The Movie Issue

Ontem a W revelou as sete capas que vão estampar sua edição de fevereiro e já podemos dizer que sim, 2015 começou bem para as revistas de moda.

Além dessa edição ser dedicada ao cinema e as personalidades que brilharam nas telonas em 2014, as fotos de capa são maravilhosas… Melhor dizendo, MARAVILHOSAS, em letras garrafais mesmo, porque elas merecem.

Emma Stone, minha capa preferida de todas, foi escolhida pela sua atuação em Birdman (com estreia prevista para 29 de janeiro aqui no Brasil). O filme teve sete indicações (número cabalístico, hein?) ao Globo de Ouro de 2015 e as críticas ao filme e principalmente a Emma têm sido tão maravilhosas, que minha vontade de assistir ao longa só cresce. Principalmente depois de ter visto essa cena aqui.

Benedict Cumberbatch e Keira Knightley estão no elenco de The Imitation Game, ainda sem previsão de estreia aqui no Brasil. O que muita gente já dá como certo é a indicação de Benedict para o Oscar de melhor ator, principalmente depois do sucesso que ele e o longa alcançaram no Festival de Toronto.

Eu confesso que não tinha me interessado muito pelo filme até assistir o trailer e ir procurar mais sobre a vida de Alan Turing, o matemático a quem Benedict dá vida no filme. Ele contribuiu tanto para a ciência da computação, teve um papel tão importante nos rumos que a Segunda Guerra Mundial tomou e foi tão duramente massacrado pela opinião pública por simplesmente ser quem ele era, que eu já criei uma puta admiração e respeito pelo cara.

Eu devo ser provavelmente a única garota que ainda não assistiu A Culpa é Das Estrelas, filme que fez Shailene estampar uma das sete capas da W [aqui o trailer]. Eu arriscaria dizer que ele foi um dos filmes mais vistos – se não dos mais vistos, mas com certeza dos mais comentados – do ano passado. O que não foi muita surpresa já que ele vinha sendo aguardado muito ansiosamente por meio mundo, desde que a notícia de que o livro viraria filme pipocou na imprensa.

Um dos motivos pra eu não ter visto o filme ainda é que eu fiquei com birra da Shailene desde aquele comentário infeliz que ela fez sobre feminismo. Tô, no entanto, tentando botar em prática o que aprendi com o Think Olga sobre sororidade e pensar que ela, assim como tantas outras meninas por aí, só propaga um discurso que foi mostrado pra ela desde sempre. Com a repercussão ruim que a declaração teve, me dá um pouco de esperança de que ela e quem mais diz isso tenha entendido que esse conceito de feminismo tá definitivamente errado.

A capa que traz Amy Adams (e que tá muito incrível) tem tudo a ver com o filme que a colocou aí: Big Eyes, o novo longa-metragem de Tim Burton, que chega aqui no Brasil dia 29 de janeiro.

Desde que eu vi o trailer do filme, fiquei numa ansiedade level hard, afinal Tim Burton é um dos meus diretores preferidos e eu tô bastante curiosa pra ver os toques tão característicos dele em um filme que não é nem de terror e nem de fantasia.  Acho que essa é a chance de Tim voltar a fazer trabalhos tão incríveis quanto os seus mais antigos.

Wild, que vem dia 15 de janeiro para o Brasil e é estrelado por Reese Witherspoon, é mais um filme que promete aparecer na lista do Oscar [aqui o trailer]. Inspirado no livro que conta a história real de Cheryl Strayed, uma mulher que se aventura sozinha e em busca de si mesma na selva, ele parece ter mesmo virado queridinho da crítica.

Um detalhe de behind the scenes do filme que me chamou a atenção é que como Reese precisava viver essa mulher tão intensa, que tava em um lugar tão isolado e passando por um momento de raiva tremenda, o diretor pediu pra que todos os espelhos do trailer-camarim dela fossem tampados. Ela não podia ver sua aparência, porque esse tipo de preocupação e de vaidade não podiam ter espaço naquele papel.

Essas curiosidades sobre construção de personagem sempre me chamam a atenção. Eu fico pensando quão louco e maravilhoso é, por um tempo, você praticamente viver uma outra vida, completamente diferente da sua e mergulhar naquilo de cabeça. É muito incrível quando a gente para pra pensar no papel da atuação sobre esse aspecto.

Filme novo de Clint Eastwood merece atenção! E é graças a ele, chamado American Sniper, que Bradley Cooper entrou na lista das sete capas de fevereiro da W. Parece que o filme chega por aqui só dia 19 de fevereiro, mas pelo trailer já dá pra ter uma ideia do que vem por aí. E se eu fiquei tensa só com isso, não quero nem pensar na hora que ele chegar nos cinemas daqui…

Teremos Julianne Moore como melhor atriz desse ano no Oscar? Muita gente tá fazendo apostas de que sim, mas eu sempre deixo pra formar minha opinião só depois de ver todos os filmes (esse ano vai ter #aquecimentoOscar de novo aqui no blog, aguardem!). Se isso realmente acontecer, vai ser a primeira vez que a atriz vai ganhar a estatueta. E isso aos 54 anos de idade, gente, o que pra mim torna tudo ainda mais especial.

Still Alice, o longa responsável por todo esse burburinho, conta a história de uma renomada professora que é diagnosticada com Alzheimer e passa a sofrer os terrores da doença em todos os aspectos da sua vida. Ele chega dia 26 de fevereiro no Brasil, mas tem o trailer aqui pra quem quiser assistir. Vale notar que esse é mais um filme que veio adaptado de um livro. Coisa que sempre aconteceu no cinema, mas que eu tenho a impressão que nos últimos anos cresceu de uma forma gigantesca e tem sido responsável por inúmeros filmes com sucesso de crítica e público.

Enfim, listadinhos aqui todos os filmes que mereceram a atenção da W, já pode começar a contagem regressiva pra estreia deles no Brasil, pro Oscar e pra comprar a revista (eu quero MUITO essa edição). E se isso não te convenceu ainda, vai aí o plus de que apesar de sete estrelas terem sido escolhidas pra capa, o miolo conta com a participação de 39 atrizes e atores que arrasaram em 2014. Todos em fotos fodas clicadas por Tim Walker.

Tudo tão bonito quanto uma sessão de cinema em um fim de tarde.

Bisous, bisous

A Holly Jolly Christmas | Links para toda hora (especial de Natal)

Quem me conhece sabe que Natal é minha época preferida do ano e que eu acredito de fato que durante esse tempo, quando o ano vai dando adeus e as luzinhas de Natal vão invadindo a cidade, existe sim uma magia, um espírito, – ou como você quiser chamar – que paira no ar e torna tudo mais leve, mais bonito, mais esperançoso e feliz. Ano passado fiz um texto aqui no blog falando sobre esse sentimento e sobre a importância do Natal pra mim, mas dessa vez quis fazer diferente e decidi compartilhar um monte de links, de textos a vídeos, que vi espalhados por essa internet e falam sobre a melhor data do ano!

Tem indicações de livros, de filmes, tem música natalina e até comidinhas! Só coisas lindas que me fazem ficar ainda mais animada e à espera da noite de hoje.

Portanto, prepare-se pra ser arrebatada pelo espírito natalino haha e já ir entrando no clima pra festa de logo mais.

Livros de Natal

A Pâmela do Garota It fez um projeto chamado “Natal Literário” onde fez uma série de vídeos falando sobre as leituras de livros de Natal. Tem O natal de Poirot, Deixe a Neve Cair, Um Conto de Natal e muitas outras histórias. É só clicar aqui nessa playlist pra ver todos os vídeos do projeto e se programar pra lê-los no Natal do ano que vem ou quem sabe agora nesse finzinho de ano mesmo.

Filmes de Natal

A Carol Guido do GWS fez uma seleção maravilhosa de cinco filmes que tem o Natal como parte do seu enredo ou são clássicos dessa época do ano. Eu preciso confessar que não assisti todos dessa lista, como O Grinch (pois é, shame on me), mas que tô me programando pra resolver esse problema agora entre o Natal e o Ano Novo. Vocês já assistiram todos?

Comidinhas de Natal

Lá no canal do “Tastemade Brasil”, a Isadora ensinou a fazer o peru que aparece no filme “Milagre na Rua 34” (que no filme é feito para o Dia de Ação de Graças, mas né, a gente adapta ao jeitinho brasileiro) e eu fiquei com MUITA água na boca vendo esse vídeo. Além disso, a Danielle Noce do “I Could Kill For Desert” ensinou uma receita de verrine natalina que além de rápida, parece ser fácil de fazer, muito deliciosa e que pode muito bem ocupar o lugar de sobremesa preferida pelos próximos natais.

Músicas de Natal

No comecinho do mês a Fifth Harmony liberou o clipe de “All I Want For Christmas is You”, música clássica da Mariah Carey, mas que foi regravada pelas meninas para o álbum de Natal da Epic Records, o “I’ll Be Home For Christmas”. Eu tenho escutado mais a banda de uns tempos pra cá e tenho que confessar que tô gostando e achando divertido ter mais uma girl band na minha setlist.

Melhor música desse Natal, vai pra essa regravação feita pelo One Direction, Jimmy Fallon e The Roots pra “Santa Claus Is Coming To Town”. Eles cantam, tocam, se divertem e nos divertem com essa versão que ficou uma graça. Desde ontem, já escutei umas centenas de vezes haha.

E, por último, algumas recomendações de músicas que não foram lançadas ou regravadas neste Natal, mas que pra mim são clássicas da época e que valem a pena serem escutadas hoje, antes da hora da Ceia.

Bisous, bisous e Feliz Natal!!

Minhas cenas musicais preferidas #1

Eu amo música e amo cinema, mas amo mais ainda quando essas duas áreas se juntam.

Nem precisa necessariamente ser um musical, mas, às vezes, uma pequena cena de um filme ou série que teve uma trilha sonora que casou muito bem com aquela situação, que fez muita diferença para o resultado final da história. Isso já me deixa absurdamente apaixonada!

Foi pensando nisso, que surgiu a ideia de fazer esse post aqui, listando as 20 cenas musicais mais importantes, significativas e bonitas que eu já assisti. Tem drama, comédia, romance e músicas dos mais variados gêneros, mas todas essas cenas, sem exceção, possuem uma mesma coisa em comum: são incríveis e se tornaram inesquecíveis pra mim.

E é claro que eu vou dividir esse post em dois, porque se não, haja barra de rolagem pra dar conta de ver tudo :p

Minha cena preferida, do meu filme preferido, onde toca minha música preferida <3

Acho que depois dessa introdução já deu pra sacar o quanto eu amo “Quase Famosos”, né? Já falei, inclusive, sobre o que o filme representa pra mim nesse post aqui, e não canso nunca de rever essa cena porque a acho uma das mais mágicas que já assisti.

Acho incrível que mesmo assistindo esse trecho isolado, fora de contexto do filme, ele produz um efeito muito revigorante na gente. Dá pra sentir o clima de tensão no ônibus e como a música é a responsável por unir as pessoas e por deixar tudo bem de novo. E pode paracer bobo, mas acho que já me senti muito como o William, procurando um lugar chamado “casa” e percebendo que, na real, eu já estou nela.

Bônus: têm muitas cenas de Quase Famosos que eu queria colocar aqui, mas me contive e decidi colocar apenas uma cena de cada filme/série pra não ficar um texto imenso. Ainda assim, não pude resistir em deixar pelo menos o link de outra cena que eu amo muito desse filme e que acabou nem entrando na montagem final da história. O que é uma pena, né, já que qualquer cena que tenha Stairway to Heaven como pano de fundo, já diz o quanto é incrível por si só. Afinal, como diz William, “this song will change your life.”

Além de “Bonequinha de Luxo” ser um dos meus filmes mais amados (alô, coleção Audrey Hepburn!), a cena em que Audrey canta Moon River é absurdamente encantadora. A música, a interpretação de Audrey, a câmera enfocando as primeiras palavra do texto de Paul, o enquadramento da atriz na janela tocando o violão… Sabe quanto tudo se encaixa de uma maneira perfeita? Essa cena é assim.

“The was once a very lovely,  very frightened girl. She lived alone except for a nameless cat.”

“10 coisas que eu odeio em você” é uma das comédias românticas mais engraçadas e bonitinhas que existem (cês sabiam que o filme é uma adaptação bem moderninha de “A Megera Domada” do Shakespeare?) e atire a primeira pedra a menina que quando adolescente nunca escreveu em algum diário, caderno ou agenda o poema que a Kat recita pro Patrick no final do filme.

A cena em que Heath Ledger (ai, que saudade!) canta “Can’t Take My Eyes Off You” durante o treino de futebol feminino, é daquelas que não tem como a gente ver e não dançar junto, com direito a passinho coreografado e braços abertos acompanhando o ator haha.

“O casamento do meu melhor amigo” é daquelas comédias que eu não canso de assistir! Primeiro porque eu adoro a Julia Robert e ela tá especialmente espetacular nesse filme, e segundo porque o Rupert Everett interpreta um personagem tão divertido e carismático que mesmo sabendo o que acontece em cada cena, eu sempre me divirto e fico enfofada com as suas aparições.

Essa cena em que eles cantam “I say a little prayer for you” é tão marcante – pra mim e pra história do cinema – que eu não consigo mais escutar essa música sem lembrar instantaneamente dela. E é batata como toda vez que eu a assisto, me pego cantando junto com os personagens.

Eu não podia deixar algumas séries de fora dessa lista e, com toda certeza, Anos Incríveis é uma delas.

A série por si só já é muito famosa pela sua trilha sonora, que é tão incrível, mas tão incrível, que foi o motivo número um pelo qual a história de Kevin Arnold demorou tantos anos pra sair lá dos anos 80/90 e desembarcar aqui nos anos 2000: os direitos autorais das músicas beiravam um valor estratosférico (só pra vocês terem ideia tem Beatles, Rolling Stones, Bob Dylan e Jimi Hendrix entre os artistas da trilha) e só no final de 2014 que a gente vai finalmente poder ter o box dessa série na nossa estante.

Entre as muitas cenas marcantes do seriado, eu não consigo desapegar do final do primeiro episódio, quando Kevin encontra Winnie depois de um dia muito triste pra ela (vou tentar não dar spoiler haha) e acontece o primeiro beijo dos dois ao som de “When a man loves a woman”. Some-se a essa boa música a narração do protagonista sempre cheia de grandes lições e você tem a síntese do que é Anos Incríveis <3

Na época em que eu não trabalhava e não tinha redação, fechamento e uma crazy life por trás de tudo isso, eu chegava em casa da escola, almoçava, ligava a TV e me preparava pra assistir Dirty Dancing. Sério, eu perdi a conta de quantas vezes esse filme passou na Sessão da Tarde e quantas vezes eu o assisti, dançando loucamente, é claro, a música título do filme.

É difícil dizer o que tem de tão bom por trás dessa história, já que a protagonista é tão bobinha e o enredo tão água com açúcar, mas acho que um dos fatores que mais contribuíram pra ele ter se eternizado na história do cinema é mesmo sua trilha sonora e essa ideia da música nos dar coragem para ser quem de fato somos, a transpormos barreiras, a enfrentarmos nossos medos.

Como? Também não sei explicar, mas a garota de 24 anos que há cinco minutos dançava enquanto selecionava esse vídeo pro post acha que a chave desse sucesso deve estar aí.

“Quero ser Grande” é aquele tipo de filme que a gente vê hoje em dia e pensa “como que ninguém via nada de errado nisso”? haha Tirando esse pequeno detalhe, eu adoro esse filme, mas a cena do piano supera qualquer outra e faz a gente ficar com essa música em um looping infinito na cabeça.

Ah, Casablanca! (insira aqui muitos suspiros).

Apesar de ser um clássico eu demorei um bocado pra ver esse filme, mas me apaixonei quase que instantaneamente. Ainda tá na minha listinha de DVDs que quero adquirir em breve e essa cena em particular, com essa música maravilhosa sendo tocada no piano por Sam para Ilsa (Ingrid Berman, essa maravilhosa!) é uma cena tão envolvente, tão bonita que dá vontade de fechar os olhos e só ficar escutando a canção.

“We’ll always have Paris.”

“Hairspray”, de 2007, é um dos meus musicais preferidos e ainda esse ano eu quero muito ver o original, de 1988, que imagino que seja tão incrível quanto. Eu adoro a história desse filme e fico imaginando como no teatro ele deve ser ainda mais maravilhoso (ele é um musical da Broadway também!)

Além de falar muito sobre música, claro, Hairspray é filme que se passa no começo dos anos 60 e traz um pouco da realidade social da época, mostrando como a segregação racial ainda era tão forte nos EUA.

Essa cena aqui é bem grandinha, mas vale a pena ver e dançar ao som de “You can’t stop the beat” (até porque não dá mesmo pra ouvi-la e ficar parado) e se você ainda não assistiu esse filme, não preciso nem falar que já tem que ir fazer isso já, né?

“500 days of summer” é um filme que se eu assistir mil vezes, nas mil vou chorar, me emocionar e ficar pensando ainda muito – e intensamente – sobre tudo o que ele quer dizer. Porque ele tem uma história que causa muitas sensações na gente, que podem ir de um extremo ao outro, e que sempre são intensas.

A cena aqui de cima é um pouco da representação do lado doce desse filme, quando Tom dança pela ruas, passarinhos cantam à sua volta e o mundo todo parece sorrir e ser um lugar melhor. Todos os exageros e fofurices dessa parte representam muito intensamente esse lado do filme. A outra parte… Bom, você vai ter que assistir pra saber porque eu não sou dessas de dar spoiler haha.

Bisous, bisous e até mais!

Continua…

Audrey Hepburn ilustrada

Como contei lá no facebook, resolvi resgatar uma categoria aqui do blog que tava criando poeira desde sua primeira – e até então única – publicação: a “Coleção Audrey Hepburn”.

A Audrey Hepburn me inspira muito, em vários quesitos da vida, e eu penso que muita gente que não conhece direito a história dela, acaba vendo essa adoração que tantas meninas têm pela atriz de um jeito um pouco leviano demais. Portanto, se você tem vontade de saber um pouquinho mais sobre quem foi essa atriz e sobre as coisas que ela fez além do cinema, tem esse texto aqui da Capitolina que conta um pouco sobre tudo isso. Vale muito a pena ler!

Bom, a questão é que quando decidi voltar a atualizar essa categoria e fui pesquisar algumas imagens no pinterest pra colocar nos textos, pra minha surpresa e felicidade, me deparei com ilustrações da atriz de fazer cair o queixo de qualquer um (ou, no meu caso, suspirar em alto e bom som).

Como eu não resisto a compartilhar umas belezas aqui com vocês, abaixo vocês conhecem então algumas das ilustrações mais lindas, fofas e incríveis que encontrei da Audrey por aí na internet, e conhecem um pouquinho mais também sobre cada uma das ilustradora responsáveis por essas imagens.

E ah, prometo que logo volto aqui pra de fato atualizar essa categoria com um novo filme 😉

Cena de Funny Face (1957) feita por Emma Block

A Emma já trabalhou pra muita gente, incluindo a UNIQLO, a Orla Kiely e a Anthropologie, e além de ter todo esse dom pros desenhos, também tem o dom da palavra e já escreveu até pro The Guardian! Eu amo o fato dela buscar inspiração em “the people she meets in her everyday life, old photos, vintage clothes, old films, travel, 1950s illustration, 1930s jazz and sausage dogs.” <3

No seu portfólio tem ilustras muito fofas da London Fashion Week e pra revista Darling Magazine.

Audrey como a princesa Ann de Roman Holiday por Hajin Bae.

Hajin mora em Seoul, na Coréia. Ela é ilustradora, designer gráfica e diretora de arte, e já trabalhou até pra Nylon Japão! Seu portfólio conta com imagens meio surreais, que transitam entre o desenho e a fotografia, e que possuem uma personalidade e estilo muito individuais.

Na foto acima, Audrey retratada em vários de seus personagens. Aqui, nas gravações de Roman Holiday. Ambos por Julia Denos

Essas ilustras da Julia (e muito outras!) fazem parte do livro-gracinha “Just being Audrey”(dá pra comprar ele pela Amazon), cheio de desenhos lindos que contam a vida da atriz. Além dele, ela também possui desenhos de moda maravilhosos e outras dezenas ilustrações que estampam capas de livros. Ah, vale ficar de olho no seu blogonde ela compartilha um pouco da sua vida, das suas inspirações e dos seus trabalhos.

Audrey em Dutch in Seven Lessons (1948) por Aline Jorge.

Aline Jorge é brasileiríssima e há pouco começou o “Audrey Hepburn Illustration Project”, que tem como proposta desenhar todos os 29 filmes feitos pela Audrey, um a cada semana, por ordem cronológica. O projeto já conta com o aqui mostrado “Dutch in Seven Lessons” (onde Audrey fez sua primeira aparição!) e o filme “One Wild Oat”, de 1951.

Aline tem ainda um portfólio muito gracinha, daqueles que dá vontade de abraçar cada imagem.

Detalhes milimetricamente captados da atriz por Ilena Hunter

Ileana Hunter mora na Inglaterra e faz desenhos tão realistas que eu fico meio embasbacada. O jeito como ela desenha pequenos detalhes (reparem na sobrancelha e nos cílios meticulosamente feitos dessa segunda foto), são de chorar de lindos! Ela tem uma página no facebook onde compartilha muitas dessas belezas e uma loja no Etsy onde vende seus desenhos.

Espero que você tenham gostado dessa pequena cápsula de beleza para essa terça-feira e continuem a acompanhar essa categoria (e o blog todo! haha).

Bisous, bisous!

Cinema brazuca

Muito contente com o feriado que tivemos semana passada e que me permitiu emendar quatro dias maravilhosos de descanso, aproveitei pra dormir haha, pra botar a vida de freelas/colaborações em ordem e pra fazer algo que há tempos não fazia: uma sessão pipoca de filmes nacionais.

Assisti três filmes brazucas de temáticas bem diferentes e que já há algum tempo tava doida de vontade de ver. Só que como a pessoa aqui não se contenta em assistir, mas quer falar e ver o que os outros também acharam do filme, nasceu a ideia desse post. Aqui vou por minhas impressões sobre cada um desses filmes e queria que quem já assistiu algum dos longas citados, também deixasse suas impressões nos comentários (que eu curto conversar sobre essas coisas). E ah, quem quiser, me add lá no filmow, que eu mantenho sempre atualizado com os filmes que vi/quero ver.

Bora então?

Confissões de Adolescente

Cresci assistindo Confissões de Adolescente na TV Cultura e me identificava de formas diferentes (e incríveis) com cada uma das personagens da série. Diana, Bárbara, Natália e Carol foram muito importantes na minha infância e adolescência, e nem faz muito tempo fiz até uma maratona pra rever todos os episódios do seriado.

Portanto, ver a série ganhar corpo, vozes e carinhas novas me deixou muito ansiosa! Fui assistir o filme toda nostálgica, mas morrendo de medo de me deparar com uma história teenager dessas de hoje em dia que são chatas e não sabem dialogar direito com o público. Ai, mas que nada! Foi uma delícia ver que Daniel Filho não perdeu a mão, e que essa nova “Confissões de Adolescente” pode até ter ser mais moderninha, mas continua sendo sincera e divertida na medida.

Um dos pontos altos do filme é a participação das quatro meninas – agora mulheres – que estrearam a primeira temporada do seriado na TV. Maria Mariana, (nossa eterna Diana), é a responsável por todo o texto de Confissões de Adolescente: as histórias foram escritas por ela, com base em seus diários, depois viraram peça de teatro e culminaram com o programa na TV Cultura.

Uma das minhas maiores surpresas foi a atuação de Sophia Abrahão. Gente, achei essa menina tão talentosa! Gostei muito de como a personagem dela foi explorada e como os problemas mais “adultos” dela também foram tratados de forma sincera, mostrando que nem tudo é um mar de rosas, mas que vez em quando a vida dá essas rasteiras na gente, pra que a gente aprenda, cresça e se torne alguém melhor.

Além disso, achei lindo num grau absurdo a forma como mostraram o relacionamento da Bianca com a menina nova do colégio, a sua descoberta do amor e os dilemas do que cursar na faculdade. Problemas reais, palpáveis, mostrados de um ângulo coerente pro público alvo do filme. Nada de falsos moralismos e um monte de preconceitos chatos e toscos, sabem?

Daniel Filho tá mesmo de parabéns!

O ano em que meus pais saíram de férias

Sei que esse filme já passou várias vezes na TV, mas nunca calhou de eu conseguir parar pra assistir. Sempre via uns pedaços e fazia uma anotação mental de “preciso ver depois” e, thankgood, no feriado finalmente consegui fazer isso.

Uma das coisas mais bacanas de ter visto esse filme justo agora (e juro pra vocês que foi pura coincidência, porque eu não sabia disso), é que ele tem como pano de fundo a Copa do Mundo de 1970. Aquela vibração toda de estar em plena Copa do Mundo, acompanhando todos os jogos do Brasil (porque sim, ele faz menção a todos os jogos até a grande final quando o Brasil conquistou o tri), é muito contagiante.

A história aqui é linda e contada de um jeito tocante, cheio de sutileza. Além do menino que faz o personagem principal ser um fofo e cativar a gente logo de início, eu achei muito interessante a forma como foi mostrada a ditadura militar. Me soou de um jeito muito real, já que naquela época muitas pessoas realmente não conseguiam saber tudo que tava acontecendo nos famosos porões da ditadura. Muita gente, dentro de casa, nem fazia ideia do tumulto que rolava nas ruas, e nem conhecia/entendia bem o que se passava no momento político do país. Essa visão de quem não estava na luta e nem está aqui agora acompanhando tudo pelos livros de História, mas sim que tava lá, naquela época, e recebia notícias muito esparsas sobre os acontecimentos, acho que eu nunca nem tinha visto nos filmes do gênero. Achei diferente e muito interessante.

“O ano em que meus pais saíram de férias” é um filme super premiado e que concorreu a diversos tipos de indicações (de melhor fotografia, até melhor direção de arte e melhor filme) em vários festivais de cinema nacionais. Muito merecidamente, vale a pena dizer.

Somos Tão Jovens

Deixei Somos Tão Jovens por último porque eu aguardei tão ansiosamente por esse filme (e fiquei desapontada quase que na mesma proporção) que queria contar com calma o que gostei/não gostei e o porquê disso.

Pra quem gosta de Legião Urbana e conhece pelo menos um pouco da carreira do Renato Russo, algumas coisas parecem não se encaixar. Eu, por exemplo, fiquei meio chateada de nem citarem o nome do Renato Rocha na história. Tudo bem que ele entrou um pouco mais tarde na banda, mas não há nem uma menção ao cantor :/ Além disso, porque raios tem que aparecer tantos trechos de música falados durante as conversas entre os atores? Sérião que alguém acha isso legal?

Mas calma, gente, nem tudo é tão ruim haha. De longe, a melhor coisa que existe aqui nessa história á a atuação do Thiago Mendonça, o ator que faz o Renato Russo. Ele tá tão idêntico ao Renato, na voz, nos trejeitos, naquele jeito meio ‘tô nem aí pra nada’ dele caminhar e falar, que fiquei até assustada. Achei que se ele jogou mesmo, de cabeça, nessa atuação. Além disso, pra quem curte as músicas da Legião (e no meu caso isso é elevado ao cubo), é sempre gostoso de ouvir um pouco sobre os contextos em que elas surgiram e as influências que fizeram o Renato compor. E ah, também não poderia deixar de falar que achei legal à beça mostrarem o início de outras grandes bandas do cenário de Brasília como Peble Rude e Capital Inicial.

Bonito também ver a atuação da Laila Zaid (vocês lembram dela em Malhação?) e da sua personagem fictícia Aninha. A gente se pega desejando que o Renato realmente tivesse tido uma amiga assim, tão zelosa e inspiradora na vida dele. Quem sabe, né…

Bisous, bisous