TAG: com que filme eu vou

Desde que eu descobri a newsletter da Anna, fiquei completamente viciada em todos os lugares que ela escreve, incluindo o seu blog, o So Contagious, de onde eu descaradamente roubei essa tag aqui. Ela é uma tag de filmes e vocês sabem como eu amo falar sobre isso (ainda que meu desafio do “1001 filmes para ver antes de morrer” esteja estacionado há milênios no vídeo de apresentação).

Pois bem, quero voltar em breve aqui pra indicar decentemente a newsletter dela e de algumas outras meninas maravilhosas que venho acompanhando, mas, por ora, vamos falar de filmes pra assistir nas mais diferentes situações, fechado? Já aviso que eu fiz uma pequena misturinha e respondi algumas categorias de forma mais geral e algumas de forma bem pessoal. Espero que não tenha ficado confuso.

1. Um filme para assistir sozinha: 

Noah Baumbach (2012)

Eu não sei nem como classificar um filme como Frances Ha. Ele é leve, mas tem momentos de tensão também. É engraçado, mas me fez sentir um aperto no peito em vários cenas. É sobre uma história quase que banal, mas que ganha uma profundidade gigante ao longo da seu desenrolar. Definitivamente, algo difícil de classificar.

O que dá pra dizer é que Frances Ha é um filme que te faz mergulhar dentro dele e experimentar diversos sentimentos diferentes. E acho que filmes assim, quando vistos sozinhos, tornam a experiência ainda mais intensa, mais transformadora. Vale a pena ver aproveitando cada cena, cada momentinho de beleza que ele tem.

Sei que vocês não vão se arrepender.

2. Um filme para assistir quando está chovendo: 

Giuseppe Tornatore (1988)

Cinema Paradiso, além de ser um dos meus filmes preferidos da vida, tem aquele tipo de história impossível de não emocionar o mais duro dos corações. Tenho pra mim que a melhor forma de assistir a esse filme é em um dia chuvoso, debaixo das cobertas, comendo muita pipoca e chorando e rindo sem pudores em cada uma das suas cenas maravilhosas.

Ele foi o vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1990 e, no fundo, ele nada mais é do que uma grande ode ao cinema, a todas as suas histórias e a toda a sua importância na vida das pessoas.

De uma delicadeza e inocência gigantes, tem aqui o trailer do filme pra quem quiser dar uma olhadinha.

3, Um filme para te fazer dormir: 

Ti West (2012)

Eu sou fã assumida de histórias de terror/suspense. Assisto tudo que vocês possam imaginar de filmes nessa categoria, indo dos clássicos aos blockbusters e passando ainda por aqueles filmes lado B mega trashs que quase ninguém nunca escutou falar.

Tem muita porcaria no meio? Claro que tem. Mas é uma alegria muito grande (meio creep isso, eu sei haha) quando a gente acha um bom filme na categoria, desses que tem uma história sólida, um enredo bem amarrado e que não menospreza a inteligência do espectador. E sim, era exatamente tudo isso que eu tava esperando quando fui assistir esse filme aqui.

Além de Hotel da Morte ser do Ti West, um dos diretores de terror mais aclamados dos últimos anos, os elogios ao longa foram bastante impressionantes. A crítica especializada amou o filme e eu fui com as minhas expectativas lá em cima pra assistir aos seus 90 minutos de história. Bom, vocês já podem imaginar que eu tive um tombo daqueles, né? Aliás, não só eu, mas praticamente todo mundo que foi assistir, já que esse é um daqueles clássicos filmes que agrada muito ao pofissionais de cinema, mas que deixa nós, meros mortais, sem entender o porquê de tanto alvoroço.

Pra piorar a situação o filme tem um ritmo extremamente lento, mas assim, extremamente lento mesmo. E não de um jeito interessante, que cria um terror psicológico na gente. Na real é de um jeito que faz todo mundo morrer de sono e nem se importar em saber o que vai acontecer no final da história.

4. Um filme para assistir bêbada:

Seth Rogen e Evan Goldberg (2013)

Esse filme tem tantas coisas bizarras acontecendo ao mesmo tempo que deve ser muito maravilhoso assisti-lo estando bêbada. A bem da verdade, o roteiro dele é tão doido que pode muito bem ter saído de uma noite de porre do Jay Baruchel e do Seth Rogen. Posso até imaginar eles muito loucos, contando um para o outro sobre um monte de histórias doidas sobre o fim do mundo, até que de repente alguém fala “imagina se isso virasse um filme!”.

Pronto, tava aí a chance desses caras (e mais James Franco e toda essa turminha de sempre) usarem um pouquinho do dinheiro que eles tem pra fazerem um filme doido, sem compromisso algum, mas que no fundo é uma zoeira com eles mesmos e com todos os filmes que eles já fizeram. E tudo isso com participações de um monte de gente famosa, como Rihanna e Emma Watson.

5. Um filme para passar enquanto você está fazendo outra coisa:

Gil Junger (1999)

Vejam bem, 10 coisas que eu odeio em você é um filme adorável. Além de ser um dos melhores romances teenagers já produzidos, ele tem uma cena musical impagável, com Heath Ledger cantando e dançando Can’t Take My Eyes Off You. Só que como esse é um filme que todo mundo já viu incontáveis vezes, seja por vontade própria ou por ele sempre passar na TV, a gente praticamente já decorou as cenas, as falas e toda a sequência da história (tudo bem, essa parte eu devo estar falando apenas por mim haha).

Anyway, o filme é ótimo pra quando a gente tá arrumando a casa, ou cozinhando ou fazendo qualquer outra coisa do tipo. Quando rola um tempinho, é só olhar pra tela que a gente ainda sabe o que tá acontecendo.

6. Dois filmes para serem assistidos em sequência:

William Wyler (1953)

Blake Edwards (1961)

A escolha mais óbvia pra essa categoria seria é claro a de colocar uma sequência de filmes, tipo “Meu primeiro amor” e “Meu primeiro amor – parte 2”. Mas, assim como a Anna fez, preferi optar por dois filmes que não tem relação direta entre si, mas que ainda assim tem um vínculo bastante forte. No caso, um vínculo chamado Audrey Hepburn.

O filme A Princesa e o Plebeu, de William Wyler, foi responsável pela estreia de Audrey nas telonas. Na verdade, ela até já tinha feito outros filmes antes, mas em papéis muito menores, o que tornava a princesa Ann de fato sua primeira protagonista. E a sua estreia foi tão triunfal que de cara Audrey conquistou um Oscar de melhor atriz. Além disso o filme é uma graça, cheio de delicadezas e cenas lindas de Roma, e a química entre Audrey e Gregory Peck é tão boa que você torce o tempo todo para que o dia de plebéia da princesa nunca mais termine.

Bonequinha de Luxo, em contrapartida, mostra um outro lado da atriz. O filme foi a consagração da carreira de Audrey e transformou a sua personagem em uma referência atemporal para diversas garotas que se apaixonavam por seu tubinho preto e seu colar de pérolas.

Assistir os dois filmes em sequência, além de ser delicioso, mostra a evolução de uma das atrizes mais incríveis que Hollywood já teve, em dois momentos chaves que fizeram a imagem de Audrey perdurar como um ícone ate hoje. É legal ver essas diferenças e, claro, aproveitar dois filmes tão lindos e com histórias tão envolventes.

7. Um filme para (não) assistir com o namorado:

Tom Hooper (2012)

Foi bem difícil pensar em um filme pra essa categoria, especialmente porque nos meus quase sete anos de namoro com o Di, a gente já assistiu filmes de tudo quanto foi tipo, desde os que eu morri de rir, morri de chorar ou morri de tanto tomar susto.

Sendo bem pessoal nessa resposta, acho que o único filme que eu não veria (e de fato não vi, já que nem ele e nem nenhum dos meus amigos quis assistir ao filme comigo e eu acabei indo ao cinema sozinha) é Os Miseráveis do Tom Hooper. Nem tanto por ele não se interessar pela história, mas pura e simplesmente pelo fato de que Os Miseráveis é um musical e Diego tem zero de paciência com musicais (na verdade só os de cinema, os de teatro ele gosta).

Eu, em compensação, indico fortemente esse filme haha. Ele é maravilhoso do começo ao fim, tem cenas super fortes e conta uma das histórias mais maravilhosas que eu já vi, que se passa ao longo da Revolução Francesa. Sou doida pra ler o livro também, que é do escritor francês Victor Hugo.

8. Um filme para assistir com amigos:

Christopher Smith (2009)

Eu falei que sou a doida dos filmes de terror/suspense, né? O que talvez eu não tenha falado é que eu tenho uma turma de amigos tão louca quanto eu por filmes desse tipo. E Triângulo do Medo foi um dos melhores longas que a gente já viu juntos!

No começo ele até parece ter uma história de suspense qualquer, mas conforme o filme vai se desenrolando a gente vai percebendo que as coisas não são bem assim, e que existem diversas teorias e caminhos malucos que ele toma e que contradizem tudo aquilo que a gente imaginava que era certo.

Sério, se você tem amigos que também gostam de longas de suspense, vocês precisam assistir esse filme aqui juntos! Tenho certeza que vocês também vão ficar discutindo sobre todas as possibilidades malucas que vão surgindo (durante e mesmo depois do filme acabar) e debatendo qualquer detalhezinho que aparece na tela – e que pode mudar a história toda.

9. Um filme para assistir com a sua mãe:

Brian Percival (2014)

Mais uma resposta pessoal hehe. Talvez A Menina que Roubava Livro não seja o filme mais indicado pra essa categoria, mas como eu assisti ele no cinema com a minha mãe e nós duas gostamos do filme e ficamos um tempão conversando sobre tudo que aconteceu, foi inevitável que ele fosse o primeiro longa a aparecer na minha cabeça.

O filme é inspirado no livro homônimo escrito por Markus Zusak e é contado do ponto de vista da Morte, que observa os passos dados pela garota Liesel Meminger durante a Segunda Guerra Mundial. Eu já o tinha lido muito antes do filme, o que me fez ir preparada emocionalmente para o cinema. E, claro, não adiantou nada. Ainda que o filme não tenha a mesma profundidade do livro, ele é bastante triste e poético, e mexeu muito com a gente. Sabe filme que faz você ficar pensando nele um tempão mesmo depois que a sessão terminou? Esse daqui é um deles.

10. Um filme para assistir com o seu pai:

Steven Soderbergh (2001)

Eu tenho bastante certeza que Onze Homens e um Segredo é o típico filme que meu pai adoraria assistir. Ele tem todos os pontos fortes dos filmes de ação, tem bons atores no elenco e tem uma história bastante interessante, que prende a gente do começo ao fim.

Ainda que eu não seja fã dos filmes do gênero, esse é um dos poucos que eu adoro. Acho o máximo esses filmes de ação que têm planos inteligentíssimos por trás (na história, 11 ladrões especialistas em diferentes áreas arquitetam um plano para assaltar três grandes cassinos de Las Vegas na mesma noite).

O filme, aliás, teve duas continuações: o Doze Homens e Outro Segredo, lançado em 2004, e o Treze Homens e Um Novo Segredo, de 2007, ambos também do Steven Soderbergh.

 

E vocês, o que indicariam em cada uma dessas categorias?

Bisous, bisous e até amanhã!

Meus canais nacionais preferidos!

Apesar de assistir uma infinidade de canais do youtube, (acreditem, eu assisto muitos canais mesmo!) têm alguns que são meus queridinhos. É só subir vídeo novo que eu já vou correndo assistir.

Resolvi então que canais tão maravilhosos assim precisavam ser compartilhados com o mundo (ou sendo mais realista, com quem for assistir esse vídeo aqui haha) pra que todo mundo possa segui-los, – se já não não o fazem – e ver como esse youtube pode ser um lugar incrível e cheio de amor.

Hoje entra o vídeo só com as indicações dos canais nacionais e mais pra frente rola a versão com canais gringos. E já fica aqui o aviso de que se vocês também têm canais preferidos, tão mais do que convidados a deixá-los nos comentários, afinal, boas indicações assim nunca são demais.

E ah, vou deixar todos os links dos canais citados aqui embaixo!

Ps: já curtiu o canal do blog? Não? Então, poxa, vem cá!

Bisous, bisous

Eles indicam: séries de TV!

Para ver todos os “Eles indicam” que já rolaram aqui no blog, é só clicar nesse link aqui!

“Quem convive comigo por mais de vinte minutos rapidamente descobre que eu amo séries para adolescentes (mídia para adolescentes em geral, sejamos honestos). Entre todas as que vejo e adoro, minhas favoritas são, provavelmente(/com certeza), Gossip Girl e Pretty Little Liars.

Explicar meu amor por Gossip Girl é simples: é em NY (mais precisamente, no Upper East Side), é sobre jovens estupidamente ricos fazendo coisas terríveis e inconsequentes, é praticamente um desfile ambulante de Valentino e Louboutins… e, claro, tem a Blair Waldorf.

Para quem não acompanhou nada sobre séries adolescentes nos últimos muitos anos, Blair é a involuntária protagonista de Gossip Girl – digo involuntária porque, no início, fica claro que devíamos nos preocupar mais com sua melhor amiga, Serena Van Der Woodsen, mas Serena não tem nem metade da complexidade de sua original coadjuvante. Enquanto Serena é a típica pobre-menina-rica, destilando dores e sofrimentos existenciais enquanto tudo que deseja simplesmente cai aos seus pés, Blair, mesmo enfurnada em sua torre de privilégio, é um pilar de ambição e esforço: ela trabalha insistentemente até conseguir o que deseja, seja uma roupa, um emprego, um cara ou (principalmente) uma vingança. Blair sabe que existem regras, pressões e expectativas no seu mundo, e que usar essas expectativas a seu favor exige determinação, inteligência e cuidado.

Gossip Girl é, no fundo (e na superfície), um constante estudo sobre poder, privilégio, e as dinâmicas de desequilíbrio que mantém esse aparentemente frágil sistema funcionando. Confesso: a partir da terceira temporada, a qualidade cai consideravelmente, e tem certas coisas no final que eu prefiro fingir que nunca aconteceram, mas as duas primeiras temporadas são gloriosas, e depois delas é difícil largar.”

“Pretty Little Liars é um pouco mais complexa, porque tem um enredo mirabolante, aparentemente sem pé nem cabeça, e se entender quando estou assistindo já exige concentração, explicar para alguém que não assiste é uma tarefa hercúlea. Então me contentarei com uma explicação breve: Alison, Aria, Emily, Hannah e Spencer são melhores amigas, inseparáveis até que Alison – definitivamente a líder do grupo – desaparece. Um ano depois – quando a série começa – Alison é encontrada morta, enterrada em seu próprio quintal, e as outras quatro se veem reunidas novamente por mensagens de texto de uma fonte anônima que só assina “A”, com chantagens e ameaças de revelar todos os seus segredos. A partir daí, a história toma dimensões inimagináveis: aos poucos, descobrimos que a cidade inteira está, de alguma forma, envolvida em algo escuso que tem a ver ou com Alison ou com o misterioso “A”, e as quatro protagonistas descobrem que não se pode confiar em ninguém, a não ser umas nas outras.

Pretty Little Liars, por trás de todos os plot twists aterrorizantes e inesperados, é principalmente uma série sobre as dificuldades de ser uma garota adolescente (bem, especialmente se uma entidade anônima está te perseguindo e sua melhor amiga foi assassinada), e sobre a importância de confiar em suas amigas durante esse processo.”

Sofia é escritora, revisora e tradutora, além de cofundadora e coeditora da revista Capitolina. Você a encontra também no seu blog pessoal, o Sofia Soter.

“Série ativa, no momento, é Grimm que eu acompanho junto com os EUA. Eu e minha namorada separamos um dia da semana para assistir o novo episódio do Grimm e eu sofro muito quando acaba porque tem que esperar uma semana toda de novo pelo próximo! Esses dias mesmo eles entraram em hiato e foi muito complicado. Foi muito difícil pra mim. Acho que eles ficaram em hiato durante um mês e nossa senhora, parecia que se estendia. Todo domingo eu chegava e “ai, hoje tem Grimm!”  Mas aí eu lembrava que não, não tinha porque tava em hiato.

Essa é a única série ativa que efetivamente eu amo. Eu sou fã de Game of Thrones, mas ainda gosto muito mais de Grimm. E eu sofro porque Gilmore Girls já acabou, eu já assisti todos os episódios, todas as temporadas – eu fico reassistindo loucamente! – e Desesperate Housewives também já acabou. Eu estou assistindo, mas eu sei que uma hora vai chegar ao final. Mas Grimm eu não sei quando vai acabar porque eu estou junto com a série lá fora. Eu sigo os atores no twitter, eu fico sofrendo loucamente com tudo o que eles falam e eu fico procurando fãs de Grimm no mundo porque é muito raro. E quando eu acho, eu dou um abraçinho, porque eu fico muito feliz de encontrar alguém que também gosta de Grimm.”

Desesperate Housewives foi uma das maiores descobertas que eu tive nos últimos tempos e, basicamente, eu tô meio maluca por causa dela. É uma série que já acabou e que eu assisti no Netflix muito sem querer, porque como eu sempre assisto todas as minhas séries com a minha noiva, eu tava procurando por alguma série que ela não gostasse pra que eu pudesse ver quando ela não estivesse. Só que no final das contas eu viciei ela também, porque é um seriado absurdamente viciante!

A série mostra um pouquinho da loucura das pessoas e eu até compartilhei isso quando assisti o primeiro episódio, porque assim, como a gente consegue confiar no mundo depois de Desesperate Housewives? É muito bizarro! Como é aquele núcleo de vizinhança onde você não sabe o segredo de cada vizinho, você fica pensando e aplicando isso na sua vida real. Você fica pensando: será que o meu vizinho tem um segredo desses também? A gente não conhece as pessoas. Todo mundo pode fazer alguma maldade, todo mundo pode ser ruim, todo mundo que você achava que era bom pode ficar ruim, todo mundo que você achava que era ruim pode ficar bom. É muito humano, muito real! Eu fiquei desconfiadaça do mundo depois desse seriado, e eu olho para os meus vizinhos com outra cara agora. Além disso, as personagens são muito bem feitas, muito fortes. Todo mundo tem um preferido.

E eu também fico procurando pessoas que gostam dessa série e eu fico imaginando as pessoas que assistiram essa série enquanto ela estava sendo lançada, porque na real, é muito bizarro. A temporada acaba de um jeito que olha… Ainda bem que tem uma próxima no Netflix porque senão eu ia comer todos os meus dedos da mão e do pé haha.”

Tatiany Leite é jornalista, criadora do blog de literatura “Vá Ler um Livro”, e booktuber no Cabine Literária e Radioactive Unicornes.

“Quando a Paulinha me chamou para falar sobre minhas séries favoritas aqui, além de ficar muito feliz pelo convite, já tive um mini-ataque de pânico, por motivos de: como escolher a série que eu mais amo de todos os tempos entre tantas séries que eu amo? Usei o critério “o que vier primeiro ganha”, hahaha!

Gilmore Girls: queria ser descolada e indicar uma série que ninguém nunca ouviu falar, mas como não amar Gilmore Girls? A premissa, todo mundo deve conhecer: mãe e filha, vivendo em uma cidade fictícia, mas que poderia muito bem ser qualquer cidade pequena. A série é sobre relacionamentos: da família, dos amigos, dos namorados e casamentos. Rory e Lorelai têm os melhores diálogos ever, e a trilha sonora, e os figurinos, e os livros. Sou completamente apaixonada por Gilmore Girls, e já perdi as contas de quantas vezes assisti.

Twin Peaks: quando comecei a minha fase mais interessada por cinema, claro que assisti a alguns filmes do David Lynch, e fui parar, obviamente, em Twin Peaks: série curtinha, do início da décade de 90 e olha só, também em uma cidade fictícia. #mistérios

A série é sobre a investigação do agente da FBI, Dale Coober, sobre o assassinato de uma estudante colegial, Laura Palmer. A premissa é boba e manjada, mas meus amigos, para a época foi considerada uma série revolucionária, pois além de um enredo complexo, nunca visto nesse formato, ela possui personagens estranhos, drama, humor, surrealismo (Lynch, né?), terror psicológico… E eu bem gosto de umas coisas meio estranhas, assim.

Reprodução

True Detective: essa também uma série policial, mas dessa vez a história narra a busca de dois detetives por um assassino em série na Lousiana. A série passou a pouco tempo atrás na HBO, e é incrível! A primeira temporada tem apenas 8 episódios e estão produzindo a segunda, mas a série será em formato de antologia: cada temporada terá uma história e personagens completamente diferentes.

A primeira conta com o lindo Matthew McConaughey que está sensacional. A história te prende do começo ao fim e é daquelas séries que você até fica sem ar.”

Larissa faz parte do trio de garotas por trás do blog Lomogracinha e é uma fotógrafa de mão cheia, que sempre está compartilhando seus registros em seu flickr.

Como eu sempre aproveito pra também dar meus pitacos aqui nessa categoria, dessa vez não foi diferente, mas confesso que indicar uma série não foi uma tarefa fácil, porque se tem uma coisa na minha vida que daria uma lista gigantesca, essa coisa são as séries que eu já assisti e assisto. Como não dá pra indicar todas que eu quero e Gilmore Girls já foi aqui muito bem falado pela Larissa e citado pela Tati (tão percebendo como essa série é incrível, né?), eu decidi falar de Grey’s Anatomy,  que já está na sua décima primeira temporada e  é um verdadeiro xodó na minha vida.

Vocês tem ideia do que é acompanhar uma série por tanto tempo? Nos últimos sete anos eu praticamente acompanhei em tempo real cada temporada e episódio novo que saía de GA, e eu fico maravilhada até hoje quando me dou conta de quanta coisa aconteceu em todo esse tempo e como foi legal ter acompanhado tudo isso juntinho, tim tim por tim tim. Foram muitos personagens que já entraram e saíram da série (Shonda Rimes, a criadora de Grey’s, fez escola com George R. R. Martin nesse quesito de matar personagens), muitas reviravoltas e finais de temporada absurdamente chocantes.

Em resumo, essa série trata da vida de residentes (que, né, depois de 11 anos já não mais residentes haha) do Seattle Grace Hospital, e mostra o dia a dia do lugar, os casos mirabolantes dos pacientes que chegam, os dramas vividos pelos médicos e suas famílias e muito mais do que eu poderia colocar aqui nesse texto. Eu já chorei, ri e soltei sorrisos com Grey’s Anatomy por diversos motivos e por diversas cenas que, entre a comédia, o drama e o romance, fazem dessa série um potinho de ouro. Além dos ótimos personagens e histórias, Shonda sabe conduzir a série com uma mãe de ferro e uma maestria inquestionáveis. Por mais que eu morra de raiva dela em alguns momentos, é impossível não admitir o quão foda a série se tornou nesses 11 anos graças a essa mulher.

Bisous, bisous e bom final de semana pra todo mundo!

Para comer e beber em Londres

Alguns dos lugares em que fomos beber e comer em Londres realmente me pegaram de jeito. Sabe aquele tipo de lugar que você mal saiu e já tá com vontade de voltar no dia seguinte pra experimentar um novo prato ou bebida? Pois então, foi isso que aconteceu comigo nessa viagem. E como coisas legais assim a gente precisa compartilhar, resolvi fazer uma listinha de quatro desses restaurantes barra pubs barra cafeterias hehe que amamos e que acho que todo mundo tem que visitar.

E ah, a versão de Paris desse post aqui sobe em breve no blog ;}

St Stephen's Tavern Pub

O St Stephen’s Tavern Pub fica em uma das regiões mais famosas e turísticas de Londres. De frente para o Big Ben e do ladinho do metrô de Westminster, é impossível não notá-lo todo bonito e aristocrático nessa que é uma das mais importantes ruas da cidade. O pub foi construído em 1873 e vem funcionando desde então, com um pequeno hiato de 15 anos de parada até ser reaberto e reformado em 2003.

Desde a época da sua construção ele serviu como um ponto de encontro da política britânica, coisa que fica evidente na sua decoração: além dos inúmeros quadros com personalidades da área, o lugar tem um clima bem vintage, com móveis bem lindos e austeros, luminárias enormes, escadas em caracol e papeis de parede decorados.

Ele possui dois andares, sendo a parte de baixo o pub e a de cima o restaurante. Eu e Diego almoçamos por lá no dia que fomos conhecer a região e resolvemos provar um dos mais típicos pratos londrinos, o fish and chips! Ele é uma combinação de batata frita, peixe, ervilhas, tempero de limão e um molhinho bem especial que dá um gosto único no prato. De todos os fish and chips que provamos na viagem, o melhor foi esse daqui, que tava com o peixe fritinho na medida certa e com batatas sem muito óleo.

Vale muito a pena experimentar esse prato e, de quebra, ainda conhecer esse restaurante que faz parte da história britânica.

Site: http://ststephenstavern.co.uk/
Endereço: 10 Bridge Street – Westminster, London – SW1A 2JR

O fish and chips que provamos no St. Stephen’s Tavern and Pub e que é um dos mais tradicionais pratos londrinos

Costa Coffee

O Costa Coffee foi, provavelmente, o lugar que nós mais frequentamos em Londres, já que você encontra uma dessas cafeterias em toda esquina. E juro pra vocês que isso não é exagero. Parece que a gente tropeça nas unidades do Costa, de tantas que existem espalhadas pela cidade.

Essa cafeteria foi fundada por dois irmãos em 1971 e é hoje a segunda maior rede de cafés do mundo. Em Londres, sua terra natal, dá pra perceber que ela é muito mais comum e mais popular do que o Starbucks (que nasceu, cresceu e tem muito mais apelo nos EUA). As duas, no entanto, são bem parecidas. Ainda que o Starbucks tenha criado um conceito muito forte sobre sua marca e seus produtos, não acho que o Costa fique muito atrás na qualidade das suas bebidas. As que provei pelo menos achei bem deliciosas e exageradamente grandes! Pra vocês terem ideia, toda vez que íamos lá, acabava que eu tinha que dividir meu café com o Diego porque não conseguia tomar uma xícara inteira, de tão gigante que ela era!

As comidas de lá também são bem gostosas. Comemos salgados e croissants e em todas as unidades que fomos, das mais gigantes as mais pequeninas, fomos atendidos bem e de forma rápida.

Então, quem aí tá em Londres ou indo pra cidade, já sabe: tomar um cafezinho no Costa é parada obrigatória, tanto pela tradição que o lugar tem, quanto pela delícia que são suas comidas e bebidas.

Site: http://www.costa.co.uk/
Endereço: em qualquer bairro, esquina ou ruazinha de Londres (sério!), mas no site é possível encontrar todas as unidades por região.

Um café simplezinho, mas bem gostoso, que comemos e tomamos no Costa

Ben's Cookies

Foto do facebook do Ben’s Cookies

Apesar de ser bem tradicional em Londres, o Ben’s Cookies não é tão fácil de achar quanto o Costa Coffee. Eu demorei um pouco pra encontrar uma de suas unidades, mas na Oxford Street eu finalmente consegui achar uma. Não sei se todas as suas lojas são assim, mas a que eu fui era minúscula, quase uma barraquinha, e a sorte era que eu tava prestando bastante atenção na rua porque se não era bem provável que ela passasse batido por mim.

Já dizia o ditado, no entanto, que são nos menores frascos que se encontram os melhores perfumes… Prova disso é que eu comi o “Triple Chocolate Chunk” deles e, socorr, que senhor cookie! Enorme e mega recheado!

O que eu mais gostei nele foi que na parte de dentro ele tem uma consistência maravilhosa, que não chega a ser líquida, mas que também não é durinha como na parte de cima. É como se fosse um creme que derrete na boca quando a gente morde e que vem junto com vários pedacinhos de chocolate. Um disparate de delicioso.

Site: http://www.benscookies.com/
Endereço: possui várias unidades (no site é possível conferir todas), mas a que eu fui é da Oxford Street (East).

Foto do site do Ben’s Cookies

MezzoRoma

Foto do Google Plus do MezzoRoma

Tanto em Londres quanto em Paris nós fomos em vários restaurantes italianos, mas um dos que mais chamou nossa atenção pelo bom atendimento e pela comida deliciosa foi o MezzoRoma. Pertinho do hostel em que ficamos hospedados, o MezzoRoma tem um maître italiano divertidíssimo e eu super valorizo restaurantes que se importam com esse tipo de coisa e que realmente querem agradar seus clientes. Acho que, além de uma comida saborosa e bem-feita, bom atendimento é fundamental.

E se na entrada nós já ficamos felizes com a forma com que fomos recepcionados, na hora que a comida chegou, então… Que surpresa boa! Pedimos uma pizza que estava deliciosa, mas que infelizmente eu esqueci de fotografar :{

Vale falar também que o MezzoRoma, além de restaurante, funciona também como cafeteria e espero eu que numa próxima viagem a Londres eu tenha a chance de descobrir esse outro lado dele. Conto tudo aqui pra vocês se isso acontecer ;}

Site: http://www.mezzoroma.uk/
Endereço: 66 Walm Lane London NW2 4RA

Foto do site do MezzoRoma

E vocês? Tem algum restaurante ou cafeteria que amam em Londres e que não tá aqui na listinha? Deixem aí nos comentários!

Bisous, bisous

Indicados a melhor filme #aquecimentoOscar

E chegou o grande dia! Preparem o baldinho de pipoca, façam suas apostas e vamos torcer pelos nossos favoritos. Claro que antes disso ainda tem tapete vermelho e toda sua exuberância, – e eu tô sentindo que nesse ano, esse quesito promete – mas tenho certeza também que a premiação comandada pela Ellen Degeneres vai ser daquelas pra ficar na história, sabe?

Antes disso, porém, vai aí o último post do #aquecimentoOscar, com os filmes que estão concorrendo na principal categoria da noite. Eu assisti todos (logo que eles liberam os indicados eu faço maratona) e falei um pouco do que achei de cada um. E fiquem tranquilos que não tem spoilers não!

Se vocês quiserem acompanhar meus pitados durante a premiação vou estar lá no twitter (@paulinha_v), e também vou fazer essa “cobertura” haha lá na página do blog >> https://www.facebook.com/littleblogfashion

Sigam, curtam e acompanhem tudo por lá 😉

Concorrendo também nas categorias de: melhor diretor, melhor ator (Chiwetel Ejiofor), melhor ator-coadjuvante (Michael Fassbender), melhor atriz coadjuvante (Lupita Nyong’o), roteiro adaptado, edição, figurino e design de produção.

Assista o trailer.

12 anos de escravidão é daqueles filmes de época maravilhosos e que fazem a gente chorar de soluçar – e que muito provavelmente vai ser o grande vencedor da noite. Eu digo isso porque acho que esse filme tem todos os elementos que a academia adora: é baseado em fatos reais, tem uma história daquelas que ultrapassa gerações, se passa em outra época, tem uma baita de uma direção, interpretações ótimas e um drama histórico que fala muito sobre a própria história dos EUA. Ou seja, é a cara do Oscar.

O filme é belíssimo e se passa em 1841, quando um americano negro e livre é enganado e sequestrado. A partir daí, Solomon, o homem livre enganado, passa a viver como escravo em uma plantação da Lousiana, onde além da própria história do personagem, a gente acompanha também toda essa época da escravidão americana, tão vergonhosa e tão absurda.

O filme tem cenas emocionantes (não clique se você ainda não viu) e também tem a incrível atuação da Lupita Nyong’o, que além de estar concorrendo na categoria de melhor atriz coadjuvante virou a queridinha da vez do mundo da moda.

Concorrendo também nas categorias de: melhor ator (Matthew McConaughey), melhor ator coadjuvante (Jared Leto), roteiro original, edição e maquiagem e cabelo.

Assista o trailer.

Ai, que filme maravilhoso que é Clube de Compras Dallas! Esse aqui é meu preferido dos nove, porque além de ter um grande drama como pano de fundo, – que sabe ser engraçado e atrevido ao mesmo tempo – tem também atuações memoráveis. Memoráveis mesmo. De Matthew McConaughey a Jared Leto, pra mim esse é daqueles filme que funciona tão bem porque os atores se entregaram com uma paixão e vontade sem igual para seus papéis.

Assim como 12 anos de escravidão, a história do filme é baseada em fatos reais e se passa em 1986 quando o eletricista e caubói Ron Woodroof descobre que é aidético. Na época, a AIDS era ainda uma doença muito desconhecida, com remédios experimentais sendo testados nos pacientes.  Com uma previsão de 30 dias de vida, Ron parte então em busca de remédios alternativos, e com a ajuda de Jared, no papel do travesti Rayon, passa a contrabandear remédios do México para vender e ajudar outras pessoas diagnosticadas com a doença.

Não escondo de ninguém que minha torcida pra melhor coadjuvante e melhor ator estão nesse filme (apesar de Leonardo DiCaprio também merecer muito), e tô ansiosa pra ver o que a academia vai decidir.

Concorrendo também nas categorias de: melhor ator coadjuvante (Barkhad Abdi), roteiro adaptado, edição, edição de som e mixagem de som.

Assista o trailer.

Apesar de ter muito jeito de longa de ação, Capitão Phillips pra mim tem muito mais a ver com drama e angústia. Ele é um filme muito impressionante em termos técnicos, e acho que a forma como os elementos sonoros foram usado tão bem na história faz com que essa sensação de tensão fique três vezes pior.

O longa conta a história de um navio, comandado pelo capitão Phillips do título do filme (Tom Hanks), que é sequestrado por piratas da costa da Somália. O comandante então passa a fazer de tudo para proteger sua tripulação e negociar com os invasores para eles saírem do navio. Depois disso a história vai ficando cada vez mais tensa, mas eu não vou contar mais nada para não estragar nenhuma surpresa haha.

O filme é muito bom (esse ano, aliás, não teve nenhum filme indicado que eu achei que não merecia a indicação), mas acho que esse longa é muito mais técnico e não tem um apelo tão forte assim nas categorias principais. E pra ajudar, só que não, bem nessas categorias mais técnicas em que ele teria chance de ganhar alguma estatueta, calhou desse ano termos Gravidade concorrendo – que é um filme quase que insuperável nesses quesitos.

Concorrendo também nas categorias de: melhor diretor (Alfonso Cuarón), melhor atriz (Sandra Bullock), fotografia, edição, trilha sonora original, efeitos visuais, edição de som, mixagem de som e design de produção.

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Visualmente esse filme é de chorar de lindo. Fiquei arrepiada com ele do começo ao fim, tanto pela beleza das imagens quanto pela mensagem que ele passa.

Em Gravidade, George Clooney, que faz o papel do astronauta Matt, e Sandra Bullock, que interpreta a doutora Ryan, estão em uma missão no espaço quando uma chuva de destroços de um satélite acerta a nave em que eles estavam, matando toda a tripulação (menos os dois, é claro), e acabando com a própria nave. Literalmente jogados no espaço sideral e sem contato nenhum com a Terra, os dois começam então a lutar pela sua sobrevivência.

E olha, gente, é estarrecedor de lindo. Eu não assisti esse filme no cinema quando ele passou e me arrependi muito, porque ver tudo aquilo em tamanho giga deve ser chocante. E, além de tudo, Gravidade é altamente poético e tem uma cena linda, com uma representação super forte sobre a concepção da vida humana (não assista se você ainda não viu o filme).

Concorrendo também nas categorias de: roteiro original, trilha sonora original, canção original (The Moon Song) e design de produção.

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Ela foi um dos filmes mais falados desde seu lançamento por ter uma sinopse tão incomum e tão estranhamente bela. E o que de tão estranho tem nessa história? Acontece que Her, título original do filme, fala sobre a história de um homem solitário que compra um novo sistema operacional para seu computador e se apaixona pela voz do programa. Sim, ele se apaixona pela sua Siri!

Parece ser uma coisa meio non sense, eu sei, mas a forma maravilhosa com que o tema é tratado, faz a gente discutir questões muito mais profundas e complicadas do que à primeira vista pode parecer. Nada fica parecendo besta ou irreal, ao contrário, é poético, é simples (mas super complicado ao mesmo tempo) e muito reflexivo.

Ela é, com certeza, o filme de questões mais profundas do Oscar 2014. Ele mete o dedo fundo na ferida e faz a gente fica meio calada com nossos próprios pensamentos depois que termina.

Concorrendo também nas categorias de: melhor diretor (Martin Scorsese), melhor ator (Leonardo DiCaprio), melhor ator coadjuvante (Jonah Hill) e roteiro adaptado.

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Vou ser direta: esse filme tem três horas e alguns minutos de Leonardo DiCaprio mostrando pra academia porque nessa sua terceira indicação a melhor ator do Oscar, ele deve sim levar a estatueta para casa. Vejam bem, eu não tô falando mal do filme, até porque ele é uma loucura de assistir e é cheio de cenas antológicas, mas não há como negar que ele foi feito para o DiCaprio mostrar tudo o que ele pode fazer. E convenhamos que ele realmente faz de tudo: chora, ri, se droga, fica sóbrio, quase morre, dá uma de louco, de sedutor, sente raiva, é cínico e insira aqui todos os outros sentimentos, expressões e situações que você puder imaginar.

A história gira em torno do personagem Jordan, nosso DiCaprio, que depois de perder seu emprego dos sonhos em uma corretora de Wall Street passa a trabalhar em uma empresa minúscula dessas de fundo de quintal. É ali então que ele enxerga a oportunidade de fazer fortuna se aproveitando desse novo público a que a empresa se destina e usando seu dom de convencer as pessoas. Em pouco tempo, ele e todos os amigos que o ajudaram no negócio viram milionários e passam a ter a vida que eles sempre sonharam. E isso significa muitas mulheres, bebidas, carros, festas, drogas e por aí vai.

Apesar de eu torcer pelo Matthew McConaughey pra ganhar de melhor ator, vou ficar triste se o Leonardo DiCaprio não levar a estatueta de novo. Ele tá simplesmente insano nesse papel!

Concorrendo também nas categorias de: melhor diretor (Alexander Payne), melhor ator (Bruce Dern), melhor atriz coadjuvante (June Squibb), roteiro original e fotografia.

Assista o trailer.

Nebraska foi uma surpresa tão, mas tão boa! Fui assistir o filme sem nem saber do que se tratava e ai, como é delicioso quando uma história te surpreende desse jeito!

Todo em preto e branco, ele fala sobre a história de Woody Grant, um velhinho bem daqueles ranzinzas que acredita piamente que ganhou uma bolada de 1 milhão de dólares depois de ter recebido uma propaganda pelo correio. Como ele quer receber o prêmio a todo custo, um dos filhos decide levá-lo de carro até a tal cidade pra poder ter mais tempo com ele. No caminho, devido a alguns acontecimentos, os dois são obrigados a parar na cidade natal de Woody, onde passam o final de semana com sua família. A história de que ele agora é milionário se espalha e, de repente, Woody vira a grande estrela da cidade. Para o bem ou para o mal.

Além de ter uma fotografia linda, recheada de cenas das estradas pelos quais pai e filho passam, o filme ainda é daqueles que quando terminam deixam uma sensação de quentinho no coração.

Concorrendo também nas categorias de: melhor diretor (David O. Russell), melhor ator (Christian Bale),  melhor atriz (Amy Adams), melhor ator coadjuvante (Bradley Cooper),  melhor atriz coadjuvante (Jennifer Lawrence), roteiro original, edição, figurino e design de produção.

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Eu sei que Jennifer Lawrence ganhou o Oscar de melhor atriz ano passado pelo O Lado Bom da Vida, mas pra ser bem sincera eu amei muito mais a atuação dela nesse filme aqui, em que ela foi indicada a melhor atriz coadjuvante. Será que mesmo tão novinha, ela leva duas estatuetas em anos seguidos pra casa?

Trapaça conta a história de uma dupla de trapaceiros que são obrigados a colaborar com a investigação de um agente do FBI para desvendar os segredos da máfia. O esquema de sacanagem é super complexo e envolve um monte de gente, mas melhor do que a trama só mesmo o quarteto a frente do filme que deixa tudo tão incrível: a já dita Jennifer Lawrence, Christian Bale, Bradley Cooper e Amy Adams. Amor eterno, amor verdadeiro por esses quatro <3

Concorrendo também nas categorias de: melhor atriz (Judi Dench), roteiro adaptado e trilha sonora original.

Assista o trailer.

Foi o último filme que eu vi dos indicados, mas achei que encerrei com chave de ouro!

A Philomena do título do filme e personagem principal da história é uma mulher que teve um filho ainda muito nova e foi mandada pela família para um convento. Lá seu filho foi vendido pelas freiras e ela nunca mais teve notícias de seu paradeiro. Corta e segue para 50 anos depois de tudo isso. Já uma senhora, Philomena conta para sua filha a história que a atormenta a tantos anos, e com ajuda dela e de um jornalista desempregado, Philomena parte em busca de seu primogênito.

Apesar de ter toda essa busca linda como principal foco do filme, o grande destaque do longa pra mim é a personalidade da própria Philomena. Ela é daquelas que se encanta com as coisas mais simples da vida, que acredita nas pessoas, que faz questão de ser educada, alegre, cordial. Philomena é um sopro de ar fresco, que tem um q de inocência e ao mesmo tempo muita sabedoria. Judi Dench tá deslumbrante e faz aquele tipo de personagem que a gente tem vontade de colocar em um potinho e levar pra casa.

E aí, depois de tudo isso escolheram seu preferido? Contem nos comentários pra quem vocês estão torcendo!

Bisous, bisous e bom Oscar pra todos nós!