Que tudo se realize no ano que vai nascer

Uma das minhas maiores tradições de final de ano é fazer listas de resoluções para os novos 365 dias que se anunciam, e nesse ano, claro, não foi diferente. Quer dizer, até foi, porque diferente do que aconteceu nas últimas vezes, tem uma meta em especial que tá ocupando o topo dessa lista. E eu vou falar já já dela, mas, antes disso, decidi que no post de hoje, além de falar dos meus desejos de 2014 eu também farei uma listinha-resumo de tudo que rolou (de incrível) em 2013. E, né, claro que também tiveram momentos ruins, até porque esse ano foi de muita indecisão pra mim (dei adeus ao estágio, embarquei na vida de quase-adulta pós-faculdade, sofri uma crise de parar e repensar o que tava fazendo da minha vida e por aí vai), mas 2013, com certeza foi um ano marco nos meus 23 anos de vida.

E isso porque…

  • Parece clichê, mas re-aprendi que amigos mesmo são poucos, porém incríveis. Tive a chance de passar mais tempo com eles e chorar ou comemorar abraçados – ou fazer os dois juntos quando a amiga que fazia faculdade pelo Prouni ganhou o prêmio de melhor aluna do curso. E tive a chance de perceber que pra amizade que é amizade mesmo, nem a distância geográfica ou essa vida de quase-adulto que nem sempre permite que a gente se veja com tanta freqüência, importa.
  • Em 2013 eu conheci gente incrível à beça na internet. E digo e repito que uma das melhores coisas que essa modernidade toda me proporcionou foi a de conhecer gente do outro lado do país com quem eu tenho afinidades, com quem eu posso morrer de rir, com quem eu posso passar a madrugada trocando ideias. Tive o prazer de conhecer a queridona da Marina Espindola do Costanza Who (pessoalmente na festinha da Honey Pie), o Diego Minone do Acho Fashion (láá nos primeiros dias de 2013), o João Magagnin do Come on John e a Camila-fofa do Não me Mande Flores. E também descobri na dona Isabelly Lima do Refletindo Moda, com quem eu já trocava algumas idéias desde 2010, uma das melhores amigas e pessoas para se passar uma madrugada toda fofocando.
  • Ganhei um novo apartamento, investi em decoração de uma maneira que nunca antes havia sonhado e aprendi a beleza de ter um lugar pra chamar de casa. Aprendi a dividir as coisas e descobri que quando a gente tem um canto realmente nosso, ele é sempre o melhor lugar para se estar depois de um dia ruim.
  • Descobri novas paixões como: patinação no gelo, comida mexicana, Jessie J, livros Ya e vlogs literários.
  • Entreguei um TCC do qual eu me orgulho e me senti recompensada com o que escutei da banca na minha apresentação.
  • Me formei em Jornalismo pela UNESP e realizei um sonho que tinha desde criança.
  • Li muitos livros e assisti muitos filmes. Não tantos quanto eu gostaria, mas foi um bom número no total. E ah, continuei a assistir MUITAS séries e dei chance para novas também.
  • Criei o blog e me dediquei a ele como jamais havia me dedicado a qualquer outro que fiz.
  • Me apaixonei mesmo, de todo coração, cada dia mais pelo Diego. Ele não é apenas meu namorado, mas meu melhor amigo e alguém que me escuta, me entende, me apoia e abre meus olhos quando eu tô fazendo coisa errada. Porque amor não é só passar a mão na cabeça, amor é ser verdadeiro sempre.
  • Comi muito. Ri muito. Chorei um pouco.
  • Dei tchau para um estágio e para o À Moda da Casa, continuei a me inspirar com A Lagarta, descobri um universo chamado social media e assumi a editoria de moda – e um tiquinho de beleza – no Dicas de Mulher.
  • Aprendi e aprendi e aprendi. Todos os dias, com as mais diversas pessoas, nas mais diversas ocasiões e sobre os mais diversos assuntos.

  • A despeito de tudo que quero e vou fazer nesse ano, minha meta número um é “não deixar para depois, o que eu posso fazer hoje”. Faz um tempo que eu tenho planos na minha vida que venho adiando ora por motivo de tempo, ora por motivo de dinheiro, ora por ambos, ora por outros inúmeros fatores. E eu sinto como se estivesse enganando a mim mesma e dando desculpas, sabe? Em 2014 quero então colocar (e acho que nunca estive tão decidida na minha vida de algo) de fato em prática coisas que há tempos quero fazer. Aos poucos, nessa parte mais pessoal do blog, vou contando as novidades por aqui 😉
  • Vou trabalhar com uma das coisas que mais amo na vida.
  • Não vou estabelecer números exatos de quantos livros ou quantos filmes quero ler/ver, porque já vi que isso é algo muito relativo. No entanto, como quero manter o ritmo de leitura e cinema de 2013, quero que minha lista de final de ano seja igual ou maior do que foi a desse.
  • Me dedicar ainda mais ao blog. Postar com mais frequência e continuar a aprender com todos os comentários.
  • Zerar mais jogos no steam.
  • Continuar a investir em decoração e arriscar mais em DIY.
  • Conhecer pessoalmente amigos da internet.
  • Ir mais a São Paulo.
  • Continuar a visitar cafeterias e conhecer restaurantes novos.
  • Começar alguma atividade física. Encontrar algo que de fato tenha a ver comigo e que não me desanime no segundo mês. E, claro, continuar com as caminhadas diárias.
  • Manter a agenda e realmente usá-la como merecido: anotar tudo que precisa ser feito, usar os post its, riscar o que foi cumprido e etc.
  • Estudar moda ainda com mais afinco e me matricular no curso da Unika se abrirem inscrições para o primeiro semestre do ano.
  • Fazer uma grande viagem.
  • Cuidar do meu rosto. Investir em produtos que controlem a oleosidade, beber mais água, limpar o rosto sempre antes de dormir e não deixar de usar protetor solar, faça chuva ou faça sol.
  • E por fim, mas nem de longe menos importante, não me sentir culpada por dormir um tempo justo de horas. Preciso colocar na minha cabeça que dormir bem melhora muito a qualidade e produtividade do meu dia.

Gostaram? Tem algo parecido com o balanço/resoluções de vocês? Contem nos comentários!

E, antes que eu me esqueça, Feliz Ano Novo e um 2014 MARAVILHOSO pra nós <3

Bisous, bisous

Leituras 2013 #2

Essa é a segunda parte das minhas leituras de 2013 – ou pelo menos o que foi lido até agora, dia 16 de outubro. Pra quem não viu a primeira parte, é só clicar aqui, onde teve resenha dos livros “As Vantagens de ser Invisível”, do Stephen Chbosky, “V de Vingança”, do Alan Moore e do David Lloyd, “A História sem Fim”, do Michael Ende, e “Como Ver um Filme” da Ana Maria Bahiana.

E lembrando:

Já teve post aqui no blog sobre o livro “História da Moda no Brasil – das influências às autorreferências”, “Quinta Avenida, 5 da manhã” e “Dormindo com o Inimigo’. Ufa!

  •  Serena – Ian McEwan

Ian McEwan era uma grande incógnita pra mim. Nunca havia lido nada do autor, mas eu já tinha escutado críticas tão boas sobre os seus romances que era super curiosa pra saber como era seu tipo de narrativa e seu estilo de texto. Pra aumentar ainda mais essa curiosidade, ainda no ano passado, uns dias depois que terminou a Flip, eu vi em algum lugar uma listinha com os livros mais vendidos daquela edição. E tchan tchan tchan, adivinhem quem tava em quarto lugar? Sim, meus caros, ele mesmo, senhor Ian McEwan e seu romance “Serena”. Pra mim foi o que faltava. Comprei o livro e assim que tive uma brecha entre algumas leituras que tavam antes na fila haha, me entreguei totalmente pra essa história.

O livro conta a história da personagem Serena, uma jovem matemática que é contratada pelo Serviço Secreto Britânico em um cargo não lá de muita relevância, mas que acaba ganhando cada vez mais atenção dos colegas e envolvendo a garota em toda uma rede de espionagem. E sim, já podemos esperar que em algum momento, tudo isso vai entrar em conflito com sua vida particular.

Essa foi basicamente a sinopse que li antes de comprar o livro. Só que o que eles não contam aí, é que antes da gente chegar nessa história toda há um longo caminho percorrido – aka pedaço de livro – pra gente entender como era a vida da Serena antes do serviço secreto. O que torna o começo do livro um pouco arrastado, digamos assim. Quando as coisas finalmente começam a acontecer, ou seja quando a história realmente engrena, parece que tudo lá do começo que soava chato vai fazendo cada vez mais sentido. Então, quando alguém me pede uma recomendação desse livro, sou bem enfática: se preciso, dê um tempo, leia outras coisas no meio, vá tomar um ar haha, mas não o abandone. O final é um dos melhores que já li e faz valer a pena suas 380 páginas de leitura, ainda que a história não te fisgue de primeira.

  •  A Revolução dos Bichos – George Orwell

“Mas, sem dúvida, antigamente era muito pior. Gostavam de achar isso. Além do mais, naqueles dias eram escravos, ao passo que agora eram livres; e tudo isso, afinal, fazia diferença.”

Esse é um daquelas clássicos que em algum momento da vida a gente deve ler. Ou em vários, porque tenho cá pra mim que a cada nova leitura dele a gente deve enxergar e aprender coisas diferentes.

Pra quem não conhece, Revolução dos Bichos é uma fábula, ou seja, uma história onde os personagens são animais, porém, animais com características humanas, que falam, pensam e sentem como se fossem pessoas de verdade. A história se passa na Granja do Solar, uma fazenda onde todos os animais trabalham dia e noite, incansavelmente, pra manterem os serviços em dia para os seus donos. Esse tipo de trabalho, no entanto, começa a deixar os bichos descontentes, já que eles se dão conta do regime de escravidão a que estão sendo submetidos. Um dia, então, resolvem se rebelar e tomar posse da fazenda, instituindo um sistema igualitário no lugar. Só que aí não demora muito pra alguns bichos acharem que não são assim tão iguais ao outros, sacomé esse pensamento humano que a gente vê aos milhares por aí, e decidem que é preciso ter algumas regalias e poderes.

Uma das coisas mais belas de A Revolução dos Bichos é que em qualquer idade esse livro faz sentido. Mesmo que você seja criança e não apure toda sua profundidade, ele é uma bela história infantil. Se você já não é mais tão criança assim e consegue entender toda a sátira envolvida por trás dessa história, bom, aí mesmo é que você vai adorá-lo. Primeiro porque ele foi escrito e exemplifica – ainda que através dos bichos, do cotidiano da fazenda e das mudanças de política que vão se desenrolando na história – a ditadura stalinista durante o período da Segunda Guerra Mundial. Isso foi, inclusive, um dos fatos que fez esse livro demorar tanto tempo pra ser publicado e ter causado o maior fuzuê na época do seu lançamento. Orwell tava mexendo em um tema muito delicado, em uma época onde Stálin e Trotski eram vistos como aliados contra os nazistas.

O mais sarcástico desse livro, no entanto, talvez esteja até fora das suas páginas: anos depois, durante a Guerra Fria, aquele mesmo discurso que em teoria seria uma crítica ao livro se transformou em uma das maiores bandeiras do Ocidente contra a União Soviética (!)

O outro ponto que eu acho legal desse livro é que mesmo que a gente não faça uma ligação tão direta assim com o stalinismo, ele ainda continua ensinando e mostrando muita coisa pra gente. Esse tipo de comportamento que a gente vê em alguns bichos do livro pode ser notado em situações de menor escala de relações humanas. Não é preciso procurar muito pra achar alguns exemplos…

  • A Guerra dos Tronos – As Crônicas de Gelo e Fogo – George R. R. Martin

Taí o motivo por eu ainda não ter lido muitos livros esse ano! haha. Ou pelo menos o começo do motivo, já que nesse momento terminei os três primeiros livros dessa coleção.

A Guerra dos Tronos, primeiro livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo, tá muito conhecido agora por causa da série da HBO (que, inclusive, leva o nome desse primeiro livro e não da série), mas pra quem se aventurou por essa história além do mundo da TV, eu tenho absoluta certeza que não se arrependeu! George R. R. Martin tem um dos estilos de escrever mais incríveis que você pode imaginar. Pra começar que a narrativa dele tem muitos pontos de linearidade, mas quando chega perto de algum ápice, diferente da maioria dos escritores, não vai te preparando e aumenta o grau de tensão até chegar lá. O autor gosta mais mesmo é de nos surpreender, então às vezes você tá lendo uma página em que teoricamente nada de muito uow tá acontecendo e quando vira pra próxima o mundo começa a desabar.

O que mais me deixa encantada nessa coleção é que por mais que a gente torça por alguns personagens específicos, todos têm suas fraquezas. Tanto que eu mordi a língua por achar um dos personagens horrorosos nos dois primeiros livros pra só no terceiro entender quem de fato ele era…

Esse primeiro livro, aliás, serve bastante pra gente ser introduzido aos personagens da história. Cada capítulo leva o nome de um personagem e conta a história do ponto de vista dele naquele momento, o que torna o livro extremamente rico, porque a gente sempre tem diferentes visões de um mesmo assunto e consegue acompanhar a história em diferentes lugares ao mesmo tempo. Todos os personagens são extremamente complexos e, como já disse ali em cima, a gente vai percebendo que esse lance de bem e mal não é uma coisa que funciona “direito” no livro: todas são seres humanos e, portanto, passíveis de inúmeros sentimentos.

Pra quem não conhece a sinopse do livro deixo esse link aqui (seria impossível resumir essa sinopse em poucas linhas), mas já adianto que ele é mesmo incrível! Os detalhes que George R. R. Martin dá aos capítulos, a história de cada personagem, as mudanças que a própria história vai sofrendo ao longo do livro (e que mudanças!) e as partes de magia (agora que me toquei que não disse que esse é um livro de fantasia haha) são das melhores coisas que já li na minha vida.

  • O pequeno príncipe – Antoine de Saint-Exupéry

– Os homens esqueceram essa verdade – disse ainda a raposa, – Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa…”

O último livro do post já deve ter sido lido por 99,9% das pessoas que estão lendo isso nesse momento. Nesse outros 1% era onde eu me encaixava até pouquinho tempo atrás, já que sim, aos 23 anos de idade foi a primeira vez que eu li O Pequeno Príncipe.

A histórica criada por Antoine de Saint Exupéry deve ter o maior número de frases marcantes da história, tanto que mesmo lendo o livro pela primeira vez, eu conhecia várias das suas passagens Ainda assim, foi gracioso demais ler a história desse pequeno princepezinho.

Eu li a edição da Editora Agir (essa da foto) e as ilustrações que têm dentro do livro, que são as aquarelas do próprio autor, são lindas e dão um toque ainda mais bonito pra história.

Assim como A Revolução dos Bichos, O Pequeno Príncipe é um livro que dá pra ser lido por todas as idades. Para os pequenos ele pode ser uma bela historinha contada antes de dormir. Para os adultos, ele é uma bela história cheia de passagens cativantes, que vão ensinando de forma singelas grandes lições de vida. Dizendo assim, o livro pode soar até um pouco pedante, (por sinal, uma jornalista que conheci vivia me dizendo que achava uma perda de tempo esse livro), mas ainda assim acho que ele tem seus méritos…

Continua!

Crédito da imagem de fundo da abertura.

Bisous, bisous

And the Oscar goes to… #aquecimentoOscar

Chegou o grande dia! Vamos fazer nossas apostas e nos preparamos para a premiação – e também para o red carpet – com todas as comidas, bebidas, companhias e a torcida, claro, que a gente merece. Eu vou ver tudinho da premiação junto com os amigos e o namorado, mas ficarei dando meus pitacos lá pelo twitter (@paulinha_v). Quem quiser acompanhar, tá mais do que convidado.

Enquanto isso, pra quem perdeu a maratona #aquecimentoOscar aqui do blog ainda dá tempo de conferir o que rolou. Então, vamos lá…

Poster do 85° Oscar que relembra de uma maneira super original quais foram os vencedores (de acordo com o ano de lançamento) das edições passadas. E a última, quem será que irá ocupar? A gente fica sabendo essa noite :)

Poster do 85° Oscar que relembra de uma maneira super original quais foram os vencedores (de acordo com o ano de lançamento) das edições passadas. E a última posição quem será que irá ocupar? A gente fica sabendo essa noite!

O primeiro post falou sobre nada mais, nada menos que os melhores looks de red carpet. Na minha humilde opinião, é claro. Pra quem adora essa parte, – confesso que apesar de gostar, sou muito mais a hora da premiação – lá no instagram da Oficina de Estilo tão rolando umas postagens bem legais com os looks que mais fizeram até hoje nosso olho brilhar. Vale a pena conferir :)

Teve também um post sobre umas fotos tiradas de Audrey Hepburn e Grace Kelly nos bastidores do 28º Oscar. Deu até pra relembrar quando as duas ganharam por melhor atriz, e se emocionar um tanto sem fim com a reação que elas tiveram.

Já nos preparativos para o Oscar desse ano, teve esse texto aqui sobre os filmes que estão concorrendo na categoria de melhor figurino. Os comentários são bem pessoais, mas como esse ano consegui ver todos dessa categoria fiquei empolgada de meter meu bedelho e falar o que penso #souenxerida.

E por último, mas nem de longe menos importante, um post com as premiações que tiveram os discursos/reações mais legais. Vai de Halle Berry até Anna Paquin.

Então, é isso. Um bom Oscar pra todo mundo e que os nossas apostas vencem (to participando do bolão da editora e to empolgada hahaha).

Bisous!