Dicionário de sapatos – parte 4

Aqui vai a última (uhul!) parte do dicionário de sapatos. Pra ver todas as outras partes que já foram postadas, é só clicar nesse link aqui. Enjoy e contem aqui nos comentários se vocês gostaram ;}

Dicionário de Sapatos

Stiletto: pense em sapatos altíssimos com bases ultras finas. Pois é, os stilettos se encaixam nessa categoria e podem chegar nas alturas (com saltos de 20cm!) e terem uma base tão pequenininha quanto 1cm. Eles podem aparecer em diversos tipos de sapatos, indo das botas até as sandálias.

Kitten Heel: os saltos gatinhos tiveram seu boom lá na década de 50 e 60 com a musa de todas as musas Audrey Hepburn, só que com a adesão dos saltos altos no dia a dia, eles acabaram ficando um pouco esquecidos na sapateira das mulheres. Então chegou 2010 e PÁ, houve uma invasão de saltos gatinhos em tudo quanto foi desfile de moda internacional. Pra reconhecer um salto desse tipo, é fácil: eles tem uma altura média, que pode ir de 3,5cm a 4,75cm, e possuem uma pequena curvinha no solado do sapato em direção ao calcanhar. No Chic tem uma matéria bem legal mostrando várias famosas que já aderiram ao modelo.

Platform: os famosos sapatos plataformas são aqueles com um solado bem grosso, que nos deixam mais altinhas. Há quem ame e quem odeie por acharem eles não tão femininos, mas na real eu acho que essa tal feminilidade (assim como o conforto) varia muito do modelo, porque existem plataforma super girlies.

Peep Toe: pra usar esse sapato é preciso estar disposta a mostrar os dedinhos dos pés, afinal a regra número um de um peep toe é ter uma abertura na sua frente. Além das sandálias, eles são também muito comuns em botas.

Pump: os pumps são um primo distante do scarpin e tem três características muito bem reconhecíveis; tem um salto alto pra ninguém botar defeito, uma meia pata e um bico arredondadinho que dá um toque de delicadeza.

Scarpin: ando mais apaixonada do que o normal por eles. Eles são clássicos, têm em inúmeros modelos e cores e combinam com praticamente tudo. São sapatos com salto (de médio pra alto), fechados e muito elegantes.

Mary Janes: são sapatos fechados com uma tira que atravessa o peito do pé. Os originais são rasteiros e de ponta arredondada, mas hoje dá pra encontrar mary jane em saltos poderosos e com a frente pontuda. Os que mais amo – e são os clássicos dos sapatos infantis – são usados tanto por meninos quanto por meninas e são feitos de couro. Ah, tem um post do Just Lia que conta a história (que é uma graça) da origem do nome desse sapatinho de boneca.

Flip flops: (uma pausa pra ler de novo o nome desse sapato. Desculpa, mas não tem como não rir haha) Em português nós poderíamos chamar esse modelo de “chinelo”. Sim, os famosos chinelos, mais conhecidos aqui no Brasil pela sua versão em borracha, a la Havaianas. Pra quem quer fugir do óbvio, há algumas versões em couro.

Dicionário de sapatos – parte 3

A primeira parte deste post foi publicada aqui e a segunda aqui :}Dicionário de Sapatos

Cone heel: o nome dele, por si só, já dá uma boa pista do que vem por aí. Os cone heels nada mais são do aqueles sapatos que tem o salto em formato de cone, com a base mais larga em cima e a mais estreita embaixo. Agora, se o salto é padronizado, já não podemos dizer o mesmo das partes de cima, que podem vir em formato de oxford, scarpin, botas de cano médio, sandálias gladiadoras… Tá tudo liberado (ops!).

D’orsay: tradicionais e extremamente ladylike, eles são fechados na frente e no calcanhar, com uma abertura (mais ou menos larga, dependendo do modelo), entre esses dois extremos.

Ankle strap: as tiras são sua marca registrada, mas podem ser reguláveis ou não, caindo bem em diversos modelos. Mas, pelo bem dos nossos tornozelos, vamos lembrar que nossos pés devem estar muito bem presos não só nas tiras, mas também em todo o sapato. Já vi gente usando ankle strap e colocando todo o peso do corpo na tira enquanto o pé dançava no solado da sandália! Santa maria protetora das quedas tem que trabalhar muito nessas situação, gente, então vamos evitar o desgaste.

T-Strap: o t ali do começo da palavra tem um significado muito importante porque é exatamente o formato que a tira desse sapato faz. Como? Desse jeitinho aqui, com uma tira que dá a volta em todo o tornozelo e outra tira que sai do meio dessa e atravessa toda o pé até a parte da frente do sapato. Elas dão uma super segurança para o andar e, de quebra, ainda são mega sexys.

Open toe: são super controversos e, pra falar bem a verdade, eu sempre fico na dúvida quando um sapato é open toe ou peep toe. Dizem que a real diferença tá na parte da frente do calçado, já que os open toes deixam todos os dedos do pé à mostra, enquanto os peep toes são mais contidos e mostram apenas um pedacinho. Meio confuso, né?

Wedge: vamos dizer que a wedge é uma prima moderninha da anabela, tá? Ela aprendeu tudo com a prima mais velha, mas deixou de lado aquele jeitão de anos 90 e aqueles saltos de cortiça. Agora, as novas anabelas wedges tem couro, tachas, saltos poderosos e são de tombar qualquer um. No inverno são uma das opções mais incríveis pra esquentar os pezinhos – e sair daquela monotonia chamada botas.

Chunky heel: eles têm um lugar só deles no meu coração por um motivo muto importante… Esses saltos maravilhosos e grossos que dão toda uma firmeza pra andar e trazem um sexy appeal que eu amo. Apesar do salto ser sempre bem grosso, com uma base maior em cima e uma menor embaixo, há inúmeras variações na sua altura. Já no calçado propriamente dito, existem diversos modelos, mas eu gosto dos mais fechado ou dos abertos só com tiras grossas. Sempre tenho a impressão que partes de cima muito finas não ornam (haha ornar é uma palavrinha engraçada) muito legal com o peso e poder desse salto.

Jelly: um beijo, Melissa! Vai falar que quando a gente fala de Jellys, as Melissas não são os primeiros sapatos que vem à nossa cabeça? Mas vamos ser justos e lembrar que as jellys, na verdade, tem uma infinidade de marcas e modelos, com a característica-mor de serem feitas de plástico. Elas apareceram pela primeira vez lá na década de 80, mas ficaram cada vez mais moderninhas e, hoje, tendo como exemplo a própria Melissa, conseguiram sair daquele estigma de “sapato popular”.

Continua…

Dicionário de sapatos – parte 2

A primeira parte desse post foi publicada aqui.

Dicionário de Sapatos

Monk: é um sapato masculino dos mais clássicos. Ele é um primo bem distante do oxford e, assim como o parente, ganhou várias adaptações ao longo dos anos recebendo também o direito de fazer parte do armário feminino. Os novos modelos de monk mantêm algumas características do original, como as cores mais escuras e o formato fechado e alongado, mas entre essas versões moderninhas dá pra encontrar modelos que sumiram com a fivela (que era um dos detalhes indispensáveis do original) e colocaram botões de pressão no lugar. A versão mais conhecida deve ser, no entanto, a “Double monk strap” que é nada mais nada menos que o monk original com não uma, mas duas fivelas!

Loafer: um suspiro de conforto. Ele também é original do armário masculino, mas já faz um bom tempo que as mulheres perceberam o quanto ele era lindo, aconchegante e combinava com praticamente qualquer peça de roupa. Ali no meio termo entre o oxford e o mocassim, ele voltou com força total nos últimos invernos ganhando salto, tachas e inúmeros outros detalhes. E é bem provável que você o conheça por um outro nome: sim, o famoso slipper!

Converse: é o nome do sapato, mas também da empresa responsável pela sua fabricação. E olha que a Converse tem muita história pra contar, já que tá nesse ramo dos calçados desde o comecinho do século XX. O clássico tênis feito por eles – que a gente vê no pé de adolescentes sim, mas de crianças, idosos, adultos, até bebezinhos – é o famosos all star. Desde a década de 90 ele é um dos tênis mais populares do mundo.

Oxford: muitos dos sapatos do armário masculino que acabaram ganhando sua versão para o feminino são de algum modo um parente distante desse daí. O oxford é um querido; amo o original, mas as versões com saltinho tem um lugar especial no meu coração. Pra quem se perguntou se a Universidade de Oxford na Inglaterra poderia ter alguma ligação com o nome do sapato, acertou em cheio! Ele ficou conhecido por esse nome porque durante a década de 17 era tendência (haha) entre os universitários de lá.

Ballerina flats: as queridinhas sapatilhas são talvez os sapatos mais atemporais da história, porque desde muito tempo que o seu modelo – ou modelos com características bem próximas – agradam gregos e troianos mulheres do mundo todo. Fechada, sem salto e extremamente confortável, ela atravessou anos e mais anos de história e mesmo com a popularização dos saltos continua sendo um item amado pelas mulheres.

Slip-on: ele tá naquela categoria de sapatos extremamente confortáveis. São fechados, de bico redondo e sem salto algum. Esses tênis se tornaram muito populares pela marca Vans que em 1966 resgatou o slip-on quadiculadinhoe tornando-o um dos seus principais produtos.

Mocassim: diferente da maioria dos sapatos dessa lista, o mocassim não foi criado por nenhuma grande marca ou estilista. Usado pelo índios norte-americanos era ela feito de pele de búfalo e casca de árvore (!). É, as coisas mudaram um pouco, e hoje ele pode ser encontrado nos pés de homens e mulheres ainda mantendo seu toque mais rústico, mas com designs, estampas e materiais, como couro e camurça, que o deixam bem mais moderno e étnico.

Dockside: no começo eles eram usados apenas por esportistas náuticos e velejadores, mas com o passar do tempo foram adotados como um sapato mais casual, podendo tranquilamente serem usados pelo homem no dia a dia. As características mais naves ainda estão lá, além do solado mais grosso, emborrachado e o cadarço que passa pela lateral até chegar na parte de cima.

Continua…

Dicionário de sapatos – parte 1

Uma amiga muito querida, a Ju Bellotti, me enviou essa imagem faz uns dias e eu achei incrível a ideia desse painel (aqui tem o post onde originalmente ele foi publicado). Instantaneamente comecei a lembrar o quanto já cansei de escutar gente perguntando como chamava um sapato x e qual a diferença que tinha dele para um outro y. Eu mesma, vire e mexe, também fico super perdida com essas classificações – que né, às vezes são bem complicadinhas mesmo – porque são tantos tipo, modelos que parecem tão iguais, mas que ganham denominações diferentes, nomes novos pra sapatos que a gente já conhecia de outro jeito que nossa, dá canseira só de pensar. Portanto, além de postar a imagem aqui, quis fazer um resuminho de cada um dos tipos que aparecem nela. Se alguém discordar de algo ou quiser acrescentar alguma coisa, fique à vontade pra falar! E se gostar, bora comentar também haha.

E ah, vou dividir o post porque se não fica longo e cansativo demais, ok?
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Thigh high boots: são as botas de cano alto altíssimo. As mais comuns são mesmo as de salto fino, mas elas podem aparecer com saltos mais geométricos e até com saltos a la wedges boots. Convenhamos que elas não são os sapatos mais fáceis de se usar e, ao mesmo tempo que alongam as pernas, trazem toda a atenção pra essa região – e aí que mora o perigo.
Ps: quando uma bota dessas aparece, lembro instantaneamente das Spice Girls! Sou só eu? haha.

Knee high boots: elas ficam sempre abaixo do joelho e também são adeptas de um bom saltinho.

Wellington boots: as galochas! Eu acho elas bem práticas (alô dias chuvosos) e é possível encontrar modelos super girlies mesmo ela tendo essa pegada mais pesada, mais masculina.

Cowboy boots: são bem menores e tem um saltinho bem discreto. Quase sempre elas têm essa carinha mais étnica e são figurinhas fáceis em qualquer festival de música.

Ugg Boots: quentinhas até dizer chega, são aquelas botas que tem pelinhos por dentro. Desde a década de 60 elas eram muito usadas em países de clima bem frio, como a Austrália, mas hoje estão espalhadas pra todo canto.

Timberlands boots: elas sempre me pareceram uma mistura meio ‘grosseira’ entre bota e sapato. São ótimas pra esportes e caminhadas.

Gladiator boots: elas podem ser rasteirinhas assim como na imagem, mas também podem ter um saltão.
Ps: elas apareceram de formas e tamanhos bem diferentes no último desfile do Tufi Duek no SPFW.

Bondage Boots: até onde sei (me corrijam se eu estiver errada!) as bondage boots não precisam ser pequeninas assim. Um exemplo delas em versão cano altíssimo são essas daqui, by Tom Ford, e usadas por Anne Wathaway na premiére de Os Miseráveis.

Weedge botties: as da imagem são altíssimas, mas isso não é uma regra. Tem várias weedgge botties com plataformas mais médias, bem gostosas e fáceis de usar.

Dr Martens: pra quem gosta de punk, esse tá bem fácil. O Doc martens na verdade é uma marca de vestuário, acessórios e – claro – de sapatos, que ficou muito conhecida pela sua bota de mesmo nome. Tanto que quando se fala em Doc Marten é a tal da bota e não a marca aquilo que vem primeiro à cabeça. A bota sempre foi queridinha dos punks e grunges e tem um solado um pouco diferente dos sapatos tradicionais, com um amortecimento muito mais eficaz.

Chelsea boots: no inverno passado elas fizeram uma aparição tímida na estação, mas suficiente pra resgatar essa botinha do armário lá dos anos 60, onde ela era febre em Londres. Sempre de cano bem curto, o que a diferencia de uma bota pequena qualquer é essa lateral com elástico.

Crocs: apenas o sapato mais controverso de todos os tempos. Só dá pra amá-lo ou odiá-lo, assim mesmo sem meio termo. Eu sou assumidamente da segundo categoria, mas como a gente não tá aqui falando só sobre as minhas preferências haha vale dizer que elas são supeeer confortáveis (ah vá!) e que há uns três, quatro anos viraram uma febre mundial que ainda não acabou. #tristeza

Lita: por incrível que pareça a Lita é um bebê no mundo dos sapatos, com apenas três aninhos de vida. Ela tem esse salto mais quadradão mesmo e mistura ankle boot com meia pata de um jeito louco, porém lindo. Ah! E ela foi criada pela Jeffrey Campbell, uma marca californiana bem conhecida pelos sapatos mirabolantes que faz.

Gladiators: a versão da gladiators boots em sandálias ou rasteirinhas.

Clogs: outro grande encrenqueiro entre as mulheres, esses tamancos de madeira de origem holandesa vivem arrumando confusão entre quem os ama e quem os odeia. Eles são lá da década de 70, tiveram um suspiro de sobrevivência nos anos 90, e agora voltaram com tudo pras vitrines de sapato por causa do desfile de primavera 2010 da Chanel. Aqui no Brasil, antes disso, eles eram conhecidos como babouches (acho esse nome tão engraçado!).

Mules: é sempre uma confusão quando se fala delas! Perde-se a conta de quantas lojas online classificam clogs como mules ou usam o nome das coitadinhas em vão pra denominar uns sapatos aleatórios. Sério, gente, pesquisem e vejam do que eu to falando! A que aparece nessa imagem é uma versão mais moderninha que tem circulado por aí, mas as originais são essas daqui, como bem explica a querida Thereza do Fashionismo.

Slingbacks: tiveram sua primeira aparição lá na década de 30 e foram ganhando alguns detalhes com o passar dos anos. A maioria tem uma plataforma muito mais contida, alguns modelos deixam a pontinha dos pés aberta e a fivela, originalmente, não é regulável.

Continua…