Os cinco de agosto

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Instagram @paulinhav

Logo no comecinho do mês, eu e a Amanda Araújo nos reunimos para o primeiro encontro do Clube de Discussão de Gilmore Girls. Acompanhadas de bolo de abacaxi e café preto, nós discutimos sobre a primeira e a segunda temporada da série, e decidimos focar essa primeira conversa nas impressões que tivemos de Lorelai, Rory e cia, já que são essas duas primeiras temporadas as responsáveis por nos reapresentarem as personagens.

É muito curioso mesmo rever Gilmore Girls tantos anos depois. São muitas coisas que nunca havíamos reparado ou que na primeira vez que vimos tínhamos enxergado de uma maneira completamente oposta, acho que especialmente por estarmos em uma fase diferente das nossas vidas. Falamos sobre tudo isso nessa nossa primeira conversa, que inclusive já ganhou post aqui no blog.

E ah, nosso segundo encontro – onde iremos falar da terceira e da quarta temporada – já é semana que vem! Então se preparem, porque agora que já “conhecemos” cada uma das personagens, vamos focar mesmo na história e no que cada uma de nós vem achando dos episódios. Tô muito, muito ansiosa por essa conversa!!

Instagram @paulinhav

Faz bem mais de um ano que eu comprei o box de Percy Jackson e os Olimpianos, e, desde então, venho passando vários outros livros na frente dele com a desculpa de que pra dar conta dos cinco livros, teria que fazer uma maratona das boas. Dessas de parar e fazer ‘só isso’ da vida. O problema obviamente é que eu nunca tinha tempo pra fazer algo assim, o que me fez chegar a conclusão de que com tempo ou sem tempo, eu ia ter que dar um jeito na situação se quisesse conhecer essa história.

Em agosto então comecei “O Ladrão de Raios”, primeiro livro da série, e nesse momento já estou na metade do quarto, “A Batalha do Labirinto”, provando pra mim mesma que quando uma série realmente é boa, a gente dá um jeitinho de lê-la sem enrolar muito.

Tenho gostado tanto dos livros e criado uma identificação tão forte com as personagens, que a única coisa que de fato me arrependo é não ter lido o livro ainda adolescente. Tenho certeza de que ele teria sido muito importante na minha formação literária.

Instagram @paulinhav

A Carol Guido é uma dessas pessoas que eu sigo nas redes sociais já faz muitos e muitos anos, e alguém que eu passei a admirar ainda mais depois que ela postou uma série de textos lá no GWS chamados de “A viagem que mudou a minha vida”. Na época cheguei a mandar uma mensagem pra ela falando o quanto aqueles textos tinham me impactado, e acho que até hoje, por mais que eu nunca tenha morado fora do país, um pouco das coisas que estavam escritas naquele post só aumentaram ainda mais esse meu amor por viagens, e por conhecer novos lugares e pessoas.

Bom, mas aonde mesmo eu queria chegar nisso tudo é que hoje em dia a Carol mora em Londres (acompanhem ela lá no snap @guidocarol pra verem várias coisas maneiras da cidade!) e no mês de agosto ela teve a brilhante ideia de mandar um postal da cidade pra todo mundo do twitter que quisesse. O resultado foi que eu e outras várias pessoas sortudas (e ligadas no twitter haha) ganhamos um cartão londrino muito gracinha, com mensagens especiais escritas pela Carol pra cada um.

O cartão é a coisa mais lindinha e agora fica guardado numa gaveta cheia de outras coisas legais e especiais pra mim :)

Instagram @paulinhav

Eu não sei se eu já contei isso aqui, mas desde que Pokémon Go foi lançado no Brasil eu ando irremediavelmente apaixonada pelo jogo. Durante a semana fica um pouco complicado dar continuidade a minha jornada para ser a maior treinadora Pokémon de todas os tempos (a não ser é claro que apareça um Jigglypuff perto de onde eu tô almoçando ou enquanto eu fico esperando no ponto de ônibus), mas nos finais de semana sempre tiro uma meia horinha pra ir até a praça ou o bosque ou qualquer outro lugar em que eu possa me divertir um pouco aumentando minha pokédex. E isso vale tanto pra Bauru quanto pra Leme, como bem prova a foto daqui de cima, quando fui no lago municipal caminhar e jogar um pouco também.

Instagram @paulinhav

Sei que eu já escrevi sobre livros aqui nesse post, mas eu precisava muito falar sobre “A vida invisível de Eurídice Gusmão” da Martha Batalha antes do colocar o último ponto final nesse texto.

Eu tô com esse projeto pessoal de ler mais autores nacionais contemporâneos, ainda que eu faça isso aos poucos, conhecendo um pouquinho aqui de um e um pouquinho ali de outro. Acho importante fazer isso. Acho importante valorizar brasileiros desta geração que escrevem bem, que têm coisas importantes pra falar, que têm histórias verdadeiras pra contar. A gente reclama tanto dos problemas do mercado editoral, como a desvalorização de autores, o valor abusivo dos livros, a falta de espaço para alguns gêneros, e aí quando podemos fazer alguma coisa mesmo pra mudar isso, como ler mais autores brasileiros atuais, acabamos não fazendo.

E esse livro aqui é a prova viva de que existem coisas muitas boas sendo produzidas no país. “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão” é um livro sobre mulheres que tiveram suas vidas pautadas e anuladas em função de outras pessoas, de valores sociais distorcidos e de um monte de convenções opressoras. E ainda que ele se passe na Rio de Janeiro dos anos 40, ele continua ainda assim muito atual e importante. Portanto só posso dizer o seguinte:  façam esse favor a vocês mesmos e leiam esse livro :)

Bisous, bisous e bom final de semana!

Resenha: Funny Girl | Nick Hornby

Funny Girl, livro lançado no finalzinho do ano passado e que chegou aqui no Brasil traduzido pela Companhia das Letras, foi meu primeiro livro do Nick Hornby. Apesar do escritor já ter vários títulos publicados – Alta Fidelidade, de 1995, é um dos maiores sucesso de sua carreira e ganhou uma versão para os cinema no começo dos anos 2000 – foi só com Funny Girl que eu tive curiosidade de ler algo do autor.

Essa fisgadinha de atenção veio da sinopse do livro, que me pegou de jeito ao anunciar uma protagonista mulher que na Londres dos anos 60 queria ser reconhecida pelo seu trabalho, espalhando seu amor pela comédia e fazendo as pessoas rirem. Uma premissa que além de ser completamente diferente de tudo que eu já li, deixava ainda em aberto alguns temas que poderiam ganhar mais aprofundamento, como mulheres no mercado de trabalho, swinging London e showbiz. Ou seja, tudo que eu precisava pra começar o livro o mais rápido possível.

Barbara Parker, a protagonista da história, é uma garota do norte da Inglaterra que sonha em virar atriz de comédia, seguindo os passos da sua grande mestra, Lucille Ball. O livro, aliás, está cheio de referências* a Lucille, das mais literais até as mais escondidas, e não deixa de ser uma grande homenagem a atriz, destacando sua importância para a comédia e, especialmente, para as mulheres na TV.

O livro começa de fato quando Barbara finalmente consegue ir para a cidade grande e, por lá, depois de adotar o nome artístico de Sophie Straws, consegue o papel de protagonista em uma nova série da BBC. A sitcom faz um estardalhaço na TV londrina e, do dia pra noite, Sophie se torna uma estrela em ascensão, conquistando a Inglaterra com sua beleza, inteligência e talento.

Outras capas que o livro ganhou pelo mundo

É nesse momento que outros personagens da história começam a ser apresentados. Entre eles estão atores, diretores e outros envolvidos na série “Barbara (e Jim)” que passam a fazer parte da vida da protagonista, dentro e fora dos palcos. Com seus destemperos, suas afetações, seus objetivos e suas histórias de vida, cada um deles se torna extremamemte importante para a história, de modo que o foco da narrativa passa a ser em torno da própria série e de como ela transforma a vida de todos ao seu redor.

Como cenário para todos esses acontecimentos está a efervescente Londres dos anos 60, o melhor lugar e época que Hornby poderia ter escolhido para escrever essa história. É divertidíssimo acompanhar todas as referências a eventos, lugares e pessoas desse período que aparecem e desaparecem pelas páginas de Funny Girl. O contexto histórico, social e político do período é todo esparramado no livro, e de um jeito leve, rápido e inteligente, a gente acompanha tudo isso de uma vez, descobrindo junto com os personagens as transformações pelas quais a cidade vai passando.

Funny Girl é, desde o começo, um livro muito inteligente. O trabalho de pesquisa que Nick Hornby fez para escrever a história dá pra ser notado em cada página, e ainda que Sophie seja a protagonista do livro, todos os personagens causam impacto na narrativa. Nós nos envolvemos com as histórias de cada um e percebmos, aos poucos, como essas diferentes personalidades ditam um pouco do clima da época.

Se eu tivesse que apontar uma única crítica ao livro, seria o capítulo final, que pra mim ficou meio à deriva na história. A impressão que dá é que o escritor se envolveu tanto com os personagens que quis dar um desfecho completo pra cada um deles, e eu sou um pouco do time que acha que algumas histórias podem acabar de uma forma menos conclusória e mais aberta a interpretações se isso fizer mais bem do que mal à narrativa.

Para quem se interessou pelo livro, Funny Girl é da Companhia das Letras, tem 424 páginas e sai por R$44,90 na Livraria Cultura.

E ah, minha pontuação final pro livro é de quatro estrelinhas!

*notona de rodapé: eu gosto muito de I Love Lucy, série que tornou Lucille Ball mundialmente famosa, e uma das coisas que mais me chamou atenção em Funny Girl foi que eu encontrei referências à série espalhadas pelo livro de maneiras incrivelmente sutis. Por exemplo, muita gente não sabe, mas Lucille Ball só topou fazer I Love Lucy com a condição de que seu marido na vida real, Desi Arnaz, interpretasse também seu marido na TV. O problema disso era que Desi era cubano e a CBS achava que um casal tão “diferente” assim poderia ser visto com maus olhos pelo público. Pra resolver o problema a contento pros dois lados, topou-se a presença de Desi na série contanto que seu nome ficasse camuflado no título: ele se tornou o “I” de “I Love Lucy”. E por que eu contei tudo isso? Porque, coincidência ou não, a série criada por Nick Hornby em Funny Girl se chama “Barbara (e Jim)” e ao longo de todo o livro esse título e a ideia de apontar a mulher como a protagonista e seu marido como o papel secundário, são discutidos várias vezes. É uma referência super escondida, mas que eu achei mega inteligente e que me deixou bastante chocada quando eu percebi.

Bisous, bisous e contem nos comentários se vocês já leram algo desse escritor!

Sobre os hostels da viagem

Já vieram pedir indicações sobre os hostel que eu fiquei tanto lá na página do blog quando por inbox no meu facebook pessoal, e quanto percebi como esse assunto realmente interessava muita gente (eu também nunca havia ficado em hostel antes disso e não sabia muito bem o que iria encontrar por lá), achei que era mais do que válido fazer um texto sobre isso aqui no blog.

Como eu já tinha adiantado no post em que falei sobre os sonhos e planos que antecederam a viagem, tanto no hostel de Londres quanto no de Paris, eu e Diego ficamos em quartos de casal só pra gente e com banheiro também só pra gente. Pra ser sincera, foi tudo muito parecido com um hotel, inclusive a segurança, o café da manha já no pacote e a privacidade. A diferença básica a meu ver foi o preço bem mais em conta e um pouco menos de luxo – o que não fez diferença alguma pra gente que ia pro hostel praticamente só pra dormir.

Lembrando, é claro, que essa foi a minha experiência e que como eu não peguei quarto ou banheiro compartilhado, não posso opiniar sobre essa parte.  Posso, no entanto, falar das áreas em comum do hostel, do atendimento, do conforto, da localização… E acho que isso já ajuda um bocado. Então, aqui embaixo vou contar um pouco desses lugares em que eu fiquei e como foi esse tempo por lá, e se alguém aí tem outros hostels pra indicar em Londres e Paris, por favor, deixa aí nos comentários pra ajudar mais gente que chegar por aqui pesquisando sobre isso, combinado?

Londres é dividida em vários áreas, indo da mais central, a zona 1, até a mais distante, a zona 6. A maior parte das atrações turísticas da cidade ficam nas regiões 1 e 2, então compensa pagar mais caro e ficar em um hostel nessas regiões do que pegar um que fique na zona 4, por exemplo, e gastar horrores depois com o transporte, já que há variação de preço de acordo com a zona que você deseja ir.

O Palmers Lodge Hillspring fica em Willesden Lane, exatamente na divisa entre a zona 2 e a zona 3, e tem a vantagem de que o metrô mais próximo, o Willesden Green, ainda está situado na zona 2. Assim, como a gente praticamente só usou metrô pra se deslocar pela cidade, ter ficado nessa região e pertinho de uma estação – a pé são em torno de dez minutinhos de caminhada – nos ajudou a economizar tempo e dinheiro para fazermos os passeios que queríamos.

Diferente do hostel de Paris, que tem uma cara mais “família”, a proposta aqui é mais focada em jovens e cria todo um ambiente mais descontraído pra isso. A recepção (da foto aqui de cima) é super descolada, cheia de pufes, gente 24 horas conversando, comendo salgadinho e tomando refrigerante das máquinas da sala, e mexendo em notebooks. À noite, sempre que a gente chegava ou saía, tinha uma galera de pijama sentada conversando haha. Além disso, existem outras várias áreas comuns, como o restaurante, o bar (com mesa de sinuca, muita música e um”jardim” com uma coleção gigantesca de motos antigas), a varanda e toda a frente do hostel que, até onde eu entendi, tem ligação com um salão de festas também.

O pessoal da recepção é super jovem, super afim de conversar e extremamente simpático. Não tivemos problema nenhum com atendimento ou segurança enquanto estivemos lá, e tinha, inclusive, cofre no nosso quarto se a gente quisesse guardar alguma coisa.

A gente tomou café da manhã apenas duas vezes no hostel, – é que algumas vezes queríamos tomar café na rua mesmo em algum lugar bonitinho e em outras simplesmente acordamos tarde pra isso hahaha – mas tava tudo bem gostoso, sem grandes luxos. Tinha café, leite, croissants, chá, biscoitos e pãezinhos. E, à noite, o lugar funcionava como restaurante, o que era bem prático pra aqueles dias que você chegava morta depois de um dia todo de passeio e não tinha forças pra sair de novo pra jantar. Nós comemos uma noite nesse restaurante, o preço tava bem ok, a comida tava gostosa e o prato era gigantesco.

Pra não falar que só falei das flores, ou, nesse caso, que só falei das coisas boas da estadia, eu tenho duas ressalvas pra fazer sobre o Palmers Lodge: a primeira é que não achei o chuveiro do hostel muito quente e como Londres é muito, muitoo fria (e eu sou bastante friorenta também), isso foi um problema pra mim. O segundo foi que o bairro em que ele fica localizado tem, claramente, influências muçulmanas, e a maior parte dos restaurantes tem comidas típicas, bastante diferentes e com temperos mega fortes. Veja bem, nada contra a culinária muçulmana, mas eu que sou a rainha das alergias preciso tomar cuidado com essas coisas. Meu cardápio acabava ficando muito restrito ali nas redondezas, o que fazia com que eu e Diego quase sempre preferíssemos jantar pelos lugares em que passeávamos e abastacer o quarto do hostel com comprinhas de supermercado pra comer se desse fome de madrugada.

Informações:
Palmers Lodge Hillspring – 233, Willesden Lane, London
Site da rede Palmers Lodge
Facebook da rede Palmers Lodge.
Palmers Lodge Hillspring no Tripadvisor.

Fiz reserva no Plug-Inn Boutique Hostel por indicação da minha irmã, que já tinha ficado hospedada por lá e tinha gostado muito do lugar. E olha, gente, ela realmente tinha motivos pra ter ficado contente, porque esse hostel é um verdadeiro achado de fofura em Paris!

A primeira vantagem que eu eu enxergo no Plug-Inn é a localização maravilhosa que ele tem: o bairro de Montmartre, um dos cantinhos mais boêmios, românticos e “a cara” de Paris que existem. Chegar na cidade e já ir direto para lá foi muito maravilhoso porque a impressão que eu tinha era que eu havia desembarcado do avião e entrado em um filme francês da década de 60. Montmartre respira o estilo parisiense e é cheio de cafés com mesinhas nas ruas, floriculturas, cachorrinhos seguindo seus donos sem coleira, casarões antigos super charmosos e toda uma atmosfera que a gente sempre vê em livros e filmes sobre a cidade. Além disso, ele é o bairro mais alto de Paris e tem atrações turísticas bem conhecidas, como a Basílica do Sacré-Coeur, o Café des 2 Moulins (onde foram gravadas cenas do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), o Le murs de Je t’aime e o Moulin Rouge (sim, o famoso cabaré que inspirou o filme de mesmo nome!).

Apesar de ter vários andares, esse hostel é menor e bem menos chamativo do que o Palmers Lodge, e fica em uma ruazinha linda, pertinho do metrô (em torno de dez minutos de caminhada). O pessoal que fica na recepção entende perfeitamente inglês e não rolou nenhum tipo de confusão com o idioma enquanto estivemos lá. Além disso, em termos de segurança o lugar também é super tranquilo, e assim como em Londres, havia um cofre no quarto caso a gente quisesse guardar alguma coisa. Além disso, outro ponto ótimo do Plug-Iin, é que como ele fica muito bem localizado, nesse bairro que é bastante turístico, opções de restaurantes, cafés e pubs é o que não faltam. Qualquer hora do dia ou da noite, a gente encontrava ali pertinho lugares abertos com uma comida quentinha e deliciosa.

O Plug-inn, como eu disse lá em cima, tem uma vibe um pouco mais familiar, mas isso também não quer dizer que a gente não veja gente jovem por lá. No nosso último dia, encontramos uma turma novinha de amigos de Minas que tinham acabado de chegar e mesmo durante nossa estadia, vimos gente de todo tipo de idade na recepação e na sala do café. E ah, por falar em café da manhã, o deles é uma delícia, com atendentes super simpáticas. O único porém – e aqui cabe o primeiro ‘probleminha’ que encontrei no hostel –  é que como o local é bem pequenininho, às vezes todas as cadeiras ficavam ocupadas e era preciso esperar um pouquinho pra conseguir um lugar pra sentar. O segundo fato não tão legal assim que notei é que o elevador deles é minúsculo! Só cabem duas pessoas por vez e pra gente subir/descer com as malas foram necessárias algumas viagens. Mas, sinceramente? Nada disso foi algo que de fato atrapalhou nossa estadia. Não era algo que com um pouquinho de paciência não seria tranquilo de resolver, sabem?

Informações
Plug-Inn Boutique Hostel. 7 rue Aristide Bruant, 75018, Paris.
Site do Plug-Inn Boutique Hostel
Facebook do Plug-Inn Boutique Hostel
Plug-Inn Boutique Hostel no Tripadvistor.

Se eu deixei de falar aqui sobre algo que vocês queriam saber dos hostels, podem comentar ou me chamarem no facebook que vou ter o maior prazer de contar. Tentei fazer um resuminho das minhas maiores impressões e espero que pelo menos uma visão um pouco mais detalhada do lugar vocês tenham conseguido captar.

Bisous, bisous e até a próxima

Os cinco de fevereiro e março 2015

Todas as fotos desse post são do meu instagram: @paulinha_v.

Fevereiro

Revistas de moda: uma eterna crush em minha vida

Vocês sabem o quanto eu sou viciada em revistas de moda, né? O problema é que exatamente por amá-las tanto e querer sempre comprar tudo que eu vejo pela frente, rolava um acúmulo mensal de revistas aqui em casa que eu não dava conta de ler. Por isso que assim que 2015 começou eu prometi pra mim mesma que eu selecionaria melhor o que iria comprar. E, além disso, eu daria um jeito de ler toda e qualquer revista que comprasse, pra fazer bom uso do dinheiro e do espaço na estante investido.

Assim, pela primeira vez na vida tô assinando a Vogue Brasil e comprando por fora algumas revistas que têm me interessado muito, como a “nova” L’officiel (com time 2.0) e as revistas que comprei na viagem e que mostrei nesse post aqui. Tô procurando reservar um tempinho dos fins de tarde e finais de semana pra poder ler tudo isso, me inspirar e ter ideias novas. E já adianto que a coceirinha pra falar (ainda mais) sobre elas aqui no blog tá bem forte. Aguardem posts em breve 😉

Subindo mais um degrauzinho

Em fevereiro, Ariane, uma amiga mui querida, se formou na residência de Psicologia. Pra comemorar esse novo degrauzinho alcançado, rolou festinha de formatura com direito a banda, amigos, muita comida e risadas até a barriga doer. E, claro, a certeza de que agora temos uma nova e competentíssima profissional no mercado!

Sobre filmes que mexem comigo

Já faz algum tempo que eu copiei a listinha do livro “1001 filmes para ver antes de morrer” lá no meu listography e, desde então, venho riscando todos os itens que vou assistindo dela. Só que aí em fevereiro, depois de um tempão sem nem pegar esse livro nas mãos, resolvi tirá-lo da prateleira e PÁ, me deu uma vontade doida de levar mais a sério esse desafio. Na real, não é nem só dos filmes listados que eu penso isso, mas de todos os filmes mais antigos que eu morro de vontade de assistir e acabo sempre deixando de lado. Por conta disso, decidi que agora em 2015 (e aproveitando que o Oscar já passou e que os filmes restantes dessa lista eu posso ver com mais calma) vou fazer um intesivão de filminhos antigos, começando pelos do Billy Wilder, um diretor que morro de curiosidade de conhecer mais o trabalho.

Quem tiver alguma indicação pra fazer, sinta-se à vontade pra deixar nos comentários!

Trocando a folia pela piscina

Todas as últimas vezes que fui pra casa dos meus pais em Leme, me joguei sem medo na piscina. Mesmo durante o Carnaval eu preferi trocar a folia pela água e descobri assim que a piscina tem funcionado pra mim de um jeito meio terapêutico, e que a sensação boa de nadar (já até contei por aqui que eu fico nadando mesmo quando tô dentro d’água, gastando energia e me movimentando que nem uma doida) me faz bem, me enche de uma sensação de calmaria e paz. Fora a delícia que é ficar lendo na beiradinha da piscina com um vento gelado batendo no nosso rosto <3

Strike!

Strike!

Fevereiro também foi mês de sair com os amigos pra jogar boliche e fazer vários strikes (mentira essa última parte haha). Eu não sou nem de longe, mas assim, nem de longe mesmo, uma boa jogadora de boliche, mas também não tô nem aí pra isso. Como sei que sou péssima nesse jogo, abandono a Mônica de Friends que existe em mim pelo menos um pouquinho. Afinal, o importante mesmo é sair com gente que me faz bem, que me faz rir e que eu adoro muito.

Março

Espero que vocês estejam acompanhando os posts que estão subindo aqui no blog sobre a viagem, mas pra quem perdeu as fotos que eu subi no Instagram (me sigam lá!), aqui vai um top cinco das muitas coisas legais que aconteceram durante o mês de março enquanto estive em Londres e Paris.

Foram anos de espera, mas minha carta de Hogwarts finalmente chegou

Foram anos de espera, mas minha carta de Hogwarts finalmente chegou

Uma das nossas primeiras paradas em Londres foi na estação de King’s Cross, onde fica a tão incrível plataforma 9 ¾. E sério, eu não poderia ter ficado mais feliz do que fiquei por ter ido até lá! Tendo um carinho tão grande quanto eu tenho pelos livros e filmes de Harry Potter e tendo sonhado durante muito tempo com uma cartinha que me levasse direto pra Hogwarts, estar naquele lugar é quase como se eu tivesse conseguido participar um pouquinho da história também.

É mágico que ela fique de fato na estação e que de um lado a gente veja trens chegando e saindo a todo momento e, de outro, a gente veja esse pequeno carrinho na parede que significa tanto pra quem é fã de HP.

London Eye, o cartão-postal mais lindo de Londres

A vista que a gente tem de Londres quando estamos dentro da London Eye é maravilhosa, mas tão bonita quanto isso é a própria roda-gigante, uma obscenidade de linda nas margens do rio Tâmisa. Ao entardecer, quando o sol vai indo embora e o céu vai misturando o rosa e o vermelho aos seus tons de azul, as cores se refletem na água e na própria London Eye, formando uma das vistas mais lindas que já vi na minha vida <3

Melhor amigo, namorado e companheiro de viagem

Quem for até Londres, precisa conhecer a Tower Bridge, uma das pontes mais famosas da cidade (essa mesma de fundo da foto), mas também precisa, vejam bem, p-r-e-c-i-s-a conhecer a Tower of London, que fica do ladinho dessa ponte. Ela já foi a residência oficial da monarquia britânica, mas hoje se tornou uma espécie de museu da história londrina. São várias torres dentro do local e, em cada uma, uma parte da história da cidade é desvendada. As joias da coroa estão lá (sim, é possível vê-las de pertinho!), assim como a coleção de armaduras da realeza e as masmorras e máquinas de tortura que foram preservadas. Além disso, os espaços destinados aos animais do rei (desde um elefante até um tigre!) também continuam por lá, e, por falar em animais, prepare-se para ver corvos de carne e osso, enormes e a um metro de distância de você, por todo o lugar.

O dia em que eu realizei um sonho <3

O dia em que eu realizei um sonho <3

Chega a ser difícil colocar em palavras o sentimento de ver a Torre Eiffel de pertinho. É incrível como, mesmo já tendo visto tantas fotos e vídeos dela, nada tinha me preparado para a sua beleza e a emoção que ela transmite ao vivo. Saindo do metrô e caminhando em direção a ela, fiquei arrepiada da cabeça até a ponta dos pés. E mais bonito ainda foi fazer tudo isso junto com o Diego: subirmos até lá no alto e, de mãos dadas, olharmos aquela vista e termos a certeza de que estávamos realizando um sonho.

Versailles e sua imensidão

Versailles e sua imensidão

Além da Torre, o Palácio de Versailles era um o lugar que eu mais queria conhecer na França. E como valeu a pena! Para visitar o jardim todo é preciso de mais de uma hora de caminhada, mas em cada cantinho parece que há uma beleza escondida fazendo valer a pena tanta bateção de perna. Pra mim então que sou super curiosa pela história da Maria Antonieta, visitar aquele lugar me deu uma dimensão ainda maior dos motivos de revolta do povo francês com a monarquia francesa e, ao mesmo tempo, me inseriu um pouco mais no universo tão quadradinho da rainha.

Espero que vocês tenham gostado e não deixam de falar aí nos comentários se curtem esse formatinho de resumo de mês.

Bisous, bisous e até mais!

Para comer e beber em Londres

Alguns dos lugares em que fomos beber e comer em Londres realmente me pegaram de jeito. Sabe aquele tipo de lugar que você mal saiu e já tá com vontade de voltar no dia seguinte pra experimentar um novo prato ou bebida? Pois então, foi isso que aconteceu comigo nessa viagem. E como coisas legais assim a gente precisa compartilhar, resolvi fazer uma listinha de quatro desses restaurantes barra pubs barra cafeterias hehe que amamos e que acho que todo mundo tem que visitar.

E ah, a versão de Paris desse post aqui sobe em breve no blog ;}

St Stephen's Tavern Pub

O St Stephen’s Tavern Pub fica em uma das regiões mais famosas e turísticas de Londres. De frente para o Big Ben e do ladinho do metrô de Westminster, é impossível não notá-lo todo bonito e aristocrático nessa que é uma das mais importantes ruas da cidade. O pub foi construído em 1873 e vem funcionando desde então, com um pequeno hiato de 15 anos de parada até ser reaberto e reformado em 2003.

Desde a época da sua construção ele serviu como um ponto de encontro da política britânica, coisa que fica evidente na sua decoração: além dos inúmeros quadros com personalidades da área, o lugar tem um clima bem vintage, com móveis bem lindos e austeros, luminárias enormes, escadas em caracol e papeis de parede decorados.

Ele possui dois andares, sendo a parte de baixo o pub e a de cima o restaurante. Eu e Diego almoçamos por lá no dia que fomos conhecer a região e resolvemos provar um dos mais típicos pratos londrinos, o fish and chips! Ele é uma combinação de batata frita, peixe, ervilhas, tempero de limão e um molhinho bem especial que dá um gosto único no prato. De todos os fish and chips que provamos na viagem, o melhor foi esse daqui, que tava com o peixe fritinho na medida certa e com batatas sem muito óleo.

Vale muito a pena experimentar esse prato e, de quebra, ainda conhecer esse restaurante que faz parte da história britânica.

Site: http://ststephenstavern.co.uk/
Endereço: 10 Bridge Street – Westminster, London – SW1A 2JR

O fish and chips que provamos no St. Stephen’s Tavern and Pub e que é um dos mais tradicionais pratos londrinos

Costa Coffee

O Costa Coffee foi, provavelmente, o lugar que nós mais frequentamos em Londres, já que você encontra uma dessas cafeterias em toda esquina. E juro pra vocês que isso não é exagero. Parece que a gente tropeça nas unidades do Costa, de tantas que existem espalhadas pela cidade.

Essa cafeteria foi fundada por dois irmãos em 1971 e é hoje a segunda maior rede de cafés do mundo. Em Londres, sua terra natal, dá pra perceber que ela é muito mais comum e mais popular do que o Starbucks (que nasceu, cresceu e tem muito mais apelo nos EUA). As duas, no entanto, são bem parecidas. Ainda que o Starbucks tenha criado um conceito muito forte sobre sua marca e seus produtos, não acho que o Costa fique muito atrás na qualidade das suas bebidas. As que provei pelo menos achei bem deliciosas e exageradamente grandes! Pra vocês terem ideia, toda vez que íamos lá, acabava que eu tinha que dividir meu café com o Diego porque não conseguia tomar uma xícara inteira, de tão gigante que ela era!

As comidas de lá também são bem gostosas. Comemos salgados e croissants e em todas as unidades que fomos, das mais gigantes as mais pequeninas, fomos atendidos bem e de forma rápida.

Então, quem aí tá em Londres ou indo pra cidade, já sabe: tomar um cafezinho no Costa é parada obrigatória, tanto pela tradição que o lugar tem, quanto pela delícia que são suas comidas e bebidas.

Site: http://www.costa.co.uk/
Endereço: em qualquer bairro, esquina ou ruazinha de Londres (sério!), mas no site é possível encontrar todas as unidades por região.

Um café simplezinho, mas bem gostoso, que comemos e tomamos no Costa

Ben's Cookies

Foto do facebook do Ben’s Cookies

Apesar de ser bem tradicional em Londres, o Ben’s Cookies não é tão fácil de achar quanto o Costa Coffee. Eu demorei um pouco pra encontrar uma de suas unidades, mas na Oxford Street eu finalmente consegui achar uma. Não sei se todas as suas lojas são assim, mas a que eu fui era minúscula, quase uma barraquinha, e a sorte era que eu tava prestando bastante atenção na rua porque se não era bem provável que ela passasse batido por mim.

Já dizia o ditado, no entanto, que são nos menores frascos que se encontram os melhores perfumes… Prova disso é que eu comi o “Triple Chocolate Chunk” deles e, socorr, que senhor cookie! Enorme e mega recheado!

O que eu mais gostei nele foi que na parte de dentro ele tem uma consistência maravilhosa, que não chega a ser líquida, mas que também não é durinha como na parte de cima. É como se fosse um creme que derrete na boca quando a gente morde e que vem junto com vários pedacinhos de chocolate. Um disparate de delicioso.

Site: http://www.benscookies.com/
Endereço: possui várias unidades (no site é possível conferir todas), mas a que eu fui é da Oxford Street (East).

Foto do site do Ben’s Cookies

MezzoRoma

Foto do Google Plus do MezzoRoma

Tanto em Londres quanto em Paris nós fomos em vários restaurantes italianos, mas um dos que mais chamou nossa atenção pelo bom atendimento e pela comida deliciosa foi o MezzoRoma. Pertinho do hostel em que ficamos hospedados, o MezzoRoma tem um maître italiano divertidíssimo e eu super valorizo restaurantes que se importam com esse tipo de coisa e que realmente querem agradar seus clientes. Acho que, além de uma comida saborosa e bem-feita, bom atendimento é fundamental.

E se na entrada nós já ficamos felizes com a forma com que fomos recepcionados, na hora que a comida chegou, então… Que surpresa boa! Pedimos uma pizza que estava deliciosa, mas que infelizmente eu esqueci de fotografar :{

Vale falar também que o MezzoRoma, além de restaurante, funciona também como cafeteria e espero eu que numa próxima viagem a Londres eu tenha a chance de descobrir esse outro lado dele. Conto tudo aqui pra vocês se isso acontecer ;}

Site: http://www.mezzoroma.uk/
Endereço: 66 Walm Lane London NW2 4RA

Foto do site do MezzoRoma

E vocês? Tem algum restaurante ou cafeteria que amam em Londres e que não tá aqui na listinha? Deixem aí nos comentários!

Bisous, bisous