Wishlist de fevereiro | O menor dos meses

 

  • Globo de Neve

Globos de neve sempre estiveram pra mim na mesma categoria que outras coisas fofas como caixinhas de música, bonecos gordinhos, quadros e, mais recentemente, molduras de gesso, ou seja, tudo aquilo que pode decorar o quarto lindamente. Mas apesar de gostar tanto deles, nunca tive um, nem quando era criança. E é justamente nessa época, depois do Natal e do Ano-Novo, quando a imagem de globos de neve pipocam em todos os cantos mais do que nunca, que me dá ainda mais vontade de comprar um e enfeitar a estante da sala com ele. Só ainda não decidi ao certo qual modelo escolher. Alguma sugestão?

  • Manequim moulage

Apesar de eu realmente morrer de vontade de aprender a costurar, – me aguarde, 2014! – o manequim moulage em questão tá mais pra item decorativo do que pra ser usado para o ofício a que pertence. Faz muito tempo que eu sonho em comprar um pra usá-lo como uma mistura de mancebo + expositor de roupa bonitinha que quero deixar à vista. Ultimamente o desejo tem ficado mais forte e tô caçando alguma alternativa mais barata (gente, vocês já viram o preço que é um manequim desses?!) pra finalmente comprar o meu.

  • Floppy

Desde que eu fiz aquele primeiro post sobre o dicionário de chapéus – e podem esperar que vem continuação em breve! – fiquei com essa ideia na cabeça de que queria um chapéu floppy bem diva. No final de semana passado, fui atrás de um para comprar, mas acabou que não gostei de nenhum dos modelos que experimentei. Trouxe um fedora bem bonitinho pra casa, mas o floppy mesmo continua a habitar meus sonhos.

  • Filmes Harry Potter

Janeiro foi mês de rever todos os filmes de Harry Potter e me reapaixonar por essa série maravilhosa. O prazer de rever tudo foi tão grande que me bateu essa vontade de ter os filmes aqui em casa à disposição pra assistir sempre que der vontade. Por isso mesmo, uma coleção de DVD’s do HP é uma meta daqui em diante. Lojas Americanas, aí vou eu!

  • Batom Ruby Woo da MAC

O Ruby Woo é um dos batons mais vendidos da história da MAC e como contou a Vic Ceridono do Dia de Beauté lá no canal dela, existe uma história muito bonitinha por trás da sua criação. Quando a MAC foi fundada no começo dos anos 80 e ainda era uma marca bem pequenininha, de nicho, eles lançaram alguns batons matte bem mais opacos e aveludados do que a gente encontra hoje em dia no mercado. Com a compra da MAC pela Estée Lauder, em 1998, essa coleção foi descontinuada porque ela era vista como algo não muito comercial, difícil de vender. Só que aí em 2000, depois de tanta gente que amava essa textura de batom ficar orfã, a MAC resolveu relançá-la, e advinha qual batom fazia parte dela? Sim, o amado Ruby Woo, que tem essa textura nada óbvia aliada a um tom de vermelho bem intenso e maravilhoso. Ele ficou pra sempre na marca e virou sucesso absoluto.

Bom, tudo isso foi pra contar pra vocês que eu já sonhava sim com o Ruby Woo, porque acho linda essa textura ultramatte dele, mas que fiquei ainda mais interessada depois de saber que existe toda essa história por trás da sua criação (adoro produtos que contam histórias!). E como a Vic conta também nesse vídeo, ano passado a MAC relançou essa coleção com várias cores novas e, esse ano, mais precisamente mês passado, a MAC lançou uma loja online brasileira. Ou seja, parece que o universo tá conspirando pra eu comprar o meu, vocês não acham? hihi 😛

Bisous, bisous e que os itens das nossas wishlists de fevereiro sejam todos riscados \o/

Dicionário de chapéus #1

Em um passado não tão distante assim do blog, fiz uma série de posts chamados “Dicionário de sapatos”. Um nome, aliás, bem autoexplicativo para aquilo de que se tratavam os textos.

Acabou que uma curiosidade minha de entender de verdade as diferenças entre esse gigantesco mar de opções de calçados, – e que tinha despertado quando eu encontrei aquela foto que usei para todos os posts – se transformou em horas de pesquisas pra poder escrever (e conhecer) cada um desses sapatos com a devida atenção que eles mereciam.

Pois bem, essa história de dicionário me ajudou muito, de verdade. Afinal, não é todo dia que a gente sai pela web pesquisando sobre um Dockside ou um Cone Heel. E como pesquisar e estudar é a intenção número um desse blog, decidi que os dicionários podiam continuar. Por isso agora é a vez de falar de chapéus, ou de forma mais genérica de tudo aquilo que podemos colocar sobre a cabeça (?) haha. Os posts vão aparecer aqui aos poucos, sem pressa, e se alguém tiver alguma informação, sugestão, complemento ou crítica pra fazer, me conta nos comentários! Vou adorar saber.

Então, sem mais delongas. Com vocês, o dicionário de chapéus do Little Blog!

Panamá

Eu sei que aqui no Brasil a gente não tem uma cultura muito forte de usar chapéus (principalmente os mais quentinhos), mas se existe um chapéu que a gente pode dizer que é popular por essas bandas, com certeza ele é o panamá.

Gosto dele principalmente por ter um plus: ele é democrático (e lindinho) na medida, sem essa história de “acessório masculino ou feminino”. Além disso, ele é ótimo para usar durante o dia a dia porque inspira mesmo um estilo mais casual, mas cê sabem que eu acho essas coisas totalmente relativas, né? Então, manda ver se você achou que ele combina com sua roupitcha de noite. Odeio essas regras de estilo.

O original mesmo vem do Equador, feito da palha  de uma planta que é muto comum em cidades como Cuenca. Isso é algo importante de entender não só porque aqui no blog eu gosto de contar as histórias das peças haha, mas também porque o fato dele ser feito de palha com trama fechada é aquilo que o distingue (principalmente) do fedora. Aliás, nesse quesito de curiosidades o panamá é um prato cheio: você sabia que o seu nome só foi adotado no começo do século XX quando o então presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, usou-o durante uma visita no Canal do Panamá?

Chapéu clássico e de modelagem bem simples, possui abas na horizontal, uma leve depressão no topo da cabeça e essa faixa que faz toda a volta no chapéu. E sim, ele é amor de muita gente. Apareceu lindamente na campanha da Louis Vuitton estrelada pelo Sean Connery, na cabecinha da Alexa Chung e em um editorial da Charlie Magazine.

Boina

Não acho boina muito fácil de se usar (ainda mais aqui no Brasil onde as temperaturas são pra lá de altas), mas em geral elas são bem fofas, e dão um ar meio ‘vivo nos anos 20 em Paris, um beijo’ que eu amo. Para os homens eu acho extremamente elegante, e ia inclusive dar o exemplo do Brad Pitt que sempre desfile suas boininhas por aí, mas well, nada fica ruim nesse homem, né? haha.

A origem da boina é um pouco incerta, mas seu uso desde sempre foi muito ligado aos movimentos militares. De símbolo de luta ela acabou sendo adotada em outros locais e culturas, ora como referência artística (lembram das boinas usadas por Claude Monet?) ora até como símbolo social (na Escócia é um acessório típico).

Formada por uma base arredondada e mole que se fixa no topo da cabeça, a boina é feita de lã e usada mais caidinha, para trás ou para os lados. Já apareceu incontáveis vezes na cabeça da nossa amada franga Taylor Swift, da maravilhosa Blair Waldorf (aliás, todos os personagens de Gossip Girl dão uma verdadeira aula de como usar diferentes tipos de chapéus) e de dona Bruna Vieira, que usa e abusa dela como acessório.

Fedora

Lembram que eu falei pra vocês guardarem que o Panamá era feito de palha? Então, isso é importante pra poder diferenciá-lo do fedora, que tem um estilo bem, bem parecido, mas que é feito de feltro e nasceu na Áustria. E olha que legal, igual o seu irmão Panamá ele também tem uma história bem curiosa a respeito de como ganhou esse nome: lá no final do século XIX, a estrela Sarah Bernhardt usou esse modelo de chapéu na apresentação da peça “Fédora”, e voilá, estava cunhado o nome dessa belezinha.

Muitos de seus modelos têm um lacinho – que varia de tamanho, mas fica junto a faixa que dá volta na sua base – sempre na lateral do chapéu. Além disso, suas abas costumam ser ligeiramente viradas para cima, ainda mais acentuadamente na sua parte de trás. Ele é extremamente charmoso e deve ter sido um dos acessórios mais usados nos filmes de Hollywood dos anos 40 e 50, especialmente os noir.

Todo esse charme já esteve na cabeça de Indiana Jones, na fantástica personagem Annie Hall, do filme de mesmo nome, e da maravilhosa Camila Pitanga.  

Floppy

O floppy é meu preferido, não posso negar. Amo o jeitão molengão dele haha, e esse ar meio diva dramática que ele passa. Aliás, acho que exatamente por ter esse estilo drama queen é que ele é um chapéu muito comum de aparecer em editoriais de moda.

O floppy tem essas abas longas, bem maleáveis e que formas ondas ao redor da sua base. Herança da década de 60 e 70 ele acabou sendo muito adotado em locais praianos e beiras de piscina (também, pudera, com umas abas desse tamanho, se proteger do sol é fácil!), mas fica a coisa mais deslumbrante quando usado no dia a dia. Ele pode ser de feltro ou de palha e tem uma imensidão de tamanhos e estampas.

Ele já embelezou ainda mais a atriz Faye Dunaway, uma capa da Vogue Coréia  e a maravilhosa da Emma Watson.

Continua…