Os cinco de janeiro 2015

Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Recheadinho de morangos

Meu primeiro dia do ano já começou com festa, na comemoração de aniversário da minha mãe. Fiquei feliz de estar ao lado dela nesse dia, porque há quatro anos não conseguíamos comemorar essa data juntas, já que eu costumo passar o Ano Novo em Mogi Mirim e ela em Leme. 2015, no entanto, já começou diferente, e fiquei Natal e Ano Novo com meus pais (e com Diego também, na passagem <3). No dia primeiro, junto do bolo de aniversário recheadinho de morangos e de tias, primos e avô, cantamos juntas o “parabéns pra você” :)

Tem festa de aniversário, sim senhor!

Já falei aqui no blog que em janeiro completei 25 anos de idade e que tô muito empolgada com todas as coisas que prometem acontecer nesse ano. Pra comemorar o quarto de século, chamei os amigos pra ir no Bangkok, um restaurante de comida tailandesa que eu amo aqui em Bauru e que, além dos quitutes deliciosos, tem também uma decoração maravis, com as mesas e almofadas espalhadas ao redor da piscina. A noite foi muito divertida e as conversas transitaram entre os tópicos mais diversos possíveis, como feminismo, viagens, comidas (haha) e RuPaul’s Drag Race.

In Wonderland

Desde sempre, sou fascinada pela história da menina Alice. Já tive blog com o nome de in wonderland, já adotei frases do filme como mantra de vida e já até guardei cada menção ao livro ou ao filme em um lugar especial do coração. Mas, um item desse amor descontrolado ainda faltava ser riscado: os DVD’s dessa história (assim mesmo no plural, já que ela teve várias versôes), habitando minha estante. Todo em preto e branco, com participações de Cary Grant, Gary Cooper e W. C. Fields, o primeiro que comprei é o de 1933, dirigido por Norman Z. McLeod. Espero em breve também adquirir o original, que é de 1903, e ainda as versões de 1951 (da Disney <3), de 1999 e de 2010. A de 1976, que é uma versão pornográfica da história (não, isso não é brincadeira), eu não faço muita questão haha.

Muito verde sempre, por favor

Muito verde sempre, por favor

Sempre que posso, gosto de ir ao Jardim Botânico daqui de Bauru e fazer um piquenique com o Diego. A gente costuma levar muitas frutas, pão de queijo, suco e alguns docinhos e, sentados em um pano estendido na grama, a gente fica assim, ora conversando um pouco, ora lendo, ora só deitados olhando pro parque. Esse lugar me dá paz e uma vontade danada de respirar bem fundo e encher os pulmões de ar fresco.

Companheiro fiel

Companheiro fiel

Eu uso óculos desde os seis anos de idade. Meu grau é altíssimo (tipo mais de dez) e eu tenho miopia e astigmatismo que ainda não estagnaram, o que torna impossível que eu opere tão já. Teve uma época que eu fiquei bem revolts com isso, principalmente quando era adolescente e achava que o óculos escondiam demais meu rosto. Hoje em dia, minha relação com ele é muito mais tranquila. Se eu puder operar, com certeza irei operar, por diversos fatores, não só estéticos, mas não é como se todo dia eu odiasse o fato de usar óculos. Eu queria que fosse mais barato, só isso haha, (como meu grau é muito alto eu uso lente de cristal pra que o óculos fique fininho) e que assim eu pudesse mandar fazer inúmeros pra poder variar no dia a dia.

Hoje, além dos óculos eu uso lentes de contato também (não mais as rígidas que eu usava na adolescência e odiava, mas as gelatinosas mesmo, muito mais fáceis de manusear) pra ir jantar, gravar vídeos, quando quero fazer uma maquiagem pra arrasar… E, no dia a dia, os óculos me acompanham. Por isso mesmo, em janeiro mandei fazer um novo, já que meu último tava bem velhinho, coitado. Escolhi fazer uma armação branca e, em breve tô querendo arriscar fazer uma redondinha preta pra poder variar. Tem que ser planejado com calma isso porque armações redondas também encarecem (muito!) o óculos, já que tem que mudar o formato da lente de cristal. Em resumo: não é fácil, não é barato, mas tem que ser usado, e já que tem que ser usado vamos deixar ele bem bonitinho e o mais legal possível :p

E o mês de janeiro de vocês, como é que foi?

Bisous, bisous

Eles indicam: livros de fantasia

Trilogia Fronteiras do Universo - Philip Pullman

“Comecei a ler a trilogia esse ano mesmo, um por mês desde outubro; não sabia o que esperar, mas quando terminei o primeiro livro, A Bússola de Ouro, fiquei totalmente sem fôlego, querendo saber o que ia acontecer em seguida. O que me encanta na história de Philip Pullman é a criatividade e sabedoria para criar um mundo totalmente diferente do nosso sem ficar cansativo. É uma obra rica, bem escrita, mas acessível. O único, porém é que você tem que ter cabeça aberta para poder emergir nos mundos criados por ele, já que ele coloca muita coisa de religião e ateísmo juntos, criticando o catolicismo. Mas embora esse motivo deixe algumas pessoas sem vontade de ler, eu recomendo fortemente.

Por ser fantasia, um livro que critica não é algo comum e tem sim algo a ensinar. Podemos ficar horas pensando no porquê de algumas coisas e teorias que Pullman coloca em sua obra. O primeiro livro é excelente, o segundo não perde a mão, contudo acho que é menos elaborado. E o terceiro é um bom encerramento, mesmo que tenha mais páginas do que realmente precisava.

E mesmo que você termine de ler e não goste, acho que vale a leitura para que você possa dizer os motivos por não ter gostado, sem ficar julgando só por sinopses ou resenhas. É uma obra que merece ser lida por todos que apreciam algo inteligente e bem escrito.” – Autora do Mundo de Morfeu.

Mudando de assunto...

Alice no País das Maravilhas - Lewis Carroll

“Não havia nada de muito especial nisso, também Alice não achou muito fora do normal ouvir o Coelho dizer para si mesmo “Oh puxa! Oh puxa! Eu devo estar muito atrasado!” (quando ela pensou nisso depois, ocorreu-lhe que deveria ter achado estranho, mas na hora tudo parecia muito natural); mas, quando o Coelho tirou um relógio do bolso do colete, e olhou para ele, apressando-se a seguir, Alice pôs-se em pé e lhe passou a idéia pela mente como um relâmpago, que ela nunca vira antes um coelho com um bolso no colete e menos ainda com um relógio para tirar dele. Ardendo de curiosidade, ela correu pelo campo atrás dele, a tempo de vê-lo saltar para dentro de uma grande toca de coelho embaixo da cerca. “ […] – Trecho da Alice.

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Alice no País das Maravilhas é um dos textos fantásticos mais famosos e importantes da literatura, que rompe as fronteiras do enquadramento e gênero literário, porque todo mundo conhece Alice e na maioria dos casos, nem lhes ocorre que é um texto da literatura fantástica&maravilhosa.

O texto da Alice é onírico, descomplicado sem ser simplório, é capaz de entreter desde a criança que já lê, até o adulto mais exigente sim, basta que a criança ou mesmo o adulto se permitam cair na toca do coelho.

O livro que aparece na imagem é um sonho de consumo que realizei este ano, uma edição com todos os trabalhos do Lewis Caroll, com muitas imagens, e uma capa dura lindalindalinda. Também tenho as edições da L&PM, capinha com os desenhos clássicos da Alice. No meu trabalho como ilustradora fiz uma série inspirada na Alice, Alicices.

Enfim, recomendo Alice, porque Alice é praticamente uma metáfora do que a escrita fantástica é, e uma das estórias da minha vida de amor aos livros e a literatura.” – Autora do La Coloriste e do Solilóquio.

Mudando de assunto...

O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman

“Se tem uma coisa que eu gosto, é indicar livros. Quando leio algo que gosto muito, muito, na hora quero repassar e mostrar para todo mundo o que o livro tem de tão bom. Fico ansiosa querendo saber o que a outra pessoa pensou, conversar sobre a trama e discutir personagens. É quase tão bom quanto ler pela primeira vez. Escolher o que indicar para vocês, então, é tarefa fácil: “O Oceano no fim do caminho”, do Neil Gaiman, foi um dos favoritos de 2013 (quiçá de todos os tempos de Mimis).
O complicado mesmo é colocar em palavras o que esse livro fez comigo e porque ele é muito mais do que um simples livro de fantasia. De forma bem resumida, é quase uma fábula: um adulto sem nome volta à casa onde passou sua infância e começa a relembrar suas memórias de infância. Como toda memória, está enevoada e nem mesmo o protagonista sabe até que ponto é verdade ou fruto da imaginação de uma criança… Aos 40 anos e com o olhar de “gente grande”, ele vai se lembrando do que aconteceu quando um inquilino morreu e de como ele conheceu sua amiga Lettie Hempstock, além da mãe e avó da menina.
O livro dá algumas cutucadas bem sutis que, se você tiver sensibilidade, podem ser ponto de partida para questionamentos mais profundos. Sobre quem somos, o que temos de melhor e pior dentro da gente e quem queremos ser. É um livro delicado e comovente, que me deu uma saudade daquelas das minhas aventuras de infância e amigos imaginários. Não é exagero quando digo que ao terminar de ler, passei alguns minutos deitada na cama, sem nem saber como reagir. E depois chorei como uma garotinha, até soluçar. Como todas as obras que já tive contato do Neil Gaiman, “O Oceano no fim do caminho” carrega algo de único em suas páginas.” – Autora do Quase Inédita.

Foto: Editora Intrínseca

Mudando de assunto...

Harry Potter - J. K. Rowling

Harry Potter é uma série de livros escrito pela autora J. K. Rowling e lançados ao longo de dez anos, 1997 a 2007. Eu fiz uma pausa na leitura dos livros durante alguns anos, mas quando voltei para terminar a série, percebi – e acredito que isso é sentido por muitos que tão na casa dos vinte e poucos anos e que literalmente cresceram junto com essa história – o quanto a escrita, a história e os personagens de Harry Potter amadureceram junto com nossa geração.

Para quem não conhece (sei que é difícil, mas vai que, né?), a coleção é composta por sete livros que contam a história do menino Harry Potter, um órfão que mora com os tios e que descobre ser um bruxo no seu aniversário de 11 anos. Mandado para a escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Harry descobre não apenas todo o universo bruxo do qual foi privado nesses 11 anos de vida, mas também a história de seus pais e o porquê dele ser um bruxo tão importante (isso é só a pontinha do iceberg, tá, gente? Tem MUITA coisa depois disso).

Eu indico essa série porque Harry Potter me marcou em vários sentidos, e me ensinou – sem pieguices – muitas coisas. A complexidade da história e dos seus personagens aumenta tanto no decorrer da série que a gente sente ver uma pessoa crescendo bem ali na nossa frente. E da mesma forma que a gente acompanha uma pessoa de carne e osso numa jornada longa, complexa e de forma íntima, a gente se sente parte daquilo, daquele universo, daqueles personagens. É um sentimento difícil de botar em palavras, mas Harry Potter pra mim tem a ver com isso, identificação. Não apenas pelo Harry ou pela Hermione ou pelo Rony ou por por qualquer outro personagem de hp, mas também com situações, com sentimentos, com muitas coisas da história. E pra quem quer ler um texto lindo, lindo sobre a série, indico esse aqui da Bárbara Carneiro que é de fazer qualquer fã soltar um suspiro de nostalgia.

Beijos e bom final de semana o/