Para abrir o olhar

Como em 2012/2013 resolvi me jogar sem medo nesse mundo da beleza, experimentando um pouco de tudo e aprendendo todo dia algum truquezinho novo de beauté, foi meio que natural que alguns produtos se destacassem como meus preferidos, desses que nunca mais quero largar. Nessa lista de melhores produtos da minha curta, porém intensa experiência, a máscara de cílios Noir Couture da Givenchy se mostrou um item maravilhoso, desses que literalmente fazem o olho brilhar.

O mais engraçado é que essa máscara veio parar na minha vida de um jeito muito inusitado! Tava rolando um concurso cultural da Vogue Brasil no twitter, eu resolvi participar e o resultado foi que contra todas as expectativas  – já que eu nunca ganho essas coisas -, minha frase foi uma das escolhidas, e eu ganhei a dita cuja (nas versões preta e marrom) e os perfumes Dahlia Noir Eau de Toilette e Dahlia Noir Eau de Parfum.

E sim, os perfumes são sensacionais, mas tiveram algumas coisas diferentes nessa máscara – e que eu nunca tinha visto em outras máscaras que usei – que me fizeram elegê-la como preferida. E antes que alguém fale qualquer coisa, não é só uma questão “de marca”. Se teve uma coisa que eu aprendi nessas tentativas e erros de beleza é que apesar de marcas mais famosas, respeitadas e etc sempre terem muito mais chande de, de fato, entregarem um produto de qualidade para o consumidor, tem muito produto de marca desconhecida e baratinha que pra gente funciona melhor – e beleza tem muito disso de funcionar para uma pessoa de um jeito e para outra de outra maneira.

Do mesmo jeito que uma mesma marca pode ter um produto que a gente ama muito e outro que não nos agrada – tipo a Eudora que tem o batom melancia shock que eu adoro, mas que tem um esfoliante que pra minha pele não dá certo – a gente vai aprendendo que testar é, no final das contas, sempre mesmo a melhor maneira de achar o produto “ideal” que a gente quer.

 

O que mais me agrada nessa máscara da Givenchy é, na verdade, não apenas uma, mas várias coisas, porque os quatro benefícios que ela promete na sua descrição pra mim deram certo de fato.  Volume, tratamento, alongamento e curvatura são funcionalidades que, conforme a gente passa mais e mais dela nos cílios, dá pra perceber que tão de fato surtindo efeito. E é legal também que pra quem tem a máscara na duas versões, a preta (Black Satin) e a marrom (Brown Satin), poder brincar de destacar mais a cor e formato dos olhos com a primeira ou abrir o olhar com a segunda.

Como a máscara tem três bolinhas (os tais ouriços) isso facilita muito na hora de passar porque deixa a distribuição mais uniforme. Além deles ajudarem a alongar os cílios, as bolinhas também ajudam a impedir que a máscara se acumule em determinadas áreas. Fica algo mais natural, sabe? Sem aquela impressão de olho carregado de rímel.

E pode parecer uma coisa meio desimportante, mas como eu adoro um produto de beleza que além de bom tenha também uma embalagem bonita, pra mim essa máscara aqui ganha ainda mais pontos por isso. O tubinho dela é enorme, com um design lindo e tem uma parte de cima, – onde a gente segura para passar o rímel – bem maior do que o normal, dando mais firmeza na hora de passar.

Enfim, é amor eterno, amor verdadeiro nos meus produtos de beleza.

E me contem agora vocês quem aí já usou essa máscara e o que achou.

Bisous, bisous e até o próximo post!

Paris Fashion Week verão 2014 #1

Eu realmente queria subir todos os queridinhos de Paris em um só post, assim como fiz com os de Milão. Acontece, no entanto, que afora esses daqui de baixo tem mais cinco desfiles ainda que eu quero falar, OU SEJA, o post ia ficar do tamanho do Maracanã. E como eu acho que o desfile do Rick Owens foi a grande apresentação dessa temporada (e quando falar dele aqui quero explicar muito bem porquê eu penso assim) acho super válido que ele mereça um espaço especial. Então, como prefiro fazer as coisas mais demoradas, porém mais caprichadas haha, hoje sobe essa parte 1 de Paris e até o final da semana subo a parte 2, deixando Rick Owens pra ser falado na semana que vem. Assim também eu não entupo o blog de posts sobre desfiles e dá pra eu dar meus pitacos sobre outras várias coisas que ando com vontade de postar.

Mas chega de falação e bora começar a rever o que de mais legal rolou em Paris!

Balenciaga

Balenciaga - verão 2014Nesse verão 2014 da Balenciaga, diferente do que tinha acontecido na temporada passada, Alexander Wang não fez seu desfile de portas fechadas, e acho que principalmente por causa disso havia um clima de estreia no ar. Durante toda a apresentação, aliás, dava pra ver uma mistura bem bonita entre a imagem de mulher elegante da Balenciaga com a influência jovem e toda streetwear trazida por Alexander.

O que eu mais amo nessa coleção são os recortes nada tradicionais que são usados nos vestidos, como o desse terceiro look, onde a peça toda é estruturada e dá a impressão de um origami. Eu sou apaixonada por esses traços orientais em roupas e acho que o Alexander Wang é um mestre na arte de usar esses traços, mas ao mesmo tempo deixar a roupa bem esportiva.

Dior

Dior - verão 2014A coleção apresentada pela Dior já começou fazendo sucesso pelo local onde foi feito o desfile: o Museu Rodin, em Paris. Só que se já não bastasse um lugar tão lindo e imponente pra essa apresentação, Raf Simons resolveu ainda contar a história de sua coleção em todos os detalhes do local, criando uma das cenografias mais inspiradoras dessa temporada. Em um jardim suspenso na passarela, a infinidade de cores, flores e plantas era surreal. Nesse vídeo aqui dá pra ver o making of da construção da cenografia e no post da Consuelo Blocker dá pra ver tudo ainda em mais detalhes. Uma coisa assim, de fazer a gente suspirar mesmo.

Mas a beleza da Dior não tava só na cenografia não. A coleção apresentada em Paris brincou o tempo inteiro com o conceito de dualidade de uma maneira linda. “Aqui, o real e o artificial são postos em perspectiva, o alegre e o sinistro, o natural e o que foi fabricado pela mão do homem.” (conceito da inspiração que tá no próprio site da Dior) Esse jogo de opostos começou pela própria ambientação, com as flores naturais e as flores sintéticas, passou pelos materiais e efeitos empregados nas roupas, que foram do tricô até o plissado, e chegou nas cores das peças, com o colorido do começo do desfile e o preto do encerramento. Nem as silhuetas ficaram de fora: em alguns momentos o aspecto mais sequinho dominava, com peças bem longilíneas, enquanto em outros uma silhueta estilo ampulheta dava volume ao quadril das modelos.

Lindo, lindo.

Yohji Yamamoto

Yohji Yamamoto verão 2014Sou absurdamente apaixonada por história da moda. Absurdamente. E talvez uma das suas fases que mais me encante é a do início dos anos 80, quando o japonismo criou uma revolução na moda ocidental e trouxe um “novo pensar em se fazer moda” as passarelas, através de nomes como Yohji Yamamoto, Rei Kawakubo e Issey Miyake. Yohji é até hoje altamente carregado dessas influências, tanto que seu verão 2014 veio repleto de características do movimento: camadas, desconstruções, silhuetas brincando com diferentes formas geométricas, recortes e toda aquela arquitetura que só o japonismo consegue empregar nas peças. E, de quebra, ainda tem esses tons fluo tão incomuns na passarela e tão visualmente ricos. <3

Givenchy

Givenchy verão 2014O encontro que a Givenchy resolveu proporcionar na passarela não poderia ser mais ousado e mais incrível: influências africanas e japonesas em uma só coleção. E claro que não é uma coleção fácil e tem aquele pé ali no conceitual, mas, ao mesmo tempo é altamente chique e usa e abusa de brilhos pra criar uma imagem forte. Aliás, tá pra acontecer um desfile em que Riccardo Tisci não crie alguma imagem que choque, que deixe todo mundo comentando depois sobre o que aconteceu ali em cima da passarela.

Nesse seu verão aqui, a Givenchy explorou ao máximo o uso de drapeados e havia um pouco de desconstrução em todas as peças. Além disso, uma das coisas mais incríveis de se notar dessa coleção é que a impressão que essas mulheres queriam causar era a de força, de pertencimento a um clã, mas, como em todo desfile da Givenchy, ainda que a imagem de cara seja uma, a sensualidade sempre aparece também, ainda que de forma mais mascarada.

Afora tudo isso, o que principalmente me fez escolher esse desfile pra postar aqui entre os queridinhos de Paris foi a beleza dessa coleção. Eu sei que a maioria das pessoas não é muito ligada em belezas assim, totalmente de passarela, que não dão pra botar em prática no dia a dia. Mas, olha, eu amo as duas. Amo quando algo realmente me inspira no dia a dia e me faz tentar algo novo, mas amo também quando tem essas belezas loucas, total drama, que me lembram que no fundo tudo ali conta uma história.

Essa beleza de verão 2014 foi criada pela musa da beleza Pat McGrath e formava uma máscara de cristais ao longo de todo o rosto da modelo. Clica e vê mais de pertinho que escândalo de incrível que tava isso.

Créditos das fotos: FFW/ImaxTREE

Ps: Se clicar nas imagens, elas abrem maiores em uma janelinha aqui dentro do blog mesmo!

Bisous, bisous