Desbravando São Paulo #5

Como já é de praxe aqui no blog, fiz uma listinha de alguns lugares bem interessantes que visitei na minha última passagem por São Paulo. Fica de recomendação pra quem já é da cidade ou pra quem estiver de passagem pela capital paulista (:

Crédito foto: facebook.com/restaurantepracasaolourenco/

Fui fazer a cobertura de um evento que aconteceu lá no restaurante Praça São Lourenço e fiquei completamente embasbacada com o lugar. Pra começar que o restaurante é enorme, e além do salão central e do segundo andar que tem uma graça de vista, eles possuem uma área enorme, totalmente arborizada. As mesinhas ficam espalhadas pelo “jardim” que conta até com um mini lago (!)

Pelo que entendi o restaurante é bastante focado em eventos, mas nada que impeça alguém de ir almoçar com os amigos lá em um domingo qualquer. Os preços são salgados, é verdade, mas os pratos que provei foram muito bem servidos e gostosos. Me perdoem a falha de memória de não saber dizer certinho quais eles eram, mas não sei também se o menu que tínhamos foi preparado apenas para o evento ou se também faz parte do cardápio do restaurante. De qualquer forma, já deu pra perceber que tudo lá é feito com muita qualidade e atenção.

Restaurante Praça São Lourenço
Endereço: R. Casa do Ator, 608 – Vila Olimpia, São Paulo

No dia seguinte, eu, Babi e Lucas fomos ao Sesc Ipiranga conferir a “Fora de Moda – Uma exposição em Construção”, mostra que além de contar com instalações de diversos artistas como Fause Haten, Karla Girotto, e Junior Guarnieri e Simone Pokropp (fundadores da Casa Juici), tem uma série de performances, teatros e intervenções que estarão acontecendo ao longo de todo o seu período de exibição.

Na mostra, por exemplo, é possível visitar “A Fábrica do Dr. F”, um espaço de criação do estilista Fause Haten onde estão expostas as peças da sua última coleção. No dia que fomos, aliás, Fause estava lá fazendo uma apresentação, a primeira de uma série chamada “Lili Marlene – Um Risco”. Como ele mesmo contou, a performance não se trata propriamente de um teatro, mas mais da construção de um personagem – ou, no caso, de vários personagens – junto com o público.

E se não bastasse tudo isso, uma das coisas mais incríveis da exposição são as várias oficinais de moda que vem acontecendo desde abril no SESC. Aprender a costurar ou mesmo a fazer tricô e crochê estão na programação, além de oficinas como “Estilistas por um Dia” e “Ressurreição das Roupas”. Se você gosta de moda ou arte, vale mesmo a pena dar uma olhadinha no site do SESC pra conferir a programação.

Fora de Moda – Uma Exposição em Construção (SESC Ipiranga)
Endereço: R. Bom Pastor, 822 – Ipiranga, São Paulo
Site: https://goo.gl/sjhwha

Crédito foto: facebook.com/urbecafe

Antes de irmos ao SESC, no entanto, resolvemos parar pra comer, já que eram quatro horas da tarde e não havíamos almoçado ainda.

Fomos no Urbe Café Bar, um cantinho ali da Augusta que tem um ambiente super cool e descontraído. e que segundo meus amigos “é onde o pessoal leva o paquera no primeiro date” (fica aí de dica para os amigos solteiros). Além de funcionar como café, o lugar tem vários pratos gostosos, bem servidos e de ótimo custo x benefício. Eu e Bá optamos por pratos com massa, enquanto o Lucas pediu um creme de abóbora.

Como dá pra ver na foto aqui de cima, o lugar tem dois andares com mesinhas e cadeiras super aconchegantes. No sábado, no horário que fomos, a parte de baixo tava completamente lotada e quase que nem no segundo andar conseguimos achar lugar pra sentar, mas imagino que durante a semana o movimento não deve ser tão grande e dá pra ir com calma tomar um café ou mesmo pedir uma refeição.

Urbe Café Bar
Endereço: R. Antônio Carlos, 404 – Consolação, São Paulo
Facebook: https://goo.gl/j9H5Li

BÔNUS: Caixa Belas Artes

Sei que já falei sobre o Caixa Belas Artes no Desbravando São Paulo #3, mas como contei naquele post, eu só tinha visitado o café que fica na parte de baixo do cinema. Dessa vez fui lá pra ver o filme “Nice – O Coração da Loucura”, um longa espetacular dirigido pelo Roberto Berliner e estrelado pela Glória Pires.

Baseado em parte da história da Nise da Silveira, quando a médica foi trabalhar na clínica psiquiátrica Engenho de Dentro, o filme é emocionante e traz um pouco do reconhecimento que Nise merece não só na área médica, mas também na área artística do nosso país. Pra quem não conhece muito sobre ela (como era meu caso antes do filme), recomendo fortemente esse texto aqui da Babi pra Capitolina.

Caixa Belas Artes
Endereço:  R. da Consolação, 2423 – Consolação, São Paulo
Site: http://goo.gl/HYJ2eT

Bisous, bisous e até mais

Uma tarde de shooting, café e conversinhas com Natalia Dian

Conheci a Nat em uma tarde ensolarada de 2010, quando cursava meu segundo ano de faculdade e queria cada vez mais juntar o jornalismo que eu aprendia em sala de aula com as muitas coisas de moda que eu lia e via por aí.

Na época, a Nat havia montado um grupo de estudos de moda com outras meninas e meninos de Design, e de alguma maneira eu fiquei sabendo desse grupo e na cara de pau, resolvi ir lá me apresentar. Por mais estranho que possa aparecer, eu lembro muito bem desse dia. Lembro bem porque nessa tarde não apenas tive certeza de que queria conversar e aprender ainda mais sobre moda com aquelas pessoas, mas também porque foi aí que conheci a Natália e a Mônica Moura, duas pessoas que me acompanhariam e me ajudariam demais ao longo de toda a minha graduação – e muito depois dela também.

Pos isso que na semana passada, quando a Nat me avisou que estaria em Bauru, a gente decidiu se encontrar pra colocar a conversa em dia e tomar um café. Alguns dias antes nós já tínhamos conversado sobre a possibilidade de fazer um shooting aqui pro blog, uma categoria que eu tinha acabado de estrear e tava morrendo de vontade de fazer mais posts. Com a vinda da Nat pra cá, pronto, tava criado o momento ideal.

As fotos foram feitas em vários lugares daqui de Bauru, de livrarias a floriculturas, de ruazinhas escondidas a feirinhas de frutas, e o resultado não podia ter sido mais incrível. Eu tô verdadeiramente honrada de ter sido fotografada pela Nat, porque sei o quão talentosa ela é e como o trabalho que ela faz precisa ser conhecido – e reconhecido – pelo mundo. Pra que vocês possam conhecer um pouco mais sobre a Nat e seu trabalho como fotógrafa, fiz uma entrevistinha com ela contando um pouco sobre as suas inspirações, lembranças e vontades. E ah, não deixem de conferir o shooting todo (são mais de quarenta fotos!) lá no flickr dela.

“Eu sou designer gráfico por graduação da Unesp de Bauru, fotógrafa freelancer por amor, costureira por hobby, artista por paixão e produtora de moda em projetos variados. Crio e produzo tudo o que se pode ter a ver com imagens: design, fotografia e arte. Hoje eu moro em Araraquara/SP, mas viajo bastante pra todos os lados.
Apesar da minha graduação ser em design, acabei pendendo para a fotografia. Acho que ter tido esse embasamento teórico me ajudou muito a desenvolver um repertório estético mais evoluído e a ter a minha própria identidade artística. A fotografia tem muito a ver com desenho, sabe. Temos que estudar as linhas e as cores da imagem da mesma forma e isso torna o processo geral de criação bem semelhante.
Sempre gostei de foto, comecei a me dedicar a ela mais profissionalmente depois da criação do Coletivo Contos em Retrato (que também foi meu trabalho de Conclusão de Curso). Com o coletivo eu aprendi muito da parte técnica e criativa – dificilmente eu conseguiria ir tão longe sozinha.
Desde então eu me dediquei mais a fotografia autoral – artística – e estou nesse processo de auto-descoberta: o trabalho criativo nunca para, ele evolui com você e com tudo o que acontece ao seu redor. É complicado, difícil e apaixonante.”
(Natalia Dian)

Comparando a Natalia de antes da faculdade e a Natalia de depois, o que você acha que mudou na visão que você tem da sua profissão?

Hoje eu me vejo muito mais madura pro mercado em si. Na faculdade a gente aprende muita coisa, faz muita coisa e às vezes parece que não dá tempo de assimilar. Depois que voltei pra casa experimentei vários cargos diferentes, desde desenvolvimento de produto à secretária de uma consultora de imagem empresarial. Tudo foi muito válido e aprendi demais.
Passei um bom tempo naquela crise de identidade pós universidade, mas foi pondo a mão na massa e conhecendo um pouco de tudo que eu consegui me conhecer também. Ainda tenho muito pra evoluir, mas (por enquanto) me encontrei na fotografia e nela eu quero ficar.
Passar esse tempo saltitando de um lado pro outro também me fez ver que o mundo não é tão fácil e que tem que saber muito bem onde pisar e como pisar. O mercado profissional é feito de sutilezas e arranhões, tem que saber agarrar o osso e andar com cuidado pra não tropeçar e deixar ele cair. Infelizmente, a concorrência é brava, às vezes desonesta, e você tem que encontrar um meio justo de crescer e se sobressair.

Eu sei o quanto você gosta de moda, mas queria saber qual a lembrança mais distante que você tem dela na sua vida.

Eu não lembro exatamente de onde veio essa minha paixão aguda pelo mundo da moda (talvez seja uma boa pergunta pra fazer pra minha mãe na próxima reunião de família), mas eu sempre gostei de desenhar. Eu desenhava o tempo todo: tinha uma lousa branca de canetão exclusiva – chiquérrima! – na qual eu criava histórias. Com o tempo acho que fui pegando gosto pelo desenho mais delicado, feminino e fantasioso (croquis, talvez?!) e toda história precisa de um figurino apropriado, certo?!
Durante o colegial eu tinha certeza que seria estilista, depois designer (isso eu consegui!), hoje acho que estou mais pra artista visual buscando um lado “fashion fine art photography” dentro mim.

Me conta sobre alguém que te inspira (e porquê).

Falar de um alguém que me inspira é uma coisa complicada porque eu sou na verdade uma mistureba de referências com uma pitada de loucura própria! Eu tenho como referência e inspiração desde histórias em quadrinhos à livros, celebridades, os próprios fotógrafos em si e pessoas próximas de mim. O que eu posso fazer é um agregadinho de paixões, pode ser?
Em quadrinhos: Habib, de Craig Thompson, pelo trabalho extremamente detalhista, real e delicado e por trabalhar o tema que eu mais gosto: Amor. Dez pãezinhos de Moon e Bá: cores lindas, quadros lindos e textos cotidianos pra vida.
No cinema: os Clássicos Disney (precisa explicar?! rs). Orgulho e Preconceito, de Joe Wright; Maria Antonieta, de Sofia Coppola; Tarantino; Lars Von Trier; e essa galera mais conceitual que brinca sem medo com os quadros e as cores do filme. Filmes são sempre um banho de inspiração na alma.
Na música: Lady Gaga e Florence Welch pelos estilos impecáveis e pelo caráter etéreo e artsy dos figurinos e músicas.
Na fotografia: Annie Leibovitz, quando faz seus retratos fantasiosos. David LaChapelle, por ser arte e cor puras. Maria Emilia Dinat, araraquarense que trouxe um pouco de luz, mesmo que sem querer, pra minha escolha profissional e pra fotografia autoral nessa cidade do interior. E minha imensa lista de favoritos no Flickr.
No dia a dia: Meus pais pelo esforço diário, exemplos de vida e conselhos eternos. O André por me ensinar alguns macetes de ilustração e profissão de criação – eu acho ele lindo e por isso fotografo ele o tempo todo. A RomeuMag, uma revista exclusiva de fotografias autorais masculinas que eu acompanho, e os ensaios maravilhosos da Elle. Os feeds do Instagram e do Pinterest também me ajudam muito quando a questão é inspiração: o povo aí fora faz cada imagem linda!

Por que você decidiu seguir pela área de fotografia? O que ela desperta em você?

Desde bem nova, eu sempre busquei criar mundos coloridos através de ilustrações, brincadeiras, imagens, roupas, e claro, na minha imaginação. E para criá-los, as pessoas sempre foram minha principal fonte de inspiração.
Todo toque, olhar e gesto são para mim únicos e sensacionais. Diria merecedores da eternidade. E só a fotografia consegue captar e gravar essas coisas que são tão importantes pra todos nós.
É através dela que consigo me expressar da forma que mais me agrada. É um pouco clichê dizer, mas ela me completa. Dessa maneira vou “desenhando” momentos exclusivos, como se desvendasse o que existe dentro de cada pessoa que registro, além de suas histórias.

Se você pudesse escolher apenas uma pessoa, um lugar ou um evento para fotografar, qual seria?

Provavelmente meus possíveis futuros filhos/sobrinhos: ia querer guardar cada passinho deles. Eu gosto de acompanhar o crescimento das crianças, quando forem as minhas vai ser melhor ainda! Vou poder criar um monte de coisas e eles serão minhas “cobainhas”… Hahaha.

O que você leva da moda para a fotografia e vice-versa?

Tudo! A moda me ajuda na produção das minhas imagens, no uso das cores e do que fica bom em cada pessoa. Editoriais de moda são pra mim um livro de estudos, uma fonte de referências e pesquisa. A fotografia de moda permite uma criação e ousadia combinada com a beleza estética que os outros campos da arte talvez ainda não consigam alcançar.

O que seria uma foto perfeita para você?

Sinceramente, eu vejo muito o sentimento de cada imagem. O olhar é importantíssimo! Tem muita foto que a gente vê e não expressa nada, falta um je-ne-sais-quoi. O sentimento conta muito. Se através de minhas fotos conseguir tocar pessoas, trazer alguma diferença em suas vidas e fazer com que se orgulhem de suas trajetórias, estarei mais que satisfeita.

Para entrar em contato com a Nat, conhecer mais so seu trabalho e segui-la nas redes sociais >>

E-mail: nataliacdian@gmail.com
Facebook: /NataliaDianND
Flickr: /Natedian
Pinterest: /NateDian
Site: www.nataliadian.com.br
Contos em Retrato: www.contosemretrato.46graus.com

Bisous, bisous

Desbravando São Paulo #3

No último final de semana estive em São Paulo por causa da Bienal do Livro (em breve vai ter post & vídeo sobre!), mas como eu ia no evento só no sábado, fiquei com a sexta-feira livre pra fazer aquilo que mais amo quando vou pra lá: desbravar a cidade.

Acompanhado do namorado-melhor-amigo, Diego, visitei alguns lugares que tinha muita vontade de conhecer já fazia um tempão, e separei aqui embaixo os mais legais pra falar sobre a história e o que achei do lugar. Espero que vocês gostem e, se ainda não fizeram, se animem também a conhecer esses lugares!

E ah! Para ler o Desbravando São Paulo #1 e o Desbravando São Paulo #2 é só clicar nos links.

O prédio que hoje conhecemos como Galeria do Rock existe desde a década de 50, mas naquela época, o espaço funcionava de um jeito bem diferente, como uma grande galeria de alfaiates do centro de São Paulo. Foi só mesmo no final da década de 70, quando as tribos urbanas começaram a procurar um espaço dentro da cidade, que a galeria começou a receber atenção e as primeiras lojas do gênero.

Com a chegada dos anos 90, roqueiros, punks, skinheads, metaleiros, skatistas e muitas outras comunidades invadiram de vez a galeria, que recebeu um nome à altura para o que agora havia se transformado: um ponto de encontro, de briga, de comércio e de cultura para todas essas turmas.

Conversando com a Babi Carneiro sobre como foi “minha primeira vez na galeria do Rock”, ela contou que quando era criança/adolescente, o lugar era barra pesada mesmo, e que muitas vezes as pessoas evitavam ir para lá porque sabiam de alguma briga marcada entre punks x skinheads.

Hoje, apesar da cultura underground ainda sobreviver forte em todos os andares do prédio, – são lojas de CD’s, roupas, salões de beleza e estúdios de tatuagens – o lugar virou símbolo de São Paulo e um ponto turístico que acolhe gente de todos os tipos e idades.

– Endereço: Av. São João, 439 – República, São Paulo

“Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas”

Protagonista dos primeiros versos de Sampa, de Caetano Veloso, o cruzamento da avenida Ipiranga com a São João é, com certeza, um dos lugares de São Paulo que mais tem histórias pra contar.

Além da “deselegância discreta” das meninas que passam por lá e do centro da cidade com sua “dura poesia concreta”, a esquina ficou famosa por ser um dos maiores pontos de encontro da capital Paulista. Ali, em um barzinho chamado Bar Brahma, sambistas como Adoniran Barbosa e políticos como Fernando Henrique Cardoso paravam para tomar um chopp, jogar conversa fora e ver o movimento do centro de São Paulo.

O lugar ficou imortalizado na letra de Sampa e na história da MPB e, hoje, além de ser um delicioso restaurante/bar, é ainda o palco da música brasileira na capital. Diversos artistas da MPB se apresentam por lá à noite e, durante o dia, o lugar acolhe a todos que precisam de um momento de descanso em meio a correria do dia a dia.

Apaixonada como sou por essas histórias, fiz questão de almoçar no Bar Brahma nesse último final de semana em que estive em São Paulo. Além de amar o ambiente aconchegante e com música ao vivo, achei a comida uma delícia e com um preço super honesto! Vale muito a pena mesmo reservar um tempinho pra conhecer o lugar.

– Endereço: Avenida São João, 677 – Centro, São Paulo

Coloquei o bairro da Santa Ifigênia entre os programas do final de semana porque sabia que o Diego morria de vontade de pôr os pezinhos lá, já que a região é conhecida pelo seu comércio de eletrônicos. Diego é viciado em tecnologia, games e insira aqui todas as coisas do gênero, ou seja, esse lugar prometia ser um verdadeiro parque de diversões pro meu namorado.

Dito e feito.

A Santa Ifigênia tem dezenas de galerias e vende um pouquinho de tudo o que você puder imaginar. TV’s, celulares, videogames e muito mais. Tem que estar disposto a andar (muito!), pechinchar e aguentar multidões, mas se você tá buscando matar a saudade de algumas coisas mais clássicas – achamos um super Nintendo ainda na caixa! – lá é o lugar certo.

Não compramos nada, mas pra quem gosta e sempre acompanha o mercado de eletrônicos, lá é um lugar muito interessante de se analisar.

O Cine Belas Artes sempre foi um dos cinemas do circuito paulistano mais respeitados e amados, o que em grande parte tinha a ver com a valorização artística e cultural depositada na sua programação. Muitos filmes nacionais e estrangeiros que ficavam fora das bilheterias dos grandes cinemas da cidade, encontravam seu espaço aí, nas telas e salas do Belas Artes.

Há três anos, no entanto, o cinema fechou e, desde então, muita gente vem batalhando pra ele ser reaberto e ter de volta a sua programação. Mês passado isso foi possível e agora com o nome de “Caixa Belas Artes”, o cinema voltou à ativa.

Eu confesso que ainda não tive a chance de assistir um filminho aí, mas uni o útil ao agradável, ou nesse caso, a vontade de ver o novo Belas Artes com o meu desejo por macarons, e aproveitei pra fazer uma visitinha no café Amelie, que fica dentro do cinema.

O preço não é muito convidativo, mas os macarons tavam deliciosos (eu amo macarons, mas acho que são poucos os lugares que conseguem fazer eles incríveis) . E ai, preciso confessar que acabei escutando a conversa de duas senhoras que tomavam café lá, e fiquei toda enfofada com as recordações delas sobre como “o Belas Artes sempre tinha sido o ponto de encontro da turma”. Muito fofo, não? <3

E agora me contem vocês: quais lugares de São Paulo vocês recomendam pra um dia de “desbravando a cidade”? Tô doida pra anotar as sugestões e botar em prática numa próxima visita 😉

Bisous, bisous

Desbravando São Paulo #2

Pra quem não viu o Desbravando São Paulo #1, é só clicar aqui pra dar uma olhadinha nos lugares que visitei na terra da garoa em novembro do ano passado. Enquanto isso, no post de hoje, falo de alguns lugares que visitei mês passado em São Paulo (e aproveito também pra contar de lugares que estive em outras passagens pela cidade e de que gostei muito).

Casa das Rosas é um casarão maravilhoso que fica bem no meio da Avenida Paulista e chega a ser bizarro como mesmo assim tem muita gente que mora na cidade e nunca nem colocou os pés lá. Triste demais, já que além do endereço ser um espaço cultural que abriga diversos tipos de exposições, saraus, oficinas e palestras, – principalmente às ligadas a literatura e poesia – ele tem um dos jardins mais belos que eu já visitei.

Em 2004 o casarão foi reinaugurada com o nome de Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura e já faz um bom tempo que eu criei meio que uma história com esse lugar: é batata como toda vez que vou pra São Paulo, de alguma forma maluca acabo parando lá.

Site da Casa Das Rosas: http://www.casadasrosas.org.br/
Endereço: Av. Paulista, 37 – Bela Vista

Eu já tinha citado bem por cima a GEEK.ETC.BR quando falei da Livraria Cultura no Desbravando São Paulo #1, mas acontece que esse lugar merece um tópico só dele.

O espaço da GEEK é relativamente recente (foi inaugurado em 2012) e fica em um lugar de fácil acesso, o Conjunto Nacional da Avenida Paulista. A loja, como o próprio nome diz, é inteirinha dedicada a cultura nerd, e nisso aí você pode inserir bonecos, DVD’s, games, livros, histórias em quadrinhos, seriados e muito mais, e eu arriscaria ainda dizer que ela é uma das mais completas do segmento, com uma disponibilidade gigantesca de produtos. Dividida em dois andares, (um é ligado ao outro por uma daquelas escadas caracóis que eu a-d-o-r-o haha) eu quase sempre passo por lá quando vou na Livraria Cultura, ou seja, praticamente toda vez que vou pra São Paulo. Nessa última visita que fiz no mês passado, acabou que comprei um livro do Calvin e Haroldo pra dar de presente pro Diego. (:

Site da GEEK: http://www.geek.etc.br/loja/Home.aspx
Endereço: Alameda Santos, 2.152 – Conjunto Nacional – Loja 122 – Jardim Paulista

Eu estive no MIS em 2012 visitando algumas exposições e também conferindo a primeira edição do BIG – Brazilian International Game Festival – o único festival de games independentes. nacionais e internacionais, de toda a América Latina.  A segunda edição do evento tá acontecendo agora em São Paulo (hoje é o último dia, então se você correr ainda dá tempo de conferir!) e dessa vez está sendo realizada no Centro Cultural São Paulo.

Apesar de ter ido só uma vez ao MIS, vontade de frequentá-lo mais é que não falta, já que nos últimos anos o museu tem apresentado um calendário incrível de exposições, espetáculos, oficinais e muito mais. De David Bowie a Stanley Kubrick, de Andy Warhol a Fause Haten, o MIS é, com certeza, um dos lugares culturais mais mágicos da capital paulista.

Site do MIS: http://www.mis-sp.org.br/
Endereço: Avenida Europa, 158 – Pinheiros

O Kohhi é desses lugares escondidinhos e mágicos que todo mundo deveria ir pelo menos uma vez na vida. Ele fica na Liberdade e se você estiver passando muito apressado pela região pode ser que nem o note: a entrada dele é bem discreta, com uma escadinha que dá acesso ao subsolo. Você desce e ali tem um espaço gastronômico incrível, que pretende fazer uma mistura entre o Brasil e  Japão.

No cardápio, todos os pratos brasileiros tem algum diferencial japonês e todos os pratos japoneses tem um toque brasileiro. Ou seja, mesmo que ali tenha alguma comida que você já provou em outro lugar, no Kohii ela vai ser diferente. Essa proposta de intercâmbio cultural, aliás, fica super escancarada também na decoração: as paredes são revestidas com jornais dos dois países e logo na entrada você dá de cara com uma arara de roupas que mistura looks brasileiros com portugueses. Além disso são vários os objetos dos dois países espalhados pelo lugar, com destaque para uma mesinha de leitura que eles têm, com revistas do Brasil e do Japão.

Vale muito, muito a pena combinar um almoço com os amigos lá.

Facebook do Kohii: https://www.facebook.com/kohiicafe
Endereço: Rua da Glória, 326 – Liberdade

Visitei a Galeria dos Pães nessa última passagem por São Paulo e gostei muito do lugar! Eu e a Má Espindola, do Costanza Who, tínhamos combinado de tomar café da manhã juntas, e depois de avaliarmos alguns endereços que tínhamos encontrado na internet, optamos por esse, já que além de ficar perto dos respectivos lugares em que eu e a Má tínhamos que ir depois, ele também tinha uma cara bem charmosa, do jeito que a gente queria. E a Galeria dos Pães não nos decepcionou em nada! Pra começar que o lugar funciona 24 horas, sete dias por semana, e tem um cardápio mega variado, que vai desde brunch, até padaria, restaurante, cafeteria, soperia… Tem todas as opções para todas as horas do dia.

Eu e a Má estávamos de carro e foi uma mão na roda o fato deles terem estacionamento próprio (quem tem carro em São Paulo sabe o quanto é sofrido achar lugar decente pra estacionar), e eu gostei bastante também do atendimento e das opções do cardápio. Pedi uma bebida (que eu não vou lembrar o nome agora, POFT) e tive que repetir haha, porque tava insanamente gostoso.

Site da Galeria dos Pães: http://www.galeriadospaes.com.br/site/
Endereço: Rua Estados Unidos, 1645 – Jardim América 

Visitei o Flor Café – uma cafeteria que fica dentro da Pinacoteca do Estado de São Paulo – já faz um tempinho. Foi em um dia de SPFW, e eu almocei com a Babi e a Andresa lá antes de ir pra Bienal. Eu amei a comida do lugar e tenho até uma fotinho do meu prato aquele dia pra mostrar pra vocês o quão lindo e delicioso que ele tava. Olha só que gostosura.

Pra quem for fazer um passeio na Pinacoteca (que fica de tópico pra um próximo Desbravando São Paulo), vale muito a pena visitar esse lugar, que tem um cardápio tanto para café quanto para almoço. E ah, fora que eu amo também lugares que tem a opção de almoçar ao ar livre, como esse aqui tem. Em dias de sol mais brando, acho uma delícia almoçar sentindo um ventinho no rosto.

Facebook do Flor Café: https://www.facebook.com/cafeteriaflorcafe
Endereço: Largo General Osório, 86 – Estação Pinacoteca, Santa Efigênia

 

Créditos das fotos:

Casa das Rosas
GEEK.ETC.BR
MIS – Museu da Imagem e do Som
Kohii
Galeria dos Pães
Flor Café