Hollow sente pela protagonista.

A conversa em que Mrs. Kim expulsa Lane de casa

Talvez essa cena não tenha sido marcante pra muita gente, mas eu arriscaria dizer que ela está no meu top five de cenas preferidas do seriado. Ela me deixa emocionada por sentir a tristeza das duas personagens de maneiras diferentes. De um lado a própria Lane, que sonha com uma vida completamente diferente daquela em que foi criada e que mesmo tentando achar um meio termo entre esses dois mundos, vê que isso será impossível. Do outro Mrs. Kim, que descobre não apenas que a filha têm sonhos e vontades completamente diferentes dos ideais de vida nos quais ela acredita, como também que vem sendo enganada há anos.

Essa conversa em que Lane conta finalmente para a mãe sobre tudo que vêm escondendo dela é tão doída, tão pesada, que eu choro sempre que vejo. É como se elas percebessem que chegaram em um impasse onde não há mais o que se fazer, apenas seguir seu caminho sem a outra.

O episódio de Spring Break

Eu sei que tô dando uma roubadinha já que essa aqui não é uma cena e sim um episódio todo, mas eu precisava falar dele aqui nesse post! Ele, aliás, foi um dos poucos episódios que a Amanda nunca tinha assistido, então a gente teve muito o que debater sobre esse momento completamente irreal de GG em que Rory e Paris aproveitam a semana do saco cheio e vão pra Florida farrear na praia. Ok que farrear não é bem o que elas fazem (só pelo fato de eu usar o termo farrear vocês já imaginam que eu também não faço muito isso, né?!), mas o episódio é tão completamente diferente de tudo que acontece na série, que fica divertido, fica leve, fica bem engraçado ver o primeiro porre das duas.

Quando Emily chora depois de um encontro

Durante a quinta temporada, Richard e Emily se separam – ainda que essa separação envolva continuar morando na mesma casa longe um dos outro apenas por alguns passos de distância. E é durante essa pausa no relacionamento que Emily decide se arriscar na roleta russa dos encontros, e sai pra jantar pela primeira vez em anos com um homem que não é o seu marido.

O encontro parece transcorrer  super bem até que o homem a deixa em casa e, assim que entra pela soleira da porta, Emily começa a chorar. A chorar desconcoladamente, de tal modo que a gente sente muito dessa tristeza da personagem de se sentr perdida, de não entender o que ela própria está fazendo e de sentir uma falta absurda de quem ela queria ali. Richard.

“You jump, I jump, Jack!”

Eu sei o que você deve estar pensando. “Mas Paulinha, você gosta desses otários da Brigada de Vida e Morte”? Sim, eu concordo que eles são mesmo uns otários (socorro, como Collin e Finn são idiotas), mas eu preciso confessar do fundo do meu coração que eu gosto dessa história totalmente piegas de organização secreta. Sei que eles são um bando de riquinhos que usam o dinheiro dos pais pra bancar algumas aventuras loucas pelo mundo… Mas e daí? Esse pedacinho de irresponsabilidade que aparece em Gilmore Girls, nesse que é um dos meus episódios preferidos da série, deixa a vida da Rory um pouquinho mais leve, mais divertida, mais in omnia paratus de fato.

Concordo que as coisas podiam ter parado por aí (a menina rouba um iate, gente, não vamos esquecer disso!), mas acho esse dia muito especial, muito importante pra apresentar um outro mundo pra Rory.

E vocês hão de concordar comigo que essa cena é mesmo linda!

O primeiro jantar oficial de Luke e Lorelai

Quando o nosso casal preferido começa a namorar, Luke leva Lorelai pra conhecer o seu restaurante preferido, o “seu Luke” digamos assim. E além do lugar ter um casal de donos muito fofinhos, que o conhecem desde criança, é nesse jantar que os dois começam a relembrar do dia em que se conheceram.

Como eu sei que ver o Luke contando essa história é muito mais emocionante do que eu simplesmente transcrevê-la aqui, fica esse vídeo maravilhoso pra vocês assistirem. Tenho ou não razão de amar esse diálogo?!

Talvez pra muita gente tenha passado batido ou simplesmente não tenha feito diferença mesmo, mas esse foi um assunto que acabou sendo muito falado por mim e pela Amanda: Gilmore Girls não tem erros de continuidade (pelo menos não erros aparentes do tipo alguém aparecer do nada onde não estava antes), mas possui em contrapartida alguns problemas um pouco mais sutis de ligações entre alguns episódios.

O término de namoro de Rory com Dean (já na segunda vez em que eles estavam juntos) foi talvez o mais marcante pra gente. Rory chora um pouquinho na hora e é isso. Vida que segue. O que seria perfeitamente  normal dependendo da pessoa e/ou do relacionamento em questão, se a gente não estivesse falando é claro dela. E da história que os dois tinham.

Não que eu ache que ela deveria ficar se lamentando por um namoro que realmente não tava mais dando certo, mas essa é só uma situação dentre dezenas onde parece que algumas brigas e sentimentos ficam meio que acabados abruptamente, ficando pra gente apenas pressupor que houve alguma reconciliação ou tristezinha ali no meio do caminho.

Outro exemplo é o término de namoro (juro que queria dar um exemplo diferente, mas é que esses dois realmente foram os mais evidentes pra gente) de Lane com Dave. Pra mim foi até difícil lembrar como a gente ficava sabendo que eles não estavam mais juntos, até que me dei conta que Lane meio que solta isso em uma conversa com a Rory como se nós já soubéssemos disso. E nós não sabíamos, e Dave, que era um namorado incrível, e por quem Lane era louca, simplesmente vira fumaça, como tantas outras coisas viraram na série :/

No primeiro post que fiz de Gilmore Girls, acho que já ficou bem claro como eu tenho uma admiração muito grande pela Sookie, e como acho ela uma das personagens que mais cresceu na série, conseguindo se desprender de uma imagem totalmente caricata com que foi apresentada no primeiro episódio. Da mesma maneira, se você chegou até essa parte do texto, já deve saber também que eu amo/sou Lorelai, ainda que muitas vezes ela meta os pés pela mãos.

E é aí que eu queria chegar.

Eu tenho que admitir que foi um tanto quanto doloroso pra mim e pra Amanda dizermos isso em voz alta, mas a real é que a amizade da Sookie e da Lorelai é, na maioria das vezes, uma amizade de mão única.

As duas se adoram, se ajudam e contam tudo uma pra outra, isso é verdade, mas eu perdi a conta de quantas vezes Lorelai foi um tanto quanto condescendente com a Sookie, assumindo um certo ar de “eu sei o que eu tô fazendo, deixa que eu resolvo isso”. O episódio em que isso fica mais evidente, inclusive, é o episódio que a rua da pousada troca de nome e Lorelai toma a frente da história, excluindo Sookie das decisões. E vale lembrar: além de melhor amiga da protagonista, Sookie é também sua sócia!

Os exemplos são muitos pra citar aqui, mas se há uma coisa que eu gostaria de poder intervir na série, seria essa: de fazer Lorelai perceber que uma amizade é feita de muitas coisas, inclusive de momentos em que é preciso compartilhar, ceder e escutar o outro.

Enfim, o post ficou imenso e só serviu pra aumentar ainda mais minha ansiedade para o dia 26. Como eu e a Amanda não vamos conseguir fazer o encontro pra discutir a sexta e a sétima temporadas antes do revival, decidimos nos juntar depois e discutir as temporadas que faltaram e mais a nova todas uma vez. Aí eu divido isso em duas partes aqui no blog pra facilitar a leitura :)

Contem nos comentários o que vocês acharam de tudo que foi dito aqui. E ah, aproveitem pra falarem sobre as expectativas dos novos episódios! Tô curiosa pra saber o que vocês esperam desse especial do Netflix.

Beijos e até mais!

Os cinco de agosto

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

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Logo no comecinho do mês, eu e a Amanda Araújo nos reunimos para o primeiro encontro do Clube de Discussão de Gilmore Girls. Acompanhadas de bolo de abacaxi e café preto, nós discutimos sobre a primeira e a segunda temporada da série, e decidimos focar essa primeira conversa nas impressões que tivemos de Lorelai, Rory e cia, já que são essas duas primeiras temporadas as responsáveis por nos reapresentarem as personagens.

É muito curioso mesmo rever Gilmore Girls tantos anos depois. São muitas coisas que nunca havíamos reparado ou que na primeira vez que vimos tínhamos enxergado de uma maneira completamente oposta, acho que especialmente por estarmos em uma fase diferente das nossas vidas. Falamos sobre tudo isso nessa nossa primeira conversa, que inclusive já ganhou post aqui no blog.

E ah, nosso segundo encontro – onde iremos falar da terceira e da quarta temporada – já é semana que vem! Então se preparem, porque agora que já “conhecemos” cada uma das personagens, vamos focar mesmo na história e no que cada uma de nós vem achando dos episódios. Tô muito, muito ansiosa por essa conversa!!

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Faz bem mais de um ano que eu comprei o box de Percy Jackson e os Olimpianos, e, desde então, venho passando vários outros livros na frente dele com a desculpa de que pra dar conta dos cinco livros, teria que fazer uma maratona das boas. Dessas de parar e fazer ‘só isso’ da vida. O problema obviamente é que eu nunca tinha tempo pra fazer algo assim, o que me fez chegar a conclusão de que com tempo ou sem tempo, eu ia ter que dar um jeito na situação se quisesse conhecer essa história.

Em agosto então comecei “O Ladrão de Raios”, primeiro livro da série, e nesse momento já estou na metade do quarto, “A Batalha do Labirinto”, provando pra mim mesma que quando uma série realmente é boa, a gente dá um jeitinho de lê-la sem enrolar muito.

Tenho gostado tanto dos livros e criado uma identificação tão forte com as personagens, que a única coisa que de fato me arrependo é não ter lido o livro ainda adolescente. Tenho certeza de que ele teria sido muito importante na minha formação literária.

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A Carol Guido é uma dessas pessoas que eu sigo nas redes sociais já faz muitos e muitos anos, e alguém que eu passei a admirar ainda mais depois que ela postou uma série de textos lá no GWS chamados de “A viagem que mudou a minha vida”. Na época cheguei a mandar uma mensagem pra ela falando o quanto aqueles textos tinham me impactado, e acho que até hoje, por mais que eu nunca tenha morado fora do país, um pouco das coisas que estavam escritas naquele post só aumentaram ainda mais esse meu amor por viagens, e por conhecer novos lugares e pessoas.

Bom, mas aonde mesmo eu queria chegar nisso tudo é que hoje em dia a Carol mora em Londres (acompanhem ela lá no snap @guidocarol pra verem várias coisas maneiras da cidade!) e no mês de agosto ela teve a brilhante ideia de mandar um postal da cidade pra todo mundo do twitter que quisesse. O resultado foi que eu e outras várias pessoas sortudas (e ligadas no twitter haha) ganhamos um cartão londrino muito gracinha, com mensagens especiais escritas pela Carol pra cada um.

O cartão é a coisa mais lindinha e agora fica guardado numa gaveta cheia de outras coisas legais e especiais pra mim :)

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Eu não sei se eu já contei isso aqui, mas desde que Pokémon Go foi lançado no Brasil eu ando irremediavelmente apaixonada pelo jogo. Durante a semana fica um pouco complicado dar continuidade a minha jornada para ser a maior treinadora Pokémon de todas os tempos (a não ser é claro que apareça um Jigglypuff perto de onde eu tô almoçando ou enquanto eu fico esperando no ponto de ônibus), mas nos finais de semana sempre tiro uma meia horinha pra ir até a praça ou o bosque ou qualquer outro lugar em que eu possa me divertir um pouco aumentando minha pokédex. E isso vale tanto pra Bauru quanto pra Leme, como bem prova a foto daqui de cima, quando fui no lago municipal caminhar e jogar um pouco também.

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Sei que eu já escrevi sobre livros aqui nesse post, mas eu precisava muito falar sobre “A vida invisível de Eurídice Gusmão” da Martha Batalha antes do colocar o último ponto final nesse texto.

Eu tô com esse projeto pessoal de ler mais autores nacionais contemporâneos, ainda que eu faça isso aos poucos, conhecendo um pouquinho aqui de um e um pouquinho ali de outro. Acho importante fazer isso. Acho importante valorizar brasileiros desta geração que escrevem bem, que têm coisas importantes pra falar, que têm histórias verdadeiras pra contar. A gente reclama tanto dos problemas do mercado editoral, como a desvalorização de autores, o valor abusivo dos livros, a falta de espaço para alguns gêneros, e aí quando podemos fazer alguma coisa mesmo pra mudar isso, como ler mais autores brasileiros atuais, acabamos não fazendo.

E esse livro aqui é a prova viva de que existem coisas muitas boas sendo produzidas no país. “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” é um livro sobre mulheres que tiveram suas vidas pautadas e anuladas em função de outras pessoas, de valores sociais distorcidos e de um monte de convenções opressoras. E ainda que ele se passe na Rio de Janeiro dos anos 40, ele continua ainda assim muito atual e importante. Portanto só posso dizer o seguinte:  façam esse favor a vocês mesmos e leiam esse livro :)

Bisous, bisous e bom final de semana!