Já vieram pedir indicações sobre os hostel que eu fiquei tanto lá na página do blog quando por inbox no meu facebook pessoal, e quanto percebi como esse assunto realmente interessava muita gente (eu também nunca havia ficado em hostel antes disso e não sabia muito bem o que iria encontrar por lá), achei que era mais do que válido fazer um texto sobre isso aqui no blog.

Como eu já tinha adiantado no post em que falei sobre os sonhos e planos que antecederam a viagem, tanto no hostel de Londres quanto no de Paris, eu e Diego ficamos em quartos de casal só pra gente e com banheiro também só pra gente. Pra ser sincera, foi tudo muito parecido com um hotel, inclusive a segurança, o café da manha já no pacote e a privacidade. A diferença básica a meu ver foi o preço bem mais em conta e um pouco menos de luxo – o que não fez diferença alguma pra gente que ia pro hostel praticamente só pra dormir.

Lembrando, é claro, que essa foi a minha experiência e que como eu não peguei quarto ou banheiro compartilhado, não posso opiniar sobre essa parte.  Posso, no entanto, falar das áreas em comum do hostel, do atendimento, do conforto, da localização… E acho que isso já ajuda um bocado. Então, aqui embaixo vou contar um pouco desses lugares em que eu fiquei e como foi esse tempo por lá, e se alguém aí tem outros hostels pra indicar em Londres e Paris, por favor, deixa aí nos comentários pra ajudar mais gente que chegar por aqui pesquisando sobre isso, combinado?

Londres é dividida em vários áreas, indo da mais central, a zona 1, até a mais distante, a zona 6. A maior parte das atrações turísticas da cidade ficam nas regiões 1 e 2, então compensa pagar mais caro e ficar em um hostel nessas regiões do que pegar um que fique na zona 4, por exemplo, e gastar horrores depois com o transporte, já que há variação de preço de acordo com a zona que você deseja ir.

O Palmers Lodge Hillspring fica em Willesden Lane, exatamente na divisa entre a zona 2 e a zona 3, e tem a vantagem de que o metrô mais próximo, o Willesden Green, ainda está situado na zona 2. Assim, como a gente praticamente só usou metrô pra se deslocar pela cidade, ter ficado nessa região e pertinho de uma estação – a pé são em torno de dez minutinhos de caminhada – nos ajudou a economizar tempo e dinheiro para fazermos os passeios que queríamos.

Diferente do hostel de Paris, que tem uma cara mais “família”, a proposta aqui é mais focada em jovens e cria todo um ambiente mais descontraído pra isso. A recepção (da foto aqui de cima) é super descolada, cheia de pufes, gente 24 horas conversando, comendo salgadinho e tomando refrigerante das máquinas da sala, e mexendo em notebooks. À noite, sempre que a gente chegava ou saía, tinha uma galera de pijama sentada conversando haha. Além disso, existem outras várias áreas comuns, como o restaurante, o bar (com mesa de sinuca, muita música e um”jardim” com uma coleção gigantesca de motos antigas), a varanda e toda a frente do hostel que, até onde eu entendi, tem ligação com um salão de festas também.

O pessoal da recepção é super jovem, super afim de conversar e extremamente simpático. Não tivemos problema nenhum com atendimento ou segurança enquanto estivemos lá, e tinha, inclusive, cofre no nosso quarto se a gente quisesse guardar alguma coisa.

A gente tomou café da manhã apenas duas vezes no hostel, – é que algumas vezes queríamos tomar café na rua mesmo em algum lugar bonitinho e em outras simplesmente acordamos tarde pra isso hahaha – mas tava tudo bem gostoso, sem grandes luxos. Tinha café, leite, croissants, chá, biscoitos e pãezinhos. E, à noite, o lugar funcionava como restaurante, o que era bem prático pra aqueles dias que você chegava morta depois de um dia todo de passeio e não tinha forças pra sair de novo pra jantar. Nós comemos uma noite nesse restaurante, o preço tava bem ok, a comida tava gostosa e o prato era gigantesco.

Pra não falar que só falei das flores, ou, nesse caso, que só falei das coisas boas da estadia, eu tenho duas ressalvas pra fazer sobre o Palmers Lodge: a primeira é que não achei o chuveiro do hostel muito quente e como Londres é muito, muitoo fria (e eu sou bastante friorenta também), isso foi um problema pra mim. O segundo foi que o bairro em que ele fica localizado tem, claramente, influências muçulmanas, e a maior parte dos restaurantes tem comidas típicas, bastante diferentes e com temperos mega fortes. Veja bem, nada contra a culinária muçulmana, mas eu que sou a rainha das alergias preciso tomar cuidado com essas coisas. Meu cardápio acabava ficando muito restrito ali nas redondezas, o que fazia com que eu e Diego quase sempre preferíssemos jantar pelos lugares em que passeávamos e abastacer o quarto do hostel com comprinhas de supermercado pra comer se desse fome de madrugada.

Informações:
Palmers Lodge Hillspring – 233, Willesden Lane, London
Site da rede Palmers Lodge
Facebook da rede Palmers Lodge.
Palmers Lodge Hillspring no Tripadvisor.

Fiz reserva no Plug-Inn Boutique Hostel por indicação da minha irmã, que já tinha ficado hospedada por lá e tinha gostado muito do lugar. E olha, gente, ela realmente tinha motivos pra ter ficado contente, porque esse hostel é um verdadeiro achado de fofura em Paris!

A primeira vantagem que eu eu enxergo no Plug-Inn é a localização maravilhosa que ele tem: o bairro de Montmartre, um dos cantinhos mais boêmios, românticos e “a cara” de Paris que existem. Chegar na cidade e já ir direto para lá foi muito maravilhoso porque a impressão que eu tinha era que eu havia desembarcado do avião e entrado em um filme francês da década de 60. Montmartre respira o estilo parisiense e é cheio de cafés com mesinhas nas ruas, floriculturas, cachorrinhos seguindo seus donos sem coleira, casarões antigos super charmosos e toda uma atmosfera que a gente sempre vê em livros e filmes sobre a cidade. Além disso, ele é o bairro mais alto de Paris e tem atrações turísticas bem conhecidas, como a Basílica do Sacré-Coeur, o Café des 2 Moulins (onde foram gravadas cenas do filme “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), o Le murs de Je t’aime e o Moulin Rouge (sim, o famoso cabaré que inspirou o filme de mesmo nome!).

Apesar de ter vários andares, esse hostel é menor e bem menos chamativo do que o Palmers Lodge, e fica em uma ruazinha linda, pertinho do metrô (em torno de dez minutos de caminhada). O pessoal que fica na recepção entende perfeitamente inglês e não rolou nenhum tipo de confusão com o idioma enquanto estivemos lá. Além disso, em termos de segurança o lugar também é super tranquilo, e assim como em Londres, havia um cofre no quarto caso a gente quisesse guardar alguma coisa. Além disso, outro ponto ótimo do Plug-Iin, é que como ele fica muito bem localizado, nesse bairro que é bastante turístico, opções de restaurantes, cafés e pubs é o que não faltam. Qualquer hora do dia ou da noite, a gente encontrava ali pertinho lugares abertos com uma comida quentinha e deliciosa.

O Plug-inn, como eu disse lá em cima, tem uma vibe um pouco mais familiar, mas isso também não quer dizer que a gente não veja gente jovem por lá. No nosso último dia, encontramos uma turma novinha de amigos de Minas que tinham acabado de chegar e mesmo durante nossa estadia, vimos gente de todo tipo de idade na recepação e na sala do café. E ah, por falar em café da manhã, o deles é uma delícia, com atendentes super simpáticas. O único porém – e aqui cabe o primeiro ‘probleminha’ que encontrei no hostel –  é que como o local é bem pequenininho, às vezes todas as cadeiras ficavam ocupadas e era preciso esperar um pouquinho pra conseguir um lugar pra sentar. O segundo fato não tão legal assim que notei é que o elevador deles é minúsculo! Só cabem duas pessoas por vez e pra gente subir/descer com as malas foram necessárias algumas viagens. Mas, sinceramente? Nada disso foi algo que de fato atrapalhou nossa estadia. Não era algo que com um pouquinho de paciência não seria tranquilo de resolver, sabem?

Informações
Plug-Inn Boutique Hostel. 7 rue Aristide Bruant, 75018, Paris.
Site do Plug-Inn Boutique Hostel
Facebook do Plug-Inn Boutique Hostel
Plug-Inn Boutique Hostel no Tripadvistor.

Se eu deixei de falar aqui sobre algo que vocês queriam saber dos hostels, podem comentar ou me chamarem no facebook que vou ter o maior prazer de contar. Tentei fazer um resuminho das minhas maiores impressões e espero que pelo menos uma visão um pouco mais detalhada do lugar vocês tenham conseguido captar.

Bisous, bisous e até a próxima