De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Ano passado escrevi aqui no blog sobre a trilha sonora de Life is Strange, jogo da Dontnod Entertainment que marcou meu ano de 2017. Eu pirei de verdade com a história e jogabilidade dele, e fiquei tão envolvida pelas suas músicas que na lista de final de ano do Spotify, Obstacles do Syd Matters entrou no meu top five de canções mais ouvidas.

O jogo, aliás, conquistou muito mais gente do que só eu, tanto que no ano passado foi lançado o Life is Strange: Before the Storm, um prequel do título original que eu tratei de jogar assim que 2018 começou. Com uma história que se passa meses antes da chegada de Max em Arcadia Bay, esse prequel mostra o início da amizade de Chloe Price, nossa já velha conhecida, e Rachel Amber, personagem que no começo do primeiro jogo está desaparecida.

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Ainda que eu tenha achado o título original muito melhor (em grande parte, meu descontentamento ficou pela personalidade que foi atribuída a Rachel e por alguns furos do roteiro), Before the Storm serviu pra matar um pouco da saudades que eu tava sentindo do universo de Life is Strange. Além disso, esse novo jogo precisou readaptar algumas jogabilidades do título original e conseguiu fazer isso de uma maneira bastante positiva. O melhor exemplo dessas mudanças pra mim foram os itens colecionáveis que, se antes eram as fotos que Max batia, agora, no novo jogo, se transformaram nas pichações de Chloe. Uma maneira inteligente de manter os achievements espalhados pela história de modo a fazer sentido com o desenrolar dos fatos.

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Outro ponto legal de Before the Storm é conhecer mais sobre o passado de alguns personagens, e entender como os fatos foram se desenrolando pra chegarmos no cenário do primeiro Life is Strange. E claro, o final da história, que assim como acontece no primeiro jogo, também pode mudar de acordo com as escolhas que você faz, tirando um pouquinho da previsibilidade que um jogo prequel assim poderia ter.

Importante dizer ainda que quem comprou a versão deluxe do jogo (o que infelizmente não é o meu caso), agora no dia 06 de março vai poder jogar um episódio bônus da história, o Farewell. Tô na esperança de que mais pra frente eles liberem uma venda separada dele e que eu possa, assim, rever esses personagens e cenários mais uma vez 😀

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Ainda falando sobre coisas marcantes desse meu começo de ano, achei que valia muito a pena escrever aqui no blog sobre “Fortaleza Impossível”, minha primeira leitura de 2018.

O livro é do Jason Rekulak, autor até então pra mim desconhecido, e tem uma escrita tão fluida, que te prende do começo ao fim da história, que você vai virando suas páginas sem nem perceber como está avançando na leitura. Um YA de primeira mesmo!

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Assim como tantas outras obras que têm feito sucesso nos últimos tempos (alô, Stranger Things!), Fortaleza Impossível se passa nos anos 80 e usas e abusa da cultura pop da época pra contar sua história.

Tudo começa quando um trio de garotos bem esquisitos, Billy, Alf e Clark, decide armar um plano para roubar uma revista Playboy estrelada pela sua apresentadora de TV preferida. Só que pra isso dar certo, eles precisam que Billy se aproxime de Mary, uma garota nerd que mesmo sem saber, pode ajudá-los a conseguir a publicação. O problema é que Billy e Mary tem muito mais a ver um com o outro do que imaginam, e, além disso, formam a dupla perfeita para transformar em realidade um jogo que Billy vem imaginando há muito tempo – e que pode vencer um desafio de programação que promete presentear seu vencedor com um dos computadores mais incríveis da época.

É então nessa mistura de romance adolescente, referências a perder de vista dos anos 80, computadores (todos os capítulos do livro abrem com códigos de programação) e a magia dos jogos online que se desenrola esse enredo, além é claro de um daqueles plot twists que a gente tanto ama.

De volta ao universo de Life is Strange e o primeiro livro do ano

Se você gostou então de Fortaleza Impossível ou de Life is Strange, dá pra comprar tanto o livro quanto o jogo no Submarino. E, se quiser um pouco de desconto nas compras, é só usar os cupons do Cupom Válido (que além do Submarino, ainda oferecem cupons de desconto em lojas como Saraiva, Natura, Extra e até 18% de desconto na Centauro).

Depois me contem o que vocês acharam deles :)

Beijos e até já, já que essa semana tem #aquecimentoOscar aqui no blog!

Sobre a trilha sonora de Life is Strange

Sexta-feira terminei de jogar Life Is Strange, jogo de cinco episódios da Dontnod Entertainment que fez um sucesso bastante estrondoso quando foi lançado em 2015.

Life is Strange

Ainda que eu tenha achado a história do jogo incrível e tenha ficado bastante impressionada com a forma como a questão “viagem no tempo” foi tratada, – quase sempre bem problemática e facinha de cair em furos – esse post aqui não se trata de um review de Life is Strange. Aliás, pra quem quiser saber mais sobre a história, personagens e desenrolar da trama, ficam aqui os reviews que o Critical Hits fez dos cinco episódios do jogo: Chrysalis, Out of Time, Chaos Theory, Dark Room e Polarized.

O que eu queria mesmo era falar era da trilha sonora da história, que me chamou tanta, mas tanta atenção, que antes mesmo de terminar o jogo eu já tinha pulado para o Spotify para descobrir que músicas eram aquelas.

Vale dizer que um dos pontos que achei mais interessantes na trilha sonora (além da própria escolha inusitada das canções), foi a forma como elas foram introduzidas em cada capítulo. Há cenas em que elas tocam apenas no pano de fundo do que estamos observando, mas há cenas também – e é aí que a mágica acontece – em que as músicas são de fato ouvidas pela Max, a protagonista da história.

Assim como muitos outros adolescentes da sua idade, Max gosta de escutar música, e seja em um aparelho de som no quarto de sua amiga ou através de fones de ouvido que ela coloca enquanto anda de ônibus, ela ouve algumas canções que dão ainda mais impacto para a trama.

Entre os artistas que compõem a trilha sonora de Life is Strange estão Bright Eyes, banda bem indie rock, cheia de musiquinhas gostosas que a gente não cansa de escutar; a dupla canadense Angus & Julia Stone, que são irmãos e tem uma sonoridade bem diferente do que eu tenho costume de ouvir, e os meninos do Syd Matters, que talvez sejam as grandes “estrelas” dessa trilha. Com duas músicas na soundtrack, To All of You e Obstacles, eles são os grandes responsáveis por ditar o tom do jogo nesse aspecto musical, sempre com as canções tocando em momentos cruciais da história.

Um fato curioso que eu não pude deixar de notar é que o Syd Matters, ainda que cante em inglês, é uma banda francesa, assim como a própria Dontnod Entertainment. Achei bastante cuidadoso e legal eles terem tido a preocupação de trazer uma banda de lá como “protagonistas” dessa trilha (e não um grupo americano ou inglês, como é sempre tão comum).

Life is Strange

Pra quem ficou curioso sobre a trilha, aqui em cima vocês escutam a soundtrack dele no Spotify, e pra quem ficou com vontadezinha de jogar Life is Strange, o jogo está disponível para PlayStation 4, PlayStation 3, Xbox One, Xbox 360 e PC/Mac.

Beijos e até a próxima

A princesa errante de Monument Valley

“There was once a princess who fell in love with geometry.”
(Monument Valley, behind the scenes)

Há umas duas semanas, depois de uma tempestade bem feia, a energia daqui do bairro caiu e demorou algumas horas pra voltar. Foi durante esse tempo, enquanto eu esperava à volta ao século XXI pra eu poder escrever meus textos no computador e tomar meu banho de água quente, que eu conheci Monument Valley.

Eu nunca havia escutado nada sobre o jogo, mas Diego já havia cantado a bola de que eu ia gostar do que ia ver, então cruzei os dedos e dei o play pra tirar minhas próprias conclusões. O resultado foi que tempos depois, mesmo com a energia já tendo voltado, eu não conseguia mais desgrudar do celular – e só fui desgrudar de fato quando a bateria dele acabou.

Monument Valley foi lançado no ano passado por um estúdio independente, o Ustwo Games, e gerou um buzz absurdo e um lucro mais do que respeitável para a empresa. Com versões tanto para IOS quanto para Android, desde o ano passado ele vem ganhando prêmios e mais prêmios, e na página oficial do jogo já dá pra saber que logo tem novidade por aí: a partir do dia 25 de julho, será lançado um novo capítulo para o Ida’s Dream – nome dado a uma das expansões do game.

Mas, afinal, o que Monument Valley tem de tão legal?

Ida, a princesa errante do título do post, é a personagem que comandamos em MV. Ao longo das dez fases da campanha principal, nos deparamos com uma série de labirintos que deverão ser atravessados pela pequena princesa para que ela possa continuar sua jornada.

Além disso, notamos logo de início que também podemos interagir com os cenários de cada capítulo. Assim, podemos girar as imagens de algumas fases em 360º, ou ainda subir ou descer na altura que desejarmos determinadas partes da cena. Uma reta pode ser virada e se ligar a uma escada com a qual não se encontrava antes; um quadrado pode mudar de posição e servir como ponte para uma área do jogo que estava, até então, acima dele. Todo o cenário é mutável, como numa grande ilusão de ótica, e brinca o tempo todo com noções de espaço e de plano. Mas tudo isso só realmente ganha graça e se torna especial devido ao visual deslumbrante e encantador de cada uma das fases do jogo. As formas, as cores, as dimensões, o brilho… Cada pedacinho do design de Monument Valley é de uma beleza escandalosa. Pra fazer qualquer designer (e qualquer não designer também) ficar de boca aberta e apaixonado por cada um de seus quadros.

Somado a tudo isso, temos a história da princesa Ida, que é a personagem que guiamos ao longo do jogo e que vai descobrindo, junto com a gente, porque ela está nessa jornada. Nesse percurso, muitas perguntas são feitas para a princesa e ainda que ela – e nem a gente – saiba respondê-las, essas pequenas dúvidas nos fazem pensar sobre o porquê desse caminho solitário. Para alguns, talvez o percurso de Ida seja visto como uma “história qualquer”, mas talvez para outros, funcione como uma boa metáfora sobre a vida.

Para quem ficou interessado no game, além da campanha principal com dez capítulos, Monument Valley possui ainda duas expansões: a já citada Ida’s Dream e a Forgotten Shores, que eu ainda não joguei, mas mal vejo a hora de começar. E se você ficou com a impressão de já ter visto imagens parecidas com essas daqui de cima em alguns lugar, vale dizer que o jogo foi bastante inspirado nos desenhos produzidos por M. C. Escher, artista gráfico holandês que trabalhava com padrões geométricos entrecruzados.

Aqui tem o link do jogo para IOS e aqui para Android. Espero que vocês fiquem tão encantados por ele quanto eu fiquei.

Bisous, bisous e bom jogo!

Créditos: todas as imagens desse post são do site e da página oficial de Monument Valley.