Revistas de Setembro #1 2015

Assim como fiz em outros anos, nesse mês vai rolar uma série de posts aqui no blog mostrando as capas das revistas de moda mais incríveis de setembro. E pra casar com o clima e finalmente desengavetar uns textos que eu queria escrever por aqui faz tempo, vão haver também outros posts sobre revistas, não necessariamente “de moda”, mas que têm me inspirado muito!

É só ficar de olho por aqui e acompanhar todos os próximos capítulos (:

Na sua edição de outono-inverno 2015 e que chega agora em setembro nas bancas, a Love Magazine aparece de novo com várias capas diferentes e muito belas pra gente suspirar e ficar na dúvida de qual mais gostou. Dessa vez quem estampa as sete diferentes capas da revista é o personagem C-3PO de Star Wars, a atriz Alicia Vikander, a cantora Cher, as supermodels Kate Moss e Gisele Bundchen, a maravilhosa Florence Welch e a modelo Poppy Delevigne, que pelo sobrenome famoso já entrega que é sim irmã de Cara.

Todas sob o selo de “The Talents”, as capas da revista apostam como sempre em imagens pops e conceituais, e que trazem pessoas ou personagens que estão mais do que nunca na boca do povo.

Gostei demais da capa do C-3PO, e achei a da Gisele tão diferente de tudo que sempre fazem questão de mostrar e falar sobre ela, que a capa já me ganhou só pela vontade de sair desse mais do mesmo.

Eu não sei nem muito bem por onde começar a falar dessa capa da Vanity Fair com a Taylor Swift. Na real, essa edição merecia um post só sobre ela, porque além da própria capa, as imagens do seu recheio estão espetacularmente lindas.

Fotografada pelo Mario Testino em Londres, em um lugar chamado Beaufort Bar, a capa mostra uma Taylor adulta, poderosa e sexy. Uma imagem que eu ainda tenho dificuldade de enxergar nela, pra ser bem sincera, mas que para o editorial da revista convenceu e não deixou nenhum pozinho de dúvidas pra trás. O figurino é apenas maravilhoso, e tem um bocado de pernas à mostra, bocão vermelho e poses dramáticas nas fotos.

Além de tudo isso, a minha atenção foi também para essa entrevista gigantesca que a revista fez com ela e que dá pra ler nesse link aqui. Se você assim como eu ainda tá praticando esse exercício de tentar entender a cantora, acho que vale muito a pena dar uma olhadinha em tudo que ela falou.

Além de gostar de toda a beleza envolvida por trás de uma capa de revista, eu sou uma pessoa extremamente influenciável pela pessoa que tá ali estampadinha nela. Isso quer dizer que se eu gosto da pessoa, já é meio caminho andado pra eu gostar pelo menos um pouco da capa em que ela aparece, mas, se em contrapartida eu não gosto da tal pessoa, aí, bem, aí as coisas ficam de fato complicadas.

Isso tudo quer dizer que se a capa da Elle UK me conquistou é porque pra mim ela realmente tá destruidora, já que Kristen Stewart definitivamente tá na lista de pessoas que eu não vou muito com a cara. As cores dessa edição tão vibrantes de um jeito bom, de um jeito que dá poder para a capa, que faz com que ela fique magnética. Aliás, a escolha de cores pro look da Kristen, nesse color block maravilhoso, foi certeira.

As fotos foram feitas em Los Angeles e nesse vídeo aqui dá pra ver o behind the scenes do ensaio.

Em breve posto mais imagens que eu amei, mas já queria saber de vocês: que capa de revista de setembro fez vocês pirarem?

Bisous, bisous e um bom começo de mês pra todos nós.

Revistas de Setembro 2014 #2

Para ver a primeira parte desse post é só clicar aqui.

A L’officiel Brasil de setembro foi uma surpresa pra mim. Uma surpresa boa, é importante frisar. Nas duas capas que a publicação colocou esse mês nas bancas, as duas fotografadas por Paulo Vainer, a imagem de Sabrina Sato consegue ser ainda mais estonteante do que o normal, fugindo de qualquer obviedade.

A minha preferida é a primeira versão, em que Sabrina aparece meio deitada/suspensa em cima do capô do carro. Ficou lindo, lindo esse desenho formado pelos braços dela! Além disso, as cores tão muito bem pensadas e dosadas, e na segunda capa, onde é tudo tão quente, nessa mistura de vermelho, laranja e rosa, os tons só favorecem ainda mais a beleza dela.

Outro ponto positivo pra mim é que eles souberam segurar a mão e fizeram uma capa limpa, que tem chamadas em lugares certos. Tenho pavor de muita informação, colocando junto&misturado, sabe? Acho bonito quando a revista se importa em valorizar a foto da forma como ela merece e trazer o que é realmente essencial na capa.

Pra ser sincera, essa pra mim essa já é a edição mais linda que a L’officiel publicou desde sua estreia por aqui!

Apesar de ter comprado a Vogue US no começo do mês, foi só ontem que eu consegui sentar pra ler a revista. E o resultado é que fiquei muito feliz de tê-la trazido pra casa.

Apesar de eu não ter amado loucamente a capa logo que bati os olhos nela, achei a imagem bem fresca, e o legal é que com o passar o do tempo, quanto mais eu olhava pra ela, parecia que mais charmosa e bonita ela ia ficando. Mágicas de Mario Testino, né. Além disso, achei interessante que apesar de propostas bem diferentes, tanto a Vogue Itália, quanto a Vogue US e a Vogue Japão resolveram apostar nessa ideia de trazer um time de modelos na capa. Aqui, a ordem de chamada ficou assim: Joan Smalls, Cara Delevingne, Karlie Kloss, Arizona Muse, Edie Campbell, Imaan Hammam, Fei Fei Sun, Vanessa Axente e Andreea Diaconu.

A ideia dessa edição da Vogue, especialmente, é mostrar que a era de supermodelos (lembram dos anos 90 com Claudia Schiffer, Naomi Campbell e Linda Evangelista?) acabou e que agora é a vez de uma nova geração, que atende pelo nome de “Insta Girls”. O termo, é claro, tem tudo a ver com essa era de super exposição nas redes sociais que estamos vivendo, principalmente com a febre do Instagram, e eu achei legal a forma como eles trataram essa ideia. A Vogue até liberou um vídeo de bastidores, mostrando as modelos conversando sobre isso e comparando as modelos dos anos 90 e o que elas representavam com essa nova geração.

Detalhe-amor: Karlie Kloss tem risada de Miss Simpatia <3

E por falar em Naomi Campbell, olha ela aí, na capa da Harper’s Bazaar México & América Latina.

Pra mim esse é outro exemplo de capa que soube valorizar a imagem e trazer as chamadas na medida exata, ainda brincando com a disposição delas e enfocando os pontos chaves da publicação.

Achei essa capa chique e bem forte, dessas pra colocar à vista no quarto e na sala pras visitas verem. E ah, a imagem é do fotógrafo Hao Zeng.

Bisous, bisous

Continua…

A história de uma capa de revista

Como já contei por aqui, dia 10 foi meu aniversário (23 aninhos, eee!) e no meio dos votos de felicidade, dos doces da festa e das pessoas queridas que passaram essa data comigo, tiveram também os presentes.  E um deles me deixou muito emocionada.

capas

As 100 capas mais icônicas da Vogue em 100 lindos cartões postais

Os cartões foram publicados pela Penguim e são uma curadoria das 100 capas mais incríveis da Vogue, desde 1892, quando a revista foi lançada. Tem grandes estrelas do cinema, da música e, claro, da moda – como Kate Moss, Lady Gaga e Jean Shrimpton  – até ilustrações lindíssimas que vão desde mulheres com um certo je ne sais quoi até ilustras de acessórios e vitrais. Uma mistura bonita que reconstrói a própria história da revista. E eu amo presentes que contam histórias.

Separei então 5 capas da caixinha pra falar aqui. Elas têm histórias incríveis por trás de si, que fazem a gente pensar como a capa de uma revista leva em consideração tantas coisas na hora de ser produzida e que, quando chega em seu destino final, às mãos das leitoras, nem dá pra suspeitar o tanto de caminho que ela já percorreu.

5 capas, 5 histórias

53876--637x0-2

Michaela Bercu usando uma camisa Christian Lacroix de 10 mil dólares e uma calça jeans de 50 dólares

Para capas que sempre traziam mulheres super chiques em seus vestidos ainda mais chiques, essa capa da Vogue novembro/1988 é um verdadeiro choque de contrastes. Ainda que tenha essa jaqueta ryqueza, é gostoso ver como a menina da capa (a modelo Michaela Bercu) aparece fora de estúdio e em plano americano, raridades até então nas capas da Vogue, e parece tão feliz, tão solta, tão jovem, fugindo daquela ideia de que a modelo precisa ter uma super pose. A imagem é bonita porque é refrescante e porque a gente fica com a clara sensação de que mais do que uma imagem imposta, do que ‘uma mulher luxuosa’, Michaela é feliz.

Essa foi a primeira capa da Vogue US sob o comando de dona Anna Wintour, e se não gerou repercussão pela ousadia de fazer algo tão fresh, gerou pela calça jeans usada pela modelo. Há boatos de que Michaela deveria usar uma saia que fazia conjuntinho com a jaqueta (Christian Lacroix), mas que como a saia não serviu, Anna teve a brilhante ideia de tentar a calça. Deu certo e sob as lentes de Peter Lindbergh o resultado foi essa lindeza, que colocou o estilo hi-lo pela primeira vez na capa da publicação.

1314-imagem_0-vogue 1950

A capa é de janeiro de 1950 e traz uma das imagens mais conhecidas de toda a história da publicação. Clicada por Erwin Blumenfeld, o destaque dos olhos e, principalmente, dos lábios colocou um dos maiores queridinhos das mulheres – o batom vermelho – literalmente na boca de todo mundo. Não que ele ainda não fosse popularizado, mas a capa da Vogue atestou o que provavelmente toda mulher vai descobrir em alguma época de sua vida: um batom vermelho é transformador!

No ano passado, a Chanel, numa grande sacada, se inspirou nessa mesma capa para criar o vídeo da sua campanha do batom Rouge Allure. Além de ficar uma gracinha, o vídeo resgata essa mesma aura da capa, deixando a gente com vontade de correr pra loja mais próxima e comprar um batom vermelho novo.

v1

17 de dezembro de 1892. Essa é a data da primeira revista Vogue… E da primeira capa a gente nunca esquece! Acho que mais do que contar uma história por trás de si, essa capa conta uma história do que iria vir depois dela: 120 anos da publicação (121 em dezembro desse ano) e o apelido de ‘bíblia da moda’. Sem contar o tanto de mulher inspiradora que já foi editora dessa revista e que levou seu olhar pras páginas da publicação (alô, Diana Vreland!). A Vogue teve e tem sua história entrelaçada com a própria história da moda, assim como a de todo mundo que ajudou a construí-la.

08041409_blog.uncovering.org_vogue

 Durante as décadas de 10 e 20 a Vogue só trouxe ilustrações em suas capas. Entre esses 100 cartões postais têm muitas das revistas dessa época, ou seja, muitas ilustrações lindíssimas que usaram e abusaram do nome “Vogue” trazendo-o disposto de formas diferentes na revista. Achei muito vanguardismo haha.

Mas, em julho de 1932, surgiu uma nova ideia para a capa da revista: uma fotografia ao invés de uma ilustração. A imagem, que trouxe uma modelo em sua roupa e touca de banho, segurando uma bola em cima da cabeça, tem um jogo de sobras interessante e apesar de não ter tido uma continuidade tão imediata – a revista voltou para as ilustrações e só em 1940 decidiu apostar novamente na fotografia – já adiantava o que dali há alguns anos invadiria as capas de revista de moda de todo o mundo.

vogueusa-april1992-demarchelier-100th-cover

Em abril de 1992 a Vogue comemorou nada menos que 100 anos de vida e claro que a capa da publicação tinha que ser tão ou mais especial quanto a própria data. As supermodelos da década de 90 foram chamadas pra fazer uma imagem que não precisava mais do que um cenário branco – vestidas em produções GAP tão brancas quanto – pra ser fantástica. É o tipo de capa que não precisa contar uma história, porque a imagem de cada uma dessas mulheres já conta muitas histórias por si só.

Fotografada por Patrick Demarchelier a foto traz Claudia Schiffer, Yasmeen Ghauri, Niki Taylor, Elaine Irwin, Tatjana Patitz, Karen Mulder, Cindy Crawford e o mega trio Linda Evangelista, Christy Turlington e Naomi Campbell. Apenas o top 10 mais badalado do mundo das passarelas na década de 90.

E é claro que histórias assim não são mérito apenas de 5 capas da Vogue. São muitas imagens e muitas histórias que já foram ou ainda serão contadas, e que farão a gente sonhar um pouco mais com esse universo meio mágico e lindo das capas de revistas.
E pra vocês, quais as histórias mais legais por trás da capa de uma revista?