Pra quem quiser ler o post com a primeira parte do Dicionário de Chapéus, onde falei sobre o panamá, boina, fedora e floppy, é só clicar aqui. E vale sempre ficar de olho na tag #dicionário que é um espaço pra “dar nome aos bois” a vários itens de moda e beleza.

Casquete

A casquete é um dos acessórios de moda mais representativos dos anos 40. Basta darmos uma olhadinha nas fotos das mulheres dessa década pra nos depararmos com uma variedade imensa do acessórios em cores, estampas e formatos diversos. No entanto, apesar de ter sido a grande sensação da época, a casquete nasceu um pouco antes, no começo dos anos 20. Devido a toda a escassez econômica que assolava o mundo pós-guerra, era completamente inviável continuar a usar os mesmos chapéus enormes e extravagantes de antes, e foi aí que a casquete surgiu como uma opção de moda que mantinha o luxo e a vaidade feminina, mas que necessitava de pouca matéria-prima para seu feitio.

Fast forward para os anos 2000. Com o boom enorme que o retrô teve, especialmente na moda, a casquete foi resgatada lá de trás, e de repente, PÁ, tava literalmente na cabeça de todo mundo.

Ela é um tipo de chapéu bem pequenino que fica no topo da cabeça, e é usada de lado, quase dando a impressão de que está caindo. Dá pra prendê-la com grampos, mas existem também algumas versões mais moderninhas que possuem um arco específico pra isso.

A  imagem daqui de cima é do desfile do Marc Jacobs de inverno 2011, que usou e abusou das casquetes durante a sua apresentação. Mas, além dele, quem já usou muito desse chapéu também foi Kate Middleton, a princesa mais badalada desde Lady Di, Blake Lively e Victoria Beckham (que usou a casquete pra frente).

Clochê

Sempre que eu vejo uma garota de chapéu clochê associo imediatamente a uma imagem de princesa moderna, algo bem com cara de boneca mesmo. Além disso, eu acho ele ultra feminino e charmoso, com um ar todo europeu. Tá na lista de tipos de chapéus que quero adquirir em breve!

O clochê foi um sucesso nos anos 20, perdeu força lá pelo meios dos anos 30 e ressurgiu durante os anos 2000 como uma nova tendência. O nome dele tem a ver com seu formato que lembra um sino (e que em francês é cloche), com a parte de cima bem arredondada “encaixando” na cabeça e com uma aba caidinha por toda a sua volta. Além dos modelos mais simples, o que não faltam são versões que têm enfeitinhos, como laços e flores.

O clochê é fiel escudeiro de nossa querida Blair Waldorf, da modelo Twiggy e de Angelina Jolie no filme “A Troca”.

Boné

Ok que a função número um do boné sempre foi a de proteger nosso rosto contra os raios solares, – daí o motivo dele ser tão comum entre atletas – mas faz tempo que ele virou também uma forma de ornamentação e passou a aparecer na cabeça de homens e mulheres dos mais diversos estilos.

Diferente da maioria dos chapéus, o boné possui apenas uma aba larga na frente, e existem tanto modelos de tamanho único quanto alguns que podem ser ajustados na parte de trás. Ele sempre foi o mais estereotipado dos chapéus, – com muitas reservas ainda quanto ao seu uso – mas de uns tempos pra cá tem ganhado cada vez mais força em looks de pegada street, além de aparecer também em versões pra lá de mirabolantes, como esse aqui da foto que é cravejado de pedras e brilhos.

Quem não dispensa de jeito nenhum um bom boné é Beyoncé, que também usa alguns modelos mais chiques em seus shows; Rihanna, que o usa com a aba pra frente, pra trás, pro lados, caído, certinho, e insira aqui mais mil e uma formas diferentes; e Avril Lavigne.

Chapéu coco

É meio difícil falar sobre o chapéu coco, ou bowler hat como ele é conhecido lá fora, e não associar instantaneamente sua imagem com a moda britânica. Afinal, foi lá que ele nasceu, – em fins do século XIX –  fez sucesso e se tornou um chapéu extremamente formal, sendo muito adotado no lugar da cartola pelos banqueiros e funcionários da coroa britânica.

O chapéu coco é tradicionalmente inteiro preto, tem essa copa redondinha de tamanho único e possui abas viradas para cima. Ele ficou durante muito tempo associado a essa imagem mais conservadora de trabalho – lembram de Charles Chaplin e seu inseparável chapéu coco? – mas, principalmente fora da Inglaterra, acabou sendo adotado também no dia a dia, trazendo uma certa austeridade para o streestyle.

Entre as personalidades e personagens que já usaram o chapéu coco fica impossível esquecer do Alex do filme Laranja Mecânica, da cantora Ashlee Simpson e da (ai, que saudade dela em The O.C.!) Rachel Bilson.

Continua…

Créditos do chapéu clochê e do chapéu coco.