A princesa errante de Monument Valley

“There was once a princess who fell in love with geometry.”
(Monument Valley, behind the scenes)

Há umas duas semanas, depois de uma tempestade bem feia, a energia daqui do bairro caiu e demorou algumas horas pra voltar. Foi durante esse tempo, enquanto eu esperava à volta ao século XXI pra eu poder escrever meus textos no computador e tomar meu banho de água quente, que eu conheci Monument Valley.

Eu nunca havia escutado nada sobre o jogo, mas Diego já havia cantado a bola de que eu ia gostar do que ia ver, então cruzei os dedos e dei o play pra tirar minhas próprias conclusões. O resultado foi que tempos depois, mesmo com a energia já tendo voltado, eu não conseguia mais desgrudar do celular – e só fui desgrudar de fato quando a bateria dele acabou.

Monument Valley foi lançado no ano passado por um estúdio independente, o Ustwo Games, e gerou um buzz absurdo e um lucro mais do que respeitável para a empresa. Com versões tanto para IOS quanto para Android, desde o ano passado ele vem ganhando prêmios e mais prêmios, e na página oficial do jogo já dá pra saber que logo tem novidade por aí: a partir do dia 25 de julho, será lançado um novo capítulo para o Ida’s Dream – nome dado a uma das expansões do game.

Mas, afinal, o que Monument Valley tem de tão legal?

Ida, a princesa errante do título do post, é a personagem que comandamos em MV. Ao longo das dez fases da campanha principal, nos deparamos com uma série de labirintos que deverão ser atravessados pela pequena princesa para que ela possa continuar sua jornada.

Além disso, notamos logo de início que também podemos interagir com os cenários de cada capítulo. Assim, podemos girar as imagens de algumas fases em 360º, ou ainda subir ou descer na altura que desejarmos determinadas partes da cena. Uma reta pode ser virada e se ligar a uma escada com a qual não se encontrava antes; um quadrado pode mudar de posição e servir como ponte para uma área do jogo que estava, até então, acima dele. Todo o cenário é mutável, como numa grande ilusão de ótica, e brinca o tempo todo com noções de espaço e de plano. Mas tudo isso só realmente ganha graça e se torna especial devido ao visual deslumbrante e encantador de cada uma das fases do jogo. As formas, as cores, as dimensões, o brilho… Cada pedacinho do design de Monument Valley é de uma beleza escandalosa. Pra fazer qualquer designer (e qualquer não designer também) ficar de boca aberta e apaixonado por cada um de seus quadros.

Somado a tudo isso, temos a história da princesa Ida, que é a personagem que guiamos ao longo do jogo e que vai descobrindo, junto com a gente, porque ela está nessa jornada. Nesse percurso, muitas perguntas são feitas para a princesa e ainda que ela – e nem a gente – saiba respondê-las, essas pequenas dúvidas nos fazem pensar sobre o porquê desse caminho solitário. Para alguns, talvez o percurso de Ida seja visto como uma “história qualquer”, mas talvez para outros, funcione como uma boa metáfora sobre a vida.

Para quem ficou interessado no game, além da campanha principal com dez capítulos, Monument Valley possui ainda duas expansões: a já citada Ida’s Dream e a Forgotten Shores, que eu ainda não joguei, mas mal vejo a hora de começar. E se você ficou com a impressão de já ter visto imagens parecidas com essas daqui de cima em alguns lugar, vale dizer que o jogo foi bastante inspirado nos desenhos produzidos por M. C. Escher, artista gráfico holandês que trabalhava com padrões geométricos entrecruzados.

Aqui tem o link do jogo para IOS e aqui para Android. Espero que vocês fiquem tão encantados por ele quanto eu fiquei.

Bisous, bisous e bom jogo!

Créditos: todas as imagens desse post são do site e da página oficial de Monument Valley.

Lego Marvel Super Heroes

Lego Marvel Super Heroes não foi a primeira tentativa da Lego de se unir ao mundo dos jogos de videogame e computador. Antes dele, Lego Star Wars, Lego Senhor dos Anéis, Lego Harry Potter, Lego Homem-Aranha e muitos outros já tinham aparecido e feito muito sucesso, conquistando gente de tudo quanto era idade e acabando de vez com os boatos de que esses jogos tinham uma proposta infantil. E eu aposto com vocês que os fãs dos filmes e livros que foram adaptados pela Lego não vão ficar menos do que surpresos com a qualidade do enredo e do desenvolvimento dos personagens. É tudo muito bem feitinho, muito bem roteirizado e muito instigante pra fazer a gente nunca mais querer parar de jogar.

Quando Diego comprou o Lego Marvel Super Heroes bastou eu pousar meus olhos no jogo e pronto, o estrago tava feito. Foram horas e mais horas em frente ao computador desbloqueando personagens, cumprindo missões e descobrindo poderes. E apesar da gente já ter fechado toda a campanha principal, decidimos que não vamos parar enquanto não completarmos 100% de todas as missões. E melhor ainda: agora nosso steam também já conta com o Lego Harry Potter (anos 1 a 4 e anos 5 a 7) e Lego Batman.

O que eu acho mais interessante em Lego M. S. H. é que toda aquele universo da Marvel que a gente conhece e que tá dividido em mil quadrinhos, mil grupos, mil histórias, fica todo juntinho nesse jogo. Não interessa se o personagem em questão faz parte dos X-Men, do Quarteto Fantástico ou tem sua próprio história solo. Aqui todo mundo se mistura e pode participar da mesma missão, usando dos seus poderes para ajudar o outro. É algo que a gente não tem a chance de ver nos quadrinhos ou no cinema, mas que no jogo só depende da gente pra acontecer, revelando assim duplas de heróis nada prováveis, mas muito incríveis.

Na história da campanha principal, todos os super-heróis se unem pra acabar com os planos do malvado Dr. Doom, que está construindo uma arma ultra mega poderosa pra destruir o mundo todo. Conforme você vai jogando e cumprindo pequenas missões, você vai desbloqueando novos personagens que somam novos poderes na batalha. São mais de 100 personagens no total, entre heróis e vilões, (pra desbloquear todos é preciso jogar muito mais do que apenas a campanha principal) e muitas, muitas surpresas que causam grandes reviravoltas no enredo.

O “detalhe” mais interessante e mais bem executado de todo o jogo, no entanto, são as personalidades de cada personagem. Porque não pensem vocês que é só botar um monte de figuras famosas vestidas à caráter e com seus poderes na história e já tá tudo ok. O mais legal de Lego Marvel Super Heroes é que os personagens têm “vida” de fato dentro do jogo. Eles têm vontades, eles surtam, eles fazem piadas uns com os outros, eles são dóceis, eles são metidos… Assim como nas suas histórias originais. Os traços de personalidade foram mantidos e desenvolvidos de tal maneira que influenciam na história e na química das jogadas, o que torna tudo muito mais real e muito mais divertido.

Lego Marvel Super Heroes foi lançado em 2013 e pode ser jogado em uma infinidade de plataformas como XBOX 360, PS3, Wii U, Nintendo DS, 3DS, Playstation Vita e nosso bom e velho PC.

Aliás, quem quiser ser meu amigo lá no steam, é só me adicionar e me chamar pra uma partida de CS que será muito bem-vindo. E sempre que tiver algum jogo viciante pipocando lá no meu steam, ps3 ou pc, eu venho aqui contar pra vocês, combinado?

Bisous, bisous e boa-quarta-feira!