Links para toda hora #4 | Especial Harry Potter

Impressionante como no último mês, um monte links, fotos e vídeos relacionados a Harry Potter pularam na minha timeline. Minha sincronia com a série tava mais forte do que o normal, e entre um tour pelo museu da Warner Bros aqui, uma receita de suco de abóbora acolá e um novo conto da J. K. Rowling por ali, eu senti de novo aquela sensação maravilhosa de voltar ao universo de Hogwarts.

Eu tenho muita saudade dos livros e filmes, é claro, mas fico super emocionada quando descubro alguma novidade da série que mostra que a magia não acabou (pieguice dando um oizinho). Por isso, resolvi trazer aqui pro blog alguns desses links maravilhosos que têm me feito relembrar e reviver tão intensamente a série, e espero mesmo que vocês fiquem tão eufóricos quanto eu fiquei com cada um deles :}

A Bruna Vieira do Depois dos Quinze voltou recentemente da Europa e resolveu gravar toda a viagem e colocar lá no canal do blog pra quem quiser acompanhar. Todo dia ela sobe algum vídeo mostrando alguma parte do passeio, e eis que entre as paradas na Euro Disney, Torre Eiffell e Palácio de Versalhes, ela fez também um tour pelo Warner Bros. Studio Tour London – The Making of Harry Potter (aka museu do Harry Potter em Londres).  É isso mesmo, vocês não entenderam errado. Pode chorar de emoção que eu compartilho do sentimento.

A Bruna gravou tudo (tudo mesmo, são 45 minutos de vídeo! haha) e é tanta coisa, tanta locação, figurino, curiosidade, que eu fico na dúvida do que gostei mais. De brinde ela ainda gravou um vídeo mostrando as coisas que comprou lá, já que na entrada/saída do museu tem uma loja gigantesca de produtos da franquia.

Aqui tem o post com os dois vídeos e eu garanto que não há fã que assista isso e não se emocione!

O Olhos de Ressaca, um dos meus canais literários preferidos ever, tá fazendo um mês especial de Harry Potter! Entre os posts que eles já subiram tem o filme “Magia Além das Palavras”, – produção independente e não oficial sobre a trajetória da J. K. Rowling – uma receita de suco de abóbora (bebida tão amada na série) e um vídeo com a tag “Minha vida em Hogwarts”.

Pra acompanhar o blog e o canal deles então, é só clicar nos links aqui e ficar de olho em tudo que tá sendo preparado de especial pra esse mês. Vindo desse trio, já sei que vai ser só coisa incrível!

No último dia 08 foi aberto ao público o Beco Diagonal do The Wizarding World of Harry Potter, em Orlando. O parque existe desde 2010, mas o Beco Diagonal é a sua mais nova expansão, e assim como no livro, tem tudinho nele, do banco Gringotes ao Caldeirão Furado e até a loja das Gemialidades Weasley. E ah, como essa nova área do parque fica afastada do restante, se você quiser chegar até lá precisa primeiro se dirigir ao Expresso Hogwarts que te levará confortavelmente ao seu destino. Dá pra acreditar? <3

No canal da Universal Orlando Resort dá pra ver em detalhes todo esse lugar mágico, impossível de não deixar a gente embasbacados.

Foi nessa semana também que J. K. Rowling quase matou os fãs de HP do coração ao publicar um novo conto sobre a série (!) no site pottermore.com. A história se passa 17 anos depois e mostra Harry, Rony e Hermione se encontrando na final da Copa Mundial de Quadribol. Vários outros personagens também aparecem no texto, que foi todo escrito como se fosse uma reportagem da Rita Skeeter para o Profeta Diário (cheio de especulações, ironias e tiradas, bem ao estilo da jornalista).

Aqui tem o conto em inglês e traduzido pra quem quiser ler, e só posso dizer que fiquei morrendo de vontade de abraçar a J. K. por ter feito isso. Alguns detalhes especiais do texto me fizeram mesmo imaginar os personagens tanto tempo depois ;’)

E vocês, tem algum link de Harry Potter que também querem compartilhar? Se tiverem, mandem aí, gente, que a pessoa aqui agradece imensamente haha.

Bisous, bisous

Desbravando São Paulo #2

Pra quem não viu o Desbravando São Paulo #1, é só clicar aqui pra dar uma olhadinha nos lugares que visitei na terra da garoa em novembro do ano passado. Enquanto isso, no post de hoje, falo de alguns lugares que visitei mês passado em São Paulo (e aproveito também pra contar de lugares que estive em outras passagens pela cidade e de que gostei muito).

Casa das Rosas é um casarão maravilhoso que fica bem no meio da Avenida Paulista e chega a ser bizarro como mesmo assim tem muita gente que mora na cidade e nunca nem colocou os pés lá. Triste demais, já que além do endereço ser um espaço cultural que abriga diversos tipos de exposições, saraus, oficinas e palestras, – principalmente às ligadas a literatura e poesia – ele tem um dos jardins mais belos que eu já visitei.

Em 2004 o casarão foi reinaugurada com o nome de Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura e já faz um bom tempo que eu criei meio que uma história com esse lugar: é batata como toda vez que vou pra São Paulo, de alguma forma maluca acabo parando lá.

Site da Casa Das Rosas: http://www.casadasrosas.org.br/
Endereço: Av. Paulista, 37 – Bela Vista

Eu já tinha citado bem por cima a GEEK.ETC.BR quando falei da Livraria Cultura no Desbravando São Paulo #1, mas acontece que esse lugar merece um tópico só dele.

O espaço da GEEK é relativamente recente (foi inaugurado em 2012) e fica em um lugar de fácil acesso, o Conjunto Nacional da Avenida Paulista. A loja, como o próprio nome diz, é inteirinha dedicada a cultura nerd, e nisso aí você pode inserir bonecos, DVD’s, games, livros, histórias em quadrinhos, seriados e muito mais, e eu arriscaria ainda dizer que ela é uma das mais completas do segmento, com uma disponibilidade gigantesca de produtos. Dividida em dois andares, (um é ligado ao outro por uma daquelas escadas caracóis que eu a-d-o-r-o haha) eu quase sempre passo por lá quando vou na Livraria Cultura, ou seja, praticamente toda vez que vou pra São Paulo. Nessa última visita que fiz no mês passado, acabou que comprei um livro do Calvin e Haroldo pra dar de presente pro Diego. (:

Site da GEEK: http://www.geek.etc.br/loja/Home.aspx
Endereço: Alameda Santos, 2.152 – Conjunto Nacional – Loja 122 – Jardim Paulista

Eu estive no MIS em 2012 visitando algumas exposições e também conferindo a primeira edição do BIG – Brazilian International Game Festival – o único festival de games independentes. nacionais e internacionais, de toda a América Latina.  A segunda edição do evento tá acontecendo agora em São Paulo (hoje é o último dia, então se você correr ainda dá tempo de conferir!) e dessa vez está sendo realizada no Centro Cultural São Paulo.

Apesar de ter ido só uma vez ao MIS, vontade de frequentá-lo mais é que não falta, já que nos últimos anos o museu tem apresentado um calendário incrível de exposições, espetáculos, oficinais e muito mais. De David Bowie a Stanley Kubrick, de Andy Warhol a Fause Haten, o MIS é, com certeza, um dos lugares culturais mais mágicos da capital paulista.

Site do MIS: http://www.mis-sp.org.br/
Endereço: Avenida Europa, 158 – Pinheiros

O Kohhi é desses lugares escondidinhos e mágicos que todo mundo deveria ir pelo menos uma vez na vida. Ele fica na Liberdade e se você estiver passando muito apressado pela região pode ser que nem o note: a entrada dele é bem discreta, com uma escadinha que dá acesso ao subsolo. Você desce e ali tem um espaço gastronômico incrível, que pretende fazer uma mistura entre o Brasil e  Japão.

No cardápio, todos os pratos brasileiros tem algum diferencial japonês e todos os pratos japoneses tem um toque brasileiro. Ou seja, mesmo que ali tenha alguma comida que você já provou em outro lugar, no Kohii ela vai ser diferente. Essa proposta de intercâmbio cultural, aliás, fica super escancarada também na decoração: as paredes são revestidas com jornais dos dois países e logo na entrada você dá de cara com uma arara de roupas que mistura looks brasileiros com portugueses. Além disso são vários os objetos dos dois países espalhados pelo lugar, com destaque para uma mesinha de leitura que eles têm, com revistas do Brasil e do Japão.

Vale muito, muito a pena combinar um almoço com os amigos lá.

Facebook do Kohii: https://www.facebook.com/kohiicafe
Endereço: Rua da Glória, 326 – Liberdade

Visitei a Galeria dos Pães nessa última passagem por São Paulo e gostei muito do lugar! Eu e a Má Espindola, do Costanza Who, tínhamos combinado de tomar café da manhã juntas, e depois de avaliarmos alguns endereços que tínhamos encontrado na internet, optamos por esse, já que além de ficar perto dos respectivos lugares em que eu e a Má tínhamos que ir depois, ele também tinha uma cara bem charmosa, do jeito que a gente queria. E a Galeria dos Pães não nos decepcionou em nada! Pra começar que o lugar funciona 24 horas, sete dias por semana, e tem um cardápio mega variado, que vai desde brunch, até padaria, restaurante, cafeteria, soperia… Tem todas as opções para todas as horas do dia.

Eu e a Má estávamos de carro e foi uma mão na roda o fato deles terem estacionamento próprio (quem tem carro em São Paulo sabe o quanto é sofrido achar lugar decente pra estacionar), e eu gostei bastante também do atendimento e das opções do cardápio. Pedi uma bebida (que eu não vou lembrar o nome agora, POFT) e tive que repetir haha, porque tava insanamente gostoso.

Site da Galeria dos Pães: http://www.galeriadospaes.com.br/site/
Endereço: Rua Estados Unidos, 1645 – Jardim América 

Visitei o Flor Café – uma cafeteria que fica dentro da Pinacoteca do Estado de São Paulo – já faz um tempinho. Foi em um dia de SPFW, e eu almocei com a Babi e a Andresa lá antes de ir pra Bienal. Eu amei a comida do lugar e tenho até uma fotinho do meu prato aquele dia pra mostrar pra vocês o quão lindo e delicioso que ele tava. Olha só que gostosura.

Pra quem for fazer um passeio na Pinacoteca (que fica de tópico pra um próximo Desbravando São Paulo), vale muito a pena visitar esse lugar, que tem um cardápio tanto para café quanto para almoço. E ah, fora que eu amo também lugares que tem a opção de almoçar ao ar livre, como esse aqui tem. Em dias de sol mais brando, acho uma delícia almoçar sentindo um ventinho no rosto.

Facebook do Flor Café: https://www.facebook.com/cafeteriaflorcafe
Endereço: Largo General Osório, 86 – Estação Pinacoteca, Santa Efigênia

 

Créditos das fotos:

Casa das Rosas
GEEK.ETC.BR
MIS – Museu da Imagem e do Som
Kohii
Galeria dos Pães
Flor Café

Diana Vreeland: the eye has to travel

Nessa última terça-feira tão fria que tivemos, me enfiei debaixo das cobertas por pouco mais de uma hora e assisti ao documentário “Diana Vreeland: the eye has to travel” (traduzido para o português como “Diana Vreeland: o olho tem que viajar”), que já tava na minha to-do list faz tempo.

E terminei esses 80 minutos com os olhos lacrimejando e o coração mais feliz.

Cabe aqui um parênteses.

Eu sempre tive um apreço gigantesco pela Diana Vreeland, sempre a achei uma musa-mor e uma mulher extremamente sábia e culta. Tudo que eu sempre li e vi sobre ela me inspirava de uma maneira louca e me dava aquela vontade de “fazer acontecer, sabe?” Porque se tem uma coisa que Diana fez com maestria – aliás, o que ela não fez com maestria?! – e que com certeza serve de exemplo pra qualquer um, é que não é só uma questão de fazer. É preciso fazer com paixão, com a mente aberta, com o olhar apurado, com uma boa dose de loucura até.

É preciso abrir nossos horizontes pra que a gente consiga enxergar a história por trás de uma foto enquanto a maioria das pessoas só enxerga uma foto.

“Diana Vreeland: the eye has to travel” foi lançado no ano passado, 2012, junto com um livro e uma exposição de mesmo nome. A ideia veio de Lisa Immordino Vreeland, mulher do neto de Diana, que apesar de nunca tê-la conhecida pessoalmente sempre foi encantada pela figura que DV era. Tendo o apoio da família e dos amigos – que ajudam a rechear o documentário com as mais interessantes falas e histórias – Lisa foi à luta e fez esse trio de homenagens a Diana.

O documentário segue então uma ordem cronológica, que vai contando desde a infância de DV até seus últimos dias, relembrando fatos importantes de sua vida e carreira. Tá tudo ali, desde sua relação difícil com a mãe quando pequena até sua extrema paixão e entrega pra moda anos depois.

Muita gente acha que Diana começou sua carreira na moda trabalhando na Harper’s Bazaar. Errado! Antes mesmo dela começar a escrever sua famosa coluna “Why don’t you?” na revista, Diana era dona de uma loja de lingeries em Londres. Desde aquela época, DV já era super influente e tinha os amigos mais importantes e cultos que se poderia ter na década de 30, em todos os cantos do mundo. Aliás, Diana já tinha viajado muito nessa época e tinha vivido de pertinho a Belle Epoque dos anos 20 em Paris.

Daí pra ser chamada na Harper’s não demorou muito e a coluna “Why don’t you”, que tinha uma proposta completamente diferente de tudo que já havia sido feito na revista – e em outras revistas de moda – fez o olho de todos os leitores brilharem. Ela entrou na revista em 1963 e só saiu de lá em 1962, já tendo há anos se tornado a editora de moda da publicação.

Quando começou como editora-chefe na Vogue (1963 a 1971), a revista teve um de seus períodos mais férteis de ideias e inspirações. É meio que unânime pra todos aqueles que trabalharam com ela que Diana enxergava além da moda. Ela falava sobre cultura, arte, música, cinema, sociedade… Era um pouco de tudo, aquela vontade de ir a fundo e mostrar que “o olho tem que viajar” (trocadilho besta, mas que faz todo sentido aqui).

Até porque, só uma mulher de muita visão falaria algo como

“Why don’t you… paint a map of the world on all four walls of your boys’ nursery so they won’t grow up with a provincial point of view?” 

E Diana era exatamente isso.

A cada história contada no documentário, a cada amigo que relembra alguma de suas frases tão marcantes, algumas de suas vontades que pareceram tremenda loucura e depois se provaram tão extraordinárias, é como se a gente desvendasse um pouquinho mais dessa mulher incrível que DV foi. Ela revolucionou o mundo do jornalismo de moda e fazia de cada nova revista que editava, como se fosse a primeira. Olhando tudo como se fosse a primeira vez e descobrindo todas as nuances escondidas por trás daquilo.

Em 1971, quando já não trabalhava mais na Vogue, Diana, no entanto, sabia que ainda tinha muita energia e perspectiva pra dar ao mundo. Do alto da sabedoria e experiência dos seus 70 anos, foi trabalhar então em algo completamente novo pra ela, mas que era o ápice da inspiração que ela sempre buscou nas artes: a consultoria do Institute of the Metropolitan Museum of Art.

E se nas revistas de moda Vreeland tinha sido um furacão, lá não foi diferente. Pra começar que Diana mudou radicalmente aquilo que se entendia como exposição no museu, tirando aquela ideia quadradinha que tinha até então e levando a experiência de visitação a outros níveis. Ela não poupou esforços em transformar a fantasia daquelas salas em uma quase realidade pra quem as visitava. Pra isso usou de fragrâncias, luzes, músicas, novos designs, adereços, até a construção de cenas dramáticas entre os manequins pra proporcionar exposições que mexessem com todos sentidos do público.

Além do balé, uma de suas maiores paixões desde pequena, DV também levou muito do seu amor pela moda para dentro do museu, realizando exposições sobre a carreira de Yves Saint Laurent e Balenciaga.

Ela só saiu do Metropolitan Museum of Art em 1989, ano de sua morte.

Capas da Harper's Bazaar quando Diana Vreeland era editora de moda da revista

Capas da Harper’s Bazaar quando Diana Vreeland era editora de moda da revista

“Diane Vreeland: the eye has to travel” tem depoimentos de Anna Sui, Diane Von Furnstenberg, Manolo Blahnik e vários outros profissionais, amigos e familiares de Diana Vreeland. Assisti o documentário por aqui e ate tentei procurar alguma versão legendada pra postar aqui no blog, mas não achei. Se alguém souber de alguma, por favor, compartilha o link aqui nos comentários!

Pra quem ficou interessado em se aventurar ainda mais por esse olhar tão vanguardista da Diana, o livro “Allure”, escrito por ela em 1980, foi relançado em 2011 sob o título de “Glamour”. O livro foi lançado no Brasil pela Cosac Naify, conta com prefácio escrito por Marc Jacobs e pode ser encontrado por R$ 85,00 na livraria Cultura. Espero que esse, assim como o documentário, seja riscado da minha wishlist em breve…

“You gotta have style. It helps you get down the stairs. It helps you get up in the morning. It’s a way of life. Without it, you’re nobody. I’m not talking about lots of clothes – Diana Vreeland”

Bisous!