Sexta-feira terminei de jogar Life Is Strange, jogo de cinco episódios da Dontnod Entertainment que fez um sucesso bastante estrondoso quando foi lançado em 2015.

Life is Strange

Ainda que eu tenha achado a história do jogo incrível e tenha ficado bastante impressionada com a forma como a questão “viagem no tempo” foi tratada, – quase sempre bem problemática e facinha de cair em furos – esse post aqui não se trata de um review de Life is Strange. Aliás, pra quem quiser saber mais sobre a história, personagens e desenrolar da trama, ficam aqui os reviews que o Critical Hits fez dos cinco episódios do jogo: Chrysalis, Out of Time, Chaos Theory, Dark Room e Polarized.

O que eu queria mesmo era falar era da trilha sonora da história, que me chamou tanta, mas tanta atenção, que antes mesmo de terminar o jogo eu já tinha pulado para o Spotify para descobrir que músicas eram aquelas.

Vale dizer que um dos pontos que achei mais interessantes na trilha sonora (além da própria escolha inusitada das canções), foi a forma como elas foram introduzidas em cada capítulo. Há cenas em que elas tocam apenas no pano de fundo do que estamos observando, mas há cenas também – e é aí que a mágica acontece – em que as músicas são de fato ouvidas pela Max, a protagonista da história.

Assim como muitos outros adolescentes da sua idade, Max gosta de escutar música, e seja em um aparelho de som no quarto de sua amiga ou através de fones de ouvido que ela coloca enquanto anda de ônibus, ela ouve algumas canções que dão ainda mais impacto para a trama.

Entre os artistas que compõem a trilha sonora de Life is Strange estão Bright Eyes, banda bem indie rock, cheia de musiquinhas gostosas que a gente não cansa de escutar; a dupla canadense Angus & Julia Stone, que são irmãos e tem uma sonoridade bem diferente do que eu tenho costume de ouvir, e os meninos do Syd Matters, que talvez sejam as grandes “estrelas” dessa trilha. Com duas músicas na soundtrack, To All of You e Obstacles, eles são os grandes responsáveis por ditar o tom do jogo nesse aspecto musical, sempre com as canções tocando em momentos cruciais da história.

Um fato curioso que eu não pude deixar de notar é que o Syd Matters, ainda que cante em inglês, é uma banda francesa, assim como a própria Dontnod Entertainment. Achei bastante cuidadoso e legal eles terem tido a preocupação de trazer uma banda de lá como “protagonistas” dessa trilha (e não um grupo americano ou inglês, como é sempre tão comum).

Life is Strange

Pra quem ficou curioso sobre a trilha, aqui em cima vocês escutam a soundtrack dele no Spotify, e pra quem ficou com vontadezinha de jogar Life is Strange, o jogo está disponível para PlayStation 4, PlayStation 3, Xbox One, Xbox 360 e PC/Mac.

Beijos e até a próxima