Links para toda hora | Especial ano novo

Nesses primeiros dias do ano vi tantos links legais pulando aqui na minha tela que achei que era mais do que justo fazer uma listinha dos seis que mais me chamaram a atenção. Fica aí de indicação pra vocês lerem e verem pelos próximos dias, e começarem 2016 (quem aí também voltou a trabalhar hoje?) cheios de boas dicas.

O Guga do Traum fez um post mais do que excelente sobre como foi o ano de 2015 para a moda. Em um texto dividido em 10 tópicos, Guga listou 100 twittes que ele fez ao longo do ano com opiniões sobre esses acontecimentos, mas principalmente com links para outras matérias, análises e notícias a respeito. É um balanço maravilhoso que vai te render, no mínimo, uma tarde toda de ótimas leituras.

Sofia do Sofia Soter fez um post-salvador cheio de indicações de produtos digitais para se organizar em 2016. Tem desde um blog planner criado pela Loma, muito maravilhoso, todo dividido em abas, fácil de mexer e super completo, até um pacote desenvolvido pela canadense Danielle Laporte com métodos e planejamentos que envolvem foco e sucesso para o novo ano. Tudo para fazer dos próximos 365 dias um grande intensivão de ideias postas em prática.

Para felicidade de uns e desespero de outros, Taylor Swift quer fazer repeteco do seu sucesso do ano passado agora em 2016, e pra isso já começou lançando clipe na viradinha do ano. “Out of the Woods” é do álbum 1989 e dizem que foi escrito para Harry Styles – o que, claro, só faz crescer ainda mais o frisson em torno do seu lançamento.

Apesar de amar a música, – acho sim que 1989 é um álbum pop muito bom – eu ainda não sei o que penso desse clipe. Vocês gostaram?

A mais do que esperada lista de final de ano do Pablo Villaça já foi publicada lá no Cinema em Casa. Além de falar quais foram, na sua opinião, os dez melhores filmes lançados comercialmente no Brasil em 2015, Pablo ainda escreveu sobre mais 23 títulos que merecem destaque, contou quais ele acredita serem os dez piores filmes comercialmente lançados no Brasil nesse último ano, deu algumas dicas cinéfilas para 2016 e fez sua gigantesca lista de filmes vistos e revistos de 2015.

E fiz questão de colocar a foto de Califórnia aqui em cima porque além de estar na lista de melhores do ano do Pablo, eu tô doida pra ver esse filme.

By oldskull.net

Aproveitei os dias de férias pra fazer algumas andanças aleatórias na internet e claro que já descobri um novo blog pra viciar em 2016. Li um post do Coisas de Pablo e não consegui mais parar de ler os textos desse garoto que ‘tem 25 anos, é formado em Design de Interiores e ainda está tentando descobrir o que vai ser quando crescer’.

Os posts são muito bem escritos e totalmente despretensiosos, daqueles que a gente se identifica e quer ler mais, e mais, e mais…

A CBS fez um compilado de 15 novas série produzidas pelo Netflix que estreiam agora em 2016. Ter achado e lido esse texto foi a maior auto sabotagem do meu ano, confesso, porque agora já tenho várias novas séries que quero começar a assistir. E ah, o trailer aqui de cima é de “Fuller House” (Três é Demais aqui no Brasil), série que foi sucesso nas décadas de 80 e 90 e que vai ganhar uma sequência agora pelo Netflix. Não vai ter as irmãs Olsen, infelizmente, mas tô com muita vontade de ver como é que a série vai ficar!

Bisous, bisous e vamos botar pra quebrar em 2016!

Orange is the new black

Nesse mundo sem fim de séries, – das que existem e das que eu acompanho haha – Orange is the new black virou do dia pra noite a bola da vez.

E não tinha nem como escapar. Pra onde quer que você olhasse, alguém estava falando/vendo/amando o seriado.

A série que  estreou dia 11 de julho é uma produção feita originalmente pelo Netflix, e teve sua primeira temporada inteirinha lançada de uma só vez. Pra quem não conhece o Netflix, ele é um serviço que funciona mais ou menos como uma locadora online. Por um valor de R$16,90 ao mês (com o primeiro mês de graça), você cria um perfil no site e tem acesso a filmes, séries e novelas dos mais variados tipos, todos já devidamente legendados e com uma qualidade razoável. Eu conhecia o serviço já há algum tempo, mas com o lançamento de Orange (e querendo unir o útil ao agradável), resolvi assinar o Netflix e ser feliz. E posso dizer que to sendo muito feliz mesmo com ele haha.

“Sabe como Grey’s Anatomy parece o ensino médio dentro de um hospital? 
Orange parece o ensino médio dentro de uma cadeia.”
(frase-disse-tudo retirada desse texto aqui)

Apesar do nome sugerir que você está prestes a ver uma série do estilo “mulherzinha”, pode esquecer que o negócio aqui não tem nada a ver. E, veja bem, não que eu não goste das séries do gênero (um beijo Gilmore Girls!), mas acontece que Orange is the new black não traça esse perfil, e tá muito mais pra uma série de gêneros múltiplos – leia-se todo mundo vai querer assistir – do que pra uma classificação exata.

A trama se passa em torno da personagem Piper (Taylor Schilling), uma mulher de classe média alta, inteligente, bonita e noiva do escritor Larry Bloom (Jason Biggs, o carinha de American Pie!). Daí em um belo dia como outro qualquer, Piper descobre que será presa e terá que passar seus próximos 15 meses dividindo 24 horas do seu dia com as criminosas de uma cadeia feminina. Ah, o motivo da prisão? Há dez anos Piper ajudou sua namorada Alex a transportar uma mala de dinheiro, fruto do trabalhinho da sua amada como traficante de um cartel internacional de drogas.

A série começa então com Piper indo pra prisão e vai mesclando momentos da sua vida de dez anos atrás com Alex (que eu não comentei ali em cima, mas é a Chelsea de Are you there, Chelsea?), com sua vida com Larry e os momentos dentro da cadeia. Junto a tudo isso, cada episódio foca em alguma outra das suas “colegas de estadia”, e vai contando a vida – e os motivos que as levaram a ser presas – de cada uma dessas mulheres.

E aí que, à primeira vista, esse quadro de mulheres da prisão aparentam ter os estereótipos bem definidos… A mulher durona que cuida da cozinha e que tem algumas protegidas entre as meninas do lugar; a louca que não está numa clínica psiquiátrica porque a família sabe usar muito do seu dinheiro pra conseguir algumas regalias; a sonhadora que seguiu o mesmo caminho da mãe, companheira de cadeia, e sonha com um amor impossível atrás das grades, e vários outros perfis que vão aparecendo capítulo após capítulo. Mas aí acontece a magia de Orange a gente percebe que esse tal estereótipo de cada detenta é só a pontinha do iceberg pra toda imensidão que cada personagem é na série. E olha, acho que isso é uma das coisas mais fantásticas que esse seriado conseguiu fazer: explorar muito mais profundamente cada personagem do que a gente se supõe poder fazer em apenas 13 capítulos e com tantas detentas a serem mostradas. Ninguém ali é só a durona, ou só a sonhadora, ou só a louca, ou só a religiosa. Algumas características se sobressaem, claro, mas como em toda vida real, ninguém se resume a apenas uma palavra.  Ainda mais na cadeia.

As modas e as belezas

“Tá louca, menina, querendo falar de figurino em uma série onde só existem detentas de macacão laranja e cinza?”

Ok, eu sei de tudo isso, mas acontece que as modas e as belezas de Orange is the new black são super importantes e presentes no filme.

Como?

Porque a todo momento, enquanto acompanhamos as histórias de antes e depois de cada uma das presas da cadeia, mais do que saber como e porquê elas foram parar ali, a gente conhece também as mulheres que, fora daquelas grades, imprimiam personalidade pras roupas que usavam. E, – veja só que incrível! – não foi um macacão laranja ou cinza que apagou isso delas.

Basta reparar como mesmo não podendo usar uma roupa ou nada muito pessoal dentro da cadeia, cada uma dessas presas mantém um penteado, uma maquiagem, ou às vezes até um ritualzinho de beleza pequeno, mas que conserva nela as mesmas características que a gente vê ao saber sobre a sua história. Eu até destacaria a personagem da Laverne Cox, a poderosíssima Sophia Burset, que é de longe a mais ligada a esse mundo da beleza. E, – olha que legal! – a Sophia é uma transsexual, que além de ter uma maquiagem e cabelo impecáveis, ainda tem um “salão de cabeleireira” dentro da prisão!

As cenas dentro do salão, aliás, são os momentos em que eu mais acredito que as presas esquecem de onde estão. Ali parece que elas simplesmente tão no salão de uma amiga, escolhendo um penteado bacana novo, dando risada de si mesmas e se divertindo. E, olha, não me venham dizer que eu to querendo reduzir o lugar  “ao antro da fofoca das mulheres” da série. A questão aqui, e que mais me anima em ficar ligada em tudo que ronda a parte de moda/beleza da série, é poder entender – e olha que são muitas as cenas que vão jogando isso sutilmente pra gente – como as presas afinal encaram essa falta de liberdade não só do corpo, mas também da sua personalidade, da sua forma de se expressar.

Entender essas formas de escape, seja com um penteado novo ou seja vendo o estilo da personagem antes e como ela o demonstra de outras formas na cadeia, é um exercício muito legal de construção de identidade de cada uma das detentas.

Orange is The New Black é uma série do Netflix (tem todos os episódios aqui pra quem é assinante) e teve uma primeira temporada com 13 episódios, com uma média de 55 minutos cada. Não achei nenhuma data oficial pra estreia da segunda temporada, mas hoje mesmo, enquanto escrevia esse post, o namorado me mandou esse link que já adianta que a Laura Prepon fará só alguns poucos episódios nessa nova temporada. Uma perda gigantesca, eu diria.

E ah, a música de abertura da série, uma delícia à parte, chama “You’ve Got Time”e é da Regina Spektor.

Vocês tão assistindo ou ficaram com vontade de ver a série? Contem nos comentários!

Bisous, bisous