Quem me inspira e o que eles fizeram aos 24 anos de idade

Hoje completo 24 anos (ou 24 primaveras, como diria minha avó) e ganho mais um numerozinho nesse período tão maluco e tão cheio de vida que são os vinte e poucos anos. O engraçado é que ao invés de me sentir mais velha, me sinto renovada, como se esses 24 anos reservassem os melhores dias da minha vida. Afinal, os planos dentro de mim são muitos, as vontades maiores ainda e os sonhos, ah, esses são incalculáveis.

Se tem algo que me dá forças e me inspira a acreditar que tem muita coisa boa para acontecer comigo daqui em diante (e que com certeza eu vou correr atrás pra acontecer de fato) são pessoas – reais ou fictícias – que nessa mesma idade que eu fizeram coisas grandiosas. Essas pessoas me inspiram sempre, por vários motivos, mas especialmente por terem aos 24 anos de idade feito algo maravilhoso na vida delas e de outros.

Portanto, nada mais justo do que no dia de hoje, quando ganho esse um ano a mais de vida, fazer um post dedicado a elas, como uma homenagem ao quanto elas me inspiram e o quanto espero eu, nessa mesma idade, realizar nem que seja uma pequena parte das coisas incríveis que elas realizaram.

Em 1953, aos 24 anos de idade, Audrey Hepburn estrelou Roman Holiday (A Princesa e o Plebeu), filme que a alçaria ao posto de menina brilho-no-olho de Hollywood. O filme foi só o primeiro de uma das carreiras mais bem sucedidas que o cinema já viu e que teria seu ápice em Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de Luxo), de 1961, quando Audrey não só conquistou o coração dos homens e mulheres de todo o mundo, como ainda se tornou um dos maiores símbolos feministas do cinema.

No entanto, em 1954, ainda aos 24 anos de idade, depois de estourar ao lado de Gregory Peck nas telonas com sua adorável princesa Ann, Audrey foi indicada ao Oscar de melhor atriz e levou a estatueta para casa. A importância que essa premiação representava pra ela ficou clara no seu discurso – e que me emociona toda vez que assisto.

Jessie J tem apenas 25 anos de idade, mas isso já foi tempo suficiente pra ela se estabelecer como um nome de peso da indústria fonográfica, não apenas como cantora, mas também como compositora – e em plena ascensão. Eu já falei sobre a história da Jessie e o quanto eu a admiro nesse post aqui, mas nada me deixa mais inspirada do que saber que essa mulher é tão bela por dentro quanto por fora: ano passado, com 24 aninhos de vida, Jessie participou de uma campanha da Comic Relief, entidade que luta contra a fome em países africanos. A campanha arrecadou U$S 115 milhões em doações e, como agradecimento, Jessie raspou seu cabelo. Acho um incentivo lindo da parte dela em vários aspectos e fiquei marcada pela frase que ela disse quando perguntaram sobre o que ela estava sentindo naquele momento: “É um sentimento estranho e muito libertador. Mas isto não é sobre isso (apontando para a cabeça), é sobre doação.” Aqui tem o vídeo dela raspando os cabelos ao vivo no palco do programa da instituição.

Cazuza era um menino-luz que tinha um talento giga pra escrever poesias e composições belíssimas. Essa inspiração toda vinha desse jeito maluco e desbundado dele de se jogar sem medo no desconhecido. Sabe gente que se entrega, que vive tudo com 100% de emoção? Então, Cazuza era assim, e aos 24 anos de idade soube de uma banda que precisava de um novo vocalista e foi lá, na cara e na coragem se apresentar e tentar a sorte. Entrou para o Barão Vermelho e ao lado de Frejat, Dé, Maurício e Guto Goffi formou uma das maiores bandas do país, que se apresentou em eventos como o primeiro Rock in Rio, em 1985, levando “Maior abandonado” ao topo de todas as paradas de sucesso da época. Anos depois em carreira solo ele continuou a fazer bonito, mas o Barão Vermelho e aqueles primeiros anos de estrada nunca saíram de suas lembranças.

Clarice Lispector foi uma das escritoras brasileiras mais importantes que já existiram e de tudo aquilo que já tive contato com sua obra – e sua própria história – há uma beleza nada fácil nas coisas que ela fazia que me atrai profundamente. É uma beleza triste e profunda, que ela depositava com loucura e total ímpeto em todos os textos que escrevia.

Aos 24 anos de idade, Clarice publicou seu primeiro romance chamado “Perto do Coração Selvagem” – ela o havia escrito quando tinha ainda vinte anos. Esse livro foi muito aclamado pela crítica e, em 1944, ganhou o prêmio de melhor romance de estreia pela Fundação Graça Aranha.

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Alexander McQueen foi uma das mentes mais geniais que a moda teve nos últimos anos e, assim como tantos outros gênios que revelam ao mundo sua capacidade ainda muito jovens, foi embora cedo dessa vida. Entre tantos desfiles maravilhosos que ele já fez, – daqueles quem fazem o olho brilhar e o coração disparar – tenho alguns preferidos como o jogo de xadrez humano, os robôs pintores, o holograma de Kate Moss e o seu desfile de verão 2010.

Foi, no entanto, em 1993, aos 24 anos de idade que McQueen fez o seu primeiro grande desfile. A coleção chamava “Taxi Driver” e era uma clara referência ao filme de mesmo nome de 1976 dirigido por Martin Scorsese.

Ali começava a carreira de um dos estilista que mais admiro e que, pra mim, é um dos caras de maior conceito e visão nesse mundo das modas.

Balenciaga é um dos nomes mais importantes e que mais contribuíram para a história da moda. Aos 24 anos de idade ele realizou o sonho de abrir uma loja própria em San Sebastian, na Espanha, e depois disso não se aquietou mais, criando um verdadeiro império com uma maison que é até hoje uma das mais mais importantes e tradicionais do cenário.

Ele expandiu seus negócios para outros países, criou um estilo próprio e passou a ser conhecido como “o arquiteto da moda”, criando os famosos vestidos-sacos e casacos largos de mangas morcego.

Tim Burton é um dos “cineastas de terror” mais famosos da história do cinema e entre os filmes escritos e dirigidos por eles estão alguns dos meus preferidos, como Edward Mãos de Tesoura.

Esse jeito sombrio e que sempre mistura uma história de terror com algo encantador dos seus filmes tem muito a ver com a própria forma como Tim encara a vida. Desde pequeno ele sempre foi um menino muito introspectivo, solitário e tímido que encontrava no “horror” a melhor forma de se libertar. Aos 24 anos de idade ele lançou Vincent, o seu primeiro curta-metragem e considerado até hoje uma de suas mais brilhantes produções. Há rumores de que o curta seria biográfico e conhecendo mais da história de Vincent Malloy, não fica muito difícil de acreditar nisso.

Quando Harry Potter termina, a gente sabe o que aconteceu com os personagens da série anos depois, mas não sabe exatamente em que época ocorreu todos aqueles acontecimentos. “Ué, Paula, então como você pode afirmar que essa coisa incrível aconteceu com a Hermione aos 24 anos?” Bom, de fato eu não posso, mas como estou revendo todos os filmes de Harry Potter – e me sentindo ainda mais inspirada por essa menina maravilhosa que é a Hermione – eu comecei a fazer umas contas e me toquei que se no epílogo do livro já se passaram 19 anos (ou seja, os personagens teriam 36 anos nessa época, pois terminaram a escola aos 17), e Hermione está levando sua filha de 11 anos para Hogwarts, ela teve a pequena Rosa aos 25 anos!

Conhecendo bem como conheço Hermione (haha), ela teria se preocupado em se firmar profissionalmente antes do nascimento da primeira filha, e com a inteligência e perspicácia que ela tem de sobra, aos 24 anos com certeza já estaria trabalhando no Ministério da Magia, onde se tornou uma das maiores defensoras dos elfos domésticos, sendo promovida depois para o Departamento de Execução das Leis da Magia.

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Bisous, bisous e bom final de semana.

Os cinco de setembro

Amiga há 17 anos e contando! <3

Amiga há 17 anos e contando! <3

Apesar de ser uma raridade eu conseguir ir dois meses seguidos para a casa dos meus pais em Leme, dessa vez deu certo, e valeu muito a pena por dois motivos especialíssimos: o aniversário da minha irmã – com direito a festa, bolo, gordice e risada – e o aniversário da Gabi, essa amiga linda aqui da foto que tá há 17 anos na minha vida e também é meio que como uma irmã pra mim. Apesar de eu ter ido pra lá alguns dias depois da data oficial, o abraço e os desejos de felicidade foram os mesmos, e aproveitamos então o momento de “vamos botar a conversa em dia” e batemos uma foto nova, já que fazia mais de um ano que não registrávamos um momento juntas! E, por uma sincronicidade que a gente só percebeu depois, o momento tão colorido e feliz ficou literalmente estampado na foto :}

O casal de gatos mais fofinho ever, dormindo do jeito mais fofinho ever

Eu já contei aqui no blog que tive uma gata chamada Sophie – a gata mais valente e linda que você poderia querer ter ao seu lado – e, depois dela, meu amor por gatos só aumentou.  Esses daqui da foto são dois gatos que vivem aqui na rua do apartamento e que praticamente moram na nossa garagem.  A gente sempre dá comida e água pra eles – até compramos uma caixinha de transporte fofa caso a gente tenha que levar um deles no veterinário – e como nos últimos dias fez bastante frio durante a noite, eles dormiram assim, literalmente abraçados e esquentando um ao outro. Diz se não é pra chorar arco-íris de fofura?

To querendo cuidar mais da minha pele e botar lições de beleza em prática!

Desde o ano passado eu aprendi um montão de coisas sobre beleza por causa das pautas que fazia na editora onde trabalhava. Só que daí esse ano eu saí do estágio e comecei a trabalhar em outro lugar, e tinha certeza que né, agora beleza ia ser um negócio só pra eu estudar e falar aqui no blog vez em quando. Mas não! Agora que to trabalhando como social media e cuidado da página de algumas empresas da área, to tendo que voltar a pesquisar e aprender cada vez mais sobre o assunto. E to empolgada pra trazer todo esse ensinamento pra minha vida real, ou seja, comprar mais produtos, fazer limpezas e cuidar mais da minha pele, ir em breve em um dermatologista e mais um monte de coisas que eu realmente to animada pra botar em prática. Por isso mesmo comecei comprando um produto que há tempos tava querendo: o BB Cream da L’oreal e logo mais vou fazer um post aqui no blog sobre ele. Aguardem! hehe.

Jessie J é uma inspiração na minha vida

Jessie J é uma inspiração na minha vida

Provavelmente meus amigos já enjoaram de escutar falar da Jessie J de tanto que eu rasgo elogios pra ela, mas eu acho que isso é meio viciante e impossível de parar haha. Porque Jessie, definitivamente, me inspira! Essa foto aqui de cima foi do show dela no Rock in Rio, que eu não pude ir, o que é uma pena, mas que assisti inteirinho na TV, dançando e cantando como louca na casa de uma amiga. Além dela ter sido uma fofa e ter dedicado uma das músicas a um fã que a abordou, literalmente, no meio das ruas do Rio de Janeiro, ela deu uma entrevista para o Multishow depois onde disse um negócio que me marcou muito. Segundo ela, todas as suas letras são sempre pra cima, porque ela é uma pessoa assim e enxerga a vida assim. Mesmo naquelas letras onde tem uma história triste, tipo Who’s laughing now?, a mensagem é positiva. Não é uma queixa, não é um sofrimento, é sempre a superação e as coisas boas que vêm depois daquilo. Incrível, não?

Brincando de look do dia

Além do instagram, onde, já deu pra perceber, eu gosto de colocar fotos de um monte de coisas randômicas, eu posto alguns “looks do dia” (sempre me sinto meio pateta dizendo isso, mas né, é isso mesmo) no dujour, um aplicativo de celular bem bacana. Quem quiser me seguir por lá, to como @paulinhav. Na foto, to estreando esse vestido listrado que foi presente do namorado, e decidi arrematar com um acessório que sempre amei e sempre vou amar: colar de pérolas. O cenário florido é um oferecimento da primavera que tá crescendo no jardim do prédio :}

O girl power de Jessie J.

É fato: quando uma cantora me conquista, ela me conquista em maiúscula, sem meios termos.

Com Jessie J foi assim. Eu não conhecia muito do trabalho dela, – e quase nada do seu jeito – mas depois que comecei a assistir o The Voice UK, onde ela é mentora ao lado de Will.i.am, Tom Jones e Dany O’Donoghue, eu posso dizer que sou team Jessie pra sempre.

O girl power de Jessie J.

A carreira da Jessie J. é bem única. Pra começar que antes de ser essa cantora de sucesso que é, J. J. era compositora e escreveu várias músicas que outros artistas gravaram e viraram tops hits nas paradas da Inglaterra e do mundo todo. Pra vocês entenderem bem do que eu to falando, vamos voltar lá pra 2010 e para aquela música gruda-na-cabeça-e-nunca-mais-sai “Party in the USA” da Miley Cyrus. Pois bem, ela foi escrita por nossa Jessie em parceria com Dr. Luke. Tá bom pra vocês? E não foi só isso, ainda teve Justin Timberlake, Chris Brown, Christina Aguilera e mais um monte de artistas sensa que gravaram composições dela.

Quando ela finalmente assinou um contrato com uma gravadora, todo mundo descobriu que mais do que compor, Jessie tinha um vozeirão de tombar qualquer um. E sério, é um vozeirão mesmo.

O girl power de Jessie J.

A Jessie J passa uma imagem tão forte, tão de mulherão que às vezes até assusta as pessoas. Um dos episódios da segunda temporada do The Voice que eu mais apeguei, ainda nas Blind Auditions, foi quando a Jessie virou a cadeira dela pra um monte de cantoras e nenhuma, absolutamente nenhuma foi pro seu time! Ela ficou tão chateada que disse em alto e bom som “não entendo porquê as mulheres tem medo de mim”. E olha, eu comecei a reparar e é verdade. Não sei explicar o que acontece, mas a Jessie é tão forte, é tão segura de si (não é pra qualquer uma segurar esses looks, essa atitude, esse girl power) que parece que rola um certo receio. Não dá pra explicar se é medo de ser ofuscada, de não conseguir acompanhar o ritmo louco dela ou sei lá eu o quê, mas algo me diz que esse tipo de atitude a Jessie tem de enfrentar muito, não só em um programa de TV.

Smile!

E quanto mais eu conheço dessa garota, mais eu me apaixono. E não é só por Domino, Who’s laughing now? ou Price Tag, mas também porque Jessie é daquelas cantoras que vem com pacote completo. Os figurinos usados nos seus shows e mesmo as roupas  assim, na sua vida real, quando tá longe dos holofotes, são os mais coloridos, extravagantes e over possíveis. Pense em brilhos, bocas com glitter, perucas de todas os tons  de uma caixinha de lápis de cor e muitas fendas. Acrescente roupas justas (mas não vulgares!), litas estampadas nos pés, acessórios imensos e um jeito sexy-poderoso único. O espírito da Jessie vai bem por esse caminho.

Uma das coisas mais legais que ela já fez desde que começou a fazer sucesso, foi participar de uma ação da “Comic Relief”, entidade que luta contra a fome em países africanos. Se as doações para a entidade chegassem até os U$S 115 milhões, ela rasparia todo seu cabelo ao vivo, no palco do programa que tem o nome da instituição e que é transmitido pela BBC britânica. Dito e feito. Jessie perdeu os cabelos, mas não a beleza, nem a solidariedade e o carisma.

instagram.com/isthatjessiej‎

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Jessie J. nasceu em Essex na Inglaterra, tem 25 anos, não bebe, não fuma, já teve um AVC aos 18 anos de idade (ela tem um fraco batimento cardíaco desde os 11), já foi backing vocal de Cyndi Lauper, é bissexual assumida, tem apenas um álbum lançado (de cabeça agora, contei 7 músicas do CD que ganharam clipe) e cantou no encerramento das Olimpíadas de Londres em 2012, coisa que né, tá longe de ser pra qualquer um. No dia 15 de setembro, já foi confirmada sua participação no Rock in Rio 2013. Sorte dos cariocas…

Mummy they call me names – Mamãe, eles me deram apelidos
They wouldn’t let me play – Eles não me deixavam jogar
I run home – Eu corro pra casa
Sit and cry almost everyday – Sento e choro quase todos os dias
Hey Jessica you look like an alien – Hey, Jessica, você parece um alien
With green skin – Com a pele verde
You look fit in this play then – Você não se encaixa nesse planeta
Oh they pull my hair – Oh, eles puxam o meu cabelo
They took away my chair – Eles arrastam a minha cadeira
I kept it in and pretend that I didn’t care – Eu guardei para mim e fingi que não me importava
But who’s laughing now? – Mas quem está rindo agora?
Who’s laughing now? – Quem está rindo agora?”
(Letra de Who’s laughing now? de Jessie J.)