Os cinco de agosto 2015

* Todas as fotos desse post são do meu instagram @paulinhav.

Eu não sou o tipo de garota que costuma reclamar das coisas, mas assim como aconteceu com muita gente, o bichinho do “agosto mês do cão” me pegou. Tiveram coisas bem pesadas rolando durante esses 31 dias; todas acompanhadas de muito choro e stress, me deixando bastante desesperada em alguns momentos. Por fim, tudo se ajeitou (e não é que foi mesmo da melhor maneira possível?)  e setembro começou muito mais calmo e cheio de expectativas.

Mas, apesar dos pesares, agosto até teve seus momentos bons – alguns incríveis, pra ser sincera – e como eu não gosto de deixar essas coisas passarem em branco, resolvi colocar uma partezinha deles aqui embaixo pra vocês verem (:

Em agosto, em uma das rápidas visitas que a Natalia Dian fez aqui em Bauru, a gente conseguiu se encontrar pra tomar um café e fazer um shooting pro blog. Nosso trajeto começou na livraria, continuou na cafeteria, depois foi pra floricultura e terminou na feirinha da praça, com tudo isso sendo registrado pelas lentes da Nat.

As fotos vieram parar nesse post aqui, junto com uma entrevista que fiz com ela, mas tem mais um montão que estão no seu tumblr mostrando que delícia que foi o nosso dia. Visitem o lnk pra verem o ensaio completo e pra conferirem o trabalho incrível dessa amiga tão querida.

Maitê mora em Sorocaba, eu em Bauru, e Gabi em Leme – com um pezinho em Limeira, onde vive o seu namorado. Ou seja, é uma raridade quando calha de nós três estarmos na nossa cidade natal e conseguirmos nos encontrar. Dias assim merecem ser comemorados, e foi isso que aconteceu em agosto, quando a gente finalmente se reuniu e pôde sair pra beber, comer e conversar muito.

O melhor de tudo é que agora em setembro é aniversário de 25 anos da Gabi e depois de muitos anos passando aniversários umas longe das outras, a gente vai comemorar o dela juntinhas, com direito a muita festa, danças loucas e risadas. Mal posso esperar.

Durante os dias que fiquei em Leme, aproveitei o fato de morar pertinho do lago municipal, esse lugar pouco maravilhoso, e fui caminhar. Não sei nem colocar em palavras o quanto é inspirador caminhar em um lugar assim, bem de frente pra uma paisagem maravilhosa, muito verde, um lago lindo e um cheirinho de terra molhada.

Me dei conta de que é muito desperdício eu estar tão perto de um cantinho tão incrível assim e quase nunca ir aí. Por isso, coloquei na minha cabeça que vou dar um jeito de caminhar nesse lugar sempre que for pra casa dos meus pais, e que aqui em Bauru vou tentar achar um lugar que também me inspire e me motive a sair de casa pra andar.

Em agosto minha irmã foi pra Miami e eu aproveitei e pedi que ela comprasse pra mim alguns produtos de beauté que tava afim de experimentar fazia um tempão: a máscara Aussie 3 minutes Miracle Strong, o Eos lip balm, o primer The POREfessional da Benefit e o batom Heroine da MAC.

Não quero falar muito sobre esses produtos nesse post porque alguns deles devem entrar no meu próximo vídeo de produtos que estou amando, (e daí lá vou contar mais direitinho o que eu achei de cada um) mas posso adiantar que dar uma renovada nas minhas coisas de beleza me fez muito bem. Eu amo testar produtos novos, e me empolgo a usar mais maquiagem e a tentar umas coisas diferentes. Me dá uma chacoalhada a sair da rotina, sabem?

E ah, a revista da foto também foi comprada na viagem (na verdade minha irmã comprou ela na volta, no aeroporto), e eu fiquei mega feliz de ter essa edição maravilhosas da Vanity Fair pra ler com calma aqui em casa. Acho inspiradora a história da Caitlyn Jenner, e amei a capa e o recheio dessa revista.

A edição da número 20 da aLagarta saiu do forno com um gostinho ainda mais especial do que de costume: comemoramos 5 anos de revista! Por isso mesmo voltamos às nossas origens e, nessa edição, mergulhamos na história da menina Alice mais uma vez.

A minha coluna da nº20 e chama Mary’s Adventure in Wonderland, e conta a história da ilustradora Mary Blair, responsável pela indentidade visual de vários filmes da Disney – inclusive de Alice no País das Maravilhas. Além disso, fiquei super feliz porque minha matéria contou com fotos lindas da Carol Lancelloti, editora da publicação.

Pra mim é uma honra fazer parte desse projeto tão lindo, tão acolhedor e que me deixa livre pra criar e falar sobre assuntos diversos. Tô na lagartinha desde a sua oitava edição e só vejo ela ganhar cada vez mais força e conquistar voos cada vez mais altos.

E o mês de agosto de vocês, como que foi? Contem nos comentários!

Bisous, bisous

Para atravessar agosto

Tem essa crônica chamado Para Atravessar Agosto (escrita em 1995 e publicada no O Estado de São Paulo), de um dos meus autores favoritos, o Caio Fernando Abreu. Nela o Caio dá algumas ideias de coisas para se fazer, para se inventar, para se amar, para se viver ao longo de agosto. Tudo que ajude a atravessar esse “mês de cachorro louco”, como ele costumava chamar.

(Trecho de “Para Atravessar Agosto” , Caio Fernando Abreu)

Sendo bem sincera, eu não achava que agosto fosse um mês tão complicado assim até viver o agosto desse ano. Que mês difícil, gente! Foi uma bomba atrás da outra e só agora parece que as coisas estão mais calmas. Apesar de tudo isso, eu não quero ser ingrata e reclamar dos últimos acontecimentos (até porque diante de tudo que aconteceu, as coisas se ajeitaram da melhor maneira possível), mas resolvei pegar carona na ideia do Caio e dar algumas sugestões de músicas para se ouvir ao longo do mês.

Acho que música é um negócio que pode mesmo mudar nosso humor, ou no mínimo servir como um abraço quentinho naquele fucking dia em que tudo está dando errado. Por isso,  fiz uma seleção de 10 canções que eu tenho escutado muito (e quando eu digo muito, é MUITO mesmo), que me fazem um bem danado e que eu espero que tenham esse mesmo efeito inspirador em vocês. Depois me contem se funcionou? ;}

“Aos 16, 17 anos quando escrevi “What If”, nunca nem imaginei que um dia ela faria parte da trilha sonora de uma novela. A letra dessa música é na verdade um diálogo entre 2 pessoas que percebem que não funcionam juntas. “What If” é sobre lidar com a perda e a saudade. “

É com essa frase postada em sua página oficial que Bianca, a garota daqui de cima do vídeo, explica um pouquinho do que se trata What If. A música faz parte da trilha sonora de Verdades Secretas, novela incrível da Globo (a primeira, aliás, que eu assisto depois de muitos anos longe da TV), e eu fiquei tão encantada pela música quando a escutei pela primeira vez,  que corri pro shazam pra descobrir o nome da canção e a dona dessa voz tão suave e deliciosa de escutar. O mais maravilhoso de tudo foi quando vi que se tratava de uma cantora brasileira, carioquíssima da gema!

Meu próximo passo é conhecer mais das músicas da Bianca, porque fiquei com essa sensação que ela é o tipo de cantora que eu poderia escutar no repeat sem enjoar.

Worth It da Fifity Harmony com o Kid Ink é a música que eu mais cantei e dancei até agora em agosto – e digo isso já tendo passado pelo menos “fenômeno” no mês de julho. Preciso ser sincera e admitir que não vejo nada de muito especial na letra dessa música. Acho inclusive que a Fifty Hamorny tem letras bem melhores, só que nenhuma que chegue aos pés do ritmo dessa daqui, que é uma coisa assim completamente viciante e lacradora!

Além disso, tô achando super legal ver uma girlband viralizando tanto uma música e amadurecendo o trabalho e a postura que elas sempre tiveram.

Nessa semana, alguém postou lá no facebook o link pra essa matéria aqui, que lista dez momentos em que o Tom Fletcher foi o pai mais fofo do universo. Eu cliquei no link meio sem motivo (na real, fiquei apaixonada pelo thumbnail da matéria que tinha o Buzz, filho do Tom, vestido de Buzz Lightyear) e pronto, passei o resto da madrugada vendo um monte de vídeos do Tom com seu filho e sua esposa, e achando eles a família mais incrível do universo.

Daí que o Tom é vocalista do McFly, – banda que eu lembro de ter escutado falar muito na minha adolescência, mas que em 25 anos de vida eu nunca tinha parado pra escutar uma música sequer – e de tão apaixonadinha que fiquei pela família dele, comecei a ouvir algumas das músicas que ele tinha composto pro grupo. All About You é minha preferida no momento e tô fazendo questão de cantarolar ela o dia todo <3

Nunca fui uma fã muito fervorosa de Ed Sheeran, mas de uns tempos pra cá as músicas dele tem me fisgado de um jeito doido. Photography e Thinking out loud são minhas preferidas, e essa última tem um dos clipes mais belos que eu já vi. Acho maravilhoso que tudo se passa em um mesmo espaço apenas com ele dançando com uma mulher, (o que em teoria seria algo bastante simples para um clipe) mas aí entra essa fotografia maravilhosa, essa direção artística que acertou em cada cena do vídeo, essa dança que tem passos lindos e tantas outras coisas que tornam esse clipe pura poesia.

E fazer um clipe foda com mil efeitos especiais é fácil, né? Quero ver fazer um clipe incrível com “poucos elementos”. Por isso, inclusive, que tô torcendo demais pra que ele ganhe na categoria de melhor clipe do VMA (apesar de achar que o prêmio vai ficar com Bad Blood da Taylor Swift). Dia 30 de agosto a gente vai ficar sabendo!

Vocês lembram quando o primeiro disco da Pitty, o Admirável Mundo Novo, foi lançado? Na época, lembro de ter comprado o CD e ficado obcecada por cada umas das músicas. As letras, o ritmo, as apresentações: tudo nesse CD era muito diferente do que a gente tinha no cenário musical brasileiro. Lembro especialmente de um show sensacional que ela fez para o SESC e passou no programa Bem Brasil da TV Cultura. Era um show que empolgava todo mundo, mesmo quem tava vendo pela TV… Uma vibração muito diferente e maravilhosa.

Corta pra 2015 e temos Pitty lançando CD novo. De lá pra cá muita coisa mudou na carreira dela, claro, mas é engraçado que quando olho pra essa Pitty de agora eu vejo muito da energia, das boas letras, da vibração daquele primeiro disco. Sete Vidas me conquistou completamente e eu tô doida pra ir em um show da nova turnê dela e conferir tudo isso de pertinho.

Sentimental dos Los Hermanos sempre foi uma música que mexeu comigo, só que com a proximidade cada vez maior do show da banda em São Paulo e também com a música tocando incessantemente em Verdades Secretas, ela tem estado ainda mais presente na minha vida. E, céus, como eu acho a letra dessa música maravilhosa! É o tipo de canção que se quando ela começar a tocar eu estiver desprevenida, são altas as chances de eu começar a chorar só de escutá-la.

Se você não for tão manteiga derretida quanto eu, arrisque dar o play aí.

Não é segredo pra ninguém o quanto sou fissurado na Jessie J, né? Já falei muitas vezes dela aqui no blog e ultimamente tenho escutado sem parar a nova música de trabalho dela, Flashlight. A canção é uma delícia de escutar e tá na trilha sonora de Pitch Perfect 2, filme que finalmente chegou nos cinemas aqui do Brasil (lá fora já tá quase saindo em DVD!). Eu havia assistido o primeiro filme da franquia e tinha achado divertidinho, mas nada muito além disso, por isso que acabei ficando surpresa comigo mesma quando percebi o quão animada eu tava pra assistir a sua continuação.

Fiquei pensando cá com meus botões porque eu fiquei tão eufórica com a notícia do segundo filme e cheguei à conclusão de que o longa consegue ser leve, engraçado e com uma pitadinha adolescente na medida, sem pesar muito a mão, sabem? Além disso, ele funciona muito bem graças as atrizes que tem. Um beijo pra Anna Kendrick e pra Rebel Wilson!

Com Jessie na trilha sonora, só me apaixonei ainda mais pela história, que, aliás, aparece um pouquinho no clipe aqui em cima. Tô doida pra ir logo no cinema assistir!

Lembro muito bem a primeira vez que escutei essa música. Eu tinha oito anos de idade e tava fazendo uma das coisas que eu mais amava nessa época: assistir a MTV e descobrir músicas dos mais variados gêneros e tipos. Do alto dos meus oito anos de idade eu achava aquilo uma coisa maravilhosa e tinha uma relação com a música (que ainda preservo, mas que nem de longe é tão forte quanto era nessa época) de deslumbramento. Foi por aí que eu descobri as bandas que eu amo até hoje – de Beatles a Cazuza.

Escutei Heroes pela primeira vez com os The Wallflowers, que a tinham regravado em 1998 pra trilha sonora do filme Godzilla. Só anos mais tarde eu descobrira que essa música que eu achava tão incrível – e que tenho até hoje o clipe gravado em VHS – era na verdade do David Bowie, um dos cara mais maravilhosos da história do rock.

Heroes também faz parte da trilha sonora de “The perks of being a wallflower” um dos meus filmes preferidos da vida, e tem algo nessa música que mexe demais comigo e que resgata um pouco desse encantamento que eu tinha pela música quando era pequena.

Existe uma longa lista de músicas do Metallica que eu gosto, mas ultimamente a que eu mais tenho escutado é Whisky in the jar. Tava tão viciada nela que fui procurar mais informações sobre a música e acabei descobrindo que ela é super antiga e tradicional do povo irlandês, e que acabou ganhando fama mundial porque foi gravada e regravada por diversas bandas, desde Thin Lizzy ao próprio Metallica. E desculpa se isso for informação inútil, mas eu acho essas coisas super interessantes haha.

Pra fechar a conta das dez canções, essa regravação super gracinha de I Love to see you smile que eu descobri recentemente em uma playlist da Melina Souza lá no 8tracks. Eu amo músicas tocadas assim no piano e achei que a voz do Matthieu Boré casou tão, tão bem com a canção! A gente solta um sorrisinho de canto de boca já nos primeiros acordes.

E vocês, quais as canções que os têm ajudado a atravessar agosto?

Bisous, bisous