Desbravando São Paulo #5

Como já é de praxe aqui no blog, fiz uma listinha de alguns lugares bem interessantes que visitei na minha última passagem por São Paulo. Fica de recomendação pra quem já é da cidade ou pra quem estiver de passagem pela capital paulista (:

Crédito foto: facebook.com/restaurantepracasaolourenco/

Fui fazer a cobertura de um evento que aconteceu lá no restaurante Praça São Lourenço e fiquei completamente embasbacada com o lugar. Pra começar que o restaurante é enorme, e além do salão central e do segundo andar que tem uma graça de vista, eles possuem uma área enorme, totalmente arborizada. As mesinhas ficam espalhadas pelo “jardim” que conta até com um mini lago (!)

Pelo que entendi o restaurante é bastante focado em eventos, mas nada que impeça alguém de ir almoçar com os amigos lá em um domingo qualquer. Os preços são salgados, é verdade, mas os pratos que provei foram muito bem servidos e gostosos. Me perdoem a falha de memória de não saber dizer certinho quais eles eram, mas não sei também se o menu que tínhamos foi preparado apenas para o evento ou se também faz parte do cardápio do restaurante. De qualquer forma, já deu pra perceber que tudo lá é feito com muita qualidade e atenção.

Restaurante Praça São Lourenço
Endereço: R. Casa do Ator, 608 – Vila Olimpia, São Paulo

No dia seguinte, eu, Babi e Lucas fomos ao Sesc Ipiranga conferir a “Fora de Moda – Uma exposição em Construção”, mostra que além de contar com instalações de diversos artistas como Fause Haten, Karla Girotto, e Junior Guarnieri e Simone Pokropp (fundadores da Casa Juici), tem uma série de performances, teatros e intervenções que estarão acontecendo ao longo de todo o seu período de exibição.

Na mostra, por exemplo, é possível visitar “A Fábrica do Dr. F”, um espaço de criação do estilista Fause Haten onde estão expostas as peças da sua última coleção. No dia que fomos, aliás, Fause estava lá fazendo uma apresentação, a primeira de uma série chamada “Lili Marlene – Um Risco”. Como ele mesmo contou, a performance não se trata propriamente de um teatro, mas mais da construção de um personagem – ou, no caso, de vários personagens – junto com o público.

E se não bastasse tudo isso, uma das coisas mais incríveis da exposição são as várias oficinais de moda que vem acontecendo desde abril no SESC. Aprender a costurar ou mesmo a fazer tricô e crochê estão na programação, além de oficinas como “Estilistas por um Dia” e “Ressurreição das Roupas”. Se você gosta de moda ou arte, vale mesmo a pena dar uma olhadinha no site do SESC pra conferir a programação.

Fora de Moda – Uma Exposição em Construção (SESC Ipiranga)
Endereço: R. Bom Pastor, 822 – Ipiranga, São Paulo
Site: https://goo.gl/sjhwha

Crédito foto: facebook.com/urbecafe

Antes de irmos ao SESC, no entanto, resolvemos parar pra comer, já que eram quatro horas da tarde e não havíamos almoçado ainda.

Fomos no Urbe Café Bar, um cantinho ali da Augusta que tem um ambiente super cool e descontraído. e que segundo meus amigos “é onde o pessoal leva o paquera no primeiro date” (fica aí de dica para os amigos solteiros). Além de funcionar como café, o lugar tem vários pratos gostosos, bem servidos e de ótimo custo x benefício. Eu e Bá optamos por pratos com massa, enquanto o Lucas pediu um creme de abóbora.

Como dá pra ver na foto aqui de cima, o lugar tem dois andares com mesinhas e cadeiras super aconchegantes. No sábado, no horário que fomos, a parte de baixo tava completamente lotada e quase que nem no segundo andar conseguimos achar lugar pra sentar, mas imagino que durante a semana o movimento não deve ser tão grande e dá pra ir com calma tomar um café ou mesmo pedir uma refeição.

Urbe Café Bar
Endereço: R. Antônio Carlos, 404 – Consolação, São Paulo
Facebook: https://goo.gl/j9H5Li

BÔNUS: Caixa Belas Artes

Sei que já falei sobre o Caixa Belas Artes no Desbravando São Paulo #3, mas como contei naquele post, eu só tinha visitado o café que fica na parte de baixo do cinema. Dessa vez fui lá pra ver o filme “Nice – O Coração da Loucura”, um longa espetacular dirigido pelo Roberto Berliner e estrelado pela Glória Pires.

Baseado em parte da história da Nise da Silveira, quando a médica foi trabalhar na clínica psiquiátrica Engenho de Dentro, o filme é emocionante e traz um pouco do reconhecimento que Nise merece não só na área médica, mas também na área artística do nosso país. Pra quem não conhece muito sobre ela (como era meu caso antes do filme), recomendo fortemente esse texto aqui da Babi pra Capitolina.

Caixa Belas Artes
Endereço:  R. da Consolação, 2423 – Consolação, São Paulo
Site: http://goo.gl/HYJ2eT

Bisous, bisous e até mais

Links para toda hora | Especial ano novo

Nesses primeiros dias do ano vi tantos links legais pulando aqui na minha tela que achei que era mais do que justo fazer uma listinha dos seis que mais me chamaram a atenção. Fica aí de indicação pra vocês lerem e verem pelos próximos dias, e começarem 2016 (quem aí também voltou a trabalhar hoje?) cheios de boas dicas.

O Guga do Traum fez um post mais do que excelente sobre como foi o ano de 2015 para a moda. Em um texto dividido em 10 tópicos, Guga listou 100 twittes que ele fez ao longo do ano com opiniões sobre esses acontecimentos, mas principalmente com links para outras matérias, análises e notícias a respeito. É um balanço maravilhoso que vai te render, no mínimo, uma tarde toda de ótimas leituras.

Sofia do Sofia Soter fez um post-salvador cheio de indicações de produtos digitais para se organizar em 2016. Tem desde um blog planner criado pela Loma, muito maravilhoso, todo dividido em abas, fácil de mexer e super completo, até um pacote desenvolvido pela canadense Danielle Laporte com métodos e planejamentos que envolvem foco e sucesso para o novo ano. Tudo para fazer dos próximos 365 dias um grande intensivão de ideias postas em prática.

Para felicidade de uns e desespero de outros, Taylor Swift quer fazer repeteco do seu sucesso do ano passado agora em 2016, e pra isso já começou lançando clipe na viradinha do ano. “Out of the Woods” é do álbum 1989 e dizem que foi escrito para Harry Styles – o que, claro, só faz crescer ainda mais o frisson em torno do seu lançamento.

Apesar de amar a música, – acho sim que 1989 é um álbum pop muito bom – eu ainda não sei o que penso desse clipe. Vocês gostaram?

A mais do que esperada lista de final de ano do Pablo Villaça já foi publicada lá no Cinema em Casa. Além de falar quais foram, na sua opinião, os dez melhores filmes lançados comercialmente no Brasil em 2015, Pablo ainda escreveu sobre mais 23 títulos que merecem destaque, contou quais ele acredita serem os dez piores filmes comercialmente lançados no Brasil nesse último ano, deu algumas dicas cinéfilas para 2016 e fez sua gigantesca lista de filmes vistos e revistos de 2015.

E fiz questão de colocar a foto de Califórnia aqui em cima porque além de estar na lista de melhores do ano do Pablo, eu tô doida pra ver esse filme.

By oldskull.net

Aproveitei os dias de férias pra fazer algumas andanças aleatórias na internet e claro que já descobri um novo blog pra viciar em 2016. Li um post do Coisas de Pablo e não consegui mais parar de ler os textos desse garoto que ‘tem 25 anos, é formado em Design de Interiores e ainda está tentando descobrir o que vai ser quando crescer’.

Os posts são muito bem escritos e totalmente despretensiosos, daqueles que a gente se identifica e quer ler mais, e mais, e mais…

A CBS fez um compilado de 15 novas série produzidas pelo Netflix que estreiam agora em 2016. Ter achado e lido esse texto foi a maior auto sabotagem do meu ano, confesso, porque agora já tenho várias novas séries que quero começar a assistir. E ah, o trailer aqui de cima é de “Fuller House” (Três é Demais aqui no Brasil), série que foi sucesso nas décadas de 80 e 90 e que vai ganhar uma sequência agora pelo Netflix. Não vai ter as irmãs Olsen, infelizmente, mas tô com muita vontade de ver como é que a série vai ficar!

Bisous, bisous e vamos botar pra quebrar em 2016!

O Oscar honorário de Charles Chaplin #aquecimentoOscar

Quando assisti pela primeira vez o vídeo daqui de baixo, percebi que nunca antes havia visto Charles Chaplin sem as roupas e a maquiagem que o tornaram tão famoso. Ainda que sua importância dentro do cinema e da comédia palestão tenha ido muito além da atuação, já que Chaplin também dirigiu e roteirizou diversos filmes, foi mesmo sua pintura carregada e suas roupas tão características que acabaram ficando pra sempre na nossa memória.

Carlito e seu chapéu coco, seu terno preto, seus sapatos enormes, sua bengala que nunca parava quieta… É fácil reconhecer o personagem mais famoso de Chaplin. Ele se tornou uma figura intrínseca ao cinema, representante-mor da época em que na telona as cenas não tinham falas e as expressões precisavam falar por si só.

Mas, mais do que tudo isso, o que eu sinto que Charles Chaplin realmente levou de mais importante para os longa-metragens foi a sua capacidade de transformar seus filmes em uma voz. Em um meio de se debater, ainda que não explicitamente, aspirações políticas e problemas sociais.

No entanto, nem todos estavam contentes com essa influência do diretor: em 1952, ele foi oficialmente proibido de permanecer nos EUA sob a alegação de propagar ideias comunistas, tendo que se exilar na Europa até 1972. Nesse ano, Chaplin finalmente voltou aos EUA, dessa vez para receber um Oscar honorário da academia devido ao conjunto de sua obra e a influência que teve para o cinema.

Não sei se é expressão assustada, se é a emoção explícita no rosto de Chaplin ou se são os aplausos de pé que ele recebeu – a maior ovação até hoje da história da premiação – que me fizeram ficar tão hipnotizada por esse vídeo quando o vi. Esse é com certeza um dos momentos mais bonitos da história do evento, porque, pelo menos pra mim, mostra um reconhecimento muito maior do que uma atuação, direção ou qualquer outra categoria em que se possa ganhar uma estatueta. Chaplin dedicou sua vida ao cinema, entregou sua liberdade em prol do cinema e defendeu seus valores e visões través do cinema. Ele enxergava nos filmes um poder que muito poucos enxergavam e pagou um preço alto por isso. Um preço que anos depois ele parecia suportar sem ressentimentos ou raivas, devido ao reconhecimento não só da academia, mas principalmente de si próprio, de que tudo valeu a pena.

 

Pra quem quiser ver mais vídeos marcantes da história do Oscar, o canal oficial deles no youtube é maravilhoso. Cliquem e se emocionem tanto quanto eu hehe.

Bisous, bisous e até amanhã com mais #aquecimentoOscar

Minhas cenas musicais preferidas #2

Para ver a primeira parte desse post, é só clicar aqui.

Cantando na chuva

“I’m singin’ in the rain
Just singin’ in the rain
What a glorious feeling
and I’m happy again
I’m laughing at clouds
So dark, up above
The sun’s in my heart
And I’m ready for love”

Singin’ in the rain, esse filme maravilhoso de 1952, tem como pano de fundo a transição do cinema mudo para o cinema falado, e é aquele tipo de filme que já nasceu um clássico. Além de ser um musical de primeira, essa cena é daquelas coisas maravilhosas que só mesmo a sétima arte nos proporciona.

Depois de dispensar o carro que o levaria embora são e seco, Gene Kelly (no filme, fazendo o papel principal de Don Lockwood), canta, dança, vibra e declara seu amor e sua felicidade em alto e bom som, debaixo de chuva e em meio a passos coreografados e a famosa imagem dele agarrado no poste de luz. É bonito, é gostoso de ver, é contagiante e principalmente, é mágico mesmo.

As Vantagens de Ser Invisível

As Vantagens de Ser Invisível é um daqueles filmes que conseguem superar o livro. Os personagens têm uma química maravilhosa, a história foi retratada de um jeito delicado e intenso ao mesmo tempo, e a trilha sonora é foda em um grau absurdo. A minha cena preferida do filme é essa de quando Sam e Patrick começam a dançar loucamente na festa do colégio. Eu amo os passinhos coreografados, amo o “tô nem aí para o que os outros vão pensar” deles e amo como eles acolhem o Charlie nesse momento tão libertador e divertido.

Além dessa parte, acho lindas as duas cenas que se passam no túnel ao som de “Heroes” (eu amava essa música quando ela foi lançada como trilha sonora do Godzilla em 98. Tenho até o clipe gravado dela em VHS! haha), quando Sam abre os braços e também quando é a vez de Charlie fazer o mesmo.

Before Sunrise

Essa pra mim não é só uma grande cena musical, mas é também uma grande cena da história do cinema. Ela pode parecer bobinha, mas acho que a mágica dela consiste exatamente no fato de ser tão simples e dizer tanto. Não existem falas na cena principal, e a bem da verdade quase que não existem movimentos dos atores. No entanto, são nas suas sutilezas, como a troca de olhares entre os dois, o embaraço pela situação e a trilha sonora que serve como o diálogo, que faz tudo ser tão bonito.

Essa trilogia de filmes, – Before Sunrise, Before Sunset e Before Midnight – é uma das coisas mais lindas que eu já assisti. Essa cena, tão contrária a todo o resto da história, onde as grandes conversas entre os dois personagens é que ganham destaque, é exatamente o que sobressai como o simples, como o mais apaixonado, como o mais mágico.

Across the Universe

Acho que todas as cenas de Across the Universe poderiam entrar nessa lista, mas a que mais me toca sempre que eu assisto o filme é mesmo “Let it Be”, que é metade interpretada pelo garotinho em meio aos tiros e explosões, e metade interpretada pelo coral em seu enterro. A canção ganha um significado tão maior e mais profundo nessas vozes e diante do que acontece nessa parte do filme, que é impossível não ficarmos emocionados.

Além dessa música, eu ainda colocaria nessa lista a cena em que toca “I want you (she’s so have)” e a que toca “I’ve just seen a face”, essa última de um momento bem mais fofinho e romântico do filme.

Closer

Eu tenho essa mania de sempre olhar os primeiros comentários de todas as coisas que leio e vejo, e quando fui procurar essa cena aqui pra colocar no post, não foi diferente. E tava lá, como primeiro comentário, aquilo que alguém disse, mas eu poderia muito bem ter escrito porque é exatamente o que eu penso. “I have always said, that this movie could be only this 2 minutes and be still wonderfull.”

A cena que abre Closer (um filme que quando eu assisti pela primeira vez, me atingiu como um soco na boca do estômago) é absurdamente linda. Primeiro porque essa música é maravilhosa (qual canção-deprimente de Damien Rice não é?!), segundo porque essa é outra cena que aposta numa troca de olhares que dispensa o diálogo e mesmo assim consegue dizer tanto, e terceiro porque o “Hello, stranger” de Natalie Portman faz qualquer um soltar um sorriso de canto de boca.

A Lot Like Love

Me diz como não amar Ashton Kutcher largando a guitarra, abrindo os braços e gritando a plenos pulmões “I pray to God you give me one more chance, girl!” ? <3

A Lot Like Love é um dos poucos filmes românticos que eu realmente gosto, que eu realmente me animo pra rever várias e várias vezes, dar risada, chorar e ficar emocionada toda vez. Fora que eu amo o casal principal!

Chicago

Essa é uma das minhas cenas mais preferidas mesmo! Ela não é tão dançante quanto as outras (apesar de eu amar cantar a plenos pulmões junto com as detentas), mas eu acho tão legal e inteligente a forma como ela foi pensada, colocando as presas pra contarem umas as outras os  crimes que cometeram dessa forma. É lindo a mistura de vermelho no preto, uma clara referência ao sangue, as grandes que aparecem no final cheias de sombras, o lenço branco da presa que não é culpada, as caras e bocas, a carga dramática da situação… Tudo.

Já assisti uma peça de teatro de Chicago e, essa cena, no palco, tem tanta força quanto no cinema. Ela é pensada em todos os detalhes para ser incrível e é mesmo.

Os Miseráveis

Fui assistir Os Miseráveis no cinema, sozinha e lembro como se fosse hoje o rio de lágrimas que eu derramei nessa cena. Do tipo chorar como um bebê e soluçar alto. E não que você precise estar inserido no contexto do filme pra se emocionar com toda a carga dramática e tristeza que existem nessa cena, mas tendo assistido o que veio antes dela, fica ainda mais impossível não sentir que seu coração tá sendo arrancado quando a atriz termina de cantar.

Anne Hathaway ganhou o Oscar por essa atuação, mas olha, eu acho sinceramente que não existe prêmio a altura do que essa mulher fez com essa personagem!

Pulp Fiction

A dança protagonizada por Uma Thurman e John Travolta em Pulp Fiction é uma das melhores cenas desse filme, daquelas que a gente faz questão de reproduzir depois na sala de casa. Pra mim ela tem tudo a ver com a estética que os diretores quiseram imprimir no longa, que tem um roteiro incrível de doido, e uma ironia e sarcasmo muito refinados que pouquíssimos filmes conseguiram alcançar.

The O.C.

Foi muito difícil escolher apenas uma cena de The O.C. pra esse post! Afinal, essa série tem uma das melhores trilhas sonoras de todos os tempos e são várias as cenas (ou sequências de cenas como a desse caso) que ficaram marcadas na nossa memória associadas a uma música. No final das contas, a grande escolhida acabou sendo mesmo “Hallellujah”, que toca no desfecho da primeira temporada. Isso porque apesar de gostar de cada temporada de The O.C. de um jeito diferente, eu amo o final da primeira, (SPOILERS!) especialmente por causa da fuga de barco do Seth e dessa última imagem que aparece dele perdido na imensidão do mar.

Não posso esquecer também de mencionar a sequência de cenas que acontece na terceira temporada ao som de “Forever Young” do Youth Group. Essa música é linda com ou sem The O.C., mas acabou marcando muito o seriado e se tornando “A” música de Ryan e Marissa.

Menções honrosas: vocês não fazem ideia de como foi difícil fazer uma lista de apenas 20 cenas musicais! Não que eu não tenha dado uma roubadinha e indicado algumas cenas adicionais de filmes e séries que já estavam na lista, mas ainda assim senti que eu tava sendo injusta em deixar de lado alguns outros longas e seriados. Por isso, vão aqui algumas menções honrosas bem rapidinhas: a cena de Laranja Mecânica em que Alex canta sarcasticamente Singin’ in the Rain enquanto ataca o escritor e sua mulher. A sequência de cenas de Gossip Girl em que Blair dança em cima do palco e depois transa com Chuck na limusine. Ainda em Gossip Girl: a cena que Blair e Chuck decidem parar de brigar, brigam e transam (de novo haha) ao som de “Dancing on My Own” da Robyn. A cena de Romeu e Julieta (o filme de 1996) quando começa a festa dos Capuleto e Mercutio de drag canta “Young Hearts Run Free”. A cena de Girls em que Hannah e Marnie dançam ao som de “Dancing on My Own” (sim, de novo!) no quarto. Ainda em Girls: a cena (que eu AMO!) de quando Jessa chorando entra na banheira com Hannah ( que tava cantando Wonderwall” do Oasis) e depois de um momento ~divertido~ entre as duas começa a tocar a música de verdade. E, por fim, a cena de Grey’s Anatomy em que Christina Yang descobre que Burke foi embora antes do casamento dos dois e tem um momento de total desespero, que casa de uma maneira dolorida e comovente com a música de fundo.

E pra vocês quais são as melhores cenas musicais dos filmes e seriados? Contem aí nos comentários!

Bisous, bisous.

Desbravando São Paulo #1

Como contei lá no facebook do blog, eu e Diego passamos alguns dias em São Paulo por três motivos: o número um era o de rever a Babi, a amiga-fotógrafa-gênia, que depois de seis meses na Argentina e uma rápida passagem de uma semana pelo Uruguai, voltou para sua casinha em São Paulo matando assim a saudade dos amigos brasileiros. O segundo motivo era porque queríamos (e merecíamos) uma mini férias e o terceiro era que a gente tava sentindo falta de uns programas assim mais culturais – e que a Babi sempre nos guia maravilhosamente bem. Fiz uma listinha dos lugares que fomos em São Paulo durante esses dias. Fica de ajuda pra quem é de lá, mas ainda não visitou alguma dessas lindezas, ou mesmo pra quem, como a gente, tá indo passar uns dias por lá e não sabe muito bem o que fazer.

Espero que vocês curtam e se tiverem outras indicações, fiquem a vonts nos comentários pra contar! Vou anotar tudo pra uma próxima passagem por lá (:

O Museu do Futebol fica no próprio Estádio do Pacaembu (que eu também não conhecia) e foi uma parada obrigatória pra gente porque fazia um tempão que o Diego queria conhecê-lo. Apesar do museu ser grande e ter várias salas dedicadas a diferentes épocas do futebol, senti falta de um espaço para o futebol feminino – só existe, literalmente, um painel que faz menção a isso – e um pouco mais de história e menos de ufanismo. Apesar de algumas áreas do museu acabarem contando eventos paralelos ao futebol – seja no campo político, social ou cultural – e isso ser uma sacada e tanto pra gente entender alguns eventos que aconteceram dentro do estádio, todas as salas transbordam patriotismo, o que em teoria não deveria ser o objetivo principal do lugar.

É sim de se esperar que o futebol brasileiro acabe ganhando um grande destaque dentro da história do futebol, mas soa um pouco claustrofóbico ver que a ideia ali dentro é mais de exaltação de nossos jogadores e história do que propriamente do que o futebol representa no mundo.

Site do Museu: http://www.museudofutebol.org.br/
Endereço: Praça Charles Miller, S/N – Estádio do Pacaembu 

O Café Girondino vale uma visita assim de cara já por causa da sua história: ele apenas é o café mais antigo de São Paulo! Inaugurado no começo do século XX ele é um prédio de dois andares que transpira história, mas tudo com um toque bem moderno, e que além de cafeteria, funciona como bar e restaurante. Apesar de eu ter ficado apenas no capuccino com misto quente (vocês não tem ideia da delícia que era esse misto quente! haha), a fama dos seus pratos é invejável. Além disso, o lugar tem uma decoração linda, é super intimista e pelas janelas a gente vê o movimento dos transeuntes do centro e o Mosteiro São Bento.

Site do Café: http://www.cafegirondino.com.br/
Endereço: Rua Boa Vista, 365 – Centro, São Paulo  

O Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo tem uma das arquiteturas mais incríveis que já vi. São vários andares e tudo lá, desde as escadarias até os lustres e colunas, são absurdamente imponentes. São várias exposições e mostras que rolam no lugar, mas as que visitamos foram a exposição “Resistir é Preciso”, que reconta a história da ditadura militar no Brasil entre os anos de 1960 a 1985, e a mostra “Musas, Nova Geração”.

A exposição tá muito bem organizada, com uma curadoria incri. A gente ficou um bom tempo lá conversando enquanto olhávamos tudo – a Babi é formada em História pela USP então vocês já podem imaginar que papo não faltou – e é de ficar abobado ver o  panorama de todos os acontecimentos que influenciaram direta e indiretamente na ditadura militar assim expostos em um mesmo lugar. Não dá mesmo pra imaginar o que as pessoas que de fato vivenciaram a ditadura dentro de suas famílias, em seu círculo de amigos e no trabalho, sofreram com todas coisas que aconteceram na época. A gente consegue entender, é claro, o contexto histórico, mas esse sentimento é muito mais profundo e só quem viveu, viveu. Essa exposição fica até 06 de janeiro no CCBB então se você ainda não viu, corre que dá tempo!

Já “Musas, Nova Geração” é uma mostra de filmes que tem como fio condutor dos longas a presença de atrizes ícones do cinema contemporâneo. Na mostra tem filmes como “As Vantagens de Ser Invisível”, “A Pele que Habito”, “Melancolia”, “Shame” e muitos outros, e nós assistimos a” Que mais posso Querer”. O filme é italiano e de uma realidade nua e crua. Esqueça ápices, ações e aquelas quebras de linearidade que a maioria dos longas têm, aqui é vida real mesmo. A mostra não rola todos os dias então precisa dar uma olhadinha na programação, mas ela vai até dia 08 de dezembro, então ainda dá tempo de você pegar um cineminha também.

Site do Centro Cultural: http://culturabancodobrasil.com.br/portal/sao-paulo
Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro

A Livraria Cultura é parada obrigatória em São Paulo. Não acharia ruim mesmo morar lá, afinal, com o tanto de bons livros que ela tem nem preciso de mais nada (brinks, preciso sim haha). Essa que eu fui é a principal, que fica no Conjunto Nacional na Avenida Paulista, tem três pisos e além da loja central, possui outras várias separadas por temas específicos, como a parte de Artes e Geek. Além disso, ela tem uma revistaria incrível (com verdadeiros achados de revistas de moda), é a maior livraria do país e tem mais 11 unidades espalhadas pelo Brasil.

Site da loja: http://www.livrariacultura.com.br
Endereço: Avenida Paulista, 2073 

A Honey Pie pode até ser novinha nesse mundo da moda, mas esse tempo já foi suficiente pra mostrar que ali o trabalho é sério (e lindo!). É bacana que o trabalho ali é realmente artesanal, eles nem seguem esse lance de tendências ou estações, e as peças são feitas todas a mão na maison e depois vendidas na boutique (essa da foto). Eu fui conhecê-los, na verdade, por causa da Marina Espindola, uma guria fofa, fofa que eu conheci aqui nesse mundo dos blogs de moda, virou amiga de conversas no gmail e facebook e eu tive o prazer de conhecer nessa passagem por São Paulo. A Má é assessora de imprensa da Honey Pie e fui prestigiá-la na festa de um ano da boutique que aconteceu esse final de semana na Cidade Jardim.

A festa teve até degustação de cerveja artesanal, a Dear Prudence, feita especialmente para o evento (aliás, essas referências todas ao quarteto britânico mais amado do mundo tem a ver com o slogan da marca, que é “atemporal como uma música do Beatles? <3) e foi bacana porque a loja tava aberta e deu pra ver bem mais de pertinho algumas das peças lindas que eles têm. Tudo muito girlie e apaixonante.

Site da loja: http://www.maisonhoneypie.com.br/
Endereço da maison: R. Eng. Oscar Americano, 26 – Cidade Jardim

Endereço da boutique: Av. Cidade Jardim, 662 – Jardim Europa – São Paulo

O Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) aos domingos abriga uma Feirinha de Antiguidade no seu vão livre. Lá são vendidos os mais diferentes tipos de antiguidades, como aneis, vasos, coleções (de bonecos a selos), notas antigas, estátuas, instrumentos musicais, etc e etc. Tem de tudo que você puder imaginar. Claro que o Masp em si é muito mais do que isso e abriga inúmeras exposições também, mas dessa vez eu só dei um pulo mesmo na feirinha que tinha visto por cima das outras vezes e amei. Pra quem estiver ali perto da Paulista durante o domingo, é uma ótima pedida.

Site do Masp: http://masp.art.br
Endereço: Avenida Paulista, 1578 – Cerqueira César

Essa foi a primeira vez que fui em uma Livraria da Vila. Depois que a Isabelly foi lá e me contou que a disposição das prateleiras davam uma sensação de infinito, fiquei curiosíssima pra conhecer o lugar. Ao todo são oito unidades em São Paulo e eu fui na da Lorena, essa da foto, que tem dois andares e esse “buracão” no meio da loja onde você vê a parte de baixo. A disposição é linda mesmo e a atendente foi de uma fofura sem fim comigo, vasculhando cada canto do lugar até achar o livro que eu queria. Agora fiquei com vontade de conhecer as outras unidades e suas particularidades (:

Site da livraria: http://www.livrariadavila.com.br
Endereço da loja da Lorena: Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista

Ps: pra quem quiser ver mais fotos desses dias, lá no meu instagram (aka paulinhav) tem várias.

Bisous, Bisous!