Um novo lar

Escrevo este post diretamente do bloco de notas do celular, já que nesse momento não estou nem com meu computador funcionando e nem com acesso a internet.

Isso tudo porque nos últimos dias a possibilidade de mudar de casa se transformou não apenas em uma certeza, mas em uma certeza que se colocou em prática do dia pra noite.
imageEu e Diego queríamos sair do apartamento em que estávamos já fazia um tempo, e calhou de aparecer a possibilidade de mudar pra uma casa.

Foi tudo tão despretensioso, tão de uma hora pra outra, que deu certo. Deu tão certo que mudamos antes mesmo do ano terminar e nesse momento estamos com a casa meio que arrumada, meio que bagunçada, ainda colocando no lugar algumas coisas que faltam.

Como disse lá em cima, a internet ainda é uma dessas coisas que faltam (fiquei devendo posts de Natal esse ano por causa disso), mas acho que semana que vem já estarei com isso resolvido.

A ceia de hoje à noite, inclusive, já será aqui (decidimos cozinhar algo especial e aguardem os próximos capítulos pra saber o que resultou disso), o que quer dizer que começaremos 2017 numa casa 5 vezes maior do que nosso antigo apartamento, com piso de taco, com a minha tão sonhada biblioteca/escritório e com a companhia dos nossos gatos.

A mudança é muito, muito grande, não só por questões de espaço, mas também de localização, mas acho que aos poucos vou me adaptando a essa nova realidade. E isso tudo é bom, porque me faz acreditar que 2017 vai ser um ano todinho assim, cheio de mudanças na minha vida que vão botar a “casa em ordem”.

Quem leu o último post sabe que eu tô precisando disso (ainda que de lá pra cá as coisas tenham melhorado um pouquinho) e tô determinada mesmo a fazer do ano que vem o grande ano da diferença, daqueles que são divisores de água na vida.
imageDaqui a pouquinho vou sentar pra escrever minha lista de metas pra 2017 (posso dividir ela aqui depois se alguém por acaso quiser) e além das várias questões pessoais/emocionais que são prioridade na lista desse ano, uma dessas metas tem a ver com se dedicar mais ao blog e ao canal. Sei que não é a primeira vez que falo disso por aqui, mas pro ano que vem tenho metas um pouco mais reais nesse quesito – além de algumas coisas que em breve já devem ser colocadas em prática, podem esperar.

Por ora então desejo pra vocês uma virada de ano bem gostosa, na companhia de pessoas muito especiais (inclusive na de você mesma, porque afinal quer companhia melhor que essa?) e um 2017 incrível, leve e feliz.

Que ano que vem a gente bote pra quebrar!

Beijos e corre aí que tá quase na hora da ceia (:

A hora de mudar

No início da minha adolescência eu descobri que meu nível de ansiedade era muito acima do que poderia ser considerado normal. Por menor que fosse o problema eu me afligia demais e sofria com uma preocupação e um nervoso fora do comum.

Foi nessa época também que eu descobri que toda essa ansiedade que eu sentia (e que infelizmente até hoje me acompanha, ainda que agora de forma muito mais controlada), sempre dava um jeito de “ganhar um corpo” e se refletir em algum problema mais palpável na minha vida. Se hoje, por exemplo, ela aparece em forma de enxaqueca, um problema bem presente e sério que eu enfrento, na época todo o meu stress acabava se refletindo numa queda de cabelo descontrolada.

Parecia que tudo que eu sentia no meu lado emocional se canalizava nos meus fios: era frizz, era perda de cabelo, era opacidade, era falta de vitaminas… Era um problema que puxava outro.

Levou muito tempo e muitas horas de atenção e cuidado da minha tia, que é cabeleireira e sempre cuidou dos meus cabelos, pra que eu conseguisse controlar a situação e voltasse a ter um cabelo saudável e que dispensava um cuidado “normal”.

Portanto, foi só quando eu já tava terminando o ensino médio e cheguei ao fim do meu tratamento capilar, depois de muito tempo e muita dedicação investidos, que eu descobri que eu não só tava contente com o resultado, mas que eu tava verdadeiramente apaixonada pelos meus fios.

Eu amava que eles fossem longos, enormes, nada certinhos. Amava que o loiro dele era uma das características mais marcantes da minha família e que a cor não era chapada e criava várias nuances divertidas, que se iluminavam de jeitos diferentes dependendo de como o sol batia. Amava o meu cabelo porque ele era meu, com uma personalidade e jeitão rebelde que eram só dele.

Em 2011, numa época capilar já saudável, mas bastante rebelde. A foto é da Babi Carneiro, no meio da Avenida Paulista.

Em 2011, no meio da Avenida Paulista, numa época capilar já saudável, mas bastante rebelde. A foto é da Babi Carneiro (www.thecactustree.blogspot.com).

Foram ao menos oito anos dele enorme assim. Por mais que eu cortasse os fios, repicasse as pontas, cortasse franja, fizesse uma mudancinha aqui ou outra ali, o comprimento nunca se alterou consideravelmente. A verdade é que no fundo eu gostava dele assim. Achava divertido poder fazer mil penteados diferentes ou simplesmente deixar o cabelo soltão sem nada, fazendo com que ele tivesse vida própria.

Mas é engraçado como depois de um tempo, e depois das pessoas te verem com o mesmo cabelo repetidas vezes, começa a rolar um sentimento geral de que tem algo de errado com você por não querer mudar. E não que elas fizessem por mal. Eu sei que eram conselhos queridos, vindos de gente querida de verdade. Mas parece que rola uma cultura na nossa sociedade de que o normal é sempre estar insatisfeito com alguma coisa da nossa aparência. Tem alguma coisa errada aí se você não reclama pelo menos um pouquinho do seu corpo.

Outro clique da Babi, agora na Pinacoteca de São Paulo, mostrando uma das coisas que eu mais gosto do meu cabelo: o reflexo que o sol faz nele.

Outro clique da Babi, agora em 2012, na Pinacoteca de São Paulo, mostrando uma das coisas que eu mais gosto do meu cabelo: o reflexo que o sol faz nele.

Mas ué, a ideia não é a gente aprender a se amar?!

Era impressionante como todo mundo falava que achava meu cabelo lindo, mas ao mesmo tempo botava uma pressãozinha sobre o fato de eu não querer cortá-lo, como se fosse ruim não estar disposta a mudar. E é engraçado como, de certa forma, eu me sentia culpada por isso. Eu dizia pras pessoas que só não fazia porque não tinha coragem, como se aquilo fosse um pedido de desculpas, como se eu precisasse realmente achar uma justificativa para o fato de não querer ter um novo visual.

Em 2015, de frente pra London Bridge, com um cabelão sendo sacudido pelo vento. A foto é do Di.

Em 2015, de frente pra London Bridge, com um cabelão sendo sacudido pelo vento. A foto é do Di.

No final do ano passado, depois de oito anos, pela primeira vez eu comecei a achar que meu cabelo não tava mais me fazendo feliz. E por vontade própria, decidi que em breve seria a hora de mudar.

Agora em março, quando cortei e vi o resultado, acabei lembrando de todo esse histórico capilar que começou lááá no início da adolescência. E percebi, contente, que o que eu sentia antes não era falta de coragem de mudar, como eu costumava dizer para os outros. Era falta de vontade mesmo.

Eu não tinha motivo pra querer mudar algo na minha vida que me fazia feliz, que me deixava confortável. A partir do momento que aquilo começou a me incomodar, eu fui lá e fiz. Apenas por mim e não por mais ninguém.

Um novo cabelo pra me fazer feliz.

Em 2016, com um novo cabelo pra me fazer feliz.

Fico aqui pensando: se eu tivesse feito esse corte antes, apenas pra agradar os outros, será que eu teria gostado tanto dele quanto gostei? Muito provavelmente não, né. Por menor que seja uma determinada mudança na nossa vida, a gente tem que mudar pela gente, por aquilo que a gente quer e nos faz bem. Se não é pela gente, não funciona do mesmo jeito. É aquela peça do quebra-cabeça que de longe até parece encaixar, mas que quando a gente olha bem de perto, fica sobrando um pouquinho nas bordas.

O resultado desse novo cabelo, por ter sido feito agora e porque eu realmente queria, tá sendo incrível. Tá me fazendo feliz e me deixando com uma sensação de liberdade. E melhor ainda, vai poder ajudar alguém também, já que espero ainda essa semana mandar o rabinho de cabelo que cortei para a Rapunzel Solidária, uma ONG que realiza um trabalho super maneiro confeccionando perucas para pessoas necessitadas.

Mais um pouquinho de felicidade em uma história que por ter sido do jeitinho que foi, sem tirar nem por, me fez ver algo muito maior e muito além do que um simples corte de cabelo.

Bisous, bisous e até amanha!

Os cinco de fevereiro

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Em Leme, aproveitando o feriado

Nas últimas vezes que fui pra Leme, calhou de nenhuma das minhas amigas estar na cidade, o que fez com que eu aproveitasse esses dias na companhia da minha família, meus livros & séries, e a piscina do fundo de casa.

No Carnaval não foi diferente e na parte do feriado que passei por lá, acabou que fiquei matando o tempo nadando – ainda que o tempo não tenha colaborado muito – e com o meu exemplar de “Precisamos falar sobre o Kevin”, um livraço de que ainda vou falar aqui no blog.

Metade despedida, metade comemoração de que ela tá vindo pra Bauru

Duas grandes amigas, a Bruna daqui da foto, e a Babi, a amiga-fotógrafa-gênia que vocês tão cansados de ver no blog, estão de mudança.

Em fevereiro a Bruna mudou de equipe (a foto é da “despedida” dela) e decidiu vir morar em Bauru, onde vive essa que vos fala. Enquanto eu acompanho a mudança dela pra cá, que ainda tá em processo, só consigo lembrar de minha própria vinda pra cidade lanche. Há sete anos cheguei aqui de mala, cuia e um potinho cheio de medos e expectativas. Olhar pra trás e ver tudo que aconteceu desde então é, sem falsa modéstia, de dar orgulho. E de me deixar ainda mais ansiosa pro que vem depois.

A Babi, por outro lado, tá fazendo uma mudança dentro de São Paulo mesmo, mas saindo da sua casa pra dividir um apartamento com os amigos. Tõ muito feliz por ela e por essa nova fase, que eu sei que vai ser incrível. Tanto que essa história de amigas sendo felizes com seus novos lares (e consequentemente me deixando feliz também) acabou me animando pra minha própria mudança. Não quero dar spoilers, mas aguardem as cenas dos próximos capítulos 😉

Mais coisas legais de fevereiro

A foto é meio aleatória, eu sei, mas 1) achei ela mui bonita e inspiradora; 2) amo esse vestido que comprei na viagem pra Paris (viagem essa, aliás, que hoje completa um ano!); 3) achei que ela servia como um pretexto bonito pra linkar com três textos de fevereiro que escrevi/apareci fora daqui do blog.

O primeiro foi lá para o blog do Johnny Tattoo Studio, quando escrevi sobre a história da J. Argo Clothing, marca de roupas masculinas daqui de Bauru que agora está vendendo na nova unidade deles. O segundo, também lá para o blog do Johnny, foi um aquecimento para o Oscar, com a indicação de cinco filmes que influenciaram e foram influenciados pela moda. O último, mas não menos importante, foi uma entrevista que dei lá para o Social Bauru contando quais as minhas expectativas e torcidas para o Oscar. Aliás, vocês assistiram a premiação? Gostaram dos resultados?

Minha segunda leitura da Jane Austen

Depois de “Precisamos Falar sobre o Kevin”, comecei “Razão e Sensibilidade”. Essa edição da Martin Claret é tão maravilhosa que me dá vontade de ler o livro só olhá-la, mas Jane Austen é uma autora tão poderosa que a leitura tá fazendo jus a beleza da capa. Ainda que eu tenha gostado mais de “Orgulho e Preconceito”, pelo menos até esse momento onde tô do livro, tô bastante feliz de estar lendo mais uma obra dela, riscando mais um item do meu desafio de leitura da Rory Gilmore e, de quebra, dando espaço para uma escritora mulher na minha estante.

POSTS DE FEVEREIRO

FILMES DE FEVEREIRO

  • Brooklyn | John Crowley {2015}
  • Carol | Todd Haynes {2015}
  • Amy | Asif Kapadia {2015}
  • Spotlight – Segredos Revelados | Tom McCarthy {2015}
  • Ponte dos Espiões | Steven Spielberg {2015}
  • Deadpool | Tim Miller {2016}
  • O Regresso | Alejandro G. Iñárritu {2015}
  • O Bom Dinossauro | Peter Sohn {2015}
  • A Garota Dinamarquesa | Tom Hooper {2015}

LIVROS DE FEVEREIRO

  • Precisamos Falar sobre o Kevin | Lionel Shriver

Bisous, bisous

Novo cantinho

Assim como eu já tinha contado lá no facebook, meu feriado não foi pulando Carnaval e nem descansando, mas nem por isso deixou de ser agitado. Tudo porquê finalmente mudei de apartamento, algo que eu queria já fazia um tempão.

www.theyallhateus.com

E olha, fui pega desprevenida, porque nem de longe imaginava que seria tão trabalhoso quanto foi! Não só na mudança literal das coisas, mas também na disposição dos móveis, na arrumação de cada cantinho… Tanto que por erro de logística (sou jornalista gente, desculpa haha) foi preciso sair correndo de última hora pra comprar móveis novos. Mas né, pensei que se era preciso comprar, arrumar tudo de novo, enfim, botar a mão na massa, na mudança, ia fazer da melhor e mais proveitosa maneira possível. E deu tão certo que eu fiquei ainda mais apaixonada por decoração, algo que já fazia um tempão que eu andava me interessando.

Daí que tanta inspiração me deu a ideia de criar uma categoria disso aqui no blog, e até o próximo post espero já ter batido algumas fotos do apartamento pra mostrar em detalhes algumas coisas que eu organizei. São coisas pequenas, mas acho que em decoração (e na vida também) dos pequenos detalhes se fazem os grandes. Como eu não sou perita no assunto vou procurar dividir aqui no blog as descobertas e tentativas de uma novata. Podem parecer coisas bobas, mas se deram certo comigo, vai que tem alguém tão inexperiente quanto eu que não sabe e também pode se aproveitar da ideia?

E o melhor de tudo: a categoria aqui é pra indicar bons links de decoração (sou fã da área de decor do Fashionismo), pra fazer todo mundo suspirar com a beleza de algumas imagens – e também pra gente descobrir como adaptá-las mais realisticamente pra nossa vida – e quem sabe até pra se arriscar em alguns diys. O importante é testar, ser feliz e saber deixar cada canto – da casa, do escritório, whatever – mais a nossa cara e mais aconchegante.

E claro que pra começar, imagens inspiradoras até dizer chega!

– É só clicar que elas abrem numa janelinha e mostram os créditos!

www.feedfloyd.com

http://m.pinterest.com/pin/410601690996150264/

www.cupcakesclothes.com

endlesswinds.tumblr.com

www.girlscene.nl

www.homeadore.com

rcazt1811.deviantart.com

Ah, ideias e dicas de decoração são mais do que bem-vindas! Como eu já disse, sou uma novata no assunto e quero ajuda 😉