Comprinhas em Londres e Paris

Antes de subir o vídeo de Paris, resolvi mostrar pra vocês as (poucas) comprinhas que eu fiz na viagem. São coisas pequenas, mas que me prenderam de um jeito doido e que eu vou guardar e usar com o maior carinho, já que além de lindas hehe, elas ainda me fazem lembrar desse sonho realizado.

E ah, como prometido, seguem abaixo os endereços de todos os lugares citados no vídeo:

Selfridges
400 Oxford Street, Londres W1A 1AB,Inglaterra
http://www.selfridges.com

Galeries Lafayette
40, Boulevard Haussman
http://www.galerieslafayette.com

Ladurée
75 Avenue des Champs-Elysees, 75008 Paris, França
https://www.laduree.com/en_int

Hamleys
188-196 Regent Street, Londres, Inglaterra
http://www.hamleys.com

Palácio de Versalhes
Place d’Armes, 78000 Versalhes, França
http://www.chateauversailles.fr/homepage

King’s Cross Station
Euston Road, Londres NW1, Inglaterra
http://stpancras.com/

Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle
95700 Roissy-en-France, França
http://www.aeroportsdeparis.fr/

Citypharma
26 rue du Four 75006 Paris
http://www.pharmacie-paris-citypharma.fr/

Bisous, bisous (:

Passeando por Londres

Tava TÃO ansiosa por publicar logo esse vídeo aqui! Ver os vlogs (sim, tem vários vlogs espalhados ao longo do vídeo!) e falar sobre cada um dos lugares que a gente foi em Londres dá um quentinho bom aqui dentro do peito e uma vontade danada de voltar correndo pra lá.

Aproveitei também pra postar algumas fotos da viagem que eu havia amado, mas que ainda não tinha publicado em lugar nenhum (tem várias outras que eu já havia postado lá no meu instagram @paulinhav).

Tomara que vocês consigam sentir um pouco do gostinho de felicidade e realização dessas imagens e se animem a ir viajar também (:

Bisous, bisous

Um oizinho de Londres

Há muitas coisas que eu queria contar pra vocês nesse momento. Desde o quanto estou feliz de estar escrevendo esse post deitadinha na minha cama no hostel em Londres até o quanto essa viagem significa pra mim e tudo que aconteceu até eu chegar aqui. Mas peço um pouco de paciência (a mim mesma, inclusive) pra isso. Quero aproveitar ao máximo essa coisa linda & louca que está acontecendo na minha vida – e que só está na primeira parada, já que depois de Londres há um sonho ainda maior a ser realizado.

Por enquanto, só queria contar que estou aqui, radiante de felicidade e postando algumas fotos dos meus dias lá no instagram (@paulinhav). Tenho gravado alguns videozinhos também e se eles ficarem legais, com certeza irão para o canal assim que eu voltar.

Me acompanhem por lá e aproveitem esses dias de folga do blog para recarregarem as energias para tudo que vem por aí.

Bisous, bisous

Semana de moda de Londres verão 2015

Para ver os highlights da Semana de Moda de Nova York é só clicar aqui.

O desfile da Orla Kiely de verão 2015, assim como todas as coleções e desfiles que a sua designer se propõe a fazer, traz, além das roupas, uma performance que brinca com a plateia, que faz os admiradores, consumidores e todo mundo que para pra assistir ao seu desfile, embarcar de fato naquele universo.

Nessa apresentação tudo girava em torno da primavera, tanto que ao subirem no palco as modelos levavam flores nas mãos e, simbolicamente, as plantavam, cada uma, em um dos vasinhos do cenário. Além disso, as referências pra essa coleção cheia de charme sessentinha, vestidos trapézios mega confortáveis, listras e prints primaveris ainda tinha mais três grandes focos: os filmes “Le Bonheur” de Agnes Varda e “Daisies” de Vera Chytilova, e o mood 60 de Twiggy. E por falar nela, vale suspirar não só com as roupas em sua homenagem, mas também com a beleza do desfile, que trouxe a marca registrada da modelo: os longos cílios de boneca carregados de delineador na parte de baixo e com efeito propositalmente borrados.

Em resumo: um jardim de fofuras da primeira à última roupa <3

Foram os jardins ingleses Kew e Sissinghurst Castle as grandes referências para os prints de plantas e flores que apareceram no desfile da Mulberry. Eles vão aparecendo aos poucos na coleção, primeiro misturados a shapes mais sérios, com uma pegada militar, e depois junto com os tecidos vazados e o couro. Daí vira festa. São plantas mil que vão surgindo pelos vestidos e que deixam de lado os tradicionais tons de verde para apostar na força do azul.

Ainda nessa leva de referência botânicas, lá vem as plataformas com seus saltos belíssimos de madeira, que casam tão bem com as silhuetas rígidas e sérias da coleção. O casamento entre roupa e sapato é tão bonito que, até aquelas como eu que não são das mais fãs de plataforma, acabam não resistindo a essa combinação.

Eu acho que não existe forma mais inspiradora e mais “educativa” haha, digamos assim, de entender como moda é muito mais sobre ser, sobre se sentir bem, sobre não estar interessada em ser alguém para os outros, mas sim ser alguém para você mesma, do que ver um desfile do Paul Smith.

Aqui saem os brilhos e saem as exuberâncias, mas, em compensação, sobram bons tecidos e cortes impecáveis. Sobram silhuetas incríveis. Sobram peças utilitárias e que botam em dúvida o conceito de que minimalismo e opulência estão em lugares opostos. Pra mim esse desfile aqui traduz tudo aquilo que o designer sabe fazer de melhor: mostrar que a beleza – seja da moda, seja da vida, seja das mulheres que veste – não precisa de muito pra acontecer. É na essência das coisas, em um bom tecido ou em pequenos momentos, que ela se encontra.

Muito tule, muita transparência e muita cor. Apesar de essas serem as primeiras coisas que pulam aos nossos olhos no desfile da Burberry, quando a gente pega pra pesquisar e ler mais sobre as inspirações de Christopher Bailey pra essa temporada, fica claro que tem muito mais coisa por trás desse desfile. Pra começar essa ideia maluca de se inspirar em capas de livros para o design da coleção. Sinceridade? Achei das inspirações mais bonitas que já vi, afinal, tem como mais linda, mais provocadora, mais misteriosa do que uma capa de livro? E pra completar, Bailey ainda aposta em borboletas e abelhas para estamparem os looks – o que explica o nome dado a essa coleção de “The Birds and The Bees”.

Agora, pra mim o ponto alto mesmo da apresentação é a ideia de trazer o grande símbolo da Burberry, o trench-coat, de uma maneira bem peculiar: uma invasão de jaquetas jeans, que ora aparecem fechadas, ora abertas, ora com pelos, ora com franjas, mas que sempre nos fazem lembrar do grande ícone da grife.

E como não podia faltar uma boa dose de tecnologia, a Burberry ainda disponibilizou um serviço pelo Twitter, no in-tweet, que permitia a qualquer um com uma conta na rede social comprar os novos esmaltes mostrados na apresentação assim que a modelo que o usava cruzava a passarela.

Vocês hão de concordar comigo que o conceito de fast-fashion nunca foi tão preciso…

Foi remexendo em gavetas quase esquecidas que Christopher Kane encontrou fotos antigas de sua vida, muito antes do designer ser esse profissional de sucesso de hoje em dia. Nas fotos, lembranças da época em que Kane desenhava para poucos verem, tendo sua irmã Tammy como “modelo” dos vestidos que fazia, e lembranças também de uma de suas grandes inspirações profissionais e pessoais: sua professora Louise Wilson, da Central Saint Martin.

Foi com essas memórias em mente, da época em que Kane não se via preso a vínculos comerciais nem a ditames de mercado, que o estilista soube que tinha em mãos algo muito maior do que simples lembranças: ele tinha em mãos o tema da sua nova coleção. Para colocá-la em prática era preciso então resgatar os sonhos de antigamente, os vestidos que deram origem a tudo (e que saíram finalmente do papel e invadiram a passarela), as pessoas que lhe ajudaram quando tudo ainda era apenas o começo.

Como ponto mais bonito da coleção, destacaria a homenagem que Kane fez a sua professora, e que é igual aquela vontade que a gente tem de mostrar que “chegamos lá” para aquele professor mais marcante da nossa vida, aquele que acreditou na gente desde o primeiro minuto. É, portanto, mais do que uma homenagem. É uma forma de tentar orgulhar aquele que nos inspirou a chegar lá. Coisa que a professora Louise sentiu, onde quer que ela esteja, depois de ver as lindas referências ao universo navy. – nada literais com o uso de cordas – os plissados, as transparências aparecendo em pontos  estratégicos e até mesmo o design nada convencional dos vestidos de Kane.

Sabe uma coleção que parece pegar um tema e gritar ele em cada peça de roupa, em cada detalhe, em cada brilho, em cada transparência? Pra mim essa é a coleção do Tom Ford. Aqui a imagem da mulher meio punk, que usa o preto no verão sem medo e que tem esse estilo que pode parecer decadente e mal calculado, mas que na real é muito bem pensado e extremamente sexy, parece gritar em cada mínimo detalhe.

O estilista consegue juntar todo esse espírito rocker a coisas, em teoria, delicadas, e o resultado é uma mistura de mulheres fotografadas por Helmut Newton com Joan Jett gritando no palco a plenos pulmões. Dá vontade de embarcar nessa volta aos anos 90, de embarcar nesse show de rock disfarçado de desfile e de ter a experiência de viver um pouquinho nesse universo.

Ah, vale destacar ainda a beleza dessa coleção, que trouxe um cabelo maravilhosamente rebelde e que trouxe a maquiagem carregada, exagerada, podrinha, maravilhosa, sexy, ai, a maquiagem que mais amei de Londres.

Bisous, bisous

LFW verão 2014

Mulberry

Mulberry - verão 2014“Essa casa que construímos juntos, tijolo por tijolo, pedra por pedra, essa casa que chamamos de lar.”

O começo do desfile da Mulberry foi assim, com a declamação de uma frase que deve significar muito do que a Emma Hill, sua diretora criativa, sente em relação a marca. E esse tanto de amor escancarado tinha um motivo bem triste por trás de si: depois de 6 anos de sucesso (quem não se apaixonou por alguma de suas bolsas-desejo que atire a primeira pedra), Emma disse adeus a Mulberry.

Apesar de muita gente ter reclamado da falta de um desfile mais elaborado pra marcar essa despedida, eu acho que faz total sentido eles terem optado por esse “mais do mesmo” (ainda que eu ache que a Mulberry nunca faz um mais do mesmo) pra sua coleção. Foi uma despedida de gente que ama o que faz, de gente que quer sair de cena levando a melhor e mais nítida lembrança da essência da marca.

Por isso mesmo, nesse verão 2014 da Mulberry o que não faltou foram peças bem femininas, que mesmo com o DNA tão esportivo que tá em tudo quanto é desfile internacional dessa temporada, continuaram com aquele ar de pretty woman que eles fazem tão bem. E se em umas horas do desfile nós somos bombardeados com estampas que vão das listras aos florais, – uns liberty, uns mais disfarçadinhos que você só via quando chegava perto, e uns escancarados e gigas – em outras a gente morre de amores pelos blocos de cores, que apostaram com tudo no total white, preto e tangerina.

Ps: e esse cãezinhos, gente?! Não consigo lembrar o nome dessa raça, mas essa carinha amassada dá vontade de apertar haha.

Christopher Kane

Sempre fico de olho bem aberto nos desfiles do Christopher Kane porque acho que o sucesso que ele faz em Londres não é a à toa, e também porque sempre espero ver uma nova febre na sua passarela como aconteceu com as camisetas de estampa de gorila que apareceram na sua coleção de 2008.

Dessa vez o conceito da coleção do estilista é um pouco mais difícil, não tão a cara das ruas como já foram algumas de suas apresentações. Daí você me pergunta: ué, mas ele não apostou no floral? Quer tema mais “comum” do que esse? Sim, meu caro Watson, ele apostou no floral, mas um floral que vem de forma lúdica, que às vezes parece até trazer a didática de uma aula de biologia (você lembra do estilete, pétala, estigma e todas as outras partes da flor?). Tinha até uns recortes mutos loucos tipo esse da primeira foto que às vezes apareciam em toda a roupa, revelando umas partes da pele não tão comuns assim de ficarem ao ar livre haha.

E Christopher Kane não tem medo de brincar com seu tema não. Mistura cores, flores “normais” com vazados que no todo formam um grande buquê, escritos garrafais nos vestidos e moletons e até uma técnica super diferenciada que eu não conhecia, fui pesquisar e descobri que é tipo uma fusão de vários tecidos em um só, depois de passarem por uma prensa bem quente.

Um pequeno chacoalhão em meio aos desfiles dessa temporada.

Burberry Prorsum

Burberry Prorsum - verão 2014Lembra daquela época em que os candy colors dominaram tudo quanto era desfile e começaram a aparecer que nem epidemia nas ruas? Então, pode até ter passado um tempinho desde aquilo, mas a Burberry parece não se importar muito e mostra que novo hit ou não da temporada de verão 2014, o candy color da suas peças é sim para ficar de vez (e a gente amar!). Quando não são eles que aparecem, são as listras e os poás, e aí eu fico querendo tudo, absolutamente tudo pro meu guarda-roupa.

Essa coleção é inspirada em uma menina muito romântica. Muito. Mas esqueça aquela menina romântica que ficava trancada dentro de casa esperando pelo príncipe encantado. Essa daqui da Burberry é a menina romântica que desfila pelas ruas da cidade com um sorriso de orelha a orelha, que gosta de mostrar um pouco de transparência, mas que em meio a essas cores tão clarinhas nem fica muito sexy. Essa menina aqui come macaron rapidinho no café, mas daí quando precisa se arrumar pro trabalho deixa de lado as cores claras e investe numa boa mistura de estampas, com direito a uma altura de saia chiquérrima e um óculos bapho. Ela ama brilho, mas ao invés de usar tudo bem discretinho como a romântica do passado fazia, ela vai lá e usa umas pedras gigas, pra não passar despercebida.

Gente que inspira e cria identificação logo de cara, sabe como é, né? <3

Tom Ford

Que desfile mais sexy, mon dieu! Enquanto todo mundo tava apostando em cores claras, florais e uma pegada esporte, Tom Ford decide ser o dono da festa que ficou faltando. Os vestidos encurtaram e ajustaram (e como ajustaram!), os brilhos vêm sem medo, as transparências deixam as pernas todas à mostra e até o couro e a estampa de cobra entram na dança. Tem até umas opções com casaco de pele pra hora que você sair da festa não passar frio, o que deixa a gente com a certeza de que nesse verão Tom Ford fez de cabo a rabo uma coleção extremamente forte, poderosa, com um sex appeal que aparece até nos looks discretos, se é mesmo que eles existem.

Encerrando o quarto dia de London Fashion Week com a moda gostosa e ousada que é a cara do estilista.

Créditos das fotos: FFW/ImaxTREE

Ps: Se clicar nas imagens, elas abrem maiores em uma janelinha aqui dentro do blog mesmo!

Bisous, bisous