Como já contei por aqui, dia 10 foi meu aniversário (23 aninhos, eee!) e no meio dos votos de felicidade, dos doces da festa e das pessoas queridas que passaram essa data comigo, tiveram também os presentes.  E um deles me deixou muito emocionada.

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As 100 capas mais icônicas da Vogue em 100 lindos cartões postais

Os cartões foram publicados pela Penguim e são uma curadoria das 100 capas mais incríveis da Vogue, desde 1892, quando a revista foi lançada. Tem grandes estrelas do cinema, da música e, claro, da moda – como Kate Moss, Lady Gaga e Jean Shrimpton  – até ilustrações lindíssimas que vão desde mulheres com um certo je ne sais quoi até ilustras de acessórios e vitrais. Uma mistura bonita que reconstrói a própria história da revista. E eu amo presentes que contam histórias.

Separei então 5 capas da caixinha pra falar aqui. Elas têm histórias incríveis por trás de si, que fazem a gente pensar como a capa de uma revista leva em consideração tantas coisas na hora de ser produzida e que, quando chega em seu destino final, às mãos das leitoras, nem dá pra suspeitar o tanto de caminho que ela já percorreu.

5 capas, 5 histórias

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Michaela Bercu usando uma camisa Christian Lacroix de 10 mil dólares e uma calça jeans de 50 dólares

Para capas que sempre traziam mulheres super chiques em seus vestidos ainda mais chiques, essa capa da Vogue novembro/1988 é um verdadeiro choque de contrastes. Ainda que tenha essa jaqueta ryqueza, é gostoso ver como a menina da capa (a modelo Michaela Bercu) aparece fora de estúdio e em plano americano, raridades até então nas capas da Vogue, e parece tão feliz, tão solta, tão jovem, fugindo daquela ideia de que a modelo precisa ter uma super pose. A imagem é bonita porque é refrescante e porque a gente fica com a clara sensação de que mais do que uma imagem imposta, do que ‘uma mulher luxuosa’, Michaela é feliz.

Essa foi a primeira capa da Vogue US sob o comando de dona Anna Wintour, e se não gerou repercussão pela ousadia de fazer algo tão fresh, gerou pela calça jeans usada pela modelo. Há boatos de que Michaela deveria usar uma saia que fazia conjuntinho com a jaqueta (Christian Lacroix), mas que como a saia não serviu, Anna teve a brilhante ideia de tentar a calça. Deu certo e sob as lentes de Peter Lindbergh o resultado foi essa lindeza, que colocou o estilo hi-lo pela primeira vez na capa da publicação.

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A capa é de janeiro de 1950 e traz uma das imagens mais conhecidas de toda a história da publicação. Clicada por Erwin Blumenfeld, o destaque dos olhos e, principalmente, dos lábios colocou um dos maiores queridinhos das mulheres – o batom vermelho – literalmente na boca de todo mundo. Não que ele ainda não fosse popularizado, mas a capa da Vogue atestou o que provavelmente toda mulher vai descobrir em alguma época de sua vida: um batom vermelho é transformador!

No ano passado, a Chanel, numa grande sacada, se inspirou nessa mesma capa para criar o vídeo da sua campanha do batom Rouge Allure. Além de ficar uma gracinha, o vídeo resgata essa mesma aura da capa, deixando a gente com vontade de correr pra loja mais próxima e comprar um batom vermelho novo.

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17 de dezembro de 1892. Essa é a data da primeira revista Vogue… E da primeira capa a gente nunca esquece! Acho que mais do que contar uma história por trás de si, essa capa conta uma história do que iria vir depois dela: 120 anos da publicação (121 em dezembro desse ano) e o apelido de ‘bíblia da moda’. Sem contar o tanto de mulher inspiradora que já foi editora dessa revista e que levou seu olhar pras páginas da publicação (alô, Diana Vreland!). A Vogue teve e tem sua história entrelaçada com a própria história da moda, assim como a de todo mundo que ajudou a construí-la.

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 Durante as décadas de 10 e 20 a Vogue só trouxe ilustrações em suas capas. Entre esses 100 cartões postais têm muitas das revistas dessa época, ou seja, muitas ilustrações lindíssimas que usaram e abusaram do nome “Vogue” trazendo-o disposto de formas diferentes na revista. Achei muito vanguardismo haha.

Mas, em julho de 1932, surgiu uma nova ideia para a capa da revista: uma fotografia ao invés de uma ilustração. A imagem, que trouxe uma modelo em sua roupa e touca de banho, segurando uma bola em cima da cabeça, tem um jogo de sobras interessante e apesar de não ter tido uma continuidade tão imediata – a revista voltou para as ilustrações e só em 1940 decidiu apostar novamente na fotografia – já adiantava o que dali há alguns anos invadiria as capas de revista de moda de todo o mundo.

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Em abril de 1992 a Vogue comemorou nada menos que 100 anos de vida e claro que a capa da publicação tinha que ser tão ou mais especial quanto a própria data. As supermodelos da década de 90 foram chamadas pra fazer uma imagem que não precisava mais do que um cenário branco – vestidas em produções GAP tão brancas quanto – pra ser fantástica. É o tipo de capa que não precisa contar uma história, porque a imagem de cada uma dessas mulheres já conta muitas histórias por si só.

Fotografada por Patrick Demarchelier a foto traz Claudia Schiffer, Yasmeen Ghauri, Niki Taylor, Elaine Irwin, Tatjana Patitz, Karen Mulder, Cindy Crawford e o mega trio Linda Evangelista, Christy Turlington e Naomi Campbell. Apenas o top 10 mais badalado do mundo das passarelas na década de 90.

E é claro que histórias assim não são mérito apenas de 5 capas da Vogue. São muitas imagens e muitas histórias que já foram ou ainda serão contadas, e que farão a gente sonhar um pouco mais com esse universo meio mágico e lindo das capas de revistas.
E pra vocês, quais as histórias mais legais por trás da capa de uma revista?