Melhor figurino #aquecimentoOscar

Na corrida pra ver todos os filmes indicados ao Oscar 2013, fiz questão de priorizar a categoria de melhor figurino. Isso porque além de ter vontade de falar sobre eles aqui no blog, essa é uma das categorias que eu acho mais belas na premiação. Daí que agora, depois de vistos os cinco filmes que estão concorrendo, já dá pra fazer as apostas de quem eu acho que leva a estatueta (e torcer loucamente pelo meu escolhido haha).

Nesse ano, os indicados a melhor figurino do Oscar foram: “Anna Karenina”, “Os Miserévais”, “Lincoln”, “Espelho, espelho meu” e “Branca de neve e o caçador”. Longe de mim querer fazer uma análise profunda do figurino ou do longa, mas decidi compartilhar aqui as impressões de alguém que assistiu todos eles, ama moda e cinema, e por isso mesmo se permitiu fazer algumas considerações sobre ambos, ok?

Então, vamos lá!

Anna Karenina

Anna Karenina

Anna Karenina

Anna Karenina

Já começo logo de cara com meu preferido da categoria, já que no tocante ao figurino “Anna Karenina” é simplesmente de arrepiar. O conjunto do filme todo parece contribuir para que o figurino ganhe destaque, vide as angulações de câmera que aparecem durante o longa e a própria cenografia. Durante todo o filme ela brinca com a ideia de uma peça de teatro, e transforma todas as cenas em cenários que se desmontam e em cenas que congelam enquanto apenas um personagem ganha movimento. A beleza é tão grande que o filme tá concorrendo para melhor direção de arte também e, apesar de faltar “O Hobbit” pra assistir todos dessa categoria, chuto que “Anna Karenina” é um fortíssimo concorrente.

Pra quem não sabe a obra original foi escrita por Liev Tolstói e foi publicada entre 1873 e 1877, retratando um período da aristocracia russa onde as roupas e acessórios eram extremamente voluptuosos – leia-se carregados e opulentes. Daí que pra poder retratar a época sem cair no mais do mesmo e sem pesar a mão, Jacqueline Durran, a responsável por toda essa beleza de guarda-roupa do filme, tomou como ponto de inspiração os anos 50 e os anos 70, levando como referência nome do calibe de Lanvin, Christian Dior e Balenciaga. Depois disso ela retornou para as origens da época retratada e fez meio que uma salada mista disso tudo, resultando em roupas super volumosas, rodadas e aristocráticas, mas que ainda assim era mais enxutas que as da obra original. E entre os que odiaram as mudanças e entre os que amaram, fico no segundo time.

Entre as curiosidades sobre o figurino do filme tem o fato de que Keira Knightley usou um colar de diamantes Chanel que custa a bagatela de 2 milhões de dólares, além de peças que demoraram até 50 horas para serem feitas! E tudo isso foi parar em Londres, – na Ham House em Richmond numa exposição que mostra as peças usadas no longa fazendo todo mundo suspirar por chapéus, vestidos, sapatilhas e uma infinidade de outras roupas e acessórios.

Belezas modísticas à parte, o filme em si não me agradou tanto. Nem a dobradinha de Keira e Joe Wright, que foi tão, mas TÃO incrível em “Orgulho e Preconceito” – um dos meus filmes preferidos da vida – teve efeito dessa vez. Parece que não rola encaixe entre os personagens, que não se cria empatia até. Um desenvolvimento bem malemá, com alguns poucos momentos bons.

Os Miseráveis

Fotos feitas por Annie Leibovitz  para a Vogue US

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Fotos feitas por Annie Leibovitz  para a Vogue US

Tenho uma apreço muito especial por “Os Miseráveis”, o que inclui tanto o enredo e todo o desenvolvimento do filme, quanto as músicas e claro, o próprio figurino. De tudo o que li – e vi – sobre o figurino do filme, fica muito claro qual foi a principal inspiração para a confecção das peças: as cores. São elas, mais até do que os volumes, os tecidos e principalmente as texturas que vão aparecendo tão diversificadamente no longa, que ditam o tom da cena, da atuação, do sentimento presente. Tanto que o figurinista Paco Delgado vai usando uma escolha de cores bem minuciosa pra cada cena. Tipo Anne Hatwyay que quando canta I dreamed a dream – lindo de morrer! – usa roupas super sóbrias, cinzas, que dão essa ideia bem doentia, de pobreza para a cena. Já na hora que ela é resgatada por Jean Valjean, que é um momento super dramático do filme, ela tá toda de vermelho, expressando essas fortes sensações mesmo.

Outro ponto que me faz amar loucamente o figurino de “Os miseráveis” é que ele coloca o sonho, o delírio, a fantasia ali juntinho e em pé de igualdade com a reconstrução histórica das roupas. Isso porque Delgado teve que reconstruir as peças usadas na época de 1815 e 1835, – período em que se passa o longa – mas ao mesmo tempo adicionar uma boa dose de faz-de-conta já que se tratava de um musical. E né, bem difícil saber dosar até que ponto deve-se ser uma releitura ao pé da letra das roupas da época, e até que ponto dá pra adicionar doses de imaginação e sonho nas peças. Nada tranks, eu diria.

Lincoln

Lincoln

Lincoln

Lincoln

Achei Lincoln ok no desenvolvimento do longa e ok no figurino. Não que eu tenha odiado, mas só não achei que o filme realmente era condizente com o tanto de furor que se fez em cima dele. Apesar disso acho que ele é um fortíssimo concorrente ao Oscar de melhor filme, vide a linha que a academia quase sempre segue com os vencedores e o filme ser ‘nós americanos somos incríveis’ até dizer chega. Mas é claro também que o figurino tem seus méritos. A figurinista responsável por ele foi Joanna Johnston que já é figurinha marcada nos filmes do Spielberg. Acredito que isso faça uma diferença giganstesca na hora de se criar o figurino de um filme, afinal já ter trabalhado com o diretor permite que o figurinista esteja muito mais em sintonia com suas vontades e sua maneira de querer que as coisas apareçam na tela – o que o figurino contribui um tanto gigantesco.

Diferente de Anna Karenina, ele procurou ser bem fiel à época retratada – o período da Guerra de Secessão Americana e a trajetória política e pessoal do presidente do período, Abraham Lincoln. E ah, uma coisa que eu acho interessante no filme e que me faz ter vontade de bater palmas é o fato dele ser focado principalmente em personagens masculinos, o que acaba sempre dificultando na escolha dos figurinos. Eu admiro mesmo quando figurinos masculinos conseguem ser tão bem trabalhados, porque, querendo ou não, a gente sabe que historicamente ele sempre foi um guarda-roupa mais contido, que não permite tantos sonhos e delírios quanto o feminino. O que é uma pena, diga-se de passagem. Daí que, por isso mesmo, acho que apesar da gente não sentir o coração pulando pelo figurino igual acontece em Anna Karenina e Os Miseráveis, é de se admirar que Joanna tenha chegado em peças tão bonitas e tão fiéis como as que chegou.

Espelho, espelho meu

Espelho, espelho meu

Espelho, espelho meu

Espelho, espelho meu

Coincidências ou não o Oscar desse ano teve dois filmes sobre a Branca de Neve e os Sete Anões indicados a categoria de melhor figurino. No caso, Espelho, espelho meu e A Branca de Neve e o Caçador – cada um com suas peculiaridades e suas versões da história original. Aliás, ultimamente o cinema tem recebido uma avalanche de versões moderninhas de contos-de-fada, não? Além dos dois da Branca de Neve que eu já disse aqui, tem João e Maria Caçadores de Bruxas, Jack e o Caçador de Gigantes e A Garota da Capa Vermelha (Chapeuzinho Vermelho) que eu me lembro assim de relance.

Mas, voltando ao filme, em Espelho, espelho meu o que salva realmente é o figurino, que tá espetacular. De resto, foi o que eu menos gostei dos cinco. Acho a história bem fraca, as atuações bem difíceis de convencer – tirando Julia Roberts – e fica um filme cansativo, que quer te fazer rir em vários momentos, mas que não chega lá. Por outro lado, as peças usadas pela figurinista são um capítulo à parte.

Eiko Ishioka, a japonesa responsável por 400 das 600 peças usadas no longa faleceu em janeiro do ano passado, mas deixou, sem dúvida alguma, sua marca registrada no mundo dos figurinos. Ela que já tinha ganhado o Oscar pelas peças usadas em Drácula de 1993, trouxe uma impressionante mistura de cores, formatos e texturas a esse filme. Do vestido de cisne usado por Branca de Neve no baile da rainha (oi, Bjork!), ao vestido mega colorido usado em seu casamento (não, ela não casou de branco!). Julia Roberts não fica nem um pouco atrás e, no papel da malvada rainha, também deslumbra qualquer um com suas produções. Uma curiosidade do filme é que a tiara de diamantes que aparece na história tem 78 quilates e (pasmem!) 144 diamantes. E o mais legal de tudo isso? Ela era de Grace Kelly, que a usou muito lindamente no casamento de sua filha.

Pesquisando um tico mais sobre o filme achei o trechinho de um texto – bem bonito – no The Hollywood Reporter sobre a reação da figurinista quando viu suas peças em cena. “Ishioka nunca viu o filme terminado, mas Collins [Lily Collins, A Branca de Neve na história] se lembra de ver o seu olhar na frente do monitor durante as filmagens da cena do Baile. ‘Ela viu todas as suas incríveis criações em uma única cena e deve ter sido incrível e emocionante. Mas ela foi sempre tão humilde. Tudo o que ela fez foi sorrir.

A Branca de Neve e o Caçador

Branca de Neve e o Caçador

Branca de Neve e o Caçador

Branca de Neve e o Caçador

O fato de dois filmes sobre a Branca de Neve estarem concorrendo ao Oscar ganha sim algumas comparações e acho até bom, porque na hora que começamos a olhar com calma para a versão que cada um fez da história – incluindo aí seus figurinos, é claro – a gente começa a perceber que é tudo muito diferente. Se em Espelho, espelho meu, Branca de Neve era a donzela-indefesa-e-frágil que só descobre o quanto é forte no final do filme, Branca de Neve e o Caçador não tem nada a ver com essa ideia quadrada de princesa. A personagem principal nessa versão feita pelo diretor Rupert Sanders é muito mais guerreira e corajosa do que um bando de marmanjo por aí. Exatamente por esse distanciamento com a história criada pela Disney, o figurino da Branca do filme é muito mais austero e estruturado do que colorido e feminino. Bela usa armadura, roupas escuras, calças e apesar de ser interpretada por Kristen Stweart, que tem a mesma cara de felicidade e tristeza para os seus personagens, me apetece muito mais do que a Branca de Espelho, espelho meu.

A figurinista do filme é Colleen Atwood, a mulher que ~apenas~ foi indicada 10 vezes ao Oscar e já faturou 3 vezes a a estatueta (Alice nos País das Maravilhas, Nine e Chicago). Ela apostou nessa vibe mais austera e militar em todos os personagens do filme, tirando Charlize Theron (deusa!), que é o único pontinho mais colorido e feminino do filme, e que resgata esse lado fabuloso dos figurinos de contos-de-fada.

– Pra quem gostou do #aquecimentoOscar (to na torcida haha), eu já falei aqui sobre os melhores look do red carpet e aqui sobre uma foto que mostra Audrey Hepburn e Grace Kelly nos bastidores da premiação. E calma que até domingo tem mais!

 

Novo cantinho

Assim como eu já tinha contado lá no facebook, meu feriado não foi pulando Carnaval e nem descansando, mas nem por isso deixou de ser agitado. Tudo porquê finalmente mudei de apartamento, algo que eu queria já fazia um tempão.

www.theyallhateus.com

E olha, fui pega desprevenida, porque nem de longe imaginava que seria tão trabalhoso quanto foi! Não só na mudança literal das coisas, mas também na disposição dos móveis, na arrumação de cada cantinho… Tanto que por erro de logística (sou jornalista gente, desculpa haha) foi preciso sair correndo de última hora pra comprar móveis novos. Mas né, pensei que se era preciso comprar, arrumar tudo de novo, enfim, botar a mão na massa, na mudança, ia fazer da melhor e mais proveitosa maneira possível. E deu tão certo que eu fiquei ainda mais apaixonada por decoração, algo que já fazia um tempão que eu andava me interessando.

Daí que tanta inspiração me deu a ideia de criar uma categoria disso aqui no blog, e até o próximo post espero já ter batido algumas fotos do apartamento pra mostrar em detalhes algumas coisas que eu organizei. São coisas pequenas, mas acho que em decoração (e na vida também) dos pequenos detalhes se fazem os grandes. Como eu não sou perita no assunto vou procurar dividir aqui no blog as descobertas e tentativas de uma novata. Podem parecer coisas bobas, mas se deram certo comigo, vai que tem alguém tão inexperiente quanto eu que não sabe e também pode se aproveitar da ideia?

E o melhor de tudo: a categoria aqui é pra indicar bons links de decoração (sou fã da área de decor do Fashionismo), pra fazer todo mundo suspirar com a beleza de algumas imagens – e também pra gente descobrir como adaptá-las mais realisticamente pra nossa vida – e quem sabe até pra se arriscar em alguns diys. O importante é testar, ser feliz e saber deixar cada canto – da casa, do escritório, whatever – mais a nossa cara e mais aconchegante.

E claro que pra começar, imagens inspiradoras até dizer chega!

– É só clicar que elas abrem numa janelinha e mostram os créditos!

www.feedfloyd.com

http://m.pinterest.com/pin/410601690996150264/

www.cupcakesclothes.com

endlesswinds.tumblr.com

www.girlscene.nl

www.homeadore.com

rcazt1811.deviantart.com

Ah, ideias e dicas de decoração são mais do que bem-vindas! Como eu já disse, sou uma novata no assunto e quero ajuda 😉

Audrey e Grace #aquecimentoOscar

Era 21 de março de 1956 e o fotógrafo Allan Grant (que tem fotos memoráveis das maiores estrelas do cinema nas décadas de 40, 50 e 60) registrou para a revista Life o nervosismo de duas moças que estavam nos bastidores do 28º Oscar. Audrey Hepburn e Grace Kelly não haviam sido indicadas a nenhuma categoria daquele ano e estavam ali, na verdade, para apresentarem os ganhadores de melhor filme e melhor ator, respectivamente.

As fotos mostram as duas olhando atentamente para o palco e trocando algumas palavras e, fico eu aqui pensando, como seria estar nessa mesma sala vendo um “encontro” entre duas das maiores divas do cinema.

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Como sempre impecavelmente belas (eu e minhas redundâncias), em dois vestidos de cintura bem marcada (alô Dior!), e com escolhas que fazem bastante sentido com a maneira que sempre se vestiam: Grace Kelly toda feminina, em um vestidão bem volumoso e com um coque bem trabalhado, e Audrey com aquela feminilidade caraterística que sempre ganhava um toque meio excêntrico da atriz. Pode parecer loucura minha, mas sempre tive a impressão que Audrey usava roupas superfemininas a) ou de uma maneira diferente ou b) com detalhes que não deixavam aquilo banal. E é impressão minha ou esse vestido dela aí é meio mullet? Audrey preconizando tendências, um beijo! E claro, finalizando com um coque bem feito e firme, de que ela sempre foi adepta.

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Audrey Hepburn foi a vencedora do Oscar de melhor atriz em 1954 pelo filme “A Princesa e o Plebeu” e em 1992 ganhou o “Prêmio Humanitário Jean Hersholt” (Elizabeth Taylor também ganhou essa premiação no mesmo ano) em uma homenagem póstuma da academia.

O vídeo aqui embaixo foi quando ela ganhou o Oscar em 1954 e eu fiquei emocionadinha ao ver a reação dela ao ganhar o prêmio. Parece que ela tá explodindo de felicidade e, ao mesmo tempo, tá num momento introspectivo, olhando o tempo inteiro pra baixo. Mas também, imagina a sensação de ganhar um Oscar? Se fosse eu, certeza que minha voz ia pífar, eu ia esquecer tudo que havia planejado pra dizer, ia entrar num semi estado de pânico e ia querer chorar de felicidade ali mesmo.

E ah, vocês repararam que na hora de falar as indicadas à estatueta, além delas e dos nomes dos filmes, também se costumava falar a produtora responsável? #detalhes

Já Grace Kelly recebeu o prêmio de melhor atriz em 1955 por “The Country Girl”. Reparei no detalhe de que ela subiu com a bolsa na mão haha. Deve ser o nervosismo (apesar que eu achei até bem charmosinho), afinal, ela tava ganhando um Oscar, mon dieu!

Vocês tão gostando do #aquecimentoOscar? Se tiverem ideias de post, compartilhem nos comentários 😉

NYFW: poder e era disco

Jason Wu

Assim como contei hoje mais cedo lá no facebook, a semana de Moda de Nova York começou terça-feira e desde ontem tão rolando os desfiles mais incríveis do evento. Daí que eu – fã confessa de Jason Wu – já tava me preparando para um desfile sensacional do estilista e thank god, não me decepcionei. Primeiro porque ele faz jus ao trabalho que já realizou até aqui e continua investindo em silhuetas que vão do rígido/utilitário até o fluido sem em nenhum momento perder a sensualidade. É incrível como independente do shape que a peça tenha, Jason Wu consegue imprimir tanta beleza feminina. E segundo porque, nessa coleção em especial, ele construiu a imagem de uma mulher bem poderosa. Desconfio eu que por causa da Miss Wu, que pedia tanto que ele deixasse esse lado mais ‘menina’ falar alto, ele propositalmente fez o oposto na sua marca principal. Das duas formas, ele acerta em cheio.

Desfile Jason Wu

Kate Spade

Mas além dele, a Kate Spade – que sempre tem um perfume girlie delicioso – apresentou uma coleção inspirada na década de 70 em New York. É incrível como toda coleção da Kate Spade me dá vontade de levantar e começar a sei lá…dançar! Ela é engraçada, é alto-astral. E essa pega um monte de referências da era disco e joga nas peças, só que com um ar muito mais moderninho. E aí tem também os acessórios da marca, que são sempre a cereja no topo do bolo. Melhor dizendo, são muitas cerejas no topo desse bolo, porque tanto os acessórios quanto a beleza do desfile são tão ou mais importantes do que as próprias roupas.

Nesse desfile aí eu fiquei com um tiquinho de medo dessas unhas gigantescas, mas to tentando desfocar disso e olhar pras outras coisas belas da coleção hahaha.

Desfile Kate Spade

Ps1: As imagens assim ficam legais? To tentando me arriscar no photoshop e deixar as fotos mais divertidas pra colocar aqui =)

Ps2: Se clicar nas imagens, elas abrem maiores em uma janelinha!

Ps3: As fotos do desfile do Jason Wu são do FFW e as da Kate Spade do próprio tumblr da marca.

O melhor do red carpet #aquecimentoOscar

Esse mês tem nada mais nada menos que a premiação mais aguardada do cinema… o Oscar! Dia 23 vai estar todo mundo grudado na telinha da TV – ou do computador, no meu caso – acompanhando o tapete vermelho e as premiações da noite. Mas enquanto esse dia não chega, dá pra assistir os indicados (to atrasada na minha lista desse ano, poft), fazer suas apostas e também um aquecimento pra premiação! Por isso, até dia 23 de fevereiro vou fazer uma série de posts aqui no blog que falem sobre o Oscar, seja o de 2013 ou de anos passados. Eles vão ficar todos na categoria Cineminha, a qual eu espero que cresça muito esse ano porque quero falar bastante de cinema por aqui.

Então, pra inaugurar essa série eu decidi começar pelo lado mais modístico da coisa: o red carpet. Com uma mega ajuda do The New York Times, fiz uma seleção de trajes que arrasaram – junto com suas respectivas moçoilas (haha) – no tapete vermelho. E olha o tanto de roupas e pessoas inspiradoras que já passaram por esse tapete desde 1997!

Gwyneth-Paltrow-Oscar-2012

Começar logo causando polêmica, já que esse vestido da Gwyneth Paltrow é ame-o ou odeie-o, assim mesmo sem meio termo. E eu amo. Penso aqui comigo que se fosse em outra pessoa talvez não tivesse o mesmo efeito, ainda mais com essa mistura de ‘vim do futuro’ com ‘sou uma deusa grega’ haha. Mas ela segura tão bem a pose que quando olho pra essa capa imagino ela deslizando pelo tapete e não andando. E afinal, red carpet bom é red carpet em que alguém se arrisca. E nesse quesito, Gwyneth arrasou!

  • Desde o ano passado, Ryan Murphy – o cara que escreveu a série Glee – tá em negociações com a Sony pra escrever uma série de comédia musical com um elenco de estrelas invejáveis, do tipo Cameron Diaz, Beyoncé, Andy Samberg e… Gwyneth Paltrow e Reese Witherspoon.

reese-witherspoon-oscars-2007-08

Reese Witherspoon pode até não ter feito muita graça no cabelo, mas o vestido compensou. Vestidos com camadas tem uma linha ali bem tênue entre ficarem lindos e horríveis, mas esse tá super bem dosado! E elas vão aumentando e virando uma cauda toda em degradê, – o que eu acho bem fora do óbvio de tudo que a gente costuma ver em tapete vermelho – mas sem ser over demais. Lindo e original.

  • Naquele mesmo ano de 2007 quando Reese Witherspoon apareceu no Oscar com seu super Nina Ricci, uma atriz deu as caras no red carpet com um Balenciaga pra ninguém botar defeito – e que em 2012 teria uma versão bem parecida, mas dessa vez em pink, usada por Emma Stone. É claro que estamos falando de… Nicole Kidman.

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Gorgeous! Define bem o modo como Nicole Kidman apareceu nesse red carpet. Acho a silhueta e o caimento do vestido – ainda mais em vermelho – deslumbrantes. E aí pra dar um tchan na produção, tem esses “detalhess” do laço e do véu (?). Nem tão clássico e nem tão diferente.

  • Nicole Kidman tá entre uma seleta lista de mulheres que já conquistaram a estatueta de melhor atriz no Oscar – nesse caso por “As Horas”, em 2002. Além dela, uma outra ganhadora desse prêmio faturou a estatueta não uma, mas duas vezes! A primeira por “Meninos não choram”, de 2000, e a segunda por “Menina de ouro”, em 2005. Essa façanha só podia mesmo ter vindo de Hilary Swank.

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Como não amar esse decote nas costas de Hilary Swank? Particularmente, eu sou fã declarada de costas abertas. Acho elas sexys pra dedéu e de um jeito nada óbvio. Tipo, não é aquele decotão na frente feat fenda do vestido. É todo o poder disso daí de uma maneira bem mais elegante e misteriosa.

  • Hilary Swank nasceu em 1974, mais precisamente no dia 30 de julho. Outra atriz que nasceu nesse mesmo, só que em 28 de abril é Penélope Cruz.

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Penélope Cruz é uma das poucas que sempre se veste incrivelmente bem no tapete vermelho. Muita gente elege a escolha dela de 2007 como um dos vestidos mais lindos de todos os tempos do Oscar. Longe de mim discordar disso, mas aqui tá a prova de que bem antes disso ela já deixava todo mundo suspirando quando chegava pra premiação.

  • Penélope Cruz é adepta de uma dieta que agora tá fazendo sucesso no Brasil, a Dukan, – o nome vem do inventor dela, o nutricionista Pierre Dukan – mas que lá fora já era bem conhecida. Baseada em uma alimentação rica em proteínas e que promete um emagrecimento rápido (sou sempre pé atrás com essa história de emagrecimento rápido, mas enfim), além de Penélope, a Dukan também era feita por… Jennifer Lopez!

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Eu adoro esse vestido porque 1) todo mudo esperava a Jennifer Lopez em algo super sexy, cheio de fendas e decotes, mostrando bem essa sensualidade que só ela tem. Mas aí ela vai lá e quebra com as expectativas de todo mundo mostrando que não é bem assim. 2) O vestido não precisa de muito esforço pra ser querido. Acho ele clássico, porém adicionado de toques rycos lá em cima. Engraçado que eu poderia esperar tudo dela, menos uma beleza clássica como essa que ela mostrou. E adoro quando as pessoas surpreendem no quesito roupa.

  • Em 1998, Jennifer Lopez emprestou sua voz para a animação “Formiguinhas Z”, onde dublou a personagem Azteca. Anos mais tarde, mais precisamente em 2006, um outro filme de animação sobre formiguinhas, “Lucas, um intruso no formigueiro”, tinha como dubladora da personagem Hova, tchan tchan… Julia Roberts!

Jerzy Dabrowski Celebrity Archive

Julia Roberts foi para a premiação de 2001 – onde faturou a estatueta de melhor atriz pelo filme “Erin Brockovich” – com um vestido vintage preto e branco Valentino de 1982. Um clássico de fazer o coração disparar.

  • Julia Roberts é a garota propaganda do perfume da Lâncome “La vie est belle” (A vida é bela), mas não é a única a emprestar seu rosto – e sua beleza – para a imagem de um perfume. Outra que fez o mesmo, mas dessa vez com o “Manifesto” da Yves Saint Laurent, foi Jessica Chastain.

Jessica Chastain

E pra fechar com chave de ouro, Jessica Chastain em um maravilhoso Alexander McQueen (sintam o tanto de redundância que tem nessas últimas palavras). Se eu tivesse que escolher apenas um vestido pra eleger como meu predileto do Oscar, por mais difícil que fosse essa decisão, não teria como esconder meu amor por esse aqui. Adoro o modo como ele abre da cintura para baixo (sem ser super rodadão) e acho impactante esses desenhos dourados que contrastam com o fundo preto. Tem a cara do McQueen em cada milímetro dele. <3

  • E adivinhem? Jessica Chastain foi cotadíssima para o papel de uma cientista mega inteligente em “Homem de Ferro 3”. Apesar da participação não ter rolado, a série “Homem de Ferro” teve a presença de uma outra atriz muito famosa desde seu primeiro filme.

Beijo pra quem chutou Gwyneth Paltrow!