Conhecendo a coleção Fashion Five da Riachuelo

Quem acompanhou meu instagram na noite de ontem (tô postando isso quase a uma da manhã, então já estamos oficialmente na quinta-feira), viu que eu participei de uma ação bem, bem legal desenvolvida pela Riachuelo.

Eu e mais três amigas fomos convidadas por eles a conhecer com exclusividade a sua nova coleção, a Fashion Five, que chega oficialmente nessa quinta-feira, 28/11, nas lojas. A coleção foi desenvolvida por 10 personalidade da moda no Brasil, desde estilistas a blogueiros, e é bacana ver que mesmo em áreas tão diferentes, todos eles ali são personalidades que inspiram pessoas dentro e fora do país com seu estilo, suas ideias e seu jeito de entender a moda.

Ainda essa semana farei um post bem massa com maiores detalhes sobre a Fashion Five, imagens das 50 peças que estão nas lojas, um vídeo que gravamos ontem durante a ação e um pouco sobre a história que essa coleção conta. Por enquanto, fiquem com umas fotos da nossa diversão de ontem (:

Esse blazer lindeza da Claudia Leitte (as outras peças não são da coleção não, gente, são roupas minhas mesmo) ficou grande pra mim, mas depois consegui achar uma numeração menor e ele veio alegrar minha estante do quarto (:

As fotos daqui do post são todas dela!

Esse vestido da Thássia Naves é super estruturado e eu amei esse decote das costas que deixa charmoso feat sexy.

Já deu pra perceber que a coleção da Thássia é inteira com estampa de azulejo português, né? Tá bem bela!

Na foto, ali atrás escondidinha, tá a Mariana, gerente da loja, e essa na frente é a Nat Dian, uma amiga muito querida que entende super sobre tecidos e modelagens.  Foi legal que tivemos um bate-papo ótimo com a Mariana, que queria saber tim tim por tim tim das nossas opiniões sobre as peças.

A parte de acessórios da coleção tá bem recheada e quem gosta de ear cuff então vai pirar!

As estampas das peças da Adriana Degreas são de chorar de emoção. Esse vestido da ponta foi a peça mais amada por todo mundo (uma pena ele ser tão longo e não rolar pra mim) e o maiô desenvolvido por ela segue uma estampa tao linda quanto.

O que eu trouxe pra casa!

Então, é isso! Aguardem que em breve vai ter aqui no blog um post giga com maiores detalhes sobre essa coleção.

Espero que vocês já tenham gostado desse preview e tenham ótimas compras amanhã! E ah, me contem o que vocês acharam das peças nos comentários.

Bisous, bisous

Um amor que atende pelo nome de revistas de moda

É comum as pessoas estranharem essa paixão desmesurada que eu tenho por revistas. Tem gente que coleciona cartões postais, tem gente que coleciona carrinhos em miniatura, tem gente até que coleciona ingressos de shows. Eu gosto de colecionar inspirações palpáveis, que eu possa recortar (mentira, na maioria das vezes eu morro de dó) e colar na parede do quarto. Ou então, depois que devorar cada letra, só deixar embaixo da arara de roupas como referência, pra quando eu olhar pra capa, ter um minuto de renovação, ter uma ideia louca, ter uma inspiração que me faça sentir um negócio gostoso e quentinho aqui dentro do peito, sabe?

Em um desses dias de caça à referências e inspirações nas revistas

Em um desses dias de caça à referências e inspirações nas revistas – foto do meu instagram @paulinhav

Eu nunca acreditei que revistas de moda fossem simplesmente montes de páginas com tendências e propagandas de marcas de roupas. Na verdade, até elas têm seus encantos, mas desde que comecei a comprar essas revistas passei a conhecer um universo que me ensinava muito mais do que “moda sapato e roupa”.

Mesmo com a crise do mercado editorial, o tanto de opções de revistas do gênero nas bancas é imenso e a gente tem desde aquela revista A que faz um balanço dos desfiles da última temporada, até aquela revista B com artigos acadêmicos. A gente nem precisa de revistas tão opostas assim, tipo uma Vogue e uma Dobras, pra ver como hoje em dia a grande maioria das revistas de moda são diversificadas em termos de informação e nas maneiras de passar isso aos seus leitores.

Não tô aqui querendo fazer um post pra defender revista nenhuma e nem tô aqui pra falar que toda revista de moda é incrível ou que toda revista de moda foge do comercial. Exemplos contrários a isso a gente tem aos montes. Acontece, no entanto, que não é porque a grande maioria das revistas precisa de “modelos comerciais” pra serem vendidas nas bancas que elas são superficiais ou trazem só o que a nova it girl tá vestindo. Aliás, a gente precisa parar de achar (e eu me incluo nessa também) que o comercial é ruim, que coisa boa necessariamente não é massificada e fica só voltada pra uma uma elite, seja ela intelectual, política ou social.

Eu sei que é duro defender esse lado “intelectual” das revistas quando nos deparamos com um preconceito e um problema sério sobre elas. O primeiro, o preconceito, é essa imagem que se criou em torno da grande maioria das consumidoras dessas revistas. Elas querem se informar profundamente sobre moda ou só consumir os produtos veiculados? Elas querem ver uma galeria de peças jeans ou lerem um texto que explica como o denim se popularizou na moda e foi uma das primeiras peças a quebrar paradigmas, fazendo o caminho inverso ao ir das ruas para as passarelas?

O segundo, o problema, é o preço. A maioria dessas revistas varia entre R$10,00 e R$15,00 na banca, e algumas mais artísticas, como a Mag!, chegam a custar quase R$30,00! E revista gringa então? Pagar R$80,00 numa Vogue Paris não seria nada anormal.

Por causa dessas duas coisas, o público dessas revistas acaba tendo uma imagem preestabelecida no imaginário coletivo: se ela não é da área, ela é uma ativa consumidora, uma mulher com condição social estável, com vontade de saber de tendências (zzz), com desejo de consumir um determinado “padrão de vida”.

Mas será mesmo?

Pra mim um dos maiores preconceitos que existem quando tratamentos de moda, tanto nas revistas quanto na área como um todo, é essa imagem de que a moda é completamente visual. Tá aí uma das maiores inverdades que já se espalharam. É claro que tem muita gente que compra revista de moda pra ver. Quem não quer enlouquecer com editoriais, quem não quer ver as fotos do último desfile e diz aí que mulher não quer suspirar um pouquinho por uma bolsa bapho também?

Só que se as revistas de moda fossem só isso e as consumidores dessas revistas quisessem só isso, só ver e receber tudo mastigadinho, desculpa, mas elas iam comprar um catálogo e não uma revista.

Leitora não é besta. Da área ou não, ela compra pra ver, mas compra (e muito!) pra ler. Aliás, essa tal intelectualidade das revistas não precisa vir expressa só em matérias. Tem cada editorial de moda dos mais geniais espalhados por aí, que ensinam tanto pra nós em termos culturais, de história, de poesia, que seria muito besta da minha parte querer dizer que conteúdo só é passado em texto.

Então, esqueça essa ideia de “consumidora padrão”. O mundo e as pessoas que se interessam por moda e por suas revistas são absurdamente diversas!

Vogue e Harper's Bazaar

Vogue e Harper’s Bazaar

L'officiel e Catarina

L’officiel e Catarina

Elle e Mag!

Elle e Mag!

Têxtil Moda e Dobras

Têxtil Moda e Dobras

Em relação ao preço das revistas, esse realmente é um problema sério. O mercado editorial como um todo não é barato no Brasil. Tanto em revistas quanto em livros, o preço a se pagar por aqui não é pequeno. Apesar disso, o que essas revistas valem é equivalente ao quanto elas podem ser enriquecedoras pra gente. E isso não é balela nem discurso pra soar bonitinho. Isso é realidade. Ou você realmente acha que a história que as revistas de moda fizeram (a primeira Harper’s Bazaar surgiu em 1867!), que as inúmeras editoras (alô Diana Vreeland) e que o tanto de fotógrafos, artistas, estilistas, maquiadores, stylists e afins que passaram por suas páginas não contribuíram em nada com a história passada e presente da moda?

E vale o recadinho pro povo das modas: roupa bonitinha pode até causar primeira boa impressão, mas conhecimento, nem bolsa Chanel passa por osmose.

Anyway, esse texto longo daqui, no fundo, só quer mesmo dizer que revistas de moda são extremamente enriquecedoras em termos de pesquisa, aprendizado e história.

Como uma aspirante a jornalista de moda, eu fico triste em ver que há uma tremenda falta de reconhecimento sobre isso. Tanto que, pra vocês terem ideia, essa semana foi a segunda vez no ano que vi alguém da área dizer que “não lê revista de moda” como se isso fosse algum troféu, algo que coloca aquela pessoa numa categoria além, sabe? “Não sou dessas que lê revista.” Really?

Querer esboçar isso como uma coisa boa não é apenas triste, mas também é uma baita falta de humildade. Ninguém sabe tudo. Como parte dessa indústria, aliás, que a cada ano recebe cada vez mais gente inteligente e com vontade de trabalhar, a pessoa dizer que se não se interessa em evoluir, aprender mais, acompanhar o que tá rolando no meio me soa uma mega falta de profissionalismo.

Ela mal sabe o mundo incrível de inspirações que tá perdendo, e que tá ali, todo dentro de uma revista <3

Revistas de Setembro #1 2013

Setembro chegou e junto com ele aquela vontade louca de comprar todas as revistas de moda desse mês na banca. Isso porque setembro é o mês considerado mais importante pras revistas do gênero, já que é aí que a gente tem “reveladas” as tendências da próxima estação, é em setembro que as publicações vem gigas (ano passado a Vogue US teve 658 páginas!) e também aí que a gente tem as capas mais incríveis do ano!

Eu cheguei até a falar sobre isso lá no página do blog e tinha adiantado que ia fazer um post com as capas que mais arrasaram e fizeram meu coração pular de entusiasmo nesse mês. Só que eram muitas, haha, então decidi fazer uma série de posts. Assim, ao longo de todo o mês de setembro vai rolar por aqui as “September Issues” divididas em partes, o que nada mais é do que uma tentativa desesperada de achar espaço pra falar de todas as capas que me inspiraram (o que eu acho difícil de conseguir, mas né, tamo aí pra tentar haha.)

Interview

É claro que eu tinha que começar esse post falando da Interview, que não se contentou apenas em trazer uma capa maravilhosa e cismou logo em trazer sete capas babados de uma vez só, tombando geral!
Essa edição da Interview ganhou até um nome especial, que é “The Model Issue”, ou seja, um edição todinha em homenagem a elas, as modelos que deixam esse mundo da moda muito mais incrível. O recheio da revista tem editoriais com mais de 70 modelos (!) e as capas vieram estreladas individualmente por Linda Evangelista, Naomi Campbell, Amber Valletta, Daria Werbowy, Kate Moss, Christy Turlington e Stephanie Seymour, com fotos tiradas pela dupla Mert Alas e Marcus Piggott.
E olha, eu adorei essa escolha de capas apenas em p&B e acho que todas elas são lindas, com “poses muito de modelo mesmo”, cumprindo essa ideia de fazer uma homenagem a profissão. E é legal que cada uma das capas pega algum estereótipo de foto de revista e trabalha em cima dele, ou seja, a gente tem desde a gata sensual e molhada, até a mulher tomboy com uma linguagem corporal de outro planeta e a modelo que traz toda a força para o olhar, hipnotizando o leitor.

Miss Vogue Australia

Vale falar de revista estreante também?
Se no caso a revista estrear com uma capa fofa, mas fofa, mas fooofa mesmo, então vale haha. E esse é o caso da Miss Vogue Australia, a “Teen Vogue” que acabou de chegar em solo australiano.
Aproveitando pra falar um pouco da revista: ela segue o mesmo estilo da sua versão americana, ou seja, uma revista com assuntos, fotos e inspirações voltados principalmente para o público jovem, e que tem como editora-chefe Alice Cavanagh e editora de moda Christine Centenera.
A capa de estreia tem Elle Fanning (puro amor) sendo o que ela é: jovem, fresh, divertida e extremamente bela de se fotografar. A make tá levinha e amei que o cabelo tá com mais volume e movimento, saindo daquela versão chapada que algumas vezes infelizmente o cabelo dela ganha. E que atire a primeira pedra quem não se apaixonou por esse moletom com estampa de Bambi da Givenchy <3

Ah, eles lançaram um videozinho de ‘behind-the-scenes’ de estreia da revista bem legal também, vale clicar.

Harper's Bazaar US

A versão de assinante da Harper’s Bazaar US tá deslumbrante. Não que a versão que tá indo pras bancas seja ruim, mas essa daqui é uma capa memorável.

Bom, eu já contei aqui no blog uma vez que eu tive um caso de ódio por muito tempo com Sex and The City, e que ele só foi aplacado quando eu finalmente perdi meu pré-conceito e fui assistir a série. Ainda tem muita coisa que eu não gosto por lá, mas pra compensar tem outras milhares que eu amo, e uma dessas coisas com certeza é o fato de SATC ter Sarah Jessica Parker como musa-mor. Eu gosto muito dela, muito mesmo, e acho que essa extravagância toda que havia na Carrie é uma coisa que vem muito da vida dela também, sabe? Ou seja, pra mim essa capa é Sarah Jessica Parker em mais um de seus momentos Sarah Jessica Parker haha. O exagero, no acessório e na risada, essa exuberância, esse viço, ai, podia ficar aqui rasgando seda, mas nem preciso porque essa foto fala por si só, né?

Por hoje é só, mas logo logo já tem post novo com mais September Issues por aqui.

Bisous, bisous

O (re)começo é sempre melhor

Eu demorei bem mais do que eu imaginava pra voltar a ter um blog de moda, mas a data de estreia dele não poderia vir em melhor hora. Primeiro porque mais do que nunca eu quero falar, aprender, pesquisar, inspirar, trabalhar e ser feliz, tudo de braços dados com a moda, e segundo porque assim a data de aniversário dele fica pertinho do meu próprio aniversário (10/01). 23 anos, mon dieu!

O little blog (of fashion) não poderia então ter nascido de outro jeito ou em outra hora. Nele eu quero falar de moda em seu sentido mais amplo, acrescentando arte, decoração, beleza, cinema, música e, claro, inspiração. Porque, no fundo, moda é uma mistura de todas essas coisas aí. Não é ~só~ sobre roupas e sapatos, mas sim sobre o novo, sobre aquilo que vai pela cabeça das pessoas, que direciona suas vontades, que move o aqui e agora. Moda é o aqui e agora. Amplo assim mesmo.

Pra celebrar essa nova fase e, claro, o novo blog, decidi que vale a pena sim resgatar várias categorias do blog antigo, mas que outras tantas novas categorias e vontades vão aparecer por aqui. Aos poucos tudo isso vai sendo apresentado, mas espero que esse meu cantinho de estudo tenha muito a crescer. E que eu – e você – cresça junto com ele.

Bem-vindos a todos aqueles que vierem aqui. O blog e a autora são pequenos, mas o coração e a vontade de escrever são imensos.

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Ps: agora o blog tem fanpage. Só clicar e curtir!

“No filme acelerado da história moderna, começa-se a verificar que, dentre todos os roteiros, o da Moda é o menos pior.”
(O Império do efêmero – Gilles Lipovetsky)