Desbravando São Paulo #5

Como já é de praxe aqui no blog, fiz uma listinha de alguns lugares bem interessantes que visitei na minha última passagem por São Paulo. Fica de recomendação pra quem já é da cidade ou pra quem estiver de passagem pela capital paulista (:

Crédito foto: facebook.com/restaurantepracasaolourenco/

Fui fazer a cobertura de um evento que aconteceu lá no restaurante Praça São Lourenço e fiquei completamente embasbacada com o lugar. Pra começar que o restaurante é enorme, e além do salão central e do segundo andar que tem uma graça de vista, eles possuem uma área enorme, totalmente arborizada. As mesinhas ficam espalhadas pelo “jardim” que conta até com um mini lago (!)

Pelo que entendi o restaurante é bastante focado em eventos, mas nada que impeça alguém de ir almoçar com os amigos lá em um domingo qualquer. Os preços são salgados, é verdade, mas os pratos que provei foram muito bem servidos e gostosos. Me perdoem a falha de memória de não saber dizer certinho quais eles eram, mas não sei também se o menu que tínhamos foi preparado apenas para o evento ou se também faz parte do cardápio do restaurante. De qualquer forma, já deu pra perceber que tudo lá é feito com muita qualidade e atenção.

Restaurante Praça São Lourenço
Endereço: R. Casa do Ator, 608 – Vila Olimpia, São Paulo

No dia seguinte, eu, Babi e Lucas fomos ao Sesc Ipiranga conferir a “Fora de Moda – Uma exposição em Construção”, mostra que além de contar com instalações de diversos artistas como Fause Haten, Karla Girotto, e Junior Guarnieri e Simone Pokropp (fundadores da Casa Juici), tem uma série de performances, teatros e intervenções que estarão acontecendo ao longo de todo o seu período de exibição.

Na mostra, por exemplo, é possível visitar “A Fábrica do Dr. F”, um espaço de criação do estilista Fause Haten onde estão expostas as peças da sua última coleção. No dia que fomos, aliás, Fause estava lá fazendo uma apresentação, a primeira de uma série chamada “Lili Marlene – Um Risco”. Como ele mesmo contou, a performance não se trata propriamente de um teatro, mas mais da construção de um personagem – ou, no caso, de vários personagens – junto com o público.

E se não bastasse tudo isso, uma das coisas mais incríveis da exposição são as várias oficinais de moda que vem acontecendo desde abril no SESC. Aprender a costurar ou mesmo a fazer tricô e crochê estão na programação, além de oficinas como “Estilistas por um Dia” e “Ressurreição das Roupas”. Se você gosta de moda ou arte, vale mesmo a pena dar uma olhadinha no site do SESC pra conferir a programação.

Fora de Moda – Uma Exposição em Construção (SESC Ipiranga)
Endereço: R. Bom Pastor, 822 – Ipiranga, São Paulo
Site: https://goo.gl/sjhwha

Crédito foto: facebook.com/urbecafe

Antes de irmos ao SESC, no entanto, resolvemos parar pra comer, já que eram quatro horas da tarde e não havíamos almoçado ainda.

Fomos no Urbe Café Bar, um cantinho ali da Augusta que tem um ambiente super cool e descontraído. e que segundo meus amigos “é onde o pessoal leva o paquera no primeiro date” (fica aí de dica para os amigos solteiros). Além de funcionar como café, o lugar tem vários pratos gostosos, bem servidos e de ótimo custo x benefício. Eu e Bá optamos por pratos com massa, enquanto o Lucas pediu um creme de abóbora.

Como dá pra ver na foto aqui de cima, o lugar tem dois andares com mesinhas e cadeiras super aconchegantes. No sábado, no horário que fomos, a parte de baixo tava completamente lotada e quase que nem no segundo andar conseguimos achar lugar pra sentar, mas imagino que durante a semana o movimento não deve ser tão grande e dá pra ir com calma tomar um café ou mesmo pedir uma refeição.

Urbe Café Bar
Endereço: R. Antônio Carlos, 404 – Consolação, São Paulo
Facebook: https://goo.gl/j9H5Li

BÔNUS: Caixa Belas Artes

Sei que já falei sobre o Caixa Belas Artes no Desbravando São Paulo #3, mas como contei naquele post, eu só tinha visitado o café que fica na parte de baixo do cinema. Dessa vez fui lá pra ver o filme “Nice – O Coração da Loucura”, um longa espetacular dirigido pelo Roberto Berliner e estrelado pela Glória Pires.

Baseado em parte da história da Nise da Silveira, quando a médica foi trabalhar na clínica psiquiátrica Engenho de Dentro, o filme é emocionante e traz um pouco do reconhecimento que Nise merece não só na área médica, mas também na área artística do nosso país. Pra quem não conhece muito sobre ela (como era meu caso antes do filme), recomendo fortemente esse texto aqui da Babi pra Capitolina.

Caixa Belas Artes
Endereço:  R. da Consolação, 2423 – Consolação, São Paulo
Site: http://goo.gl/HYJ2eT

Bisous, bisous e até mais

Vamos falar sobre o FFW Fashion Tour

Desenvolvido pela empresa Luminosidade, – responsável pelo SPFW e Fashion Rio, pelo site FFW e pela revista FFWMAG – o FFW Fashion Tour é um projeto que se propõe a celebrar a inovação, a criatividade e a paixão por estilo.  O projeto já existe há quatro anos, mas agora em 2015 existem três razões pra ele ser ainda mais especial do que de costume.

A primeira delas é que esse ano o SPFW comemora 20 anos de existência, e o FFW Fashion Tour aproveitou a data pra celebrar e relembrar esses vinte anos de história, que não apenas ajudaram a profissionalizar a moda nacional, mas que também ajudaram a consolidar grandes talentos e levar a moda brasileira para o mundo todo.

A segunda é que diferente dos outros anos, dessa vez o projeto está viajando pelo Brasil e pelo menos por enquanto três cidades já foram escolhidas para recebê-lo. Blumenau, por onde ele já passou, Belo Horizonte, por onde ele vai estar do dia 24 de setembro ao dia 04 de outubro, e Bauru, onde eu moro, e onde ele está nesse exato momento.

E a terceira razão, que é um pouco mais pessoal do que as outras, é que meu antigo chefinho da Lumi (eu trabalhei um tempinho por lá quando fiz a produção do SPFW e Fashion Rio de inverno/2011), me chamou pra trabalhar na montagem de uma das exposições do evento, a “20 anos de moda brasileira”. Além de ter ficado mega feliz com o convite, já que é um prazer e uma honra voltar a trabalhar com o Lu, uma pessoa que eu super admiro, foi uma delícia poder estar envolvida de novo com um evento tão incrível.  E como eu sou uma pessoa muito ligada em “coisas e datas simbólicas”, foi ainda mais interessante perceber que eu trabalhei por lá quando o SPFW comemorava 15 anos de existência e que agora, cinco anos depois, cá estou eu de volta.

Paulo Borges, Reinaldo Lourenço e Arlindo Grund no palco do FFW Fashion Tour. Em Blumenau, o talk show teve participações de Lino Villaventura e Isabela Capeto e em Belo Horizonte será a vez de Glória Coelho e Carol Ribeiro conversarem com o público.

Na quinta-feira, dia 10, foi a abertura das exposições e foi também o dia em que rolou um talk show muito interessante mediado por Paulo Borges e com participações de Reinaldo Lourenço e Arlindo Grund. A conversa passeou entre muitos temas, mas alguns dos mais falados – e as opiniões que foram dadas a respeito de cada um – eu decidi compartilhar aqui embaixo.

Sobre fast-fashions

A parceria de estilistas de peso com lojas de fast-fashion foi defendida, especialmente por Reinaldo Lourenço que disse enxergar nesse tipo de ação a possibilidade de se alcançar um público que deseja uma peça de determinada grife ou designer, mas que não tem poder aquisitivo pra comprá-la. Ainda que o produto não possa ter a mesma qualidade do seu “original”, por questões óbvias de produção e investimento, busca-se ao máximo chegar lá, e claro, mantém-se a assinatura, mantém-se a ideia, mantém-se o desejo e o estilo dessas peças que vão pra loja. Aquela ideia do valor agregado de uma marca.

Por outro lado, muito se falou sobre o acúmulo de peças que essas lojas levam para o mercado. Será mesmo que precisamos de tantas roupas? Será mesmo que precisamos comprar tantas peças novas a cada coleção, a cada temporada? Mais vale uma roupa descartável e barata ou uma roupa cara, mas que durará por mais tempo?

Sobre novelas brasileiras e Verdades Secretas

As novelas brasileiras também não ficaram de fora da conversa, e o próprio Paulo Borges lembrou da importância que muitas delas tiveram para popularizar a indústria da moda.  Desde a novela Celebridade de 2004, – que inclusive chegou a gravar uma cena no próprio SPFW – as novelas abraçaram o universo da moda e, às vezes de maneira mais realista e às vezes de maneira mais caricata, o levaram para dentro da casa de milhares de brasileiros.

Verdades Secretas, novela das 23h da Globo (que eu adoro e é a primeira que eu tenho acompanhando depois de muitos anos) foi lembrada por Reinaldo como uma das que melhor soube transportar a estética da indústria de moda para a TV. Sem levar em conta o enredo ou as polêmicas que a cercam, e pensando puramente em termos visuais, Verdades Secretas foi muito elogiada.

Ps: vale dizer que o maravilhoso Dudu Bertholini é o responsável pela consultoria fashion da novela!

Sobre estilistas, modelistas e costureiros

Outro assunto bastante falado no talk show foi a quantidade cada vez maior de estudantes querendo se tornar estilistas e consequentemente tornando o mercado de trabalho cada vez mais acirrado. Grande parte desse fenômeno se deve ao endeusamento que a profissão vem alcançando nos últimos anos aqui no Brasil e ao status que “aparecer para os agradecimentos depois da fila final do desfile” passou a ter. Enquanto isso, outras profissões como a de modelistas e costureiros acabam sendo postas de lado nos país. Reinaldo fez questão de lembrar que hoje existem profissionais muito mais especializados nessas áreas do que antigamente, mas que ainda existe um gap muito grande no mercado na procura por essas profissões.

Vista de cima das exposições “20 anos de moda brasileira” e “Sonhando Acordado”.

Além do talk show, duas grandes exposições também fazem parte do FFW Fashion Tour e estão abertas para visitação do público aqui em Bauru até o dia 20 de setembro.

A primeira delas, “20 anos de moda brasileira”, conta com uma curadoria de 20 peças incríveis de diferentes estilistas que fazem parte da história do SPFW. Assim como seus “donos”, as peças também ajudam a contar a história do evento e a relembrar momentos e desfiles memoráveis da semana de moda. Tem Gloria Coelho, Tufi Duek, Paula Raia, Ronaldo Fraga, Alexandre Herchcovitch, André Lima, o próprio Reinaldo Lourenço e muito, muito mais.

Já a exposição “Sonhando Acordado” reúne diversas imagens clicadas pelo fotógrafo Bob Wolfenson em que estilistas, modelos, cantores, maquiadores, stylists e muito outros artistas posam juntos e mostram as mais diversas conexões que possuem entre si e com a indústria de moda. Com curadoria de Paulo Borges, a exposição já havia aparecido na última edição do SPFW, a de verão 2016. As imagens estão simplesmente lindas e todas as fotos possuem pequenas histórias sobre os personagens que nela aparecerem, montando assim um quebra-cabeça de 20 anos de história de moda no país.

O FFW Fashion Tour 2015 fica até o dia 20 de setembro em Bauru, no Boulevard Shopping Nações.

Se você é daqui da cidade, trate de dar uma passadinha lá no shopping pra conferir tudo de pertinho.

Bisous, bisous

Savage Beauty, a exposição insana de Alexander McQueen

Aberta ao público em 2011 no MET, o Metropolitan Museum of Art de New York, a exposição Savage Beauty foi um sucesso incontestável. Realizada para mostrar, relembrar e prestigiar a trajetória profissional de Alexander McQueen, ela foi visitada por milhares de pessoas e entrou para a lista das 10 exposições mais bem-sucedidas do lugar – o que só mostra a importância que vem sendo dada a moda dentro dos museus (soltando um ‘uhull’ aqui).

O sucesso foi tanto que desde aquela época criou-se um movimento em Londres que reivindicava a presença da exposição na cidade. Afinal, McQueen é londrino, e teve muitas influências britânicas em seus trabalhos, criações e parcerias. A espera foi longa, mas, em 2015,  o Victoria and Albert Museum se mostrou capaz de repetir o mesmo clima das salas do MET, levando finalmente a mostra para casa.

Assim que fiquei sabendo da exposição (o que não era muito difícil já que haviam cartazes espalhados por toda a cidade), gritei primeiro alucinadamente no quarto do hostel e depois tratei de abrir o site do museu pra conferir os preços e horários da exibição. Foi assim que, com o coração aos pedaços, eu fiquei sabendo que todos os ingressos online já estavam esgotados para aquele mês.

No final das contas, foi só mesmo indo pessoalmente ao museu que eu consegui comprar nossas entradas (levei Diego à tiracolo na exposição e até ele saiu maravilhado de lá) e mesmo assim só pra dali alguns dias (isso tudo pra vocês terem ideia de como a exposição chegou mesmo fazendo barulho em Londres, e como estava disputadíssimo conseguir um momento pra visitá-la).

Dia 19 de março então fui até o Victoria and Albertu Museum finalmente ver tudo isso de perto, e ainda que eu não tenha tirado fotos ou gravado nada – já que, infelizmente, era proibido –  decidi falar sobre as minha impressões por aqui.

Savage Beauty cobre toda a trajetória profissional de Alexander McQueen, desde sua graduação da Central Saint Martins até sua coleção inacabada de inverno 2010, e possui explicações muito detalhadas sobre cada um dos desfiles e peças ali mostrados.

Li uma matéria no FFW em que a jornalista contava que, quando visitou a exposição no MET, estava difícil transitar e olhar com calma cada criação, pois o número de pessoas na sala era muito grande. Não sei se, exatamente por isso o Victoria and Albert Museu quis fazer as coisas com mais calma, mas fato é que as visitas à exposição em Londres são feitas todas com hora marcada, em grupos pequenos que entram com 15 minutos de diferença no lugar. Assim, eu que entrei no horário das 14h15, tive tempo suficiente para ler as informações de uma sala e passar para a seguinte, enquanto a próxima turma das 14h30 ocupava a sala que eu acabava de deixar.

O espaço ainda era disputado por muita gente (afinal, tem gente que vai e volta nas salas o tempo todo), mas mesmo assim deu pra ler com clareza as informações e olhar peça por peça (coisa que eu fiz questão de fazer) com atenção.

O que eu posso dizer é que, ainda que eu sempre tenha sido uma fã confessa do trabalho de McQueen, eu realmente, REALMENTE, não estava preparada para o que eu vi por lá. São roupas que berram na nossa cara quando nos aproximamos. Roupas que parecem pular na nossa frente e pedirem para serem apreciadas, vistas com olhos microscópicos, pois merecem esse tipo de atenção. E é olhando assim, mais atenciosamente, que a gente percebe que não são apenas as silhuetas que o estilista cria que são tão “estranhamente belas”, mas que o próprio uso de materiais nada convencionais torna as peças únicas. Vidro, cabelo humano, penas pretas de pato, crinolina de fios de metal e alumínio são alguns exemplos, mas existem muitos outros, inusitados e selvagens.

Acho que é muito importante também enfatizar que cada uma das salas da exposição se dedica a relembrar uma época, um conceito ou mesmo um desfile do estilista de uma forma que vai além das roupas. Porque é exatamente esse cuidado em criar um ambiente e um contexto pra cada uma de suas criações que nos faz mergulhar na exposição e entender com mais clareza o que o estilista pensava. A música, o jogo de luzes, a disposição estratégica das peças – o vestido pintado por robôs, por exemplo, fica no centro de uma das salas, de forma que você possa olhar seus detalhes em 360º – foram todos pensados para que você entre de cabeça na experiência. Além disso, há espaços em que as criações são divididas em nichos de diferentes tamanhos que sobem até o teto. É maravilhoso e amedrontador ver as criações de McQueen assim, por todos os lados, em um turbilhão de tecidos, cores, formas, volumes, brilhos…

Uma das frases que li na mostra e que mais me marcaram, parte de um depoimento do estilista, era uma em que ele contava que passou anos tentando construir roupas, até finalmente compreender que ele devia, na verdade, desconstruí-las.

Pra mim isso esclarece muito porque McQueen sempre trabalhou de maneira oposta a outros estilistas. Ele não queria criar símbolos de beleza convencional ou esteticamente quadradinhos, que agradassem a todos na passarela. Ele queria criar, com materiais diferentes, com silhuetas diferentes, com conceitos diferentes, o que era tido como estranho. Ele queria descontruir conceitos, tirar qualquer resquício dos padrões da moda impostos e criar uma peça que ele via como uma tela em branco esperando para criar vida. McQueen não queria agradar, ele queria se superar. Tanto que criava com uma fúria e intensidade gigantescas.

Em uma das mais de dez salas da exposição, onde era possível assistir a famosa projeção holográfica de Kate Moss apresentada no inverno 2006 do estilista, me bateu essa certeza de que McQueen usava da moda como seu “diário de escape do mundo”. Todos os seus sentimentos ele despejava ali, com toda entrega, com todo ímpeto. E nós, daqui, só podíamos ver, aplaudir e nos emocionar com alguém que deu para a moda o lugar dentro do universo das artes que sempre lhe foi merecido.

 

A exposição Savage Beauty está no Victoria and Albert Museum em Londres ate o dia 02 de gosto de 2015, e repito que como a procura pela mostra está grande, se você tem intenção de vê-la deve olhar já o site do V&A e/ou correr até o museu para garantir seu ingresso. Vale imensamente a pena.

Bisous, bisous!

Desbravando São Paulo #2

Pra quem não viu o Desbravando São Paulo #1, é só clicar aqui pra dar uma olhadinha nos lugares que visitei na terra da garoa em novembro do ano passado. Enquanto isso, no post de hoje, falo de alguns lugares que visitei mês passado em São Paulo (e aproveito também pra contar de lugares que estive em outras passagens pela cidade e de que gostei muito).

Casa das Rosas é um casarão maravilhoso que fica bem no meio da Avenida Paulista e chega a ser bizarro como mesmo assim tem muita gente que mora na cidade e nunca nem colocou os pés lá. Triste demais, já que além do endereço ser um espaço cultural que abriga diversos tipos de exposições, saraus, oficinas e palestras, – principalmente às ligadas a literatura e poesia – ele tem um dos jardins mais belos que eu já visitei.

Em 2004 o casarão foi reinaugurada com o nome de Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura e já faz um bom tempo que eu criei meio que uma história com esse lugar: é batata como toda vez que vou pra São Paulo, de alguma forma maluca acabo parando lá.

Site da Casa Das Rosas: http://www.casadasrosas.org.br/
Endereço: Av. Paulista, 37 – Bela Vista

Eu já tinha citado bem por cima a GEEK.ETC.BR quando falei da Livraria Cultura no Desbravando São Paulo #1, mas acontece que esse lugar merece um tópico só dele.

O espaço da GEEK é relativamente recente (foi inaugurado em 2012) e fica em um lugar de fácil acesso, o Conjunto Nacional da Avenida Paulista. A loja, como o próprio nome diz, é inteirinha dedicada a cultura nerd, e nisso aí você pode inserir bonecos, DVD’s, games, livros, histórias em quadrinhos, seriados e muito mais, e eu arriscaria ainda dizer que ela é uma das mais completas do segmento, com uma disponibilidade gigantesca de produtos. Dividida em dois andares, (um é ligado ao outro por uma daquelas escadas caracóis que eu a-d-o-r-o haha) eu quase sempre passo por lá quando vou na Livraria Cultura, ou seja, praticamente toda vez que vou pra São Paulo. Nessa última visita que fiz no mês passado, acabou que comprei um livro do Calvin e Haroldo pra dar de presente pro Diego. (:

Site da GEEK: http://www.geek.etc.br/loja/Home.aspx
Endereço: Alameda Santos, 2.152 – Conjunto Nacional – Loja 122 – Jardim Paulista

Eu estive no MIS em 2012 visitando algumas exposições e também conferindo a primeira edição do BIG – Brazilian International Game Festival – o único festival de games independentes. nacionais e internacionais, de toda a América Latina.  A segunda edição do evento tá acontecendo agora em São Paulo (hoje é o último dia, então se você correr ainda dá tempo de conferir!) e dessa vez está sendo realizada no Centro Cultural São Paulo.

Apesar de ter ido só uma vez ao MIS, vontade de frequentá-lo mais é que não falta, já que nos últimos anos o museu tem apresentado um calendário incrível de exposições, espetáculos, oficinais e muito mais. De David Bowie a Stanley Kubrick, de Andy Warhol a Fause Haten, o MIS é, com certeza, um dos lugares culturais mais mágicos da capital paulista.

Site do MIS: http://www.mis-sp.org.br/
Endereço: Avenida Europa, 158 – Pinheiros

O Kohhi é desses lugares escondidinhos e mágicos que todo mundo deveria ir pelo menos uma vez na vida. Ele fica na Liberdade e se você estiver passando muito apressado pela região pode ser que nem o note: a entrada dele é bem discreta, com uma escadinha que dá acesso ao subsolo. Você desce e ali tem um espaço gastronômico incrível, que pretende fazer uma mistura entre o Brasil e  Japão.

No cardápio, todos os pratos brasileiros tem algum diferencial japonês e todos os pratos japoneses tem um toque brasileiro. Ou seja, mesmo que ali tenha alguma comida que você já provou em outro lugar, no Kohii ela vai ser diferente. Essa proposta de intercâmbio cultural, aliás, fica super escancarada também na decoração: as paredes são revestidas com jornais dos dois países e logo na entrada você dá de cara com uma arara de roupas que mistura looks brasileiros com portugueses. Além disso são vários os objetos dos dois países espalhados pelo lugar, com destaque para uma mesinha de leitura que eles têm, com revistas do Brasil e do Japão.

Vale muito, muito a pena combinar um almoço com os amigos lá.

Facebook do Kohii: https://www.facebook.com/kohiicafe
Endereço: Rua da Glória, 326 – Liberdade

Visitei a Galeria dos Pães nessa última passagem por São Paulo e gostei muito do lugar! Eu e a Má Espindola, do Costanza Who, tínhamos combinado de tomar café da manhã juntas, e depois de avaliarmos alguns endereços que tínhamos encontrado na internet, optamos por esse, já que além de ficar perto dos respectivos lugares em que eu e a Má tínhamos que ir depois, ele também tinha uma cara bem charmosa, do jeito que a gente queria. E a Galeria dos Pães não nos decepcionou em nada! Pra começar que o lugar funciona 24 horas, sete dias por semana, e tem um cardápio mega variado, que vai desde brunch, até padaria, restaurante, cafeteria, soperia… Tem todas as opções para todas as horas do dia.

Eu e a Má estávamos de carro e foi uma mão na roda o fato deles terem estacionamento próprio (quem tem carro em São Paulo sabe o quanto é sofrido achar lugar decente pra estacionar), e eu gostei bastante também do atendimento e das opções do cardápio. Pedi uma bebida (que eu não vou lembrar o nome agora, POFT) e tive que repetir haha, porque tava insanamente gostoso.

Site da Galeria dos Pães: http://www.galeriadospaes.com.br/site/
Endereço: Rua Estados Unidos, 1645 – Jardim América 

Visitei o Flor Café – uma cafeteria que fica dentro da Pinacoteca do Estado de São Paulo – já faz um tempinho. Foi em um dia de SPFW, e eu almocei com a Babi e a Andresa lá antes de ir pra Bienal. Eu amei a comida do lugar e tenho até uma fotinho do meu prato aquele dia pra mostrar pra vocês o quão lindo e delicioso que ele tava. Olha só que gostosura.

Pra quem for fazer um passeio na Pinacoteca (que fica de tópico pra um próximo Desbravando São Paulo), vale muito a pena visitar esse lugar, que tem um cardápio tanto para café quanto para almoço. E ah, fora que eu amo também lugares que tem a opção de almoçar ao ar livre, como esse aqui tem. Em dias de sol mais brando, acho uma delícia almoçar sentindo um ventinho no rosto.

Facebook do Flor Café: https://www.facebook.com/cafeteriaflorcafe
Endereço: Largo General Osório, 86 – Estação Pinacoteca, Santa Efigênia

 

Créditos das fotos:

Casa das Rosas
GEEK.ETC.BR
MIS – Museu da Imagem e do Som
Kohii
Galeria dos Pães
Flor Café