Little Vlog | Bookshelf Tour #1

Depois de muito tempo sumida daqui e sem gravar vídeos novos, voltei resolvendo os dois problemas de uma vez, já que trabalhar a proatividade é uma das metas do “não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje” hahaha. Mas deixem eu me explicar. Sumi esses dias daqui do blog porque além de andar a louca dos freelas, os meus últimos dias foram tão legais e corridos que eu quase não consegui parar aqui na frente do computador. Tava ~vivendo um pouco da vida lá fora~, sabem? E olha, isso foi excelente, porque agora não só tô de volta muito mais disposta a manter o blog atualizado, como também estou cheia de ideias de posts pra trazer pra cá.

Pra começar, então, um vídeo que faz muito tempo que queria gravar, e que nada mais é que… O Bookshelf Tour do Little Blog! Tcharãn! E pra não deixá-lo absurdamente comprido (essa primeira parte mesmo eu já queria ter feito em menos tempo, mas não consegui), vou dividi-lo em dois. E como prometo no vídeo, deixei aqui embaixo os links dos livros citados que têm resenhas no blog.

Enfim, espero mesmo que vocês gostem da gravação e, se quiserem, fiquem a vonts pra acompanhar a página do blog que eu atualizo quase que todo dia, meu instagram que mostra essa ~vida lá fora~ que eu andei/ando vivendo, o canal do blog e, claro, o Little aqui, que essa semana, aliás, vai ter post sobre o último dia de SPFW que eu fui conferir in loco.

Livros citados no vídeo e o link da sua resenha no blog

Histórias da Moda no Brasil – das influências às autorreferências – Luís André do Prado e João Braga
http://goo.gl/StPjxq

Revolução dos Bichos – George Orwell
http://goo.gl/42Z1fe

1922 a semana que não terminou – Marcos Augusto Gonçalves
http://goo.gl/KzqxWA

Meu listography
http://goo.gl/cuvJ5X

Então é isso. Bisous, bisous e até breve (breve mesmo).

Ps: Diego, aka melhor namorado do mundo, foi quem editou o vídeo. Apenas <3 por ele sempre me ajudar nessas e em todas as outras coisas da vida.

Wishlist de novembro

A verdade é que minha fase literária tem perdurado há exatos 23 anos, mas, apesar disso, tenho que admitir que existem alguns momentos em que ela tá um pouco mais descontrolada do que o normal. Esse com certeza é um desses momentos e eu não poderia fazer a minha wishlist de novembro de outra coisa que não fossem livros.

Espero que você gostem e me contem o que já leram/querem ler nos comentários!

  • Coleção Jogos Vorazes – Suzanne Collins

Sexta-feira estreou nos cinemas o segundo filme da série estrelada pela minha BFF dos sonhos, Jennifer Lawrence. Confesso que o primeiro filme me encantou muito pela sua sinopse (apesar de haver alguns pontos que achei meios soltos no desenrolar da trama), mas antes de assistir ao segundo e saber a continuação da história, queria muito ler a coleção. Quando existem obras baseadas em livros, não sei explicar bem porquê, mas acabo sempre preferindo ler o livro primeiro antes de ver o longa. Juro que não sinto que tô perdendo em nada ao ir para o cinema e assistir uma história eu eu “já conheço”. Primeiro porque quase sempre rolam muitas diferenças entre uma e outra, afinal são adaptações, e segundo porque se foi uma leitura de que gostei, só vou querer mergulhar ainda mais naquela história.

Bom, apesar de nem sempre conseguir realmente manter essa ordem de preferência (taí Lolita, que estou lendo só agora depois de ter visto os filmes de 62 e 97, pra comprovar essa tese), com jogos Vorazes queria mesmo poder ler tudo antes de ver o segundo filme. Torçam pra eu conseguir.

 

  • Maus: a história de um sobrevivente – Art Spiegelman

Maus tá na minha wishlist não é de agora, e isso se deve tanto pela sua história quanto pelo fato de ser um dos quadrinhos mais famosos e importantes dos últimos tempos. Pra quem não conhece, o livro é narrado por Vladek Spiegelman, um judeus polonês que ao longo do livro conta ao filho Art como foi sua vida e sua sobrevivência dentro do campo de concentração de Auschwitz.

Afora toda a beleza do livro que a gente pode imaginar com uma sinopse dessas, o fato de se tratar de uma tema tão profundo e penoso como a Segunda Guerra Mundial me cria muita curiosidade. Ao lado da ditadura militar e da Semana de Arte Moderna de 1922, é dos temas históricos que mais impressionam e mexem comigo.

 

  • Músicas e Musas: a verdadeira história por trás de 50 clássicos pop

Desde quando conheci esse livro fiquei louquinha por ele, afinal ele mistura duas coisas que me inspiram muito: musas e música. Uma amiga muito querida, a Isabelly Lima, encontrou uma edição dele na livraria da sua faculdade e acabou comprando pra conhecer. Depois da avaliação que ela fez, contando como ele tem curiosidades daquelas de deixar o queixo caído e que a gente não consegue mais desapegar, me deu ainda mais certeza que preciso ter ele logo na minha estante.

 

  • Marilyn – Norman Mailer

Por falar em musas, Marilyn é com certeza uma das musas que mais me instigam. Depois de ler algumas coisas espalhadas por aqui e por ali dela, ter assistido alguns de seus filmes e visto o “Sete dias com Marilyn”, que conta a história da atriz, fiquei com aquela sensação de que ela com certeza é uma mulher muito além do que passava à primeira vista. Sabe gente que cria uma barreira de proteção contra o mundo e por dentro tá lá, fervilhando de ideias e pensamentos? Marilyn me soa como alguém assim, como uma mulher extremamente interessante que não conseguiu – e nem queria – mostrar tudo que tinha dentro de si para os outros. Esse livro aqui é uma biografia dela lançada no começo do ano. Mal posso esperar pra ler!

 

  • 100 anos de moda – Cally Blackman

Para todo mundo que é apaixonada por moda (oi!), deve ser difícil não desejar esse livro. Além de falar sobre a história da moda do século XX, destacando os principais momentos, designers e revoluções da área, ele também funciona como aqueles livros de centro de mesa que em qualquer página aberta te inspiram, afinal são mais de 400 imagens de moda icônicas espalhadas por suas folhas.

Acho o livro interessante também porque ele não se prende apenas a história da moda pura, mas vai criando paralelos com os movimentos artísticos, com a revolução feminista e outros fenômenos sociais, econômicos e culturais que tiveram profundas influências na moda. E essa capa linda de morrer, fruto daquelas fotos da Audrey batidas por Norman Parkinson em 1955, conquistou ainda mais meu coração.

 

  • Especiais e Extras – Scott Westerfeld

Como eu já contei aqui no blog, eu já li Feios e Perfeitos, os primeiros livros dessa coleção. Ela aliás recebe o nome do seu primeiro livro, “Feios” e é uma trilogia um pouco diferente do normal, já que é feita de quatro livros (?) haha. Isso porque o último livro publicado da série, o Extras, funciona meio que como um “anos depois” dos acontecimentos que acompanhamos nos três primeiros livros. Dessa forma a gente pode ver as consequências e mudanças (ou não) dos personagens depois de todos os conflitos passados na trilogia.

Se Scott Westerfeld quis aproveitar o sucesso dos outros três livros e dar um último suspiro a série apenas por motivos financeiros, nunca saberemos, mas como eu ainda preciso ler o último livro e não resisto a uma continuação de história, quero logo eles pra minha estante.

 

  • Era dos Extremos – Erick Hobsbawm

Esse livro é daqueles que todo mundo devia ter na estante, e eu fico envergonhada mesmo de ainda não ter o meu. Ele não é “apenas” um livro sobre histórias. Ele é um livro sobre as histórias do século XX e todos os seus conflitos, revoluções, artistas, movimentos, disputas, músicas, filmes, influências, enfim, tudo aquilo que foi marcante durante o século que passou. Se estiver errada alguém me corrija, por favor, mas pelo que sei Hobsbawm meio que divide a obra em duas partes/eras (dai o título do livro): a da catástrofe e a de ouro.

Ele não é um livro muito fácil de achar pra comprar (pelo menos não era nas últimas vezes que procurei), mas nem em sonho desisti da ideia de ter um pra chamar de meu.

E é isso. Até a próxima wishlist onde eu espero ser mais concisa e não deixar o texto giga haha.

Bisous, bisous

Leituras 2013 #2

Essa é a segunda parte das minhas leituras de 2013 – ou pelo menos o que foi lido até agora, dia 16 de outubro. Pra quem não viu a primeira parte, é só clicar aqui, onde teve resenha dos livros “As Vantagens de ser Invisível”, do Stephen Chbosky, “V de Vingança”, do Alan Moore e do David Lloyd, “A História sem Fim”, do Michael Ende, e “Como Ver um Filme” da Ana Maria Bahiana.

E lembrando:

Já teve post aqui no blog sobre o livro “História da Moda no Brasil – das influências às autorreferências”, “Quinta Avenida, 5 da manhã” e “Dormindo com o Inimigo’. Ufa!

  •  Serena – Ian McEwan

Ian McEwan era uma grande incógnita pra mim. Nunca havia lido nada do autor, mas eu já tinha escutado críticas tão boas sobre os seus romances que era super curiosa pra saber como era seu tipo de narrativa e seu estilo de texto. Pra aumentar ainda mais essa curiosidade, ainda no ano passado, uns dias depois que terminou a Flip, eu vi em algum lugar uma listinha com os livros mais vendidos daquela edição. E tchan tchan tchan, adivinhem quem tava em quarto lugar? Sim, meus caros, ele mesmo, senhor Ian McEwan e seu romance “Serena”. Pra mim foi o que faltava. Comprei o livro e assim que tive uma brecha entre algumas leituras que tavam antes na fila haha, me entreguei totalmente pra essa história.

O livro conta a história da personagem Serena, uma jovem matemática que é contratada pelo Serviço Secreto Britânico em um cargo não lá de muita relevância, mas que acaba ganhando cada vez mais atenção dos colegas e envolvendo a garota em toda uma rede de espionagem. E sim, já podemos esperar que em algum momento, tudo isso vai entrar em conflito com sua vida particular.

Essa foi basicamente a sinopse que li antes de comprar o livro. Só que o que eles não contam aí, é que antes da gente chegar nessa história toda há um longo caminho percorrido – aka pedaço de livro – pra gente entender como era a vida da Serena antes do serviço secreto. O que torna o começo do livro um pouco arrastado, digamos assim. Quando as coisas finalmente começam a acontecer, ou seja quando a história realmente engrena, parece que tudo lá do começo que soava chato vai fazendo cada vez mais sentido. Então, quando alguém me pede uma recomendação desse livro, sou bem enfática: se preciso, dê um tempo, leia outras coisas no meio, vá tomar um ar haha, mas não o abandone. O final é um dos melhores que já li e faz valer a pena suas 380 páginas de leitura, ainda que a história não te fisgue de primeira.

  •  A Revolução dos Bichos – George Orwell

“Mas, sem dúvida, antigamente era muito pior. Gostavam de achar isso. Além do mais, naqueles dias eram escravos, ao passo que agora eram livres; e tudo isso, afinal, fazia diferença.”

Esse é um daquelas clássicos que em algum momento da vida a gente deve ler. Ou em vários, porque tenho cá pra mim que a cada nova leitura dele a gente deve enxergar e aprender coisas diferentes.

Pra quem não conhece, Revolução dos Bichos é uma fábula, ou seja, uma história onde os personagens são animais, porém, animais com características humanas, que falam, pensam e sentem como se fossem pessoas de verdade. A história se passa na Granja do Solar, uma fazenda onde todos os animais trabalham dia e noite, incansavelmente, pra manterem os serviços em dia para os seus donos. Esse tipo de trabalho, no entanto, começa a deixar os bichos descontentes, já que eles se dão conta do regime de escravidão a que estão sendo submetidos. Um dia, então, resolvem se rebelar e tomar posse da fazenda, instituindo um sistema igualitário no lugar. Só que aí não demora muito pra alguns bichos acharem que não são assim tão iguais ao outros, sacomé esse pensamento humano que a gente vê aos milhares por aí, e decidem que é preciso ter algumas regalias e poderes.

Uma das coisas mais belas de A Revolução dos Bichos é que em qualquer idade esse livro faz sentido. Mesmo que você seja criança e não apure toda sua profundidade, ele é uma bela história infantil. Se você já não é mais tão criança assim e consegue entender toda a sátira envolvida por trás dessa história, bom, aí mesmo é que você vai adorá-lo. Primeiro porque ele foi escrito e exemplifica – ainda que através dos bichos, do cotidiano da fazenda e das mudanças de política que vão se desenrolando na história – a ditadura stalinista durante o período da Segunda Guerra Mundial. Isso foi, inclusive, um dos fatos que fez esse livro demorar tanto tempo pra ser publicado e ter causado o maior fuzuê na época do seu lançamento. Orwell tava mexendo em um tema muito delicado, em uma época onde Stálin e Trotski eram vistos como aliados contra os nazistas.

O mais sarcástico desse livro, no entanto, talvez esteja até fora das suas páginas: anos depois, durante a Guerra Fria, aquele mesmo discurso que em teoria seria uma crítica ao livro se transformou em uma das maiores bandeiras do Ocidente contra a União Soviética (!)

O outro ponto que eu acho legal desse livro é que mesmo que a gente não faça uma ligação tão direta assim com o stalinismo, ele ainda continua ensinando e mostrando muita coisa pra gente. Esse tipo de comportamento que a gente vê em alguns bichos do livro pode ser notado em situações de menor escala de relações humanas. Não é preciso procurar muito pra achar alguns exemplos…

  • A Guerra dos Tronos – As Crônicas de Gelo e Fogo – George R. R. Martin

Taí o motivo por eu ainda não ter lido muitos livros esse ano! haha. Ou pelo menos o começo do motivo, já que nesse momento terminei os três primeiros livros dessa coleção.

A Guerra dos Tronos, primeiro livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo, tá muito conhecido agora por causa da série da HBO (que, inclusive, leva o nome desse primeiro livro e não da série), mas pra quem se aventurou por essa história além do mundo da TV, eu tenho absoluta certeza que não se arrependeu! George R. R. Martin tem um dos estilos de escrever mais incríveis que você pode imaginar. Pra começar que a narrativa dele tem muitos pontos de linearidade, mas quando chega perto de algum ápice, diferente da maioria dos escritores, não vai te preparando e aumenta o grau de tensão até chegar lá. O autor gosta mais mesmo é de nos surpreender, então às vezes você tá lendo uma página em que teoricamente nada de muito uow tá acontecendo e quando vira pra próxima o mundo começa a desabar.

O que mais me deixa encantada nessa coleção é que por mais que a gente torça por alguns personagens específicos, todos têm suas fraquezas. Tanto que eu mordi a língua por achar um dos personagens horrorosos nos dois primeiros livros pra só no terceiro entender quem de fato ele era…

Esse primeiro livro, aliás, serve bastante pra gente ser introduzido aos personagens da história. Cada capítulo leva o nome de um personagem e conta a história do ponto de vista dele naquele momento, o que torna o livro extremamente rico, porque a gente sempre tem diferentes visões de um mesmo assunto e consegue acompanhar a história em diferentes lugares ao mesmo tempo. Todos os personagens são extremamente complexos e, como já disse ali em cima, a gente vai percebendo que esse lance de bem e mal não é uma coisa que funciona “direito” no livro: todas são seres humanos e, portanto, passíveis de inúmeros sentimentos.

Pra quem não conhece a sinopse do livro deixo esse link aqui (seria impossível resumir essa sinopse em poucas linhas), mas já adianto que ele é mesmo incrível! Os detalhes que George R. R. Martin dá aos capítulos, a história de cada personagem, as mudanças que a própria história vai sofrendo ao longo do livro (e que mudanças!) e as partes de magia (agora que me toquei que não disse que esse é um livro de fantasia haha) são das melhores coisas que já li na minha vida.

  • O pequeno príncipe – Antoine de Saint-Exupéry

– Os homens esqueceram essa verdade – disse ainda a raposa, – Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa…”

O último livro do post já deve ter sido lido por 99,9% das pessoas que estão lendo isso nesse momento. Nesse outros 1% era onde eu me encaixava até pouquinho tempo atrás, já que sim, aos 23 anos de idade foi a primeira vez que eu li O Pequeno Príncipe.

A histórica criada por Antoine de Saint Exupéry deve ter o maior número de frases marcantes da história, tanto que mesmo lendo o livro pela primeira vez, eu conhecia várias das suas passagens Ainda assim, foi gracioso demais ler a história desse pequeno princepezinho.

Eu li a edição da Editora Agir (essa da foto) e as ilustrações que têm dentro do livro, que são as aquarelas do próprio autor, são lindas e dão um toque ainda mais bonito pra história.

Assim como A Revolução dos Bichos, O Pequeno Príncipe é um livro que dá pra ser lido por todas as idades. Para os pequenos ele pode ser uma bela historinha contada antes de dormir. Para os adultos, ele é uma bela história cheia de passagens cativantes, que vão ensinando de forma singelas grandes lições de vida. Dizendo assim, o livro pode soar até um pouco pedante, (por sinal, uma jornalista que conheci vivia me dizendo que achava uma perda de tempo esse livro), mas ainda assim acho que ele tem seus méritos…

Continua!

Crédito da imagem de fundo da abertura.

Bisous, bisous