Os 160 anos da Louis Vuitton, de um baú de luxo e de um famoso monograma

Já faz um tempo que a Louis Vuitton divulgou esses vídeos no seu canal, mas eu gostei tanto da ideia e do resultado final de cada um, que não resisti em trazê-los pra cá mesmo agora.

Todos eles fazem parte de um projeto chamado “The Icon and Iconoclast: Celebrating Monogram” [aqui o site do projeto], uma comemoração ao aniversário de 160 anos da marca. Vale lembrar que quando a maison foi fundada em 1854, ela era especializada em malas e baús de luxo, e que tanto esse artigo quanto o famoso símbolo LV que aparecia nesses itens perduraram para sempre no catálogo da grife. Foi assim que os dois, o monograma e o baú, se tornaram as grandes estrelas da Louis Vuitton, aparecendo sempre em destaque nas campanhas, vídeos e desfiles da marca.

Para esse projeto em especial, Christian Loubotin, Pierre Debusschere, Karl Lagerfeld, Cindy Sherman, Marc Newson e Rei Kawakubo foram chamados a prestaram uma homenagem à grife e principalmente ao seu famoso monograma, que tanto fez e faz parte da sua história. O resultado tão nos vídeos daqui debaixo, onde em cada um, a gente consegue enxergar a personalidade e DNA dos iconoclastas convidados.

Ps: as peças que aparecem nos vídeos foram de fato desenvolvidas em colaboração entre a grife e o artista em questão e, segundo o Cultura Moda do Estadão, o Baú Boxeador de Karl Lagerfeld e o Ateliê dentro de um Baú da Cindy Sherman custam a bagatela de R$415 mil!

Bisous, bisous

Paris Fashion Week verão 2014 #2

Pra quem perdeu a primeira parte dos desfiles queridinhos de Paris, é só clicar.

E vem comigo que agora é hora da parte 2!

Chanel

Chanel verão 2014Chanel com certeza sempre é um dos desfiles mais aguardados da temporada. Claro que o motivo número um são as roupas, que sempre fazem a gente suspirar, mas já faz tempo que Lagerfeld mostra beleza não só nas peças desfiladas, mas na própria cenografia da apresentação, que sempre tem um toque de interessância. Dessa vez não foi diferente e no Grand Palais, local do desfile, o que os convidados viram assim que chegaram foram identidades muito fortes da marca em tamanhos gigas e revisitadas. Por exemplo? O logo da maison, o famoso perfume Chanel nº5 (trabalhado todo em uma versão meio robótica) e até uma de suas clássicas bolsas, todos enormes e em versões modernas e artísticas. Arte, aliás, foi o assunto que mais permeou o desfile aqui, já que a ideia de transformar o clássico em lúdico e artístico não ficou só na cenografia, mas foi também pra peças. O destaque pra mim com certeza são para os tailleurs da marca, um dos maiores símbolos da Chanel e que, aqui nesse desfile, ganharam as mais variadas versões. Parece até que Karl Lagerfeld brinca de provar pra gente que peças assim, com um DNA e uma história tão forte, são possíveis de serem adaptadas para os mais diferentes estilos e formas. Ou seja, que roupa atemporal é atemporal exatamente por isso, porque se adapta, porque permite experimentações, porque funciona de diferentes maneiras.

Alexander McQueen

Alexander McQueen verão 2014Nunca mais irá existir alguém igual a Alexander McQueen. Tô até com vontade de resgatar um post antigo meu em que falei sobre o estilista e trazer aqui pro blog, porque com certeza ele é um dos meus maiores ícones, um dos caras mais originais, gênios, louváveis e inteligentes que souberam trabalhar a moda como expressão cultural e artística.

Quando uma nova pessoa teve que assumir a direção criativa da marca, depois da trágica morte do estilista, deu um aperto no peito e um medo do que ia acontecer. A Sarah tinha a maior das competências, é claro, mas o trabalho do McQueen parecia tão intocável que havia um certo temor, sabe? Uma coisa difícil de explicar, mas que se justificava pelo trabalho tão visceral que o estilista fazia em cada uma de suas apresentações. Mas aí veio a Sarah, que já tinha trabalhado anos a fio ao lado de Alexander, e que mostrou que por mais que nunca a gente vá ter um novo McQueen, ainda é possível manter sua marca extremamente forte e extremamente artística, fazendo jus a memória de seu dono. A Sarah captou muitas das nuances do McQueen e às vezes são vislumbres tão grandes – como nessa coleção – que a gente sente que, de alguma forma, McQueen deixou um legado não só naquilo que fez, mas nos seguidores que deixou por aqui.

Deu uma nostalgia, sabe…

Louis Vuitton

Louis Vuitton verão 2014Coisa mais incri esse desfile. Incrível porque ele presta uma homenagem linda à carreira de Marc Jacobs, afinal nesse verão 2014 o estilista deu adeus a Louis Vuitton, a marca onde foi diretor criativo nos últimos 14 anos e a marca também que fez ressurgir das cinzas e voltar a ser badalada, a ser comercial, sensual e ousada.

No desfile tudo era uma homenagem ao que Marc já fez em suas apresentações pela maison e também as inspirações que grandes mulheres sempre levaram para as coleções que desenhou. Tanto que o estilista disse que dedicava o desfile a “todas as mulheres que o inspiraram e à “showgirl” em cada uma delas” e citou ainda  alguns nomes como Coco Chanel, Cher, Sofia Coppola, Catherine Deneuve, Diana Vreeland e Vivienne Westwood. Mulheres que inspiram poder e beleza por inúmeros motivos. Já na retrospectiva de sua carreira, o revival começou pela cenografia – que misturou várias das ambientações que Marc Jacobs já fez em desfiles da Louis Vuitton, como carrossel, escada rolante, corredores de hotel, etc, – com a sua própria história na marca contada através das roupas.

De cara, abrindo o desfile, um look que não poderia ser mais a cara de Marc Jacobs: cheio de transparência, sensualidade e os já famosos grafites de Stephen Sprouse que já apareceram incansavelmente em várias das peças e acessórios da Louis Vuitton. Além disso, o preto foi a cor que dominou o desfile do início ao fim (detalhe para algumas calças jeans que quebraram o total black e trouxeram aquela mistura de estilos que o estilista sempre faz tão bem), exatamente o mesmo que havia acontecido em sua estreia na marca.

Só dá ara desejar que essa nova fase com Nicolas Ghesquière seja tão inspiradora e chocante (acho que esse é o melhor termo pra se falar do que foi Marc Jacobs na Louis Vuitton) quanto foi até aqui.

Miu Miu

Miu Miu verão 2014Eu sou uma pessoa bem chata pra estampas. Bem chata mesmo. No entanto, – entre outras milhares de inspirações, é claro – a Miu Miu tá nesse pequeno reduto de marcas que conseguem me deixar com essa sensação de “aff, sai de baixo que vou querer ter essa estampa pra sempre na minha vida”. Pode parecer bobo, mas é assim mesmo que eu me sinto desde aquele desfile de verão 2010, quando surgiram essas estampas aqui e eu fiquei ainda mais hipnotizada pela marca.

Agora, no verão 2014, as estampas voltaram. De uma maneira bem diferente sim, mas tão lindas quanto as da outra coleção e agora inspirada em papeis de parede! Junto com elas, toda uma referência aos anos 60 que vem refletida no formato das peças, nas meias 5/8, no ar retrô e até nos sapatinhos estilo Mary Jane. Os casacões de tamanho giga são sempre meu preferidos e nessa coleção tão especialmente lady like e elegantes.

Um beijo, Miu Miu, que cê é muito linda mesmo!

Ps: como já tinha falado no primeiro post de Paris, não é que eu esqueci do desfile do Rick Owens não! Acontece que ele é tão importante pra esse momento que estamos atravessando, não apenas na moda, mas também na área de beleza, onde parece que cava vez mais esse lance de estereótipos e “padrões” tá sendo jogado (e aceito!) pela mídia, pelas pessoas, pela sociedade em geral, que vale muito a pena fazer um post só pra ele, pra gente poder refletir juntos sobre seu significado. Ok? Até o final da semana tento postá-lo por aqui…

E ah, espero que vocês tenham gostado desses meus pitacos sobre as semanas de moda internacionais! Pra quem não viu, seguem abaixo os links de todos os posts.

Nova York Fashion Week verão 2014

Mais da NYFW verão 2014

London Fashion Week verão 2014

Milão Fashion Week verão 2014

Paris Fashion Week verão 2014 #1

Deixem suas impressões sobre os desfiles nos comentários!

Bisous, bisous