TAG: 15 coisas legais que aconteceram em 2015

Meu 2015 foi um ano loucamente confuso, é verdade, mas foi também um ano loucamente importante. Muita coisa aconteceu desde o dia 01/01 até aqui e ainda que tenham rolados alguns tropeços no meio do caminho, problemas sérios (que, ainda bem, foram devidamente solucionados) e momentos em que eu me senti completamente perdida, tiveram muito mais momentos libertadores, lindos, emocionantes, inspiradores e apaixonantes em 2015.

Eu não poderia jamais reclamar de um ano que me ensinou tanto, que me fez crescer, profissional e pessoalmente, e que fez eu gritar de felicidade muitas vezes. A real é que eu tenho muito a agradecer e muito a comemorar por esses últimos 365 dias.

Essa tag aqui, criada originalmente pela Bruna Vieira do Depois dos Quinze, é, portanto, uma forma de eu fazer isso. Ela relembra os 15 momentos mais marcantes do meu ano, me faz revivê-los um pouquinho e me enche de vontade de fazer de 2016 um ano tão ou mais importanto do que esse.

Porque, afinal, esse espírito de final de ano tá sendo um só: olhar pra trás com um sorriso no rosto de felicidade e olhar pra frente com uma vontade danada de botar pra quebrar e fazer acontecer.

A viagem dos meus sonhos aconteceu em 2015 e foi ainda mais bonita do que eu imaginava. Conhecer Londres e Paris, especialmente ao lado do Diego, foi uma sensação indescritível.

Ver a Torre Eiffell, andar pela Champs-Élysées, passear na London Eye, chorar de emoção na Abbey Road, sentir o cheiro dos jardins de Versailles, tomar café na cafeteria onde foi gravado “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, brincar na plataforma 9 3/4 e ver a imensidão do Big Ben foram só algumas das emoções que essa viagem me proporcionou. O que ficou de tudo isso foram duas certezas: a de que nunca vou esquecer esses dias em que estive por lá, e a de que sei que vou voltar e aproveitar essas duas cidades ainda mais.

Uma coisa que eu queria muito fazer em 2015 era ir mais em shows, porque apesar de eu escutar muita música em casa, no trabalho, no banho, na rua e em praticamente todo lugar, shows não costumavam figurar na minha lista de programas corriqueiros. E eu consegui! Meta anotada e meta cumprida! Fui em três shows esse ano: do Capital Inicial e do Roupa Nova aqui em Bauru mesmo, e do Los Hermanos em São Paulo.

Viajar de trem era algo que eu queria fazer há muito tempo. Muito tempo mesmo. Eu nunca nem tinha botado os pés dentro de um, e achei que não poderia haver situação mais propícia pra finalmente fazer isso do que dispensar o avião e ir de trem de Londres pra Paris. Além de ser mais barato e rápido, foi muito mais divertido e interessante: as paisagens são lindas e em determinado momento da viagem você passa em um túnel por baixo do Canal da Mancha, que apesar de ser todo escuro, dá um frio enorme na barriga só de pensar que você tá há 50m abaixo do mar, e em uma região histórica tão incrível.

2015 foi o ano em que eu verdadeiramente me descobri feminista. Eu aprendi uma infinidade de coisas sobre o movimento e sei que vou aprender muito mais sobre isso em 2016, especialmente por causa da Babi, que tá sendo uma guia pra mim nisso tudo. Quando eu estiver mais preparada (porque eu acho mesmo que ainda não tô o suficiente), eu quero vir aqui e conversar sobre isso com vocês. Vai ser muito importante pra mim e espero que também seja legal e empoderador pra quem ler.

2015 foi o ano em que eu tomei coragem pra fazer shootings aqui no blog e o resultado foi muito mais legal do que eu imaginava. Um deles foi em maio, e foi absurdamente especial e belo porque foi fotografado pela Natália Dian, uma amiga fotógrafa muito querida, que tá aprontando todas agora na Alemanha, mas que quando estava aqui no Brasil me deu esse presente maravilhoso. As fotos ficaram incríveis e eu fiquei completamente apaixonada por todo o ensaio.

Em abril eu mudei de equipe e de turno na editora onde trabalho, e junto com isso acabei mudando também toda minha rotina de horários. De uma menina que dormia tarde (muito tarde mesmo), acordava tarde, dormia mal e pulava o café da manhã eu me transformei em alguém que dorme antes da uma da manhã, – o que não faz muito tempo era meio que inimaginável pra mim – acorda cedo, toma café e as sete e meia já tá na frente do computador trabalhando. Isso foi uma mudança absurda na minha vida porque eu não apenas tenho conseguido dormir seis horas quase todo dia, como passei a me alimentar melhor, engordei o quanto queria e me sinto mais desperta o dia todo.

Claro que eu continuo amando as madrugadas haha, mas consegui finalmente acertar meus horários e ganhar mais qualidade de vida na minha rotina.

Aconteceram duas coisas profissionais muito legais esse ano. Eu comecei a escrever para o Johnny Tattoo Studio em uma coluna quinzenal sobre moda (aguardem que em 2016 a coluna não só continua como já tô cheia de ideias de temas que quero escrever) e tive a oportunidade de voltar a trabalhar com o Lu, meu ex-chefinho da Luminosidade, na montagem da exposição do FFW Fashion Tour aqui em Bauru. Foi uma correria, uma loucura, mas muito maravilhoso.

Em 2015 eu e o Di completamos seis anos de namoro, viajamos juntos pra Londres e Paris, nos organizamos melhor pra poder cuidar do Batman, dividimos mais um ano sob o mesmo teto, assistimos a uma lista gigante de filmes juntos, nos amamaos cada dia mais e estivemos lá um pelo outro em todos os momentos. Eu olho pra isso tudo e só consigo pensar em como é maravilhoso ter alguém assim do nosso lado, que decide embarcar nessa aventura doida que é a vida juntinho com a gente.

Quando estava em Londres, descobri que a exposição Alexander McQueen: Savage Beauty também tinha acabado de chegar na terra da rainha. Ela estava sendo exposta no Victoria and Albert Museum, um dos museus mais maravilhosos de Londres, que se dedica em grande parte à história da moda. Consegui ingressos de última hora e fui ver essa exposição que é uma das coisas mais belas que já vi na minha vida e que rendeu um post aqui no blog pelo qual eu tenho o maior carinho.

2015 foi um ano de reforçar os laços, o carinho e a lealdade com amigos de longa data, mas foi também um ano de novas amizades. Gente que me ensinou, que me inspirou, que me fez aprender um pouquinho mais sobre diferenças (e sobre como aceitá-las). Eu desejo muito que essas pessoas continuem ao meu lado em 2016 – e por muito mais tempo depois disso – e que o ano que vem traga novos laços, novas pessoas, novos aprendizados.

Uma das metas de 2015 era voltar a estudar numa sala de aula. E já que isso era algo que tava me fazendo falta de verdade e eu queria muito praticar minha conversação de inglês (que é, de longe, minha maior dificuldade com o idioma), juntei as duas vontades em uma realização só: comecei um curso de conversação aqui em Bauru que faço todas as segundas-feiras à tarde. O mais incrível disso tudo é que na minha aula, além de aprender a conversar em inglês, eu aprendo um pouquinho de tudo. De música à literatura, de cinema à política. Eu adoro meu professor, adoro as pessoas da minha sala e os debates que rolam. Mal vejo a hora de voltar do recesso do final de ano pra continuar a aprender um mundaréu de coisas.

Eu não vi muitos filmes em 2015, é verdade (pelo menos não tantos quantos eu vi no ano passado), mas nesse ano fui muito mais ao cinema, comi muita mais pipoca, tomei muito mais coca e me emocionei ainda mais ao ver filmes tão maravilhosos assim na telona. De Divertida Mente a Star Wars, de Jogos Vorazes: A Esperança – O Final a Operação Big Hero, sessões de cinema são uma coisa que povoaram meu 2015 e que eu espero que povoem meu 2016.

Não é segredo pra ninguém que eu sou fissurada em restaurantes e cafés, e adoro descobrir estabelecimentos assim novos pra ir. E o que definitivamente não faltou esse ano foram idas a restaurantes e cafés, fosse pra comer comidas doces ou salgadas, ou às vezes só para tomar uns bons drinks. Descobri vários lugares novos (e ótimos!) e redescobri outros diversos lugares que são sempre uma delícia de estar, que são super confortáveis e aconchegantes.

Desde que criei esse blog aqui eu tento me jogar um pouquinho mais no universo da beleza – que nunca me interessou tanto quanto o universo da moda, por exemplo, – e aprender um pouquinho mais sobre maquiagem. Talvez esse ano eu não tenha falado muito sobre isso aqui no blog, mas esse foi com certeza o ano em que eu mais testei produtos, em que eu assumi sem pudores meus batons vermelhos e roxos, em que eu passei a usar primer, em que eu usei e abusei de delineador, em que eu me rendi as águas termais e esfoliantes, em que eu aprendi a cuidar mais da minha pele e em que eu não tive medo de tentar, errar e tentar de novo. E nem medo também de não usar um pingo de maquiagem se eu não estivesse afim. Porque o legal da beleza é isso: nos alegrar e não nos escravizar.

Não, eu não consegui postar de segunda a sexta em 2016 (na real, eu não cheguei nem perto disso), mas eu continuei a escrever no blog com uma regularidade até que boa e sem forçações de barra. Escrevi só sobre o que queria, só sobre o que me inspirava, me fazia pensar, me tirava do lugar. Escrevi sobre viagens, sobre paixões, sobre roupas, sobre pessoas, sobre filmes, sobre músicas, sobre sentimentos. E postei muitas fotos, respondi algumas tags, crei categorias novas e fiz até algumas parcerias lindas, que me deixaram muito feliz de ver o blog dando resultados além do esperado.

2015 foi de fato um ano pra nunca mais se esquecer :)
Eu espero do fundo do coração que o de vocês também tenha sido incrível e que o próximo seja ainda mais legal, mais cheio de lições, mais repleto de pessoas e lugares e momentos maravilhosos.

Feliz Ano Novo e até 2016!

Tag: minha história em dez músicas

Eu tenho uma lista de posts pra fazer aqui no blog (falei que ia usar meu novo caderninho pra me organizar, não falei?), mas ontem vi essa tag no blog da Bruna Vieira, o Depois dos Quinze, e não resisti em passá-la na frente. Primeiro porque isso faz eu me sentir de volta ao começo dos anos 2000 e quando eu tive meu primeiro blog (desculpa gente, mas atire a primeira pedra quem nunca teve um blog-diarinho) e segundo porque eu gosto mesmo de responder tags, de cunho pessoal ou não.

Decidi então começar por essa e quando der vontade vou caçar umas tags de assuntos diversos pra trazer pra cá. Tenho até algumas de literatura já em mente pra gravar pro canal e uma outra em que fui marcada (thanks Paola!) pra fazer em texto.

E é isso, gente! Espero que vocês gostem das músicas aqui de baixo e se não conhecem alguma, bora colocar esse youtube pra tocar :)

Ps: fiz uma leve modificação na pergunta 4 e 8, pra casar um pouco mais com a minha vida, mas pra ver a tag original que a Bruna criou é só clicar aqui.

Uma música que te lembre um momento bom: Torn – Natalie Imbruglia

Pra mim é impossível dissociar as lembranças que tenho da minha infância e adolescência sem lembrar da MTV.  Quem assistia o canal no final dos anos 90 e começo dos anos 2000 sabe que as temáticas tratadas por lá iam muito além da música, e por mais clichê que isso possa parecer, a MTV foi uma escola pra mim. Lembro que um dos primeiros clipes que vi por lá foi Torn da Natalie Imbruglia, e além da música ter feito um sucesso imenso na época, ela marcou uma fase super importante da minha vida, que me lembra momentos incríveis.

Uma música que defina sua vida: Legião Urbana – Quase Sem Querer

Apesar da minha música preferida da vida não ser essa (mas calma que ela também tá nessa lista), quando se trata de uma música que retrate minha vida, eu acho que eu poderia colocar aqui uma playlist da Legião Urbana que resumiria tudo muito bem. Escolhi Quase Sem Querer porque talvez ela seja a música que mais tem passagens que me tocam, que toda vez que eu escuto me dão um click e eu penso “é isso que eu tô fazendo” ou “é isso que eu não posso fazer”. Mas, além dela, Tempo Perdido, Por Enquanto, Metal Contra as Nuvens e Teatro Dos Vampiros são músicas que falam o que eu penso, que definem momentos pelos quais eu passei e passo. Uma espécie de vibração que só Legião Urbana e Cazuza tem comigo.

Uma música que te faz dançar na balada: Jessie J. Ariana Grande e Nicki Minaj – Bang Bang

Eu não sou a pessoa mais frequentadora de baladas, digamos assim haha, mas se tem uma música que torna impossível eu ficar parada quando tá tocando, essa música é Bang Bang. Pode ser em casa, na rua (às vezes literalmente), na casa das amigas, não importa o lugar. Tocou Bang Bang, eu encarno a Jessie J (a cantora pop que mais admiro ever) e vou lá dançar loucamente.

Uma música que é tema do seu relacionamento: The Moldy Peaches – Anyone Else But You

Quando tava na fase de amigo-virando-namorado com o Diego, lá nos primórdios de 2009, Anyone Else But You acabou sendo aquela música que nos unia em todas as circunstâncias. A canção acabou virando nossa trilha sonora, e me dá um quentinho bom no peito perceber que o trechinho que na época representava tanto a gente (“You’re a part time lover and a full time friend”), continua tendo o mesmo significado pra nós até hoje.

Uma música que sempre te faz chorar: Led Zeppelin – Stairway to Heaven

Stairway to Heaven é uma das músicas mais maravilhosas que já foram feitas. A letra, os acordes, a mensagem, a forma como ela vai e toca fundo na gente… Tudo está junto na música. Toda vez que a escuto, fico extremamente emocionada e me sinto imersa por cada uma de suas estrofes.

Uma música que seria toque do seu celular: Jessie J – Domino

Pode parecer redundante, mas que culpa tenho eu se Jessie J. é tão importante assim na minha vida? Domino é uma das músicas do seu primeiro álbum, o Who You Are, e como sempre acontece com as letras das suas canções, ela passa uma mensagem bem positiva, algo como ‘dando a volta por cima’. E eu adoro músicas assim! Haha. Além disso, Domino é igual Bang Bang: eu escuto e não consigo não cantar e dançar junto.
“I’m feeling sexy and free like glitter’s raining on me.”

Uma música que você gostaria de tatuar: Tiny Dancer – Elton John

Tiny Dancer é minha música preferida de todos os tempos (ela também é trilha sonora do meu filme preferido de todos os tempos, “Quase Famosos”) e existem dezenas de versões que foram feitas pra ela, desde a que é cantada no filme, até as improvisadas por John Frusciante e Dave Grohl. Apesar de eu adorar essas versões, a original cantada por Elton John, com ele no seu velho piano de guerra, é única pra mim. Foi por ela que eu me apaixonei e é ela até hoje quem me acompanha nos melhores e piores momentos da minha vida. Se eu tivesse que tatuar uma canção, muito provavelmente eu tatuaria “Hold me closer tiny dancer” em uma letra bem pequena, delicada e cursiva.

Uma música que te deixa com vontade de se aconchegar nele: All My Loving – The Beatles

Minha história com o Diego foi construída ao som de Beatles. Eu já amava o quarteto britânico antes disso, mas foi mesmo quando eu o conheci e descobri seu amor pela banda que eu percebi o quão mágica ela de fato era. Lembro até hoje que quando tínhamos acabado de nos conhecer e ele foi entrar no meu blog pela primeira vez, ele conta que tava com And I Love Her aquele dia na cabeça, e que na hora que a primeira foto do site abriu e a música começou a tocar (flogão gente, shame on me), rolou aquele momento de cinco segundos sem ar quando ele percebeu que era essa canção. Depois disso, foram várias as músicas da banda que marcaram momentos do nosso namoro e finalmente em 2010, no Morumbi, pudemos assistir a um show do Paul que foi mágico de um jeito que eu não sei nem botar em palavras.

Uma música que você tá viciada agora: The Hanging Tree – Jennifer Lawrence (The Hunger Games: Mockingjay – part 1)

Fui essa semana no cinema assistir a primeira parte de Jogos Vorazes: A Esperança e além de ter amado o filme e ficado embasbacada em como os produtores conseguiram trabalhar tão bem as cenas do livro (arriscaria dizer que ficou até melhor), The Hanging Tree, trilha sonora do longa, não sai da minha cabeça. Não vou dar spoilers, mas essa música faz parte de uma cena muito importante e absurdamente linda da história, e fez tanto sucesso (e sim, é a nossa amada Jen Lawrence cantando) que já é a mais vendida do iTunes.

Uma música que faz as pessoas lembrarem de você: One Direction – Best Song Ever

Hahaha juro que não tô de brinks, gente. Vocês sabem eu amo One Direction, né, mas como a maioria dos meus amigos não curte a banda, é batata como toda vez que toca alguma música deles ou sai alguma notícia sobre os meninos, sempre rola um “olha lá, Paulinha”. As pessoas sempre associam qualquer coisa que saia na mídia sobre eles comigo e eu acho um barato isso porque acabo ficando informada de tudo haha.

Eu poderia ter trazido qualquer música deles pra cá, mas escolhi “Best Song Ever” porque é meu clipe preferido da banda. Adoro quando ele exploram esse lado mais engraçado nos vídeos, porque acho que ele mandam muito bem nisso.

E por hoje é só, gente. Quem gostou da tag fica a vontade pra responder, lembrando sempre de dar os créditos para o post da Bruna, hein.

Bisous, bisous e boa sexta-feira!