Os cinco de setembro e outubro 2015

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Setembro

A saga do vestido

A saga do vestido

Contei no snapchat (me sigam lá, sou little_blog) a história desse vestido/blusa, mas pra quem não acompanhou, vamos aos fatos: há milênios encontrei esses vestido em um brechó e fiquei completamente encantada por ele. Assim, do tipo amor à primeira vista mesmo. E nem o fato dele ser umas cinco vezes maior do que eu me desanimou: eu comprei o dito cujo prometendo pra mim mesma que ia dar um jeito de arrumá-lo pra caber em mim.

Eis que uma infinidade de meses depois, arrumando minha gaveta, encontrei o tal vestido perdido no meio das minhas roupas. Sério, gente, eu me senti completamente frustada por isso. Vocês não fazem ideia do quanto eu acho horrível comprar uma roupa e não usá-la! Eu não sou assim, não curto esse tipo de consumo e fiquei me cobrando pra dar um jeito nessa situação.

O resultado foi que o vestido recebeu uma reforma absurda – caíram mangas, diminuiu-se o comprimento, afinou-se cavas – e voilà… Tanta coisa mudou que de gigante ele acabou ficando muito curto! hihi. Ainda assim, não poderia estar usando ele mais do que já tô: como blusa em dias mais quentes e como vestido em dias mais frios, junto com meia-calça.

E se você esperou uma moral dessa história toda, ela não existe. Só o fato mesmo de que quando eu realmente quero algo, sou muito insistente!! hahaha.

20 anos de SPFW

O FFW Fashion Tour é um projeto da Luminosidade que celebra a moda, a inovação e a criatividade de diferentes maneiras, e nesse ano, o projeto passou aqui por Bauru, com direito a palestra do Reinaldo Lourenço e Arlindo Grund (e mediação do Paulo Borges!) e uma exposição maravilhosa de 20 roupas que marcaram a história do SPFW.  Eu tive o prazer de trabalhar na montagem da exposição com o Lu, meu ex-chefe, e também assisti a palestra, que foi super interessante e passeou por diversos tópicos.

Contei sobre tudo isso em um post aqui do blog, e só posso dizer que eu desejo do fundo do coração que mais projetos e iniciativas desse tipo venham pra Bauru. A gente tem espaço, mão-de-obra, muita gente interessada e vontade de sobra de investir na área de moda.

O poder das garotas

Eu já falei sobre a Capitolina uma vez aqui no blog, mas de lá pra cá meu amor por essa revista online só aumentou. As meninas tão fazendo textos cada vez mais maravilhosos, inteligentes e com temas que saem do senso comum, e é inspirador ver meninas escrevendo para outras meninas em um exercício de sororidade constante.

Em setembro elas lançaram seu primeiro livro e eu corri comprar o meu exemplar. Fiquei tristinha de não poder ir ao lançamento em São Paulo (acabei indo pra lá só uma semana depois), mas já fico feliz de, ainda que de longe, poder prestigiar o trabalho dessas garotas tão maravilhosas.

Um quarto de século

Gabi fez 25 anos e decidiu comemorar em grande estilo, com festão, muita música, amigos, risadas, comidas gordas e tudo que ela tivesse direito. E foi incrível chegar na festa e me deparar com vários murais de fotos – cada um de uma época diferente da vida dela – e perceber que eu e a Má estávamos em todos, comemorando e ajudando umas às outras em todos os momentos.

Fevereiro de 93

Em setembro, eu e Diego fizemos uma senhora faxina no apartamento e jogamos milhares de tranqueiras fora, doamos algumas coisas e mudamos o espaço de alguns cômodos. Isso fez um bem danado pro apartamento, tanto que a sala depois da mudança, acabou ficando muito mais espaçosa e aconchegante.

E aí que no meio da arrumação, encontrei uma pilhinha de fotos antigas numa velha caixa da estante. Essas fotos não foram embora não, claro, e acabaram só reavivando um monte de memórias na minha cabeça…

Outubro

Assim como o Batman dos quadrinhos

Outubro começou triste e pesado: o Batman, um dos meus gatinhos, foi atropelado aqui na frente do apartamento e atingido em cheio na coluna vertebral. Levamos ele para o hospital escola de Jaboticabal e depois de um batalhão de exames e uma cirurgia numa clínica local, Batman sobreviveu, mas ficou paralítico.

Assim como o herói dos quadrinhos que perdeu o movimento das pernas, o meu Batman não mexe mais as patinhas de trás, mas vem aprendendo a se virar todo dia um pouquinho mais. Ele precisa de cuidados constantes, é claro, já que perdeu o controle da bexiga e não tem mais a mesma rapidez ou locomoção de antes, mas um passinho por vez, as coisas têm melhorado.

Agora que a medicação finalmente acabou, vou começar algumas sessões de fisioterapia e acupuntura (nem a medicina sabe explicar, mas a técnica vem dando resultados maravilhosos no tratamento de felinos) e torcer pra que ele possa ter alguma melhora.

E pra todo mundo que me ajudou ao longo desse mês ou simplesmente se preocupou com o estado dele, meu muito, muito obrigada. Vocês são maravilhosos.

28 primaveras

Uma das datas mais maravilhosas do ano é comemorada em outubro, e juro que não tô falando de Halloween ou do Dia das Crianças. O aniversário do Diego é dia 20, e apesar dele não gostar de festejar loucamente ou nem de nada do tipo, a gente sempre comemora esse dia de um jeitinho especial.

Nesse ano, ele completou 28 primaveras, e lá no instagram eu resgatei essa foto batida pela Babi em uma passagem nossa por São Paulo e fiz textão, porque gosto mesmo de falar em alto e bom som pras pessoas que eu amo o quanto elas são importantes na minha vida.

Tudo junto & misturado

Tudo junto & misturado

Teve mais um aniversário maravilhoso em outubro: o da Ju. E todo mundo foi pra chácara passar o dia todo lá, com os pés na piscina, muita disputa pela música a ser tocada, amor envolvido e litros de gargalhadas. E teve até chapeuzinho de festa, dear lord!

Princesa do cabelo pink

Princesa do cabelo pink

Fui pra São Paulo pra assistir o último dia de SPFW (contei aqui sobre isso), ir ao show dos Los Hermanos e ver a Babi, a amiga-fotógrafa-gênia e princesa do cabelo pink que bateu minha foto com o Di que tem nesse post. Passei o sábado todinho com a Bá e a gente fez alguns rolês muito maneiros por São Paulo. Ainda essa semana eles vão virar post aqui no blog em mais um Desbravando São Paulo!

Apesar de eu falar o tempo inteiro com a Babi por whatsapp, tava morrendo de saudade da minha amiga. É muito, muito, muito bom revê-la pessoalmente e conversar sobre assuntos doidos, mas que a ele entende direitinho, melhor do que ninguém.

Esse é só o começo do fim da nossa vida

Esse é só o começo do fim da nossa vida

O show dos Los Hermanos foi um acontecimento maravilhoso do mês passado. Virou post aqui no blog, onde eu contei minha história de amor pela banda. Apesar de tudo isso, eu ainda não consegui achar um jeito de explicar a sensação deliciosa que foi entrar naquela arena com mais 30 mil pessoas e ver um filme passar na minha cabeça a cada música deles que tocava.

Foi inspirador, foi apaixonante, foi libertador. Quero mais shows, por favor!

Bisous, bisous

Esse é só o começo do fim da nossa vida

Descobri Los Hermanos aos quinze anos de idade. E quando eu digo descobrir, eu tô querendo dizer descobrir por completo, sem nada pela metade, mergulhando fundo em todas as composições da banda.

Anna Julia, a primeira música que fez eles estourarem pro mundo, foi lançada em 1999.  Ela virou hit em tudo quanto era canto do país e não havia um jovem em pleno começo dos anos 2000 que com acesso a TV, nunca tivesse visto o clipe da música, com Mariana Ximenes dançando em um bailinho de escola enquanto a banda tocava ao fundo.

Então é claro que eu já havia visto o grupo algumas vezes, mas até então pra mim eles eram apenas uma banda desconhecida, com um single bonitinho tocando nas rádios.

Corta pra seis anos depois. Começo de 2005 e eu, do alto dos meus 15 anos de idade, doida de vontade de escutar a playlist que uma amiga havia feito e me emprestado em um CD. Foi aí, no meio de outras várias canções nacionais que estavam virando famosas na época que eu escutei Primavera, música do primeiro CD (homônimo) do grupo.

Primavera era suave, bonita, romântica – sem ser melosa – e inteligente. E eu gostei demais do que ouvi. Mas gostei mesmo. E decidi procurar mais coisas que aqueles garotos escreviam e cantavam de um jeito único.

O começo foi meio chocante. As canções era melancólicas pra caralho. Mas tinham umas coisas mais agitadas no meio também, umas críticas inteligentes, umas histórias bem contadas, um jeito de escrever música que eu nunca tinha visto antes, mas que me encantava. Era uma coisa meio louca, mas muito, muito, muito boa.

Minha adolescência foi moldada por músicas e os Los Hermanos foram uma das maiores influências nessa área. Eu descobri a banda na época de seu último CD e tentei recuperar o tempo perdido escutando tudo, cantando tudo a plenos pulmões e esmiuçando cada um dos versos de suas músicas. Eu peguei os últimos anos de banda, quando o grupo já tinha sofrido grandes mudanças (especialmente do primeiro para o segundo álbum), e aprendi a gostar de cada uma das suas fases, aprendi a sentir um quentinho bom no peito com cada uma das suas declarações, com cada uma das suas canções.

Olhando pra todo esse histórico da banda e pro quanto eles sempre colocaram de sentimento nas suas músicas, faz total sentido o processo catártico que foi usado na gravação dos últimos três álbuns: ir pra um sítio no meio do nada, com quase nada de acesso ao “mundo real”, e ficar por lá durante dois meses inteirinhos, compondo, cantando, tocando e criando melodias.

As coisas fluíam naturais assim, como eles mesmo gostavam de dizer, e os quatro podiam criar um trabalho de fato deles, sem influência de gravadoras e sem pressão da mídia.

O reconhecimento acabava vindo por outros meios, como a legião de fãs absurda da banda que se criou aqui fora – e que muitas vezes foi taxada de chata, mas que na real tava pouco ligando pra esse tipo de coisa.

De lá pra cá já se passaram dez anos de admiração pela banda e oito desde que eles anunciaram a separação, em 2007.
Um tempo que serviu pra eu entender ainda melhor algumas das coisas que eles cantavam e pra ter ainda mais dimensão do quanto eles foram importantes pra música brasileira dos últimos anos. Como quando a gente passa a olhar alguma coisa de forma muito mais crítica e madura, e vê que ela é muito mais do que apenas “bonitinha”. É inteligente mesmo, é humana, é de emocionar.

Por isso que no começo desse ano, ao saber que eles fariam uma nova turnê especial pra relembrar os velhos tempos – a primeira foi em 2012 e deu origem a um documentário que tem o mesmo título desse post “Esse é só o começo do fim da nossa vida” – eu sabia que agora era a hora de finalmente realizar uma das minhas maiores vontades de quando adolescente, e de prestigiar uma banda que merece ser lembrada, que conquistou um espaço importante demais na nossa música.

Eu posso dizer que o que aconteceu no último sábado na Arena Anhembi, ao lado de outras 30 mil pessoas, muitas que como eu, assistiam a um show deles pela primeira vez, foi um presente que eu dei pro meu eu de dez anos atrás. Foi um presente que eu dei pra aquela garota que escrevia as letras de música das suas bandas preferidas em um caderno e que aprendeu que a música era uma das maneiras mais bonitas de se expressar. Pra aquela garota que amava escrever, que sonhava em ser jornalista, e que sabia que algumas canções conseguiam tocar tão fundo quanto uma boa história.

Mas não é só isso. O show de sábado na Arena Anhembi foi um presente pro meu eu de agora também. Pra garota que não tem mais um caderno com as letras das suas bandas preferidas, mas que continua a achar que alguns grupos e cantores conseguem fazer dos versos de uma música um lugar lindo pra se repousar.

E uma certeza que eu tenho é que desse presente que eu vou lembrar pra sempre, especialmente quando, distraidamente, eu escutar alguém cantarolando uma canção dos Los Hermanos por perto.

Bisous, bisous