Primeira parada: Roma

Casei e fui viajar. Essa talvez seja a forma mais simples de dizer que quase 9 anos depois de estarmos namorando e 5 de termos juntado nossos cacarecos e ido morar juntos, Diego e eu fomos ao cartório, assinamos uns papéis e nos casamos oficialmente.

As fotos desse dia devem ser postadas em breve por aqui, junto com mais algumas coisinhas bem especiais que tenho pra falar sobre essa data. Mas, por ora, fiquem sabendo que eu tô muito feliz e que viajar com o Di pra comemorar essa ocasião foi o melhor presente que eu poderia ter desejado. A viagem, aliás, foi planejada com um bom tempo de antecedência, mas depois de muitas procuras, cotações aqui e promoções ali, acabamos decidindo partir para três destinos que tínhamos muita vontade de conhecer: Roma, Amsterdã e Milão.

Nossa primeira parada foi em Roma e dizer que a cidade é ainda mais bonita e mais diferente do que imaginávamos é provavelmente um grande clichê, mas também uma grande verdade.

Roma é uma cidade muito antiga, que cresceu como um espaço feito por e para pessoas, de forma que a chegada dos carros tornou tudo uma verdadeira confusão. As ruas e calçadas (quando essas últimas existem) se confundem a todo momento, e as ruelinhas estreitas quase não comportam os veículos. Os romanos, no entanto, habitam esses espaços muito bem, e seja com carros, bicicletas ou a pé cruzam as diversas ruas da cidade passando por monumentos a perder de vista, quase como se o lugar fosse um museu a céu aberto.

Essa é, inclusive, uma boa definição para Roma.

Primeira parada: Roma

Roma é mesmo a terra do macarrão, das pessoas falando em voz alta e parecendo que estão bravas quando na verdade estão apenas conversando, das plantinhas nas janelas, do Coliseu (o Coliseu!) esplendoroso no meio da cidade, das ruínas do Fórum Romano, dos sabores diversos de pizza, das escadarias, das fontes, das igrejas que fazem a gente ficar de queixo caído, das praças lotadas.

Roma é a cidade das lambretas, dos filmes “Roman Holiday” e “La Dolce Vita”, das estátuas, do Vaticano, da História ao vivo e a cores ali na nossa frente. Roma é a cidade do amor, a cidade que faz a gente dar um mergulho sem volta no passado e se apaixonar por tudo que ela nos conta e nos mostra.

Foi por isso que decidi fazer um post sobre Roma, falando sobre cada um dos lugares que visitei, sobre o que eles têm de incrível e o que representaram para mim. Logo em seguida vem Amsterdã e Milão.

Sei que é  muita coisa, que os posts vão ficar enormes e que talvez você precise pegar um copo d’água na geladeira antes de começar a ler. Mas pra fazer jus a beleza dessas cidades, é preciso tudo isso. É preciso reservar um tempo, escrever sem pressa, relembrar de cada um desses cenários e, assim espero, transmitir para vocês pelo menos um bocadinho de toda a emoção e admiração que eu senti por esses lugares.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

A gente cresce escutando falar sobre o Coliseu nas aulas de História e assistindo filmes que mostram como ele foi pano de fundo pra diversas batalhas sangrentas. Mas pisar dentro dos seus muros e imaginar como era a vida naquela época e os inúmeros episódios horríveis que aconteceram ali dentro é muito mais forte, muito mais impactante do que eu poderia imaginar. Hoje em dia, no seu interior, além da sua própria arena (atualmente um labirinto de pedras), existem vários aneis que podem ser visitados, fazendo com que a gente tenha um leve vislumbre de como as coisas se passaram ali.

Não bastasse tudo isso, é mais louco ainda pensar em como o Coliseu, pra gente algo tão inalcançável, tão parte da História com H maiúsculo, é apenas mais uma parte da cidade para os romanos. Algo corriqueiro nos seus dias, apenas como mais um lugar em que eles passam em frente na volta do trabalho. Surreal, eu diria.

Primeira parada: Roma

O Fórum Romano e o Monte Palatino ficam um pouco mais à frente do Coliseu e, assim como ele, são monumentos que mesmo que você não pague pra entrar, já podem ter grande parte de si vistos de fora. Por dentro, sua ruínas (que foram encontradas por escavações apenas no século XX!) recontam uma parte de como era a vida durante o Império Romano.

Existem vários lugares particularmente bonitos nessa região, mas em um dos templos em que entramos (uma espécie de gruta) haviam projeções nas paredes que primeiro contavam um pouco da história do lugar e depois faziam com que uma “chuva” e em seguida um “tapete de flores” aparecessem nas suas paredes. O efeito era um absurdo de real e dava a impressão que centenas de flores desabrochavam de uma só vez por causa dos pingos da chuva.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Andar por Roma a pé, sem destino certo, talvez seja um dos passeios maios deliciosos que possam ser feitos. Além da quantidade de igrejas e lugares pequenininhos, porém belos que existem, as inúmeras praças espalhadas pela cidade dão um charme muito especial pro lugar. Elas estão sempre lotadas, costumam ser rodeadas de pequenos cafés e restaurantes, e tem uma atmosfera pulsante.

De todas as praças pelas quais passamos, as que mais gostei foram a Piazza Navona e a Piazza di Spaga. A Piazza Navona, talvez a praça mais famosa, gigante e importante de Roma, abriga ao longo de toda sua extensão nada mais nada menos que três lindas fontes: a Fontana del Moro, a Fontana dei Quattro Fiumi e a Fontana del Nettuno. Já a Piazza di Spagna, onde foi batida a foto daqui de cima, não é tão gigante quanto ela, mas em compensação possui uma das escadarias mais bonitas que já vi. Lá no seu topo fica a igreja Trinità dei Monti, além de um visão muito bonita das ruas da cidade.

Primeira parada: Roma

É quase impossível falar sobre Roma e acabar não falando também sobre o Vaticano. Muito mais do quem um “passeio religioso”, acredito que visitar os museus do Vaticano e a Capela Sistina é um passeio histórico e cultural, especialmente pra quem é admirador do mundo das artes. O acervo acumulado pelo Vaticano ao longo dos anos, seja em momentos gloriosos ou em momentos horrendos da História, fica exposto nesses museus, e não foram poucas as vezes em que fiquei embasbacada com as coisas que vi. A múmia embalsamada no museu do Egito foi uma delas, assim como as pinturas feitas com ouro derretido expostas em diversas salas. No entanto, nada, nada mesmo me deixou tão chocada e emocionada quanto a Capela Sistina.

Localizada no final dos museus, a Capela Sistina é um aposento recoberto de afrescos em cada milímetro das suas paredes. Tudo ali é muito grandioso e imponente,  e no seu teto fica uma pintura enorme de Michelangelo com nove cenas do Gênesis. No seu centro está a principal delas – e também uma das pinturas mais famosas do mundo – chamada de “A Criação de Adão”. Lá, infelizmente, é proibido bater foto, mas tenho certeza que nunca vou esquecer do clima daquela sala, e das coisas que vi e senti ali.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

A Basílica de São Pedro, outro grande símbolo religioso de Roma, pode ser vista de qualquer ponto mais alto da cidade e se destaca no horizonte, deixando a vista ainda mais bonita. É lá que o papa celebra a maioria das suas missas, onde o apóstolo Pedro está enterrado e onde a Pietà, uma das mais famosas obras de Michelangelo, está localizada. Além de tudo isso, tanto a Basílica por fora quanto todo o terreno que a circunda (uma área que no dia que fomos estava lotada de fieis) têm uma arquitetura maravilhosa. Assim como vários outros monumentos que vi na viagem (e possivelmente vocês já estão cansados de ler essa palavra aqui no blog) ela é majestosa, e foi uma pena não termos conseguido ver uma celebração do papa por lá enquanto estávamos em Roma.

Primeira parada: Roma

Ainda que não seja um dos pontos turísticos mais tradicionais da cidade, o Buco della Serratura atrai muita gente pelo boca a boca e pela curiosidade em entender o que de tão especial tem nesse lugar. Afinal, o que era para ser apenas um grande portão no topo de uma colina, acaba se tornando um local onde muitas pessoas vão, fazem fila na sua entrada e saem ainda mais encantadas depois de olharem no buraco da sua fechadura.

O segredo escondido naquele pequeno buraquinho é o de uma vista muito, muito mágica que mostra não apenas a Basílica de São Pedro exatamente de frente, mas todo um caminho milimetricamente desenhado em um jardim para se chegar até ela. A paisagem é quase como se fosse uma pintura. E tem mais: dentro de todo esse caminho é possível avistar três estados/ordens ao mesmo tempo! O estado italiano, o estado do Vaticano e a Ordem Soberana e Militar de Malta, uma organização internacional católica que é autônoma da Itália, possuindo até seu próprio passaporte e nacionalidade.

Sei que esse é o tipo de lugar que pode parecer muito “pequeno” em relação a todos os outros monumentos da cidade, mas ele foi, verdadeiramente, um dos que mais me marcaram.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Palco de uma das cenas mais famosas de “La Dolce Vita” de Federico Fellini e uma três vezes maior do que eu imaginava, a Fontana di Trevi é um cartão-postal da cidade, com uma escultura do rei Netuno bem no centro da sua construção. Ela sempre fica rodeada de dezenas pessoas, gente que além de querer tirar uma foto do lugar, ainda deseja jogar uma moeda nas suas águas, já que, reza a lenda, isso fará com que você volte para Roma. Essa superstição, inclusive, é levada tão a sério que quando eu estava montando o roteiro da viagem, descobri que no ano retrasado resgataram mais de um milhão e meio de euros de dentro da fonte! Isso mesmo, um milhão e meio. De euros. Em moedinhas na fonte. Uma verdadeira fortuna de desejos!

Primeira parada: Roma

Preciso confessar uma coisa: eu já havia escutado falar de tantos lugares incríveis de Roma (e que comprovei serem maravilhosos mesmo quando cheguei lá e fui visitar cada um), que a Galleria Borghese, um museu até então desconhecido pra mim, não gerou tanta expectativa assim. O que até acabou sendo uma coisa boa depois, porque fez com que o passeio fosse muito mais chocante e encantador do que eu supunha.

Essa admiração toda aconteceu porque além dessa galeria ficar localizada dentro de um enorme parque verde de Roma, que por si só já é muito bonito e fez com que a gente tivesse um dos momentos mais relaxantes da viagem, ela abriga ainda obras de arte de artistas que cresci escutando falar sobre, como Rafael, Caravaggio, Botticelli… E o mais importante, que foi o que me deixou mesmo de queixo caído: todos, absolutamente todos os seus cômodos são decorados em cada milímetros das suas paredes. Todas as salas da galeria, ainda que não tivessem essas obras expostas, são por si só extremamente bonitas e cheias de adornos, me lembrando muito algumas das salas que vi no palácio de Versailles em 2015. O tipo de lugar que me emociona, que me transporta para outras épocas e me faz sonhar, mesmo acordada.

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Se você estiver pesquisando sobre passeios para fazer em Roma, é bem provável que a Via Margutta não chegue a aparecer nas suas anotações. Isso porque ela é uma “ruazinha como outra qualquer”,  muito bonitinha, mas sem nenhum grande monumento que a torne especial aos olhos dos turistas. Acontece que pra mim, grande fã de Audrey Hepburn, a Via Margutta é um pouco diferente e tem um significado muito especial

Tanto ela quanto a Boca della Verità foram palco das gravações de Roman Holiday, um dos meus filmes preferidos da atriz, e poder passear por esse cenários me emocionou de um jeito que acho mesmo que só pessoas que têm uma relação assim com algum filme vão entender o que eu senti.

A casa em que a atriz e Gregory Peck moram na história ainda está lá, localizada no número 51 da ruazinha, e no dia que fomos seus portões estavam abertos, dando para uma área em comum de várias construções (hoje, pelo que entendi, transformadas em galeria). A entrada, no entanto, continua bem parecida com a original, e lá, assim como na Bocca della Veritá, a sensação era a de que eu estava sendo diretamente transportada para o ano de 1953, vendo  de perto essa história que eu tanto amo.

Primeira parada: Roma

Ainda que não seja um dos castelos mais legais que já visitei (não também que eu conheça muitos haha, mas é que depois de entrar na Tower of London, fica difícil achar qualquer outro castelo tão impactante quanto aquele), foi bem legal conhecer o Castelo Sant’Angelo.

Tudo já começa pela sua entrada, onde fica a imponente ponte Sant’Angelo, cheia de estátuas em toda sua extensão (quem assistiu ao filme Anjos e Demônios, aliás, deve se lembrar desse lugar!). Enquanto isso, no seu interior,  existem cinco andares que vão contando um pouco da história dos imperadores, papas e prisioneiros que por ali já passaram, afinal o castelo que começou como uma fortaleza acabou se transformando em prisão com o passar dos anos. Para fechar a visita com chave de ouro, há ainda a vista do castelo, que é bem bonita como vocês podem ver nessa foto que tirei lá

Primeira parada: Roma

Primeira parada: Roma

Descobri a existência do Museu do Videogame de Roma poucos dias antes de embarcamos pra cidade e, ainda bem, decidi colocá-lo no roteiro de última hora. Muito diferente de todos os outros passeios que fizemos, mas também cheio de histórias dentro das suas paredes, esse museu aqui é um presente pra todo mundo que se interesse minimamente pela área. Em ordem cronológica ele vai contando toda a evolução que os consoles e jogos tiveram, e homenageando pessoas, empresas e, claro, games que marcaram diversas gerações.

Mais legal ainda do que conhecer tudo isso é pode jogar todos esses títulos, e isso definitivamente é algo super explorado nesse museu: são centenas de jogos, das mais diferentes plataformas e gerações, pra gente jogar ali o quanto quiser. Os do Xbox, por exemplo, ganharam uma sala só pra si, enquanto os games de VR (realidade virtual) podem ser experimentados em uma outra com a ajuda de um atendente. Tudo incrivelmente bem organizado e muito, muito nostálgico, a ponto de nós perdermos completamente a noção da hora enquanto estávamos ali dentro.

Primeira parada: Roma

E é isso, espero que vocês tenham gostado bastante dessa primeira parte da viagem e de todos esses lugares que eu amei conhecer e queria muito escrever sobre aqui no blog. Volto em breve (breve mesmo!) pra falar sobre os desfiles do SPFWN45 e também sobre Amsterdã e Milão. Um beijo e bom restinho de domingo pra todos. Até mais!

Os cinco de maio e junho

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Maio

Os cinco de maio e junho

Comecei meu mês de maio na terra da garoa, sendo recebida de braços abertos pela Babi e seus dois roomies, Lucas e Naína, no novo apartamento dos três. Foi uma delícia conhecer o lugar, ser acolhida tão bem e ver que existe sim muito amor em São Paulo.

Além disso, junto da Babi e do Lucas, eu tive uma das tardes mais recheadas de programações culturais de toda a minha vida! Começamos indo ao Caixa Belas Artes assistir ao filme da Nise da Silveira, o “Nise – O coração da Loucura”, fizemos uma parada no Urbe pra matar a fome e de lá fomos para o Sesc Ipiranga ver a “Fora da Moda – uma exposição em construção”.

Por coincidência, nesse mesmo dia estava rolando uma performance do Fause Haten na mostra, e além de assistirmos a ela, vimos também uma apresentação de dança que…. Bem, não era de dança, deixou a gente sem entender nada do que tava acontecendo e de tão ruim que foi, fez a gente se divertir muito.

E pra encerrar um dia maravilhoso assim, apresentei oficialmente Rupaul’s Drag Race para os dois, que se viciaram de uma tal maneira que eu sinto como se tivesse cumprido com 100% de aproveitamento minha missão na cidade grande.

A volta pra Bauru não foi nada monótona porque eu tinha em minha companhia a nova Entertainment Weekly, e que como vocês podem ver pela foto daqui de cima, tinha ninguém mais ninguém menos que as meninas Gilmore na capa. Foi um parto achar essa revista, mas com a ajuda da Babi e do Lucas (sim, eles de novo hehe) consegui encontrar uma única edição na Cultura da Paulista, a qual eu me agarrei com unhas e dentes como se disso dependesse a minha vida.

E olha, valeu muito a pena, porque a matéria de capa é um presente maravilhoso para os fãs do programa! Além de adiantar algumas novidades sobre a próxima temporada, ela faz um balanço das sete seasons da série que fez meu coração ficar mais quentinho.

E ah, fica aqui registrado aqui caso vocês ainda não saibam que eu eu estou fazendo uma maratona de GG no Netflix, e que a cada duas temporadas eu e a Amanda vamos nos encontrar para tomar café e discutir tudo o que assistimos até então. Esses encontros vão virar uma série de posts aqui no blog chamados de “O Grupo de Discussão de Gilmore Girls” e o primeiro já vai ao ar na metade de agosto. Acompanhem aí porque acho que isso vai ser muito divertido!

Em maio eu e esse menino lindo da foto completamos sete anos de namoro. É muito tempo, eu sei, mas é maravilhoso de verdade perceber que quando a gente está apaixonadinha e tem uma pessoa tão incrível ao nosso lado, esse tempo enorme está longe de pesar e é apenas o começo de muitos outros dias, e meses, e anos juntos <3

Ainda dentro das comemorações dos sete anos de namoro, decidimos jantar no La Terrasse Café & Bistrô, um restaurante daqui de Bauru que fazia anos que eu não ia e que me surpreendeu demais! O cardápio tá muito maior e mais gostoso, e o lugar (que já era lindo) tá ainda mais belo, com um atendimento impecável.

Achei uma graça o clima intimista do jantar, com uma luz bem baixa em todo o bistrô e velas espalhadas pelas mesas. A noite que já tinha todos os motivos pra ser linda, – ainda que a gente não tivesse feito nada demais e apenas comemorado nossos seven years com uns beijinhos e uma comida simples em casa – ficou ainda mais gostosa, mais romântica e mais memorável por causa desse restaurante.

Em maio falei no Instagram e aqui no blog sobre o crowdfunding que tava rolando pra aLagarta, publicação na qual eu escrevo há alguns anos.

Pra quem não conhece a revista, que é online e existe desde 2010, aLagarta é uma publicação que trata de um tema novo a cada edição, com matérias, colunas, editoriais e vídeos sobre o assunto. E confesso, é sempre muito maravilhoso e recompensador ver o resultado final da revista, fruto do trabalho de muitos profissionais que fazem tudo na base da colaboração.

O crowdfunding de que falei ali em cima surgiu porque há muito tempo queríamos migrar para o impresso,(coisa que exigia um investimento alto pra ser feita), mas infelizmente não alcançou o valor necessário. Mas é aquilo né, pra (quase) tudo nessa vida se dá um jeito e como a gente é da turma do “não deixa o samba morrer, não deixa o samba acabar”, muitas novidades ainda estão por vir.

Tenham um pouquinho de paciência que logo nós voltamos com notícias, e enquanto isso vocês podem ir vendo as fotos de preview da publicação, como essa maravilhosa daqui de cima. Modéstia à parte tá tudo muito lindo!

POSTS DE MAIO

FILMES DE MAIO

  • Nise: o coração da loucura | Roberto Berliner {2015}
  • Spoorloos | George Sluizer {1988}
  • The Spectacular Now | James Ponsoldt {2013}
  • Hoje eu quero voltar sozinho | Daniel Ribeiro {2014}
  • The Den | Zachary Donohue {2014}
  • Capitão América: Guerra Civil | Anthony Russo e Joe Russo {2016}
  • Southbound | David Bruckner, Patrick Horvath e Roxanne Benjamin {2016}

LIVROS DE MAIO

  • A Escolha | Kiera Cass

Junho

Como eu contei e mostrei aqui no blog, em junho tirei férias da editora e fui com o Diego passar uns dias em Gramado, cidadezinha do Rio Grande do Sul que parece cenário de filme. A escolha do destino não poderia ter sido melhor, e os poucos porém ótimos dias que passamos lá me fizeram recarregar as energias, especialmente para enfrentar esse mês que tem sido muito turbulento.

Na hora de fazer as malas da viagem, decidi não levar a máquina fotográfica que uso no dia a dia e sim a Intax Mini 8, uma polaroid linda que é meu xodó. Haviam sobrado algumas fotos do filme que comprei pra minha festa de aniversário e fiz questão de aproveitá-los pra registrar alguns momentos em que eu e o Di visitamos lugares lindos de Gramado.

Agora existe um bolinho de fotos cheio de boas recordações em cima da minha cômoda do quarto, e eu estou pensando seriamente em fazer aquele inspiration board que tinha comentado aqui e dar um novo lar para elas.

A volta da viagem foi um pouco complicada. Meu pai, que estava esperando a data de confirmação de uma cirurgia que achávamos que ia demorar um pouco mais pra acontecer, foi chamado para a sua operação no dia da minha volta de Gramado. Por causa disso, desembarquei em Guarulhos, me despedi do Diego e fiquei direto em São Paulo pra acompanhá-lo no pós-operatório.

Eu e minha mãe ficamos alguns dias por lá, naquele entra e sai de hospital e cheiro de remédio no ar, ajudando ele na sua recuperação. Correu tudo bem nesse meio tempo e assim que ele teve alta fomos pra Leme, onde fiquei mais uns dias antes de voltar definitivamente pra Bauru.

E acontece que durante todo esse tempo, quer em São Paulo ou quer em Leme, eu estava acompanhada desse livro maravilhoso daqui de cima: Misto-Quente do Charles Bukowski. Em um período em que as coisas estavam tão estranhamente fora da rotina e que eu estava tão submersa nas coisas que aconteciam com meu pai, preferi meio que me isolar do mundo e escolher só esse livro pra me acompanhar no processo. E isso foi muito bom.

A leitura é pesada, envolvente, te atinge em cheio, e acho que calhou de aparecer em um momento da minha vida em que ainda que de forma muito diferente, eu também precisava ser uma pessoa “durona” e fria, algo que me foi de certa forma emprestado da personalidade do protagonista da história. O resultado é que agora quero ler mutos mais livros do Bukowski.

Em junho inaugurou uma nova cafeteria aqui em Bauru, a Hoss, e como vocês bem sabem do meu amor por esse tipo de lugar, é claro que eu fiz questão de ir até lá no seu primeiro dia de funcionamento. Eu amei muito o lugar, especialmente porque o cardápio deles de café não é brincadeira não e são muitas as variedades da bebida. Além disso, você pode escolher o tipo de grão e a forma como o café vai ser preparado, e eu fiquei com tanta vontade de experimentar tudo que, desde então, já voltei lá uma quantidade incalculável de vezes.

As comidas também são muito boas, e o cardápio abrange algumas refeições como massas e risotos. Os doces são uma maravilha à parte, vide essa panna cotta com calda de framboesa daqui de cima.

Pra encerrar o mês, fui ao show da Maria Gadú no SESC.

É verdade que eu não conheço muito do trabalho dela, mas existem algumas das suas canções que eu gosto tanto de cantar no repeat que achei que seria legal dar uma chance a todo o resto. E eu sei que vocês não querem saber, mas a título de curiosidade, queria contar quais são essas músicas: Dona Cila, que eu tenho vontade de chorar toda vez que escuto, Linda Rosa, que é original da Playmobille e tanto nessa versão quanto no arranjo da Maria Gadú parecem me abraçar toda vez que escuto, e Shimbalaiê, que é fofinha, gostosa de escutar, a cara da FAAC haha.

O resultado da minha noite foi que curti um show incrível, que me deixou super respeitosa de todo o trabalho que a Maria Gadú faz. É legal perceber, por exemplo, que ela tem uma relação de total parceria com os músicos da sua banda e faz questão de apresentá-los como um grupo. Até as posições no palco demonstram isso, já que ao invés de ficar na frente e deixar a banda atrás, como normalmente acontece em shows de cantores e cantoras solo, ela e os seus três músicos ficam todos juntos na boca do palco.

Além disso, seu show é muito legal mesmo pra quem não conhece tanto do seu repertório, porque é um show pra se apreciar música: ele é totalmente instrumental, é totalmente sobre sensações, sobre o momento, sobre se pegar de olhos fechados ouvindo cada palavra da letra da canção.

Parece meio esquisito falando assim, eu sei, mas podem ir por mim, vale muito a pena.

POSTS DE JUNHO

FILMES DE JUNHO

  • Enquanto você dorme | Jaume Balagueró {2011}

LIVROS DE JUNHO

  • Misto-Quente | Charles Bukowiski

E o mês de maio e junho de vocês, como foi?

Bisous, bisous

Os cinco de dezembro e janeiro

Eu demorei tanto tempo pra escrever “os cinco de dezembro” aqui no blog que acabou sendo melhor esperar o final de janeiro e finalmente fazer os dois resumos mensais juntos. E como é um novo ano e em 2016 eu quero mudar bastante coisa por aqui, eu decidi que agora, junto com as fotos, também vou colocar os links pra todos os posts que rolaram no blog durante o o mês. Pra quem perdeu algum dos textos, fica muito mais fácil de achar! É só clicar e ler :)

Janeiro

Yes, I wanna hold your hand

Yes, I wanna hold your hand

No primeiro dia do ano, Diego me pediu em casamento e eu comecei 2016 me sentindo numa bolha de amor e felicidade.

A gente sempre pensou em, algum dia, oficializar nossa relação e casar de papel passado, mas tornar isso mais real com as alianças de noivado ganhou um significado ainda mais bonito pra mim – ainda que a gente pense em se casar de fato só mais pra frente, daqui uns dois anos.

Um dia ainda faço um post sobre isso no blog, mas quem me conhece sabe que eu não idealizo e nem quero um “casamento tradicional”. Nossa ideia sempre foi a de casar no civil e fazer um almoço pequenininho pras nossas famílias e amigos íntimos, com no máximo, uma troca de votos (estilo casamento americano) entre a gente. Nem eu nem Diego queremos igreja, festa e muito menos aqueles mil preparativos que começam mais de um ano antes e deixam todo mundo louco. Fora, é claro, o dinheiro absurdo investido.

Entendo quem sonhe com isso (tenho amigas que consideram essa data muito importante e sonham com o vestido, a igreja, a festa e tudo mais), mas eu sempre pensei no meu casamento como algo muito diferente. Acho que o que ele vai representar pra mim e pro Diego não tem nada a ver com isso. É difícil explicar, mas acho que nosso comprometimento, nosso amor, nossa lealdade podem ser celebrados de outras formas. Formas que têm muito mais a ver com a gente, com nosso jeito e aquilo que acreditamos. E assim vai ser.

Das fotos do aniversário

Das fotos do aniversário

Completei 26 anos e decidi comemorar meu aniversário com festa, bolo, brigadeiro, piscina com bexigas de corações e família e amigos por perto. Cheguei a fazer um post aqui no blog sobre como foi esse sábado (aqui o link da playlist maravilhosa que tocou na festa), mas como lá só usei as fotos que bati na Instax Mini 8, achei que nada mais justo do que postar nesse resumo mensal uma foto batida com a minha outra câmera e que tem duas pessoas que eu gosto muito. Marisa e Diego, – que por coincidência também tem o sobrenome Melo, assim como o Di – são dois amigos maravilhosos, inteligentes e criativos. Gente que eu admiro muito e quero botar em um potinho, sabe?

No coquetel de inauguração do novo estúdio do Johnny Tattoo

O novo estúdio do Johnny Tattoo agora tem uma barbearia vintage!

Não sei se já falei sobre isso aqui, mas há algum tempo comecei a escrever uma coluna quinzenal sobre moda lá no blog do Johnny Tattoo. Eu já contei a história do estúdio em um vídeo lá no youtube e como tenho um grande respeito pelo trabalho deles, fiquei muito feliz quando rolou esse convite.

Em janeiro aconteceu o coquetel de inauguração de mais uma unidade deles, agora no Boulevard Shopping, e além do estúdio de tatuagem e da loja de roupas que já tinham na primeira loja, esse novo espaço tem também uma barbearia vintage, daquelas de barbear à navalha. Fiz um post especial pro blog deles contando como foi a inauguração e todas essas novidades do lugar, e no dia mostrei lá no snap tudo que rolou na festa. Se ainda não me segue, eu tô lá como ? little_blog.

Delícia de prato e lindeza de decoração

Delícia de prato e lindeza de decoração

Há pouco tempo abriu um lugar em Bauru chamado Armazém Santo Expedito que funciona como um grande mercadão. São vários alimentos de fabricação própria e outros vendidos lá dentro que dão água na boca só de olhar, tipo queijos de diversos tipos e tamanhos que são uma verdadeira perdição pra mim. Além disso, eles têm também uma adega muito bem servida e vários pratos a la carte servidos em um restaurante super bonitinho.

Lá pelo metade do mês, eu e Diego fomos jantar no Armazém e confesso que além de ter amado esse escondidinho com carne seca da foto, eu fique apaixonada pelo desenho do meu prato que, aliás, varia de prato pra prato, deixando a decoração das mesas ainda mais bonita.

Minha atual leitura

Minha atual leitura

No final de janeiro comecei a ler “Precisamos falar sobre o Kevin” de Lionel Shriver e nesse momento me encontro lá pela metade do livro. O filme eu já havia visto há algum tempo e adorado, mas confesso que a escrita do livro é mais envolvente porque todos os acontecimentos são narrados em forma de cartas do ponto de vista da mãe do garoto. Assim, ficamos sabendo absolutamente tudo que ela pensava, sentia e queria (ou não) antes e depois do incidente que é o mote principal do enredo.

Essa forma do livro de ser construído (no caso, todo por cartas) me lembrou muito a estrutura de “As Vantagens de Ser Invisível”, que por coincidência também tem Ezra Miller – que faz o Kevin na versão dessa minha leitura feita para os cinemas – como parte do trio de personagens principais de The perks of being a wallflower.

Tô bem envolvida pelo livro e feliz porque entre o final do ano passado e começo desse ano tenho conseguido me dedicar mais as minhas leituras mesmo com a correria do dia a dia.

POSTS DE JANEIRO

Dezembro

O inimigo secreto da equipe

Quando chega dezembro e eu vejo as reclamações que o pessoal faz na timeline sobre a festa de final de ano e sobre o tão clássico amigo secreto da firma, eu penso que eu sou muito sortuda de gostar de fato do lugar onde trabalho e amar as pessoas que estão lá todos os dias comigo. Aquele lance de “colega de empresa” nunca deu certo por aqui e eu conheci pessoas e fiz amigos na redação que são muito importantes pra mim de diferentes maneiras.

Pois bem, esse ano minha equipe decidiu dar uma inovada nesses eventos e deixar as coisas mais engraçadas, e acabou que a gente fez um inimigo secreto ao invés de amigo. O resultado foi muito, muito, muito engraçado e me mostrou que a) as pessoas que trabalham comigo são muito criativas e b) elas me conhecem melhor do que eu imaginava.

#girlpower

Girls just want to have fun

Um dos meus presentes de 2015 foram essas meninas aí da foto. A gente tem um monte de diferenças, gosta de coisas completamente opostas, mas não é que essa mistura toda deu certo? Tô muito feliz por saber que elas vão continuar por perto em 2016, – em alguns casos até mais perto já que a Bruna tá vindo morar em Bauru – e que a gente vai poder fazer programas legais, com gordice, músicas e conversas sobre BBB.

May the force be with you

May the force be with you

Foi preciso uma maratona grande, com seis filmes no total (três de cada trilogia), pra que eu finalmente me sentisse pronta pra ir ao cinema ver Star Wars: episódio VII – O Despertar da Força. Eu nunca tinha assistido a nenhum filme da saga, mas além de ter muito curiosidade pela história, a primeira trilogia todinha faz parte do desafio “1001 filmes para ver antes de morrer” (que eu anunciei no ano passado lá no canal do blog e que agora em 2016 eu pretendo de fato botar em prática).

Com ingressos na mão pra estreia, balde de pipoca e um senhor copo de coca (os dois faziam parte de um combo onde você ganhava de brinde uma almofada do filme), lá fui eu, Diego, Pedro e Ariane para o cinema. E fazendo jus ao que foi a primeira trilogia da saga, o episódio VII chegou arrebentando.

Além de resgatar os personagens mais adorados da série, o filme continua com a fórmula da primeira trilogia, e traz protagonistas interpretados por atores/atrizes completamente desconhecidos do grande público e que conseguem convencer no papel que estão.

Fez valer a espera e a ansiedade, e terminou com a expectativa de trazer um episódio VIII ainda mais maravilhoso.

Can I get an amen?

Can I get an amen?

Mesmo antes da ceia, meu Natal de 2015 já começou maravilhoso por causa do presente que ganhei do Diego: uma camiseta da Pelican Fly estampada com a foto de mama Ru e o nome das drags de RuPaul’s Drag Race (programa que eu amo e de que já falei aqui no blog). Eu gostei muito da qualidade da camiseta e tenho visto tantas coisas lindas nessa loja que tô muito tentada a comprar outras coisinhas. Quando isso acontecer, faço um post aqui contando mais detalhes dos produtos.

A sensação maravilhosa de ler com os pés na água

A sensação maravilhosa de ler com os pés na água

Não é super frequente eu ir pra casa dos meus pais em Leme, então quando vou, faço sempre questão de aproveitar o tempo com minha família, minhas amigas e a piscina lá do fundo de casa. E quando eu digo aproveitar o tempo na piscina eu digo de fato nadar, porque eu não gosto de tomar sol – até porque, na certa, isso pra mim significa vermelhidão na pele, seja lá quantas vezes eu tenha repassado o filtro solar.

Pra mim piscina foi feita pra nadar mesmo e nos dias mais friozinhos ou quando eu não tô afim de entrar, fico lendo com os pés na água gelada e tomando um ventinho na cara. É uma coisinha pequena, eu sei, mas que me provoca uma sensação muito maravilhosa.

POSTS DE DEZEMBRO

Bisous, bisous

Os cinco de setembro e outubro 2015

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Setembro

A saga do vestido

A saga do vestido

Contei no snapchat (me sigam lá, sou little_blog) a história desse vestido/blusa, mas pra quem não acompanhou, vamos aos fatos: há milênios encontrei esses vestido em um brechó e fiquei completamente encantada por ele. Assim, do tipo amor à primeira vista mesmo. E nem o fato dele ser umas cinco vezes maior do que eu me desanimou: eu comprei o dito cujo prometendo pra mim mesma que ia dar um jeito de arrumá-lo pra caber em mim.

Eis que uma infinidade de meses depois, arrumando minha gaveta, encontrei o tal vestido perdido no meio das minhas roupas. Sério, gente, eu me senti completamente frustada por isso. Vocês não fazem ideia do quanto eu acho horrível comprar uma roupa e não usá-la! Eu não sou assim, não curto esse tipo de consumo e fiquei me cobrando pra dar um jeito nessa situação.

O resultado foi que o vestido recebeu uma reforma absurda – caíram mangas, diminuiu-se o comprimento, afinou-se cavas – e voilà… Tanta coisa mudou que de gigante ele acabou ficando muito curto! hihi. Ainda assim, não poderia estar usando ele mais do que já tô: como blusa em dias mais quentes e como vestido em dias mais frios, junto com meia-calça.

E se você esperou uma moral dessa história toda, ela não existe. Só o fato mesmo de que quando eu realmente quero algo, sou muito insistente!! hahaha.

20 anos de SPFW

O FFW Fashion Tour é um projeto da Luminosidade que celebra a moda, a inovação e a criatividade de diferentes maneiras, e nesse ano, o projeto passou aqui por Bauru, com direito a palestra do Reinaldo Lourenço e Arlindo Grund (e mediação do Paulo Borges!) e uma exposição maravilhosa de 20 roupas que marcaram a história do SPFW.  Eu tive o prazer de trabalhar na montagem da exposição com o Lu, meu ex-chefe, e também assisti a palestra, que foi super interessante e passeou por diversos tópicos.

Contei sobre tudo isso em um post aqui do blog, e só posso dizer que eu desejo do fundo do coração que mais projetos e iniciativas desse tipo venham pra Bauru. A gente tem espaço, mão-de-obra, muita gente interessada e vontade de sobra de investir na área de moda.

O poder das garotas

Eu já falei sobre a Capitolina uma vez aqui no blog, mas de lá pra cá meu amor por essa revista online só aumentou. As meninas tão fazendo textos cada vez mais maravilhosos, inteligentes e com temas que saem do senso comum, e é inspirador ver meninas escrevendo para outras meninas em um exercício de sororidade constante.

Em setembro elas lançaram seu primeiro livro e eu corri comprar o meu exemplar. Fiquei tristinha de não poder ir ao lançamento em São Paulo (acabei indo pra lá só uma semana depois), mas já fico feliz de, ainda que de longe, poder prestigiar o trabalho dessas garotas tão maravilhosas.

Um quarto de século

Gabi fez 25 anos e decidiu comemorar em grande estilo, com festão, muita música, amigos, risadas, comidas gordas e tudo que ela tivesse direito. E foi incrível chegar na festa e me deparar com vários murais de fotos – cada um de uma época diferente da vida dela – e perceber que eu e a Má estávamos em todos, comemorando e ajudando umas às outras em todos os momentos.

Fevereiro de 93

Em setembro, eu e Diego fizemos uma senhora faxina no apartamento e jogamos milhares de tranqueiras fora, doamos algumas coisas e mudamos o espaço de alguns cômodos. Isso fez um bem danado pro apartamento, tanto que a sala depois da mudança, acabou ficando muito mais espaçosa e aconchegante.

E aí que no meio da arrumação, encontrei uma pilhinha de fotos antigas numa velha caixa da estante. Essas fotos não foram embora não, claro, e acabaram só reavivando um monte de memórias na minha cabeça…

Outubro

Assim como o Batman dos quadrinhos

Outubro começou triste e pesado: o Batman, um dos meus gatinhos, foi atropelado aqui na frente do apartamento e atingido em cheio na coluna vertebral. Levamos ele para o hospital escola de Jaboticabal e depois de um batalhão de exames e uma cirurgia numa clínica local, Batman sobreviveu, mas ficou paralítico.

Assim como o herói dos quadrinhos que perdeu o movimento das pernas, o meu Batman não mexe mais as patinhas de trás, mas vem aprendendo a se virar todo dia um pouquinho mais. Ele precisa de cuidados constantes, é claro, já que perdeu o controle da bexiga e não tem mais a mesma rapidez ou locomoção de antes, mas um passinho por vez, as coisas têm melhorado.

Agora que a medicação finalmente acabou, vou começar algumas sessões de fisioterapia e acupuntura (nem a medicina sabe explicar, mas a técnica vem dando resultados maravilhosos no tratamento de felinos) e torcer pra que ele possa ter alguma melhora.

E pra todo mundo que me ajudou ao longo desse mês ou simplesmente se preocupou com o estado dele, meu muito, muito obrigada. Vocês são maravilhosos.

28 primaveras

Uma das datas mais maravilhosas do ano é comemorada em outubro, e juro que não tô falando de Halloween ou do Dia das Crianças. O aniversário do Diego é dia 20, e apesar dele não gostar de festejar loucamente ou nem de nada do tipo, a gente sempre comemora esse dia de um jeitinho especial.

Nesse ano, ele completou 28 primaveras, e lá no instagram eu resgatei essa foto batida pela Babi em uma passagem nossa por São Paulo e fiz textão, porque gosto mesmo de falar em alto e bom som pras pessoas que eu amo o quanto elas são importantes na minha vida.

Tudo junto & misturado

Tudo junto & misturado

Teve mais um aniversário maravilhoso em outubro: o da Ju. E todo mundo foi pra chácara passar o dia todo lá, com os pés na piscina, muita disputa pela música a ser tocada, amor envolvido e litros de gargalhadas. E teve até chapeuzinho de festa, dear lord!

Princesa do cabelo pink

Princesa do cabelo pink

Fui pra São Paulo pra assistir o último dia de SPFW (contei aqui sobre isso), ir ao show dos Los Hermanos e ver a Babi, a amiga-fotógrafa-gênia e princesa do cabelo pink que bateu minha foto com o Di que tem nesse post. Passei o sábado todinho com a Bá e a gente fez alguns rolês muito maneiros por São Paulo. Ainda essa semana eles vão virar post aqui no blog em mais um Desbravando São Paulo!

Apesar de eu falar o tempo inteiro com a Babi por whatsapp, tava morrendo de saudade da minha amiga. É muito, muito, muito bom revê-la pessoalmente e conversar sobre assuntos doidos, mas que a ele entende direitinho, melhor do que ninguém.

Esse é só o começo do fim da nossa vida

Esse é só o começo do fim da nossa vida

O show dos Los Hermanos foi um acontecimento maravilhoso do mês passado. Virou post aqui no blog, onde eu contei minha história de amor pela banda. Apesar de tudo isso, eu ainda não consegui achar um jeito de explicar a sensação deliciosa que foi entrar naquela arena com mais 30 mil pessoas e ver um filme passar na minha cabeça a cada música deles que tocava.

Foi inspirador, foi apaixonante, foi libertador. Quero mais shows, por favor!

Bisous, bisous

Uma história de amor, música e amizade

(esse texto foi escrito no último dia 12 de junho, dia dos namorados)

P. S. I love you

Eu sei, eu sei. Não existe coisa mais clichê do que escrever um texto sobre o seu namoro no dia dos namorados. Mas eu amo essa data especialmente por isso: porque tá todo mundo tão inspirado, tão aberto a falar sobre o amor, tão aberto a se sentir bobo, apaixonado, usando de todo o pacote de coisas bregas possíveis pra dizer sem medo um “eu te amo”, que é contagiante.

Ainda que seja 17 de maio o dia que eu e o Diego mais amamos, e que de fato comemoramos algo que mudou as nossas vidas – o começo de uma história que seis anos depois ainda continua a crescer, a se mexer, a ser divertida e a ensinar muito pra nós dois -, eu acho o dia dos namorados uma data apaixonante! O dia de ver juras de amor. rosas, bombons, declarações espalhadas por aí e amar cada segundinho disso, sem medo de parecer brega ou o que for.

E é um pouco por causa de tudo isso que esse texto aqui surgiu.

Limitless undying love which shines around me like a million suns

Vamos voltar um pouquinho no tempo, para o começo de 2009.

Foi quando eu e Diego nos conhecemos, logo no início da faculdade.

Diego vinha de Mogi Mirim e tinha acabado de tomar uma decisão que, como ele mesmo diz, não sabia muito bem no que ia dar. Morar em Bauru, cursar jornalismo, seguir um caminho totalmente diferente do que até então parecia ser o certo… Havia um turbilhão de dúvidas na sua cabeça.

Eu vinha de Leme e tava tão assustada e ansiosa quanto ele. Porque tirando quando eu era criança e dizia que queria ser bombeira (haha), logo que eu passei a frequentar a escola e ter uma noção do que era uma carreira, eu já sabia que queria ser jornalista. E era exatamente esse sonho que eu estava vindo realizar em Bauru, o que me deixava feliz e morrendo de medo na mesma proporção.

A gente se conheceu logo no nosso primeiro dia na cidade, quando ele apareceu em casa junto com outras pessoas, todas ajudando na mudança de uma república de jornalismo. Foi aí nesse primeiro “olá” que tudo começou, e não porque a gente tenha caído de amores um pelo outro e se apaixonado assim, à primeira vista. Mas porque nós ficamos muito, muito, muito amigos à primeira vista.

I wanna hold your hand

Foi Diego quem fez eu assistir Pulp Fiction pela primeira vez; foi Diego quem me mostrou que o amor que eu tinha pelos Beatles podia ser ainda maior; foi o Diego quem me acompanhou no meu primeiro show em Bauru; e também era o Diego que passava madrugadas em casa junto com uma turma de amigos tendo conversas sobre a vida, o universo e tudo mais. Foi o Diego quem esteve presente me ajudando, aconselhando e se divertindo comigo, logo quando eu cheguei por aqui.

Essa amizade que despertou logo nos nossos primeiros dias de faculdade foi muito importante pra mim. E pra ele também. Éramos dois estranhos em uma cidade diferente, em uma universidade diferente, rodeados de pessoas novas nas nossas vidas. Longe da família, dos amigos, de tudo aquilo que parecia até então certo. A gente se deu bem logo de cara e até hoje eu acho que essa amizade despertada tão de início foi uma das coisas mais maravilhosa da nossa relação. Porque foi ela que construiu toda a base do nosso relacionamento. Foi ela que fez a gente se descobrir primeiro um ao outro e então se apaixonar um pelo outro.

And then while I’m away I’ll write home every day and I’ll send all my loving to you

Nos nós beijamos pela primeira vez no dia dia 17 de maio de 2009. E foi de um jeito tão natural, tão incrível, tão diferente de tudo que eu já tinha passado, que foi aí que nós percebemos que já estávamos mesmo apaixonados um pelo outro. Era amizade ainda, – porque sempre vai haver amizade – mas era amor também.

Nunca houve um “estamos namorando”. Depois do primeiro beijo a gente simplesmente viveu o que os dois estavam sentindo e as coisas foram acontecendo. Com a amizade e o amor misturados a gente passou a se conhecer ainda mais, a se divertir ainda mais, a se apaixonar ainda mais, a ser companheiros ainda mais. E olhando agora pra trás, eu vejo que as coisas aconteceram de uma forma tão linda, tão natural, tão apaixonante e cheia de respeito que não me surpeende que a gente tenha construído essa relação tão bonita. E que cresce cada dia mais.

Ao longo desses mais de seis anos de namoro, a gente aprendeu um bocado – juntos e separados. E estivemos lá um pelo outro também. Nas madrugadas estudando pra provas, nas festas com os amigos, no primeiro dia do trabalho novo, na apresentação de TCC, na adoção dos nosso gatinhos, nos problemas da vida, nas alegrias do dia a dia, nas viagens, nas palavras, nos erros, nos acertos…

Falling, yes I am falling

Já faz dois anos e meio que, oficialmente, passamos a dividir um apartamento, e para surpresa de alguns e confirmação de outros, as coisas deram muito certo – e continuam a dar.

Tanto que a gente tem um monte de planos aí pela frente: casar no campo, viajar o mundo inteirinho se possível, achar um lugar um pouco maior pra viver, fazer uma série de coisas, ter um monte de experiências, crescer pessoal e profissionalmente e estar lá pelo outro nas vitórias individuais, nas vitórias em conjunto e em qualquer momento feliz ou doloroso da vida.

Will you still need me, will you still feed me, when i’m sixty-four?

E, por fim, o que eu posso dizer é que nós estamos muito animados pelo que vem aí pela frente. Porque como diria aquela canção dos Beatles (que a gente tanto gosta): as coisas vão ser ainda mais divertidas e cheias de amor com o tempo, especialmente quando a gente tiver sessenta e quatro anos.

Disso eu tenho certeza.

Bisous, bisous