Minhas cenas musicais preferidas #2

Para ver a primeira parte desse post, é só clicar aqui.

Cantando na chuva

“I’m singin’ in the rain
Just singin’ in the rain
What a glorious feeling
and I’m happy again
I’m laughing at clouds
So dark, up above
The sun’s in my heart
And I’m ready for love”

Singin’ in the rain, esse filme maravilhoso de 1952, tem como pano de fundo a transição do cinema mudo para o cinema falado, e é aquele tipo de filme que já nasceu um clássico. Além de ser um musical de primeira, essa cena é daquelas coisas maravilhosas que só mesmo a sétima arte nos proporciona.

Depois de dispensar o carro que o levaria embora são e seco, Gene Kelly (no filme, fazendo o papel principal de Don Lockwood), canta, dança, vibra e declara seu amor e sua felicidade em alto e bom som, debaixo de chuva e em meio a passos coreografados e a famosa imagem dele agarrado no poste de luz. É bonito, é gostoso de ver, é contagiante e principalmente, é mágico mesmo.

As Vantagens de Ser Invisível

As Vantagens de Ser Invisível é um daqueles filmes que conseguem superar o livro. Os personagens têm uma química maravilhosa, a história foi retratada de um jeito delicado e intenso ao mesmo tempo, e a trilha sonora é foda em um grau absurdo. A minha cena preferida do filme é essa de quando Sam e Patrick começam a dançar loucamente na festa do colégio. Eu amo os passinhos coreografados, amo o “tô nem aí para o que os outros vão pensar” deles e amo como eles acolhem o Charlie nesse momento tão libertador e divertido.

Além dessa parte, acho lindas as duas cenas que se passam no túnel ao som de “Heroes” (eu amava essa música quando ela foi lançada como trilha sonora do Godzilla em 98. Tenho até o clipe gravado dela em VHS! haha), quando Sam abre os braços e também quando é a vez de Charlie fazer o mesmo.

Before Sunrise

Essa pra mim não é só uma grande cena musical, mas é também uma grande cena da história do cinema. Ela pode parecer bobinha, mas acho que a mágica dela consiste exatamente no fato de ser tão simples e dizer tanto. Não existem falas na cena principal, e a bem da verdade quase que não existem movimentos dos atores. No entanto, são nas suas sutilezas, como a troca de olhares entre os dois, o embaraço pela situação e a trilha sonora que serve como o diálogo, que faz tudo ser tão bonito.

Essa trilogia de filmes, – Before Sunrise, Before Sunset e Before Midnight – é uma das coisas mais lindas que eu já assisti. Essa cena, tão contrária a todo o resto da história, onde as grandes conversas entre os dois personagens é que ganham destaque, é exatamente o que sobressai como o simples, como o mais apaixonado, como o mais mágico.

Across the Universe

Acho que todas as cenas de Across the Universe poderiam entrar nessa lista, mas a que mais me toca sempre que eu assisto o filme é mesmo “Let it Be”, que é metade interpretada pelo garotinho em meio aos tiros e explosões, e metade interpretada pelo coral em seu enterro. A canção ganha um significado tão maior e mais profundo nessas vozes e diante do que acontece nessa parte do filme, que é impossível não ficarmos emocionados.

Além dessa música, eu ainda colocaria nessa lista a cena em que toca “I want you (she’s so have)” e a que toca “I’ve just seen a face”, essa última de um momento bem mais fofinho e romântico do filme.

Closer

Eu tenho essa mania de sempre olhar os primeiros comentários de todas as coisas que leio e vejo, e quando fui procurar essa cena aqui pra colocar no post, não foi diferente. E tava lá, como primeiro comentário, aquilo que alguém disse, mas eu poderia muito bem ter escrito porque é exatamente o que eu penso. “I have always said, that this movie could be only this 2 minutes and be still wonderfull.”

A cena que abre Closer (um filme que quando eu assisti pela primeira vez, me atingiu como um soco na boca do estômago) é absurdamente linda. Primeiro porque essa música é maravilhosa (qual canção-deprimente de Damien Rice não é?!), segundo porque essa é outra cena que aposta numa troca de olhares que dispensa o diálogo e mesmo assim consegue dizer tanto, e terceiro porque o “Hello, stranger” de Natalie Portman faz qualquer um soltar um sorriso de canto de boca.

A Lot Like Love

Me diz como não amar Ashton Kutcher largando a guitarra, abrindo os braços e gritando a plenos pulmões “I pray to God you give me one more chance, girl!” ? <3

A Lot Like Love é um dos poucos filmes românticos que eu realmente gosto, que eu realmente me animo pra rever várias e várias vezes, dar risada, chorar e ficar emocionada toda vez. Fora que eu amo o casal principal!

Chicago

Essa é uma das minhas cenas mais preferidas mesmo! Ela não é tão dançante quanto as outras (apesar de eu amar cantar a plenos pulmões junto com as detentas), mas eu acho tão legal e inteligente a forma como ela foi pensada, colocando as presas pra contarem umas as outras os  crimes que cometeram dessa forma. É lindo a mistura de vermelho no preto, uma clara referência ao sangue, as grandes que aparecem no final cheias de sombras, o lenço branco da presa que não é culpada, as caras e bocas, a carga dramática da situação… Tudo.

Já assisti uma peça de teatro de Chicago e, essa cena, no palco, tem tanta força quanto no cinema. Ela é pensada em todos os detalhes para ser incrível e é mesmo.

Os Miseráveis

Fui assistir Os Miseráveis no cinema, sozinha e lembro como se fosse hoje o rio de lágrimas que eu derramei nessa cena. Do tipo chorar como um bebê e soluçar alto. E não que você precise estar inserido no contexto do filme pra se emocionar com toda a carga dramática e tristeza que existem nessa cena, mas tendo assistido o que veio antes dela, fica ainda mais impossível não sentir que seu coração tá sendo arrancado quando a atriz termina de cantar.

Anne Hathaway ganhou o Oscar por essa atuação, mas olha, eu acho sinceramente que não existe prêmio a altura do que essa mulher fez com essa personagem!

Pulp Fiction

A dança protagonizada por Uma Thurman e John Travolta em Pulp Fiction é uma das melhores cenas desse filme, daquelas que a gente faz questão de reproduzir depois na sala de casa. Pra mim ela tem tudo a ver com a estética que os diretores quiseram imprimir no longa, que tem um roteiro incrível de doido, e uma ironia e sarcasmo muito refinados que pouquíssimos filmes conseguiram alcançar.

The O.C.

Foi muito difícil escolher apenas uma cena de The O.C. pra esse post! Afinal, essa série tem uma das melhores trilhas sonoras de todos os tempos e são várias as cenas (ou sequências de cenas como a desse caso) que ficaram marcadas na nossa memória associadas a uma música. No final das contas, a grande escolhida acabou sendo mesmo “Hallellujah”, que toca no desfecho da primeira temporada. Isso porque apesar de gostar de cada temporada de The O.C. de um jeito diferente, eu amo o final da primeira, (SPOILERS!) especialmente por causa da fuga de barco do Seth e dessa última imagem que aparece dele perdido na imensidão do mar.

Não posso esquecer também de mencionar a sequência de cenas que acontece na terceira temporada ao som de “Forever Young” do Youth Group. Essa música é linda com ou sem The O.C., mas acabou marcando muito o seriado e se tornando “A” música de Ryan e Marissa.

Menções honrosas: vocês não fazem ideia de como foi difícil fazer uma lista de apenas 20 cenas musicais! Não que eu não tenha dado uma roubadinha e indicado algumas cenas adicionais de filmes e séries que já estavam na lista, mas ainda assim senti que eu tava sendo injusta em deixar de lado alguns outros longas e seriados. Por isso, vão aqui algumas menções honrosas bem rapidinhas: a cena de Laranja Mecânica em que Alex canta sarcasticamente Singin’ in the Rain enquanto ataca o escritor e sua mulher. A sequência de cenas de Gossip Girl em que Blair dança em cima do palco e depois transa com Chuck na limusine. Ainda em Gossip Girl: a cena que Blair e Chuck decidem parar de brigar, brigam e transam (de novo haha) ao som de “Dancing on My Own” da Robyn. A cena de Romeu e Julieta (o filme de 1996) quando começa a festa dos Capuleto e Mercutio de drag canta “Young Hearts Run Free”. A cena de Girls em que Hannah e Marnie dançam ao som de “Dancing on My Own” (sim, de novo!) no quarto. Ainda em Girls: a cena (que eu AMO!) de quando Jessa chorando entra na banheira com Hannah ( que tava cantando Wonderwall” do Oasis) e depois de um momento ~divertido~ entre as duas começa a tocar a música de verdade. E, por fim, a cena de Grey’s Anatomy em que Christina Yang descobre que Burke foi embora antes do casamento dos dois e tem um momento de total desespero, que casa de uma maneira dolorida e comovente com a música de fundo.

E pra vocês quais são as melhores cenas musicais dos filmes e seriados? Contem aí nos comentários!

Bisous, bisous.

Minhas cenas musicais preferidas #1

Eu amo música e amo cinema, mas amo mais ainda quando essas duas áreas se juntam.

Nem precisa necessariamente ser um musical, mas, às vezes, uma pequena cena de um filme ou série que teve uma trilha sonora que casou muito bem com aquela situação, que fez muita diferença para o resultado final da história. Isso já me deixa absurdamente apaixonada!

Foi pensando nisso, que surgiu a ideia de fazer esse post aqui, listando as 20 cenas musicais mais importantes, significativas e bonitas que eu já assisti. Tem drama, comédia, romance e músicas dos mais variados gêneros, mas todas essas cenas, sem exceção, possuem uma mesma coisa em comum: são incríveis e se tornaram inesquecíveis pra mim.

E é claro que eu vou dividir esse post em dois, porque se não, haja barra de rolagem pra dar conta de ver tudo :p

Minha cena preferida, do meu filme preferido, onde toca minha música preferida <3

Acho que depois dessa introdução já deu pra sacar o quanto eu amo “Quase Famosos”, né? Já falei, inclusive, sobre o que o filme representa pra mim nesse post aqui, e não canso nunca de rever essa cena porque a acho uma das mais mágicas que já assisti.

Acho incrível que mesmo assistindo esse trecho isolado, fora de contexto do filme, ele produz um efeito muito revigorante na gente. Dá pra sentir o clima de tensão no ônibus e como a música é a responsável por unir as pessoas e por deixar tudo bem de novo. E pode paracer bobo, mas acho que já me senti muito como o William, procurando um lugar chamado “casa” e percebendo que, na real, eu já estou nela.

Bônus: têm muitas cenas de Quase Famosos que eu queria colocar aqui, mas me contive e decidi colocar apenas uma cena de cada filme/série pra não ficar um texto imenso. Ainda assim, não pude resistir em deixar pelo menos o link de outra cena que eu amo muito desse filme e que acabou nem entrando na montagem final da história. O que é uma pena, né, já que qualquer cena que tenha Stairway to Heaven como pano de fundo, já diz o quanto é incrível por si só. Afinal, como diz William, “this song will change your life.”

Além de “Bonequinha de Luxo” ser um dos meus filmes mais amados (alô, coleção Audrey Hepburn!), a cena em que Audrey canta Moon River é absurdamente encantadora. A música, a interpretação de Audrey, a câmera enfocando as primeiras palavra do texto de Paul, o enquadramento da atriz na janela tocando o violão… Sabe quanto tudo se encaixa de uma maneira perfeita? Essa cena é assim.

“The was once a very lovely,  very frightened girl. She lived alone except for a nameless cat.”

“10 coisas que eu odeio em você” é uma das comédias românticas mais engraçadas e bonitinhas que existem (cês sabiam que o filme é uma adaptação bem moderninha de “A Megera Domada” do Shakespeare?) e atire a primeira pedra a menina que quando adolescente nunca escreveu em algum diário, caderno ou agenda o poema que a Kat recita pro Patrick no final do filme.

A cena em que Heath Ledger (ai, que saudade!) canta “Can’t Take My Eyes Off You” durante o treino de futebol feminino, é daquelas que não tem como a gente ver e não dançar junto, com direito a passinho coreografado e braços abertos acompanhando o ator haha.

“O casamento do meu melhor amigo” é daquelas comédias que eu não canso de assistir! Primeiro porque eu adoro a Julia Robert e ela tá especialmente espetacular nesse filme, e segundo porque o Rupert Everett interpreta um personagem tão divertido e carismático que mesmo sabendo o que acontece em cada cena, eu sempre me divirto e fico enfofada com as suas aparições.

Essa cena em que eles cantam “I say a little prayer for you” é tão marcante – pra mim e pra história do cinema – que eu não consigo mais escutar essa música sem lembrar instantaneamente dela. E é batata como toda vez que eu a assisto, me pego cantando junto com os personagens.

Eu não podia deixar algumas séries de fora dessa lista e, com toda certeza, Anos Incríveis é uma delas.

A série por si só já é muito famosa pela sua trilha sonora, que é tão incrível, mas tão incrível, que foi o motivo número um pelo qual a história de Kevin Arnold demorou tantos anos pra sair lá dos anos 80/90 e desembarcar aqui nos anos 2000: os direitos autorais das músicas beiravam um valor estratosférico (só pra vocês terem ideia tem Beatles, Rolling Stones, Bob Dylan e Jimi Hendrix entre os artistas da trilha) e só no final de 2014 que a gente vai finalmente poder ter o box dessa série na nossa estante.

Entre as muitas cenas marcantes do seriado, eu não consigo desapegar do final do primeiro episódio, quando Kevin encontra Winnie depois de um dia muito triste pra ela (vou tentar não dar spoiler haha) e acontece o primeiro beijo dos dois ao som de “When a man loves a woman”. Some-se a essa boa música a narração do protagonista sempre cheia de grandes lições e você tem a síntese do que é Anos Incríveis <3

Na época em que eu não trabalhava e não tinha redação, fechamento e uma crazy life por trás de tudo isso, eu chegava em casa da escola, almoçava, ligava a TV e me preparava pra assistir Dirty Dancing. Sério, eu perdi a conta de quantas vezes esse filme passou na Sessão da Tarde e quantas vezes eu o assisti, dançando loucamente, é claro, a música título do filme.

É difícil dizer o que tem de tão bom por trás dessa história, já que a protagonista é tão bobinha e o enredo tão água com açúcar, mas acho que um dos fatores que mais contribuíram pra ele ter se eternizado na história do cinema é mesmo sua trilha sonora e essa ideia da música nos dar coragem para ser quem de fato somos, a transpormos barreiras, a enfrentarmos nossos medos.

Como? Também não sei explicar, mas a garota de 24 anos que há cinco minutos dançava enquanto selecionava esse vídeo pro post acha que a chave desse sucesso deve estar aí.

“Quero ser Grande” é aquele tipo de filme que a gente vê hoje em dia e pensa “como que ninguém via nada de errado nisso”? haha Tirando esse pequeno detalhe, eu adoro esse filme, mas a cena do piano supera qualquer outra e faz a gente ficar com essa música em um looping infinito na cabeça.

Ah, Casablanca! (insira aqui muitos suspiros).

Apesar de ser um clássico eu demorei um bocado pra ver esse filme, mas me apaixonei quase que instantaneamente. Ainda tá na minha listinha de DVDs que quero adquirir em breve e essa cena em particular, com essa música maravilhosa sendo tocada no piano por Sam para Ilsa (Ingrid Berman, essa maravilhosa!) é uma cena tão envolvente, tão bonita que dá vontade de fechar os olhos e só ficar escutando a canção.

“We’ll always have Paris.”

“Hairspray”, de 2007, é um dos meus musicais preferidos e ainda esse ano eu quero muito ver o original, de 1988, que imagino que seja tão incrível quanto. Eu adoro a história desse filme e fico imaginando como no teatro ele deve ser ainda mais maravilhoso (ele é um musical da Broadway também!)

Além de falar muito sobre música, claro, Hairspray é filme que se passa no começo dos anos 60 e traz um pouco da realidade social da época, mostrando como a segregação racial ainda era tão forte nos EUA.

Essa cena aqui é bem grandinha, mas vale a pena ver e dançar ao som de “You can’t stop the beat” (até porque não dá mesmo pra ouvi-la e ficar parado) e se você ainda não assistiu esse filme, não preciso nem falar que já tem que ir fazer isso já, né?

“500 days of summer” é um filme que se eu assistir mil vezes, nas mil vou chorar, me emocionar e ficar pensando ainda muito – e intensamente – sobre tudo o que ele quer dizer. Porque ele tem uma história que causa muitas sensações na gente, que podem ir de um extremo ao outro, e que sempre são intensas.

A cena aqui de cima é um pouco da representação do lado doce desse filme, quando Tom dança pela ruas, passarinhos cantam à sua volta e o mundo todo parece sorrir e ser um lugar melhor. Todos os exageros e fofurices dessa parte representam muito intensamente esse lado do filme. A outra parte… Bom, você vai ter que assistir pra saber porque eu não sou dessas de dar spoiler haha.

Bisous, bisous e até mais!

Continua…